Aposentados aprovam uma nova agenda de luta pelo pagamento da pecúnia da licença-prêmio


O Governo do Distrito Federal (GDF) quebrou acordo com o magistério público e não pagou, no dia 21 de julho, a pecúnia da licença-prêmio dos/as professores/as e orientadores/as educacionais que se aposentaram em 2016, conforme negociado com a comissão de negociação do Sinpro-DF.
A indignação tomou conta de todos e todas e, na tarde desta quarta-feira (26), realizaram uma reunião no Auditório Paulo Freire do sindicato. No encontro, definiram e intensificaram uma agenda de luta para o próximo período. A comissão de negociação informou que havia avisado insistentemente ao GDF que os recursos destinados a esse pagamento não eram suficientes.
Dentre as deliberações desta tarde, os/as aposentados/as de 2016 e 2017 irão gravar vídeos-denúncia para divulgar nas redes sociais que o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) não começou o pagamento da pecúnia da licença-prêmio à categoria, na data prevista, como vem anunciando na mídia e conforme estabelecido em reunião de negociação com o Sinpro-DF.

Na Mesa, as diretoras: Delzair Amancio, Sílvia Canabrava, Rosilene Corrêa, Marilange Vianna

A diretoria colegiada do sindicato convida a todos/as os/as aposentados/as que tiverem interesse em participar dos vídeos, compareçam na sede do Sinpro-DF no 2 de agosto, 9h30, ou no dia 3 de agosto, 14h, para as gravações. Definiram também outros encaminhamentos cujo intuito é forçar o governo a quitar a dívida.
Por exemplo, a comissão de negociação irá entregar um documento cobrando esse pagamento e, juntamente com ele, um abaixo-assinado dos/as aposentados/as que reivindicam o cumprimento da lei. “Iremos anexar as assinaturas a esse documento. Por isso, é importante a vinda de todos e todas na sede e subsedes do Sinpro-DF para assiná-lo”, convida Sílvia Canabrava, coordenadora da Secretaria para Assuntos dos Aposentados.
Também foi deliberado que a comissão de negociação irá pleitear a realização de mais uma audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para discutir o problema. Na reunião desta quarta, a comissão de negociação informou que o GDF prometeu pagar, no dia 15 de agosto de 2017, a pecúnia da licença-prêmio dos/as professores/as e orientadores/as educacionais que se aposentaram no dia 15 de janeiro de 2016.
Disse ainda que o governo Rollemberg vem apresentando justificativas para tentar explicar os motivos pelos quais não cumpriu o acordo firmado e não pagou o magistério na data estipulada. Sílvia lembra que o Sinpro-DF tem lutado, desde 2015, para o governo pagar esse direito aos/às aposentados/as e afirma que no não pagamento é parte do projeto de choque de gestão do governo neoliberal de Rollemberg.
“É importante os/as professores/as e orientadores/as estarem na luta em prol do pagamento da pecúnia. O sindicato somos todos nós e só conseguiremos vitórias se lutarmos juntos, como já fizemos com muita coragem no passado. O nosso inimigo é o GDF”, afirma a coordenadora.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que a categoria reconhece o trabalho da entidade que, desde o dia 28 de julho de 2015, por meio da Secretaria de Aposentados, tem realizado reuniões, manifestações, vigílias, duas greves em que a pecúnia estava na pauta, e várias atividades, como um acampamento de nove dias em frente ao Palácio do Buriti e até campanhas publicitárias, tudo isso para cobrar esse pagamento.
“No entanto, nada supera a presença de todos e todas nas atividades, sobretudo, nas iniciativas aprovadas que precisam mostrar a força da categoria aos governos de plantão e na cobrança dos nossos direitos”, finaliza.

Sinpro-DF convoca aposentados em 2016 e 2017 para reunião nesta quarta (26)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF, por meio da Secretaria de Assuntos dos Aposentados, convoca os/as professores/as e orientadores/as educacionais aposentados/as em 2016 e 2017 que têm pecúnia da licença-prêmio a receber para reunião nesta quarta-feira (26/7), às 14h30, na sede do sindicato. A pauta é sobre o pagamento das licenças-prêmio em pecúnia.
O Sinpro-DF vem lutando para que todos/as recebam o que lhe é de direito.

Sinpro deseja aos(às) professores(as), orientadores(as) e estudantes um bom recesso

Neste sábado (22) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais concluem a etapa principal da reposição dos dias letivos da greve, iniciando assim o recesso escolar. Em 28 de julho a categoria terá um dia letivo móvel, quando a maioria das escolas públicas do Distrito Federal deverá flexibilizar o dia, conforme permitido pelo calendário escolar. É importante lembrar que algumas escolas ainda terão dias para repor, com as reposições ocorrendo nos meses de agosto e setembro.

Após um semestre de muita luta e com o compromisso assumido com a reposição das aulas, os professores e estudantes terão um merecido descanso, retornando para o segundo semestre letivo cientes das lutas que estão por vir e da agenda de luta da categoria, que é contínua. Dentre estas pautas está a reforma da Previdência, que o Congresso Nacional tentará aprovar no segundo semestre.

A diretoria colegiada do Sinpro deseja a todos(as) os(as) professores(as) e estudantes da rede pública de ensino um bom e merecido recesso escolar. O sindicato ainda parabeniza a categoria pelo compromisso na luta e pela busca incessante por uma educação pública de qualidade.

Mais uma vez GDF quebra acordo de pagamento de pecúnia dos aposentados

O acordo firmado entre o Sinpro e o Governo do Distrito Federal de que o pagamento da pecúnia da licença-prêmio dos professores e orientadores aposentados no ano de 2016 teria início entre os dias 18 e 21 de julho foi novamente quebrado. O compromisso foi feito no dia 13 de abril e reafirmado em 13 de junho, quando ficou definido este período (18 a 21 de julho) para o início do pagamento.
Após manifestação realizada durante a manhã desta sexta-feira (21) por professores indignados com o desrespeito do GDF, com protesto em frente o Buriti, a diretoria solicitou uma reunião com o governo para tratar desta pauta. Após longo debate entre o sindicato, o secretário de Fazenda do DF, Wilson José de Paula, o subsecretário de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor, Márcio Gimene, e outros representantes do GDF, o governo justificou que o critério adotado para o pagamento foi cronológico, ou seja, de publicação diária no Diário Oficial, independente de categoria. Desta forma os contemplados foram os servidores que aposentaram nos primeiros 14 dias de janeiro. A Educação teve seu primeiro lote de aposentadorias no dia 15 de janeiro, com 59 servidores, somando cerca de R$ 7 milhões. Sendo assim, o recurso de três milhões, disponibilizados para o mês de julho, só foi suficiente para as publicações até o dia 14, fato que impediu que os servidores da Educação, da Saúde e de outras áreas não fossem contemplados. A diretoria enfatizou a situação de manutenção do prejuízo dos aposentados e ao final o governo concordou em antecipar o pagamento deste grupo do dia 25 para 15 de agosto.
Durante a reunião o governo fez o compromisso de antecipar o pagamento relativo às publicações do dia 15 de janeiro de 2016 para o dia 15 de agosto de 2017. Este pagamento será feito para os servidores da Educação e de outras áreas. Outra reivindicação atendida pelo GDF foi a de dar prioridade de pagamento aos aposentados portadores de doenças previstas na lei nº 7.713/88. Assim, todos que são portadores da doença e que tenham pecúnia para receber devem procurar a Secretaria de Aposentados do Sinpro ou o Departamento Jurídico do sindicato, na sede, com os documentos necessários (cópias autenticadas em cartório do laudo médico, do CPF e do RG) e preencher um formulário que será encaminhado para o GDF para o pagamento do benefício em ordem prioritária. É importante salientar que só serão contemplados os portadores de doenças previstas em lei.
O GDF segue desrespeitando os compromissos firmados com os professores e orientadores educacionais aposentados, não cumpre as leis e não trata a Educação como prioridade. O Sinpro continuará reivindicando o cumprimento da lei e o respeito àqueles que sempre lutaram por uma educação pública de qualidade.
 
Confira a lista de doenças previstas no Art. 6º Inciso XIV da Lei 7.713/88:
 
– Tuberculose ativa;
– Alienação mental;
– Neoplasia maligna;
– Cegueira;
– Esclerose múltipla;
– Hanseníase;
– Paralisia irreversível e incapacitante;
– Cardiopatia grave;
– Doença de Parkinson;
– Espondiloartrose anquilosante;
– Nefropatia grave;
– Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
– Contaminação por radiação;
– Síndrome da deficiência imunológica adquirida (AIDS);
– Hepatopatia grave;
– Moléstias profissionais.

Mais uma vez professores(as) aposentados(as) são prejudicados pela incompetência do GDF

Professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) realizam, na manhã desta sexta-feira (21/7), em frente ao Palácio do Buriti, mais uma manifestação cobrando do governo o pagamento das pecúnias.
Em junho de 2017, a Secretaria de Educação do Distrito Federal confirmou para julho o início do pagamento das pecúnias do pessoal aposentado no ano de 2016.
Apesar da promessa feita pelo governo, no final da tarde desta quinta-feira (20/7) o Sinpro foi informado que o governo do DF não fará o pagamento deste benefício para os servidores. O GDF não contingenciou recursos suficientes para acertar a pecúnia de todos(as) que se aposentaram em janeiro de 2016. Segundo relatos, os recursos só seriam suficientes para pagar àqueles(as) que se aposentaram até o dia 14 de janeiro de 2016; os que se aposentaram a partir de 15 de janeiro não receberiam.  
O problema é que nenhum(a) professor(a) se aposentou entre 1º e 14 de janeiro de 2016 e o não pagamento aos demais representa uma quebra de acordo entre o GDF e a categoria.  Mesmo após muito esforço dos professores em conseguir estabelecer um calendário de pagamento, o governo volta a prejudicar educadores(as) que aguardam o pagamento desta pecúnia, que é um direito garantido por lei.
A diretoria colegiada do Sinpro vem monitorando diuturnamente o movimento dos recursos necessários para iniciar os pagamentos daqueles que se aposentaram. Esforço em vão, tamanha a incompetência do GDF em cumprir seus compromissos, representando mais um descaso com os(as) trabalhadores(as) da educação.

Sinpro vai recorrer de decisão no caso Sandra Faraj

O Sindicato vai recorrer de sentença, proferida pela 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que o condenou a pagar indenização à deputada distrital Sandra Faraj (SD-DF). A ação foi movida depois que o Sinpro publicou em sua página na internet uma nota de repúdio com palavras que a deputada considerou ofensivas. O fato ocorreu em 2015 e diz respeito à expulsão da galeria da Câmara Legislativa de professores e professoras que participavam de uma audiência pública sobre o Projeto de Lei nº 01/2015 (Escola sem Partido) – conhecido como PL da Mordaça.
A diretoria colegiada do Sinpro reafirma a posição contrária ao PL nº 01/2015 e entende que, no episódio envolvendo a deputada distrital, não houve nenhuma ofensa na nota de repúdio – redigida de acordo com o princípio da liberdade de expressão e com o direito público à informação.
Para o sindicato,  não fosse a pressão exercida em diversos momentos e instâncias sobre a parlamentar – e outros que querem implantar o projeto Escola sem Partido no DF – após dois anos e meio de luta, a categoria estaria “amordaçada”, profundamente desrespeitada no exercício do Magistério, afrontando a liberdade de ensinar e a liberdade de aprender.
Vale lembrar que Sandra Faraj foi denunciada no dia 12 de junho passado, pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), pelo crime de estelionato majorado, por mau uso da verba indenizatória da Câmara Distrital. Ela ainda responde por suspeitas de corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Relembre o caso
Na noite de 25 de maio de 2015, em audiência pública na Câmara Legislativa, dirigentes do Sinpro foram expulsos das galerias com agressividade, o que provocou o repúdio e a retirada em bloco de todos os professores e professoras que compareceram ao evento, inclusive do dirigente sindical que compunha a mesa.
A presidenta da sessão era a deputada Sandra Faraj, autora do projeto então em pauta. A mesa era composta por defensores das ideias ali contempladas, com a exceção única do dirigente do Sinpro, que, afinal, teve de se retirar como forma de protesto contra a agressão sofrida por seus colegas.
Partiu de Sandra Faraj a ordem para que os seguranças retirassem à força os professores do local.

A luta pela nomeação de novos orientadores é o tema do TV Sinpro na TV Comunitária desta terça (18)

O TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (18) fala um pouco da luta dos(as) orientadores(as) educacionais por novas nomeações. Segundo estudos, a oferta e distribuição destes profissionais não têm sido adequadas. Aproximadamente 20% (111) das 657 escolas da rede pública não possuem orientador, sendo que 63.978 estudantes se encontram totalmente privados da atuação destes profissionais. Dentre as 445 unidades escolares que possuem profissional orientador educacional, em 55,7% o quantitativo existente é inferior ao determinado pela Secretaria de Educação do DF, havendo apenas 171 unidades escolares, cerca de 38% , cujo quantitativo de profissionais está alinhado. Das 113 unidades escolares que possuem turmas funcionando no turno noturno, cerca de 40% não possuem este profissional.
Para tirar dúvidas e debater o tema foi convidado o diretor do Sinpro Luciano Matos.
O programa TV Sinpro na TV Comunitária vai ao ar, ao vivo, todas as terças, às 17h, no Canal 12 da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira programação a seguir). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.
 
Programação:
Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

GDF deixa mais de 90 escolas sem PDAF e diretores ameaçam suspender aulas no 2º semestre

Cerca de 90 escolas da rede pública do Distrito Federal terminam o primeiro semestre de 2017 sem receber a primeira parcela do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) e sem dinheiro para continuar funcionando no próximo semestre. Desde o início do ano, o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) prometeu repassar os valores devidos e até agora não cumpriu a promessa. Por causa disso, escolas como o Centro de Ensino Fundamental nº 03 (CEF 03), do Gama, e a Escola Classe nº 45 (EC 45), de Ceilândia, estão sob risco de fecharem as portas após o recesso de julho.
Assim como essas escolas, as diretorias, professores e orientadores educacionais dos demais estabelecimentos prejudicados pela falta do recurso financeiro ameaçam suspenderem as aulas também, caso o Governo do Distrito Federal (GDF) não resolva o problema imediatamente. A situação é tão grave que, na avaliação da diretoria colegiada do Sinpro-DF, parece haver um interesse muito grande do governo em sucatear quase 100 das 657 escolas públicas do DF, dificultando o fluxo pedagógico e inviabilizando a educação pública na capital do país.
“As escolas que não receberam a primeira parcela do PDAF de 2017 estão enfrentando uma série de problemas pela falta desse dinheiro. Estão, por exemplo, com o fornecimento do lanche prejudicado porque precisa do gás de cozinha para ser produzi-lo e não tem dinheiro para comprá-lo. Faltam coisas básicas para o funcionamento mínimo de uma escola, como material pedagógico, papel higiênico nos banheiros, sabão, pincel e tudo o mais que uma escola precisa para funcionar diariamente”, denuncia Jairo Mendonça, diretor do Sinpro-DF.
Ele afirma que a diretoria do CEF 03 já foi no GDF para tentar resolver o caso e, lá, soube que o governo não depositou o PDAF em algumas escolas porque elas estavam com documentação incompleta ou alguma pendência. “Mas isso não é verdade. A documentação das sete escolas do Gama que não receberam o PDAF está correta, a prestação de contas em dia e nenhuma pendência”, assegura o diretor do sindicato.
Mendonça explica que essa situação poderia ter sido evitada se o GDF estivesse cumprindo o Plano Distrital de Educação (PDE), sancionado pelo atual governador. “O artigo 11 do PDE define que no prazo de até 360 dias da publicação do Plano, o Poder Executivo deve encaminhar à Câmara Legislativa projetos de lei que, dentre outras coisas, adéquem a Lei da Gestão Democrática e o PDAF ao PDE, cujo PL já está protocolado na Casa Civil e o governo não encaminha”.
Para ele, a falta de encaminhamento dessas leis “leva-nos a entender que o governo Rollemberg não regulariza a situação do PDAF, conforme determina o PDE, porque perderia o poder discricionário de fazer jogo político com a verba da educação”, critica.
Há 7 meses o GDF embroma os diretores
No Gama, sete das 50 escolas existentes não receberam nenhum centavo este ano para demandas básicas, diárias e recorrentes. O CEF 03, por exemplo, está há 7 meses sem receber dinheiro e não terá condições de continuar atendendo à demanda de 1.500 estudantes mais 100 funcionários, entre servidores públicos e prestadores de serviços diariamente.
O diretor Júlio Cesar Cerqueira afirma que a última vez que a escola recebeu recursos do PDAF foi no ano passado. “Este ano não recebemos nenhum centavo e todas as outras demandas estão comprometidas. Não sei se conseguiremos levar a escola até o fim de 2017”, diz o professor de geografia e diretor do CEF 03, do Gama, há 10 anos.
Há meses as direções das escolas sem PDAF têm tentado, individualmente e em vão, conversar com a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), mas só recebem promessas. “Eles dizem que vão pagar, chegam até a marcar data, mas não pagam. Parece que os únicos preocupados com isso somos nós, diretores. Não estão preocupados se a gente está sem dinheiro e nem com o que está acontecendo nas escolas. Por isso, a solução que encontramos foi a de nos unirmos para tentar reverter essa situação. Se individualmente não conseguimos, vamos tentar de forma conjunta”, diz Cerqueira.
Grupo das escolas sem PDAF
A situação chegou a um nível tão insuportável que as direções de escolas prejudicadas criaram um grupo das escolas sem PDAF que se estende até no WhatsApp. “E o detalhe importante é que parte das mobilizações que pensamos não foi realizada antes porque todas as vezes que os diretores iam, individualmente, no GDF, tentar resolver, o governo dizia que o dinheiro estava prestes a ser creditado na conta da escola na semana seguinte. E assim se passaram 7 meses sem nenhuma mobilização unificada e efetiva”, observa Cerqueira.
Mas, agora, as direções perceberam o engodo e se uniram. “Decidimos fazer o grupo para organizar ações após o recesso escolar. Vamos ter de parar tudo e denunciar essa situação para a população do DF. Os professores e técnico-administrativos estão cientes e sabem que se não lutarmos juntos não teremos nada”.
De acordo com a Lei da Gestão Democrática e de Descentralização Administrativa e Financeira das Escolas todas as instituições devem receber uma parcela do PDAF no primeiro semestre e, outra, no segundo. “Mas entramos no sétimo mês e até hoje metade das 96 escolas públicas da Ceilândia ainda não recebeu a primeira parcela”, denuncia Fernando Tiago de Souza Santos, professor de educação física e diretor da Escola Classe 45 (EC 45), de Ceilândia, há 6 anos.
Ele faz parte da equipe gestora da EC 45 há 18 anos e diz que esta gestão está completamente engessada por falta de recursos financeiros. “A EC 45 também não tem nenhum centavo e sem os recursos do PDAF não consigo pagar a manutenção das máquinas e todas as outras coisas. Preciso de comprar toner, revelador, máscara; recarregar hidrantes de incêndio; trocar velas de filtros; desratizar e dedetizar; enfim, todo tipo de coisa que se faça na escola requer dinheiro. Como é que faço tudo isso?”
Ele diz que há direções de escolas sem PDAF que está devendo mais R$ 100 mil reais no mercado por causa da falta do repasse. “Não há justificativa. Parece até que proposital, para inviabilizar a gestão democrática. No caso da EC 45, a prestação de contas está em dia. Fui lá, pessoalmente, na Gerência de Execução de Pagamento na SEEDF, e constatei que está tudo em dia, não tem nenhuma pendência e só falta a execução do pagamento. Mas a desculpa da secretaria é que não paga porque a escola não está com prestação de contas em dia. O caso da EC 45 é a prova que não é bem assim. O GDF não paga porque não quer”, afirma Samuel Fernandes, diretor de Imprensa do Sinpro-DF.
Fernandes informa que “a EC 45 tem R$ 300,00 de saldo na conta e uma dívida de R$ 17 mil na praça porque não pode funcionar sem o básico. Há escolas cuja diretoria compra fiado, faz rifa e todo tipo de vaquinha para arrecadar dinheiro para assegurar o material de manutenção. Mas,  oriento durante as visitas para não fazer nada disso porque é obrigação do GDF prover todos os estabelecimentos de ensino do material de consumo diário e necessário para seu funcionamento”, finaliza o diretor.

Publicado no DODF resultado preliminar da prova de títulos dos professores concursados de 2016

O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) publicou, nessa quinta-feira (13), o resultado preliminar da prova de títulos dos professores concursados em 2016, o qual havia sido prorrogado em razão de uma série de reclamações feitas pelo Sinpro-DF e pelos candidatos que receberam declarações de tempo de serviço emitidas pela Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF) com erros, as quais, num primeiro momento, haviam sido recusadas pelo próprio governo, o que gerou um sem-número de reclamações.
Com isso, a SEEDF reabriu o prazo para entrega das declarações, em junho,  e corrigiu os problemas de incompatibilidade do sistema que provocaram os erros nas declarações da maioria dos candidatos que tinha tempo de serviço prestado à SEEDF e foi prejudicada por um documento de tempo de serviço errado e que não contemplava os critérios do edital emitido pela própria secretaria.
“A declaração errada foi fornecida pela própria SEEDF e gerou prejuízo e desconforto. Tendo em vista o fato de a declaração e o concurso serem da SEEDF e os candidatos serem prejudicados porque a própria secretaria realizadora do certame não emitiu a declaração conforme estava previsto no edital, isso levou a organizadora do concurso a não considerar a declaração para efeito de pontuação”, explica Cláudio Antunes, coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF.
Confira:
Edital Nº 47, de 13 de julho de 2017

Sinpro-DF e orientadores realizam ato público para exigir nomeação dos concursados de 2014

Diretoria do Sinpro-DF e orientadores/as educacionais aprovados no concurso de 2014 e efetivos no ato de quinta (13)

O Governo do Distrito Federal (GDF) prometeu nomear 40, dos 1.053 orientadores educacionais aprovados no concurso de 2014 que ainda estão no banco de reserva até a próxima semana. A promessa foi feita pelo secretário de Estado da Educação (SEEDF), Júlio Gregório, durante uma reunião, na tarde desta quinta-feira (13), com dirigentes sindicais do Sinpro-DF e representantes da comissão dos orientadores/as educacionais concursados/as e não nomeados/as.
Diretoria do Sinpro-DF e comissão dos aprovados e não nomeados na reunião com o secretário de Educação

A reunião ocorreu durante um ato público, realizado pela diretoria colegiada do sindicato e a comissão de orientadores/as educacionais concursados/as e não nomeados/as, em frente ao Edifício Phenicia, no Setor Comercial Norte (SCN), para pressionar o GDF a nomear, imediatamente, os/as aprovados/as para as vagas em aberto. A manifestação contou com a participação de professores/as e orientadores/as educacionais efetivos da SEEDF.
“A diretoria colegiada do sindicato foi recebida pelo secretário Júlio Gregório e Isaías, subsecretário da UAG, os quais informaram que o processo relacionado à convocação de apenas 40 orientadores educacionais já está em curso e que entre esta sexta-feira (14) e a próxima semana ele será remetido, a qualquer momento, à Seplag, que é a secretaria responsável pelas nomeações”, informou Luciano Matos, diretor de Organização e Informática do Sinpro-DF.
Diretores do Sinpro-DF durante a reunião com o secretário de Educação

Ele contou que o sindicato levou “um bolo confeitado para registrar os dois anos, completados no dia 7 de maio, de homologação do concurso e somente a nomeação de cinco orientadores educacionais até o momento. De lá para cá não nomeou mais ninguém. Distribuímos fatias para transeuntes e participantes do ato público”.
No ato público, o bolo para denunciar os 2 anos da realização do concurso e a falta de nomeação dos aprovados

Desde a Portaria 32/2012, do GDF, há 525 vagas abertas de orientadores educacionais. Um estudo do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), executado entre 2014 e 2015, sobre Gestão da Oferta de Profissionais do Magistério da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, dá conta de que há uma carência de 20% de orientadores educacionais nas escolas públicas.
Segundo o estudo, “a oferta e distribuição dos orientadores educacionais não têm sido adequadas. Aproximadamente 20% (111) das 657 escolas do escopo desta fiscalização não possuem orientador educacional, sendo que 63.978 alunos se encontram totalmente privados da atuação destes profissionais. Dentre as 445 unidades escolares que possuem profissional orientador educacional, em 55,7% o quantitativo existente é inferior ao determinado pela SEEDF, havendo apenas 171 unidades escolares, cerca de 38% , cujo quantitativo de profissionais está alinhado. Das 113 unidades escolares que possuem turmas funcionando no turno noturno, cerca de 40% não possuem este profissional, Portanto, apurou-se um déficit total de 316 orientadores educacionais na rede pública de ensino do DF”.
 
Por isso, a diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que o GDF deveria nomear todos os orientadores educacionais aprovados e não nomeados. “Somente assim irá atender a toda a demanda rede pública e de ensino e contribuir para melhorar a educação pública do DF”, comenta o diretor.

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