É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro informa o falecimento da professora Angélica. A professora trabalhou por muitos anos no GG do Guará e estava aposentada. Além de uma excelente profissional, ela se destacou como exemplo de luta em defesa da educação e da categoria.
O velório será nesta segunda-feira (06), das 13h às 15h, no Crematório de Valparaíso de Goiás. O sepultamento será em seguida, no mesmo local.
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
GDF reabre escola do gás e põe mais de mil pessoas sob risco de vida
Jornalista: Maria Carla
Mais de mil pessoas voltaram a correr perigo de vida na Escola Classe 01 (EC01), da Cidade Estrutural. O Governo do Distrito Federal (GDF) a reabriu, no dia 10 de fevereiro, após quatro anos de interdição por causa do vazamento de gases tóxicos e inflamáveis dentro do prédio. A reabertura da escola causou polêmica e preocupação na comunidade.
O GDF instalou um equipamento para filtragem do ar a fim de garantir a segurança. “Porém, quando o técnico que opera a máquina não puder ir, a escola terá de ser evacuada, bem como quando, independentemente da presença do operador, faltar luz ou chover”, informa Vilmara Pereira do Carmo, coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF.
Apesar do equipamento, o prédio continua oferecendo risco de vida ao público que a frequenta. Ela foi construída sobre uma montanha de 16 metros de lixo e, por causa do processo de decomposição constante e do aterramento incorreto, o local recebe, 24 horas, emissão de vários tipos de gases. “Laudos da Defesa Civil indicam que é necessário realizar outros estudos para saber se há contaminação por radioatividade porque não se sabe que tipo de lixo está soterrado no local”, afirma a diretora.
Por causa disso, o Sinpro-DF vai reivindicar vistorias e irá entrar na Justiça para assegurar o direito ao adicional de insalubridade para os/as professores/as que atuam na escola. O sindicato também vai entrar com um requerimento, pedindo a documentação relativa a todo o estudo feito no local, desde que a escola foi desativada até hoje.
“A diretoria colegiada decidiu tomar essas providências porque o GDF reabriu e reocupou um prédio condenado, que já deveria ter sido demolido. O governo passado retirou os/as estudantes de lá por causa da gravidade do problema”, afirma Gilza Lúcia Camillo Ricardo, diretora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador.
Ela diz que a diretoria vai exigir uma política de promoção e prevenção à saúde do trabalhador nessa escola. “Até porque o direito à insalubridade é a última coisa que a gente quer pedir, uma vez que isso é pagar para adoecer e correr riscos. É um pagamento que não compensa. E é bem possível que o GDF nos negue esse direito porque já está retirando-o dos/as trabalhadores/as das unidades de internação”, informa.
Gilza contou que o ex-subsecretário de Estado da Educação do governo passado, Jacy Peninha, disse que na época da desocupação, após estudos detalhados no local, o governo tinha o entendimento de que o mais seguro para a comunidade escolar e até mais econômico para o GDF seria demolir esta escola e construir uma em outro local, “mas a empresa que fez o estudo também tinha interesse em executar o tipo de manutenção em curso na EC01/Estrutural, que torna o funcionamento da escola muito caro”, aponta a diretora.
Ela lembra que o Sinpro-DF não teve acesso a nenhum documento oficial desse processo, porém, já sabe que, além do equipamento de filtragem de ar, os/as professores/as terão de realizar exames periódicos. “Mas é periódico de quantos em quantos meses? Quem irá fazer esses exames? E os/as estudantes? Tem uma série de indagações no ar”, questiona.
Lembra também que o sindicato irá acionar os direitos previstos no Manual de Saúde e Segurança do Trabalho, da SubSaúde, o qual está em vigor. De acordo com esse documento, os/as servidores/as públicos/as devem fazer exames periódicos desde o segundo semestre de 2014 e isso, segundo Gilza, irá embasar o sindicato na exigência dos exames.
RISCO DE EXPLOSÃO E DESOCUPAÇÃO
A escola foi desocupada, em 2012, pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros do DF por causa da alta concentração de vários tipos de gases tóxicos e inflamáveis dentro do prédio, incluindo aí o gás metano, advindos do lixão. Na época da interdição, vários laudos da Defesa Civil indicavam a existência desses vazamentos e do risco de explosão.
“Primeiramente, detectaram o gás de cozinha por causa das instalações malfeitas; depois, a Defesa Civil retornou, confirmou que o vazamento do gás de cozinha havia sido solucionado, mas identificou a alta concentração dos gases tóxicos e inflamáveis advindos do lixo”, afirma Vilmara.
E complementa: “O problema é que quando a Defesa Civil emitiu o primeiro laudo, ela dizia que a escola tinha 100% de risco de explosão. Por isso tinha de ser evacuada. Agora, o novo laudo da Defesa Civil zerou essa possibilidade, porém, essa máquina funciona por meio de energia elétrica e se não tiver energia elétrica não poderá ter aula. Além disso, se o funcionário que faz a medição do gás para acompanhar se de fato não está tendo saídas de gás pelos espaços por onde saía: as tomadas”.
Programa Alternativo mostra projeto Café com Livros
Jornalista: Luis Ricardo
O projeto Café com Livros, da Escola Classe 11 de Sobradinho, será o destaque do Programa Alternativo deste sábado (04). O evento cultural faz parte do projeto de literatura “Livros Caindo n’Alma” e tem como objetivo fomentar o hábito da leitura entre os estudantes e suas famílias. O projeto conta com venda e troca de livros infantis e juvenis, apresentações de contadores de histórias, além da exposição de trabalhos produzidos pelos alunos da escola.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Debate sobre reforma da Previdência nesta segunda (6), no Taguaparque
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF realiza, nesta segunda-feira (6), 19 horas, no Centro Cultural do Taguaparque, debate sobre os impactos da reforma da Previdência na vida dos/as trabalhadores/as, notadamente na dos/as professores/as e orientadores/as educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal.
Participe! Venha esclarecer suas dúvidas e conhecer melhor a proposta de retirada ampla de direitos que o governo federal quer impor ao país e impedir a classe trabalhadora de se aposentar. O debate será realizado com Clóvis Scherer, do Dieese, e com Floriano Martins, da Anfip.
Para que todos tenham o direito de se aposentar!
Sinpro cobra do GDF publicação de aposentadoria dos professores e orientadores
Jornalista: Luis Ricardo
O Diário Oficial do Distrito Federal publicou nesta sexta-feira (03) a aposentadoria de 97 servidores da rede pública de ensino do DF (96 professores e 1 orientador educacional). A Diretoria Colegiada do Sinpro tem acompanhado a publicação das aposentadorias destes servidores, uma vez que a demanda tem sido grande e muitos professores têm aguardado e cobrado esta publicação.
Em fevereiro não houve nenhuma publicação de aposentadoria, apesar das constantes cobranças feitas pelo sindicato à Secretaria de Educação do Distrito Federal, o que prejudica servidores que já cumpriram o tempo/idade exigido para se aposentar. “A publicação das aposentadorias é importante para o servidor que contribuiu por longos anos da sua vida por uma educação pública de qualidade no Distrito Federal e hoje espera para usufruir da melhor forma possível da aposentadoria. Isto é uma conquista e um direito de cada trabalhador”, ressalta a coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Silvia Canabrava.
O Sinpro continuará exigindo do GDF a publicação das aposentadorias.
A ideia é levar para o maior número possível de pessoas os esclarecimentos acerca da reforma que irá retirar dos/as trabalhadores/as as principais garantias de uma velhice tranquila e remunerada.
A reforma da Previdência do governo Michel Temer irá penalizar a categoria docente com duplo prejuízo. A idade mínima para homens e mulheres aposentarem será elevada para 65 anos e, o tempo mínimo de contribuição, para 25 anos. A aposentadoria integral só será no nome, pois, com a regra proposta, a pessoa receberá no máximo a média de todas as contribuições que fez durante a vida laboral.
A categoria do magistério, portanto, terá duplo prejuízo porque, além de ter o tempo de contribuição e a idade nivelados à dos demais trabalhadores/as, perderá a aposentadoria especial. O resultado é que as professoras terão triplo prejuízo porque perderão a prerrogativa de se aposentar com cinco anos a menos em relação ao professor. Ou seja, a professora que atua em sala de aula, segundo a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados, só poderá se aposentar com 65 anos e, para receber o valor integral do benefício após a aposentadoria, terá de ter contribuído 49 anos.
As regras de transição definidas no projeto são ambíguas e deixa muitas dúvidas. A reforma dificulta e, muitas vezes até impede, o acesso da juventude que ingressou recentemente no mercado de trabalho de se aposentar. E quem ainda nem sequer conseguiu adentrá-lo terá sua possibilidade de aposentadoria totalmente impedida.
Para esclarecer essas e outras dúvidas, o Sinpro-DF fará uma série de debates em várias Regiões Administrativas do Distrito Federal com especialistas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip).
A série de debates começou na quarta-feira (22), no CEM 01, de Brazlândia, com Vladimir Nepomuceno. Servidor público federal do INSS, aposentado, com mais de 30 anos de experiência, em especial na área de Gestão de Pessoas, e dirigente sindical com atuação em entidades sindicais da área de seguridade social, atuando em questões relacionadas a servidores públicos, dentre outras.
Confira no calendário a data, o local e o horário em que o Sinpro-DF irá em sua cidade-satélite e participe: os especialistas irão esclarecer todas as dúvidas. Calendário
22/2, às 14h – CEM 01 – Brazlândia Debatedores: Vladimir Nepomuceno
6/3, às 19h – Taguatinga, no Centro Cultura do Taguaparque. Debatedores: Clóvis Scherer, do Dieese, e Floriano Martins, da Anfip.
7/3, às 19h – Planaltina, no CED 01 (Centrão). Debatedor: Clóvis Sherer, do Dieese e Vladimir Nepomuceno.
9/3, às 19h – Gama, no CG CEM 01. Debatedor: Clóvis Scherer, do Dieese.
11/3, às 9h – Plano Piloto, no Auditório Paulo Freire, do Sinpro-DF. Debatedores: Joana Mustafa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Camila Moreno, assessora da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, e Luciano Fazio, consultor em previdência social.
Piso Salarial: Constitucional, legítimo, fundamental
Jornalista: Maria Carla
Há décadas a carreira do magistério tenta estabelecer, no Brasil, um piso salarial para o/a professor/a. O tema é discutido no quarto artigo da publicação Retratos da Escola, vol. 2, n. 2/3, janeiro a dezembro de 2008, e abordado com impressionante atualidade pelo professor e deputado federal Carlos Augusto Abicalil.
Com o título “Piso salarial – Constitucional, legítimo, fundamental”, o artigo aborda a temática da formação de professores, os impasses e as perspectivas e mostra as tentativas, desde a promulgação da Constituição de 1988, de estabelecimento do piso salarial nacional para o profissional da educação, requisito fundamental para valorização da carreira.
O direito ao piso é um dos desdobramentos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e uma das grandes conquistas da categoria docente, oriundas de iniciativas do Poder Executivo; dos acordos e resistências políticas a sua implantação pelo Congresso Nacional e por algumas unidades da Federação. O artigo relata também a situação atual das iniciativas parlamentares para viabilizar sua implantação, via colaboração federativa, facultada pela lei.
Confira no link a seguir e boa leitura! Piso Salarial – Constitucional, legítimo, fundamental
Canal da Educação aborda o Dia Internacional da Mulher
Jornalista: Luis Ricardo
O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, será o destaque do Canal da Educação desta quinta-feira (02). Para tirar as dúvidas e debater o tema foi convidada a diretora do Sinpro Vilmara do Carmo, que também abordará as pautas dos movimentos sindicais e sociais, além das bandeiras históricas, como a luta pelo fim da violência contra a mulher, a igualdade salarial e o direito ao aborto.
O programa, apresentado quinzenalmente, vai ao ar às 20h, ao vivo, no site do Sinpro e na TopTV Brasil.
A produção e apresentação são do jornalista Valdir Borges. Perguntas podem ser enviadas ao vivo, através do próprio site do Sindicato (o vídeo disponibilizará um espaço para interação) ou por mensagens via WhatsApp, no número (61) 98162-0065.
Vilmara vai para falar sobre o Dia da Mulher.
TV Comunitária coloca em pauta a adesão dos(as) professores(as) à Greve Geral Nacional
Jornalista: Luis Ricardo
O programa TV Sinpro desta terça-feira (28) reprisa o resultado da assembleia dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, que deliberou pela adesão à Greve Geral Nacional a partir do dia 15 de março. Durante o programa o diretor do Sinpro Cleber Soares, convidado para falar sobre o tema, ainda falará sobre a Reforma da Previdência Social e todos os motivos que levaram a categoria a decretar greve.
A TV Sinpro vai ao ar ao vivo, toda terça-feira, na TV Comunitária, às 17 horas, no Canal 12 da NET. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira os horários a seguir). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.
Programação:
Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30
Comissão de negociação se reúne com o GDF para tratar das pautas da categoria
Jornalista: Luis Ricardo
A Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu durante a manhã de sexta-feira (24) com representantes do Governo do Distrito Federal para tratar das pautas da categoria. Entre os pontos debatidos, dois se destacaram: a implementação no Distrito Federal da educação integral no ensino médio, já com base na Reforma do Ensino Médio; e o pagamento dos(as) professores(as) em contrato temporário.
Em relação às mudanças previstas na reforma do ensino médio que o governo federal está fazendo, o Sinpro elencou algumas dificuldades nesta implementação e salientou alguns pontos que precisam ser levados em consideração pelo GDF: a questão dos estudantes que trabalham no diurno; o número de alunos por turma; as condições e necessidades que a rede pública tem de atender a comunidade neste novo modelo de educação integral; e a necessidade de mais escolas para que este atendimento possa ser feito de forma adequada.
Em relação ao pagamento dos contratos temporários, a Secretaria de Educação manteve a posição de que não há condições de fazer o pagamento no mês de março. A alegação da SEE é que a folha do GDF fechou no dia 10 em função do carnaval ter caído no final do mês, comprimindo o espaço para a inclusão de pessoal do governo na folha de pagamento de fevereiro. Com isto os contratos temporários só receberão o pagamento no mês de abril, ou seja, em abril estes profissionais receberão os dias trabalhados nos meses de fevereiro e março.
Desde o início da contratação dos temporários o Sinpro vem cobrando uma solução para o pagamento ser realizado no mês de março e mesmo assim a Secretaria de Educação não conseguiu se organizar para isto. É um verdadeiro absurdo e um total desrespeito deixar o trabalhador sem remuneração por mais de 50 dias.
Durante a reunião o Sinpro ainda enfatizou que a SEE continua mantendo a prática de querer implementar projetos sem discutir com a rede, exemplo da Educação Integral, que embora a rede faça a defesa deste ponto no Plano Distrital de Educação, a forma de implementação deve ser debatida com toda a categoria.