Atenção para o expediente do Sinpro nesta sexta-feira (7)

Devido à reunião interna, a sede e subsedes Sinpro terão expediente até o meio-dia nesta sexta-feira, dia 7 de julho. O atendimento retorna normalmente na segunda-feira (10).

EC Córrego Barreiro se reúne com Sinpro, CLDF e poderes públicos e define soluções para a falta de água

Estudantes das séries iniciais da Escola Classe Córrego Barreiro, em Ponte Alta do Gama, denunciaram, nessa quarta-feira (5), o caos em que a escola se encontra por causa da falta de água. As crianças produziram redações nas quais relataram a situação caótica e os prejuízos que estão sofrendo em decorrência do corte, executado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), no dia 26 de junho. Ao final da reunião, a direção da escola se comprometeu de enviar um ofício à presidência da Caesb, solicitando informações sobre o motivo do corte da água e também o envio de uma caixa d’água, bem como a possibilidade de abertura de novo poço artesiano
A apresentação dos textos foi  feita no decorrer da reunião convocada pela diretoria da escola para essa quarta, cujo objetivo era reunir na sede da instituição, os poderes públicos capazes de encaminhar uma solução definitiva e dar uma resposta institucional para o problema que ocorre várias vezes no ano letivo em razão da turbidez da água. Professores/as afirmam que a escola completou 50 anos e, há 20, enfrenta esse problema dos cortes intermitentes por causa da turbidez da água. Este ano, foi considerado um dos piores porque a Caesb suspendeu o fornecimento sem avisar e, hoje, além de receber apenas uma vez por semana a água trazida por um caminhão-pipa.
Uma planilha apresentada pela CRE indica que o retorno do abastecimento está previsto para o fim de agosto. Para resolver o problema imediato, a CRE se comprometeu a enviar três caminhões-pipa por semana, verificar a procedência da água do caminhão e outros encaminhamentos foram definidos. A Caesb, por exemplo, irá investigar e trazer respostas à comunidade que quer saber por que isso ocorre regularmente e o que acontece com a água. A EC Córrego Barreiro recebe água de um poço artesiano, contudo, segundo denúncia feita durante a reunião, a região possui vários córregos e todos são altamente contaminados por coliformes fecais advindos dos abatedouros de animais oficiais e clandestinos que descartam seus dejetos nas águas dos riachos.
O deputado distrital Wasny de Roure (PT), presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), observou que a região precisa de uma análise aprofundada e atualizada da água porque é uma área de muitos riachos, nascentes e córregos e o problema se arrasta há mais de duas décadas. O deputado ficou de enviar ofício à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa)  para encaminhar o estudo atual da região. O deputado Reginaldo Veras pediu à Caesb para divulgar as informações coletadas sobre a qualidade da água à comunidade escolar porque ninguém sabe o que a Companhia encontrou na água que exigiu um corte imediato.
O fato é que a região é conhecida por ser uma área de lixão. Desprezada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), não possui serviço de coleta de lixo, o qual está presente cotidianamente nas ruas, nas vias públicas, nas margens dos córregos e em todos os locais da cidade, colocando em risco a vida de mais de 100 mil habitantes. “A cidade está situada na fronteira de Goiás e não tem coleta de lixo, o qual vai se acumulando ao longo das vias, nas ruas, nas margens dos córregos e contaminando todo o lugar”, afirma Letícia Montandon, diretora do Sinpro-DF.
Ela conta que o problema afeta as cinco escolas rurais da região. A escola do campo, por sua vez, está atuando no problema de forma interdisciplinar, envolvendo os estudantes em um projeto de reversão do problema, de recuperação dos córregos contaminados e de reflorestamento das áreas desmatadas de cerrado. A proposta da CRE é um trabalho que mostra a relação entre o modo de produção e a crise hídrica, agroecológica e povos do campo.
O trabalho, que envolve também a comunidade do Gama e Ponte Alta, esclarece o uso inapropriado dos recursos da natureza e da produção exorbitante de lixo e seu descarte sem critérios que polui a natureza e os rios, provocando o fim de muitos minerais, como o da água. A prova de que o recursos minerais estão acabando está evidente no Centro de Ensino Fundamental Ponte Alta Norte (CEF PAN), cujo abastecimento está suspenso há mais de um ano. A escola recebe água de caminhões-pipa porque o rio que passa perto, de onde a água era retirada, está poluído e totalmente envenenado para sempre.
“Ademais, esse é o papel da escola do campo. Ela tem de se inserir na comunidade em que ela está localizada  e transformar. Não é só estar ali, de paisagem. Ela tem de fazer uma transformação. Vejo que o pessoal das escolas do campo está buscando parceria e pretendem buscar outras escolas parar formar uma comissão”, comenta Letícia. Ela informa que o representante das escolas do campo se comprometeu a reunir as demais escolas para tentar encaminhar o projeto. E ficou de enviar um ofício ao Sinpro-DF para pedir apoio na produção de panfletos que esclareçam a situação, mostrem as dificuldades e apontem as soluções para o problema da poluição, do lixo e da contaminação da água.
A EC Córrego Barreiro também apresentou, de forma breve, seu projeto de recuperação da mata ciliar do córrego Barreiro, que conta com a produção de mudas e o envolvimento da EAPE porque a mata ciliar está totalmente destruída. Assim, a escola é envolvida nessa atividade, além do minhocário e outros projetos ecológicos. Dentre as deliberações, a diretoria da EC Córrego Barreiro ficou de encaminhar ofícios às instituições públicas para agilizar as soluções.Também foi definido que o problema imediato será resolvido com o envio de três caminhões-pipa e da construção de novo poço artesiano, caso a poluição não tenha atingido o lençol freático. Os deputados se comprometeram a fazer emendas para ajudar na solução definitiva. Roure criticou a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) por não ter apoiado as emendas parlamentares elaboradas em parceria com o Sinpro-DF que visavam a assegurar recursos financeiros para a educação.
“Parece que a SEEDF lavou as mãos e afirmou que todos, Poderes Executivo e Legislativo, sindicato e categoria tinham de estar juntos para resolver problemas desse tipo porque não adianta o deputado ficar lá na CLDF sozinho tentando fazer emenda se não tem esse apoio e a repercusão. Criticou também própria CLDF que rejeitou as emendas parlamentares à Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2018, do Sinpro-DF, que asseguravam os recursos financeiros para a Meta 20, do Plano Distrital da Educação (PDE), que prevê reformas e construções de escolas; a Meta 8, que prevê investimentos e ampliação das escolas do campo.
Além da equipe da diretoria e professores/as da escola, participaram outros membros comunidade escolar; o Sinpro-DF; o diretor da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Gama  do Gama; um representante da CRE/Gerência Regional de Educação Básica-GREB responsável pelas escolas do campo, Vinícius Campos; os deputados distritais Wasny de Roure (PT) e Reginaldo Veras (PDT), da Comissão de Educação da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF); Carlito Soares da Caesb; para resolver de uma vez por todas o problema do fornecimento de água da escola.
Confira fotos da reunião:

Sinpro participa de Ciclo de Palestras da CRE Santa Maria sobre a questão da mulher

Palestra CRE Santa Maria: Valorização da mulher: projetos, trabalho e vida!

Mais de 50 professores/as da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Santa Maria que estavam em coordenação nessa terça-feira (5) participaram da palestra “Valorização da mulher: projetos, trabalho e vida!”, realizada pela própria CRE em parceria com o Sinpro-DF. A atividade foi realizada nos turnos de coordenação e, em cada turno, cerca de 30 professores/as assistiram à palestra.
A atividade contou com a participação das professoras Gina Vieira Ponte, com o Projeto Mulheres Inspiradoras; Dhara  Cristiane, que falou sobre a questão de gênero e os LGBT; e Goretti Cunha, diretora da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras.
“Foi um evento maravilhoso. As pessoas se emocionaram com o depoimento da Gina, que elaborou pôs em prática numa escola de Ceilândia o premiado Projeto Mulheres Inspiradoras, sobre o combate à violência contra a mulher. Ela fez questão de destacar a importância do Sinpro-DF na materialização do livro sobre o projeto e na divulgação do seu trabalho”, disse Goretti.
A sindicalista também palestrou sobre a mulher no mercado de trabalho e a valorização da atuação do homem na execução das tarefas domésticas. A professora  Dhara, por sua vez, falou sobre a questão de gênero. Os/as professores/as que participaram reivindicaram a realização de mais seminários e palestras com temáticas semelhantes, “o que nos estimula a elaborar novas atividades desse tipo”, diz a diretora.
Os/as participantes pediram também, à Gina, para ir às escolas levando o Mulheres Inspiradoras a fim de que o modelo seja adaptado e divulgado na comunidade escolar e, até mesmo adotado nas instituições de Santa Maria.
Confira algumas fotos do evento.

 

Festival Interescolar de Música do Paranoá e Itapoã está com inscrições abertas


Atenção, músicos das escolas públicas do Paranoá e Itapoã. O Festival Interescolar de Música do Paranoá e Itapoã – FIMPI está com inscrições abertas até o dia 31 de agosto.
De acordo com a organização, as inscrições são gratuitas e poderão ser feitas por intermédio dos gestores escolares das unidades de ensino – que deverão encaminhar à CRE Paranoá as fichas e autorizações preenchidas pelos responsáveis, no caso de menores de idade.
Quem se inscrever deve entregar junto um pendrive com a música concorrente em vídeo (formato MP4).
A música deverá ser autoral, inédita e pode ser qualquer estilo. Os jurados irão avaliar a melodia, ritmo, harmonia, afinação, originalidade do tema e envolvimento da platéia. Os três primeiros lugares receberão premiação de R$ 1.500,00; R$ 1.000,00 e R$500,00, respectivamente.
O evento está sendo organizado pela CRE Paranoá e Itapoã e se destina aos estudantes da rede pública daquela região (anos finais, EJA e ensino médio). A final será na quadra da Administração do Paranoá, no dia 13 de setembro, às 19h – após o Circuito de Ciências.

Lei da Mordaça é rechaçada em protesto no CEF 201 de Santa Maria

Na última semana, o deputado Rodrigo Delmasso (Podemos) esteve no CEF 201 de Santa Maria, para uma audiência pública. A comunidade escolar aproveitou a oportunidade para protestar, pois há poucos dias o deputado articulou por tirar da gaveta o Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PELO) n° 38 / 2016, conhecido como projeto da Escola Sem Partido, que após pressão do Sinpro, comunidade escolar e movimentos sociais, foi tirada da pauta de votações no plenário da CLDF.
Munidos de cartazes, faixas e palavras de ordem, os manifestantes deixaram claro o repúdio contra um projeto autoritário que ataca a democracia, a liberdade de expressão e afeta a formação e senso crítico dos estudantes.
Mesmo com o recesso atual da Câmara Legislativa do DF, o Sinpro permanece atento e monitora todas as ações e ameaças que atacam e inviabilizam a educação pública de qualidade para a sociedade do DF.


 

Vem aí o 14º Arraiá do Sinpro

A Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro realiza, no dia 12 de agosto, a partir das 17h, o 14º Arraiá do sindicato. Nesta data os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e seus familiares poderão participar de uma animada festa na Chácara do Professor (Brazlândia), com direito a muitas comidas típicas e muita música em um ambiente animado e festivo. A tradicional festa é oferecida todos os anos pelo Sinpro e já faz parte do calendário festivo da categoria. “O objetivo é reunir a categoria em uma festa bastante animada, com intuito de buscar um momento de confraternização. Apesar do congraçamento, não podemos esquecer nossas bandeiras de luta, em especial este momento que estamos sendo constantemente atacados com a tentativa de retirada de nossos direitos”, argumenta a diretora Thaís Romanelli.
Este ano a atração principal será da dupla sertaneja Zé Mulato & Cassiano, mas a categoria ainda aproveitará o forró do grupo Zabumbazul e da quadrilha Associação Cultural Paixão Cangaço (ACPC). Como já é tradição nas festas juninas do sindicato, haverá o resgate das tradições nordestinas. Portanto, vai ter apresentação de catira, quadrilha, dançarinos, a grande fogueira e a criançada vai se divertir com brincadeiras típicas (oficinas, brincadeiras lúdicas, pau de sebo, touro mecânico, dentre outras).
Agende-se e participe desta grande e animada festa!

Caesb corta água da EC Córrego Barreiro e prejudica 144 crianças. Problema se arrasta há 20 anos

As 144 crianças que estudam na Escola Classe Córrego Barreiro, uma escola do campo, localizada na área rural da Ponte Alta do Gama, estão com o aprendizado prejudicado por causa da falta de água. A Caesb cortou o fornecimento no dia 26 de junho. Uma planilha da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Gama dá conta de que a interrupção do provimento irá durar pelo menos até agosto..
O problema se repete há 20 anos, várias vezes no ano, e o Governo do Distrito Federal (GDF) até hoje não encontrou uma solução definitiva. Em reunião convocada pela diretoria da escola, e realizada no dia 1º de julho, com a participação do Sinpro-DF, de um representante do presidente da Comissão de Educação da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wasny de Roure (PT), e da comunidade escolar, a diretoria denunciou o caso e disse que essa situação se arrasta há mais de duas décadas e afeta, severamente, também, o Centro de Ensino Fundamental Ponte Alta Norte (CEF PAN).
“Todo ano é esse transtorno: a escola classe fica sem água no mínimo duas vezes no ano, recebendo água de um caminhão-pipa, e a Caesb alega que o motivo é a inadequação do produto para o consumo porque a água está turva”, informa Letícia Montandon, da Secretaria de Raça e Sexualidade do sindicato. Este ano, segundo denúncia feita durante a reunião, até a água do caminhão-pipa não é confiável. A água do caminhão parece ser turva também. Três crianças tiveram diarreia e a comunidade suspeita que é decorrente da água advinda do caminhão-pipa.
Marly Froes, diretora da Escola Classe Córrego Barreiro, disse que, este ano, a Caesb interrompeu o fornecimento da água sem avisar e que, ao entrar em contato com a Companhia, soube que o motivo era o de sempre: a turbidez da água. Porém, a Caesb não explica o motivo do problema e o GDF, por sua vez, também não apresenta nenhuma solução definitiva. Enquanto isso, a escola enfrenta o transtorno da falta de água que afeta tudo, desde a higiene do ambiente até o saciar da sede das pessoas.
A falta de água interfere severamente na produção do lanche. “Sem a água, não há limpeza nos banheiros, as pessoas ficam com sede e não tem como fazer a comida. As crianças precisam dessa refeição. A comunidade é rural, extremamente pobre, e, por ser uma escola do campo, muitas crianças vão para a instituição na expectativa de contar com esse lanche. Neste mês, teve dia em que as crianças comeram só biscoito por causa da completa falta de condições de produzir a comida, de se fazer um suco. Nem sequer puderam beber água”, denuncia Letícia Montandon.
É por isso que a diretoria da escola, juntamente com os/as professores/as e orientadores/as educacionais da escola, convocou a reunião no sábado (1º/7). A proposta é iniciar uma movimentação para resolver definitivamente o problema da água na escola classe e no CEF PAN, o qual enfrenta a mesma situação e, há 4 anos vem recebendo água do caminhão-pipa semanalmente.
Na reunião de 1º de julho, foram traçadas algumas estratégias para resolver o problema definitivamente. Uma delas será uma reunião, prevista para ocorrer nesta quarta-feira  (5), na própria escola, com os pais, a Caesb, a Coordenação Regional de Ensino (CRE), a Administração de Ponte Alta, a CEB, a comunidade escolar e o Sinpro-DF para deliberar sobre uma solução imediata. A comunidade quer saber quando a água será reativada, se permanecerá ativada após ser reativada, e por que, volta e meia, ela está turva e precisa ser desligada.
Também foi deliberado que, em agosto, será formada uma representação com participação dos pais para apresentar o problema da água à Comissão de Educação da CLDF. A denúncia será feita em agosto porque a CLDF está de recesso parlamentar. O desespero da comunidade escolar tem respaldo na planilha de recebimento de água de julho a agosto, cuja previsão é de que o corte da água irá se estender por muito tempo. Com medo de que isso se arraste por muito tempo, a comunidade escolar não quer esperar mais até porque isso tem acontecido insistentemente, todo ano e por mais de duas décadas.
Eles querem uma solução o mais rápido possível. Pais, professores e até pessoas da comunidade decidiram denunciar a situação à Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e têm ligado para o número 156 a fim de denuncia, diariamente, a situação.
“A gente vê uma cobrança muito grande da Proeduc com relação aos professores, principalmente nessa questão da reposição, mas agora a gente quer também esse contrário de o MPDFT auxiliar no sentido de garantir que essas crianças tenham aula com qualidade porque a água é um patrimônio público, um direito humano e um bem essencial para a escola funcionar perfeitamente”, critica Letícia.
Fotos: Arquivo Sinpro-DF/Joelma Bomfim

Seminário aborda os 3 anos do Plano Nacional de Educação

Os três anos do Plano Nacional de Educação (PNE) será tema de um seminário nacional. Sob a promoção da Frente Parlamentar em Defesa da Implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) e a Frente Parlamentar da Educação e a Subcomissão de Acompanhamento do PNE, o seminário III anos do Plano Nacional de Educação será realizado nesta quarta-feira (5), no Auditório Nereu Ramos, Anexo III da Câmara dos Deputados.
O Plano Nacional de Educação estabelece diretrizes, metas e estratégias para a educação brasileira a partir da primeira infância até a entrada na universidade, por um período de 10 anos. O PNE foi construído a partir de uma ampla participação social. Foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela então presidenta Dilma Rousseff, em julho 2014. A ideia do seminário é marcar os três anos da vigência do Plano e avaliar o que foi feito pelo poder público neste período, além de projetar os desafios dos próximos sete anos.
Ao longo de todo o dia serão realizadas três grandes mesas de debates: “O PNE e o Sistema Nacional de Educação”, “Financiamento da Educação, 10% do PIB e a Emenda Constitucional 95” e “PNE e a valorização dos profissionais da educação”.
 
Veja a programação do seminário:
9h – Mesa de Abertura
– Mendonça Filho – Ministro de Estado da Educação ( a confirmar)
– Deputado Caio Narcio – Presidente da Comissão de Educação
– Deputado Pedro Uczai – Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Implementação do PNE
– Deputado Alex Canziani – Presidente da Frente Parlamentar da Educação
– Senadora Lúcia Vânia – Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal
 
10h30min – Mesa I – O PNE e o Sistema Nacional de Educação
– Heleno Araújo Filho – Fórum Nacional Popular de Educação – FNPE
– Márcia Ângela da Silva Aguiar – Conselho Nacional de Educação – CNE
– Daniel Cara – Coordenador-Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
– Antônio Eugênio Cunha – Presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares – FENEP
 
11h30 – 12h – Debates
 
13h – Lançamento do Livro “Plano Nacional de Educação: olhares sobre o andamento das metas”.
 
13h15 – Mesa II – O Financiamento da Educação e a Emenda Constitucional 95
– Antônio Idilvan de Lima Alencar – Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação – CONSED
– Aléssio Costa Lima – Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME
– Andréa Gouveia – Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPED
– João Ferreira de Oliveira
Presidente da Associação Nacional de Política e Administração da Educação – ANPAE
 
14h30 – 15h – Debates
 
15h – Mesa III – O PNE e a valorização dos profissionais da Educação
– Malvina Tuttman – Conselho Nacional de Educação – CNE (Presidente da Comissão Bicameral de formação inicial e continuada de professores)
– Gilmar Soares Ferreira – Secretário de Assuntos Educacionais CNTE
– Gilson Luiz Reis – Coordenador-Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino – CONTEE
– Eduardo Rolim de Oliveira – Presidente da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico – PROIFES
 
16h30 – 17h – Debates
 
17h – Encerramento
Deputado Pedro Uczai

Categoria mostra força e unidade em mais um ato contra a retirada de direitos da classe trabalhadora

A união e a mobilização dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais nos momentos mais difíceis sempre foram históricas. Diante da onda de retrocessos e da retirada de direitos vindas do governo de Michel Temer, a resposta não poderia ser outra: a luta. Foi com este sentimento que a categoria compareceu em peso ao ato em defesa da educação realizado durante a manhã desta sexta-feira (30), em Taguatinga. A atividade, promovida pelos(as) professores(as), fez parte do dia de luta da classe trabalhadora e contou com trabalhadores do comércio, dos bancos e de outros segmentos.

Durante o ato várias representações sindicais e dos trabalhadores marcaram presença, mostrando a total insatisfação contra as reformas trabalhista e previdenciária. Praticamente todos os municípios brasileiros realizaram atos de protesto, onde os trabalhadores e a população em geral foram às ruas mostrar toda a indignação com os retrocessos promovidos por Michel Temer.
Em todas as falas e nos discursos vistos pelos quatro cantos do país o tom era o mesmo: a exigência com que o governo recue na intenção de retirar direitos trabalhistas e previdenciários do trabalhador brasileiro. Esta foi a segunda greve geral dos trabalhadores e no caso dos professores, a terceira, uma vez que além do dia 28 de abril e a desta sexta-feira (30), tivemos a Greve Nacional da Educação realizada em 15 de março. “Os professores, uma das categorias mais prejudicadas com a reforma previdenciária (aumento de até 10 anos para se aposentar), têm participado ativamente de todas as atividades. Aqui no Distrito Federal nós sempre tivemos uma participação maciça da categoria e no ato de hoje e não seria diferente. Isto mostra toda a garra e união da nossa categoria”, ressalta o diretor do Sinpro Cláudio Antunes.
Para o secretário geral da CUT Brasília Rodrigo Rodrigues, a Greve Geral demonstra a capacidade de organização dos trabalhadores contra a retirada de direitos. “A greve foi um sucesso em todo o Brasil, com muita adesão dos trabalhadores à paralisação. Aqui em Brasília repetimos o sucesso visto no dia 28 de abril e conseguimos fazer com que a cidade parasse novamente. Isto mostra a capacidade de organização dos trabalhadores para demonstrar a insatisfação com as reformas que estão retirando os direitos dos trabalhadores. Vamos manter a luta e a mobilização para barrar as reformas trabalhista e previdenciária”, conclui o dirigente sindical.

Morre o jornalista Paulo Nogueira, criador do 'Diário do Centro do Mundo'

Morreu na madrugada desta sexta-feira (30), aos 61 anos, em São Paulo, o jornalista Paulo Nogueira. Criador do site de notícias Diário do Centro do Mundo, o DCM, Paulo enfrentava há 10 meses um câncer. “Descansou”, diz seu irmão Kiko Nogueira, também jornalista do DCM. Paulo foi sempre muito respeitado, na imprensa independente e por colegas sérios da imprensa comercial, por seu rigor profissional.
Em nota, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirma que o jornalismo e a democracia brasileira perdem um grande lutador. “A morte de Paulo Nogueira, fundador e editor do Diário do Centro do Mundo, ocorre num momento triste da nossa história. Seu site tem sido uma trincheira de defesa do jornalismo honesto e uma peça importante da resistência democrática. Paulo foi um jornalista de grande força e perseverança. Um batalhador que acreditou na causa dos justos e na luta por um país menos desigual”, diz Dilma.
A RBA se solidariza com os amigos e familiares, lamentando essa grande perda para o jornalismo ético, sério, a serviço da verdade da luta democrática brasileira, presente em todo o seu trabalho. Leia texto de Kiko Nogueira, publicado no DCM.
Paulo Nogueira (1956-2017)
Paulo Nogueira morreu na noite de 29 de junho. Tinha 61 anos.
Estava com câncer. Depois de uma batalha de dez meses, finalmente descansou
Paulo está vivo.
Paulo está em seus filhos: meus sobrinhos Emir, Pedro, Camila e Fernando. Paulo está em minhas cunhadas Erika e Luísa.
Está nos seus irmãos Mari, Zé, Kika. Nos seus sobrinhos e sobrinhas. Na minha tia Maria Ely. Nos amigos, como Sergio Berezovsky, Caco de Paula, Bia Parreiras e aqueles que peço desculpas por não citar nesse momento.
Está em mim e em você.
Está em seu legado vasto e generoso, digno do nosso pai, o jornalista Emir Nogueira, a quem Paulo dedicou linhas e linhas de beleza e gratidão.
Ele fez de tudo no jornalismo. Foi repórter, editor, diretor de redação, superintendente. A maior parte da carreira na Editora Abril, outra parte na Editora Globo, os anos mais recentes neste Diário do Centro do Mundo.
Um dos maiores jornalistas do país, passou pela Veja, foi editor da Veja São Paulo, reinventou a Exame, lançou diversas outras publicações.
Deixou sua marca em cada uma delas. A vibração, a provocação, o apuro, a busca da excelência. Antecipou tendências, fez acontecer.
Nunca foi santo. Era duro. Era também de uma paciência infinita. Fez companheiros para a vida toda nas redações e revelou vários talentos. Fez inimigos, também, como todo grande homem.
“Sempre que você se desentender com alguém, lembre que em pouco tempo você e o outro estarão desaparecidos”, dizia, repetindo Marco Aurélio, o imperador romano, seu filósofo de cabeceira.
O DCM era seu projeto preferido. Ele falava do privilégio de poder exercer o ofício depois dos 50. Poderia ter tido uma aposentadoria tranquila, jogando tênis e pôquer às margens do Tâmisa.
Preferiu combater o bom combate, com a mesma paixão de sempre. Em 2012, quando começamos, comemorávamos quando conseguíamos alcançar 20 mil visualizações num dia. Ele de Londres, eu de São Paulo. Hoje são 500 mil.
O Paulo tinha uma visão e a perseguia com a mesma obstinação que tinha jogando futebol (um dia eu conto do gol mais bonito que ele fez. Um dia eu faço isso, quando não me doer desse jeito).
A utopia do Brasil escandinavo, um Brasil mais justo, foi a nossa bússola no DCM. Continuará sendo.
Uma vida intensa, um homem que fez tudo à sua maneira. Nasceu e morreu no mesmo quarto na casa dos nossos pais, no Jardim Previdência.
Como ele queria.
O Paulo vive. Obrigado, Fratello.
Aos amigos que quiserem prestar a última homenagem ao Paulo, seu corpo será velado no Cemitério Gethsêmani do Morumbi nesta sexta, 30, das 10h às 15h. Praça da Ressurreição, número 1.
Fonte: Revista Brasil Atual

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