Sistema falho leva criança a desmaiar de fome em escola no DF


Um aluno de 8 anos desmaiou de fome, nesta semana, enquanto assistia à aula na Escola Classe 8 do Cruzeiro. A criança mora no Paranoá Parque, um empreendimento do Minha Casa, Minha Vida. Como não há escola pública no local, as 250 crianças do condomínio percorrem 30 quilômetros, todos os dias, para ter acesso à educação.
Outras duas escolas de Cruzeiro atendem às crianças do Paranoá Parque; porém as matrículas só foram conseguidas após pressão dos moradores. De acordo com eles, a escola que foi prometida pelo GDF ainda não saiu do papel. “Há apenas duas creches no local e salas de aula improvisadas em um galpão”, disseram.
Antes da repercussão nacional do caso, a Secretaria de Educação (SEE) havia dito, em nota, que “lamentava” o caso do estudante. Em comunicado, a SEE afirmou que não havia possibilidade de dar almoço aos estudantes porque não há ensino integral nessa unidade – em vez disso, a escola oferta um lanche no meio da tarde.
Porém, o GDF recuou. Na tarde desta sexta-feira (17), uma equipe de nutricionistas foi enviada à escola para verificar a estrutura da instituição. A SEE informou que vai “avaliar” a possibilidade de oferecer almoço na unidade.
Mesmo assim, casos como o do estudante da Escola Classe 8 do Cruzeiro podem se tornar frequentes. Essa necessidade de deslocar crianças de um lado para outro ocorre pela falta de escolas em diversas regiões do Distrito Federal. Além do Paranoá, cidades como Estrutural e Varjão penam com a falta de escolas. Sem falar que em todas as regiões faltam vagas para a educacão infantil.
Paralelamente, não há professores e orientadores educacionais em número suficiente na rede pública de ensino do DF e a não nomeação de profissionais aprovados nos últimos concursos públicos inviabiliza qualquer projeto de educação pública de qualidade. Dados revelam que o sistema público de ensino apresenta uma necessidade de aproximadamente três mil nomeações. Mesmo diante disto, o GDF não nomeia os aprovados nos concursos de 2013, 2014 e 2016.
A política adotada pelo governo Rollemberg – o conhecido “choque de gestão” – implica fazer valer o Estado mínimo. Isso se vê na prática com a redução de professores, médicos, policiais; na ausência do poder público em questões básicas – o que aumenta sobremaneira as dificuldades, principalmente para a população mais carente.
Sistema falho
Em entrevista a um portal de comunicação, a diretora do Sinpro-DF e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Corrêa, disse que o desmaio do aluno é preocupante porque “vai além dos portões da escola” e “se agrava com o fato de muitos destes alunos serem transportados de uma cidade a outra para terem acesso à escola”.
De acordo com Rosilene, o sistema educacional do país é falho e não garante a qualidade de merenda escolar aos alunos. “Houve redução nos valores destinados à merenda e muitas crianças vão à escola na expectativa de chegar a hora do lanche. Em idade nenhuma é recomendável ficar cinco horas só com biscoito e suco, principalmente para uma criança que está em fase de desenvolvimento e em processo de aprendizado, fatores que exigem dela uma concentração e um grande consumo de sua capacidade intelectual.”
Para a dirigente, as más condições oferecidas durante a fase escolar da criança podem ter consequências severas. “Isto compromete o aspecto pedagógico da criança e ela acaba condenada a ter problemas em seu crescimento intelectual e físico”, conclui.
Fome
De acordo com a equipe da Escola Classe 8 do Cruzeiro, a reclamação de fome é comum entre os estudantes. As aulas acontecem à tarde mas, por causa da distância e do número de paradas, muitas crianças saem de casa às 11h, e passam o horário de almoço no transporte escolar do governo.
Como as famílias têm renda baixa, muitos desses estudantes saem sem almoçar. Boa parte das crianças nem tem o que comer em casa, e vão à escola contando com a merenda. O lanche citado pela SEE – à base de biscoito e suco, na maioria das vezes – é fornecido por volta das 15h30, no recreio das aulas da tarde.

Sinpro debate o Enfrentamento à Violência contra as Mulheres

O Sinpro, por meio da Secretaria para Assuntos e Políticas para as Mulheres Educadoras, realizará no dia 24 de novembro um debate cujo tema central será o Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O evento faz parte da “Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” e será realizado às 19h30, no auditório do sindicato (SIG Quadra 06 Lote 2.260).
O debate tem a finalidade de refletir sobre a violência que sofrem as mulheres, na perspectiva de apontar os próximos passos do movimento. Pesquisa realizada em 2017 pelo Datafolha revela que uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de violência no último ano. Só de agressões físicas, o número é alarmante: 503 mulheres brasileiras vítimas a cada hora. Os dados ainda mostram que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano passado, um total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 10% das mulheres sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo. E ainda: 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro.
A pesquisa mostrou que, entre as mulheres que sofreram violência, 52% se calaram. Apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% preferiram o auxílio da família. E foi na busca de caminhos para combater esta situação que foi lançada, em 1991, a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Desde o surgimento da campanha o Sinpro foi vanguarda na construção de movimentos e no engajamento da luta pelo combate à violência.
Há anos o Sinpro combate a violência doméstica, no local de trabalho e em qualquer ambiente em que a mulher é submetida a maus-tratos e todas as outras formas de violência. Para isso, criou a Secretaria de Mulheres Educadoras. “Neste debate pretendemos destacar os diversos tipos de agressão e aspectos do comportamento cotidiano da população, que alimenta a cultura da violência contras as mulheres. Desta forma poderemos avançar e apontar os caminhos a serem trilhados pelo movimento. Precisamos de compromisso e atitude. Nenhuma a menos”, ressalta a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Vilmara Pereira.
 
Clique aqui para inscrição.
 
PROGRAMAÇÃO

19h30-  ABERTURA

20h – DEBATE: NENHUMA A MENOS

         EXPOSITORAS:

·       OLGAMIR AMÂNCIA FERREIRA  –  Decana de Extensão da Universidade de Brasília

·       SANDRA GOMES MELO  –  Delegada Chefe da Delegacia Especial de Atendimento à  Mulher do DF

·       GINA VIEIRA  – Professora da Rede Pública do DF e autora do Projeto Mulheres Inspiradoras

·       IRIDIANE SEIBERT – Coordenadora Nacional do MMC

·       MARIA JOSÉ COSTA ALMEIDA – Coordenadora do MTST –  DF

·       VITÓRIA BARRETO DA SILVA – Estudante Secundarista do Ensino Médio de Samambaia e integrante do Levante Popular da Juventude

 21h30- JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO COM MÚSICA AO VIVO

Alessandra Terribile – voz

Juçara Dantas –  violão

Gabriela Tunes – flauta

CONAPE debate PNE e PDE no dia 29 de novembro, no Sinpro


No dia 29 de novembro o Sinpro realizará sua Conferência Livre de Educação, que este ano trabalhará com o tema: Monitorar e Avaliar o Plano Distrital de Educação. A conferência, que será realizada das 13h às 19h, no auditório do Sinpro, possui um caráter mobilizador e apresentará um conjunto de propostas relativas ao monitoramento, avaliação e a efetiva implementação tanto do Plano Nacional de Educação (PNE) quanto do Plano Distrital de Educação (PDE).
Segundo o diretor do Sinpro e representante do sindicato no Fórum Distrital de Educação (FDE), Júlio Barros, o objetivo é mobilizar a sociedade de Brasília para intensificar o monitoramento e a avaliação do cumprimento do PNE e do PDE, averiguando também o corpo da lei, suas metas e estratégias, além de propor políticas e ações que indiquem responsabilidades, corresponsabilidades, atribuições concorrentes complementares e colaborativas entre os entes federativos e os sistemas da educação.
“Temos que avaliar e fazer o debate de vários eixos. Faremos a discussão do PDE e do Sistema Distrital de Educação, com assuntos que permeiam a qualidade, avaliação, gestão democrática, educação e diversidade, valorização dos profissionais da educação, condições de trabalho, financiamento da educação, transparência e controles sociais, dentre outros eixos. É fundamental que cada profissional do magistério participe de todas as etapas. Participe das plenárias na sua escola, das conferências nas suas cidades, prestigie nossa conferência livre de educação no dia 29 de novembro e em março de 2018 faremos a conferência distrital de educação, que vai culminar com a conferência nacional em abril de 2018, em Belo Horizonte”, diz Júlio Barros, finalizando que “implementar os Planos de Educação é defender uma educação pública de qualidade social, gratuita, laica e emancipadora”.
Clique aqui e confira a ata da Conferência, que deve ser entregue na sede do Sinpro até a data do evento (29/11, às 13h). Porém, é fundamental confirmar a participação pelo telefone 3343-4209 e/ou pelo WhatsApp 99232-1674.
Confira os critérios de participação:
1 – Delegados(as) natos(as): diretores(as) do Sinpro;
2 – Professoras(es) aposentadas(os) terão garantidas 70 vagas;
3 – Professores(as) e orientadores(as) educacionais eleitos nas conferências de suas cidades para a Conferência Distrital (março de 2018) são delegados(as) natos(as);
4 – Delegados(as) sindicais que comprovem sua eleição por meio de Ata atualizada (2017) terão a sua participação garantida, sem levar em consideração o número de delegados(as) a que cada escola tem direito.
4.1 – Escolas com até trinta (30) professores(as) têm direito a uma (01) vaga de delegado(a);
4.2 – Escolas que tenham de 31 a 150 professores(as) têm direito a duas (02) vagas de delegado(a);
4.3 – Escolas com mais de 150 professores(as) têm direito a três (03) vagas de delegado(a);
4.4 – Cinco (05) vagas de delegado(a) para orientadores(as) por cada Coordenação Regional de Ensino (CRE). Os(as) orientadores(as) deverão ser indicados(as) pelo coletivo de suas respectivas Coordenações Regionais com registro em Ata;
4.5 – Um (01) vaga de delegado(a) para professor(a) por cada Coordenação Regional de Ensino (CRE);
4.6 – Duas (02) vagas de delegados(as) para a Subsecretaria de Educação Básica;
4.7 – Três (03) vagas de delegados(as) para a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE), sendo uma vaga para delegado nato;
4.8 – Os casos de desistência dos(as) delegados(as) deverão, obrigatoriamente, estar registrados em ata;

4.9 – Delegados/as Eleitos nas Conferências Regionais de suas cidades serão  Delegados/as Natos à Conferência Livre dos Profissionais do Magistério do dia 29 de outubro.

Observações:
1 – O AFAST será encaminhado pelo Sinpro após a confirmação dos(as) delegados(as) inscritos(as);
2 – Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora da Conferência.
3 – Todo e qualquer delegado deve ser sindicalizado ao Sinpro
 

Escolas irregulares levam população ao prejuízo

É cada vez mais comum a existência de escolas clandestinas no Distrito Federal. Sem autorização da Secretaria de Educação do DF para funcionar, muitas vezes em função da não fiscalização do GDF no momento em que elas são abertas, estes centros escolares sem regularização levam a população ao prejuízo. Segundo levantamento feito pela Coordenação de Supervisão, Normas e Informações do Sistema de Ensino (Cosine), da SEE, hoje existem 26 centros de alfabetização privados sem autorização da pasta para funcionar.
O artigo 25 da Constituição Federal afirma que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. À margem de tudo isto, cerca de 1,6 mil estudantes sequer integram as estatísticas da Secretaria de Educação como matriculados nas redes particular ou pública, como preconiza a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), nº 9.394, de 1996.
Além de todo prejuízo financeiro e educacional, estes estudantes não possuem histórico chancelado pela SEE, correndo o risco de serem obrigados a refazer as séries cursadas nas instituições clandestinas.
Uma das grandes lutas que o Sinpro tem travado ao longo dos anos é pelo fortalecimento da escola pública. Esta luta é para que a população tenha acesso a educação pública sem a obrigação de recorrer a escolas particulares, muitas vezes clandestinas e que acabam lesando a população pelo alto custo de suas mensalidades e pela falta de legalidade. Para isto é imprescindível a valorização do professor(a) e orientador(a) educacional; o investimento na reforma de escolas e na construção de várias outras; no financiamento da escola pública; na seleção de professores via concurso público (com redução do quadro de professores temporários); na discussão do Plano Distrital de Educação e do próprio Plano Nacional de Educação (PNE). Todos estes fatores oferecerão uma educação pública de qualidade a toda a população do Distrito Federal.

II Seminário Internacional de Gênero, Turismo e Interdisciplinaridade começa no dia 23


Nos dias 23 e 24 de novembro de 2017, será realizado na Universidade de Brasília (UNB) a segunda edição do II Seminário Internacional de Gênero, Turismo e Interdisciplinaridade. O evento acontece no Centro de Excelência em Turismo da UnB.
O objetivo é ampliar os espaços de reflexão sobre Gênero e as correlações com o meio ambiente, a partir da integração e do diálogo entre pesquisadores nacionais e internacionais, de maneira a construir coletivamente o conhecimento e a aproximar as pesquisas acadêmicas das práticas do ecofeminismo no turismo e o meio ambiente, considerando-se os objetivos aprovados pela ONU, “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.
Esta edição de 2017 do seminário apresenta uma inovação ao evento. A participação de conferencistas internacionais, cujo tema vem enriquecer as questões do gênero, a presença de pesquisadoras internacionais que integram grupos de pesquisas consolidados, com os quais o Centro de Excelência em Turismo estabelece intercâmbio e troca de experiências e debates desde uma década, considerando as mulheres como sujeitos políticos historicamente construídos a partir dos movimentos feministas e sua inserção e correlação com a II Seminário Gênero, Turismo e Interdisciplinaridade organizado pelo núcleo de pesquisa de gênero e interdisciplinaridade cadastrado no CNPq.
O evento contará com a participação de pesquisadores, professores e estudantes do Distrito Federal.
Não perca a oportunidade de avaliar e discutir as questões mais importantes sobre ecofeminismo e sustentabilidade.
Mais informações sobre inscrições e envio de trabalhos podem ser obtidas pelo e-mail semintertur2017@gmail.com ou pelo site http://cet.unb.br

Governo ilegítimo transfere reajuste do botijão de gás ao consumidor

Uma das consequências da privatização da energia é o encarecimento dos produtos advindos dela. Um exemplo é o do aumento do gás, que ocorreu em setembro deste ano. O governo federal, por meio da Petrobras, anunciou aumento de 12,2% no preço do botijão de gás e novos aumentos deverão ser anunciados até o fim do ano.
Além de aumentar e inflacionar o preço de tudo, o governo federal tem transferido integralmente os aumentos de preço ao consumidor. Em apenas um ano, o aumento do botijão de gás chegou, em outubro deste ano, a 40%.
Nesta quarta matéria da Série Energia Não é Mercadoria – O Futuro da População Brasileira em Jogo, o Sinpro-DF traz a página 5 da Edição Especial do Jornal Brasil de Fato sobre a explosão do preço do gás como consequência dos ataques do governo ilegítimo de Michel Temer à Petrobrás e da privatização da matriz energética do país
Quem paga essa conta é o povo. E, no caso da categoria docente do magistério público do Distrito Federal, a situação compromete também o governo Rodrigo Rollemberg, do PSB, que adotou a política econômica neoliberal e de choque de gestão e mantém o auxílio-alimentação dos professores(as) e orientadores(as) educacionais congelado há 931 dias.
Importante lembrar que, entre 2003 e 2016, no governo democrático-popular, quando o entendimento era o de que o gás é um produto de primeira necessidade, o preço do gás vendido pela Petrobrás às revendedoras não sofreu nenhum reajuste. O Diesel já acumulou alta de 12% e a gasolina de 20,5%.

Confira, a seguir, matéria da Edição Especial do Brasil de Fato sobre as privatizações da matriz energética.


Veja matérias anteriores da Série Energia Não é Mercadoria – O Futuro da População Brasileira em Jogo, do Sinpro-DF.
Pela soberania nacional combater os inimigos da pátria
Defender a Petrobras é defender a Educação
Sem legitimidade, Temer entrega pré-sal a preço de banana
Venda da Eletrobrás põe soberania em risco e afeta o bolso do brasileiro
Veja também:
Petroleiros se mobilizam contra entrega do pré-sal

Marcha em Defesa dos Povos abre a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo

Começou, nesta quinta-feira (16), a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo. A abertura da atividade, que ocorre em Montevidéu, foi uma marcha denominada Marcha em Defesa dos Povos. O Sinpro-DF enviou 48 professores, que seguiram de ônibus até a capital do Uruguai.
“Trata-se de uma iniciativa do movimento sindical e de várias organizações sociais da região para mobilizar os povos em defesa da democracia, que, atualmente, encontra-se ameaçada em vários países da América do Sul por forças ultraconservadoras, que atuam, muitas vezes de forma ilegítima, como é o caso do Brasil, para impor reformas constitucionais neoliberais com prejuízo do povo e novos tratados de livre-comércio a fim de retomar essa agenda neoliberal, definitivamente derrotada em todas as eleições democrática desde a década de 1990, e atacar direitos sociais e trabalhista”, informa Cláudio Antunes, coordenador de Imprensa do sindicato.
O Sinpro-DF e vários sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil) participam do encontro, que tem na sua pauta a luta pela democracia, a soberania, a integração dos povos e a resistência ao livre comércio e às transnacionais.
Confira aqui a programação.
Com informações da CUT Brasil.
Veja fotos da marcha:


Veja também, a seguir, matéria da CUT Brasil sobre a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo
Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo começa em Montevidéu nesta 5ª
Diversos sindicatos da CUT estão participando do encontro, que tem na sua pauta a luta pela democracia, a soberania, a integração dos povos e a resistência ao livre comércio e às transnacionais.
A jornada acontece uma década depois de os movimentos sociais terem derrotado a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). “A não implementação da ALCA foi fruto das mobilizações dos movimentos sociais, que a partir de um plebiscito, deixou claro que os brasileiros não aceitavam um comércio com viés claramente neoliberal, que penalizava os povos latino-americanos e que apenas beneficiava o capital”, lembra o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.
De fato, a ALCA foi uma proposta feita pelos Estados Unidos, em 1994, com o objetivo de eliminar barreiras alfandegárias entre os 34 países americanos, formando assim uma área de livre comércio, com uma evidente vantagem para a indústria norte-americana, que ofereceria  produtos a preços mais baixos no continente latino-americano, levando, supostamente, ao fechamento de indústrias e ao aumento do desemprego na América Latina.
Com muita luta dos movimentos, o projeto da ALCA foi recusado pela maioria dos governos latino-americanos durante a 4ª Cúpula das Américas.
Momento de resistência
Para Nespolo, a jornada acontece numa conjuntura adversa à classe trabalhadora. “Vivemos um momento de resistência a golpes e tentativas de retomada das políticas neoliberais e de exploração do continente, em vários países, sendo um dos mais emblemáticos o golpe parlamentar, jurídico e midiático no Brasil, cujo presidente ilegítimo vem sucessivamente desmontando o Estado e acabando com políticas sociais e com direitos históricos dos trabalhadores”, aponta.
Ele lembra que a política de entrega das riquezas brasileiras a grupos econômicos estrangeiros foi possibilitada por um governo entreguista e que abre mão da soberania nacional, em nome dos interesses de grupos como empresários, latifundiários e políticos corruptos. “Não vamos permitir o retrocesso e o fim das políticas de transformação social que o povo conquistou nos últimos anos, elegendo projetos que avançaram em muitos setores, como redução da pobreza, inclusão social e melhor distribuição de renda. E juntos nossa luta será mais forte”, ponderou.
Fortalecer a unidade
A jornada se propõe a debater a escalada de retirada de direitos que vem se dando no Brasil e outros países na América Latina, com eliminação de importantes programas sociais, por governos ilegítimos ou sustentados pelo capital, que retoma fortemente a agenda neoliberal de aprofundamento da desigualdade e concentração de riqueza, o que exige a organização e a mobilização continental para enfrentar a complexidade da conjuntura atual. Assim, a jornada se constitui num importante movimento para fortalecer o processo de unidade da luta e ação sindical.
O início da jornada está sendo marcado por uma greve e uma grande marcha pelas ruas de Montevidéu, organizada pela centrais sindicais do Uruguai (PIT-CNT).
Já a plenária de abertura reunirá movimentos de mulheres, sindicatos, juventude, campesinos, indígenas, ambientalistas e negros presentes em Montevidéu.
Para o segundo dia estão previstos encontros setorizados entre os países.
O final da jornada será com uma grande plenária de convergência, que definirá uma agenda comum de luta para o próximo período no continente.
Mais informações em seguimosenlucha.wordpress.com

CEM 01 de Sobradinho promove o protagonismo dos estudantes através da arte

Passeando pelo pátio do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, pode-se ver alguns desenhos emoldurados na parede. Obras que poderiam ser de qualquer artista, com traços refinados e um capricho em cada detalhe. O nível já é profissional, mas são produtos das mãos de estudantes do ensino médio da escola. As redações também são expostas nas paredes. Todas são reproduções, porque as originais foram entregues ao Sinpro e concorrem no Concurso de Redação e Desenho do Sindicato.
Um dos idealizadores do projeto é do professor de Artes, Cleiton Torres.  Para ele, “foi excelente a possibilidade de os alunos do ensino médio participarem do concurso através do desenho, pois eles mandam bem em todas as linguagens artísticas, seja na pintura, seja no desenho, no teatro, na música, na dança”, aponta.
No mesmo dia, no pátio da escola, ocorreu uma batalha de MC’s. Os MCs eram os próprios alunos, que segundos antes foram informados de que deveriam fazer as rimas com as temáticas do Concurso de Redação e Desenho do Sinpro. Foi um sucesso.
O professor de inglês Calebe Peixoto dá mais detalhes. “Nós procuramos outras estéticas para a avaliação dos alunos, pois eles têm inteligências diferentes e percebi que alguns alunos tinham essa aptidão para o improviso, essa batalha de MC’s se assemelha muito ao repente nordestino que também trabalhamos aqui. A maior dificuldade que temos hoje em qualquer escola, seja pública ou particular é de engajar o jovem, fazer com que ele participe e quando nós conseguimos fazê-los abraçarem e participarem ativamente de uma atividade como esta, para nós é o ápice”, comemora.
Gabriel Soares, aluno do 2° ano, considerou a experiência positiva. “Para a gente, é uma oportunidade de expormos nossa arte, assim pude explorar um lado diferente de um desenho, saindo da minha área de conforto”, resume. Yasmin da Paixão, aluna do 1° ano, afirma que “vi essa oportunidade de escrever porque, além de escrever poesias, também gosto de debater assuntos que gosto do cotidiano, além de temas ligados ao feminismo e movimentos negros. Falar sobre os indígenas me fez sair da área de conforto e a me libertar, ao escrever sobre o que penso em relação a eles”, enfatiza.
Gabrielli Bastos, estudante do 2° ano, já possui um portfólio da sua arte. “O desenho me faz ter muita criatividade, para explorar o que tem na minha mente. Eu não sabia que eu desenhava tanto, pois eu não percebia essa aptidão. Comecei a desenhar, meu professor foi me orientando, meus amigos me ajudaram. Hoje eu já tenho outras obras dentro da minha pasta”, aponta.
O professor Cleiton sugere que o Concurso do Sinpro amplie a participação para outras expressões artísticas. “Deviam abrir também para outras linguagens, não apenas no desenho e redação, pois temos muitos talentos e muitas habilidades em outras possibilidades de linguagens artísticas”, ressalta.
O resultado do VIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro deverá ser divulgado até o fim deste mês.

Sinpro presente no IV Encontro Pedagógico Latino-Americano. Assista ao vivo


Com o slogan “Democracia e resistência: educação pública em luta”, acontece o IV Encontro Pedagógico Latino-Americano: Programa e Experiências Pedagógicas, entre os dias 15 e 17 de novembro, no Centro de Convenções do Actuall Hotel, em Belo Horizonte (MG). O Sinpro-DF integra a delegação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em evento que conta com a presença de representantes de 18 países da América Latina.
Os participantes analisarão o contexto atual de educação pública e definirão rotas para a defesa da educação pública. O panorama da privatização e da mercantilização da educação; políticas neoliberais; gestão democrática e participação social; novas tendências educacionais e direitos trabalhistas são alguns dos temas abordados nos debates. Além disso, haverá manifestações e exposições sobre experiências pedagógicas alternativas bem-sucedidas.
De acordo com dirigentes do Sinpro presentes ao evento, “esse Encontro reafirma cada bandeira de luta dos Continentes e a importância do fortalecimento da Fronteira Latino-Americana contra os golpes sofridos por esses países em diferentes graus, mas com objetivo deliberado e cruel de extermínio das Políticas de Direitos Sociais Básicos. Nesse sentido, é de fundamental importância e urgência o debate sobre o papel da Educação Pública no cenário atual e sobre os desafios para o fortalecimento da América Latina e o enfrentamento necessário no campo da Educação”, advertiram.
Ladislau Dowbor, economista e professor titular de pós-graduação da PUC-SP; Nilma Lino, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais; Gustavo Fichman, professor titular no Mary Lou Fulton Teacher’s College da Arizona State University, nos EUA; Dalila Andrade, professora da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais; Angelo Gavrielatos, diretor mundial da campanha contra a Privatização e Comércio Educativo da Internacional da Educação; Roberto Aguilar, Ministro da Educação do Estado Plurinacional da Bolívia; Axel Kicillof, Deputado Federal da República da Argentina, e Luiz Fernando Dourado, professor da faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, são alguns dos palestrantes confirmados.
Os debates do IV Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano podem ser vistos aqui, ao vivo:
https://youtu.be/M7YewqTBi_s
Reuniões temáticas
Nos dias 13 e 14 de novembro foram realizadas várias reuniões temáticas em que será discutido o papel da educação pública e dos sindicatos em questões mais específicas.  Estas reuniões abordaram temas como a Educação Infantil, a Educação e os Direitos LGBTI, os Povos Indígenas e o encontro regional da Rede de Trabalhadores Educacionais do IEAL.
O evento é organizado pela Internacional da Educação para América Latina (IEAL), em conjunto com a CNTE, e com o apoio de Larärforbundet, da Suécia, e Utdanningsforbundet, da Noruega.
Com informações da CNTE

Sinpro-DF engaja em campanha permanente da CNTE de combate à violência contra a mulher


“Saber amar é saber respeitar”. Esse é o título da campanha permanente de combate à violência contra a mulher lançando pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), nessa terça-feira (14), durante o encontro internacional da Red de Trabajadoras de lá Educación em Belo Horizonte. Juntamente com a campanha, a CNTE lançou uma cartilha e um site sobre o tema. Na foto, diretoras do Sinpro-DF no lançamento da campanha permanente da CNTE de combate à violência contra a mulher.
Nesta edição, a cartilha trata da cultura do estupro e será distribuída, gratuitamente, nas escolas de todo o país entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro, data dedicada, em todo o mundo, à campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
O Sinpro-DF engajou na campanha permanente “Saber amar é saber respeitar” e irá participar da sua divulgação e da distribuição da cartilha. Na avaliação de Vilmara Carmo, coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do sindicato, a campanha foi lançada em momento oportuno.
“A cartilha está editada de forma leve e não poderia ter chegado em outro momento como este, em que a gente vive o recrudescimento da violência contra a mulher, o avanço do fascismo. A cartilha estabelece uma perfeita comunicação com os estudantes, com o possível agressor, porque ela dialoga diretamente com os jovens, e a ideia é a de que a gente possa fazer uma grande campanha de divulgação”, diz a diretora do Sinpro-DF.
Isis Tavares, secretária de Relações de Gênero da CNTE, conta que o lançamento da campanha permanente de combate à violência, à cultura do estupro e a toda a forma de violência surgiu na última reunião do coletivo de mulheres da CNTE em Brasília.
“A partir daí começamos a pensar na campanha, de como ela seria, de que forma poderíamos fazer. A princípio, pensamos em fazê-la somente no período dos 16 Dias de Ativismo, mas, depois, discutindo melhor, pensamos que poderíamos fazer dessa proposta uma campanha permanente, trabalhando nas escolas, direcionado não só às professoras, mas também aos(às) estudantes, aos pais e às mães e, enfim, à comunidade escolar e seu entorno”.
Ela disse que após deliberar pelo caráter permanente da campanha, o grupo decidiu produzir uma cartilha e um site, nos quais irão oferecer todo um aporte de conteúdo sobre o tema. “E terá também uma enquete para que as pessoas possam fazer seus relatos sobre o tipo de violência existente na escola, se já sofreram ou se já presenciaram alguma violência, pais, estudantes, funcionários e professores”.
Isis afirma também que é muito importante os sindicatos filiados à CNTE participarem ativamente e divulgarem a campanha nas escolas. “É assim que faremos com que essa campanha chegue ao maior número de escolas possível para, enfim, a gente poder combater todo e qualquer tipo de violência e de preconceito e, principalmente, que a gente possa trabalhar com a cultura da paz, do respeito, do conhecer, aprender a respeitar e aprender a amar”.
Nesta quarta-feira (15/11), começa o IV Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano. Clique aqui e confira a programação.
Confira fotos do lançamento da campanha em BH:

 

Acessar o conteúdo