Sinpro-DF convoca a categoria para tuitaço, nesta segunda (5), 19h, contra a reforma administrativa

O Sinpro-DF convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para participarem do tuitaço contra a reforma administrativa, nesta segunda-feira (5/7), 19h, com a tag #enterraPec32.

Orienta também, a todos e todas, a marcarem os(as) deputados(as) nas redes sociais, denunciar as armadilhas da proposta que destruirá os serviços públicos e prejudicará servidores(as) de todo o País! Acesse o link do Educação Faz Pressão e pressione o deputado! 

Clique no link e faça pressão: https://bit.ly/3AuCnWR

‘Sommeliers’ de vacina contra Covid-19 erram análise de eficácia, ignoram efetividade e atrasam combate à pandemia

'Sommeliers' chegam na frente nos postos, perguntam quais são as vacinas disponíveis e saem ao não ouvir o nome do que buscam: comportamento atrasa o combate à pandemia Foto: Felipe Nadaes
‘Sommeliers’ chegam na frente nos postos, perguntam quais são as vacinas disponíveis e saem ao não ouvir o nome do que buscam: comportamento atrasa o combate à pandemia Foto: Felipe Nadaes

 

 

RIO — Quando Jorge, de 86 anos, morreu de Covid-19, em abril, os familiares lamentaram que o pai tenha seguido o mesmo caminho do filho, João, morto em 2018. O filho, de 38, também foi vítima de um vírus, mas em seu caso, o da febre amarela. Moradores de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, pai e filho compartilhavam a aversão por vacinas (os nomes foram inventados a pedido da família).

 

O filho se recusava a tomar porque achava uma “bobagem”. O pai porque não confiava na CoronaVac, a “vacina chinesa”, a única disponível no Brasil, quando a faixa etária dele foi vacinada, em fevereiro. Preferia esperar outro imunizante. O coronavírus chegou primeiro.

 

Histórias como essa se repetem todos os dias no Brasil. Elas assombram os leitos de UTI ocupados pelos não vacinados por opção. E se multiplicam nos que postergam a vacinação para escolher um imunizante. São os ‘sommeliers” de vacina. Chegam na frente dos postos, perguntam quais são os disponíveis e saem ao não ouvir o nome do que buscam.

 

Os 'sommeliers' fazem uma leitura equivocada da eficácia dos imunizantes, não levam em conta a taxa de efetividade.
Os ‘sommeliers’ fazem uma leitura equivocada da eficácia dos imunizantes, não levam em conta a taxa de efetividade.

 

— Não se vacinar por opção quando chegou a sua hora, é brincar com a morte. Não vejo vacina matando, mas o coronavírus já tirou a vida de meio milhão de brasileiros — afirma Amílcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

Tanuri liderou um estudo que evidenciou a força da CoronaVac, vacina que alguns dos “sommeliers” consideram “fraca”. Em Maricá (RJ), onde 40% dos habitantes foram vacinados, 25% dos quais com duas doses, a vacinação reduziu à metade da incidência geral do coronavírus entre maio e junho. Lá a CoronaVac responde por dois terços dos vacinados e a AstraZeneca, pelo restante.

 

Os detratores de CoronaVac, em geral, preferem a vacina da Pfizer/BioNTech, atraídos pelo mau entendimento sobre índices de eficácia. Já outros fogem da mesma Pfizer, com medo injustificado de manipulações genéticas, na linha do “vai virar jacaré”, proferido pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

Há os que temem efeitos adversos da Oxford/AstraZeneca e da recém-chegada Janssen/J&J, que precisa de uma só dose. Os cientistas têm certeza de que o Brasil conta hoje com quatro diferentes vacinas e o mesmo resultado: todas se mostram seguras (efeitos adversos raros) e eficientes (redução das taxas de doença grave e morte nos vacinados). Igualmente importante: todas também têm se provado eficazes contra as variantes do vírus.

 

Ao comparar a taxa de eficácia, ‘sommeliers’ ignoram que vacinas foram produzidas em diferentes momentos e seguindo metodologias próprias

 

A principal confusão dos “sommeliers” diz respeito às taxas de eficácia em estudos clínicos de fase 3, a última antes da autorização para uso na população. Esses testes mostraram eficácia de 95% para a Pfizer; 72% a 90% para a Janssen; 76% a 82% AstraZeneca; 51%, CoronaVac.

 

Mas as taxas não são comparáveis porque os estudos de fase 3 foram realizados em momentos diferentes da pandemia (alguns quando já havia novas variantes do coronavírus em circulação, outros não), com metodologias distintas (duração, escolha do tipo de placebo e dos grupos vacinados e de controle, por exemplo) e em países com diferentes taxas de contágio. Podem parecer detalhes, mas não são. Mal comparando, quando se contrasta o consumo de carros, é preciso testá-los em condições idênticas. Se um anda numa estrada de asfalto sem trânsito, outro numa de terra esburacada e um terceiro numa metrópole engarrafada, não há como provar que o primeiro é o mais econômico.

 

— Todas as vacinas em uso no Brasil são semelhantes em segurança e proteção para casos moderados a graves de Covid-19. E isso é o que importa — frisa Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

 

Especialista ressalta que todos os imunizantes disponíveis no país são semelhantes em segurança e proteção para casos moderados a graves de Covid-19 Foto: Felipe Nadaes
Especialista ressalta que todos os imunizantes disponíveis no país são semelhantes em segurança e proteção para casos moderados a graves de Covid-19 Foto: Felipe Nadaes

 

Mas a eficácia de 95% da Pfizer na fase de testes impressiona e puxava a fila de pessoas acima de 80 anos formada na Clínica de Família Santa Marta, em 22 de junho, data em que homens de 49 anos deveriam se vacinar. Naquele dia, havia Pfizer. Nenhum dos idosos ali morava na comunidade, mas todos tinham decidido não se vacinar com CoronaVac e AstraZeneca para esperar pela Pfizer e rondavam postos há semanas. Uma decisão, no mínimo, temerária.

 

— Atrasar a vacinação para escolher uma vacina vai custar a vida de muita gente devido à alta circulação de vírus no Brasil — alerta a pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo.

 

Eficácia e efetividade parecem, mas não são a mesma coisa. A eficácia é medida nos estudos clínicos de fase 3 e diz respeito à estimativa de proteção individual. Assim, uma vacina com 95% de eficácia confere 95% menos risco de contrair Covid-19 em relação a um não-vacinado. Mas não significa que 95 de cada 100 vacinados ficarão livres da doença. O que mede isso são as análises de efetividade, quando as vacinas já estão em uso maciço.

 

Todas as divulgadas até o momento apresentam saldo altamente positivo para os imunizantes. A mais sólida vem do Reino Unido, o primeiro país do mundo a começar a vacinar e que tem 65% da população com pelo menos uma dose.

 

Efetividade das vacinas são conhecidas apenas quando seu uso já é maciço Foto: Felipe Nadaes
Efetividade das vacinas são conhecidas apenas quando seu uso já é maciço Foto: Felipe Nadaes

 

Na Nature Medicine, cientistas britânicos disseram que “a vacinação contra a Covid-19 reduziu o número de novas infecções por Sars-CoV-2, com os maiores benefícios obtidos após duas doses contra infecções sintomáticas. Não houve diferença entre a BNT162b2 (Pfizer) e ChAdOx1 (AstraZeneca/Oxford)”. A CoronaVac e a Janssen não são usadas lá e, portanto, não foram comparadas. Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), observa que o Reino Unido nos mostrou que o imunizante da AstraZeneca oferece de 85% a 90% de proteção com duas doses, a mesma da Pfizer.

 

— Chile e Uruguai nos provam que a CoronaVac reduziu óbitos e mortes em 90%. Também o mesmo patamar da Pfizer — afirma.

 

Ballalai observa que nenhuma vacina oferecerá na vida real 100% de proteção porque a imunidade depende não apenas do imunizante, mas também do imunizado. A resposta do sistema imunológico varia de um indivíduo para outro. Existem pessoas com duas doses de qualquer um desses imunizantes que morreram de Covid-19. Esses casos chamam a atenção justamente porque são raros.

 

— O Brasil está com baixíssima cobertura vacinal para duas doses e tem uma quantidade enorme de jovens sem perspectiva de receber vacinas. Isso é dramático — diz Ballalai, que chama atenção para o caso do Chile. Lá a maciça aplicação de uma dose da CoronaVac não teve efeito expressivo, mas a situação mudou depois da segunda dose.

 

Por ser a primeira a ser desenvolvida, a Pfizer foi testada nos EUA num momento em que a pandemia não havia explodido lá e variantes mais contagiosas, como beta, delta e gama (a P1 brasileira), ainda não haviam emergido.

 

A boa notícia é que o imunizante se manteve eficaz em análises de efetividade divulgadas em meados de junho. Estas indicaram que a Pfizer e a Moderna, feitas com a mesma tecnologia, oferecem imunidade persistente, por pelo menos um ano, inclusive para as variantes.

 

— Até agora, não temos visto perda de eficácia das vacinas contra as formas moderadas e graves de Covid-19 devido às variantes. Há estudos em curso no Brasil e no mundo, isso tem sido monitorado — acrescenta Kfouri.

 

Estudos indicaram que as vacinas da Pfizer, Moderna e AstraZeneca podem oferecem imunidade persistente, por pelo menos um ano Foto: Felipe Nadaes
Estudos indicaram que as vacinas da Pfizer, Moderna e AstraZeneca podem oferecem imunidade persistente, por pelo menos um ano Foto: Felipe Nadaes

 

Um levantamento feito recentemente em Serrana (SP), onde 75% da população de recebeu duas doses da CoronaVac, mostra que houve redução de 95% das mortes por Covid-19. O resultado sugere que ela pode proteger contra a variante P1, dominante no Brasil e considerada até mais de duas vezes mais contagiosa do que as linhagens originais.

 

Os resultados da AstraZeneca chamam a atenção. A Agência de Saúde da Inglaterra (PHE, na sigla em inglês) informou em maio que as duas doses da AstraZeneca conferem 90% de proteção contra a Covid-19. Em estudo na Lancet, a Universidade de Oxford, parceira da AstraZeneca, mostrou que sua vacina pode proteger por pelo menos 1 ano pessoas que tomaram duas doses com um intervalo maior (45 semanas) ou receberam um reforço depois de duas doses com intervalo menor.

 

Em estudo na New England Journal of Medicine, a vacina da Janssen se mostrou capaz de, 28 dias após uma só dose, oferecer 100% de proteção contra hospitalização e morte por Covid-19. Quando se incluem casos graves, o percentual é de 84,5% e moderados, 66%. A média de proteção nos EUA foi de 72%. A vacina perde parte da eficiência para a variante sul-africana beta. Mas permanece, segundo a OMS, eficaz contra a delta. Como as demais, não foi testada contra a P1.

 

Existe vacina grátis, mas não há nenhuma que garanta risco zero de provocar efeitos adversos, quase a totalidade deles leves. À medida que mais pessoas se vacinam, aumentam, como seria esperado, relatos de gente que passou mal.

 

— Os efeitos são insignificantes frente aos benefícios — assegura Dalcolmo.

 

Ricardo Gazinelli, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, diz que a vacina da Pfizer, por exemplo, parece promover uma resposta mais potente na primeira dose, mas pode causar em algumas pessoas mais efeitos adversos leves na segunda dose.

 

Não há vacina que garanta risco zero de provocar efeitos adversos, ressalta cientista Foto: Felipe Nadaes
Não há vacina que garanta risco zero de provocar efeitos adversos, ressalta cientista Foto: Felipe Nadaes

 

A vacina da Pfizer pode provocar em casos extremamente raros miocardite e pericardite em jovens, informou em junho o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA. Ainda assim, nada que justifique qualquer medida, além de atenção.

 

Já as vacinas da AstraZeneca e a da Janssen podem provocar efeitos adversos leves (febre e mal-estar, por exemplo) com mais frequência. Dalcolmo explica que os casos de trombose associados a essas vacinas nada têm a ver com a trombose comum e são extremamente raros. A estimativa é de um caso para cada 400 mil aplicações de AstraZeneca.

 

Em grávidas, o risco é maior, mas ainda assim, baixo: 776 casos de trombose em 360 milhões de aplicações.

 

— Não há motivo para pessoas com trombose deixarem de tomar essas vacinas porque os mecanismos que causam os efeitos adversos raros são outros — afirma ela.

 

A CoronaVac está associada a menos efeitos adversos. Segundo Gazinelli, poderia ser especialmente adequada para gestantes e pessoas com alguma imunodeficiência.

 

Sucesso no combate à pandemia também depende de medidas de proteção já conhecidas, como cuidados com higiene e distanciamento social

 

A vacina não é o único determinante no sucesso contra a pandemia. Além da eficiência, contam fatores como cobertura com uma e duas doses, ritmo da vacinação, distanciamento social e cuidados com higiene.

 

— Israel abriu antes do tempo e voltou a ver o número de casos subir. O Chile também. Algumas pessoas pensam na vacina individualmente, mas a proteção depende do coletivo. Numa circulação de vírus elevadíssima como a do Brasil, todos estão em risco. Pensar no coletivo também é pensar na segurança individual — adverte Kfouri.

 

Vacinação não é suficiente para conter a pandemia, alertam pesquisadores; população deve manter cuidado com higiene e distanciamento social Foto: Felipe Nadaes
Vacinação não é suficiente para conter a pandemia, alertam pesquisadores; população deve manter cuidado com higiene e distanciamento social Foto: Felipe Nadaes

 

O geneticista Renato Santana, professor da UFMG que estuda variantes do coronavírus, diz que, mês a mês, se observa uma queda na mortalidade de idosos, vacinados primeiro, e o crescimento da mesma taxa em grupos não vacinados.

 

— Observamos uma queda na severidade dos casos, mesmo com a variante P1 totalmente dominante no Brasil. Isso significa que as vacinas funcionam — pondera .

 

Margareth Dalcolmo se preocupa com o tempo perdido com discussões sobre taxas de eficácia incomparáveis e efeitos adversos raríssimos enquanto a pandemia continua sem controle.

 

— Internei há dias dois jovens, um de 26 e outro de 28 anos. Como outros tantos, eles se achavam a salvo da Covid-19. Isso não existe, a não ser para os vacinados. Temos que correr para vacinar os jovens, eles se expõem mais e estão adoecendo como nunca vimos na pandemia. Temos que vacinar a todos, gente sem documentos, não importa. O importante é proteger a população — ressalta ela.

 

Gazinelli acalenta a expectativa de que até o fim do ano o Brasil tenha 70% de sua população vacinada. Depois, teremos outros desafios. Um é descobrir quanto tempo a imunidade conferida pelas vacinas durará. Para essa questão, não há resposta conclusiva. Outro é saber se serão necessárias doses de reforço, seja devido à diminuição de proteção ou pelo surgimento de variantes do coronavírus capazes de escapar da proteção adquirida. Estudos sugerem que o reforço será inevitável. Mas quando, em que frequência e por quanto tempo permanecem em aberto.

 

Nos próximos meses e anos, pesquisadores examinarão se será melhor combinar vacinas diferentes e se haverá vacinas para adequadas a determinados grupos Foto: Felipe Nadaes
Nos próximos meses e anos, pesquisadores examinarão se será melhor combinar vacinas diferentes e se haverá vacinas para adequadas a determinados grupos Foto: Felipe Nadaes

 

Os próximos meses e anos dirão se serão necessárias doses extras, se será melhor combinar vacinas diferentes, se novos imunizantes oferecerão mais opções e se haverá vacinas mais adequadas a determinados grupos.

 

— Todas as vacinas têm vantagens e desvantagens, mas o que importa é o resultado final e este tem sido bom para todas. As vacinas diminuem a carga de vírus numa pessoa, com isso, menos vírus estarão em circulação e isso é crucial para contermos a pandemia — resume Gazinelli, cujo grupo desenvolve uma vacina que tem se mostrado promissora em testes com animais.

 

O que motiva os ‘sommeliers’: Quem quer escolher uma vacina costuma argumentar que a da Pfizer/BioNTech protege mais que a Oxford/AstraZeneca, Janssen e CoronaVac. Dizem isso com base nas taxas de eficácia publicadas em testes clínicos. A da Pfizer/BioNTech é de 95%, a da Janseen, 72%, a da Oxford/AstraZeneca, 76%, e a da CoronaVac, 51%.

 

O equívoco da comparação: O problema é que as taxas de eficácia não podem ser comparadas porque os estudos clínicos de fase 3 em que elas se baseiam foram realizados em lugares diferentes, com metodologias distintas (grupos de vacinados e de controle, tipo de placebo, duração, dosagem etc.) e em momentos distintos da pandemia. Por isso, são incomparáveis. A Pfizer foi testada quando a pandemia estava no início e ainda não havia surgido variantes. A CoronaVac usou como voluntários profissionais de saúde, pessoas mais expostas do que a maioria. E a AstraZeneca e a Janssen foram testadas após a emergência de variantes. Tudo isso impede qualquer comparação.

 

O que importa: As análises de efetividade, que avaliam o efeito de uma vacina na população, são o guia mais apropriado. As realizadas até o momento indicam que todas as vacinas são seguras, protegem contra a Covid-19 grave e evitam mortes.

 

E as variantes: Em tese, elas ameaçam reduzir o impacto dos imunizantes porque podem escapar dos anticorpos e são mais contagiosas. Mas, até agora, todas as vacinas continuam sendo eficazes.

 

 

De O Globo

Assembleia para eleger delegadas/os à Plenária Estatutária da CUT-DF será neste sábado (3/7)

O Sinpro-DF convoca seus(as) sindicalizados(as) para participar da Assembleia virtual,  no sábado (3/7), às 10h, que elegerá delegados e delegadas que representarão a categoria na Plenária Estatutária da CUT-DF.  A assembleia será realizada pela plataforma Zoom. O prazo para as inscrições se encerra às 10h15 do sábado (3/7).

 

A Plenária Estatutária da CUT-DF é uma etapa que antecede a 16ª Plenária Estatutária Nacional – João Felício e Kjeld Jakobsen, cujo tema é Unidos e organizados somos mais fortes – Trabalho, direitos, democracia.

 

Para participar da etapa regional na CUT-DF é preciso ter sido eleito ou eleita pela categoria como delegado ou delegada. Para isso, o Sinpro-DF realiza, no dia 3 de julho, às 10 horas, a Assembleia que elegerá seus(as) delegados e delegadas representantes da categoria. A principal condição para participar da Assembleia, é ser sindicalizado ou sindicalizada, não ter pendências no Sinpro-DF e preencher a Ficha de Inscrição disponibilizada no link a seguir: https://sinpro25.sinprodf.org.br/fichaS

 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que, caso não consiga finalizar a inscrição, o(a) sindicalizado(a) deverá procura o Cadastro, pelo telefone (61) 99161-2072, ou por intermédio de algum diretor (confira contato neste link https://sinpro25.sinprodf.org.br/diretoria/) para esclarecimentos. O link da Assembleia na plataforma Zoom será enviado aos(às) sindicalizados(as) inscritos(as).

 

16ª Plenária Estatutária  da CUT-DF 



A Plenária Estatutária da CUT-DF será realizada nos dias 26, 27 e 28 de agosto. De acordo com a programação, no dia 26, haverá a abertura, com análise de conjuntura; no dia 27, o debate e as votações; e, no dia 28, data do aniversário da CUT Brasil, está prevista a consolidação do resultado da Plenária Regional, com conclusão das votações e comemoração dos 38 anos de organização e luta da classe trabalhadora na Central.

 

Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF, ressalta a importância da 16ª Plenária Estatutária da CUT-DF. “Os resultados da nossa plenária devem comunicar à sociedade o que a CUT pensa e fará a respeito das questões mais importantes para o destino da classe trabalhadora no DF e no Brasil”, afirma.

 

Ele alerta para o fato de que “desde o ConCUT de 2019, a conjuntura no País e no DF mudou muito e uma das pautas que mais sofrem ataques do governo Bolsonaro é a educação. No DF e em todo o Brasil, a categoria docente teve, na pandemia do novo coronavírus, que inicia, agora, sua terceira e violenta onda, mudanças agressivas na forma de trabalho e novos desafios colocados para a organização da categoria e para a exercício da docência propriamente dita. Daí a importância da participação da categoria na organização da luta”.

 

Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF, explica que os(as) participantes são todos(as) os(as) sindicalizados(as) eleitos(as) nas Assembleias de base, convocadas, especificamente, para a eleição de delegadas e delegados à Plenária da CUT. Vale lembrar que há uma proporcionalidade, ou seja, o número de delegados(as) é definido de acordo com o número de sindicalizados(as). “Lembramos que para a eleição dos(as) delegados(as) titulares e suplentes, a cota de gênero de 30% (homem ou mulher) deverá ser respeitada”, observa.

 

Ela reforça a importância da participação do movimento docente e destaca a relevância educação como centro do debate e das estratégias da luta dos trabalhadores(as) do Brasil é uma responsabilidade da categoria docente e, por isso, é essencial a ampla participação dos(as) professores(as) do DF na Plenária da CUT.

 

Ana Paula Barbosa Cusinato, diretora de Imprensa da CUT-DF, também aponta a importância dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. “O Sinpro-DF tem uma especificidade que é o fato de estar no centro do poder e poder atuar tanto na Câmara Legislativa quanto no Congresso Nacional presencialmente. Estar conectado à estratégia da CUT, que é a maior e mais forte central sindical no Brasil, para pautar a educação como central no enfrentamento aos retrocessos causados pelo governo Bolsonaro e pelo governo Ibaneis é uma grande responsabilidade da categoria do Sinpro-DF”, afirma.

 

A diretoria da CUT observa, ainda, que o Sinpro-DF tem desenvolvido um trabalho durante a pandemia que revela a sua alta capacidade de adaptação às adversidades impostas pela crise sanitária da Covid-19,o que contribui para a organização de toda a classe trabalhadora. “Estar presente na 16ª Plenária para contribuir com os(as) trabalhadores(as) do setor público e da iniciativa privada reafirma o compromisso coletivo é uma grande responsabilidade de todos e todas”, finaliza.

 

16ª Plenária Estatutária da CUT Brasil – João Felício e Kjeld Jakobsen



Entre os dias 21 e 24 de outubro deste ano, a CUT Brasil realiza a 16ª Plenária Estatutária para renovar princípios e compromissos fundamentais e apontar o caminho para a ampliação da força da central, sua organização e representatividade na defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora, a luta por melhores condições de vida e trabalho e o engajamento no processo de transformação da sociedade brasileira em direção à democracia e ao socialismo.

 

O objetivo da 16ª Plenária Nacional da CUT é atualizar a estratégia política e organizativa da central, considerando a conjuntura e a realidade atual da classe trabalhadora. As assembleias de base, as Plenárias Estaduais e as reuniões de ramos são etapas que deverão acumular em torno desses temas.

 

A entidade explica que a 16ª Plenária Nacional da CUT leva os nomes de “João Felício e Kjeld Jakobsen” como homenagem póstuma esses dois ex-presidentes que, com sua prática e história no movimento sindical, deixaram um legado imprescindível para as próximas gerações de cutistas.

Clique e confira, a seguir, o Texto Base da direção executiva nacional da CUT.

 

SERVIÇO

O QUE: Assembleia para eleição de delegados(as)
DATA: 3 de julho
HORA: 10h
ONDE: Zoom
LINK: O link da Assembleia será enviado aos(às) inscritos(as)

Participe! Somente a sua participação e unidade irá assegurar conquistas e vitórias para a nossa categoria e a classe trabalhadora porque “unidos e organizados somos mais fortes!”

Consequências da Reforma Administrativa na Educação é o tema da próxima LIVE da CNTE e do FENASEPE

2021 06 30 live cnte fenasepe

Na próxima sexta-feira (2), às 18h, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com a Federação Nacional dos Servidores e Empregados Públicos Estaduais e do Distrito Federal (FENASEPE), vai realizar a LIVE que terá como tema: “Consequências da Reforma Administrativa na Educação”. O debate será transmitido ao vivo pelas redes sociais da CNTE (Facebook e Youtube). Participam do evento a secretária geral da CNTE, Fátima Silva, e o deputado federal Rogério Correia (PT/MG), que faz parte da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público. A mediação será feita pelo presidente da FENASEPE, Renilson Oliveira.

A Reforma Administrativa do governo Bolsonaro – Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32/2020 retira direitos de servidores e servidoras, além de deixar a população sem serviços públicos. Saiba mais sobre a luta da CNTE pela rejeição dessa proposta.

Tramitação

A PEC 32/2020 teve sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) , no fim de maio. Agora terá que passar pela comissão especial: o deputado Fernando Monteiro (PP-PE) foi eleito presidente do colegiado, com 17 votos favoráveis e dois votos em branco. O deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA) foi indicado relator da matéria.

O prazo para o relator proferir seu parecer será de 40 sessões da Casa. O prazo para apresentação de emendas será de 10 sessões, contadas a partir de quinta-feira (10/6). Cada emenda terá de ser assinada por 171 deputados. A comissão especial terá 34 membros titulares e igual número de suplentes.

Após ser analisado pela comissão especial, o texto ainda será votado em dois turnos no Plenário e, para ser aprovado, precisará do apoio, em cada um deles, de pelo menos 308 votos dos 513 deputados.

Fonte: CNTE

Servir realiza audiência pública sobre a reforma Administrativa

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir) convidou a bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados para dialogar com as entidades sobre a Reforma Administrativa de Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (01), das 19h às 21h30. Trazendo como temática: Saiba o que pensa a bancada do DF sobre a reforma Administrativa, os(as) convidados(as), dentre eles o deputado federal professor Israel Batista, debaterão os aspectos da PEC 32 que, se aprovada, comprometerão e atingirão escolas, órgãos educacionais e os educadores.  A transmissão se dará pelas redes @servirbrasil no facebook e youtube.

“O debate da Reforma Administrativa não fala com sinceridade os reais motivos. Toda vez que o governo defende a PEC 32 diz que ela vai acabar com os privilégios. Mas quando a gente lê o texto da proposta, percebe que é voltado para professores, enfermeiros, profissionais de base, justamente aqueles que não são privilegiados. O governo vende algo que não vai entregar. A Reforma enfraquece o serviço público brasileiro”, definiu o deputado.

Aqueles(as) que tiverem interesse podem participar enviando perguntas e se inscrever pelo site www.servirbrasil.org.br/bancadadfreforma.

Tuitaço nesta quarta (30) pela estabilidade do servidor público e contra a PEC 32

Em um governo que tem como meta o desmonte do Estado e retrocessos em conquistas históricas da classe trabalhadora, a nossa luta não para. A PEC 32, que aborda a reforma Administrativa, é um dos projetos mais desejados pelo governo de Jair Bolsonaro, e que representa perdas inigualáveis para os(as) servidores(as) públicos(as) e para a população de uma forma geral.

Diante disso o Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para participarem de um tuitaço nesta quarta-feira (30), a partir das 9h, pela estabilidade do servidor público e contra a PEC 32, utilizando a Tag #EstabilidadeCombateCorrupção. Nossa pressão é extremamente importante e necessária neste momento, para que este projeto negativo e prejudicial para a população não seja aprovado.

Pressione os(as) deputados(as), em especial o presidente da Comissão, deputado Fernando Monteiro (@fmonteirope) e o relator da PEC, deputado Arthur Oliveira Maia (@departhurmaia), a votarem contra a reforma Administrativa. Mande mensagens nas redes sociais dos(as) parlamentares(as) exigindo o voto CONTRA a PEC 32. Quem vota contra a população não se elege mais! Queremos serviços públicos de qualidade e respeito aos(às) servidores(as) de todo o país.

 Não permitiremos nenhum desmonte dos Serviços Públicos! #EstabilidadeCombateCorrupção.

 

Clique no link e faça pressão: https://pressao.sinprodf.org.br/campanhas/nao-a-reforma-administrativa/

Sinpro-DF realiza Assembleia de Prestação de Contas na terça (29)

A diretoria do Sinpro-DF convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) para Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas, a ser realizada, na terça-feira (29), às 18h30, no Auditório Paulo Freire, situado no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Quadra 6 – Lote 2.260. A pauta é a apreciação dos balanços financeiros de patrimonial do Sinpro-DF

 

Para reduzir os riscos de contaminação pelo novo Coronavírus, deverá ser respeitada a distância mínima de dois metros entre os participantes. Também será exigida e obrigatória a utilização de máscara. No local, disponibilizaremos álcool em gel 70% e faremos aferição da temperatura. 

 

Clique  aqui e confira o Edital de Convocação.

 

 

 

 

 

 

 

Reunião virtual nessa segunda (28) debate tributação das grandes fortunas na América Latina

O Instituto Justiça Fiscal (IJF) promove, nessa segunda-feira (28), às 19h, um diálogo sobre a tributação de grandes fortunas na América Latina. Tributação das grandes fortunas no Brasil e na América Latina é o tema da reunião virtual, que reunirá o deputado argentino pela Frente de Todos,  Hugo Yasky, da coalizão de apoio ao presidente Alberto Fernández; o porta voz da campanha latino-americana para tributar grandes fortunas, o sociólogo e especialista em tributação internacional, Jorge Coronado; o economista Paulo Nogueira Batista Jr, ex-diretor do FMI e banco dos Brics, e a  Presidenta do IJF e da coordenação da campanha Tributar os Super-Ricos, Maria Regina Paiva Duarte.  A transmissão ocorrerá pelas páginas do Instituto Justiça Fiscal no Youtube e no Facebook.

O objetivo do diálogo internacional é fortalecer o movimento na região, a mais atingida econômica e sanitariamente pela pandemia e ao mesmo tempo a que menos tributa a riqueza. Estima-se que 10% mais ricos da AL possuem 71% da riqueza e 60% dos bilionários latino-americanos receberam suas fortunas de herança e nunca pagaram impostos sobre os ativos financeiros e patrimoniais, segundo estudo realizado pela Rede Latino-americana por Justiça Econômica e Social (Latindadd). Região mais desigual do planeta, 41% da riqueza está nas mãos do 1% mais rico, que contribui com apenas 3,8% da arrecadação total. Por outro lado, a dívida pública aumentou para 79% do PIB da região no ano passado, o nível mais alto em décadas, depois que a pandemia provocou uma recessão profunda e encolheu a receita tributária. Diante desse quadro, o movimento para fazer os ricos cobrirem os custos da covid-19 ganhou força em alguns círculos políticos.

A crise, que empobreceu 45 milhões de pessoas na região, gerou um movimento que reúne 24 países na Campanha “Agora ou Nunca! Impostos sobre as grandes fortunas”, apresentada em dezembro passado e que articula mudanças legislativas internas nos países para promover justiça fiscal. Estimativa conservadora projeta arrecadação de US$ 26 bilhões por ano em 20 países do continente, caso as legislações sejam implementadas nos respectivos países. Também em dezembro de 2020, o Parlamento argentino aprovou a tributação temporária de grandes fortunas como forma de superar o desastre econômico gerado pelos reflexos do Coronavírus. Cerca de 80% dos potenciais contribuintes pagou, informa Administração Federal de Receitas Públicas (Afip). Com 45 milhões de habitantes, o país vizinho tenta tributar cerca de 12 mil pessoas físicas e jurídicas que tenham declarado ativos acima de US$ 2,2 milhões.

Destes, 10 mil pagaram no prazo, que era até 16 de abril, totalizando cerca de US$ 2,4 bilhões. Mais de 200 recursaram à Justiça e outros estão sendo notificados a atualizar dados e pagar os tributos e multa. Chamada de Aporte Solidário, a Lei 27.605 se refere a uma contribuição única para minimizar os efeitos da pandemia.  A alíquota varia de 2,25% a 5,25%, dependendo do tamanho da fortuna e se os patrimônios são mantidos localmente ou no exterior.

Inscrições abertas para Seminário Tecendo a Comunicação Popular

Estão abertas as inscrições para o seminário Tecendo a Comunicação Popular, atividade organizada pelo Núcleo Piratininga de Comunicação e pela Fundação Rosa Luxemburgo. O Seminário reunirá, nos dias 22, 23 e 24 de julho, professores(as) de sete universidades brasileiras, três jornais populares, sete coletivos de comunicação popular, além do MST, MTST, MPA, dois portais comunitários de favelas, quatro representantes de rádios comunitárias e da Teia de Comunicação Popular do Brasil.

Serão três dias de diálogos sobre o cenário da comunicação popular e comunitária no Brasil. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio de formulário online até o dia 30 de junho. As vagas são limitadas para 120 participantes.

Dúvidas e informações através do e-mail npiratininga@piratininga.org.br.  

Para conhecer a programação e os palestrantes, basta acessar a página do seminário. https://nucleopiratininga.wixsite.com/seminariocompop

Ato pela vida das mulheres neste sábado (26) em Sobradinho

Em Sobradinho/Sobradinho II, no mês de junho, três mulheres foram vítimas de feminicídio. As três eram mães. Os casos tiveram as marcas da covardia e da crueldade, que caracterizam a violência contra a mulher, o que comoveu a comunidade como um todo. Ficou latente a necessidade de medidas protetivas eficazes e uma justa punição aos feminicidas.

Para manifestar indignação e chamar a atenção do Estado e da sociedade, diversas organizações que compõem a luta das mulheres em Sobradinho e no DF convocam um Ato pela vida das mulheres, em formato de carreata, este sábado (26), com concentração às 8h30min no estacionamento da Feira de Sobradinho II.

É muito importante a participação das professoras e dos professores da cidade, para exigir das autoridades o fortalecimento dos mecanismos de proteção às mulheres. “Convidamos as mulheres e os homens da categoria, porque o enfrentamento ao machismo é tarefa de todes nós”, afirma Vilmara Carmo, diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.

Acessar o conteúdo