Uma data de mobilização contra a reforma da Previdência

A diretoria colegiada do Sinpro-DF, por intermédio da Secretaria para Assuntos dos Aposentados,  parabeniza a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais pela passagem do Dia do Aposentado, comemorado em 24 de janeiro.
As lideranças sindicais do sindicato lembram que, no Distrito Federal, essa data representa mais um dia de reflexão e luta contra os ataques do governo neoliberal que se encontra, hoje, no Palácio do Buriti, que não tem pagado o direito adquirido à pecúnia da licença-prêmio aos(às) aposentados(as) do magistério público de 2016, 2017 e de agora, início de 2018.
E afirmam que as lutas rememoradas para o Dia do Aposentado também envolvem servidores(as) da ativa, uma vez que os ataques aos direitos sociais e trabalhistas têm sido desferidos não só pelo governo local, mas, principalmente, pelo ilegítimo governo federal, com todas as reformas e, agora, em fevereiro de 2018, com a reforma da Previdência.
A reforma da Previdência é um projeto de mercantilização do direito social à previdência pública e de privatização do direito à aposentadoria do funcionalismo público e dos trabalhadores da iniciativa privada que o governo ilegítimo de Michel Temer pretende impor aos(às) futuros(as) aposentados(as) do país.
“Por isso precisamos estar atentos, dispostos  e mobilizados para participar desta luta diária contra o fim dos direitos conquistados pela classe trabalhadora, como o direito à previdência social como um direito social”, afirma Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
A CNTE sempre se pautou pela defesa intransigente da memória daqueles que nos precederam nas inúmeras lutas vitoriosas que os/as educadores/as brasileiros/as obtiveram ao longo da história, e que continuam lutando pelos direitos já alcançados e por outros que virão através da união da categoria e da classe trabalhadora em geral.

TV Comunitária desta terça (23) fala sobre nomeação de professores

A nomeação de professores(as) e orientadores(as) concursados(as) será o tema da TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (23). Para tirar dúvidas e debater o tema foram convidados os diretores do Sinpro Samuel Fernandes e Letícia Montandon, além do professor concursado Michael Carone, que aguarda nomeação.
A nomeação de professores e orientadores concursados é uma das grandes lutas travadas pelo Sinpro. E esta quinta-feira (25) será mais um dia de lutar em defesa da nomeação destes profissionais. Diante desta batalha o sindicato convoca toda a categoria para comparecer à Praça do Buriti, às 15h, uma vez que esta bandeira é mais uma forma de fortalecer a luta por nossos direitos.
O programa TV Sinpro na TV Comunitária vai ao ar, ao vivo, todas as terças, às 17h, no Canal 12 da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira programação a seguir). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.
 
Programação:
Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

Sinpro abre inscrições para atendimento psicológico

Estão abertas as inscrições para a Clínica do Trabalho, na sede do Sinpro. Este espaço de escuta psicológica em grupo é realizado pela Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sindicato desde 2009, com o objetivo de acolher professores(as) e orientadores(as) educacionais que estão em sofrimento por causas relacionadas ao trabalho ou para os que pretendem atuar na prevenção de doenças ocupacionais.
Além da possibilidade de reflexão ética, o grupo permite que se pense nas condições de trabalho, na crise do coletivo e trabalha na ideia da diminuição da sensação de desamparo. Por meio da análise da organização do trabalho e das relações estabelecidas pretende-se, por meio do “espaço público da palavra”, instrumentalizar a categoria docente na conquista de melhorias nos ambientes laborais e formas de promover e prevenir os riscos psicossociais vivenciados atualmente.
Os professores interessados em participar dos atendimentos devem preencher uma ficha de inscrição na sede ou subsedes do Sinpro.
Os próximos grupos serão iniciados na sede do Sinpro (SIG Quadra 6 Lote 2260), no dia 01/02/2018, às quintas-feiras, nos turnos da manhã e tarde. Confira os horários abaixo:
 
9h – Grupo de professores ativos em sofrimento no trabalho;
10h30 – Grupo de professores readaptados;
14h – Grupo de professores ativos em sofrimento no trabalho.
 
Mais informações e inscrições com Edna (3343-4211), Eduardo/Jane (3388-5144), Maria Elieuza/Manoel (3562-4856/3562-2780) e Paulo/Maria de Jesus (3556-9105).
Clique aqui e confira a ficha de inscrição.

Participe da campanha #1000DiasdeCalote no auxílio-alimentação. Mande sua foto

Na quarta-feira (24), serão completados 1000 dias em que o governador Rodrigo Rollemberg não concede reajuste no auxílio-alimentação para professores (as) e orientadores (as) educacionais. De acordo com a Lei n° 840/2011, este reajuste deve ser concedido anualmente, mas Rollemberg não cumpre a Lei e aplica um calote na categoria.
Portanto, o Sinpro convoca a categoria para que na quarta-feira (24) participe deste protesto, enviando fotos segurando cartazes com a hashtag #1000diasdecalote.
Como participar
As fotos podem ser enviadas no número de Whatsapp da Secretaria de Imprensa do Sinpro, o (61) 99323-8131, ou podem ser encaminhadas para o Whatsapp de algum diretor do Sindicato. Estas fotos serão divulgadas nas redes sociais do Sinpro. Importante: as fotos devem ser enviadas com o nome do professor(a) ou orientador(a) educacional e em qual escola ele(a) trabalha.
Participe da campanha!


Fotos: Deva Garcia / Sinpro

Candidatos acusam Prefeitura de Morrinhos-GO de racismo em concurso

“Qual a origem do racismo”? Este foi o tema da prova de conhecimentos gerais aplicada no concurso da Prefeitura de Morrinhos (GO), no domingo (14). Porém, se o intuito era despertar a consciência social dos inscritos, o exame provocou indignação nos candidatos que detectaram alternativas de cunho racista em uma de suas questões.
Itens como “Negro só tem de gente os dentes” ou “Negro parado é suspeito, correndo é ladrão, voando é urubu”, foram algumas das opções de resposta de questão que citava um provérbio bíblico. Um dos candidatos, o técnico de segurança do trabalho Hélio de Araújo Junior, foi um dos que manifestou indignação perante o caso.


Hélio se sentiu humilhado, inclusive, devido a reações apresentadas entre os presentes na sala. “Algumas pessoas olhavam para mim quando chegavam à questão rindo ou abaixavam a cabeça, desaprovando”, conta o rapaz. A fiscal de prova foi acionada e, mesmo sem poder agir de forma restritiva ao exame, reforçou a postura descabida e fora de contexto da questão.
O candidato disse que já passou por situações similares, mas que nunca denunciou. Porém, sua atitude, desta vez, foi diferente por ter sido exposto ao vexame, entre diversas pessoas, em momento de prova. O candidato entrou com processo contra a Prefeitura e a empresa responsável pelo certame, a Consulpam. No entanto, encontrou mais dificuldades.
Ele aponta que não foi fácil formalizar a denúncia junto ao próprio Ministério Público da cidade, que não teria visto problema no acontecido. “Você chega num órgão público e as pessoas acham isso normal”, enfatizou Hélio.
O referido concurso ofertava cinco vagas no cargo de fiscal de posturas do município. Tanto a Consulpam quanto a Prefeitura de Morrinhos não se manifestaram quanto ao caso.
Crime previsto em Lei
Racismo é crime previsto em Lei 7.716, aprovada em 1989, sob pena de reclusão de até cinco anos a autores de atos de discriminação – preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Sinpro convoca a categoria para ato pela nomeação de professores e orientadores nesta quinta(25), na Praça do Buriti

A próxima quinta-feira (25) será um dia de luta em defesa da nomeação de professores(as) e orientadores(as) educacionais. Diante desta luta o Sinpro convoca toda a categoria para comparecer à Praça do Buriti, às 15h.
A luta pela nomeação dos concursados do magistério público é tarefa de todos nós. Diante disto o sindicato pede para que os professores e orientadores efetivos também participem, já que é mais uma forma de fortalecer a luta por nossos direitos.
Juntos somos mais fortes!

Professores(as) transformam escola em arena de cidadania

Com criatividade, docentes driblam o fundamentalismo e realizam conferências para discutir questões de gênero, homofobia, lesbofobia, cultura do estupro e violências infanto-juvenis na escola
Isabela Pinto da Silva, 14 anos, é uma criança negra que decidiu não mais ir à escola. Ninguém consegue dissuadi-la. O material escolar, o trajeto para a escola, o uniforme, tudo lhe causa repulsa, angústia e pânico. Ela abandonou o Centro de Ensino Fundamental (CEF), no Gama, por causa das violências que sofreu em razão da cor de sua pele e da sua orientação sexual. Hoje, encontra-se sob a tutela do Conselho Tutelar e em tratamento psicológico.
Ela é uma das estudantes que, em 2017, aumentaram o índice de evasão escolar do Distrito Federal em decorrência da violência de gênero, da orientação sexual e do racismo. A “Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil 2016”, realizada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), indica que 73% dos estudantes LGBT já foram agredidos verbalmente por sua orientação sexual e 68% por sua identidade de gênero. Mostra ainda que 60% dos estudantes se sentiam inseguros na escola por causa da sua orientação sexual e, 43%, por sua identidade de gênero.
O estudo intitulado “Políticas Públicas para a Redução do Abandono e da Evasão Escolar de Jovens”, lançado em outubro do ano passado, em São Paulo, por sua vez, indicou que 2,8 milhões de jovens entre 15 e 17 anos, no Brasil, não completariam os estudos até o fim de 2017 por causa, entre os motivos da evasão, da discriminação por gênero e racismo.
Para piorar a situação, em junho de 2017, o Ministério da Educação (MEC) cortou a homofobia da lista de preconceitos que devem ser combatidos com a educação. Alterou o texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – um documento que orienta o que as escolas públicas e privadas devem ensinar em sala de aula. A nova versão do documento, instituída de forma autoritária pelo governo ilegítimo de Michel Temer, está fortemente influenciada por ideias partidárias e fundamentalistas do Programa Escola sem Partido (ESP).
“O ESP é totalmente partidário e pretende nos proibir de tocar, em sala de aula, em questões importantes para transformar essa realidade. O ESP retira, do fazer pedagógico, as questões e as lutas sociais e históricas necessárias para o enfrentamento desses problemas sociais, como o racismo, a homofobia, a lesbofobia, a violência sexual, a cultura do estupro. O ESP não colabora com o enfrentamento da violência, pelo contrário, a estimula porque é uma posição partidária que coibe o debate das temáticas que afetam diariamente as relações sociais sem o menor conhecimento de causa”, critica a Adriana Miranda, professora de história do Centro Educacional 02 (CED 02), do Cruzeiro.
Ela integra um grupo de docentes do CED 02, do Cruzeiro, que busca impedir a evasão, minimizar a violência e a transformar a escola em ambiente de construção da cidadania. “Ou seja, com as conferências, pretendemos transformar a escola, também, numa arena de cidadania e de debate público. E, a partir daí, a gente usou os sábados, que eram os dias de reposição das aulas perdidas por causa da greve, para fazer as conferências contemporâneas”, explica Leonardo Fialho, professor de filosofia do CED 02, do Cruzeiro.
Conferências integram a política de projetos-pedagógicos interdisciplinares
A I Conferência Contemporânea do CED 02 LGBT, realizada no fim do primeiro semestre, trouxe a temática da homofobia e do universo LGBT, com a participação da deputada federal Érika Kokay (PT-DF), em razão do envolvimento dela com as causas dos direitos humanos e da cidadania; de um performista, que falou sobre a vida e a personagem dele e fez uma apresentação; de um estudante transgênero da rede pública de ensino, de 17 anos; e Jussara Barros, representante da ONG Estruturação.
Leonardo Fialho explicou que “a Mesa da I Conferência com pessoas que estão envolvidas diretamente com esses assuntos era para que, daí, elas trouxessem sua contribuição, seu conhecimento, suas experiências  e o objetivo maior foi o de promover o debate, a cidadania, diluir preconceitos, alertar para o índice de violência que esse preconceito produz, exaltar a liberdade de escolha, o respeito pelas diferenças, então, trazer, no rol desse debate, uma série importante de situações para o indivíduo refletir sobre sua posição na sociedade”.
Na segunda, realizada em agosto e intitulada II Conferência Contemporânea CED 02 Violência Infanto-Juvenil, buscou-se mostrar como a cultura do estupro e da violência sexual transpassa a história do país desde que o território foi invadido por europeus e fundado o Brasil e permanece até hoje como “tradição”. Essa atividade contou com a participação Perla Ribeiro, da Subsecretaria de Promoção de Políticas para Criança e Adolescente do Governo do Distrito Federal (GDF); e de Adriana Miranda, professora de história do CED 02, Cruzeiro, que organizou a conferência.
Além de traçar o histórico e trazer os números atuais dessa violência, mostraram que esse tipo de situação só irá mudar quando todos se responsabilizarem. “É preciso esclarecer que algumas práticas consideradas normais e naturais na sociedade, na verdade, são práticas machistas, abusivas, fundamentalistas. E se elas foram construídas, elas podem ser desconstruídas “, afirma a professora.
Adriana acredita que, “a partir do momento em que se passa num corredor de uma escola e se vê um colega (professor) ou algum estudante assediando uma menina – citamos mais as meninas porque elas são as maiores vítimas, porém, há muitos e recorrentes casos de violência sexual contra meninos, contra a população LGBT – é porque chegou a hora de se fazer uma reflexão sobre a importância de todos se comprometerem com o enfrentamento de toda violência nas escolas”.
Ela alerta para o fato de que “a pessoa  não vira estuprador de uma hora para outra no sentido da consumação do ato sexual. A pessoa vai tendo várias autorizações sociais para fazer jogos abusivos, quer seja em casa, quer seja na escola, até que ela se sinta muito confortável para agir e estuprar alguém”.
Escola sem Partido e a violência escolar
“Sabemos que toda a temática que trouxemos nessas conferências e pretendemos trazer no próximo ano é objeto de discórdia do Programa Escola Sem Partido. Esse programa, idealizado por fundamentalistas neoliberais, é considerado um problema seriíssimo que interfere na liberdade de cátedra. Imagina eu, sob esse programa fundamentalista, um professor de filosofia, se for dar aula de Karl Marx, corro o risco de ser processado por manipulação ideológica e de ser preso. Isso é um absurdo”, afirma o Leonardo.
“O Programa Escola sem Partido é uma criação de grupos fundamentalistas que atual nas instituições públicas no Brasil e em outros países que persegue professores e os acusa de várias coisas impertinentes, dentre elas, a de cometer síndrome de Estocolmo com os estudantes (quando a vítima trai o seu algoz). Uma coisa inacreditável”, explica o professor.
Regina Célia Pinheiro, diretora da Secretaria de Política Educacional do Sinpro-DF, conta que, na época da realização das conferências, o CED 02 foi monitorado por pessoas ligadas a esse pensamento do Programa Escola sem Partido. “Uma mensagem de WhatsApp foi enviada a deputados distritais ligados ao ESP na qual se pedia a intervenção deles na escola e afirmava que as discussões sobre a temática das conferências, como a que discutiu homofobia, lesbofobia e violência escolar relacionada à questão de gênero, não servem para a construção cidadã. Na mensagem, convocavam ainda pessoas de fora da comunidade escolar para adentrar o auditório e inviabilizar as conferências. Lamentável esse tipo de coisa acontecer em qualquer lugar, mas, sobretudo, dentro de um ambiente acadêmico”, critica a diretora.
No Brasil, há uma ideia de paz equivocada
Há estudos no Distrito Federal e em outras unidades da Federação comprobatórios de que o índice de evasão escolar entre estudantes LGBT é quatro vezes maior do que o número de evasão entre estudantes heterossexuais. E isso acontece por causa da discriminação no interior das unidades escolares decorrente da homofobia velada e da homofobia ostensiva e desvelada.
“A ideia de paz construída no Brasil é equivocada porque temos um índice de violência entre as pessoas menos favorecidas que mata mais do que muitas guerras civis e militares no mundo. Por isso, queremos que o Distrito Federal tenha uma educação sem violência, que seja instrumento de transformação social para a paz de fato, que todas as pessoas tenham o direito de ir e permanecer na escola independentemente de sua raça, de sua orientação sexual etc”, informa Élbia Pires de Almeida, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF.
A diretoria informa que a última edição do Mapa da Violência dá conta de que houve uma queda da violência entre as mulheres brancas. “Porém, se houve essa queda entre as brancas, entre as negras, por sua vez, houve um acréscimo de 50%. E isso é grave. Daí que a nossa preocupação é formar estudantes, educandos(as) cidadãos(ã) numa política da não violência. A gente não pode perpetuar no Brasil a ideia de que somos um país da paz e da tranquilidade porque não temos guerra civil como ocorre em outros países”, analisa.
Sinpro-DF incentiva a realização de projetos pedagógicos interdisciplinares
A Secretaria de Raça e Sexualidade é uma política do Sinpro-DF é uma das principais preocupações da diretoria colegiada. O objetivo, dentre outros, é o de respaldar os(as)professores(as) da rede pública de ensino do DF, a militância, os(as) filiados(as) para fazer da escola e de sua prática pedagógica um constante no combate à homofobia e a qualquer tipo de discriminação, sobretudo, por raça, por orientação sexual.
“A Secretaria de Raça e Sexualidade é uma das políticas do Sinpro-DF e uma das preocupações do colegiado da diretoria. O nosso objetivo é fomentar o debate nas escolas e trazê-la para essas temáticas. Por isso, temos uma atividade itinerante denominada Ciclo de Debates que traz e que leva às escolas informações pertinentes ao tema de LGBT e étnico-raciais, sempre levando pessoas com formação contemporânea e militante, de maneira a favorecer, cooperar e contribuir com o debate dessas temáticas nas escolas”, informa a diretora Jucimeire Barbosa (Meire).
Ela diz que a diretoria colegiada do Sinpro-DF acredita que a pedagogia de projetos, como foi bem visto no CED 02, do Cruzeiro, é uma grande oportunidade de fazer com que o espaço da escola, muito além das informações pertinentes à Academia, como as científicas, também tem de fomentar o debate por uma sociedade mais justa, menos violenta, igualitária e sem preconceitos.
“Só conseguimos fazer esse debate quando trazemos a sociedade para dentro das escolas, que é quando fazemos essas conferências, e colocamos os(as) estudantes para debater, refletir. Essa é uma das ocasiões da atividade pedagógica no magistério em que temos essa cooperação muito grande desse fazer pedagógico a partir dos projetos e, principalmente, quando a gente a fortalece ao lançá-las nos PPPs das escolas para que a participação seja de todos e de todas, afirma Meire.
Ela diz que uma das formas de combater a violência que paira nas escolas públicas e transforma esses locais em unidades de perpetuação de uma sociedade violenta são os Projetos Políticos Pedagógicos (PPP), que podem ser inter e multidisciplinares, como o que ocorre no CEF 01 de Planaltina intitulado Educação para a Diversidade.
Essa é uma escola que traz no seu projeto político pedagógico um programa que combate todos os tipos de discriminação e, portanto, perpassa todo o conteúdo pedagógico das disciplinas. Ele não é um projeto específico de uma disciplina específica. Trata-se de um projeto interdisciplinar. Perpassa todas as disciplinas e é feito durante todo o ano letivo.
“É uma prática da escola. E aí a gente oportuniza aos(às) estudantes da unidade de ensino tenham tranquilidade e segurança física e emocional porque sabem que se nessa escola eles sofrerem algum tipo de discriminação, eles terão respaldo psicológico e técnico-pedagógico que irá garantir a sua permanência na escola. Ele não será expulso de forma velada”, diz Meire.
Para a diretora Regina Célia é isso que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais querem: “Que os(as) educandos tenham essa garantia. A gente não quer mais ver educandos(as) saindo da escola porque o(a) colega o(a) agrediu verbalmente ao desqualificar sua pessoa por causa de sua cor de pele, da textura de seu cabelo, de sua opção sexual”, finaliza.

O golpe final contra a democracia brasileira

O Brasil inicia o ano de 2018 com ameaças de cassação de dois direitos importantes para a existência da Nação e inclusão social de seu povo que os políticos ligados ao golpe de Estado, em curso desde 2016, trabalham para extinguir: o direito ao voto e à democracia e o direito à Previdência Social e à aposentadoria.
Desde agosto de 2016, data em que o país sofreu o golpe de Estado jurídico-político, com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, a classe trabalhadora só tem perdido direitos sociais, econômicos, trabalhistas, culturais, educacionais, científicos e até humanos por meio de medidas provisórias e reformas constitucionais que têm causado um desmonte total e ilegítimo da Constituição Federal.
De lá para cá, até agora, janeiro de 2018, a elite que tomou o poder à força e que desrespeitou as eleições democráticas de 2014, tem aplicado um golpe atrás do outro com medidas provisórias, emendas à Constituição e projetos de leis entreguistas. Após o impeachment, acabou com os ministérios e as políticas públicas de inclusão social e executou a imediata privatização das riquezas minerais brasileiras, como a entrega do pré-sal às transnacionais norte-americanas e europeias do petróleo e outras privatizações de setores essenciais à soberania à revelia da vontade do brasileiro.
Em seguida, em atuações muito rápidas, obscuras e trapaceiras no Congresso Nacional, lançou a PEC 241/16, que gerou a Emenda Constitucional (EC) 95/16, a qual modificou o regime fiscal e congelou os investimentos públicos do país nos setores sociais, como educação, saúde, por 20 anos. Daí em diante, o país se tornou palco de uma sucessão de golpes chancelados pelos mais de 300 deputados federais e senadores comprados com dinheiro público pelo presidente ilegítimo Michel Temer para retirar todas as conquistas históricas da classe trabalhadora.
E, assim, estabeleceram uma sequência de eliminações e sequestros ilegítimos de direitos com a reforma trabalhista, que destruiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); a Lei da Terceirização, resgatada de um velho projeto do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), que acabou com as salvaguardas ao trabalhador, já afeta negativamente a educação privada e, em breve, afetará o magistério público, a saúde e outros; a reforma do Ensino Médio, que enfraquece o currículo e prepara o ensino básico público para a privatização; a reforma da Previdência que mercantiza o direito à previdência e acaba, sobretudo para os novos trabalhadores, com o direito de se aposentar, além de tantas outras reformas e medidas que têm suprimido, dia após dia, direitos constitucionais.
O julgamento do ex-presidente Lula, no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, é mais um desses golpes que retiram direito e promovem um ataque sem igual à Constituição, extinguindo com uma de suas principais característica que é a de assegurar “um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”.
Representa o fim da democracia, do sistema eleitoral participativo e do direito ao voto ao desconstruir três incisos do artigo 5º da Constituição federal e o princípio constitucional da presunção de inocência: o inciso II, em que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; o inciso LIV, o qual afirma que ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; e o inciso LVII, o qual assegura que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
Também infringe os artigos Artigos 1, 2, 13, 14 I, 18 I, do Código Penal Brasileiro. Tudo isso demonstra que o julgamento do ex-presidente Lula não passa de mais um golpe na democracia e, desta vez, para retirar do povo o direito ao voto e a um sistema eleitoral democrático. A prova disso é o fato de a grande mídia, políticos de ultradireita e uma parte da “Justiça” já ter considerado o ex-presidente culpado, mesmo sem provas, apenas pela “convicção” e por “indícios e presunções” muito antes do julgamento.
Por isso, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e muitas outras entidades do movimento social e sindical farão uma vigília em Brasília, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), e em todas as capitais, na noite de 23 para 24 de janeiro. Também irão enviar caravanas para Porto Alegre. Brasília enviará a dela e quem tiver interesse em integrar a caravana do Distrito Federal pode ligar no número 3225-5103 para maiores informações. Quem preferir participar das atividades de protesto na capital do país, pode acompanhar a seguinte agenda, a saber:
18/1 – Radiografia de uma sentença anunciada: as inconsistências do processo contra Lula. Será realizada às 19h, no Teatro Dulcina de Morais, no Conic, com a presença de Eugênio Aragão, professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB) e ex-ministro da Justiça; Beatriz Vargas, professora de Direito/UnB; e Marcelo Neves, professor de Direito/UnB.
19, 22 e 23/1 – Panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto a partir das 17h.
21/1 – Caravana – Saída da delegação do DF para Porto Alegre (RS), às 16h, do Hotel Nacional. Informações pelo telefone 3225-5103
23/1 – Vigília cultural em frente ao STF, de 19h até meia-noite.

Nota de falecimento

É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro informa o falecimento de Antônio  Carlos, irmão do diretor do Sinpro Carlos Cirane.
O velório será a partir das 11h30 desta sexta-feira (19), na Capela 03 do Cemitério Campo da Esperança, e às 14h30 ocorrerá o sepultamento.
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Canal da Educação desta quinta (18) fala sobre os desafios da categoria em 2018

Os desafios que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais terão em 2018 será o tema do Canal da Educação desta quinta-feira (18). Para falar um pouco sobre o assunto foi convidada a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa.
O Canal da Educação é produzido e apresentado pelo jornalista Valdir Borges e vai ao ar, quinzenalmente, às quintas-feiras, ao vivo. Será transmitido pelo site e Facebook do Sinpro-DF e pela TopTV Brasil às 20h.
O programa permite a participação em tempo real. As perguntas podem ser enviadas, ao vivo, pelo Facebook e as perguntas podem ser enviadas pelo Facebook e/ou por mensagens de WhatsApp pelo número (61) 98162-0065. Participe!

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