Solenidade homenageia os 40 anos do Sinpro

No dia 14 de março, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) completou 40 anos de história.  Forjado na luta, o Sinpro tem fortalecido cada vez mais a representação em defesa dos direitos de toda a categoria. E para comemorar essa trajetória e homenagear o Sinpro-DF, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará uma sessão solene. A atividade foi convocada pela deputada distrital Arlete Sampaio e acontece nesta segunda-feira (18), às 19h, no Plenário da CLDF.

A diretoria colegiada do Sinpro convida a categoria para esta importante solenidade, pois a história de sucesso do nosso sindicato é resultado da participação de todos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais  que, juntos(as), contribuíram nas construções coletivas, nas conquistas pela manutenção e defesa dos direitos, e por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

“Queremos celebrar com você o nosso aniversário para marcar um momento histórico em que retomaremos grandes mobilizações em defesa da educação, dos direitos sociais, da democracia e da soberania do nosso país. Certos da sua presença, agradecemos desde já e contamos com a participação de todos(as)”, conclama a diretoria  do Sinpro-DF

Leia também: Sinpro: 40 anos de um verdadeiro sindicalismo

 

Sinpro orienta convocados para documentos necessários para a posse

Os(as) 287 orientadores(as) educacionais e os(as) 54 professores(as) convocados(as) pela Secretaria de Educação do DF devem ficar atentos(as) à documentação e aos exames necessários para a posse administrativa, que ocorrerá nos próximos dias.

Confira na página da SEE (http://www.se.df.gov.br) todos os documentos que deverão ser levados.

 

Nomeações de orientadores e professores: uma conquista que advém da luta

Esta semana, a notícia da convocação dos(as) aprovados(as) nos concursos de 2014 e 2016 da Secretaria de Estado de Educação representou uma grande vitória para todos(as).  Para categoria, que há anos espera pelas nomeações, para o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), que lutou e acompanhou de perto esta luta e, pincipalmente, para a população, que necessita de investimentos na educação pública.

Ao todo, foram contemplados(as) 287 orientadores(as) educacionais, sendo 249 da lista geral e 38 para as vagas destinadas às pessoas com deficiência, admitidos(as) no certame de 2014. Também foram chamados(as) 54 professores(as) da Educação Básica aprovados(as) no concurso de 2016, que vão preencher vagas nos componentes curriculares de Biomedicina, Eletrônica, Eletrotécnica, Enfermagem, Informática, Letras/Japonês, Matemática e Odontologia.

 

 

 

 

Ato público pela nomeação dos concursados realizado em janeiro de 2018

 

Esta conquista foi alcançada logo após o início das negociações sobre a pauta de reivindicações da categoria, em que o Sinpro mostrou ao governo que existe déficit de orientadores(as) na rede.  Em resposta, o GDF informou que até o limite de validade do concurso, em 9 de maio, serão chamados(as) mais 234 orientadores(as).

A diretora do sinpro-DF Letícia Montandon explica que essas nomeações são fundamentais. Hoje, muitas escolas não tem a figura do(a) orientador(a) e as convocações vão corrigir essa distorção, principalmente, após a segunda remessa. A sindicalista relembra que os(as) novos(as) servidores terão muitos desafios.

“Apesar de que a próxima chamada ainda não é suficiente para suprir a necessidade, já conseguiremos ver os resultados positivos. No momento atual, com a explosão da violência, o papel do(a) orientador(a) é justamente, trabalhar em conjunto com a equipe escolar na resolução de conflitos e na mediação entre professores(a) e estudantes para tentar diminuir os índices”, ressalta.

Para a diretoria colegiada do Sinpro-DF, a vitória é fruto da insistência e da luta conjunta do sindicato e do magistério por mais nomeações. E esse entendimento pode ser comprovado pelos próprios aprovados(as).

 

A professora Lilian Lesley explica que prestou o concurso  com objetivo de ajudar a melhorar a qualidade do ensino. Ela reafirma que a orientação educacional é um setor essencial para o sucesso da educação. “Em maio de 2014 fiquei muito feliz em ter sido aprovada no concurso de orientador, porém, a governo anterior fez a alegria virar angústia, pois o gestor não tinha nenhum compromisso com a educação nem com o serviço público, tanto, negligenciou o concurso durante os quatro anos de mandato. Durante toda essa espera, sempre participei dos encontros e das lutas do Sinpro. Agradeço a toda diretoria do sindicato por todo apoio e espero sempre poder ajudar na luta”, concluiu.

 

A nomeada Gláucia de Castro Barbosa, 40 anos, professora em Goiás,  participou de diversas lutas como, reuniões, assembleias e eventos convocados pelo sindicato para sensibilizar o governo anterior sobre a importância do orientador educacional.

“Diante dos problemas enfrentados no contexto escolar, cada vez mais, comprovamos a importância desse segmento nas escolas, pois o orientador é o profissional que tem a responsabilidade de mediar conflitos e aproximar a escola e a família.  O Sinpro sempre esteve presente nas lutas e negociações com o governo em prol das nossas nomeações. A sensação que sinto com a notícia da convocação  é indescritível. É um sonho realizado. Depois de quase quatro anos, a fila enfim começou a andar e espero que aconteçam mais nomeações, para que possamos fortalecer ainda mais a orientação educacional e contribuir para os avanços na educação pública no DF”, explica.

Já o professor Rogério Assumpção, 51 anos, nomeado para o cargo de orientador educacional reafirma que toda  a luta em prol das nomeações foi feita pelos concursados e pelo Sinpro.

 

“Eu participei e acompanhei de todas as mobilizações convocadas por esse aguerrido sindicato que nunca nos abandonou. Agora, vou cumprir minha função com muito carinho, dedicação e amor, mas sei que a luta em defesa da educação sempre será constante e vou sempre buscar dar o meu melhor e continuar no enfrentamento por um ensino de qualidade. Nossa função vai além dos muros da escola e temos que abrir ainda mais o leque de trabalho para garantir  mais conquistas e valorização”, afirma.

 

O diretor do sinpro-DF Luciano Matos parabeniza os(as) nomeados(as) e relembra que as convocações representam avanço para toda a categoria. “Sem dúvidas, a noticia das nomeações é algo que devemos comemorar. Eu, enquanto orientador educacional, entendo a necessidade e importância dos(as) orientadores(as) para a educação.  Fiquei muito feliz orgulhoso de acompanhar da luta dos concursados e, agora, poder ver de perto essa conquista é muito gratificante. Com a chegada desses profissionais passaremos a ter mais qualidade no ensino. A diretoria colegiada do Sinpro dá as boas-vindas a cada um e cada uma e parabeniza por essa vitória.  Estamos ansiosos com o dia da posse e a luta a partir de agora é para que o governo cumpra o prometido e convoque a segunda remessa de aprovados(as)”, concluiu o dirigente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Canal da Educação fala sobre reajuste salarial, reforma da Previdência e pagamento de pendências

O Canal da Educação dessa quinta-feira (14) vai debater temas relevantes e de grande importância para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Convidado do dia, o coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro Cláudio Antunes vai falar mais sobre o reajuste salarial dos(as) professores(as), a reforma da Previdência e do pagamento de pendências que o Governo do Distrito Federal tem com o magistério.

O Canal da Educação é produzido e apresentado pelo jornalista Valdir Borges e vai ao ar, quinzenalmente, às quintas-feiras, ao vivo. Será transmitido pelo site e Facebook do Sinpro-DF e pela TopTV Brasil, às 19h.

O programa permite a participação em tempo real. As perguntas podem ser enviadas, ao vivo, pelo Facebook e as perguntas podem ser enviadas pelo Facebook e/ou por mensagens de WhatsApp pelo número (61) 98162-0065. Participe!

Sinpro cobra o pagamento para professores temporários

No dia 8 de março o Governo do Distrito Federal (GDF) creditou o pagamento dos(as) servidores(as) públicos(as), no entanto alguns professores que se encontram em regime de contratação temporária ficaram sem receberem seu salário. Diante disto o Sinpro cobrou da Secretaria de Educação (SEE) uma solução para este problema, tendo em vista que o sindicato identificou que professores(as) contratados(as) com tempo hábil para que o GDF fizesse o cadastro no sistema também tinham ficado de fora do pagamento. Com isto, pedimos a todos(as) que acompanhem diariamente sua conta, uma vez que o governo se comprometeu em creditar o salário ainda esta semana.

Em relação à nomeação de orientadores(as) educacionais que estão na condição de concursados(as) e figuram na lista do concurso de Pessoa com Deficiência (PCD), foi identificado que a nomeação publicada na última segunda-feira (11) continha um número abaixo do que a legislação determina entre a nomeação dos(as) candidatos(as) que figuram na lista geral, aos(às) candidatos(as) que figuram na lista de PCD. Para resolver o problema o governo se comprometeu em fazer as convocações ainda esta semana, fechando assim o percentual previsto em lei.

 

Gozo da licença-prêmio

Após cobranças feitas pelo Sinpro em relação à licença-prêmio, o governo autorizou o gozo do benefício para aqueles(as) que estão próximos(as) de se aposentarem. O sindicato luta para que o gozo possa ser estendido para os(as) demais professores(as), conforme previsto em lei.

Sinpro lamenta caso de intolerância e barbárie em escola de Suzano

A diretoria do Sinpro lamenta o massacre ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, localizada em Suzano, na Grande São Paulo, e presta toda solidariedade às vítimas e a todos(as) os(as) envolvidos(as) em mais este exemplo de intolerância, barbárie e crueldade. Por volta das 9h30 dessa quarta-feira (13) dois homens entraram na escola e efetuaram vários disparos. Durante o ato criminoso seis estudantes e duas funcionárias da escola morreram. Os dois criminosos cometeram suicídio em seguida.

O crime é mais um exemplo do clima de intolerância e ódio vivido no Brasil e da falta de segurança no ambiente escolar. A tragédia mostra que a escola se tornou uma vítima da violência, muito por conta da falta do batalhão escolar.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o ritmo de crescimento de assassinatos no Brasil desacelerou depois que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, em 2003. A pesquisa ainda revelou que 71% dos assassinatos no país foram cometidos com armas de fogo, resultado da “corrida armamentista” registrada a partir dos anos 1980, processo interrompido somente com o Estatuto do Desarmamento. Ainda assim, as mortes com armas de fogo colocam o Brasil no topo do ranking mundial de mortalidade, segundo levantamento publicado pelo Global Burden Disease, órgão da Organização Mundial da Saúde que pesquisa as causas de morte pelo mundo.

Os dados mostram o óbvio: armar a população não diminui o índice de violência e criminalidade, mas possibilita a ocorrência de barbáries como o registrada na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. É diante desta certeza que o Sinpro reforça sua política contra a posse de armas e por uma cultura de paz tanto no ambiente escolar, quanto em todos os segmentos da sociedade.

Atenção para o expediente do Sinpro nesta quinta-feira (14)

Em virtude da Assembleia Geral dessa quinta-feira (14), a sede e as subsedes do Sinpro estarão fechadas na parte da manhã. O funcionamento voltará ao normal a partir das 12h.

A Assembleia, com paralisação, será realizada às 9h30, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha.

Não deixe de participar e lutar pelo que é nosso. Nossa luta depende da mobilização de cada um de nós. Todos à assembleia!

VITÓRIA | luta garante nomeação de 287 orientadores e 54 professores

Graças à luta histórica do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) pela nomeação de servidores(as) no magistério, o  Governo do Distrito Federal (GDF) convocou 287 orientadores educacionais e 54 professores(as) da Educação Básica.  A notícia da convocação foi divulgada  nesta segunda-feira (11), no Diário Oficial do DF (DODF), e representa uma conquista não apenas para a categoria, mas, para toda a população que necessita urgentemente de investimentos em educação.

Os(as) candidatos(as) para o cargo de orientador educacional  foram  aprovados(as) no concurso de 2014 e serão lotados(as) na Secretaria de Educação. São 249 da lista geral e 38 vagas destinadas à pessoas com deficiência. Já  os professores(as) nomeados foram  aprovados(as) no concurso de 2016 e vão preencher vagas nos componentes curriculares de Biomedicina, Eletrônica, Eletrotécnica, Enfermagem, Informática, Letras/Japonês, Matemática e Odontologia.

Ato público pela nomeação dos concursados em 25 de janeiro de 2018

A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) ressalta que esse resultado é fruto da insistência do magistério por mais nomeações. Esta conquista acontece pouco tempo depois da abertura da mesa de negociação da pauta de reivindicações da categoria. Na ocasião, o Sinpro apresentou ao governador a necessidade das nomeações ocorrerem dentro do prazo de validade do concurso, que expira no mês de maio.  Durante a reunião, a comissão mostrou o número de aposentadorias dos últimos quatro anos, comprovando que a quantidade de nomeações é muito pequena comparada à necessidade da rede pública de ensino do DF.

A diretora do Sinpro-DF, Meg Guimarães salienta que essas nomeações acontecem há quase quatro anos de homologação do concurso e ocorrem graças à luta do sindicato e dos(as) concursados(as) que se organizaram pressionaram o GDF para garantir o cumprimento do Plano de Carreira (Lei 5.105/2013), que prevê 1200 cargos de orientadores educacionais na rede. “Nosso sindicato continuará engrossando a luta para ampliar o número de cargos do plano para 1800, como consta na nossa pauta de reivindicações e atento para que o governo cumpra os demais compromissos. Essas nomeações são, sem dúvida, uma grande vitória para toda a categoria. Parabenizamos os nomeados e ressaltamos que somente a unidade e luta podem trazer ainda mais conquistas para todos e todas”, ressalta

A também diretora do sinpro-DF Letícia Montandon critica que apesar da conquista, não houve nomeações expressivas das áreas específicas do concurso de 2016. “Vale lembrar que houve muitas nomeações de atividades e cursos profissionalizantes, mas, das áreas específicas, existem várias disciplinas que ainda não foram nomeadas e o Sinpro seguirá em luta para reverter este cenário”.

O GDF informou que até o limite de validade do concurso, em 9 de maio, serão chamados mais 234 orientadores.

“Parabenizamos todos(as)  professores(as) e orientadores(as) educacionais nomeados(as).  Ressaltamos  a importância dos orientadores(as) na comunidade escolar, que desempenham um papel fundamental na resolução de conflitos, no trabalho pedagógico, no desenvolvimento pessoal de cada estudante e muito mais. O trabalho conjunto garantirá o desenvolvimento da educação. Nós, do Sinpro, continuaremos empenhados na luta pela nomeação de mais professores(as) e pela concretização da segunda remessa de nomeação de orientadores e orientadoras”, concluiu   a diretora Letícia Montandon.

Confira na íntegra o documento publicado no Diário Oficial do DF 

 

Assembleia Geral dia 14 de março, com paralisação

O Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para Assembleia Geral, com paralisação, dia 14 de março, às 9h30, no Mané Garrincha. Além de analisarmos a conjuntura, a assembleia debaterá outro ponto importante: a tentativa por parte do Governo do Distrito Federal de impor à categoria, de forma truculenta e autoritária, a militarização de escolas públicas no Distrito Federal.

Também debateremos a pauta de reivindicações da categoria, que perpassa pelo cumprimento das 21 metas do PDE; a regularidade nos repasses do PDAF; a construção/reforma de escolas; construção de creches; o reajuste salarial da categoria; pagamento da última parcela do Plano de Carreira; reajuste do auxílio alimentação; plano de saúde; pagamento da pecúnia da licença-prêmio; nomeação de orientadores(as) e professores(as), e o gozo da licença-prêmio.

Não deixe de participar e lutar pelo que é nosso. Nossa luta depende da mobilização de cada um de nós. Todos à assembleia!

Unidade e luta em defesa dos direitos marcam o Dia Internacional da Mulher

O  Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira, 8 de março, será pautado como um dia de luta e união das mulheres em defesa dos direitos e da democracia.

A data tem sido marcada por essa unidade. Há alguns anos, as mulheres vêm realizando um amplo combate à reforma da Previdência que havia sido apresentada pelo ilegítimo Michel Temer (MDB) e, como não podia ser diferente, este ano, uma das principais bandeiras é contra a proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que atinge em cheio todas as mulheres, em especial, as educadoras.

Na reforma de Bolsonaro há diferenças gritantes com as atuais regras. A aposentadoria especial para o magistério, por exemplo, é mantida, porém, sobre profundas alterações provocando um impacto sem precedentes na vida da mulher.

A reforma apresentada pelo atual governo é ainda pior do que a anterior porque, se aprovada, obrigará a grande maioria das mulheres a trabalhar até os 62 anos para poder se aposentar depois de pelo menos 20 anos contribuição ao INSS. A proposta foge à realidade, uma vez que no mercado de trabalho, as mulheres são a maioria entre as pessoas desempregadas, as que ocupam os empregos mais precários e informais, sem carteira assinada e, portanto, não conseguem contribuir com o INSS durante tanto tempo.

Para combater esse cenário de desigualdade no ambiente de trabalho existe o Pacto Global das Organizações das Nações Unidas (ONU), um programa que estipula dez metas para serem atingidas pelos países participantes. Entre os objetivos está o estímulo de práticas que eliminem qualquer tipo de descriminação no emprego.

Denise Hills, presidente da Rede Brasil do Pacto Global, explica que há algumas formas de se alcançar a igualdade de direitos no mercado de trabalho. “Programas que auxiliem a mulher no momento da gravidez, subsídios para creche, trabalhar a equipe e o gestor para quando ela muda de fase são só alguns exemplos do que pode ser feito para avançarmos nesse assunto. E todo mundo ganha com uma empresa que segue esses passos”, explica.

Além da equiparação entre homens e mulheres no âmbito profissional, outro assunto que preocupa é a violência. Nesse ranking, o Brasil ocupa, infelizmente, o quinto lugar de países com maiores taxas de mortes de mulheres. São 4,8 para cada 100 mil mulheres de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Já um levantamento recente do Datafolha, encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostrou que nos últimos 12 meses, 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Sendo que 42% dos casos de violência ocorreram no ambiente doméstico.

Para esses casos, as mulheres já contam com alguns mecanismos de proteção como, a da Lei do Feminicídio (nº 13.104/2015), que classifica o crime de gênero e o coloca no rol de delitos hediondos como, estupro, genocídio e latrocínio, com penalidades para os criminosos que chegam a reclusões que variam de 12 a 30 anos, e é inafiançável. Além da Lei Maria da Penha (11.340/2006), que há 12 anos busca realizar o combate ao cerceamento e opressão das brasileiras.

A diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF Vilmara Pereira explica que outro ponto de apoio às mulheres também está a atuação das entidades sindicais. O sinpro-DF, por exemplo, sempre  fortaleceu a luta para atender as diversas demandas desse segmento. Uma das conquistas pode-se destacar  a  Gestão Democrática, que atuou para rotatividade das relações de poder nas escolas, permitindo que professoras ocupassem os cargos de direção. Outro ponto comemorado foi o protagonismo do Sinpro na criação da primeira Secretaria de Assuntos e Políticas para as Mulheres Educacadoras. “A categoria do Sinpro é formada, majoritariamente, por mulheres, cerca de 80%.  Pensando nisso, temos reforçado a importância desse debate em diversos espaços. Desejamos a todas companheiras um ótimo dia da mulher e conclamados a todas para seguirmos firmes e unidas na luta em busca busca de melhores condições de trabalho, por igualdade de gênero, pelo direito de ir e vir, contra o racismo, feminicio e todo tipo de violação às mulheres”, afirmou a  diretora.

Dia de luta

Em Brasilia,  a data será celebrada  em um grande  Cortejo do Dia Internacional de Luta das Mulheres, construído por mais de 90 organizações e coletivos ligados à luta das mulheres.

Este ano, o ato tem como lema “Pela vida de todas as mulheres, resistiremos!”, que denunciará o aumento dos números crescentes de feminicídio e os ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

A atividade será realizada na Esplanada dos Ministérios, com concentração às 16h, no gramado da rodoviária do Plano Piloto.

Fonte: com informações CUT Nacional

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