Churrasco solidário marca o sétimo dia do acampamento dos aposentados no Buriti

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O domingo passado (27) foi simbólico para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais recém-aposentados(as) acampados no Palácio do Buriti. Eles completaram sete dias ininterruptos de vigília pelo pagamento da pecúnia da licença-prêmio – devido pelo GDF.
Para marcar a data e reforçar o movimento reivindicatório, a Diretoria Colegiada do Sinpro convidou a categoria para um churrasco solidário. E não faltou gente. Mais de 150 pessoas compareceram ao evento ao longo do dia, que começou às 11h, indo até às 18h. Sem falar que na parte da manhã foram organizadas atividades culturais, com muita música e dança.
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A diretora da Secretaria de Aposentados do Sindicato, Silvia Canabrava, disse que o ato foi marcante. “Nós chamamos e a categoria veio. Isso só reforça o caráter de que a luta é de todos, aposentados ou não. Além disso, pessoas de outras categorias, bancários, jornalistas, dirigentes da CUT Brasília, vieram trazer apoio e entraram nesse momento de confraternização e luta”.
Sílvia lembra que a vigília não tem data para terminar. “Ficaremos aqui até que o governador Rollemberg se sensibilize, nos receba e apresente um cronograma de pagamento”.
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Também acampada no Buriti, a diretora Nilza Cristina, da Secretaria de Administração, destacou que se surpreendeu com a quantidade de pessoas presentes ao churrasco solidário. “Pensei que seria um domingo vazio. Domingo é dia de ficar com a família ou fazer outra coisa. O número de pessoas aqui só mostra que não tem dia para a luta”. A dirigente lembrou que é importante que os colegas compareçam à vigília. “Mesmo quem não é aposentado deve vir. Que venham por uma ou duas horas apenas. Isso nos dá força, apoio e visibilidade para a luta. O governo fatia as categorias para enfraquecê-las. Mas a nossa categoria é uma só e a luta é de todos”. Nilza disse ainda que, “desde a terça-feira passada, a Polícia Militar faz restrições de quem entre ou sai do acampamento. Então, estamos em um grupo muito pequeno, sem revezamento, o que gera um cansaço imenso. Mas vamos permanecer aqui até se resolva este impasse. E contamos com a categoria para nos dar força com a sua presença”.
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Para a diretora Delzair Amâncio, da Secretaria de Aposentados do Sinpro, “o churrasco cumpriu seu papel; seu cunho de luta. As pessoas se somaram na solidariedade, o que fortaleceu o movimento. Também dividiram suas angústias com a situação imposta pelo governo”.
Os(as) aposentados(as) estão dispostos a manter o acampamento e a fortalecer ainda mais a pressão contra o governo, fazendo com que Rollemberg respeite a lei e pague a pecúnia da licença-prêmio.

Sinpro convida categoria para churrasco solidário em apoio aos(às) aposentados(as)

A Diretoria Colegiada do Sinpro e os(as) professores(as) e orientadores(as) aposentados(as) convidam a categoria para participar de um churrasco solidário neste domingo, a partir das 11h, na Praça do Buriti. Os interessados podem levar meio quilo de carne e refrigerante.
Após seis dias de vigília pelo pagamento da pecúnia da licença-prêmio aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais recém-aposentados(as), vários colegas têm comparecido ao acampamento montado embaixo da marquise do Palácio do Buriti, revezando na proteção e apoio aos companheiros acampados. Diante disto a diretoria do Sinpro e os professores resolveram convocar todos para este momento de confraternização e luta.
 
Dias de luta
Apesar de toda pressão do governo Rollemberg (PSB), que colocou a polícia para expulsá-los do corredor lateral do prédio do palácio, da forte chuva e frio e de todos os problemas, os professores aposentados permanecem firmes no acampamento.
A situação é de resistência e de permanência. Os(as) aposentados(as) estão dispostos a manter o acampamento e a fortalecer ainda mais a pressão contra o governo que desrespeita os direitos, a lei e tenta reprimir uma manifestação legítima contra a sonegação de direitos. A diretoria colegiada do Sinpro-DF lembra que esta luta é de toda a categoria e convida a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa a visitarem o acampamento e a integrarem ao protesto.
Para fortalecer a vigília, os professores que cantam, recitam poemas ou desempenha algum tipo de atividade cultural são convidados a participar desta luta neste sábado e domingo, a partir das 13h, no Palácio do Buriti. Venha mostrar solidariedade com a luta justa daqueles que contribuíram por uma educação pública e de qualidade no Distrito Federal. “Convocamos a categoria a comparecer ao Palácio do Buriti, onde faremos uma atividade cultural em apoio à luta dos aposentados. A unidade da categoria e a participação de todos e todas são os elementos essenciais que promovem direitos e asseguram vitórias”, ressalta a diretora do Sinpro Silvia Canabrava.
Venha para o acampamento! Fortaleça a luta de nossa categoria: nenhum direito a menos!

GDF prende trabalhadores e apreende porquinho da Campanha #RollembergMente

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Vigília dos(as) aposentados(as) permanece sob a marquise do Palácio do Buriti

O porquinho inflável da Campanha #RollembergMente foi apreendido, na manhã deste sábado (25), pela polícia quando os trabalhadores que o conduziam iniciavam sua montagem na região central de Brasília, na altura da Torre de TV. Os trabalhadores foram detidos por algumas horas na 5ª Delegacia de Polícia (DP) e, o porquinho inflável, no Posto Policial da Rodoviária do Plano Piloto.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que todo o material da campanha tem dono e nota fiscal e que o gesto da polícia revela o comportamento intolerante do governo Rollemberg com a livre manifestação do pensamento e a liberdade de expressão nas ruas de Brasília.
A diretoria, que neste sábado está mobilizada em duas atividades do sindicato – a vigília pelo pagamento da pecúnia da licença-prêmio dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais recém-aposentados(as), que permanece no prédio do Palácio do Buriti, e a Conferência de Educação em curso no auditório da EAPE –, teve de intervir para liberar o porquinho inflável e soltar os trabalhadores presos injusta e ilegalmente.
As lideranças sindicais do Sinpro-DF lembram que posicionar um balão inflável no Eixo Monumental em protesto contra retirada de conquistas trabalhistas e salariais legais é um direito legítimo, assegurado na Constituição, e que quem está realmente na ilegalidade é o governo Rollemberg, que não paga os valores devidos à categoria.
Na manhã deste sábado, o porquinho marcou presença na frente do Palácio do Buriti, local em que permanece a vigília dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais recém-aposentados(as). O acampamento embaixo da marquise do Palácio do Buriti já caminha para o sexto dia e nada de o Governo do Distrito Federal (GDF) resolver a situação.
Há poucos dias, o Sinpro-DF denunciou outro gesto de intolerância do governo Rollemberg, quando usou a força para tomar as faixas de protesto do sindicato das pessoas que estavam expondo-as nas ruas. Chegou a soltar uma nota de repúdio avisando que o governo, por meio da Agefis, está subtraindo o material de campanha do Sinpro e da CUT. Confira aqui a matéria.
A diretoria convida a categoria a participar, neste fim de semana, das atividades da vigília. Na tarde deste sábado, haverá várias apresentações culturais de artistas da cidade na Praça do Buriti.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais, participem! Visitem a vigília e integrem a luta de nossa categoria pela garantia dos direitos conquistados. Somente a nossa participação presencial, unidade e força é que irão garantir a vitória desta luta!
 
 
 

Toma posse primeira reitora da UnB, eleita com mais de 50% dos votos

Pela primeira vez no seu meio século de história, a Universidade de Brasília (UnB) será administrada por uma mulher. A professora do Instituto de Geociências, Márcia Abrahão, tomou posse do cargo de reitora nessa quinta-feira (24), em cerimônia realizada no Auditório 10, do Instituto Central de Ciências (ICC), no Campus Darcy Ribeiro, e terá um mandato de 4 anos, entre 2016 e 2020.
Márcia Abrahão e Enrique Huelva foram eleitos com 53,34% dos votos válidos da comunidade acadêmica em um pleito realizado em setembro, com Chapa 94 – Diálogo para Avançar. Desde 2014, ela é diretora do Instituto de Geociências (IG), unidade na qual exerceu a função de vice-diretora. Foi decana de Ensino de Graduação, de 2008 a 2011, e coordenou a implantação do Programa de Reestruturação Universitária (Reuni), processo de liberação de recursos para expansão acadêmica, de infraestrutura e dos campi da UnB. No período, foram criados 36 cursos de graduação.
Entre as principais pautas de seu mandato como reitora estão as de implantar a flexibilização da jornada de trabalho para os servidores da UnB, o incentivo à capacitação, a ampliação das políticas de acolhimento e permanência, a modernização da infraestrutura e o estímulo à excelência no ensino e aprendizagem.
Márcia Abrahão considera como diferencial na atuação de um gestor a abertura ao diálogo e esforço conjunto para promoção de avanços na qualidade acadêmica. “A Universidade precisa de gestores que sejam bastante executivos, que procurem simplificar os processos, que saibam ouvir e que trabalhem com equipes multidisciplinares com base em mérito, de forma democrática”, afirma.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF parabeniza a Chapa 94 – Diálogo para Avançar e a comunidade acadêmica por esta vitória e acredita que a professora Márcia Abrahão irá trabalhar para fortalecer a universidade pública e gratuita, em prol da democratização do ensino superior e contra todo tipo de tentativa de privatização da educação pública.
“A nomeação dela é importante porque ela contou com a adesão de setores da comunidade acadêmica comprometidos com a defesa da educação pública, gratuita e socialmente referenciada, além de ser contra a elitização da universidade federal pública, ela é uma defensora da ampliação da instituição a todas as classes sociais”, afirma Vilmara Carmo, coordenadora da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF.
Para Vilmara, passou da hora de a UnB eleger uma mulher para assumir a Reitoria. “Afinal, as mulheres estão entre as pessoas que estão nas faixas de escolaridade mais elevadas do que os homens e esse é um dado que não aparece. Ela representa essa realidade e sua eleição ajuda a construir uma política de gênero na universidade pública”.
Na cerimônia de posse, estiveram presentes, representando a gestão 2012-2016, o ex-reitor Ivan Camargo; a ex-vice-reitora Sonia Báo; os decanos Luís Afonso Bermúdez (DAF); Maria Ângela Feitosa (DGP) e Valdir Steinke  (DEX). A solenidade teve ainda a presença de outros dois ex-reitores da UnB: José Geraldo de Sousa Junior e o ex-reitor pro tempore, Roberto Aguiar. O secretário de Estado de Educação do Governo do Distrito Federal (GDF), Júlio Gregório Filho, e a ex-deputada distrital Arlete Sampaio (PT) também prestigiaram a solenidade.
“É uma alegria muito grande ter a professora Márcia Abrahão como reitora da UnB. Nós mulheres, educadoras e educadores, nós, do movimento social festejamos esta vitória. E, enquanto uma das coordenadoras do Movimento Pró-Universidade Pública em Ceilândia (Mopuc), destaco o apoio que recebemos da professora Márcia na nossa luta para instaurar um campus da UnB na Ceilândia. Foi incansável a atuação dela para materializar essa luta”, lembra Eliceuda França, diretora da Secretaria para Assuntos Culturais do Sinpro-DF e coordenadora do Mopuc.
Ela conta que a professora Márcia sempre foi comprometida com essa luta, abrindo a universidade para o debate democrático. “Ela sempre teve um cuidado muito grande em fortalecer a participação do movimento social nas instâncias da universidade. Enquanto esteve na Reitoria, como decana, demonstrou o compromisso da construção democrática da universidade. Estamos muito feliz e com certeza estaremos junto com ela nessa construção. Ela é uma pessoa que pode transformar a UnB num espaço muito mais democrático e estamos torcendo que o trabalho dela seja de muito sucesso”, finaliza.
Com informações do UnB Notícias

VII Concurso de Redação e Desenho na reta final. Resultado sai nos próximos dias

_dsc2694A comissão de professores(as) e orientadores(as) educacionais voluntários concluiu, nesta sexta-feira (25), a etapa de avaliação das 1.079 redações enviadas por estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal para o VII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF e selecionou as que serão premiadas. Os desenhos estão sendo analisados por uma comissão de professores(as) da Escola Parque 308 Sul.
A partir de agora, as redações escolhidas vão passar pelo processo de análise de autenticidade e, na próxima semana, os(as) vencedores(as) serão divulgados(as) no site do sindicato. A data prevista para a cerimônia de premiação é 13 de dezembro, no turno vespertino, na sede do Sinpro-DF. Todos(as) os(as) serão avisados(as).
“As redações foram de alto nível em todas as categorias, mostrando que os(as) estudantes estão atentos(as) com o que está acontecendo no Brasil e estão cientes que a democracia e a educação juntas transformam o mundo”, analisa Samuel Fernandes, diretor de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF e membro da comissão de avaliação.
Dorcas de Castro, orientadora educacional aposentada, disse que as redações deste ano foram muito bem escritas. “Os(as) estudantes produziram textos belíssimas, revelando o belo trabalho que os(as) educadores(as) têm feito em sala de aula. Com os(as) nossos(as) estudantes pensando sozinhos(as) sobre essa questão colocada “eu posso transformar o mundo?”, como está a democracia e as mudanças que estão ocorrendo no país. A criança colocou de forma linda a sua maneira de ver a situação do Brasil hoje”, comenta.
Ela observa que a leitura dos textos enviados mostrou a ela que os(as) estudantes conseguiram transmitir pelos textos uma maneira de pensar madura e muito crítica. “Achei essas redações, deste ano especificamente, muito boas. As crianças e os(as) adolescentes refletindo sobre questões, como a Lei da Mordaça, que eles e elas entenderam perfeitamente o que era e muitos colocaram mesmo a indagação: como é que nós vamos ficar se nós não soubermos nada do que estará acontecendo no mundo?”
A orientadora educacional destaca o fato de as crianças e adolescentes terem usado palavras, como “alienação”. “Usaram palavras e expressões como o ‘poder que o povo tem nas mãos não só por meio do voto, mas também da sua participação’. Achei linda a forma como os(as) adolescentes e as crianças, bem como adultos do EJA, se expressaram muito bem”, afirma.
Dorcas acha, porém, que, se por um lado a equipe de avaliadores(as) se deparou com ótimas redações, por outro, muitos textos revelaram que a educação pública precisa trabalhar muito ainda a forma de os(as) estudantes se expressarem. “Percebemos dificuldades de expressão nos textos e isso revela falta de leitura. E isso mostra outra necessidade de que a gente possa provocar a leitura. Ajudar. Ajudar nossos(as) estudantes serem leitores e leitoras. Senti isso não só nas redações que li, mas também nas que foram lidas aqui hoje”.
O VII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro, edição 2016, teve como tema “Eu, a educação e a democracia transformamos o mundo?” Com essa pergunta, pretendeu-se estimular a reflexão sobre os prejuízos que a Lei da Mordaça/Escola sem Partido trará para a educação, para professores(as) e, sobretudo, para os(as) estudantes.


 

Programa Alternativo comemora os 55 anos do CEM Elefante Branco

Os 55 anos do Centro de Ensino Médio Elefante Branco serão destaque do Programa Alternativo deste sábado (25). O CEM Elefante Branco foi o primeiro centro de ensino médio de Brasília. A instituição tem mais de 2 mil estudantes, mas chegou a registrar 5 mil matriculados nos três turnos de estudo. O Elefante Branco significava a materialização dos ideais de educação concebidos por Anísio Teixeira, educador e criador do conceito de Escola Nova — teoria que privilegiava o desenvolvimento intelectual e do pensamento crítico em detrimento da memorização.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Campanha #RollembergMente chega em São Sebastião

Dando continuidade à campanha #RollembergMente, que vai chegar nas escolas de todas as cidades do Distrito Federal e ficará posicionada em pontos estratégicos e em frente a uma das escolas da cidade, o porquinho visitou São Sebastião. Na manhã desta sexta-feira (25) o boneco inflável ficou posicionado em frente ao CAIC. Durante todo o dia, diretores do Sinpro e professores entregaram panfletos e material informativo à população denunciando todas as mentiras de Rollemberg (PSB).
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Para o diretor do Sinpro Gabriel Magno, a recepção por parte da comunidade escolar e da população foi muito boa. “Os estudantes, pais e a comunidade nos receberam bem e todos querendo saber do que se tratava o protesto, ainda mais diante da conjuntura de São Sebastião. Uma UPA recém fechada, as escolas sofrendo com a falta de professores, falta de merenda, escolas com larvas dentro da sala de aula, assaltos, ou seja, uma cidade que tem sofrido muito com o descaso do GDF. Todos concordaram que é mentira a história da falta de dinheiro do governo e tivemos uma avaliação muito positiva da população”, comentou o diretor do Sinpro Gabriel Magno.
A ida da campanha para as regiões administrativas foi aprovada na última Assembleia Geral da categoria.

Aposentados resistem e mantêm vigília no Palácio do Buriti

Após cinco dias, a vigília pelo pagamento da pecúnia da licença-prêmio aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais recém-aposentados(as) permanece com muita luta e garra no Palácio do Buriti. Apesar de toda pressão do governo Rollemberg (PSB), que colocou a polícia para expulsá-los do corredor lateral do prédio do palácio, da forte chuva e frio e de todos os problemas, os professores aposentados permanecem firmes no acampamento.
A situação é de resistência e de permanência. Os(as) aposentados(as) estão dispostos a manter o acampamento e a fortalecer ainda mais a pressão contra o governo que desrespeita os direitos, a lei e tenta reprimir uma manifestação legítima contra a sonegação de direitos. A diretoria colegiada do Sinpro-DF lembra que esta luta é de toda a categoria e convida a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa a visitarem o acampamento e a integrarem ao protesto.
Para fortalecer a vigília, os professores que cantam, recitam poemas ou desempenha algum tipo de atividade cultural são convidados a participar desta luta neste sábado e domingo, a partir das 13h, no Palácio do Buriti. Venha mostrar solidariedade com a luta justa daqueles que contribuíram por uma educação pública e de qualidade no Distrito Federal. “Convocamos a categoria a comparecer ao Palácio do Buriti, onde faremos uma atividade cultural em apoio à luta dos aposentados. A unidade da categoria e a participação de todos e todas são os elementos essenciais que promovem direitos e asseguram vitórias”, ressalta a diretora do Sinpro Silvia Canabrava.
Venha para o acampamento! Fortaleça a luta de nossa categoria: nenhum direito a menos!

Senadora propõe referendo popular em 2017 para o povo decidir sobre a PEC 55

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou, no fim de outubro, uma emenda à PEC 55/16 que prevê a realização de um referendo popular como condição para a entrada em vigor da proposta que institui o congelamento, por 20 anos, de investimento do dinheiro público nos serviços públicos.  Trata-se da Emenda 65, até agora assinada por 28 senadores, a qual define que a entrada em vigor dessa PEC dependerá de sua aprovação em um referendo popular, a ser realizado em outubro de 2017.
A senadora entende que quem tem de definir se o Estado irá congelar os investimentos públicos em serviços públicos é o povo, uma vez que a PEC 55 não passou pelo crivo popular em nenhum momento, nem sequer nas eleições de 2014. “Ela deve ser objeto de reflexão direta da sociedade, especialmente após as crises políticas vividas em 2013 e 2015/16”, indica a Justificação da emenda. Gleisi Hoffmann explica que a PEC 55 visa a alterar o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição Federal, para instituir um novo regime fiscal.
“Na prática, ela [a PEC 55] quer obrigar o Estado brasileiro a gastar menos com despesas primárias por 20 anos para que, nesse período, sobre dinheiro público para pagamento dos juros da dívida pública. Isto é, a PEC fará com que os próximos governantes apliquem menos dinheiro em ações de saúde, educação, assistência social, previdência, segurança pública e outras, para que mais recursos possam se direcionados para o pagamento da dívida pública federal”,  indica a Justificação da Emenda 65.
Hoffmann disse que a proposta do governo Michel Temer irá prejudicar, principalmente, a população pobre porque reduzirá drasticamente os investimentos em saúde, educação e outros serviços essenciais. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística  e Estudos Socioeconômicos (Dieese) dão conta de que “no setor da educação, por exemplo, a Constituição prevê investimento mínimo de 18% da receita bruta da União. Mas, com a aprovação da PEC, esse índice, em 2018, cairia para 13,7%”.
Diz também que o congelamento a ser instituído pela PEC 55 provocará um prejuízo de R$ 161 bilhões na saúde nos próximos 10 anos e que, nesse período, a assistência social perderá R$ 125,6 bilhões. “No total, as três áreas sociais receberão R$ 345,14 bilhões a menos, caso a PEC seja aprovada”, indica a Emenda 65.
Além de ser um mecanismo para drenar dinheiro público para o sistema financeiro, a PEC 55, segundo informa o texto de Justificação da Emenda 65, “promove uma espécie de ‘suspensão temporária’ das garantias individuais e dos direitos sociais da população para aumentar o fluxo de recursos destinados ao pagamento de instituições financeiras e investidores dos títulos da dívida pública federal [bancos privados nacionais e estrangeiros]”.
A parlamentar disse que apresentou essa emenda para que a Emenda Constitucional, se aprovada, só entre em vigor se for também aprovada em referendo popular. O referendo é um dos instrumentos de democracia direta previstos na Constituição Federal. O plebiscito e o referendo são instrumentos de participação popular direta previstos no artigo 14 da Constituição e são consultas ao povo para decidir sobre matéria de relevância para o país em questões constitucional, legislativa ou administrativa.
Vale lembrar que a diferença entre plebiscito e referendo é que, o primeiro, é convocado antes da criação da norma e, o segundo, é convocado após sua aprovação, cabendo ao povo aceitar ou rejeitar a proposta. A senadora informou ainda que, “no portal da internet do e-Cidadania do Senado, no link ‘Consulta Pública’, a PEC 55 já tem mais de 270 mil votos contrários e mais de 14 mil favoráveis”.
Confira AQUI o texto da Emenda 65/16 à PEC 55/16.

Manifestação #OcupaBrasilia contra a PEC 55 será nesta terça, dia 29

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A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, a PEC da Morte que desmonta o Estado – pois congela por 20 anos os investimentos sociais do governo federal, inclusive em educação -, acontece nesta terça-feira (29/11), no Senado.
Será um dia de luta para barrar retrocessos golpistas.
Por isso, a CUT e os sindicatos filiados, movimentos sociais e o movimento estudantil estarão em peso em Brasília neste dia, quando realizarão o ato #OcupaBrasilia em frente ao Congresso, para dizer “não” à PEC que retira dinheiro também da saúde e de outros investimentos sociais.
A concentração para a atividade será às 16h, no Museu da República, com marcha ao Congresso Nacional às 17h, seguida de vigília.
“A PEC 55 torna constitucional o não investimento na educação. O governo muda uma linha de pensamento, priorizando os rentistas e banqueiros – e abandona o investimento na melhoria da qualidade dos serviços públicos e da educação”, diz o professor e Secretário Geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.
Na mesma linha de raciocínio, a diretora de Finanças do Sinpro, Rosilene Corrêa, enfatiza que a única razão da PEC existir é para beneficiar o sistema financeiro. “Ela [a PEC] representa limitar o acesso, a expansão e a inclusão à educação pública, que corre o risco de ser estagnada. Saúde e educação são garantias constitucionais, previstas na Carta Magna, e é um dever do Estado brasileiro, sim”, salienta, convidando os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a se integrarem ao ato.
A Central reforça a importância da participação massiva dos dirigentes e bases sindicais nas atividades. “A nossa tarefa é lutar. Temos que estar nas ruas para impedir que nossos direitos, garantidos à custa de muita luta, sejam surrupiados por um bando de golpistas”, avalia o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

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