TV Sinpro desta terça-feira (19) será sobre o adiamento do Enem
Jornalista: Maria Carla
A pauta do programa TV Sinpro, desta terça-feira (19/5), 17h, é o adiamento do Enem. Nesta edição, os diretores do sindicato, Carolina Rodrigues e Hamilton Caiana, vão receber o presidente da UNE, Iago Montalvão, e a presidenta da UBES, Rozana Barroso, para falarem do necessário adiamento do Enem para que nenhum estudante tenha seu ingresso na universidade prejudicado pela Covid-19 e pelo MEC.
O programa é transmitido ao vivo, toda terça-feira, às 17h, pela página do Sinpro-DF no Facebook e pelo canal 12 da NET, bem como pelo site e fanpage da TV Comunitária.
Assista pelo Facebook do Sinpro-DF: facebook.com/sinprodf
As reprises são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação:
Saber Viver em Casa debate o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes
Jornalista: Luis Ricardo
Na edição do Saber Viver em Casa da próxima segunda-feira (18), as conselheiras tutelares Ana Maria da Mata Soares e Thelma Mello vão falar sobre Enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. Os diretores do sindicato Jairo Mendonça e Mônica Caldeira também participarão do debate.
A violência contra crianças e adolescentes é, hoje, um dos grandes problemas sociais a serem combatidos tanto por governos quanto pela sociedade como um todo. O debate e a implantação de políticas públicas que possam impedir atos violentos contra menores é uma necessidade urgente.
O programa Saber Viver em Casa é uma parceria do Sinpro-DF com a TV Comunitária, e é transmitido pelo canal 12 da NET e pelo Facebook e You Tube do Sinpro-DF.
Nem total, nem gradual. Reabertura do comércio no DF coloca vidas em risco
Jornalista: Luis Ricardo
Mesmo após inúmeros estudos científicos ─ respaldados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ─ indicarem o isolamento social como meio mais eficaz para impedir a propagação do novo coronavírus, a juíza titular da 3ª Vara Federal Cível do DF, Kátia Balbino, liberou o funcionamento do comércio, de forma gradual, no Distrito Federal.
Como se não bastasse, em entrevista à rádios da mídia tradicional, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que recorrerá da decisão e quer reabrir todo comércio na próxima segunda-feira (18). Representantes das categorias que voltarão à ativa veem a medida com preocupação, já que ambas as ações têm potencial de aumentar exponencialmente o número de mortes geradas pela Covid-19.
Pela decisão da Justiça, o funcionamento dos estabelecimentos comerciais deve acontecer por blocos com intervalo de 15 dias entre eles. O primeiro grupo liberado para retomar as atividades inclui atacadistas, representantes comerciais e varejistas, atividades de serviços, informação e comunicação, como agências de publicidade, consultorias empresariais, além de agências de viagens, fornecimento e gestão de recursos humanos e atividades associativas.
No segundo bloco, que poderá funcionar após os primeiros 15 dias do deferimento da liminar estão shoppings e centros comerciais. Após 30 dias, restaurantes, serviços de alimentação e bebidas e atividades de tratamento de beleza poderão funcionar. O último grupo seria o que engloba escolas, administração pública, cinemas, atividades culturais, academias, clubes e templos religiosos, liberados 45 dias após o deferimento da liminar.
Já Ibaneis, que em reunião com a juíza Kátia Balbino chegou a dizer “aqui é o Palácio do Buriti e que quem manda aqui sou eu”, afirmou que “não adianta cobrar” dos comerciantes”, que eles irão “abrir na marra” os estabelecimentos caso o governo não tome frente e estabeleça regras para conduzir a reabertura.
Trabalhadores do Comércio
Na manhã dessa quinta-feira (14), o novo coronavírus fez a 48ª vítima no DF: o vendedor Ivan Pereira, de 45 anos. Familiares da vítima afirmam que o funcionário Comando Auto Peças, em Taguatinga, foi infectado no local de trabalho. O filho de Ivan, de 18 anos, foi infectado e está internado no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Por causa da doença, o filho não pôde acompanhar o velório e o sepultamento do próprio pai.
Segundo o Sindicato dos Comerciários do DF (Sindicom), a Comando Auto Peças tem cerca de 40 empregados e há relatos de que outros funcionários também estão infectados.
De acordo com a presidenta do Sindicom, Geralda Goldinho, não houve preocupação do governo em fiscalizar os serviços do setor do comércio que ficariam abertos durante a pandemia. “Não há fiscalização por parte do governo. O sindicato que tem fiscalizado com uma equipe mínima. Entretanto, não temos poder de multar, só fazemos a denúncia”, afirmou.
Diante da conjuntura, o presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e no Setor de Serviços do DF (Fetracom), Alberto Oliveira Santos, avalia que a reabertura do comércio, de forma completa ou escalonada, exige uma responsabilidade dobrada dos empregadores.
“Desde o início da pandemia, a gente vem orientando os trabalhadores sobre os riscos da Covid-19. Se há agora uma determinação da justiça para reabertura geral, que todos os empregadores sejam obrigados a disponibilizar equipamentos de proteção individual para os trabalhadores, e que esses trabalhadores tenham atenção dobrada”, afirma.
Segundo a Fetracom, trabalhadores do setor de serviços e comércio estão, em sua maioria, expostos à infecção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia por não serem liberados dos seus postos de trabalho para realizar o distanciamento social. Trabalhadores de supermercados, bombeiros civis, asseio e conservação, limpeza urbana e material de construção não chegaram a parar nenhum dia. Trabalhadores do setor de bebidas chegaram a ter a demanda reduzida, mas também não suspenderam as atividades. Ficaram afastados trabalhadores de salão de beleza, auto escola, eventos, clubes e academias.
Escolas públicas e privadas
Pela decisão da Justiça Federal, as escolas públicas e privadas só voltarão a funcionar 45 dias após o GDF definir a data para reabertura dos comércios. Atualmente, um decreto do GDF prevê o retorno das atividades do setor no dia 1º de junho. Entretanto, o governador declarou ainda não ter decidido a data de reabertura das escolas, podendo o prazo ser estendido.
Porém, a possibilidade de retorno às atividades sem a garantia de um cenário seguro para trabalhadores e toda população tem preocupado educadores.
“De modo geral, recebemos essa decisão (da Justiça Federal) com preocupação, pois os dados referentes à doença no DF continuam sendo preocupantes. Não estamos em uma escala (dos casos de Covid-19) decrescente, pelo contrário, ela está crescente. E isso preocupa ao pensar no retorno de qualquer atividade. E quando falamos em escolas, estamos falando diretamente de quase meio milhão de pessoas”, disse a diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) Rosilene Corrêa.
Segundo Rosilene Corrêa, não há qualquer garantia de que o GDF tenha condições reais de assegurar a segurança de trabalhadores e de toda população. “Entendemos que o governo precisa é reforçar as medidas para dar assistência às famílias, aos moradores e todas as pessoas que necessitam, para que eles tenham condições de se manter em casa sem perder o trabalho.”
O desacordo para o retorno da normalidade no funcionamento dos diversos setores de serviço vem inclusive de trabalhadores que estão perdendo emprego ou sofrendo redução de salário diante da crise sanitária. O dirigente do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino no DF (Sinproep-DF) Rodrigo Pereira de Paula conta que uma das categorias mais afetadas com a crise gerada pelo novo coronavírus é a da educação particular.
“Foram cerca de 500 demissões de professores, aproximadamente 700 contratos suspensos e mais de 1.200 professores com redução de salário, além da pressão muito grande patronal para voltar às aulas”, diz. Entretanto, de acordo com o sindicalista, mesmo com o cenário caótico, é preciso colocar a vida em primeiro lugar.
“Enviamos nessa quinta-feira (14) ao GDF uma carta afirmando que ainda não é o momento de retornar às atividades nas escolas, mesmo sabendo de toda situação que essa crise gerou. Isso porque entendemos que a vida neste momento vem em primeiro lugar. Então, estamos pedindo ao governador (Ibaneis Rocha) que não aceite nenhuma pressão econômica e só retorne às atividades quando houver de fato uma garantia por parte das autoridades de saúde, das pesquisas científicas, de que a escola não terá nenhum risco de transmissão e contaminação de jovens, professores e familiares”, comenta.
Covid-19 no DF
De acordo com dados da Secretária de Saúde do DF, a capital federal registra 3.416 casos de pessoas infectadas pelo coronavírus e 51 mortes. Plano Piloto, Águas Claras e Ceilândia possuem o maior número de casos.
No dia 5 maio, Adriana Carballo, ex-diretora da UTI do HRAN, hospital-referência no tratamento de Covid-19 no DF, foi exonerada. O afastamento aconteceu cinco dias após ela questionar em ofício o protocolo de escolha de pacientes críticos que receberiam cuidados no setor. No documento, a médica afirma que a orientação do hospital sobre a escolha de pacientes críticos em função da alta demanda por atendimento “carece de justificativas ético-legais”.
Coronavírus – Reabertura de escolas após pandemia terá obstáculos como salas lotadas, falta de água e professores sobrecarregados
Jornalista: Luis Ricardo
A suspensão de aulas presenciais, por causa da pandemia do novo Coronavírus (Sars-CoV-2), traz consequências mais graves para os alunos pobres: segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ficar longe da escola os expõe a riscos maiores de violência física e psicológica, exploração sexual e abandono dos estudos.
No entanto, o estágio em que o Brasil está, com curva ascendente no número de casos de Covid-19, impossibilita a volta às aulas em um curto prazo. E, mesmo quando os colégios puderem reabrir, surgirá outro problema: as recomendações sanitárias para que o processo ocorra de forma segura são incompatíveis com a realidade de parte das escolas públicas.
Em países nos quais o número de casos da doença já retrocedeu, a retomada das atividades escolares ocorre gradualmente, seguindo protocolos rígidos de higiene.
Mas, no Brasil, diante de salas de aula lotadas, como manter uma distância segura entre os alunos? Sem água ou esgoto encanado, como reforçar a lavagem de mãos? Com professores dando aula em mais de um colégio, para complementar a renda, como instituir reforços escolares no contraturno?
Neste texto é possível ver as medidas necessárias para que a reabertura das escolas ocorra e a dificuldade em implementá-las no Brasil. A defasagem de conteúdos é extensa, os danos emocionais deixados pela pandemia são significativos e a infraestrutura precária dificulta os cuidados de prevenção.
COMO DEVE SER A RETOMADA?
O número de casos de coronavírus no Brasil ainda está aumentando – o país já ultrapassou a Alemanha e a França no total de infectados. Mesmo ainda distante de um quadro de melhora, é preciso planejar como será a retomada das aulas presenciais.
Segundo relatório da ONG Todos Pela Educação, os órgãos públicos e os colégios já devem mapear quais serão as possibilidades de reposição de conteúdo, levando em conta a carga horária de trabalho dos professores, o espaço físico disponível e o acesso ao saneamento básico.
Cuidados necessários para a reabertura das escolas, segundo especialistas:
1- Reforço na higiene
O Unicef afirma que devemos “aumentar a proporção de escolas com água potável”, além de implementar estações de lavagem de mãos, de ampliar o número de banheiros e de disponibilizar materiais de limpeza, como álcool gel. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a higienização das mãos é uma das principais formas de se prevenir da Covid-19.
No entanto, dados do Censo Escolar 2018, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que 20% das escolas de ensino fundamental da rede pública não contam com banheiro dentro do prédio e 40% não têm acesso à rede pública de abastecimento de água (usam poços ou cisternas; em 5%, não há água).
Dos colégios de educação infantil, cerca de 70% não têm ligação com o sistema público de esgoto.
2- Espaçamento de carteiras e aulas ao ar livre
Para manter a segurança das crianças e dos adolescentes, o ideal seria estabelecer um distanciamento maior entre as carteiras. Para isso, pode ser necessário diminuir o número de alunos por sala. Segundo o Censo Escolar 2018, há, em média, 30 estudantes por turma no ensino médio, nas escolas públicas e privadas.
Seria uma alternativa para solucionar a falta de espaço para abrigar mais turmas. Outra ideia, mencionada por Franzim, é aproveitar as áreas ao ar livre, como quadras e parques. “As crianças podem se beneficiar dos espaços abertos, já em situações normais. Agora, como vivemos uma emergência sanitária, eles adquirem um sentido educativo ainda maior”, afirma.
No entanto, nem todas as instituições de ensino conseguiriam adotar a estratégia. Os parques infantis, por exemplo, estão em boa parte das escolas federais (91,3%) e privadas (81,5%). Na rede municipal, por outro lado, apenas 31,6% têm parquinho e 27%, área verde.
O Unicef e o Todos Pela Educação recomendam também que sejam evitadas atividades que gerem aglomerações, como determinadas brincadeiras; e que haja um escalonamento nos horários de intervalo (como o recreio) e de entrada/saída da escola. Nos refeitórios, deve haver uma marcação onde cada criança pode se sentar, reservando um distanciamento seguro entre elas.
Não será fácil implementar tais regras para as turmas iniciais, diz Grisa.
3- Reforço aos sábados e no contraturno
Ainda não é possível saber por quantos meses as escolas ficarão fechadas. Mas já é necessário planejar programas de reforço, “com foco na alfabetização e na matemática”, segundo o Unicef.
Grisa afirma que o retrocesso na aprendizagem é inevitável. “As habilidades já adquiridas pelo contato diário com os professores e colegas vão ser perdidas em maior escala pelos que já têm dificuldades de aprendizagem”, diz. “Vamos precisar fazer um mutirão, um planejamento intensivo de reforço escolar e pedagógico.”
Segundo o professor, os alunos voltarão com níveis diferentes de conhecimento – há os que conseguirão ter acompanhado o ensino remoto e aqueles que, sem acesso à internet, não terão tido qualquer contato com as atividades escolares. “Precisamos fazer uma avaliação diagnóstica para saber em que estágios estão os alunos”, explica.
Após mapear as maiores lacunas no aprendizado, os professores precisarão fazer escolhas. Não será possível ensinar tudo o que era previsto para o ano letivo de 2020. “Um aluno de 13 anos, por exemplo, que estuda mais de dez disciplinas, pode ter defasagem em todas. Vamos ter de eleger conteúdos e habilidades prioritárias para planejar o reforço intensivo”, diz o docente do IFRS.
O calendário escolar deverá ser adaptado, também de forma a diminuir os danos causados pela suspensão das aulas.
“A partir das dificuldades detectadas, precisamos pensar o que ainda é possível fazer neste ano. Nunca o mero cumprimento de conteúdos pode estar à frente da preocupação com a aprendizagem”, complementa.
Uma possibilidade citada pelos especialistas é unir 2020 a 2021, e contá-los como um só ano letivo. Os alunos que estiverem no terceiro ano do fundamental I, por exemplo, não passariam para o quarto.
Outras opções mais concretizáveis são os reforços aos sábados e nos contraturnos escolares (quem tem aula de manhã passa a ficar também à tarde na escola). Esbarram-se, então, em mais dois obstáculos:
disponibilidade de espaço;
viabilidade da agenda dos professores, já que muitos trabalham em mais de uma escola e têm o dia inteiro ocupado. Segundo o Censo Escolar, 47,3% dos docentes de ensino médio já dão aula em dois turnos. Eles não conseguiriam, portanto, participar do reforço.
Gregório menciona uma alternativa: montar projetos interdisciplinares. Em uma mesma atividade, seriam trabalhados conceitos de matemática, de português e de história, por exemplo.
“O que for possível de ser recuperado em atividades coletivas, com mais de uma matéria, deve ser feito. É uma proposta que não exige a presença dos professores de cada disciplina”, diz o especialista.
4- Acolhimento emocional
“Não é uma volta das férias”, afirma Franzim. A frase da especialista não se refere somente à defasagem de conteúdos, mas também ao estado emocional de professores e alunos.
“Temos dois tipos de diagnóstico a fazer: além do pedagógico, o psicológico, para saber como está a vida de cada aluno, quais foram as sequelas do período de afastamento”, diz. “As escolas vão precisar ritualizar as perdas e os lutos. Não é só no primeiro dia – precisa ser por mais de um mês. Todos devem falar sobre o que viveram no período.”
Segundo o Todos Pela Educação, os impactos estão associados “à longa duração do isolamento, ao medo da infecção pelo coronavírus, às incertezas quanto aos recursos financeiros (…) e ao convívio prolongado em um ambiente tóxico, de violência e abuso”.
O Unicef recomenda que as escolas fiquem atentas:
– ao impacto da falta de interação entre as crianças, durante o período de isolamento;
às consequências da falta de acesso ao ensino remoto;
– às crianças mais expostas a riscos de violência e de assédio;
– aos pontos de transição: início do ensino fundamental I, transição para o fundamental II e para o médio, fim do ensino médio/preparo para o vestibular;
– ao impacto na alimentação e nos serviços psicológicos eventualmente prestados pela escola, que foram interrompidos durante a quarentena.
Por todos os motivos listados acima, é importante que haja um espaço de acolhimento e de escuta. Os professores também precisam ser atendidos – podem montar grupos e trocar experiências e relatos pessoais. Além disso, devem receber apoio psicológico e formação adequada para lidar com as mudanças nas atividades pedagógicas. Eles não podem ficar ainda mais sobrecarregados no retorno.
E um adendo: aqueles que pertencerem aos grupos de risco devem ser alvo de maior preocupação. Segundo o Inep, mais de 80 mil docentes têm mais de 60 anos e quase 500 mil, mais de 50 anos.
5- Combate à evasão escolar
Outro ponto importante a ser pensado na retomada é o risco de evasão escolar. Franzim explica que, em famílias vulneráveis, o desemprego pode fazer com que o aluno passe a trabalhar para ajudar os pais e abandone os estudos.
Além disso, segundo o Unicef, após desastres naturais, como ciclones e terremotos, há redução de até 20% nas taxas de matrícula. Em situações de isolamento social, aumentam também as incidências de gravidez na adolescência e de violência doméstica, associadas à evasão escolar.
Diante do risco, há três principais formas de evitar que os jovens abandonem a escola, segundo os especialistas:
– a busca ativa pelos alunos que não voltaram às aulas,
– o contato frequente com as famílias
– e a articulação de diferentes órgãos públicos (de assistência social, saúde, educação).
Pode não ser uma reabertura definitiva
As escolas e o governo precisam continuar investindo em formas de ensino remoto – seja pelo uso de tecnologia ou pela distribuição de materiais impressos – e na formação de professores. É possível que, após a reabertura das escolas, o número de casos de Covid-19 volte a subir e seja necessário fechá-las novamente. “Os índices de contaminação precisam continuar sendo monitorados”, afirma o Unicef.
O que diz o MEC
O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação (MEC) e o questionou sobre as dificuldades a serem enfrentadas na volta às aulas.
A pasta afirma que “cada estado está fazendo seus planos de retomada de forma independente e de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde”. Também diz que, em parceria com o Conselho Nacional de Educação (CNE), está orientando o modo como o ensino remoto deve ocorrer.
Até a última atualização desta reportagem, o MEC não se pronunciou sobre os problemas de infraestrutura das escolas e não mencionou quais estratégias estão sendo analisadas para a retomada de atividades.
Para o Sinpro, uma das maiores dificuldades que a educação pública irá enfrentar na reabertura das escolas, quando for possível isto acontecer, será o histórico de baixos recursos, salas de aulas superlotadas, sobrecarga para os(as) professores(as), dentre outros motivos. Isto vai impactar com que medidas adequadas sejam de fato tomadas.
Juristas realizam ato em defesa da democracia e contra negacionismo da pandemia
Jornalista: Leticia
Manifestantes ocuparam a Praça dos Três Poderes vestidos de preto e com exemplares da Constituição
Juristas ligados a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Advogados pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC) e os Advogados Públicos pela Democracia (APD) realizaram uma manifestação no fim da tarde desta quarta-feira (13) em frente a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Panteão da Liberdade, conhecido como Praça dos Três Poderes, em Brasília, no Distrito Federal para se posicionar contra os frequentes ataques à democracia brasileira, a apologia à truculência da ditadura civil-militar e ao negacionismo à pandemia do coronavírus e suas consequências.
Sob o mote “Em defesa da Vida, da Democracia e da Constituição”, os manifestantes vestiam preto e portavam um exemplar da Constituição Federal. Para Tânia Maria de Oliveira, membra da ABJD, avaliou o ato como impactante. “Vestimos preto em sinal de luto pelas vítimas da Covid-19, solidariedade com suas famílias. Gritamos juntos em defesa da saúde da população, da Democracia no Brasil, tão ameaçada por grupos que pedem o fechamento das instituições, e da Constituição Federal, cujos princípios são todos os dias atacados”. Tania destaca que os cuidados e precauções recomendadas pela Organização Mundial da Saúde – OMS foram respeitados, como o distanciamento entre as pessoas e uso de máscaras e coloca o ato como uma respostas à grupos golpistas que têm se manifestado em Brasília. “Quisemos mostrar aos grupos fascistas que se manifestam na mesma praça pedindo o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal que há resistência e luta em defesa do Estado Democrático de Direito”, finalizou.
CUT e entidades lançam Plataforma Emergencial em Defesa da Vida
Jornalista: Luis Ricardo
Foi lançada nesta quarta-feira (13), a Plataforma Emergencial do Campo, das Florestas e das Águas em Defesa da Vida e para o Enfrentamento da Fome diante da pandemia do coronavírus.
Entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e movimentos sociais assinam a plataforma que, entre outros pontos, exige a revogação imediata da Emenda Constitucional n° 95/2016 (teto dos gastos públicos); renda básica emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras do campo, das florestas e das águas; política emergencial de abastecimento e segurança alimentar nutricional; fortalecimento da capacidade produtiva da agricultura familiar camponesa, dos povos originários e comunidades tradicionais; atendimento e prevenção ao contágio do novo coronavírus nas comunidades rurais, povos originários e comunidades tradicionais do campo, das florestas e das águas; e a Apreciação e aprovação imediata de medidas em tramitação no Congresso Nacional relacionadas ao enfrentamento dos efeitos da pandemia, garantia de segurança alimentar e inclusão produtiva.
“Essa plataforma é fruto da unidade de várias organizações que lutam pelo fortalecimento da agricultura familiar e camponesa, e que buscam diante da atual crise provocada pela pandemia do coronavírus, garantir políticas públicas que deem condições para que os povos do campo, da floresta e das águas, continuem a produzir, comercializar e colocar alimentos variados e com qualidade, na mesa do povo brasileiro”, destacou o presidente da CONTAG Aristides Santos, durante o lançamento virtual da Plataforma Emergencial.
Também estiveram presentes de forma virtual no lançamento da Plataforma Emergencial, representantes da CUT/Nacional, da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), da Via Campesina, do Núcleo Agrário do PT na Câmara dos Deputados, da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Contraf-Brasil), além das lideranças convidadas, Fernando Haddad, presidente do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo, Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, e Alexandre Conceição, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
“Isso é uma coisa fantástica que a agente tá recuperando para ajudar o país a sair dessa crise sanitária, econômica e política, e assim cumprir o nosso papel de construir uma alternativa e garantir visibilidade às formas inovadoras de enfrentamento da crise”, ressaltou Fernando Haddad.
Projeto defende democratização do acesso aos leitos de UTI
Jornalista: Luis Ricardo
A explosão da pandemia no país, com interiorização da contaminação, provocou colapso na oferta de leitos de UTIs em várias regiões. Cerca de três quartos da população brasileira depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a rede pública dispõe de menos da metade dos leitos de UTI. Por outro lado, 47 milhões de pessoas têm acesso à saúde suplementar, que concentra mais de 50% dos leitos de UTI.
Os números são um retrato da desigualdade que parlamentares e governadores do PT buscam enfrentar para garantir atendimento a todos os brasileiros. Além das desigualdades entre as redes pública e privada, o sistema de saúde apresenta uma grande disparidade regional na capacidade de atendimento. A ausência do governo federal na condução do enfrentamento à pandemia impõe a ação dos executivos estaduais e dos parlamentares.
SUS no controle dos leitos
No Senado Federal, a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou projeto – PL 2308/2020 – propondo que os leitos privados de UTI fiquem sujeitos ao controle do US, administrados pela central de regulação do Sistema. O projeto será votado pelo plenário virtual do Senado Federal na próxima terça-feira (19).
De acordo com o projeto, os leitos privados disponíveis, de qualquer espécie, poderão ser utilizados de modo compulsório pelos estados para a internação de pacientes acometidos de Síndrome Aguda Respiratória Grave ou com suspeita ou diagnóstico de COVID-19, na forma desta Lei.§ 15″. Os autores do projeto ressalvam que o uso compulsório de leitos privados não exclui a possibilidade da autoridade sanitária negociar com a entidade privada a sua contratação emergencial. A distribuição dos leitos públicos e a utilização dos leitos privados disponíveis, considerando as necessidades públicas identificadas, serão decididas pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB) dos estados.
“Nós vamos precisar dos leitos do setor privado e do setor público. Do contrário, será uma pandemia seletiva. Matar os pobres e proteger os ricos. É fundamental discutir com os planos de saúde e o setor privado para que o setor de terapia intensiva seja integrado e atenda a todos os brasileiros, independente da sua condição social”, defende o senador Rogério Carvalho (SE), líder da bancada do PT. Além da bancada do PT, a senadora Zenaide Silva (PROS-RN) também assina o projeto.
Em outra frente, a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR) entrou na Justiça Federal do Paraná,a semana passada, para exigir a abertura de leitos de UTI “permanentes ou temporários”. Na ação, ele defende a montagem de novos hospitais de campanha e a criação de uma lista única de leitos, a ser controlada pelo governo federal. Para Gleisi, as medidas são necessárias para impedir que “os brasileiros sejam condenados à morte”, diante da paralisia do governo federal.
Renúncia fiscal na saúde
As iniciativas adotas buscam garantir a democratização do acesso ao atendimento durante a pandemia a todos os brasileiros, independente de sua condição econômica ou social.
“A União aplica menos de R$ 600 por habitante/ano para manter um sistema de saúde para mais de 200 milhões de pessoas, enquanto cada um dos 25 mil super-ricos, com rendimentos mensais acima de 320 salários mínimos, deduziu, em média, R$ 19,8 mil em despesas médicas no IRPF”, afirma o economista Bruno Moretti, da liderança do PT no Senado Federal.
Segundo ele, “estima-se que a renúncia fiscal associada às despesas médicas tenha sido de R$ 15 bilhões, configurando subsídio público para financiar acesso privado à saúde, com forte regressividade.
“Situação está insustentável. É hora de fazer uma grande aliança para salvar vidas”
Jornalista: Luis Ricardo
O Brasil já ultrapassa a marca de 800 mortes em 24 horas por Covid-. Diante de mais esse recorde negativo, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, aponta que a situação chegou ao nível do “insustentável”. Para Nobre, somente a saída de Jair Bolsonaro da Presidência da República e uma grande aliança evitarão que milhões de brasileiros e brasileiras morram em consequência das crises sanitária provocada pela pandemia do coronavírus, da econômica e da política que se instalou em um Brasil sem governo.
A situação está insustentável. Já são 800 mortes por dia no Brasil por coronavírus. Está na hora de a gente fazer uma grande aliança das entidades de bem e dar um rumo para o País, e para esta crise, para salvar a vida, em especial da população mais pobre, que é a mais afetada. A sociedade pode contar com a CUT, porque temos clareza do nosso papel nesse processo”, diz Sérgio Nobre.
O presidente nacional da CUT lembra que o Brasil já vivia uma estagnação econômica antes do início da crise sanitária e que, desde começo da pandemia (o primeiro caso foi registrado em 17 de março) já alertava que o maior adversário a ser vencido seria Bolsonaro. “É um presidente que não assume seu papel nessa crise, não coordena a ação dos governadores e dos prefeitos”, resume. Por isso, prossegue Sergio Nobre, “a CUT e também o fórum das centrais sindicais têm feito reuniões com governadores, prefeitos e outros atores da sociedade no sentido de dar um mínimo de coordenação para a crise”.
Para Sérgio Nobre, as mortes por coronavírus no Brasil são fruto do descaso e da falta de coordenação e já colocam o País como segundo do mundo em letalidade e novos infectados, atrás somente dos EUA, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do governo brasileiro.
O presidente da CUT cita o megarrodízio na cidade de São Paulo e medida anunciada pelo governo do Distrito Federal que proibirá a entrada de ambulâncias com pacientes infectados de municípios vizinhos. “Estou impressionado com a falta de coordenação dos prefeitos. Critiquei a medida do Bruno Covas (PSDB-SP), que adotou um megarrogidizio (cortou 50% da circulação de veículos). Rodizio não é medida sanitária nem impede as pessoas de se circular e se contaminar; rodízio é medida para organizar o trânsito”, critica Sérgio Nobre.
Segundo ele, “as pessoas saem de casa por estar sem condições de ficar em isolamento social, porque o patrão exige que vão trabalhar”. “Na situação em que está a cidade de São Paulo, por exemplo, os cidadãos, os trabalhadores e trabalhadoras têm de ficar em suas casas”, defende o presidente da CUT, que em nota conjunta com as demais Centrais Sindicais defendeu que o lockdown (bloqueio total) seja adotado na capital paulista.
Sérgio também se disse chocado ao ver o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarar que proibirá a entrada de ambulância de cidades vizinhas, além de criticar o governo de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). “Isso acontece porque os municípios vizinhos já estão com sistema de saúde em colapso. Fica uma briga entre governadores e prefeitos e enquanto eles brigam as pessoas morrem. Situação que é resultado da falta de coordenação do governo federal”, reitera o presidente nacional da CUT
Essa situação, segundo Sérgio Nobre tem de mudar, a sociedade tem que se unir. “Por isso a CUT tem trabalhado muito nesse sentido de conversar com partidos, prefeitos, governadores, com todos aqueles que quiserem conversar, com todos os que têm responsabilidade nesse País. Temos de dar um comando, um rumo ao Brasil, ele não pode continuar assim”, afirma o presidente nacional da CUT.
“Todos sabem que eu defendo a saída de Bolsonaro porque ele não tem condições de governar, porque ele não está à altura da Presidência da República, porque ele desrespeita o povo pobre, tem preconceito com negros, homossexuais, e agora vai além de tudo isso”, afirma Nobre. E prossegue: “Quero que Bolsonaro saia e que vocês entendam a importância da saída dele, porque tem a ver com a vida. Se Bolsonaro continuar na Presidência, nós vamos perder milhões de vidas no Brasil. As pessoas de bem deste País tem que ter esse entendimento, de que Bolsonaro e um genocida”, finaliza Sérgio Nobre
Assista a íntegra da fala do presidente nacional da CUT no vídeo desta quinta-feira (14):
“Não é só uma gripezinha”, desabafa Professora infectada por coronavírus
Jornalista: Leticia
A professora Jaqueline Freire, atual vice-diretora do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Nova Betânia, em São Sebastião, infelizmente, foi diagnosticada com coronavírus (COVID-19). Nas redes sociais, Jaqueline contou como tem sido a rotina após testar positivo para o vírus.
Apesar de tomar todos os cuidados recomendados como usar luvas e máscaras e trocá-las com frequência, higienizar os produtos que vinham do mercado, ao chegar da rua, descartar as roupas em local seguro e tomar banho antes de se aproximar dos familiares e, principalmente, não sair sem necessidade, assim como Jaqueline, o marido dela também contraiu a COVID-19. Desde então, a insegurança e preocupação têm sido presença constante na família Freire.
“Minha família recebeu com muita tristeza a notícia de que fomos infectados. A primeira coisa que passa na cabeça é que vamos morrer. É desesperador, ainda mais que temos dois filhos pequenos e não tivemos como nos isolar deles, porque enviá-los para a casa de parentes também seria muito arriscado, pois poderiam estar contaminados e levar o vírus”, desabafa a professora.
Jaqueline conta que no dia 1° de maio surgiram os primeiros sintomas; febre de 38.5° graus , dor intensa no corpo, na cabeça e na garganta.
“O primeiro dia de sintomas foram insuportáveis. As dores no corpo e na cabeça são muito mais intensas do que de uma gripe comum. Tomava analgésico de 4h em 4h e não aliviava. No 4° dia de sintomas, iniciou a falta de ar, que também me deixou em pânico. Ao mínimo esforço já ficava ofegante e sentia dores no peito, nas costas e uma sensação de não conseguir encher o pulmão por completo”, explica.
Segundo Jaqueline a falta de informações é o que a deixa mais assustada. Para ela, tanto a rede pública quanto a privada não estão preparadas para enfrentar esse vírus.
“Só para ter uma ideia, eu e meu marido testamos positivo, consultamos no mesmo hospital particular, porém com médicos diferentes. Eu saí com uma receita contendo analgésico, antiviral, antibiótico, corticoide e atestado de 7 dias. Ele, saiu apenas com analgésico e atestado médico de 14 dias. sinceramente, não me sinto segura. A falta de informação concreta nos deixa de mãos atadas”, relatou.
Hoje, 19 dias após os primeiros sintomas, Jaqueline e o marido têm se recuperado aos poucos. Para ela, apesar das dificuldades de enfrentar uma doença como esta, o sentimento que prevalece é de gratidão a Deus por poder viver mais um dia com sua família e com esperança por dias melhores. Jaqueline Freire finaliza seu relato e deixa um recado à população.
“Nós sempre levamos a sério essa doença e, desde o início, acreditamos na gravidade dela. Eu e minha família estamos vivendo na pele este pesadelo e incomoda muito quando ouvimos que esse vírus não existe, que é algo inventado pela mídia, jogada política contra o presidente. Escutamos cada barbaridade. Recentemente, recebemos a notícia do falecimento de um colega pela COVID-19 e é Inevitável não se colocar no lugar outro e compartilha da dor. Por isso, protejam a vida de quem vocês amam. FIQUEM EM CASA e respeitem o isolamento social. Não é só uma gripezinha”, alertou.
A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) se solidariza à família Freire e deseja força e fé para continuar lutando. Infelizmente, são tempos difíceis para todos e em tempos crise, é preciso ter esperança e acreditar que dias melhores logo chegarão.
Confira na íntegra o relato da professora Jaqueline Freire:
Testei Positivo para o COVID19.😔
Sim, é isso mesmo que você leu! Eu, Jaqueline Freire, mãe do Filipe e da Nicole, esposa, filha, professora da SEE, atualmente Vice diretora do CEF NOVA BETÂNIA em São Sebastião/DF, moradora do Jardim Mangueiral, fui diagnosticada com COVID19.
No dia 01/05 (sexta feira), comecei a sentir muita dor no corpo e na cabeça. Uma dor muito intensa, quase insuportável. Passei o dia deitada e tomando analgésico para aliviar, mas não fazia muito efeito. No mesmo dia a noite passei a sentir dor na garganta e ter febre de 38.5°C. A garganta não incomodava tanto. Os sintomas permaneceram no sábado (02/05) e apareceu uma tosse leve. No domingo (03/05) os sintomas diminuíram🙌🏻 e eu até consegui sair um pouco da cama, porém não sentia o gosto dos alimentos. Na segunda (04/05) comecei a sentir um desconforto para respirar, com dificuldade de respirar fundo, sentia dores e cansaço mesmo sem esforço físico. Procurei a emergência e a médica pediu pra aguardar mais dois dias para realizar o exame. Na terça (05/05) a fraqueza aumentou, e comecei a sentir muita dor na região das costas e do peito. Também passei a ter dores nas articulações. Quarta (06/05) com muita dificuldade consegui levantar para retornar ao hospital. Nesse dia percebi a perda total do olfato (não sinto o cheiro de absolutamente nada). Passei a sentir muita tontura e minha pressão foi a 9×6. Realizei vários exames, dentre eles o de COVID19, que coleta o material pelo nariz.
A médica explicou o que todos já sabemos, que não tem remédio específico e que eu deveria ficar em casa tomando analgésico e repousando.
Desde então, percebi que alguns sintomas apareceram e sumiram, outros vão e voltam e alguns persistem mais tempo. São sintomas irregulares, que variam de paciente para paciente.
Ahhh! No dia 27/04 (segunda feira da mesma semana de início dos sintomas) realizei o teste rápido do COVID19 e deu negativo.
É isso gente! Resolvi contar detalhadamente, para as pessoas que estão pensando que é uma doença inventada e que não existe se conscientizem e passem a se cuidar e cuidar dos seus familiares e amigos. E para aqueles que dizem: Não conheço ninguém que tenha tido! Agora tem! Um dos números das estatísticas tem um rosto conhecido.
Seguimos no isolamento, esperando os sintomas passarem, já que não tem medicação específica e orando para que não se agrave.
Programa Saber Viver em Casa desta (15) abre espaço para o reiki
Jornalista: Maria Carla
O professor de biologia da SEEDF e reikiano nível 3, Leonardo Hatano, e as diretoras do Sinpro Letícia Montandon e Leilane Costa têm um encontro marcado conosco no programa Saber Viver em Casa, nesta sexta-feira (15), a partir das 14h.
Leonardo é professor do CED Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II. Ele levou o reiki para a escola com o intuito de melhorar a qualidade de vida de professores, servidores, estudantes e até de pessoas da comunidade.
“Sou reikiano nível 3. Coordeno um projeto de saúde e qualidade de vida na escola, na qual, juntamente com uma equipe de estudantes e uma professora, aplicamos reiki em alguns jovens, professores, servidores e até em pessoas da comunidade. Além do reiki, em alguns casos, utilizo técnicas da medicina tradicional chinesa”, informa.
Nesta edição do Saber Viver em Casa, ele vai contar um pouco da história e do começo do Reiki, como funciona, os níveis de graduação, demonstrar e explicar o trabalho que faz na escola. No final, irá enviar reiki para os espectadores.
O programa Saber Viver em Casa é uma parceria do Sinpro-DF com a TV Comunitária. É transmitido pelo canal 12 da NET e pelo Facebook e You Tube do Sinpro-DF.
Não perca: é nesta sexta, 15/5, às 14h!
Assista e participe!