Em decorrência ao Outubro Rosa, mês simbolizado pela campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero, o Sinpro-DF realizará no dia 29 de outubro, a partir das 14h, na sede do sindicato, um evento com a realização de palestras dadas por médicos e psicólogos, com depoimentos de pessoas que já passaram pelo câncer de mama e conseguiram superar a doença. No evento ocorrerá sorteio de exames para as participantes.
O Sinpro, por meio da Secretaria de Cultura, promove mais uma Roda de Conversa no dia 31 de outubro. A partir das 19h30, professores(as) e orientadores(as) educacionais estão convidados(as) a debater a Polícia de Cultura. O evento será realizado na sede do sindicato (SIG Quadra 6 Lote 2260).
Uma das preocupações da atividade será a de propor ações que reafirmem a educação e a cultura como instrumentos de resistência.
Projeto do CEF Polivalente é destaque no Programa Alternativo
Jornalista: Luis Ricardo
Um projeto realizado a partir da perspectiva de contribuir para a construção de um mundo de paz é realizado por professores(as) do Centro de Ensino Fundamental Polivalente. Com uma abordagem interdisciplinar da Segunda Guerra Mundial, numa perspectiva humanizadora e edificante, estudantes dos oitavos e nonos anos do Ensino Fundamental realizam o projeto Lembrar a guerra para promover a paz, como uma oportunidade para refletir e ressignificar o aprendizado relativo aos acontecimentos da Segunda Guerra.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
EC 27 de Ceilândia realiza Feira Cultural Mulheres em Foco
Jornalista: Leticia
Neste sábado (26), de 8h às 12h, a Escola Classe (EC) 27 de Ceilândia promoverá a Feira Cultural Mulheres em Foco: – a reflexão da mulher a partir de seus trabalhos –.
O encontro é aberto à comunidade escolar e contará com apresentações culturais, bazar, sorteios, vendas de lanches, além da exposição de trabalhos dos estudantes.
De acordo Paulo Reis, um dos supervisores pedagógicos do projeto, a atividade é a culminância de todos trabalhos produzidos pelos educandos este ano. Durante o semestre, os alunos discutiram sobre a valorização da mulher na sociedade, mulheres na política e nos esportes, questões de violência de gênero, Lei Maria da Penha, participaram de palestras, apresentações culturais, elaboraram trabalhos artísticos, fizeram releituras de contos infantis e muito mais.
Paulo concluiu explicando que a discussão do tema surgiu diante da necessidade de combate ao cenário de violência vivenciado pelas mulheres. “Vemos um aumento muito grande do número de feminicídios e da violência contra as mulheres, por isso, esse tema deve ser trabalhado desde cedo. E os resultados positivos já podem ser vistos. Hoje, a forma como os meninos tratam e veem a figura feminina mudou, as brigas diminuíram e o respeito mútuo aumentou. Atualmente, os meninos já chamam as meninas para jogar futebol, atitude que não era muito comum e muitas outras mudanças que já fazem toda diferença no ambiente escolar e no futuro desses estudantes”, disse.
GTPA Forúm EJA-DF e Cepafre celebram 30 anos de história
Jornalista: Leticia
Neste sábado (26), acontecerá uma festa em homenagem aos 30 anos do Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia (Cepafre) e do Grupo de Trabalho Pró- Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos Trabalhadores do Distrito Federal (GTPA Forúm EJA-DF).
O evento acontecerá a partir das 19h na Casa do Cantador, em Ceilândia e segundo os organizadores o encontro é também uma celebração política de resistência.
O Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal – GTPA nasceu em 20 de outubro de 1989, constituído sob o princípio da educação libertadora de Paulo Freire como um espaço político criado, inicialmente, para contribuir na construção da política de Alfabetização de Jovens e Adultos.
Desde sua constituição, o GTPA assume um papel articulador político da Educação de Jovens, Adultos e Idosos Trabalhadores (EJAIT) no Distrito Federal, entendendo a demanda social como problema estrutural da sociedade capitalista de alta concentração de renda.
Atualmente, o GTPA-Fórum EJA/DF integra o Fórum Nacional de Redução das Desigualdades (FNRDS) com mais 30 entidades de âmbito nacional e local e contribuí para o aprofundamento da educação.
Para Maria Luiza, integrante do GTPA – Fórum EJA, é fundamental celebrar os 30 anos de um movimento social que tem vencido conjunturas. “Temos alcançado inúmeras vitorias, sobretudo, resistido aos ataques à soberania, à democracia e aos direitos dos trabalhadores e seguido firme na luta por uma educação de qualidade e socialmente referenciada para todos”.
Já para Maria Madalena Tôrres, integrante do Centro Educação Paulo Freire de Ceilândia (Cepafre) e também do GTPA explica que em três décadas de atuação, mais de 15 mil pessoas foram alfabetização em Ceilândia graças a esse trabalho realizado. “São 30 anos de um trabalho duro que tem colhido os louros do sucesso. Por isso, esta é comemoração é coletiva com educadores, educandos, associados, doadores, simpatizantes e parceiros”, concluiu.
Votação do Júri Popular no concurso “Luz, Câmera, Educação!” termina nesta sexta (25). Participe!
Jornalista: Leticia
O concurso de vídeos “Luz, Câmera, Educação!, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) está nas etapas finais. Agora, chegou o momento de escolher o melhor vídeo em defesa da educação pública. A votação do Júri Popular, aberta para toda a sociedade, começou no dia 11 de outubro e termina nesta sexta-feira (25).
Escolas do país inteiro participaram, mas apenas nove vídeos foram selecionados, entre eles, dois produzidos no DF. Para votar, basta assistir os vídeos no site da CNTE ( cnte.org.br/concurso) e depois acessar o formulário de votação clicando AQUI.
O tema do concurso é “Defesa e promoção da escola pública”. O objetivo é dar visibilidade à educação básica no Brasil. “Queremos ver como os diversos segmentos da comunidade escolar enxergam e sentem a escola e a educação básica”, ressalta o presidente da CNTE, Heleno Araújo.
São três categorias – estudantes, professores sindicalizados e comunidade escolar – mais a escolha especial do Júri Popular. O vencedor de cada categoria receberá um troféu e um prêmio equivalente ao Piso Salarial Nacional do Magistério. Em breve será divulgado o calendário de premiação de cada categoria.
Velha política e má gestão no GDF: governo não usa R$ 37 milhões do FNDE e recebe advertência do MPDFT
Jornalista: Maria Carla
O Governo do Distrito Federal (GDF) não usou R$ 37 milhões dos recursos financeiros do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nas escolas públicas do Distrito Federal e, agora, corre o risco de perder o aporte no próximo ciclo do Plano de Ações Articuladas (PAR). Uma Recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDF), endereçada ao secretário de Estado da Educação do Distrito Federal, João Pedro Ferraz dos Passos, denuncia a má gestão do dinheiro público no Palácio do Buriti.
De acordo com o Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), até o dia 16 de outubro de 2019, a fonte de recurso FNDE/PAR apresentava a dotação autorizada de R$ 48 milhões, dos quais R$ 37 milhões ainda estão disponíveis para execução imediata. A Recomendação nº 08, do MPDFT deu um prazo e exigiu da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) o empenho imediato da quantia existente em prol da educação e da escola pública.
O dinheiro foi concedido no ciclo que engloba o período de 2016 a 2019 e se esses recursos não forem usados, o dinheiro volta para o FNDE. A Procuradoria Distrital dos Diretos do Cidadão (PDDC) e a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) exigiram dos secretários de Estado da Educação e da Economia do Distrito Federal o uso imediato dos mais de 10% dos recursos do FNDE que, há 3 anos, não são utilizados pelos governos de plantão no Palácio do Buriti.
Rosilene Corrêa, coordenadora de Finanças do Sinpro-DF, diz que, “além de colocar os recursos da educação em risco e mostrar que a gestão dos recursos é duvidosa, o não uso do dinheiro infringe várias leis, como a Constituição Federal; o Estatuto da Criança e Adolescente, a Recomendação nº 44/2016; os princípios da administração pública de legalidade, moralidade, eficiência e publicidade; o Plano Nacional de Educação; o Plano Distrital de Educação; a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), entre outras, em vigor no Brasil para assegurar o amplo acesso e a qualidade da educação aos jovens brasileiros”.
Desde 2016, o Núcleo de Assessoramento Técnico de Orçamento da PDDC acompanha a execução do orçamento da educação do DF. A análise dos dados demonstrou a destinação irrisória dos recursos para investimentos na área, além da baixa execução dos valores disponibilizados. De 2017 a 2019, o percentual máximo executado foi de 35%. A recomendação indica que, uma pesquisa de acesso público, realizada pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec Obras), do Ministério da Educação (MEC), dá conta de que houve um cancelamento de 58 obras para construção de quadras escolares cobertas em diversas localidades do Distrito Federal e de 49 obras para construção de creches e pré-escolas.
“Isso significa um prejuízo sem precedentes para a escola pública do DF. A gente já tem tanta carência de melhorias e aí ter o recurso financeiro e os gestores públicos não o utilizarem é uma total irresponsabilidade e falta de compromisso com a educação pública do DF”, afirma a diretora do sindicato. As informações do MPDF dão conta de que os valores foram disponibilizados por meio do Programa de Ações Articuladas (PAR), criticam as gestões dos dois últimos governos e afirmam que é por isso que as demandas urgentes relacionadas à educação básica do Distrito Federal podem não ser atendidas. “É falta de gestão mesmo, de administrar melhor esse recurso, verificar quais ações devem ser tomadas”, afirma Cláudio Lima, chefe do Núcleo de Orçamento do MPDFT.
Ele informou que o recurso não é para pagar salários de professores e servidores e, sim, para atender aos investimentos em infraestrutura, como reformas e construções de novas unidades de ensino, quadras esportivas etc. A verba tem destinação abrangente.Lima disse também que a situação das escolas e desse recurso tem sido observada pelo MPDFT há alguns anos e afirma que os gestores das secretarias dos últimos governos têm tido uma dificuldade muito grande de executar, concretizar, fazer projetos e colocar o recurso para frente.
“Infelizmente, o governo não faz os investimentos necessários e não é por falta de recursos financeiros, pois deixou de investir R$ 34 milhões do FNDE que poderiam ser utilizados tanto para construção e reforma das escolas como para de equipamentos e materiais didáticos e, ainda, para formação continuada de professores(as). Enquanto isso, várias escolas fechadas aguardando serem reconstruídas, como a Escola Classe (EC) 52 de Taguatinga, a EC 59 e o Centro de Ensino Médio (CEM) 10 de Ceilândia e CAIC do Gama”, afirma Samuel Fernandes, diretor de Imprensa do Sinpro-DF. Informações da imprensa dão conta de que atual governo que ocupa o GDF confessou, ao MPDFT, que não está conseguindo concluir os projetos das quadras esportivas a tempo de utilizar o dinheiro.
Professores sindicalizados terão sessão exclusiva para espetáculo Paulo Freire, o andarilho da utopia
Jornalista: Luis Ricardo
“Paulo Freire, o andarilho da utopia” é atração no Teatro dos Bancários nos dias 2 e 3 de novembro, às 21h e às 20h, respectivamente. No dia 03 de novembro, às 17h, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) terão direito a um ingresso por pessoa e mais um para acompanhante totalmente gratuito, que deverá ser retirado na sede (SIG Quadra 6 Lote 2260) e subsedes do Sinpro (Gama, Taguatinga e Planaltina). O espetáculo é um ato “cenopoético” inspirado na trajetória e obra do patrono da educação brasileira, indicado ao prêmio Nobel da Paz em 1993.
Haverá sessão exclusiva gratuita no sábado (2), às 18h, só para bancários, e outra exclusiva para professores no domingo (3), às 17h.
Com encenação de Luiz Antônio Rocha, o espetáculo inédito, tem dramaturgia de Junio Santos e marca os 40 anos de atividade artística do ator e palhaço Richard Riguetti, fundador do grupo Off-Sina e da Escola Livre de Palhaço – Eslipa.
“O andarilho da utopia” apresenta a trajetória e os causos de um dos mais notáveis pensadores da história da educação mundial. A peça propõe uma reflexão, mostrando a sociedade e o planeta em constante mudança através da ótica Freiriana, misturando elementos das linguagens do teatro, do palhaço e do teatro de rua.
Serviço
Dias: 2 e 3 de novembro de 2019
Horário: sábado, às 21h; e domingo, às 20h
Local: Teatro dos Bancários (314/315 Asa Sul)
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia para bancário sindicalizado). Professores(as) e orientadores(as) sindicalizados(as) terão entrada gratuita
Vendas: Bilheteria do teatro e no site www.bilheteriadigital.com
Estudantes do Caseb são destaque em competições de Matemática
Jornalista: Leticia
Para muitos, Matemática pode até ser um bicho de sete cabeças, mas para os estudantes de um dos colégios mais antigos de Brasília, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Caseb, a opinião é outra. Isso, graças a um excelente projeto pedagógico desenvolvido na instituição, que tem comprovado que o aprendizado da Matemática vai muito além dos conhecimentos cognitivos. Intitulado Matemática é Para Todos (MEPT), o projeto foi idealizado por Cristina de Jesus Teixeira, professora há 23 anos, lotada no Caseb há sete.
Cristina explica que o MEPT surgiu a partir do desejo de oportunizar aos discentes uma experiência nova no que diz respeito ao ensino da Matemática, algo para além da sala de aula. Por meio do desenvolvimento das habilidades matemáticas e do estímulo à criatividade, o MEPT democratiza a aprendizagem da disciplina. Para ela, o sucesso do projeto está relacionado ao incentivo, apoio e disponibilização de recursos por parte da equipe gestora.
“O apoio e o trabalho em equipe são fundamentais, pois os projetos só se desenvolvem com engajamento irrestrito de todos na organização do trabalho pedagógico. Trabalhei em escolas em que não obtive êxito nos projetos porque não havia apoio da equipe gestora. No Caseb, o incentivo foi constante. Todas as solicitações referentes ao desenvolvimento do projeto e às aprendizagens dos estudantes sempre foram prontamente atendidas, como a disponibilização espaço físico para os encontros do MEPT, estruturação dos horários para facilitar os encontros, compra de impressora colorida para as atividades, mudança do horário de almoço dos estudantes participantes e muito mais”, salienta.
2° fase OMDF – Estudantes acompanhados pelos professores Cristina J. Teixeira e Vilmondes Rocha
Cristina explica que o MEPT representa possibilidade de mudanças e transformações sociais da realidade dos estudantes. A iniciativa tem evidenciado que todos podem aprender por meio das interações que surgem nos momentos de resolução dos problemas – diálogos, trocas, discussões – e a partir dos resultados positivos em provas e competições. “O MEPT mostrou que matemática é, de fato, para todos, não apenas para os poucos considerados acima da média. Para isso, os estudantes só precisam acreditar em si mesmos. Este é um trabalho que passa mais pela valorização da autoestima de cada estudante do que por questões de conhecimentos cognitivos. Não se trata de ser bom ou ruim em matemática, trata-se de oferecer possibilidades”, afirma.
A metodologia utilizada é alicerçada na concepção histórico cultural de que o processo de aprendizagem ocorre a partir da interação entre os indivíduos. Desta maneira, formam-se em pares a fim de promover e facilitar os processos de diálogos, discussões, argumentações, resoluções de problemas e desafios, resgatados dos bancos da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), Olimpíada de Matemática do DF (OMDF), Concurso Canguru de Matemática, entre outros.
Inicialmente, as vagas são oferecidas apenas para os estudantes das turmas nas quais a professora Cristina de Jesus Teixeira é regente. Porém, se houver interesse dos demais estudantes, as vagas são ampliadas. A média anual de participação tem sido de aproximadamente 50 estudantes e o engajamento é totalmente voluntário. Os encontros acontecem sempre às segundas e terças-feiras no contraturno das aulas, no período de março a novembro de cada ano.
O MEPT surgiu em 2014 e, ao todo, já são cinco anos de um projeto que vem colhendo os louros do sucesso. Prova disso, são os reconhecimentos angariados em diversas competições. Referente aos resultados nas premiações na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas e Privadas e na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal, mais de 70% dos premiados eram estudantes do projeto MEPT. Somente no ano de 2018, por exemplo, 16 participantes do MEPT foram premiados na OBMEP e 25 na OMDF. Já em 2019, 26 estudantes integrantes do projeto tiveram êxito na OBMEP e 27 na OMDF, totalizando 53 premiações. Em decorrência do bom desempenho em competições, desde de 2017, os estudantes premiados do Caseb têm conseguido, inclusive, bolsas no Programa de Iniciação Científica (PIC) na Universidade de Brasília (UnB).
“O sentimento é de felicidade e dever cumprido ao ver o MEPT gerando tantos frutos. Porém, vale ressaltar que os resultados em olimpíadas são apenas uma das consequências visíveis em relação às aprendizagens dos estudantes. Podemos verificar um desempenho considerável em todas as áreas do conhecimento, como nas habilidades de leitura, interpretação, análise, argumentação e autonomia em relação a resolução de problemas e muito mais. Recentemente, fomos premiados pela CLDF com o selo de Práticas Inovadores em Educação. Esse prêmio tem por objetivo divulgar e ampliar projetos inovadores no âmbito do Distrito Federal. Agora, a ideia é compartilhar nossa inciativa para que outros professores e gestores se apropriem do projeto para desenvolvê-lo em suas escolas”, afirmou a professora Cristina de Jesus Teixeira.
A diretora do Caseb, Angelita Amarante reafirma que o MEPT é um projeto pedagógico muito importante que tem dado certo e viabilizado o aprendizado de matemática para os alunos de uma forma simples e tranquila. “A equipe de matemática e a professora Cristina são os principais protagonistas desse sucesso. Os que estão inseridos no projeto perderam o medo de matemática e viram que são capazes de aprender e desenvolver determinados assuntos que eles achavam que jamais conseguiriam. Não precisa de muitos recursos, o principal recurso é o recurso humano da professora Cristina, que faz um lindo trabalho e conquistou com maestria esses alunos por meio do incentivo, do elogio e da valorização. Isso sem dúvida faz toda diferença na vida desses estudantes”, concluiu.
Obra sobre a vida de Paulo Freire será lançada em novembro
Jornalista: Luis Ricardo
A Editora Vestígio, a Livraria Leitura e o autor Walter Kohan convidam os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para o lançamento do livro Paulo Freire: Mais do que nunca. O lançamento acontece no dia 5 de novembro, às 19h, no Auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro-DF. O autor da obra, professor Walter Kohan, debaterá com os presentes.
A obra
Paulo Freire está hoje no meio de uma acirrada disputa ideológica. O livro Paulo Freire, mais do que nunca – Uma biografia não é um livro sobre a ideologia ou a política partidária de Paulo Freire. É um livro sobre uma política que se encontra numa vida de igualdade, amor, errância e infância.
Paulo Freire: mais do que nunca pode ser lido em pelo menos dois sentidos: o primeiro diz que, no contexto atual da educação e da política brasileiras, é mais importante do que em qualquer outro momento ler, pensar e inspirar-se nas ideias e na vida de Paulo Freire. Nesse sentido, o livro justifica a pretensão de pensar uma política que parta da vida, da igualdade, do amor, da errância e da infância para educar. Num outro sentido, Paulo Freire: mais do que nunca expressa o relevo e a atualidade das ideias do autor num tempo educacional que não passa. Como se a sua vida nos convidasse a um presente que extrapola o tempo cronológico, uma presença presente, nele inspirada. Por isso, o “mais” do título não é um mais de quantidade, mas de intensidade, qualidade, presença no tempo da educação.
Nesse contexto, o livro afirma cinco princípios inspirados na vida de Paulo Freire: a) a vida(como inseparável de qualquer prática educativa); a igualdade (no início, como pressuposto e não como finalidade da educação); o amor (não apenas pelas pessoas, mas pela posição educadora que se ocupa); a errância (no duplo sentido de equivocar-se e de viajar sem um destino predeterminado); a infância (como impulso vital e não apenas idade cronológica).
Walter Omar Kohan é Pós-Doutor em Filosofia pela Universidade de Paris 8. Professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Brasil e da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), recebeu, em 2008, o Prêmio “Cientista de nosso Estado” na área Educação. Publicou mais de cinqüenta artigos em periódicos especializados e é autor ou organizador de trinta livros, no Brasil e no exterior. Seus textos estão publicados em espanhol, francês, italiano, inglês, finlandês e húngaro, além do português. Entre 1999 e 2001 foi presidente do ICPIC (International Council for Philosophical Inquiry with Children). Participou como conferencista de mais de cem eventos no Brasil e no exterior. Atualmente dirige projeto de pesquisa com alunos de graduação, mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ e coordena projetos interinstitucionais com universidades de Brasil e da França. Participa em conselhos editorias de diversas publicações acadêmicas internacionais e é co-editor de childhood & philosophy. Principais publicações: Sócrates, el enigma de enseñar (Buenos Aires: Biblos, 2009); Filosofía, la paradoja de aprender y enseñar. (Buenos Aires: Libros del Zorzal, 2008); Infância, estrangeiridade e ignorância (Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2007); Infância. Entre educação e filosofia. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2003); Filosofia na Escola Pública. (Petrópolis, RJ: Vozes, 2000; com Bernardina Leal e Alvaro Ribeiro).