Pesquisa do Sinpro-DF sobre violência nas escolas repercute na mídia do Distrito Federal

A pesquisa inédita do Sinpro-DF sobre violência nas escolas repercute na imprensa local. Rosilene Corrêa, diretora do sindicato, afirma que o levantamento, realizado entre 4/12/2017 e 21/3/2018, pela empresa Metro Pesquisa, demonstra que a falta de investimento de dinheiro público nos setores sociais reflete negativamente no chão da escola.
“A pesquisa é um termômetro para mostrar o fiasco que é a política de choque de gestão e de Estado mínimo adotado pelo atual Governo do Distrito Federal (GDF) nestes últimos 4 anos e que a redução drástica de investimento de dinheiro público na educação, na saúde e na segurança é a causa do recrudescimento do número de atos violentos dentro das escolas, do aumento da evasão escolar e do adoecimento da categoria”, afirma.
A diretora assegura que essa violência afeta a categoria e transforma o ambiente escolar em local sem condições de trabalho. “O sindicato luta contra isso em várias frentes. A reivindicações por melhores condições de trabalho inclui esse ambiente contaminado pela violência. Daí uma das principais frentes ser a nossa Pauta de Reivindicações”. Confira, a seguir, a matéria do Metrópoles.

Levantamento mostra que 97,15% dos educadores já presenciaram atos violentos dentro dos centros de ensino da capital
Por  Victor Fuzeira e Fernando Caixeta

A violência dentro das escolas públicas é uma realidade enfrentada por professores e alunos diariamente no Distrito Federal. Não bastasse a estrutura precária dos estabelecimentos, docentes, jovens e crianças vivem uma rotina de desrespeito, ameaças, agressões verbais e físicas.

A situação aferida por números é assustadora: 97,15% dos educadores da rede pública já presenciaram atos de violência dentro dos centros de ensino, conforme revelou pesquisa realizada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro) com 1.355 profissionais de várias regiões administrativas.

O levantamento escancara as mazelas da rede de ensino público no DF e reforça a sensação de insegurança provocada pela onda de violência que atinge a capital federal, onde 73% dos brasilienses sentem-se pouco ou nada seguros, segundo pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto FSB.

Entre os docentes ouvidos pelo Sinpro, 97,15% disseram ter presenciado episódios de agressão e ameaça entre os alunos; e 57,98% foram vítimas da violência. O caso mais recente ocorreu no Centro de Ensino Fundamental 507, em Samambaia, quando um aluno de 16 anos tentou dar um soco no vice-diretor do colégio, Alex Cruz Brasil, 45 anos.
O adolescente havia sido suspenso por jogar melão nas colegas, na semana anterior, e foi barrado na entrada ao tentar acessar a sala de aula na segunda-feira (10/9). De acordo com Alex, o estudante ficou revoltado, partiu para cima dele, tentou desferir um soco em seu rosto, mas atingiu o ombro. O adolescente, então, puxou um canivete automático e ameaçou furar o educador.
Alex teme uma possível retaliação do aluno, que retomou as atividades no mesmo dia do episódio e foi colocado para fora de sala pela professora por indisciplina. “Estou vivendo com medo: olho para os lados a todo momento, fico de costas para a parede e sempre evito ir para a porta do colégio”, conta. Procurada pela reportagem, a direção do colégio informou que casos de ameaça são recorrentes.

Um relatório ao qual o Metrópoles teve acesso mostra que apenas nessa unidade de Samambaia 603 ocorrências disciplinares foram registradas entre janeiro e a quarta-feira (12). O vice-diretor foi responsável por registrar 75% dos episódios. Entre os casos, 210 referem-se à desordem e 145 são relativos a brigas e ameaças. Além do adolescente de 16 anos envolvido na briga com o gestor, 203 alunos acabaram suspensos por comportamentos indisciplinares.

Pesquisa do Sindicato dos Professores (Sinpro) mostra retrato da violência nas escolas by Metropoles on Scribd
 
Comunidade violenta
Para Alex, o retrato do descaso com o ensino e o sentimento de insegurança são resultado de um “problema estrutural e social” e do baixo efetivo de policiais responsáveis pelo patrulhamento das escolas. Segundo o vice-diretor, 25 militares são distribuídos entre sete regiões administrativas, apenas dois deles em Samambaia, onde mais de 40 colégios públicos e particulares funcionam.

É impossível ter um policiamento ostensivo. Tudo isso é retrato de uma comunidade violenta, onde vive-se uma guerra civil. Alunos com pais presos, morando sozinhos, sem acompanhamento, tráfico de drogas intenso, roubos e legislações fracas contribuem para o agravamento da situação

Alex Cruz Brasil, vice-diretor do CEF 507

A pesquisa não chegou a colher a opinião dos alunos, mas os casos de agressões entre eles também são recorrentes, e chegam a ser tratados com naturalidade pelos próprios jovens. No Centro de Ensino Fundamental 2 (CEF 2), no Paranoá, adolescentes na faixa etária dos 14 aos 16 anos chegam a agendar brigas em grupos do Facebook.

“É uma coisa que acontece muito e eu acho ruim vir para a escola e saber que isso vai ocorrer. Sou uma pessoa tranquila, nunca me envolvi nisso, mas fico com medo. As meninas aqui brigam muito, quase sempre por causa de namorados ou de xingamentos. No ano passado, duas alunas começaram a se baterem. O vigilante viu e não fez nada”, conta Ana Clara Brandão, 16, aluna do CEF 2 e moradora do Paranoá.

Os colegas de turma Ícaro de Souza, 15, e Matheus Mota, 16, ambos alunos do 9º ano do CEF 2, sempre procuram ficar longe das confusões, mas também já presenciaram várias brigas entre alunos dentro e fora da escola. Além disso, os meninos enumeram diversos casos em que viram colegas desrespeitando educadores na sala de aula.
“Às vezes, o professor pede silêncio e os colegas não fazem. Quando ele fala mais firme, tem aluno que retruca e desrespeita. Bate boca mesmo. Às vezes, até se xingam, mas agressão entre aluno e professor, nunca vi”, conta Ícaro.
Mais violência
Nesta semana, dois adolescentes, um de 16 e outro de 17 anos, foram apreendidos na porta do Centro Educacional 6, no Gama. Eles começaram a brigar na saída do turno. A PM foi chamada e, ao abordá-los, encontrou 15 pedras de crack. À polícia, eles disseram que eram estudantes do colégio e confirmaram que estavam no local para comercializar a droga.
Já em 28 de agosto deste ano, um aluno de 13 anos do Centro de Ensino Fundamental 19, na QNN 18/20, em Ceilândia, esfaqueou um colega de 15 anos durante briga na hora do intervalo, em pleno pátio. A vítima ficou ferida no abdômen e no pescoço.
Violência não vem de hoje
Ex-aluno da unidade e hoje proprietário de um restaurante localizado em frente ao centro de ensino, Raulisson de Goes Mendes, 24, presenciou “cenas inimagináveis” enquanto estudava na unidade. “Coisa de aluno andando armado, muito perigoso. Um dia desses mesmo vi um menino descendo a pé com o celular na mão ser assaltado por dois caras em uma bicicleta.”
A diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, conta que os colégios já se atentaram para a realidade e desenvolveram projetos em busca de resultados. “A escola assume para si a responsabilidade, já que o Estado não tem feito isso. E não tem outro caminho, porque não adianta ficar dependente da elaboração de políticas públicas se a realidade está ali, na sua frente. É preciso ter escolas mais prazerosas e profissionais mais valorizados”, pontua.
Patrulhamento e ações pedagógicas
Em nota, a Secretaria de Educação disse promover projetos pedagógicos ao longo do ano como “forma de prevenir e combater a violência”. “A pasta ainda trabalha em parceria com o Batalhão Escolar da Polícia Militar, que mantém ações educativas dentro das unidades escolares por meio do programa Viva Brasília nas Escolas”.
Já o Batalhão Escolar da Polícia Militar do Distrito Federal informou patrulhar com rondas o perímetro das centros de ensino num raio de 100 metros. “Implantamos ainda, na área interna, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência (Proerd), que consiste em um amplo projeto de prevenção ao uso de drogas, e as operações Varredura e Escola Livre, ambas com o objetivo de precaver quanto ao uso de armas ou objetos que possam ser utilizados como tal, com abordagens fora e dentro das escolas mediante acionamento da direção.”

Confira matéria na íntegra no link:
Aula do dia: a crescente violência nas escolas públicas do DF

 

Últimos dias para adesão ao SulAmérica Saúde. Até 18 de setembro, isenção de carência

A SulAmérica Saúde está oferecendo isenção de carência (exceto para parto e doença pré-existente) para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que aderirem ao plano até o dia 18 de setembro. O convênio com essas operadoras permite à categoria ter desconto no plano de saúde, assim como ocorre em lojas, salões de beleza, academias, e outras empresas conveniadas ao Sinpro.
Procure os corretores de plantão ou ligue para 3037-2411/99101-8268 (Kryvo Corretora) e 3622-3319 (MCS Corretora) / 98601-9801.
 
Mirlei – 98570-6602
Fabiola – 99105-4267
 
Para quem quiser entender os planos da SulAmérica e Quallity/Prosaúde, acesso o link abaixo.
 

Desconto em planos de saúde: confira o tira-dúvidas

Confira horário e local dos ônibus para a Assembleia Geral desta quinta-feira (13/9)

O Sinpro-DF disponibilizará ônibus para professores(as) e orientadores(as) educacionais participarem da Assembleia Geral de atualização da Pauta de Reivindicações, nesta quinta-feira (13), às 9h30, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha.
Confira os locais e os horários a seguir:
BRAZLÂNDIA – Praça do Laço – às 8h30.
CEILÂNDIA – Estacionamento do BRB – às 8h45.
FORMOSA – Praça da Matriz/Catedral – às 8h30.
GAMA – CEM 02 – às 8h30.
PLANALTINA – Centro de Ensino Especial 01 – às 8h30.
RECANTO DAS EMAS – Regional 306 passando pela Faculdade da Terra – às 8h45.
SAMAMBAIA – Feira da 202 – às 9h.
SANTA MARIA – CEE 01 passando pelo CEF 215 – às 8h30.
SOBRADINHO – CEM 01 – às 8h45.
TAGUATINGA – Nene’s Chopp – às 9h.
SÃO SEBASTIÃO – CAIC UNESCO – às 9h.

Votação de PL que garante prioridade no pagamento da pecúnia a aposentados com doenças graves é suspensa

A votação do projeto de lei que dá prioridade ao recebimento da pecúnia da licença-prêmio para servidores(as) aposentados(as) com doenças reconhecidas por lei, que estava marcado para acontecer nessa terça-feira (11), na Câmara Legislativa do Distrito Federal, foi suspensa por falta de quórum. Durante toda a tarde diretores do Sinpro fizeram um mutirão de visitas nos gabinetes dos deputados distritais e aos líderes dos partidos com o objetivo de reforçar a urgência da votação. O PL voltará a pauta na próxima semana.
Em decorrência das conversas com os parlamentares, o sindicato conseguiu que o PL não tivesse a obrigatoriedade de passar pelo trâmite de ser aprovado nas comissões, passando direto para apreciação em plenário, dando celeridade à aprovação do projeto. Segundo a diretora do Sinpro Luciana Custódio, foi acordado entre os presidentes das comissões a aprovação imediata do projeto, indo direto a plenário. “Tivemos uma grande vitória ao fazer um acordo para que esse PL fosse direto ao plenário, não passando pelo processo burocrático de ir às comissões, mas infelizmente não foi aprovado porque não teve quórum”, explica a diretora.
O Sinpro vem lutando para o pagamento da pecúnia há muitos anos e entende que o recebimento desse benefício é um direito de todos, mas não pode desconsiderar a necessidade de professores aposentados com doenças graves. A prioridade no pagamento da pecúnia para aposentados com doenças graves não comprometerá em nada no cronograma estabelecido para que o benefício acumulado desde 2016 seja pago. É importante que todos saibam que esse projeto não causará prejuízo para o pagamento da fila de pecúnias, como vem ocorrendo mensalmente.
O Sinpro continuará cobrando da Câmara Legislativa a votação desse projeto para que possamos amenizar um pouco a situação de professores com idade mais avançada e/ou doenças mais graves que aguardam há muito tempo o pagamento dessa pecúnia.

Sinpro inicia nova campanha pela reforma e construção de escolas no DF

Um ato realizado durante a manhã dessa terça-feira (11), no Paranoá, deu início a uma nova campanha do Sinpro junto às escolas e às comunidades escolares. A campanha cobrará do Governo do Distrito Federal a reforma e a construção de escolas na capital federal. Cidades como Paranoá, São Sebastião e Cidade Estrutural são exemplos de locais onde estudantes têm estudado de forma provisória e precária, fatores que comprometem diretamente a qualidade de ensino.
No Paranoá, por exemplo, a situação da região é dramática. As escolas têm uma demanda reprimida de milhares de vagas e os moradores da região são obrigados a estudarem em outras cidades. Diante da ausência do poder público, que não reforma e constrói novas unidades escolares, estudantes desde a educação infantil precisam sair do lugar onde moram para estudar, desterritorializando seus currículos escolares.
Nas escolas existentes, a maioria necessita urgentemente de reforma e em muitas as salas são superlotadas, o que prejudica o desempenho dos alunos. No Centro de Ensino Médio 1, por exemplo, algumas turmas chegaram a ter 50 estudantes. Além disso, outras tiveram de ser readequadas, como o caso do Centro de Educação Infantil, que tirou o refeitório e espaços importantes para poder cumprir a Lei da Universalização da Educação Infantil. “Não dá para as escolas virarem depósito de alunos. Precisamos ter qualidade de ensino. Vemos turmas superlotadas, ausência de política para a construção de escolas e investimentos para a educação. Isso é inadmissível”, ressalta a diretora do Sinpro Luciana Custódio.
Soma-se a isso a situação dramática que passa os centros de ensino fundamental 03 e 05, que contam com uma grande lista de problemas: advertências do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil com relação ao prédio, que não tem condição de segurança; e o desabamento do teto da cozinha, que atingiu uma servidora. “Precisamos voltar os olhos do poder público para o Paranoá. É preciso ser feito alguma coisa antes que tragédias aconteçam”, comenta Luciana.
 
Ato no Paranoá
Participaram do ato representantes dos centros de ensino fundamental 1, 2, 3, 5 e o Zilda Arns, do Centro de Ensino Médio 1,  além do grêmio estudantil e da comunidade escolar dessas escolas. Os alunos tiveram participação ativa durante a atividade, com falas dos representantes no caminhão de som. Todos(as) reivindicaram que os filhos e filhas do Paranoá e do Itapoã tenham o direito de estudar em sua região.
Luciana Custódio disse que esse ato teve como objetivo principal denunciar a situação dramática da região do Paranoá e Itapoã com relação à falta de condições estruturais para atender os estudantes. “Milhares de alunos precisam estudar fora de sua região, o que desterritorializa os estudantes quando são obrigados a estudarem em outra cidade, pois não tem nada a ver com sua identidade cultural. Não dá para o poder público aparecer somente quando tragédias anunciadas estão para acontecer. Precisamos ter uma política de investimento na educação pública, que perpassa pela construção de escolas no Paranoá, que tem uma demanda reprimida há muitos anos. Estamos com problemas estruturais no prédio do CEF 5, tivemos problemas com o desabamento da cozinha do CEF 3 e precisamos de uma solução urgente”.
A campanha foi divulgada em vários outdoors espalhados pelo Distrito Federal, e o Sinpro realizará atos, manifestações e eventos juntamente com os estudantes e a comunidade escolar, com o objetivo de exigir do GDF o respeito que tanto a Educação quanto os alunos e professores merecem.

Programa TV Sinpro discute, nesta terça (11), o impacto do Ideb 2017 no ensino público

 

Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017 e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) serão o tema do programa TV Sinpro, veiculado pela TV Comunitária do Distrito Federal. Nesta terça-feira (11), o diretor do Sinpro-DF, Júlio Barros, vai apresentar e discutir os impactos do resultado dessa avaliação no ensino público do país e, notadamente, no do Distrito Federal.
O programa TV Sinpro é transmitido toda terça-feira, 17h, ao vivo, pela página do Sinpro-DF no Facebook e no Canal 12, da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária.
As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação a seguir:
Terças – 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

Divulgado resultado provisório do Remanejamento Interno 1ª Etapa

A Secretaria de Educação do Distrito Federal divulgou nessa segunda-feira (10) o resultado provisório do Remanejamento Interno 1ª Etapa. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais poderão ter acesso ao resultado provisório pelo site do SIGEP (sigep.se.df.gov.br).
O Sinpro alerta que o resultado de hoje pode ser alterado até a data de divulgação definitiva, que será no dia 19 de setembro. De hoje até essa terça-feira (11), os professores e orientadores poderão interpor recurso contra o resultado preliminar da 1ª Etapa do Remanejamento Interno.
Em função dos recursos, o resultado preliminar pode sofrer alterações. “Mesmo os professores que forem contemplados devem ficar atentos ao resultado final, que só será disponibilizado no dia 19 de setembro”, ressalta o coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro Cláudio Antunes. Na área de navegação do SIGEP, o professor deverá clicar em “Priorizar Carência” para poder visualizar o resultado preliminar do Remanejamento Interno.
O Sinpro também informa à categoria que a SEE publicou um edital no final do mês de agosto, retificando o Edital nº 35 do Remanejamento, e que passa a partir do Edital nº 39 a orientar os professores contemplados a se apresentarem na nova escola entre os dias 18 a 28 de dezembro de 2018. Os professores contemplados e aqueles que não forem contemplados na primeira etapa poderão participar das demais etapas do Concurso de Remanejamento, sendo que a segunda etapa do remanejamento começará no dia 10 de outubro, com a divulgação preliminar e a abertura de recursos de carência da 2ª Etapa do Remanejamento Interno.

Eape realiza Roda de Conversa sobre "Ludicidade na SEEDF"

O Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (Eape) irá realizar uma Roda de Conversa, intitulada “Ludicidade na SEEDF – palestras, oficinas e exposição de dissertações, teses, livros e vídeos”, a ser realizada nesta quarta-feira (12/9), entre 13h30 e 17h, na Biblioteca EAPE, na SGAS 907 Sul.
A Roda de Conversa terá participação especial dos servidores da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF), mestres e doutores, que desenvolveram em suas pesquisas a temática da ludicidade. A participação é aberta a toda a categoria, porém, a inscrição deverá ser feita, antecipadamente, e confirmada, porque as vagas são limitadas.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida a todas e todos para o evento: “É uma excelente oportunidade a realização deste evento tendo em vista a importância da ludicidade no contexto escolar”, afirma Berenice D’arc Jacinto, diretora de Política Educacional do Sinpro-DF.
Responderam perguntas do Sinpro-DF em entrevista, Aldecilene Cerqueira Barreto doutora em Educação Física, que pesquisou brincadeiras e educação do corpo na escola, e Juliana de Oliveira Freire, mestre em Educação Física e doutoranda em Educação, que desenvolve estudos sobre currículo e infância no DF.
Como professoras de Educação Física atuaram em diversos níveis de ensino, especialmente na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental no projeto Educação com Movimento. Além disso, integram o Grupo de Pesquisa sobre Corpo, Infância e Educação – Imagem, da Universidade de Brasília (UnB).
Sinpro-DF: Juliana, compreendemos que o aspecto lúdico é importante para formação da criança. A partir da análise dos currículos da SEDF, realizada em sua dissertação de mestrado, como você percebe este elemento nos documentos?
Juliana: A ludicidade é considerada um eixo integrador do Currículo em Movimento e está inserta nas diferentes áreas do conhecimento. Portanto, é possível perceber nos documentos analisados, a importância dada ao lúdico para a educação das crianças.
Sinpro-DF: Aldecilene, como você observa a ludicidade no cotidiano escolar das crianças?
Aldecilene: Importante destacar que o lúdico vem do latim e significa brincar. Logo, a partir dessa ideia, na contemporaneidade, apesar de haver muitas pesquisas apontando a importância das brincadeiras para o desenvolvimento infantil, percebo que os espaços e os tempos do brincar na escola estão cada vez mais reduzidos, dado as exigências da sociedade. Por exemplo, existe a cobrança às crianças para aprender a ler e a escrever para o uso competente nas práticas sociais. As brincadeiras, por sua vez, são utilizadas como secundárias no processo educacional.
Sinpro-DF: Juliana, com base neste cenário e nos documentos oficiais que regem a educação, qual o desafio dos professores que trabalham, principalmente, com crianças, e quais são as orientações que o currículo apresenta?
Juliana: O principal desafio é inserir o caráter lúdico, as brincadeiras e jogos, em sua prática pedagógica, sem, contudo, parecer uma perda de tempo. É ousar e recriar sua ação, uma vez que é por meio da ludicidade que as crianças vivenciam experiências significativas. O currículo aponta a necessidade da organização de um trabalho pedagógico que vislumbre o desenvolvimento pleno das crianças e favoreça suas múltiplas formas de expressão e linguagem como a leitura, a imaginação, a ludicidade, as práticas corporais, a dança, a arte e o desenho. Nesse sentido, destaco o Projeto Educação com Movimento: Educação Física na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental como uma experiência exitosa da SEEDF que favorece a realização das práticas corporais e potencializa a aprendizagem das crianças. O Projeto operacionaliza a atuação do professor de Educação Física em parceria com os professores de atividades.
Sinpro-DF: Aldecilene, seus estudos apontam para a perspectiva da Sociologia da Infância, que compreende as crianças como sujeitos de direito. Então, ao identificar a necessidade da inserção da ludicidade de forma mais ampla na prática pedagógica dos professores e a importância das atividades lúdicas para formação integral das crianças, o que você pensa sobre a atuação das crianças e a relação com as brincadeiras no âmbito escolar?
Aldecilene: Primeiro, destaco que as diretrizes curriculares nacionais indicam as crianças como sujeitos de direito e a partir disso esclarecer a importância de respeitar e escutar as crianças. Outro ponto fundamental é pensar o corpo como sujeito e não como objeto, pois ele reflete por meio das brincadeiras sentidos e significados inerentes às próprias crianças. Então, compreendo que o professor pode considerar as experiências das crianças para orientar suas práticas pedagógicas  e inserir as brincadeiras como elementos essenciais de sua ação.
As professoras Juliana e Aldecilene que participarão desta Roda de Conversa sobre Ludicidade reforçam o convite a todas e a todos interessados no tema.
Roda de Conversa Ludicidade na SEEDF Biblioteca EAPEInformações: 3901.6787  E-mail: eape.bilioteca21@gmail.com

Sinpro-DF convoca categoria para Assembleia Geral com paralisação nesta quinta (13)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para a Assembleia Geral, a ser realizada nesta quinta-feira (13/9), às 9h30, no estacionamento do Mané Garrincha, para discutir e aprovar a atualização da pauta de reivindicações da categoria.
Destaca a importância do comparecimento e da participação dos(as) cerca de 1.200 professores(as) nomeados(as) recentemente para a carreira do magistério público  e a relevância da colaboração de todos e todas nas discussões da pauta de reivindicações: o documento principal que determina o futuro de cada um(a) na carreira pública. A diretoria informa ainda que, durante a Assembleia, filiará  professores(as) novatos(as) e antigos(as) e confeccionará a carteirinha de associado para novatos(as) e renovará as de quem estiverem com elas vencidas.
 

Nota do Sinpro-DF sobre o Ideb-2017

A diretoria colegiada do Sinpro-DF vem a público manifestar-se sobre os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2017), divulgados, no dia 3 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Ministério da Educação (MEC).
Esta nota é também a primeira análise de uma nova série de reportagens intitulada “Saeb e Ideb: a busca renitente pela desqualificação da educação pública”. As séries produzidas pela Imprensa do Sinpro-DF, como esta que começa com esta nota, visam a esclarecer à categoria e à população a realidade da educação pública, as intenções das reformas e ações governamentais e as mazelas dos governos federal e distrital no setor da educação pública. Assim, segue a primeira análise, que faz um balanço geral do Ideb 2017.
1) Não reconhecemos o Ideb como indicador de qualidade da educação. Fazemos coro com os intelectuais da área de educação que denunciam a incapacidade do Ideb de retratar a força da educação pública e gratuita por não considerar a perversa desigualdade socioeconômica das famílias brasileiras, incluindo aí o Distrito Federal; por não ponderar as políticas de valorização conquistadas pelos profissionais da educação; e por não considerar a extrema desigualdade de condições institucionais de infraestrutura, equipamentos e materiais pedagógicos disponíveis aos estudantes e docentes.
2) A Educação Pública do Distrito Federal é um bem público que análises rasas e comprometidas com a desqualificação dos serviços públicos e dos profissionais intentam, no movimento de mercantilização e de privatização dos serviços, abrir o Fundo Público à iniciativa privada para fins rentistas e de retirada de direitos. Os profissionais da educação pública resistem aos ataques e ao desrespeito, prestando um serviço imprescindível para a transformação desta sociedade individualista, desigual e adoecida.
3) A Emenda Constitucional nº 95 (EC95), de 2016, retira da educação o financiamento vital e necessário para fazer frente às desigualdades denunciadas pelo Ideb e se manifesta como estratégia nefasta à população do país, que, alinhada com o processo de apropriação indevida dos recursos financeiros, minerais, patrimoniais públicos, entre outros, como, por exemplo, o pré-sal, facilita a mercantilização e privatização de serviços públicos das áreas sociais, como a educação, por grandes empresas pertencentes a uns poucos que buscam assegurar lucros e juros. Não são as fundações e corporações privadas que têm soluções para os problemas da educação pública. Sobre escola, quem pode e deve propor, são os profissionais que asseguram, no DF, a prestação de serviço contundente que atende, diretamente, a quase 500 mil estudantes, e, indiretamente, a mais de 1,5 milhão de pessoas, por 200 dias úteis por ano, por, no mínimo, 5 horas diárias.
4) O DF é a expressão mais inconteste da enorme pobreza e desigualdade que se abate sobre a infância e a adolescência brasileira (Unicef, 2018) e, justamente por isso, apresentou a maior desigualdade no Ideb 2017. Quanto a isso, por mais empenho dos profissionais da educação, a escola não tem condições de fazer muito. A adoção do Custo Aluno-Qualidade fica impedida tanto pela EC 95 como pela inversão de prioridades no que se refere à educação.
Manifestado nosso posicionamento sobre o Ìndice, o Sinpro-DF apresenta as seguintes considerações a respeito do Ideb:
I. Ensino Fundamental Anos Iniciais – 1º ao 5º ano:
O Ideb do DF apresenta uma linha de tendência positiva, ou seja, vem aumentando seus índices na rede pública.
No entanto, ao analisarmos os gráficos que mostram os índices na rede pública e na rede privada, é possível observar um avanço na rede pública em relação às metas estabelecidas.
Isto evidencia significativo avanço se comparado, por exemplo, à rede privada de ensino que, apesar de ter uma linha de crescimento positiva, nunca alcançou as metas estabelecidas.
II. Ensino Fundamental Anos Finais – 6º ao 9º ano: Em relação aos anos finais (6º ao 9º ano), o Ideb 2017 expõe uma linha de tendência positiva, apesar de apresentar maiores dificuldades em manter um ritmo de crescimento contínuo.
É importante esclarecer que as metas do Ideb estão estabelecidas até o ano de 2021 e que a estagnação dos anos anteriores culminou com uma dificuldade em se alcançar as metas previstas, mesmo a rede pública apresentando um crescimento de 0,3. Cabe ressaltar que, desde a sua primeira aferição, em 2005, a rede pública de ensino obteve um valor agregado de 1,0, passando o Ideb de 3,3 para 4,3 em 2017. A rede privada, por sua vez, apresentou apenas 0,1 de crescimento acumulado nesse mesmo período. Ao passo que o valor agregado do Ideb Nacional foi de 0,4.
III. Ensino Médio – 1ª a 3ª série
Com relação ao Ensino Médio, verifica-se que o declínio é uma realidade nacional.
No caso do DF, houve uma queda de 0,1 entre o Ideb de 2015 e o de 2017. No entanto, sabemos que o ensino médio necessita de um olhar mais aprofundado, uma vez que os fatores que vêm levando a esse baixo resultado estão diretamente ligados a outras variáveis nesta etapa de ensino, tais como o alto índice de abandono em virtude de buscas ao mercado de trabalho; ao desenvolvimento econômico nacional; entre outros.
Ao cruzarmos os dados do Censo Escolar, o pico de abandono nessa etapa é bastante elevado, o que puxa para baixo o Índice Ideb. Ressalta-se que, o DF e todas as 26 unidades da Federação não alcançaram a meta esperada para 2017. Mas, destaca-se que, mesmo com o Ideb de 4,1, o Distrito Federal apresenta o 4º melhor Ideb do Brasil. O Sinpro-DF destaca o trabalho realizado pelos profissionais da educação para deixar o DF entre as cinco melhores unidades da Federação, até mesmo para “resgatar” metas perdidas na última edição do Ideb.

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