Primeira Semana Pedagógica do Sinpro foi um sucesso

Nesta sexta-feira (23) se encerrou a primeira Semana Pedagógica do Sinpro. Durante quatro dias, com um excelente quórum, foram discutidos temas relevantes para a categoria, como o Projeto Político Pedagógico (PPP), Base Nacional Comum Curricular, Terceiro Ciclo/Semestralidade, Gestão Democrática e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
“A semana pedagógica demonstrou que a categoria quer fazer o debate, quer discutir, anseia por formação. Nesse momento o Sinpro acertou em cheio, casando a nossa necessidade de dialogar com a categoria em um debate pedagógico com a necessidade dela mesma em fazer esse debate. Tivemos aqui nos quatro dias, um número enorme de professores, alguns deles que vieram em todos os dias”, salienta Berenice D’Arc Jacinto, coordenadora da Secretaria de Política Educacional do Sinpro.
Para a diretora, o encontro “foi fundamental para a gente entender que o debate pedagógico está latente e a categoria não está paralisada para fazer essas discussões. Também demonstra que nós, do Sindicato, precisamos valorizar o tripé ‘condições de trabalho, salário e formação’ e fomos o que fizemos aqui hoje, fazendo deste tripé o cerne das questões com a resposta da categoria. Foi uma semana excelente que precisamos repetir”, diz.
Para Regina Célia Pinheiro, diretora do Sinpro da mesma Secretaria de Política Educacional, esta história precisa ser escrita, principalmente em tempos tão adversos como os atuais. “No momento como esse, de retirada de direitos, na época em que a educação está sofrendo um golpe, é necessário termos esse momento para que reuníssemos representatividades da nossa categoria, para a gente discutir, refletir juntos, para continuarmos avançando contra esse projeto que não é de emancipação da educação e sim contra a nossa luta durante todos esses anos”, enfatiza.
E a luta é e sempre será um ato pedagógico e também político. De acordo com Regina, “nós entendemos a pedagogia como política, pois o ato político começa na hora em que a gente acorda e dura até a hora em que vamos dormir. Porque a escola é um espaço político, um espaço de reflexão, porque é um espaço de a gente ter conflito e é através dele que vamos gerando as construções. Uma escola emancipatória, pública, de qualidade e laica, precisa ser política”, aponta.
Após a exitosa primeira edição, por sugestão da própria categoria, uma segunda Semana Pedagógica será agendada, em julho, “trazendo inicialmente os mesmos temas da primeira, mas que também podemos diversificá-los de acordo com a necessidade e demanda que a categoria tenha”, afirma Berenice.

Legalidade da campanha E agora, Rodrigo? será o tema do Canal da Educação desta quinta (18)

A derrota do Governo do Distrito Federal (GDF) em tentar barrar a campanha “E agora, Rodrigo?” será o tema do Canal da Educação desta quinta-feira (22). A desembargadora Carmelita Brasil, do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), decidiu, durante a noite dessa quarta-feira (21), arquivar ação em que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Rodrigo Rollemberg, tentava barrar a campanha do Sinpro-DF sob a alegação que o objetivo do sindicato era realizar propaganda eleitoral antecipada. Com a decisão, o GDF não pode mais impedir a veiculação da campanha seja nas TVs, em outdoors ou em qualquer outra mídia.
Para falar um pouco sobre o assunto foi convidada a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa.
O Canal da Educação é produzido e apresentado pelo jornalista Valdir Borges e vai ao ar, quinzenalmente, às quintas-feiras, ao vivo. Será transmitido pelo site e Facebook do Sinpro-DF e pela TopTV Brasil, às 20h.
O programa permite a participação em tempo real. As perguntas podem ser enviadas, ao vivo, pelo Facebook e as perguntas podem ser enviadas pelo Facebook e/ou por mensagens de WhatsApp pelo número (61) 98162-0065. Participe!

Rollemberg perde ação contra o Sinpro: E agora, Rodrigo?

O GDF não pode mais impedir a veiculação da campanha “E agora, Rodrigo?” seja nas TVs, em outdoors ou em qualquer outra mídia. A desembargadora Carmelita Brasil, do Tribunal Regional Eleitoral do DF, julgou extinta e mandou arquivar ação em que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Rodrigo Rollemberg, tentava barrar a campanha alegando que o objetivo do sindicato era realizar propaganda eleitoral antecipada negativa do atual governador do Distrito Federal e a favor de “potenciais pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal”. A decisão foi proferida na noite dessa quarta-feira (21/2).
Carmelita Brasil extinguiu o processo principalmente com base nos seguintes fatos: nenhum diretor do Sinpro é candidato; e nem Rollemberg é candidato, ainda. Portanto, os panfletos e inserções não podem ser caracterizados como propaganda eleitoral. São, na verdade, críticas à gestão do governador.
“O Sinpro levanta estas questões porque os professores estão na ponta. São eles que convivem diretamente com essa dura realidade, juntamente com estudantes e suas famílias. A intenção das nossas campanhas é mostrar as mazelas pelas quais todos estamos passando para provocar o debate; para fazer com que o GDF se mexa e apresente soluções. Infelizmente, a solução que recebemos de Rollemberg foi mais uma tentativa de censura”, enfatiza o coordenador de Imprensa do Sinpro, Cláudio Antunes.
“Se uma parcela da sociedade não concorda com as medidas de um governo, ela tem todo o direito de não só discordar, como abertamente criticar e exigir mudanças. É uma crítica que faz parte da democracia”, complementa Rosilene Corrêa, coordenadora de Finanças do Sindicato.
Campanha – A campanha “E agora, Rodrigo?” faz uma alusão ao poema “E agora, José?”, de Carlos Drummond de Andrade, no qual o poeta ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar.
O “E agora, Rodrigo?” foi a forma encontrado pelo sindicato para criticar como o GDF vinha enfatizando suas realizações na campanha “Brasília está no rumo certo”, a um custo de milhares de reais dos cofres públicos. O Sinpro discorda desta posição pois, ao contrário do tenta fazer crer, Rollemberg não cumpre o que determina a legislação. Os professores não receberam reajuste salarial; não receberam o reajuste do auxílio-alimentação; o governo tenta de todas formas impedir que a categoria continue progredindo na carreira a fim de conter gastos. Ainda no caso da Educação, ao invés de construir escolas, quebram-se laboratórios para servir como sala de aula ou transportam-se estudantes de um lado para outro da cidade para assistirem às aulas. Não nomeia professores e orientadores educacionais concursados na quantidade necessária que a rede de ensino precisa. Não respeita o pagamento da pecúnia aos aposentados da categoria.
Isso sem falar que a própria cidade está sendo penalizada com serviços públicos que vêm se deteriorando.
Outros exemplos da má gestão de Rollemberg não faltam: não há médicos suficientes na rede pública; pediatrias nas UPAs são fechadas; as passagens de ônibus aumentaram 66% sem a devida contrapartida; houve a terceirização do Hospital de Base. É um governo desastroso e que tenta, na televisão, passar a ideia que “está no rumo certo”.
Por fim, a campanha “E agora, Rodrigo?” oportuniza ao cidadão brasiliense poder expressar as suas necessidades e de discordar com a tese do GDF.
“O governo, inclusive, perdeu a oportunidade de fazer esse debate ao buscar nos tribunais a solução para os problemas, ou seja, tentando escondê-los e calar o Sindicato”, destaca Cláudio Antunes.
Leia a decisão do TRE

Após caso de mulher de Sérgio Cabral, STF concede prisão domiciliar a presas grávidas ou com filhos até 12 anos

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa terça-feira (20/2) que mulheres grávidas ou com filhos de até de 12 anos, ou mães de filhos deficientes que estejam presas preventivamente têm direito de ir para a prisão domiciliar. O pedido de habeas corpus coletivo foi ajuizado no STF, em maio do ano passado, pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu).
Ao menos 4 mil mulheres podem ser beneficiadas com a determinação, “praticamente 10% do total de presas no País”, segundo dados trazidos ao processo pelo IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), pelo Instituto Terra, Trabalho e Cidadania e pela Pastoral Carcerária, com base em números de 24 estados.
Coincidência ou não, a decisão ocorre após o ministro Gilmar Mendes, membro do STF, em meados de dezembro passado, ter concedido habeas corpus baseado nos mesmos argumentos, solicitado pela ex-primeira dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, que voltou a cumprir prisão domiciliar. Gilmar concluiu que o regime fechado era descabido.
Pela morosidade em julgar questões das camadas mais populares da sociedade, a imagem, quase certeza, deixada pela justiça é a de que ela se presta aos mais abastados ou poderosos – ou a ambos. Pior: que o justiça só chega a todos após ter passado por uma espécie de peneira da elite brasileira. Para quem ainda acredita que a “justiça tarda mas não falha”, fica uma dica de Rui Barbosa: “Justiça tardia não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”, disse o jurista ainda no século XIX.
Idas e vindas – Em março de 2017, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio, havia concedido prisão domiciliar a Adriana Ancelmo por conta do filho menor de 12 anos que ela tem com o ex-governador do RJ Sergio Cabral. Mas, em novembro, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região anulou essa decisão e determinou que a ex-primeira-dama fosse transferida para o regime fechado.
À época da decisão, os desembargadores Marcelo Granado (relator), Abel Gomes e Paulo Espírito Santo concordaram com a alegação do Ministério Público Federal de que a prisão domiciliar de Adriana por ter filho com menos de 12 anos é desigual com milhares de mães na mesma situação que estão presas.
Adriana Ancelmo foi condenada a mais de 18 anos de reclusão por associação criminosa e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Calicute, um desdobramento da “lava jato” no Rio de Janeiro. Nessa apuração são investigados desvios de recursos públicos em obras feitas pelo governo fluminense com empreiteiras.

Luta dos professores e orientadores impede votação da reforma da Previdência

A luta dos(as) trabalhadores(as) no magistério foi fundamental para que a reforma da Previdência não fosse aprovada desde o seu anúncio, feito no final de 2016 pelo governo ilegítimo de Michel Temer. E esta luta tem garantido vitórias ao longo das últimas décadas, graças à mobilização e união dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.
A Greve Geral Nacional da Educação foi um destes exemplos de luta. Unida contra a reforma da Previdência, a categoria deflagrou, no dia 15 de março de 2017, uma paralisação contra à proposta do governo de Temer de acabar com a aposentadoria, e também pelo cumprimento integral da Lei do Piso Nacional do Magistério. No Distrito Federal a greve durou 33 dias. E a adesão dos(as) trabalhadores(as) em educação tem sido maciça, com a mobilização cada vez mais forte contra esta e outras reformas do governo federal.
O entendimento dos(as) professores(as) e orientadores(as) é de que além de impor uma reforma desnecessária na Previdência, que visa atender aos interesses dos fundos de pensão privados nacionais e estrangeiros ligados ao sistema financeiro, penaliza a classe trabalhadora, sobretudo, a população mais pobre do país. Pune também as professoras e a categoria docente ao igualar as idades para aposentadoria e ao acabar com a aposentadoria especial.
Contrários a isto professores(as) e orientadores(as) em todo o País realizaram greves em seus estados e municípios, e o DF foi o penúltimo estado a sair desta greve (aproximadamente uma semana depois o estado de Goiás finalizou o movimento paredista). Em todos os momentos ao longo de 2017, e mesmo em 2018, em que a reforma da Previdência tentou ganhar musculatura para ser aprovada, o magistério público e os demais trabalhadores(as) se rebelaram para que ela não fosse aprovada. Ao longo deste caminho o sindicato mobilizou a categoria para mandar e-mail para os deputados, fato que fez com que o Sinpro fosse judicializado por parlamentares que não queriam ser cobrados pela sociedade. No entanto, nada intimidou o sindicato e os professores, que se mantiveram firmes.
E o sentimento foi o mesmo nesta segunda-feira (19). Durante o ato contra a reforma da Previdência, milhares de educadores tomaram as ruas de todo o país e disseram não à contrarreforma previdenciária. Foi graças a esta união, mobilização e à participação desta categoria que o governo federal recuou e tirou da pauta a votação sobre a reforma da Previdência. Mesmo diante deste recuo do governo ilegítimo de Michel Temer, o golpe continua no Brasil e nossa mobilização deve permanecer a mesma; afinal, as intenções golpistas permanecem.
Além de toda esta luta e de todo esforço dos professores e orientadores para impedir a reforma, a intervenção militar no Rio de Janeiro está colaborando para, momentaneamente, engavetar a votação. No entanto o Sinpro orienta a categoria a permanecer em alerta, já que o próprio governo federal anunciou que pode suspender a intervenção apenas para votar a reforma da Previdência.
Como estamos lidando com um governo golpista e que usa de estratégias sujas e antirrepublicanas, a categoria deverá se manter unida e em alerta para as chamadas do sindicato, porque a qualquer momento deveremos estar nas ruas novamente.
Chegou a hora da categoria começar a debater a agenda democrática e social para as eleições de 2018, uma vez que hoje temos uma vitória por não permitir que a reforma seja aprovada, mas ela é, ao mesmo tempo, uma vitória parcial, porque se as eleições deste ano alçarem ao parlamento e aos palácios governamentais pessoas que defendem esta reforma, podemos ter logo após as eleições o fim da Previdência Social e o fim da aposentadoria como a conhecemos.

Sinpro realiza Assembleia Geral Extraordinária neste sábado (24)

O Sinpro realizará uma Assembleia Geral Extraordinária neste sábado (24), às 9h, na sede do sindicato (SIG Quadra 6, Lote 2.260). Na ocasião o Sinpro e a categoria definirão a pauta do 11º Congresso dos Trabalhadores em Educação (CTE).
A participação de todos e todas é de grande importância para a definição de tudo que gira em torno do nosso CTE.
Prestigie!

TV Sinpro na TV Comunitária desta terça (20) avalia a luta dos trabalhadores e a retirada de pauta da contrarreforma da Previdência

Fruto da mobilização dos trabalhadores de todo país, que pressionaram os parlamentares e fizeram um amplo debate com toda sociedade, o desgoverno Temer retirou de pauta a contrarreforma previdenciária – a pretexto da intervenção na segurança do Rio de Janeiro. Para falar sobre a luta dos trabalhadores para barrar a PEC da Previdência foi convidada a coordenadora de Finanças do Sindicato, Rosilene Corrêa.
O programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça vai ao ar às 17h, no Canal 12 da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária. O programa também é disponibilizado na página do Sinpro no Facebook para quem não dispõe da TV a cabo.
As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação a seguir:
Terças – 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

Escolas sem internet: é esse o rumo do governo Rollemberg

Matéria publicada no Jornal de Brasília nesta terça-feira (20), revela que o governador Rollemberg empurra para as escolas a responsabilidade (e os custos) de contratar serviços de internet, absolutamente fundamentais para o funcionamento das mesmas. Onerar ainda mais as escolas, que já sofrem com os atrasos dos repasses do próprio GDF, é mais uma prova do quanto Rodrigo Rollemberg não se preocupa com a Educação no Distrito Federal.
O irônico é que o próprio GDF adotou o software i-Educar, para que as escolas emitam declarações e realizam diversos serviços, que modernizaria a comunicação entre escolas e Secretaria de Educação. Mas claro, o programa carece de acesso à internet. Sem acesso, os gestores das escolas podem responder a processos administrativos, causado pelo não custeamento da internet pelo próprio governo. Servidores das escolas fazem ‘caixinhas’ pra pagar a internet. É esse o rumo certo da Educação em Brasília?
Escolas públicas do DF estão há quase um ano sem internet por falta de pagamento
As escolas públicas do Distrito Federal estão sem internet há quase um ano por falta de pagamento da Secretaria de Educação. Ao mesmo tempo, o governo implementa um sistema on-line que funciona como um diário eletrônico, com notas, presença, atestados, emissão de declarações e documentos, matrículas e transferências. Para aderir à ferramenta e não responder a processos administrativos, os funcionários dos colégios fazem vaquinha e pagam banda larga do próprio bolso.
O i-Educar é um software de gestão escolar que centraliza todas informações do sistema educacional e começou a ser implementado em 2014. A propaganda é de redução de uso de papel, de duplicidade de documentos e de tempo de atendimento ao cidadão, e que promova a racionalização do trabalho dos servidores.
O problema é que tudo isso depende de internet, o que não é fornecido pela Secretaria de Educação há quase um ano. O serviço foi suspenso em abril passado, após anos de calote. Os atrasos dos pagamentos se estendem desde a gestão de Agnelo Queiroz (PT). “A secretaria modernizou, mas não deu suporte. Se a gente não se programa, pode responder processo administrativo”, reclama Isnã dos Santos Ambrósio.
Ele está há dois anos como diretor do Centro de Ensino Fundamental 25 de Ceilândia, no Setor P Norte e, para arcar com a responsabilidade de manter o i-Educar em dia, a unidade faz vaquinha desde novembro para pagar uma empresa que forneça internet para toda a escola. De direção a terceirizados, todo mundo contribui. A velocidade é baixa, mas é o que conseguem improvisar sem licitação.
“O serviço fica comprometido. Sem internet, não há acesso ao programa. Não conseguimos emitir declarações para o DFTrans, Cras, de escolaridade. Complica a vida do aluno”, explica Ronilton Barros, 47 anos, há 25 na rede.
Uso do Pdaf
A pasta chegou a indicar que cada escola arcasse com os valores, que deveriam ser pagos com o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), mas há constantes problemas nos repasses. O governo ainda precisa pagar R$ 29 milhões referentes ao segundo semestre de 2017. O valor deve ser usado para reformas e reparos hidráulicos e elétricos, por exemplo. Agora, também teria que ser destinado à internet.
Contratação difícil
O CEF 25 de Ceilândia é uma das escolas que ainda não receberam o recurso do Pdaf e os gestores apontam ainda mais problemas para direcionar o recurso. “Por sermos órgão público, existe uma dificuldade em contratar as empresas grandes que fornecem internet. É preciso abrir licitação e, muitas vezes, elas não se adequam às exigências de ausência de pendências com o GDF”, afirma a supervisora Júlia da Silva.
“A própria Educação atrasa ou não paga o valor do programa. Como as escolas farão o plano para pagar se a pasta não honra com o pagamento?”, questiona Samuel Fernandes, diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro). A entidade diz cobrar a regularização do serviço. “As secretarias das escolas funcionam com internet para atualizar diário, fazer transferências e ao menos para o básico”, enumera.
Versão oficial
Jornal de Brasília procurou a Secretaria de Educação por cinco dias. Ontem, em nota, a pasta se limitou a dizer que “a maioria das escolas do DF possui internet garantida pelo Programa Banda Larga nas Escolas, mantido pelo Governo Federal”. A pasta não listou, porém, quais teriam acesso a rede. “As escolas que julgarem necessário um reforço do serviço, com a contratação de outros pacotes de dados que não o oferecido pelo Governo Federal, devem recorrer às verbas do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) para aquisição do serviço”, reforçou a pasta, que garante que o programa não está em atraso. O governo não informou se a dívida com a empresa se mantém, de quanto seria e se há previsão para normalização.

Paralisação da contrarreforma da Previdência. Dá para confiar?

Desde ontem à noite, a contrarreforma da Previdência não está mais tramitando no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que a discussão e a votação de todas as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) estão paralisadas enquanto durar a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. De acordo com o decreto 9.288/18, a intervenção seguirá até 31 de dezembro próximo.
Porém, Eunício não descartou a possibilidade de que, passadas as eleições de outubro, o assunto volte à pauta. Isso sugere que esses parlamentares não querem ser eliminados do Congresso nas eleições, mas passado esse período, voltar com esta agenda negativa. Em outras palavras, já é hora de os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais saberem que tipo de agenda vão querer eleger em 2018.
A verdade é que o governo federal não sabe o que fazer desde o anúncio do dia 19 como data para votação da contrarreforma previdenciária. Várias vezes recuou e mesmo agora, com a intervenção, mostrava-se disposto a interrompê-la para votar a PEC na Câmara dos Deputados, caso tivesse os votos necessários.
Assim, apesar do período de intevenção, a categoria deve se manter atenta às convocações do Sinpro porque entre as manobras sujas, assim como tem sido todo o elenco de atividades do golpe, poderemos ter uma data-surpresa de votação da reforma da Previdência.
A CUT, a CNTE e o Sinpro reafirmam seu compromisso de monitor o andamento dessa matéria. E isso faz todo o sentido. Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a resistência e a mobilização da classe trabalhadora e de toda a sociedade ao fim da aposentadoria para milhões de brasileiros foram fundamentais para a suspensão da votação, mas, no caso de um governo golpista, é preciso ficar sempre alerta. “É uma vitória momentânea e a mobilização não pode parar. A qualquer momento eles podem dar mais um golpe e tentar aprovar o fim da Previdência pública”, alertou Vagner.
“Mais uma vez o governo recuou e estendeu uma cortina de fumaça, colocando o exército contra o povo no Rio de Janeiro. Nós dizemos não à reforma da Previdência e à intervenção militar, e vamos eleger um presidente legítimo, porque esse golpe que está arrancando direito da classe trabalhadora não será, e nunca foi, tolerado por nós”, complementou o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.
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Sindicatos unem suas vozes contra calotes de Rollemberg

Sindicatos de diversas categorias demonstram que não aceitam mais os calotes do governador Rollemberg. A insatisfação é generalizada e a mobilização será nas ruas, pressionando o governo caloteiro a cumprir a Lei, como por exemplo, honrar a terceira parcela do reajuste dos servidores.
Segue abaixo a matéria do Metrópoles:
Greves versão 2018: sindicatos preparam ofensiva contra Rollemberg
Faltando 10 meses para o fim da gestão Rodrigo Rollemberg (PSB), o fantasma das greves e paralisações de servidores públicos volta a assombrar o Governo do Distrito Federal (GDF). No ano em que o governador disputará a reeleição e tentará permanecer por mais quatro no Palácio do Buriti, sindicatos de diversas categorias preparam uma ofensiva para cobrar reajustes e benefícios adiados desde o início do mandato do socialista, que sempre alegou falta de dinheiro e sanções da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Agora que o Executivo não está mais enquadrado no limite prudencial da LRF, os sindicatos vão cobrar a fatura.
Assistentes sociaispoliciais civisagentes socioeducativos e funcionários da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) já anunciaram que vão cruzar os braços nos próximos dias. Nesta terça-feira (20/2), servidores do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) promovem paralisação de 24 horas e votam indicativo de greve.
“Nem precisamos atualizar a pauta de reivindicações. São as mesmas desde o primeiro dia desse governo”, desabafou a secretária-geral do sindicato da categoria, o Sindetran-DF, Patrícia Donato. De acordo com ela, nenhum dos compromissos assumidos pelo Executivo local no acordo que encerrou a greve de novembro de 2015 foi cumprido. “Nem mesmo os que não precisavam de orçamento”, criticou.
Também nesta terça, policiais civis discutem como será a paralisação da categoria. A suspensão das atividades já foi aprovada em assembleia anterior. De acordo com o Sinpol, entidade representante dos agentes, falta ainda definir a data em que os braços serão cruzados. A corporação reivindica equiparação com a Polícia Federal, a qual angariou reajuste de 37%, dividido em três parcelas. Já o Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Distrito Federal (Sindepo-DF) convocou assembleia para a quarta-feira da próxima semana, dia 28 de fevereiro.
O Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural (Sindsasc) anunciou o início da greve para a próxima segunda-feira (26). “Nós teremos outra assembleia, apenas para a confirmação da greve”, informou o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar, quem completou: “A não ser que haja alguma proposta por parte do GDF”. A categoria cobra o pagamento da terceira parcela do reajuste aprovado ainda na gestão Agnelo Queiroz (PT) e a realização de concurso público para a contratação de novos servidores.
Aumento na pauta de todos os sindicatos
A incorporação da última parcela do aumento aprovado em 2013 aos contracheques é unânime entre os sindicatos do funcionalismo local. As 32 categorias ligadas ao GDF foram prejudicadas, uma vez que os percentuais deveriam ter sido incorporados em 2015 – primeiro ano da gestão Rollemberg.
O presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (Sindser-DF), André Luiz da Conceição, reforça que a espera de mais de três anos pelo reajuste – o qual tem previsão legal – é o principal motivo de insatisfação do funcionalismo público. “Estamos em movimento permanente para cobrar, mas sem avanços no diálogo com o governo”, reclamou.
Dentro do Sindser-DF, o grupo mais insatisfeito é o dos funcionários da Novacap. Em assembleia nessa segunda-feira (19), os trabalhadores decidiram começar a greve no início de março. A principal pauta é o adiamento da correção salarial da categoria. Em 2015, os servidores pararam por 37 dias, suspendendo atividades como manutenção de jardins, poda de árvores e gramados, recuperação da pavimentação de vias e desobstrução de bocas de lobo.
Condições de trabalho
Para o presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa (Sindsse-DF), Walter Marques, o longo adiamento do pagamento do reajuste abriu espaço para pautas ainda mais urgentes. A categoria já votou indicativo de greve e pode cruzar os braços a qualquer momento.

Esperamos há muito tempo, sem nenhum retorno positivo do governo. Hoje estamos trabalhando em uma situação extrema: falta até rádio. Houve uma ocorrência em que um adolescente quase morreu porque o agente não podia chamar o socorro

Walter Marques, presidente do Sindsse

Professores
Outra categoria que não esconde a insatisfação é a dos docentes. Os profissionais discutem, nas próximas semanas, o curso de ação. A primeira assembleia do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF)será em 8 de março.
“Vamos discutir com a categoria, mas nossa principal pauta continua sendo o pagamento da terceira parcela do reajuste. Já fizemos duas greves cobrando, e não recebemos retorno positivo”, afirmou Rosilene Corrêa, diretora da entidade. O sindicato também cobra a atualização do auxílio-alimentação e o pagamento das pecúnias dos aposentados.
Em nota, o GDF informou que “não é possível arcar com novos reajustes sem uma nova fonte contínua de receitas”. Sobre o diálogo com as categorias disse que “conta com 32 mesas permanentes de negociação, que mantêm encontros periódicos com diversos sindicatos, sob condução da Subsecretaria de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor da Casa Civil”.
 

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