Campanha em outdoors aponta deputados que podem votar a favor da reforma da Previdência

O Sinpro-DF distribuiu outdoors em todo o Distrito Federal convidando a população a se manifestar sobre a reforma da Previdência perante os parlamentares no Congresso Nacional.
A campanha do sindicato visa a alertar os/as eleitores/as da capital do país sobre o risco de esses parlamentares, denunciados nos cartazes, votarem a favor da reforma e, com isso, destruir o Sistema de Seguridade Social e eliminar o direito à aposentadoria dos/as trabalhadores/as do país.
Os outdoors mostram a imagem do parlamentar e afirmam que o voto dele pode acabar com sua aposentadoria.
“Você vai deixar?”
“Fale com ele”

Professor Cássio, presente!!!

É com imenso pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro comunica o falecimento do diretor de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sindicato, professor Cássio de Oliveira Campos, na manhã desta segunda-feira (27/3).
O professor trabalhava em Sobradinho. O velório será realizado neste terça-feira (28), de 7h às 10h, na Paróquia Bom Jesus do Migrantes (Quadra 4 de Sobradinho). Às 10h o corpo do diretor será levado para Unaí (Rua Luiz Alves, Nº 597, Bairro Cachoeira), onde será sepultado. O velório em Unaí será das 14h às 17h.
Dirigentes do Sinpro estão se dirigindo para Sobradinho a fim de obter mais informações e prestar toda solidariedade à família.
 

Sinpro cobra punição em favor dos professores do contrato temporário

O Governo do Distrito Federal (GDF) descumpriu uma liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), emitida na quarta-feira (22), que determinava a quitação, em 48 horas, do salário dos/as professores/as do contrato temporário.
Esse grupo de professores/as teria de receber o salário de fevereiro até o quinto dia útil de março. Até hoje, três semanas após o prazo limite para pagamentos de salários, como determina a lei, o governo Rollemberg não o fez. Muitos/as já estão passando necessidades.
O Sinpro-DF informou ao juiz da 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal o descumprimento de sua decisão e requereu a imposição de medidas coercitivas para garantir a soberania das decisões do Poder Judiciário. Dentre as medidas possíveis, destaca-se a aplicação de multa diária para cada dia de descumprimento.
O valor da multa a ser imposta pelo Poder Judiciário deve ser elevado, de forma que seja capaz de forçar o governador a cumprir a Constituição e a pagar os/as professores/as em contrato temporário. A diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que, com o descumprimento da ordem judicial, o governador Rollemberg deu mais uma prova de seu autoritarismo.
“O prazo para o cumprimento da decisão da Justiça se iniciou na data da notificação judicial, que ocorreu na tarde do dia 22 de março. Porém, mesmo com o prazo concedido pelo juiz, o governador optou desafiar e desrespeitar um dos princípios basilares da República brasileira, a separação dos Poderes, e não pagar a quem deve”, afirma Dimas Rocha, coordenador da Secretaria para Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF.
A diretoria colegiada do sindicado acredita ainda que o Poder Judiciário não aceitará esse tipo de afronta contra suas decisões e espera que medidas enérgicas sejam aplicadas para acabar com essa situação de desrespeito e abuso de poder dos gestores que estão no Palácio do Buriti.
“Infelizmente, hoje, o Distrito Federal tem um governo que não cumpre as leis e, agora, começou também a descumprir ordens judiciais. Se continuar assim, onde é que vamos parar?”, indaga Cláudio Antunes, coordenador de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF.

Em Ceilândia, professores realizam protesto contra Rollemberg

 

Comandos Regionais de Greve de todo o Distrito Federal marcaram presença e realizaram um ato de protesto durante as festividades dos 46 anos de Ceilândia, neste sábado (25). A atividade foi uma resposta às declarações debochadas do governador Rollemberg – presente no local -, dizendo não ter conhecimento da greve dos professores.
Centenas de professores/as e orientadores/as educacionais montaram o “bloco do piquete” e fizeram um desfile alternativo como forma de protesto.
De acordo com o diretor de Organização e Informática do Sinpro, Júlio Barros, das cerca de 100 escola de Ceilândia, apenas três participaram do desfile oficial organizado pelo governo. “Uma quarta escola desistiu de desfilar na hora, caracterizando o boicote ao circo montado pelo GDF”, disse. O dirigente destacou a aceitação da manifestação por parte da comunidade ceilandense.
O ato foi pacífico, mas houve momentos de tensão quando a Polícia Militar utilizou gás de pimenta para dispersar os manifestantes. Uma professora foi agredida fisicamente por seguranças da Administração Regional. O governador Rollemberg deixou o aniversário de Ceilândia para trás e saiu escoltado.
Júlio Barros lembrou o respeito que a categoria docente tem pela história e pela luta do povo de Ceilândia. “O mais bacana é que a comunidade correspondeu, reconhecendo a nossa luta. O pessoal daqui também está muito cansado com o descaso do GDF com a Educação, com a Saúde. Enfim, hoje foi – para todos – um dia de luta e não de festa, como queria Rollemberg”.

A atividade terminou na Feira Central de Ceilândia com uma grande panfletagem sobre a contrarreforma da Previdência. “Ceilândia é o maior colégio eleitoral do DF e é fundamental alertar e esclarecer as pessoas sobre o que é essa nefasta reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados. Por isso mesmo, orientamos que a população cobre dos parlamentares do DF um posicionamento contrário à reforma”, observou Júlio.
A categoria quer que o GDF apresente uma proposta decente às reivindicações e que, fundamentalmente, cumpra as leis – como a Meta 17 do Plano Distrital de Educação (Lei nº 5.499/2015), a Lei do Plano de Carreira (Lei nº 5.105/2013), a Lei Complementar nº 840/2011 no que diz respeito ao pagamento das pecúnias da licença-prêmio dos professores aposentados. Isso sem falar no reajuste anual do auxílio-alimentação.
Na segunda-feira (27), a categoria se reúne em assembleias regionais, às 9h. No dia seguinte, professores/as e orientadores/as educacionais decidem os rumos do movimento grevista em assembleia geral.

GDF trata greve com descaso e diz não ter contraproposta

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), não apresentou nenhuma proposta para o magistério público durante uma rodada de negociação, realizada nesta sexta-feira (24). A reunião foi realizada com a comissão de negociação do Sinpro-DF e representantes do governador da Casa Civil e da Secretaria de Estado da Educação (SEEDF). No entendimento das lideranças sindicais que participaram da reunião, o governo trata a greve e o pleito da categoria com descaso.
Os representantes do governador avisaram que o Governo do Distrito Federal (GDF), no momento, não tem nenhuma contraproposta a negociar com os/as professores/as e asseguraram que irão levar a pauta de reivindicações para a governança, na segunda-feira (27), e, em breve, dará um retorno à categoria.
Uma nova reunião foi agendada, ainda sem data definida. A expectativa da comissão de negociação é a de que na próxima Mesa de Negociação o GDF tenha uma contraproposta para iniciar um processo de diálogo com a categoria.
Essa Mesa de Negociação, articulada por vários deputados distritais, contou com a presença do deputado Reginaldo Veras (PDT) e discutiu também itens da pauta nacional da greve geral do magistério público, como as reformas antissociais e anti-trabalhista em curso na Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Além da reforma da Previdência, a reunião discutiu o problema e os grandes prejuízos que a aprovação do PL 4203\98 – que terceiriza totalmente os serviços públicos – irão trazer para o país e para o DF. Os representantes do GDF, contudo, deixaram sinais de que o GDF não tem interesse de terceirizar em massa alguns setores do serviço público do DF, como, por exemplo, a Educação. O secretário da Educação, Júlio Gregório, afirmou que não há essa intenção.
“Contudo, é importante a categoria estar atenta porque temos, em curso no DF, um processo de terceirização bem significativo. O Itaú Social, por exemplo, já atua na Eape. E o governo Rollemberg tem o projeto das Organizações Sociais (OS), que só não foi implantado ainda porque encontrou resistência da comunidade escolar e é outra forma de terceirizar a educação pública e precarizar o trabalho docente”, observa o diretor de Políticas Sociais do Sinpro-DF, Gabriel Magno.
Na avaliação da comissão de negociação, o resultado desta reunião mostra a importância de a categoria paralisar totalmente as atividades pedagógicas e participar intensamente desta greve para assegurar os ganhos trabalhistas já materializados em leis e no contracheque; impedir a terceirização do magistério público do DF e o fim da educação pública como um direito social a ser ofertado pelo Estado.
Entende também que somente a unidade, a participação intensa nas atividades da greve irão barrar as reformas do governo federal, sobretudo a da Previdência, que acaba com o direito de aposentadoria de toda a classe trabalhadora, e afeta frontal e intensamente os/as trabalhadores/as rurais e os/as professores/as.
Professores/as, participem das Assembleias Regionais, no dia 27/3, às 9h. Fortaleça seu movimento e seu sindicato!
Confira a seguir os locais e horários das assembleias:

DATA HORARIO REGIONAL LOCAL
27 9h PARANOA CEF 01
27 9h GAMA CEM 02
27 9h RECANTO CEF 301
27 9h N.B./CAND/R.F.I e II CEM NB 01
27 9h SÂO SEBASTIÃO CAIC UNESCO
27 9h PLANALTINA CENTRAO – CED 01
27 9h SOBRADINHO CEF 05
27 9h PLANO/CRUZEIRO Sede do Sinpro
27 9h SANTA MARIA CE  ESPECIAL 01
27 9h GUARA CEF 04
27 9h BRAZLÂNDIA CEM 01
27 9h SAMAMBAIA CEM 304
27 9h CEILANDIA CEM 02
27 9h TAGUATINGA CEMAB

Mais representatividade feminina no mundo acadêmico

Artigo de Márcia Abrahão Moura, reitora da Universidade de Brasília (UnB), traz a boa notícia sobre a evolução da luta da mulher por igualdade na sociedade e no setor de Educação, contudo, mostra uma realidade que ainda a oprime no meio acadêmico e no mundo do trabalho. Confira o artigo da magnífica reitora, publicado nesta sexta-feira (24), no Correio Braziliense. Márcia foi a personagem da Entrevista da quarta edição da revista Sinpro Mulher, lançada no dia 8 de março, numa Assembleia Geral dos/as professores/as. Clique aqui e veja a Entrevista.

Reitora da Universidade de Brasília (UnB), professora Márcia Abrahão Moura, na cerimônia de posse (Wilson Dias/Agência Brasil)

Uma das notícias mais interessantes para a academia neste mês foi a de que o Brasil é o país com mais igualdade de gênero na ciência. Segundo a pesquisa Gender in the Global Research Landscape, realizada em 12 países pela editora Elsevier, entre os anos de 2011 e 2015, as brasileiras foram responsáveis por 49% dos artigos científicos produzidos no país. Trata-se de um resultado animador, que nos coloca à frente de potências como Estados Unidos, Canadá e União Europeia — pelo menos, nesse quesito.
Embora tenhamos avançado nessa área, a representatividade feminina precisa crescer mais quando o assunto são os cargos de chefia e liderança, inclusive, em ambiente acadêmico. Um levantamento do ano passado, do site UOL, dava conta de que as mulheres estavam à frente de apenas um terço das instituições federais de ensino superior. Na Universidade de Brasília (UnB), as unidades acadêmicas repetem esse padrão. Dos 26 institutos e faculdades, apenas sete são chefiados por mulheres – o que corresponde a 27%.
Diante disso, a minha responsabilidade como primeira reitora da UnB é ainda maior, principalmente quando levamos em conta o principal público-alvo da instituição: os estudantes de graduação. Somente no primeiro semestre deste ano, a UnB recebeu 4.509 novos alunos, dos quais 2.109 são mulheres. Globalmente, elas são maioria: 19.164 dentre os 38.022 estudantes de graduação, o que representa pouco mais de 50%. Quando essas jovens observam que há mulheres professoras, pesquisadoras e gestoras à frente de projetos e iniciativas de excelência, elas se sentem estimuladas a chegar aonde quiserem e encorajadas a perseguir seus sonhos.
Sabemos que há situações de preconceito e discriminação contra as mulheres, mesmo dentro das instituições de ensino. Vivemos em uma sociedade em que, muitas vezes, nós somos vistas como incapazes, ineficientes ou mesmo sensíveis demais. Essas noções estereotipadas, infelizmente, acabam se repetindo em ambiente acadêmico. Nesse sentido, é papel da universidade discutir esses padrões, promover o intercâmbio de ideias, as reflexões e, consequentemente, a transformação social.
Pensando justamente nessa provocação, convidamos a professora Debora Diniz, da Faculdade de Direito da UnB, para proferir a aula magna de abertura do semestre no início deste mês. Debora é uma das principais porta-vozes da defesa dos direitos reprodutivos das mulheres no Brasil e foi eleita uma das 100 pensadoras globais do ano passado pela revista Foreing Policy. Na palestra, ela provocou os calouros a se questionarem constantemente sobre as próprias convicções. “Ao menos uma vez por semestre, elejam alguma coisa que os provocou. Façam perguntas sobre quem são vocês em uma universidade pública, em um país repleto de questões sociais, e levem essas inspirações para toda a vida”, disse ela.
Nós, da gestão da UnB, abraçamos essa proposta, pois sabemos que, além de formar bons profissionais para o mercado de trabalho, é nossa missão formar cidadãos. Uma universidade que não se compromete com a redução das desigualdades e das mazelas sociais, ou mesmo com a conservação ambiental, subestima a sua razão de existir, não importa o quão bem avaliada esteja em rankings de ensino e pesquisa. No final das contas, nosso trabalho é contribuir para que a sociedade avance em todos os aspectos.
Nessa linha, vamos promover, em 29 e 30 de março, um seminário que vai discutir a segurança da universidade, com especial atenção às questões de gênero. Batizado de Segurança se faz em comunidade e com respeito à diversidade, o encontro reunirá especialistas para a construção de um entendimento coletivo sobre o assunto. O resultado do evento vai nos ajudar a estabelecer diretrizes para uma política institucional e integrada para a segurança na UnB. A comunidade de Brasília está convidada a participar; os interessados podem fazer a inscrição (gratuita) no site dex.unb.br/segurancaediversidade.
O seminário faz parte de uma série de discussões sobre temas da atualidade que já iniciamos na UnB e que pretendemos repetir, periodicamente. A universidade assume para si o papel de protagonista dos grandes debates e conta com os brasilienses para fazer a diferença.Participem, proponham, enfim, nos provoquem, porque, afinal, o resultado é de todos nós.
Fonte: Correio Braziliense
Foto: Agência Brasil

Comandos de Greve realizam piquetes e panfletagens nesta sexta-feira


Os comandos regionais de greve realizam, nesta sexta-feira (24/3), intensa atividade de piquetes nas escolas e panfletagens nos locais de grande concentração por todo o DF.
O material que está sendo entregue à população esclarece sobre a retirada de direitos que representa a reforma da Previdência, encaminhada por Temer e em tramitação no Congresso Nacional. Orienta, ainda, que as pessoas exijam dos parlamentares um posicionamento contrário a esta contrarreforma.
No Plano Piloto, a distribuição do material ocorre na Rodoviária. Em Samambaia, a atividade está sendo no Restaurante Comunitário. Já no Gama, a panfletagem se concentrou no BRT. Em Taguatinga, a Praça do Relógio e o comércio local da região foram os pontos escolhidos para a atividade.
Veja, abaixo, a galeria com fotos da atividade nas diversas regionais de ensino.

Sinpro se reúne com o GDF para tratar da pauta de negociações

A Comissão de Negociação do Sinpro se reunirá com o secretário da Casa Civil do Distrito Federal nesta sexta-feira (24). A reunião, marcada para as 15h, no anexo do Buriti, vai tratar da pauta de reivindicações da categoria e do movimento paredista iniciado no dia 15 de março.
É importante salientar que o que nos levou à greve foi uma conduta de desrespeito por parte do governo do DF, que não cumpre a lei e ataca direitos dos professores garantidos pela legislação. Entre estes ataques estão o fato do governo não pagar a tabela salarial prevista no anexo 7 da Lei nº 5.105/2013; congelar o valor do reajuste do auxílio-alimentação; não iniciar a implantação da Meta 17 do Plano Distrital de Educação, Lei nº 5.499/2015; a falta de pagamento das pecúnias da licença-prêmio dos professores aposentados; e a falta de pagamento do salários dos professores em contrato temporário, valores que deveriam ter sido depositados até o quinto dia útil de março.

Sinpro lança versão digital do Manual de Orientação para a Greve

O Sinpro está lançando um Manual de Orientação para a Greve, que terá início nesta quarta-feira (15), por tempo indeterminado. Neste manual os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais encontrarão as respostas para as principais dúvidas de como a greve é organizada, assim como as diretrizes que movem o movimento paredista.
Na publicação o sindicato também traz um histórico das principais conquistas alcançadas pela categoria e apresenta um quadro da evolução salarial que as lutas construíram ao longo dos últimos anos.
Clique aqui e confira a versão digital.

Professores realizam ação na Eape e exigem suspensão dos cursos durante a greve


Mais de 400 professores/as realizaram, na manhã desta quinta-feira (23), uma ação central e unificada de todos os piqueteiros das 14 regionais no Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape). A direção da Eape decidiu manter o calendário de cursos, confrontando uma deliberação dos formadores de suspender os cursos de formação enquanto a categoria está em greve.
“A categoria entende que a Eape é um espaço de formação de toda a rede e não apenas de parte dela. O investimento e o espaço são públicos e a formação precisa ser democratizada na perspectiva do acesso aos cursos. Como os professores que estão em greve serão cerceados do seu direito à formação? Fizemos a ação para exigir do governo uma postura coerente e democrática: só se iniciam os cursos da Eape após o término da greve”, afirma Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Formação Sindical do Sinpro-DF.
Ela relatou que a ação foi positiva, reuniu professores em greve de todas as regionais, com atuação dos/as professores/as da Escola de Música, em uma manifestação cultural. “Com isso, politizou a pauta da greve: contra a reforma da Previdência e pelo cumprimento da Meta 17 do PDE”, disse.
Na atividade, os/as professores/as mencionaram uma nota em que os formadores da Eape comunicavam à categoria a suspensão dos cursos de formação continuada previstos para 2017 durante a greve, como deliberado em outros movimentos paredistas. Na nota, ressaltaram que a decisão foi em respeito ao direito dos profissionais da Educação que aderiram à greve de participar dos cursos com sua carga horária total e como sendo a primeira aula de formação que a Eape iria dar à categoria, que é a adesão ao movimento legítimo dos/as docentes, o qual  traz para o centro do debate a perspectiva de que a  categoria é uma só.
No entendimento do Sinpro-DF, se a Eape realizar cursos com a categoria em greve, isso  significará que o direito de participar de um processo de formação terá sido cerceado. “Então isso é antidemocrático, arbitrário e nossa luta é pela democratização da formação a partir da Eape, que é nossa referência e escola de formação, e que ela cumpra com o seu papel de tornar o espaço da luta em espaço também de formação política e de luta pela manutenção e conquista de nossos direitos”, finaliza Luciana.
O diretor da Eape ficou de contatar o secretário de Estado da Educação, Júlio Gregório, sobre isso e alegou que não tem autonomia para decidir sobre a pauta. O Sinpro-DF e a categoria aguardam o retorno do secretário, “mas já com o encaminhamento de que, se a Eape mantiver essa atitude truculenta, iremos inviabilizar a realização dos cursos. A categoria em greve fará um grande movimento para inviabilizar o início dos cursos”, assegura a diretora.
Galeria de fotos – Deva Garcia

Acessar o conteúdo