Escolas reclamam da alimentação fornecida pelo GDF aos estudantes
Jornalista: Luis Ricardo
Ao longo da semana, a diretoria colegiada do Sinpro recebeu diversas reclamações de escolas públicas sobre a qualidade e quantidade de lanche fornecido pelo Governo do Distrito Federal aos estudantes da rede pública de ensino. Segundo as reclamações, o GDF está fragilizando a merenda escolar, já que tem servido meia maçã, um prato raso de pipoca e um copo de suco. Devido à quantidade de merenda, muitos alunos tentam repetir e são impedidos.
O sindicato entrou em contato com a Secretaria de Educação do DF e cobrou um posicionamento sobre o problema, uma vez que o governo possui os recursos necessários para fornecer uma boa merenda escolar aos alunos. O Sinpro também conversou com membros do Conselho de Alimentação para que a instituição possa apurar as denúncias. Entre suas funções, o Conselho visita as escolas averiguando os depósitos, a acomodação dos alimentos, os prazos de validade, verifica como está sendo feita a alimentação, vê quais produtos estão faltando, a higienização dos alimentos e se a quantidade é suficiente para a demanda.
O Sinpro condena a atitude do governo, que tem destinado às escolas um cardápio de pobre valor nutricional e quantidade insuficiente. A diretoria lembra que uma alimentação adequada garante o bom desempenho dos estudantes durante as aulas, além de ser de grande importância no processo de assimilação do conteúdo e do aprendizado.
A Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro informa que estão abertas as inscrições para a Clínica do Trabalho, na sede do Sindicato (Setor Gráfico – Plano Piloto). Este espaço de escuta psicológica em grupo acontece desde 2009, com o intuito de acolher professores e professoras que estão em sofrimento por causas relacionadas ao trabalho.
Além da possibilidade de reflexão ética, o grupo permite que se pense nas condições de trabalho, na crise do coletivo e trabalha na ideia da diminuição da sensação de desamparo. A Clínica terá início no dia 1º de junho e oferece atendimento para 45 professores sindicalizados, às quintas-feiras, assim distribuídos:
Clínica da Patologia: destina-se a atender professores em sofrimento psíquico afastados do trabalho. Tem como foco o resgate do sentido do trabalho de forma a possibilitar o sujeito reconstruir a história do adoecimento e/ou de violência a que foi exposto.
Horário: 9h às 10h30 e das 14h às 15h30
Clínica da Inclusão: destina-se a atender professores em processo de readaptação ou readaptados, com o objetivo de compreender os efeitos subjetivos e a busca de simbolizações decorrentes da reinserção e integração social no contexto de trabalho.
Horário: 10h30 às 12h
Mais informações sobre datas, horários e etc, podem ser obtidas pelo telefone 3343-4212.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com a professora Gicia, ex-diretora do sindicato, e seus familiares em razão do falecimento de Thomaz de Aquino Falcão. Marido de Gicia, Thomaz faleceu na noite dessa terça-feira (30) e foi sepultado no fim da tarde desta quarta-feira (31), no Campo da Esperança.
Sinpro-DF se reúne com aposentados/as e define agenda de luta para 2017
Jornalista: Maria Carla
Quase 200 professores/as e orientadores/as educacionais aposentados/as participaram, nesta terça-feira (30), no teatro do Centro Cultural do Taguaparque, em Taguatinga Norte, de uma reunião ampliada em que discutiram a agenda de 2017.
Após os informes gerais, foi apresentado um planejamento da Secretaria para Assuntos dos Aposentados para este ano. Realizaram-se também as inscrições para os cursos de Informática e Formação Sindical e para as Oficinas de Hortas em Pequenos Espaços e Ervas Aromáticas.
Também foi realizada uma análise de conjuntura com palestra de Jacy Afonso, dirigente do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, sobre a reforma da Previdência e a importância da luta da classe trabalhadora em defesa da manutenção dos direitos.
Carlos Augusto Sultanum Cordeiro, especialista em finanças, palestrou sobre educação financeira. A coordenadora da Secretaria para Assuntos dos Aposentados, Sílvia Canabrava, esclareceu que esta reunião, geralmente realizada no início do ano letivo, teve de ser prorrogada para o mês de maio em razão da greve geral da educação, da qual o Sinpro-DF participou ativamente.
Ela destacou também a importância da participação dos/as professores/as e orientadores/as educacionais aposentados/as em todas as atividades do sindicato e em todas as lutas da categoria. “Somente com a participação de todos e todas teremos vitórias asseguradas. Um exemplo disso é a cobrança do pagamento da pecúnia da licença-prêmio: apenas com unidade e participação conseguiremos fazer o governo pagar o que nos deve”, afirma Sílvia.
Confira as imagens da reunião:
(Crédito: Deva Garcia e Ecom)
GDF não define critérios sobre o pagamento da pecúnia da licença-prêmio
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que ainda não foi materializado um acordo sobre os critérios que serão adotados para pagamento das pecúnias da licença-prêmio dos/as professores/as e orientadores/as educacionais aposentados/as em 2016. O Governo do Distrito Federal (GDF) se comprometeu a marcar nova reunião em data ainda a ser confirmada.
A diretoria do sindicato comunica que, apesar de não ter tido nenhum retorno do governo sobre o calendário de pagamento do benefício nesta terça, a reunião com os/as aposentados/as de 2016 e de 2017, prevista para esta quinta-feira (1º de junho), está mantida e ocorrerá às 9h30, na sede do Sinpro-DF, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG).
Vale lembrar que dos 1.177 professores/as e orientadores/as educacionais aposentados/as em 2016, 869 têm direito à pecúnia da licença-prêmio. A diretoria lembra que o número de aposentados/as só vem aumentando e que a Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) já publicou no Diário Oficial do DF (DODF), entre janeiro e maio, 672 aposentadorias.
Reunião do Sinpro-DF com GDF sobre pecúnia da licença-prêmio foi adiada para esta terça (30)
Jornalista: Maria Carla
A pedido do Governo do Distrito Federal (GDF), a reunião de negociação com a diretoria do Sinpro-DF, a Secretaria de Fazenda e a Casa Civil sobre a definição do calendário sobre o pagamento da pecúnia da licença-prêmio agendada para ocorrer nesta segunda-feira (29), foi adiada para esta terça-feira (30), à tarde.
A pauta do encontro permanece e será sobre o calendário de pagamento da pecúnia da licença-prêmio dos/as aposentados/as de 2016, que, segundo proposta do próprio governo Rollemberg, durante o acordo de greve, começará a ser pago a partir de julho e prossegue até dezembro de 2017.
Na ocasião, o GDF informou que iria pôr à disposição de todo o funcionalismo do DF R$ 100 milhões para pagamento desse benefício. A diretoria do Sinpro-DF informa que somente para a categoria docente o governo deve mais de R$ 70 milhões. Daí a necessidade de se reunir com o governo para conhecer o plano de execução desse pagamento e negociar, uma vez que os R$ 100 milhões serão insuficientes para a quitação de toda a dívida com os/as servidores.
Lembra ainda que, além dos mais de 800 professores/as e orientadores/as educacionais aposentados/as em 2016 que têm direito à pecúnia, o GDF já está devendo o benefício a mais de 600 aposentados/as do magistério público aposentados/as em 2017.
Sinpro convoca aposentados para reunião nesta terça-feira, 30
Jornalista: sindicato
Os/as professores/as e orientadores/as educacionais aposentados/as têm um encontro marcado nesta terça-feira, dia 30 de maio. A reunião, convocada pela secretaria para Assuntos dos Aposentados do Sinpro, será às 9h30, no Teatro do Centro Cultural do Taguaparque (Taguatinga Norte/Pistão Norte).
A pauta abordará diversos temas, como análise de conjuntura (reforma da Previdência), planejamento das atividades para 2017, inscrições para os cursos de informática, formação sindical, oficinas de hortas em pequenos espaços, oficinas de ervas aromáticas, e muito mais.
Para facililitar e garantir o acesso de todos/as, o Sinpro colocará à disposição ônibus e vans. Confira os locais e horários de saídas dos ônibus e vans: Guará II – Centrão, às 8h30 Guará I – São Paulo Apóstolo, às 8h45 Planaltina – Subsede do Sinpro, às 7h30 Sobradinho – CEM 01, às 8h Formosa – Igreja Matriz, às 7h30 Gama – Subsede do Sinpro, às 8h Sede do Sinpro – SIG, Quadra 6, Lote 2260 – Setor Gráfico, às 8h
Para mais informações, basta entrar em contato com as diretoras Sílvia Canabrava (99271-7399), Delzair (99696-6600) ou Marilange (99146-9965).
Vamos participar!
Sinpro convoca orientadores aprovados no concurso de 2014 para reunião
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca os/as orientadores/as educacionais aprovados/as no concurso de 2014 para reunião cuja pauta será a discussão de ações práticas que visem a pressionar o Governo do Distrito Federal (GDF) a nomeá-los imediatamente.
A reunião será realizada nesta sexta-feira (26), às 9h30, na sede do sindicato, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Na avaliação da diretoria, além de prejudicar e jogar os/as profissionais aprovados/as numa total insegurança, a falta de convocação deles e delas tem gerado sérios prejuízos à qualidade de ensino e às escolas da rede pública.
“Sem os/as orientadores/as educacionais, as escolas ficam sem esse suporte pedagógico necessário à formação cidadã dos/as estudantes e a qualidade do ensino público, segundo a exigência da sociedade, fica comprometida”, afirma o diretor de Organização e Informática do Sinpro, Luciano Matos de Souza.
#OcupaBrasilia reafirma unidade da classe trabalhadora contra o governo golpista e suas reformas
Jornalista: sindicato
Em grande demonstração de unidade de classe, mobilização e indignação com tamanhos retrocessos, milhares de trabalhadores vindos de diversas partes do país, lotaram a capital federal, para o #OcupaBrasília. O ato deixou claro que governo golpista não tem vez e que as nefastas reformas não passarão. Logo no início da manhã, já era possível notar a dimensão do que seria a manifestação. O estacionamento do Estádio Mané Garrincha estava completamente repleto de barracas. A cada minuto, mais pessoas se juntavam ao grupo, fortalecendo ainda mais esse que foi um dos maiores protestos já realizado contra o golpista.
Por volta do meio-dia, trabalhadores do campo, da cidade e das florestas, movimentos sociais, estudantis e o conjunto da sociedade iniciaram uma grande marcha rumo ao Congresso Nacional. Brasília estava colorida. O vermelho, cor da luta, estampava as camisetas dos manifestantes. O verde, cor da esperança, renovava as forças dos presentes, que não se esmoreceram nem debaixo do sol escaldante. Centenas de bandeiras, cartazes e faixas expressavam a revolta da sociedade com o governo golpista, que trabalha com viés entreguista e em prol do empresariado.
O paranaense Caio Rezende, 19, viajou horas para repudiar os projetos do presidente ilegítimo. Para ele, é fundamental que, além de muita mobilização, haja unidade nos protestos. “Acredito que somente com a união de todos os segmentos da sociedade poderemos barrar este regime militar que está sendo instaurado no país. É inadmissível que em um país que se diz democrático, cenas de tamanha violência contra uma manifestação pacífica ainda aconteçam. Não aceitaremos que retirem nossos direitos”, afirmou.
Já o professor, Miguel Reis, 37, veio de São Paulo para intensificar a luta por direitos e pela volta da democracia. “Precisamos que a população acorde e veja os perigos que rondam, não apenas a classe trabalhadora, mas toda a população brasileira. É emocionante estar aqui, no centro do poder, lutando pelo que acreditamos e contra o fascismo e neoliberalismo. Estamos vivenciando um momento histórico e não devemos parar por aqui. A luta deve ser intensificada ainda mais”, concluiu. Na avaliação do secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, a mobilização foi extremamente positiva. “Fizemos o maior ato dos últimos tempos. Mais de 200 mil pessoas, vindas dos quatro cantos do país, ocuparam Brasília contra os retrocessos do governo golpista. Demos o nosso recado aos golpistas e mostramos a força da classe trabalhadora. Exigimos a saída imediata’ deste governo usurpador e a paralisação dessas reformas que representam retrocessos incalculáveis para toda população brasileira”, destacou.
Como era de se esperar de um governo ilegítimo e ditador, a força policial opressora atacou manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, spray de pimenta, balas de borracha e munição letal. O protesto, que seguia de forma pacífica se tornou um verdadeiro cenário de guerra.
“É lamentável tamanha censura. A violência por parte da polícia reflete a intransigência e falta de diálogo do atual governo. Mais que nunca, precisamos reagir. Diante dessa brutalidade e dos ataques propositais, devemos intensificar ainda mais nossa luta. Nem o golpe, a PM ou o exército tirará o povo das ruas”, concluiu Rodrigues. Fonte: CUT Brasília
Decreto de Temer é um absurdo jurídico e inconstitucional, diz jurista Dalmo Dallari
Jornalista: Maria Carla
Tropas do Exército chegaram a cercar a Esplanada dos Ministérios / Mídia Ninja
Professor emérito da USP comenta decreto publicado por Michel Temer que prevê uso das Forças Armadas no Distrito Federal
“Li o decreto e estou convencido de que é um absurdo e inconstitucional”, afirmou o professor emérito da USP, o jurista Dalmo Dallari, ao comentar o decreto publicado por Michel Temer, nesta quarta-feira (24), que prevê uso das Forças Armadas no Distrito Federal por uma semana.
“Primeiro, porque ele [Temer] faz a invocação de dois incisos da Constituição que não dão fundamento para determinar o uso das Forças Armadas como polícia”, explica Dallari, que é um dos mais renomados constitucionalistas brasileiros.
De acordo com o jurista, o decreto publicado menciona o artigo 84º da Constituição e os incisos IV e XIII, que prevê que compete exclusivamente ao Presidente da República publicar decretos e “exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos”, respectivamente.
“Nenhum desses incisos tem a ver com o uso das Forças Armadas como polícia, ou seja, não há fundamento constitucional. A fundamentação que consta no decreto é absolutamente falsa”, denuncia Dallari.
Segundo o jurista, pelo conteúdo do decreto, “há uma deturpação evidente dos objetivos das Forças Armadas, pois existe forças policiais – nacionais e locais – que estão preparadas para cuidar e manter a ordem interna e são a essas instituições que se deve recorrer”. “As Forças Armadas têm objetivos específicos estabelecidos pela Constituição e não substituem a polícia”, reforça.
“Outro absurdo que não tem justificativa é o fato de estabelecer um período de 24 a 31 de maio. É absolutamente arbitrário”, destaca em tom de indignação. “Realmente, o decreto é um absurdo jurídico e deve ser declarado inconstitucional”, completa.
Ele conclui: “Para a democracia é negativo, mas o decreto em si não tem força para eliminar a Constituição. E essa é a nossa garantia fundamental. Mas, por outro lado, ele torna duradoura uma situação confusa. Não está sendo tomada nenhuma atitude para que se estabeleça uma ordem pacífica e democrática”.