As ameaças contra a educação pública no cenário pós-golpe abre segundo dia de debates
Jornalista: Leticia
No segundo dia da programação do 11° Congresso das (os) Trabalhadoras (es) em Educação Chico Mendes, a primeira mesa desta sexta-feira (17) abordou a “Gestão Democrática, Avaliação e BNCC”, com a presença na mesa de Berenice D’Arc Jacinto e Yuri Soares Franco (diretores do Sinpro). As palestrantes convidadas foram Edileuza Fernandes da Silva e Ana Maria de Albuquerque Moreira (professoras da Faculdade de Educação da UnB).
A professora Ana Maria enfatizou a importância da Gestão Democrática no processo de democratização do país, construída através de participação (principalmente nas decisões e projetos político-educacionais), descentralização e autonomia (na definição das propostas pedagógicas). De acordo com a educadora, “políticas, programas e projetos são essenciais para que a Gestão Democrática seja praticada nas escolas públicas, pois a escola hoje também é formuladora de políticas e não apenas concretiza o que já recebe pronto”.
Em seguida ela apresentou o cenário da educação no país em um contexo pós-golpe de 2016. Sobre todos os ataques do governo ilegítimo, como a Emenda Constitucional 95 (com o teto dos gastos públicos), além dos retrocessos político-educacionais, como a militarização das escolas públicas, a Escola Sem Partido (Lei da Mordaça), a reforma do Ensino Médio e a BNCC.
Para a educadora, “a militarização das instituições de ensino quebra a autonomia das escolas públicas e dos professores, além de negar a identidade da própria escola”. Já sobre a Emenda Constitucional 95, ela define que “a EC 95 aniquilou o Plano Nacional de Educação, impossibilitando o cumprimento de suas metas”. Outra ameaça para a Gestão Democrática é a Escola Sem Partido, pois “ataca o pluralismo, a diversidade, o respeito ao outro e a escola como um espaço democrático”.
Ana Maria conclama a resistência da escola pública perante este cenário, pois “a escola pública precisa ser laica, como um espaço de respeito, das escolhas de metodologias dinâmicas e de participação da comunidade”.
BNCC e Retrocessos
Edileuza Fernandes apresentou a BNCC como um projeto pedagógico, ideológico, econômico e essencialmente político. “Em três anos, tivemos um tsunami, uma revolução negativa na implementação das políticas, que ignoram as conquistas do PDE e PNE”, diz. Prossegue afirmando que o BNCC é uma reforma com total apoio da mídia e do Capital e contesta a falácia governo Temer, de que houve participação “de milhões de estudantes e professores no site do MEC” para sua formulação.
De acordo com a professora, “BNCC não é currículo. Currículo é algo coletivo, social, que representa uma construção coletiva com educadores e sistematizada pela cultura, valores, saberes por quem está cotidianamente na escola pública. Defendemos o currículo poderoso e não o currículo do poderoso”.
Edileuza aponta os cortes de investimentos do MEC para a CAPES, sacrificando diretamente quatro metas do PNE. “Isso vai impactar na formação dos professores e consequentemente, na formação dos próprios estudantes”.
Também desconstruiu falácias ditas pelo governo a respeito da escola integral, da correlação entre base educacional e oportunidades, sobre a liberdade para o estudante escolherem itinerários formativos pela sua vocação.
Ela também enfatizou a lógica do mercado, que pauta o governo golpista e também apresentou os anseios dos reformadores educacionais de entrarem na escola pública. Leia também: Delegados se preparam para participar do 11º Congresso dos trabalhadores em Educação
Procedimentos para participação no Concurso de Remanejamento 2019
Jornalista: Maria Carla
O Concurso de Remanejamento 2019 destina-se a professores(as) e orientadores(as) educacionais que desejam mudar o seu local de exercício e também para regularizar a situação de exercício que algumas pessoas precisam fazer por estar de forma provisória na escola. O Sinpro-DF destaca que a fase de aquisição de aptidões para atuar em componentes especiais já foi concluída e, por isso, nós iremos, nesta apresentação, apenas citar as datas e os momentos seguintes que antecedem as escolhas das carências. Professores(as) novatos(as)
Conforme o Sinpro-DF informou anteriormente, os(as) professores(as) novatos(as) contratados este ano devem fazer o concurso de remanejamento porque estão sem lotação e sem exercício definido. Sem participar do concurso de remanejamento, não poderão participar, em 2019, dos procedimentos de escolha de turma que envolve a contagem de pontos. Excetuam-se dessa observação, os(as) professores(as) novatos(as) que foram encaminhados(as) para os Centros de Educação Profissional, no seu devido componente curricular.
A diretoria colegiada orienta a todos(as) os(as) professores(as), indistintamente, antigos(as) e novatos(as), que façam a leitura dos documentos do Concurso de Remanejamento: Portaria 204/2018; Circular 190/2018 e o Edital nº 35/2018. E continuem acompanhando no site e no Facebook do Sinpro-DF as orientações sobre esse concurso. Aquisição de aptidão
Terminam, no dia 17/8, as entrevistas agendadas para que professores adquiram aptidões para atuar no componente especial. Ao adquiri-las, elas serão lançadas no Sigep (sigep.df.se.gov.br) e, a partir desse lançamento, o(a) professor(a) fica habilitado(a) durante o Remanejamento para escolher esses componentes.
Os(as) professores(as) que não necessitam de entrevista, conforme a Circular 190/2017, ainda têm até o dia 17/8 para seguir o que está definido nas páginas 8 e 9 da circular supracitada para fazer o cadastramento de sua aptidão. Servidor PCD (Pessoas com Deficiência)
Os(as) servidores(as) PCD devem verificar se no Sigep consta a condição de PCD. Caso não conste, devem entrar no SEI e solicitar a regularização da sua condição. Para isso, devem anexar relatório médico ou agendar a perícia médica na SubSaúde para regularizar sua condição.
Os(as) que ingressaram na SEEDF e que no concurso público já realizaram a identificação como PCD podem usar esse argumento para que seja regularizada a situação no Sigep porque se a pessoa já entrou pelo concurso público como PCD, não precisa nem passar por nova perícia porque já passou antes. Readaptados(as)
Professores(as) e orientadores(as) educacionais readaptados(as) devem verificar, no Sigep, se a sua condição já consta como readaptado(a).
Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que se readaptaram mais recentemente deve estar atentos para isso ou não poderão participar do Concurso de Remanejamento. Dados funcionais, jornada de trabalho, cadastro de forma geral
Todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que desejam participar do Concurso de Remanejamento devem observar se o SEI está atualizado com seus dados, habilitação, aptidão, carga horária, local de exercício, para que, no processo de remanejamento, dados conflitantes não impeçam que o(a) professor(a) e orientador(a) façam o bloqueio. Após o dia 20 de agosto não será mais possível alterar esses dados. Casos especiais
Todos(as) devem fazer a manifestação até o dia 20 de agosto.
Remanejados a pedido:
Os(as) professores(as) que ao longo de 2018 ou de anos anteriores se remanejaram a pedido (ex oficio) e desejam participar do Remanejamento Interno de sua Regional de origem devem manifestar, no Sigep, conforme o edital prevê, interesse de participar do remanejamento interno, caso contrário o sistema não permitirá que ele participe do remanejamento interno de sua regional de origem.
Exemplo: a lotação do professor é na Regional do Gama, mas ele fez remanejamento a pedido para o Guará e deseja participar do remanejamento interno do Gama em que possui lotação. Ele deve entrar no Sigep e fazer essa solicitação para que no processo de remanejamento seja autorizado que ele participe do remanejamento interno do Gama. Ao fazer uma escolha de carência no Gama, o professor fica obrigado, em 2019, a atuar no Gama.
Afastamento remunerado para estudo:
Professores(as) e orientadores(as) educacionais afastados(as) com remuneração para estudos e retorno previsto para janeiro de 2019 devem manifestar no Sigep interesse em participar do Concurso de Remanejamento, caso contrário não poderão participar.
20H + 20H
Professores(as) que atuam 20h + 20h devem verificar se no Sigep essa carga horária está descrita corretamente como 20h + 20h. Caso apareça no Sigep a identificação de que o(a) professor(a) é 40h Diurno, esse(a) professor(a) deve solicitar, no Sigep, que seja feita a atualização dessa informação. Se o(a) professor(a) que hoje atua como 20h + 20h não fizer essa modificação terá dificuldades de fazer o bloqueio das carências durante o remanejamento. Mais detalhes, ler o Edital nº 35. Primeira etapa do remanejamento interno
No dia 23 de agosto, a SEEDF, até o fim do dia, apresentará as carências para esta fase do Remanejamento Interno 2019. Os(as) professores(as) devem olhar as carências que foram disponibilizadas e discordando ou identificando que carências não tenham sido apresentadas, ele(a) deverá interpor um Recurso fundamentado, utilizando a plataforma do Sigep, no período de 23 a 27 de agosto. E devem acompanhar as respostas da SEEDF. Podem também entrar em contato com diretores do Sinpro-DF para denunciar, eventualmente, alguma irregularidade identificada.
No dia 31 de agosto, a SEEDF apresentará as carências do Remanejamento Interno após a análise dos recursos. E de 31 de agosto a 3 de setembro, os(as) professores(as) deverão enviar as listas de prioridades.
BNCC e reforma do ensino médio põem em curso projeto similar ao do MEC-USAID da ditadura militar
Jornalista: Maria Carla
O governo Michel Temer quer acelerar a qualquer custo a privatização do ensino médio. Não é à toa que fez, apressadamente, a reforma do ensino médio e instalou, de forma autoritária, uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
As diretorias do Sinpro-DF e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) afirmam que a Lei nº 13.415/ 2017 e a BNCC aceleram o desmonte da educação no Brasil até as eleições deste ano, o que trará consequências drásticas para o futuro de milhões de jovens.
“A proposta da BNCC representa um modelo excludente e voltado para a privatização e terceirização do ensino”, declaram as duas diretorias. Vânia Rego, professora da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) e mestra em Gestão e Políticas Públicas Educacionais pela Universidade de Brasil (UnB) e Mãe pela Diversidade, partilha da mesma opinião e explicou cada detalhe do desmonte da educação numa formação para representantes dos anos iniciais e educação infantil, realizada pela Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Ceilândia na semana passada.
Ela esclareceu o conteúdo das duas propostas e criticou a posição de professores que, diante da situação grave que se apresenta no país hoje, abrem mão do pensamento crítico, eximem-se do debate político e não contribuem para a participação da comunidade escolar nesse debate da privatização da educação pública. No entendimento dela, esse comportamento alienado de muitos docentes favorece o enfraquecimento do currículo escolar ofertado, principalmente, às camadas menos favorecidas da sociedade.
A professora alerta para o fato de que essa omissão, neste momento, comprometerá tanto a estabilidade da profissão e do papel social da escola como a formação de milhões de brasileiros que se precisam da escola pública. “As decisões de hoje vão definir o futuro do Brasil: se vai ser uma colônia com mão de obra em situação de trabalho escravo e sem pensamento crítico ou uma nação soberana e desenvolvida”, afirma. REFORMA DO ENSINO MÉDIO E BNCC TENTAM IMPEDIR O ACESSO A UM CURRÍCULO DIGNO
“Leiamos as entrelinhas: o que a reforma do ensino médio nos esconde? Por que ela diz respeito, também, aos(às) professores(as) da rede pública de ensino que estão no ensino fundamental?”, indaga Vânia Rego.
Para ela, essa reforma privatista tem que ver com a docência da rede pública e com o ensino fundamental porque é para lá que os meninos(as) estão indo e é lá que vão dizer a eles para pararem de sonhar com a possibilidade de alçarem voos acadêmicos, de sonhar que pobres e negros podem ser médicos, cientistas, engenheiros de uma grande obra.
“Assusta-me o nível de alienação de muitos professores em relação a algo tão impactante para a qualidade da educação da maior parte da sociedade brasileira. Da mesma forma, assusta-me um professor considerar que é liberdade de pensamento escolher um candidato racista, homofóbico, machista. Até entendo outras profissões, mas a de professor é um problema de cognição não identificado no concurso que ele fez. É gravíssimo”, provoca Vânia Rego.
Ela classifica de alienado o comportamento de boa parte da categoria docente e busca ajuda na filósofa Hannah Arendt para tenta explicar o motivo da banalização desse processo de alienar-se. Arendt é considerada uma das principais filósofas do século XX e dizia que nosso constructo humano não é de natureza e que a natureza humana é da nossa espécie animal.
“A nossa verdadeira construção se dá na condição humana. Portanto, não sou apenas natureza humana ao longo da vida, e sim uma condição humana, que só se manifesta quando não abdico de pensar. Não abro mão de pensar. E prensar, principalmente, sobre aquilo que me diz respeito e ao tempo/espaço em que estou inserido(a). E se há uma algo que nos diz respeito é o que nos dá ou nos tira qualidade de vida – tanto a pessoal como a profissional e o significado que imprimos à existência, à nossa condição humana”, explica Vânia.
A professora recorre à Arendt para explicar que pensar é diferente de contemplar e que pensar de forma coletiva gera ação. “A principal distinção, politicamente falando, entre pensamento e ação reside em eu estar com o meu próprio eu ou com o eu de outra pessoa quando estou pensando ao passo que estou na companhia de muitos assim que começo a agir. A ação significativa vem do coletivo. Então, é também preciso pensar coletivamente que ações a gente deve envidar para qualificar nossa prática e o que chega pra nós” (Arendt). É UM NOVO ACORDO MEC-USAID?
Ela compara o que ocorre neste momento do Brasil pós-golpe de 2016 ao que ocorreu a partir dos anos de chumbo da ditadura militar, principalmente a partir de 1968. Evidencia que a alienação que desmobiliza as pessoas para o que está ocorrendo hoje é semelhante à que ocorreu nos primeiros anos da ditadura militar. Entre 1965 e 1967, em que havia uma pseudo tranquilidade.
Ela ressalta que, de 1968 em diante, o quadro mudou porque foi o ano em que os estudantes, no mundo inteiro, e, em especial, no Brasil, foram às ruas contra a falta de perspectivas e o autoritarismo que se instalava em muitas sociedades a partir de um modelo imposto pelos EUA, tanto no mundo econômico como no de construção de uma ideologia política de modelo de democracia estadunidense.
No Brasil, foi desvelado o acordo entreguista MEC-USAID – pelo qual o governo da ditadura negociou, secretamente, com os EUA, um acordo em que foram estabelecidos entre o Ministério da Educação (MEC) do Brasil e a Agência dos Estados Unidos para os Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) a reforma para o ensino brasileiro de acordo com padrões impostos pelos EUA.
Ela lembra da importância da pressão dos estudantes da educação superior e as consequências que vieram por meio da Lei nº 5.540/1968, que criava a matrícula por crédito, visando a impedir os vínculos que ocorriam nas matrículas por turmas. Nas universidades, era o desmonte do que havia de noção de pertencimento e, em não havendo pertencimento, não haveria construção de “pensar coletivo”, manifestação e resistência.
“Não bastava, naquele momento, estagnar os estudantes da educação superior. Os secundaristas precisavam ter interrompidas as possibilidades abertas pela primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), promulgada em 1961, no governo democrático de João Goulart. E isso ocorreu com a promulgação da Lei nº 5.692/1971, que criou os 1º e 2º graus, sendo este último de caráter profissionalizante na maioria das vagas oferecidas”, relata.
Vânia lembra que a grande mentora dessa adequação do segundo grau profissionalizante ao acordo de viés econômico e ideológico – MEC/USAID – foi a professora Eurides Brito, trazida para Brasília por Jarbas Passarinho para cumprir essa “grande missão” de reduzir as oportunidades de gerações a uma educação de qualidade.
“Por esta Lei, a professora Eurides e seus comparsas reduziram a oferta de componentes curriculares significativos – Português, Matemática, História, Geografia; substitui Filosofia por OSPB (organização social e política brasileira, no 2º grau) e EMC (educação moral e cívica, no 1º grau – único livro que vinha com distribuição “gratuita”); retira Química, Física e Biologia dos segundos e terceiros anos e substitui tudo por disciplinas “significativas” para os pobres do país: PIL (práticas integradas do lar); PAE (práticas agrícolas e extrativistas); datilografia e outras do tipo”.
Assim, os poucos que alcançassem o 2º grau profissionalizante diminuiriam suas chances competitivas de acessar uma educação superior pública, que nunca havia sido de direito de todos, mas de privilégio das classes médias alta e elite do Brasil. RETORNO DO APARTHEID EDUCACIONAL
Na formação realizada pela CRE de Ceilânida, Vânia explicou que, assim como na ditadura militar, em 2016, muita gente ficou apática, alienada, achando que os acontecimentos não tinham nada que ver com um projeto de sociedade mais amplo. E esse projeto era e é de potencializar a segregação econômica e social do país.
E provocou os participantes com vários questionamentos, como, por exemplo: “Será que é tão difícil, para os docentes, entenderem a similaridade do que ocorreu na ditadura, com o golpe de 2016, principalmente no campo educacional? A diferença é que, agora, o “sangue nos olhos” dos que representam o mercado e o atraso dessa elite e classe média do país está mais coagulado. Eles não se conformam com as oportunidades criadas ao longo da última década, nos governos Lula e Dilma”.
A professora diz que o golpe de 2016 traz consigo a necessidade de interrupção das políticas educacionais instituídas nos 13 anos de governo democrático-popular. Ela afirma que, para a elite subserviente brasileira, é preciso interromper a crença de que, às camadas menos favorecidas, pode ser oportunizada a educação superior pública (aumento das vagas e interiorização dos campis universitários)
“É preciso interromper bolsas de estudos para estudantes estudarem, durante a graduação, fora do país (Ciência sem Fronteiras)! É preciso interromper formação de nível médio técnica de ponta e de qualidade (expansão da rede federal pelos Institutos Federais)! É preciso interromper… É preciso interromper… É preciso acordasr para não sermos interrompidos, prezados colegas professores e professora”, diz.
No fechamento da formação, ela continuou com indiagações a fim de provocar a inquietação nos(as) participantes: “O que mais vocês querem de provas deste projeto de segregação social, que está sendo implantado? Sim, o que mais? Já houve corte de verba para a educação por 20 anos; por medida provisória o Ensino Médio foi empobrecido (agora, a LDB 9394/96, alterada pela Lei 13.415/17); há em percurso um famigerado projeto de lei denominado “escola sem partido”, que criminaliza a ação docente de educar e, não somente, ensinar. O que estamos a esperar, colegas? A privatização e a terceirização da educação e, em especial, do ensino médio, bater à nossa porta? Seremos pactuantes dessa mediocridade que ora se impõe”, afirmou.
Dentre os questionamentos apresentados, Vânia provocou: “Continuaremos com o debate raso, no qual muitos se justificam dizendo que educação é uma coisa e política é outra? Onde está a ação, resultante do pensar, da nossa categoria?”
Após a exposição, Vânia Rego explicou e disponibilizou alguns slides (confira ao final da matéria) para que todos(as) entendam como ocorre a materialidade da reforma do ensino médio no governo Michel Temer. Na próxima matéria desta série, iriemos explicar como será a educação pública e gratuita com a reforma do ensino médio e a atual BNCC. Acompanhe. Confira a Apresentação de Vânia Rego aqui.
Delegados se preparam para participar do 11º Congresso dos trabalhadores em Educação
Jornalista: Luis Ricardo
Começa nessa quinta-feira (16) o 11º Congresso dos(as) trabalhadores(as) em Educação Chico Mendes, que este ano terá como lema Você tem sede de quê? Água, soberania, direitos, democracia, saber… Com a preocupação de resguardar a participação dos delegados (professores e orientadores efetivos) no evento, o Sinpro solicitou à Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) um AFAST para essa sexta-feira (17), solicitação autorizada pela SEE.
Dessa forma os delegados e delegadas sindicais estão abonados(as) com AFAST e poderão participar normalmente de todas as atividades programadas para o dia 17 de agosto. Após o evento o Sinpro confirmará a frequência dos delegados e encaminhará os nomes para que a Secretaria de Educação possa publicar o AFAST no Diário Oficial do Distrito Federal.
O 11º CTE
O evento ocorrerá no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC – SGAS 902) e acontece em um momento de aprofundamento do golpe parlamentar, jurídico e midiático que derrubou uma presidenta honesta, retirou direitos do povo trabalhador na famigerada “reforma” trabalhista e no congelamento dos investimentos sociais; e ainda tenta cassar o direito de um operário disputar a eleição. O Congresso acontece no exato momento em que os golpistas estão entregando as nossas riquezas, como o petróleo, a energia, a terra e a água para o capital internacional e para os grandes banqueiros.
Aliado a tudo isso, assistimos ao autoritarismo na educação com o projeto fascista da “Escola sem Partido”, a malfadada (contra) reforma do ensino médio, as alterações na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o desmonte no financiamento da educação com a Emenda Constitucional nº 95.
No Distrito Federal não é diferente do que ocorre no país. O governador segue a mesma cartilha neoliberal do governo federal: endurecimento com os sindicatos dos trabalhadores(as), não cumprimento dos acordos salariais e desmonte dos serviços públicos.
Com o objetivo de organizar a luta da categoria, reiteramos a participação de todos e todas os(as) delegados(as) inscritos(as) para o bom debate. Vamos preparar, na base, um processo que resulte num Congresso qualificado e que nos arme, de maneira unitária, para enfrentarmos os ataques à classe trabalhadora.
Clique aqui a veja a programação atualizada do evento
Eape abre inscrições e disponibiliza 200 vagas para o II Seminário Educação e Tecnologia
Jornalista: Maria Carla
Estão abertas as inscrições para o II Seminário Educação e Tecnologia do Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (Eape). Para acessar o link das inscrições, entre no endereço eletrônico http://eape.se.df.gov.br. A Eape informa que disponibiliza duzentas vagas. Confira ao final desta nota o “Serviço”.
O seminário está previsto para ocorrer no dia 25 de setembro de 2018, das 8h às 12, no Senac de Taguatinga. Serão apresentados dois temas: “Iniciativas Google em Educação e Criatividade”, que será apresentado pela educadora e empreendedora Carla Arena (AMPLIFICA); e “Tecnologia educacional na escola pública, desafios e perspectivas”, como educador e empreendedor Wellington Maciel (GETEDU). Serviço
O que: II Seminário Educação e Tecnologia
Quando: 25 de Setembro de 2018
Onde: Senac Taguatinga, QNG Área Especial 39 – Taguatinga, Brasília – DF, 72130-390 (Como chegar)
Quem: CRTE/Unieb Taguatinga (organização) contato: ntetaguatinga@edu.se.df.gov.br e fone:3901-2617
Porque: Reflexão sobre o uso de Tecnologias Educacionais no cotidiano do docente
Público-alvo: Professores, gestores e interessados na temática
Certificadora e inscrições : EAPE (4 horas),200 vagas,(Inscrições ainda não abertas)
Sabatina do Metrópoles com os candidatos ao GDF terá perguntas do Sinpro
Jornalista: Leticia
Diretores do Sinpro estiveram nesta segunda-feira (13) na redação do portal Metrópoles e gravaram várias perguntas aos candidatos ao governo do DF. As perguntas serão apresentadas na sabatina do portal, que será realizada nos dias 20 e 21 de agosto. Além do Sinpro, outros oito sindicatos participarão da sabatina.
O Sinpro fará assembleia no próximo dia 13/09, na qual será definida a pauta de reivindicação da categoria. Esta pauta será entregue aos candidatos ao Palácio do Buriti.
O Sinpro parabeniza os professores e orientadores pelo Dia dos Pais
Jornalista: Luis Ricardo
“Quem compartilha o que sabe, muda a história de quem aprende”. Diante dessa verdade a diretoria colegiada do Sinpro parabeniza todos os professores e orientadores educacionais pelo Dia dos Pais, e por toda luta e empenho que dedicam diariamente pela educação do Distrito Federal e pela busca por uma escola pública de qualidade.
Ao longo de sua trajetória os professores e orientadores enfrentam grandes desafios, muitos deles relacionados à precarização da educação, à violência e a todo tipo de problemas sociais que chegam à escola, à desvalorização por parte do governo e à falta de incentivo para o bom desempenho de suas funções. Mesmo diante de tantas barreiras, a luta e a perseverança têm sido frequentes nessa rotina.
Desejamos que todo empenho e toda dedicação à educação pública produza frutos, e que todo ensinamento ajude na busca por um país mais justo, igualitário, plural e fraterno.
Feliz Dia dos Pais, professor e orientador educacional!
Sinpro parabeniza todos os estudantes pelo seu dia
Jornalista: Luis Ricardo
Neste sábado, 11 de agosto, é comemorado o Dia do Estudante, data que guarda ligação direta do movimento estudantil brasileiro com a luta pela democracia. Foi graças à luta dos estudantes que a história do Brasil mudou em vários momentos. Muitas dessas mudanças vieram com a organização marcada graças à fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Prova disso é a representatividade da UNE, que se manifesta por mudanças no atual cenário político no Brasil, contra o governo golpista de Michel Temer (MDB), contra as reformas trabalhista e da Previdência, e pela reconstrução da democracia nacional. Para a presidenta da UNE Marianna Dias, somente a luta poderá impedir a onda de retrocessos que ameaçam o país. “Toda garra dos estudantes deve vir acompanhada por uma intensa luta contra as reformas e todas as retiradas de direitos. Pela apresentação de um programa que sirva de fato à juventude, às mulheres, aos indígenas, aos quilombolas, às comunidades tradicionais, aos negros e negras, aos LGBTs e à toda classe trabalhadora, ou seja, aos brasileiros”, afirma a presidenta da UNE, Marianna Dias.
É diante da importância que os estudantes têm no futuro do Brasil que o Sinpro-DF e toda a categoria docente parabenizam todos e todas pelo seu dia!
Memória
Fundada em 11 de agosto de 1937, a UNE já nasceu sendo a principal força popular de combate ao nazismo no Brasil no período de eclosão da Segunda Guerra Mundial. Nos anos 1950, foi protagonista na campanha O Petróleo É Nosso! e na defesa da soberania nacional. Durante a ditadura militar, os estudantes foram os principais combatentes do regime, sofrendo com perseguições, torturas e mortes. A UNE também mobilizou a campanha pelas Diretas Já! e capitaneou o impeachment de Fernando Collor. Mais recentemente, lutou pela criação de programas como o ProUni, pela popularização da universidade e em defesa da democracia.
Também em 11 de agosto, mas de 1827, D. Pedro I autorizou a criação dos primeiros cursos superiores no Brasil. Foram criadas as Faculdades de Direito de Olinda, em Pernambuco, e do Largo do São Francisco, em São Paulo, pioneiras no ensino superior.
Outra comemoração ligada à classe estudantil é o dia 17 de novembro, conhecido como o Dia Internacional do Estudante. A data remete à resistência estudantil à ocupação nazista, em 1939, na antiga Tchecoslováquia.
Projetos do CED 07 de Taguatinga são destaque no Programa Alternativo
Jornalista: Luis Ricardo
Os projetos pedagógicos Pedal Social e Mulheres Inspiradoras terão um destaque especial no Programa Alternativo desse sábado (11). Os projetos são desenvolvidos pelo Centro Educacional 07, de Taguatinga, e tem como objetivo aproximar os estudantes das questões sociais e da literatura de uma forma geral.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Feira Cultural dos professores e orientadores aposentados é um sucesso
Jornalista: Luis Ricardo
Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) mostraram que, além da luta pelo respeito aos seus direitos, também fazem bonito em outros segmentos. Na última quarta-feira (8) vários(as) professores(as) participaram da Feira Cultural dos Aposentados, que ocorreu na Praça do Relógio, em Taguatinga, expondo trabalhos artesanais. Estudantes e a comunidade em geral participaram da atividade e elogiaram a qualidade das peças expostas.
Durante todo o dia apresentaram diversos trabalhos de artesanato, momento que a população comprou várias peças. Segundo a coordenadora da Secretaria de Assuntos para os Aposentados do Sinpro, Silvia Canabrava, a Feira foi muito além da apresentação de trabalhos produzidos pelos aposentados.
“O Sinpro continua investindo no filiado aposentado, pois entende que foi ele que construiu essa entidade e merece todo respeito e valorização. Com essa atividade percebemos que mesmo após se aposentarem da área educacional, esses profissionais continuam produzindo belíssimos trabalhos artesanais, editando livros e muito mais. Além de serem verdadeiros guerreiros, de lutarem por seus direitos, fazem bonito, também, no artesanato e em vários segmentos culturais”, afirma Silvia.