Nota da CUT: Maior Marcha da história

200 mil em Brasília por Nenhum direito a menos! Fora Temer! Diretas já!

O eixo monumental de Brasília foi tomado por 200 mil manifestantes que protestaram de forma pacífica contra as reformas trabalhista e da Previdência exigindo a retirada imediata das propostas do Congresso, recusaram o “golpe dentro do golpe” com eleição indireta de presidente, defenderam que a palavra tem que ser dada ao povo soberano em eleições diretas já!
A participação da CUT, em unidade com todas as centrais, foi importante para o sucesso do Ocupa Brasília.
Mas, quando o início da Marcha chegou próximo ao Congresso Nacional, o Estado mostrou sua falta de preparo para receber uma manifestação democrática e a polícia, mais uma vez, agiu de forma repressora como sempre faz em atos de trabalhadores e trabalhadoras, que hoje, em Brasília, exerciam seu legítimo direito de manifestação. Milhares de mulheres, e homens, jovens e crianças foram recebidos com balas de borracha e gás lacrimogêneo.
Temer se aproveitou disso para invocar as Forças Armadas para a defesa da “ordem”, lembrando os piores momentos da ditadura militar.
A CUT e as demais centrais não vão esmorecer na luta em defesa dos direitos e da democracia, devendo reunir-se para discutir a continuidade da luta e, continuando a tramitar as reformas, adotar o chamado a uma nova greve geral maior do que paralisou o Brasil em 28 de abril.
A luta continua!
Nenhum direito a menos!
Fora Temer!
Diretas já!

Presidente ilegítimo baixa Ato do Poder Executivo e repete passos da ditadura militar

O presidente ilegítimo Michel Temer acabou de baixar um decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para a garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal. Temer agiu como os generais da ditadura militar, na segunda metade dos anos 1960, e baixou, na tarde desta quarta-feira (24), o Ato do Poder Executivo semelhante à série de Atos Institucionais, os quais aterrorizaram o Brasil por 20 anos e sustentaram o assassinato de sindicalistas, estudantes, intelectuais e qualquer outra pessoa que ousasse a defender seus direitos e o patrimônio público da Nação.
O Ato do Poder Executivo já está em vigor e foi instituído durante a marcha da classe trabalhadora, o #OcupaBrasilia, realizada nesta quarta-feira (24), contra as reformas em geral, sobretudo a da Previdência (que seria votada hoje) e a trabalhista. Em razão das denúncias de crimes contra o Estado brasileiro, no âmbito da Operação Patmos, uma ação da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), os mais de 200 mil manifestantes que marcharam na Esplanada dos Ministérios também exigiram a renúncia do presidente ilegítimo por envolvimento nesses crimes contra a Nação e defenderam a convocação de eleições diretas para os cargos federais. A Lava Jato é a origem da Operação Patmos.
Importante lembrar que, nos anos 1960 e 70, a Rede Globo já atuava na defesa da ditadura militar. Portanto, todo cuidado é pouco com a narrativa jornalística emitida por essa empresa de comunicação social. É importante também observar que o presidente ilegítimo Michel Temer e os políticos que corroboram a ação das Forças Armadas como forma de reprimir manifestações e oprimir opiniões contra as reformas que prejudicam o país e desmontam o Estado de direito, são todos denunciados na Operação Lava Jato por envolvimento em grandes esquemas de corrupção e desvios de dinheiro público para interesses privados.
Outro dado importante de recordar é que, em 1968, quando baixou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), depois de ter baixado os AI 1, 2, 3 e 4, que, reunidos, acabavam com a democracia, com o habeas corpus e outros direitos cidadãos, o governo militar também estava totalmente comprometido com reformas nefastas para o país, que destruíam a Nação, entregavam o patrimônio público brasileiro e eliminavam vários direitos trabalhistas e sociais, como, por exemplo, o direito da classe trabalhadora de se organizar em sindicatos. Por mais de 20 anos, os/as trabalhadores/as não puderam se organizar em seus instrumentos de luta: o sindicato.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF repudia a atitude do presidente ilegítimo e reafirma que, durante toda a ditadura militar, mesmo sem poder se reunir em sindicato, o movimento docente lutou diuturnamente e sem cessar contra a opressão, a repressão e a rapinagem dos grandes empresários brasileiros e do capital internacional no Brasil e no DF.
 

 
Confira, no link a seguir, fotos e vídeos do #OcupaBrasilia:
#OcupaBrasilia: acompanhe minuto a minuto
Veja fotos da manifestação:

#OcupaBrasilia supera previsão e reúne mais de 150 mil. PM chega com repressão

Crédito: G1
Momento em que a PM lança gás de pimenta sobre a marcha pacífica e organizada

O #OcupaBrasilia, nesta quarta-feira (24), lotou a Esplanada dos Ministérios. Três horas após o início da marcha, que saiu do Estádio Mané Garrincha às 11h, e muito antes da chegada de dezenas de caravanas que ainda estão chegando no Distrito Federal, o número de participantes já supera os 100 mil previstos.
Neste momento, mais de 150 mil pessoas protestam contra as reformas, sobretudo a da Previdência e a trabalhista, exigem eleições diretas gerais para os cargos federais imediatas. A Política Militar do Distrito Federal tentou, por várias vezes, impedir o povo, advindo de todo o país e convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais, de marchar pela Esplanada dos Ministérios, de acessar a Praça dos Três Poderes, local em que deverá ocorrer o ato público contra o governo ilegítimo e sua proposta de desmonte do Estado de direito.
Primeiramente, fechou o acesso dos caminhões de som das centrais sindicais participantes e impediu o povo de marchar na Esplanada dos Ministérios. Há pouco, ainda durante a marcha e mais de três horas antes do ato público previsto para ocorrer às 17h, a PM atacou o povo com gás de pimenta e outras substâncias de efeito moral, como bombas de gás lacrimogêneo.
Ao posicionar a PM de forma a impedir o livre acesso dos manifestantes à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos Três Poderes, locais projetados pelos construtores de Brasília com as dimensões físicas existentes justamente para servirem de espaço cívico e popular e ambiente para o livre exercício da democracia, o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) acrescenta à sua política de choque de gestão e desmonte dos serviços públicos do DF uma atitude fascista que não aceita críticas e se posiciona intolerante com quem realmente paga as contas do país: o povo.
O #OcupaBrasilia foi planejado para ocorrer nesta quarta-feira porque estava prevista para o dia 24 de maio a primeira votação da reforma da Previdência no Plenário da Câmara dos Deputados. A segunda votação, que encerraria a tramitação da reforma na Câmara, estava prevista para ocorrer no dia 30 de maio.
Contudo, na tarde dessa terça-feira (22), o presidente da Câmara dos Deputados adiou mais uma vez votação para a primeira semana de junho. A crise política instalada no Palácio do Planalto, com a maioria dos ministros envolvida nos escândalos e denunciada pela Operação Lava Jato e, no Congresso Nacional, dezenas de deputados e senadores também denunciados pela mesma operação.
A pressão popular e a mobilização cada vez maior da classe trabalhadora têm adiado a votação, no Congresso Nacional, do desmonte da Seguridade Social e da Previdência públicas e, com isso, prorroga o projeto do sistema financeiro e dos proprietários de empresas de previdência privada e adia a transformação do direito à aposentadoria dos brasileiros em mercadoria do sistema financeiro.
Importante lembrar que, desde que o governo ilegítimo de Michel Temer apresentou o texto da reforma da Previdência, banqueiros e proprietários de empresas estrangeiras de previdência privada enviaram lobistas para o Brasil para executar levantamentos e mapeamentos do potencial de exploração e como irão vender planos de previdência privada para os brasileiros após a aprovação da reforma.
Estudos realizados pela Anfip e por economistas, sociólogos e outros estudiosos de várias universidades públicas têm denunciado a reforma da Previdência e afirmado que esse projeto do governo significa o desmonte da Seguridade Social pública como existe hoje no país e o fim do direito social à aposentadoria, assegurado na Constituição de 1988 após décadas de luta da classe trabalhadora por justiça trabalhista e social.
Confira fotos do Facebook da CUT Brasil:

 

Aviso sobre alteração no ato #OcupaBrasilia

A coordenação nacional do ato #OcupaBrasilia resolveu já iniciar a marcha rumo ao Congresso Nacional. Portanto, o ato em frente ao Congresso terá início por volta das 14 horas.
Os horários de saída dos ônibus disponibilizados pelo Sinpro estão mantidos. Porém, o destino será alterado. Os ônibus irão parar o mais próximo possível da rodoviária e o horário de retorno deve ser combinado com o motorista de cada veículo.
Os professores que irão de carro próprio devem procurar estacionamentos próximos da rodoviária ou dos anexos dos ministérios. A Esplanada estará fechada. Quem puder, já pode se dirigir para o local, onde milhares de trabalhadores (as) já estão por lá.
O ato é nacional. Na Esplanada, procure ficarem próximos do carro de som com as bandeiras da CUT e da CNTE. Esta será a referência do novo ponto de encontro.

Sinpro-DF convoca aposentados de 2016 e 2017 para reunião no dia 25/5

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca todas/os as/os professoras/es aposentadas/os de 2016 e de 2017 para reunião na sede  do sindicato, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), no dia 25 de maio, às 9h30. A pauta é sobre o pagamento das licenças-prêmio em pecúnia.
Serviço:
O quê:  Reunião com aposentadas/os de 2016 e 2017
Data:25 de maio
Hora: 9h30
Local: Sede do Sinpro-DF, no SIG

Maia marca votação da contrarreforma da Previdência para junho. Hora de intensificar o #OcupaBrasilia

Após cinco dias de ausência da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), compareceu ontem no final da tarde para anunciar que, mesmo com a crise envolvendo o interino Temer, colocará em discussão e votação a contrarreforma da Previdência (PEC 287/16), entre os dias 5 e 12 de junho.
Daí a importância de os/as professores/as comparecerem em massa à atividade desta quarta-feira – o #OcupaBrasilia, ato nacional que acontece nesta hoje, 24 de maio, contra a ilegítima reforma da Previdência.
É inaceitável que, em quadro político/policial como o de agora, inclusive com Rodrigo Maia envolvido em corrupção passiva e lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Federal, o presidente da Câmara queira dar sequência a medidas que retiram direitos dos/das trabalhadores/as.
A diretoria colegiada do Sinpro reforça a necessidade da presença de todos e de todas à manifestação de hoje.
Programação – 24 de Maio
#OcupaBrasilia: Ato contra a reforma da Previdência
11h – Concentração (em frente ao Estádio Mané Garrincha)
14h – Marcha
16h30 – Ato público em frente ao Congresso Nacional

GDF não intimida professores. #OcupaBrasilia será nesta quarta (24)

O governo Rollemberg (PSB) partiu para cima da categoria com uma decisão autoritária ao ameaçar – mesmo que nas entrelinhas – cortar as horas não trabalhadas de professores/as que aderirem ao #OcupaBrasilia, um ato nacional contra a reforma da Previdência, que acontece nesta quarta-feira, 24 de maio.
Na verdade, Rollemberg está sendo coerente, agindo de acordo com seu ideário neoliberal. Ano passado apoiou o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e, agora, apoia as reformas encaminhadas pelo ilegítimo Temer. Isto é, o governador reafirma seu alinhamento político com os retrocessos do governo federal e com a agenda de retirada de direitos dos trabalhadores.
Compete a nós, trabalhadores/as, professores/as, fazer o mesmo. Ou seja, agir de acordo com nosso papel, não se curvando a essas iniciativas de Rollemberg e muito menos a essas propostas que retiram direitos.
Compete à categoria participar ativamente do ato público com compactação de horário, sem medo. O direito de greve e de manifestação é garantido pela Constituição Federal.
Neste 24 de maio, milhares de trabalhadores/as de todo o país irão se encontrar na capital federal para dizer não  à reforma da Previdência. E os/as professores/professoras do DF também estarão protestando.
Programação – 24 de Maio
#OcupaBrasilia: Ato contra a reforma da Previdência
11h – Concentração (em frente ao Estádio Mané Garrincha)
14h – Marcha
16h30 – Ato público em frente ao Congresso Nacional
Leia também
>>> Professores marcham contra reforma da Previdência na quarta
>>> Horários e locais dos ônibus para o ato público desta quarta (24)

A reposição das aulas é o tema do TV Sinpro na TV Comunitária desta terça (23)

A reposição das aulas é o destaque do programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (16). Para tirar as dúvidas e debater o tema foi convidado o professor Cláudio Antunes, Coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro.
O programa TV Sinpro na TV Comunitária vai ao ar, ao vivo, todas as terças, às 17 horas, no Canal 12 da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira programação a seguir). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.
Programação:
Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

3º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação começa nesta sexta (26)

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) realiza, entre os dias 26 e 28 de maio, no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), o 3º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação. Diante do avanço do conservadorismo no Brasil, neste encontro, o FNDC reforça o debate sobre a necessidade da democratização da mídia e denuncia o papel da mídia no avanço da pauta conservadora e no discurso do ódio.
A abertura do encontro ocorrerá nesta sexta-feira (26), às 19h, no Centro Cultural da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), com um ato público em defesa da liberdade de expressão e da democracia.
No sábado (27), a conferência de abertura terá como tema a “Internet, liberdade de expressão e privacidade” e ocorrerá no Anfiteatro 9, no ICC Sul. Após a conferência, haverá uma pausa para o almoço e, a partir das 14h, adentrando pela noite, haverá painéis temáticos, reuniões e atividades autoconvocadas.
No domingo (28), a partir das 9h, será realizada a conferência de encerramento com o título “Meios de comunicação, regulação e democracia”, no Anfiteatro 9 (ICC Sul). Às 11h, está previsto o início da abertura da 20ª Plenária Nacional do FNDC e aprovação da Carta de Brasília e, a partir das 13h30, seção de deliberações da 20ª Plenária Nacional do FNDC, ambos no Anfiteatro 9. Às 15h, encerramento.
O FNDC congrega entidades da sociedade civil e foi criado para enfrentar os problemas da área de comunicação social no país. Mais de 500 organizações são filiadas ao FNDC, dentre elas associações, sindicatos, movimentos sociais, instituições não-governamentais e coletivos que se articulam para denunciar e combater a grave concentração econômica da mídia no país, a ausência de pluralidade política e de diversidade social e cultural nas fontes de informação, os obstáculos à consolidação de uma comunicação pública e cidadã e as inúmeras violações à liberdade de expressão.
Na avaliação da entidade, em tempos de avanço do conservadorismo e de ruptura democrática no Brasil, as violações à liberdade de expressão têm se multiplicado, com a repressão de protestos e manifestações em defesa de direitos sociais, censura privada ou judicial de conteúdos na internet e nos meios de comunicação, violência contra comunicadores, etc.
Confira aqui todas as informações sobre o 3º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação

Governo não divulgou ainda calendário de pagamento da pecúnia da licença-prêmio

O prazo estipulado no acordo de fim de greve para o início do pagamento das pecúnias das licenças-prêmios dos/as professores/as e orientadores/as educacionais de 2016 é julho, no entanto, até agora o Governo do Distrito Federal (GDF) não apresentou nenhuma proposta de cronograma.
No acordo de fim de greve, o governo Rollemberg assegurou que irá disponibilizar R$ 100 milhões para pagar as pecúnias das licenças-prêmio dos/as aposentados/as de 2016 de todas as categorias do funcionalismo do DF. Segundo o acordo, esse pagamento deverá ocorrer entre julho e dezembro de 2017. A diretoria colegiada do Sinpro-DF tem solicitado, insistentemente, uma reunião com o governo para tratar desse assunto, afinal, quase 900 aposentados/as de 2016 terão direito à pecúnia da licença-prêmio.
No entendimento das lideranças sindicais, esse pagamento está confuso. É que o valor disponibilizado pelo governo Rollemberg não irá quitar o valor devido, uma vez que, só aos/às aposentados/as de 2016 da Educação, o GDF deve mais de R$ 70 milhões, ou seja, mais da metade do valor disponibilizado para todo o funcionalismo público distrital.
Os/as dirigentes sindicais entendem a angústia dos/as professores /as e orientadores/as educacionais aposentados/as no ano passado e avalia que eles e elas estão sendo lesados duplamente: uma vez por não ter desfrutado do direito à licença-prêmio e, agora, porque o governo não cumpre a lei e não os/as paga.
A preocupação da diretoria aumenta ainda mais porque este ano, 672 aposentadorias de professores/as e orientadores/as educacionais já foram publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e praticamente todos/as têm direito à pecúnia.

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