PEC 241 do desmonte do serviço público é debatida em audiência Pública na CLDF

Representantes da CUT, CNTE, Sinpro, Dieese e Diap, além de parlamentares e outras representações sindicais participaram, durante a tarde desta sexta-feira (30), de Audiência Pública sobre a PEC 241 no Distrito Federal, que limita os gastos públicos à variação da inflação nos próximos 20 anos. De iniciativa da bancada do PT na Câmara Legislativa do DF, o debate mostrou os impactos nocivos da proposta de emenda constitucional para os trabalhadores e para a Educação, Saúde, Previdência e Segurança Pública.
De autoria do presidente ilegítimo Michel Temer, a PEC congela o gasto público, retirando a decisão de gasto da esfera política ao estabelecer um indexador econômico fixo, que não possui qualquer relação com capacidade de arrecadação (receita) ou com as demandas sociais por bens e serviços públicos, que são as variáveis centrais da função alocativa de qualquer governo.
Resulta ainda no congelamento de salário de servidores públicos e impossibilita a realização de concursos públicos. Por tudo isso, a PEC ataca direitos fundamentais do funcionalismo e, principalmente, da população, uma vez que reduzirá aplicação de gastos destinados nas áreas sociais como saúde e educação.
A retirada de investimentos nestas áreas foi mencionada pelo secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues. Segundo dados do Dieese, de 2002 a 2015 o governo federal investiu, em Educação, R$ 802 bilhões. Se esta PEC existisse neste período, o investimento seria de R$ 377, ou seja, menos da metade. “Estamos em um processo de mudanças perigosas e preocupantes. Agora, o presidente que não recebeu nenhum voto tenta fazer estas mudanças que antes seriam rechaçadas pelas ruas e pelas urnas. Não estamos falando de uma PEC que vai atacar somente os servidores, mas a classe trabalhadora de uma forma geral. Este projeto vai provocar uma estagnação de recursos na saúde, na educação e outras áreas sociais, trazendo uma série de prejuízos”, salienta Rodrigo Rodrigues.
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Estudo realizado pelo Dieese revela que essa pressão deve aumentar seja por questões demográficas, como o crescimento e o envelhecimento da população, ou pelo constante aumento das demandas sociais. Além disso, considerando a grande carência da sociedade brasileira por serviços públicos, o congelamento real das despesas primárias por um período de 20 anos, tal qual definido pela nova regra, poderá comprometer ou até mesmo não assegurar a todos o atendimento mínimo desses serviços.
Além da queda brusca no investimento em áreas cruciais para o desenvolvimento do País, a aprovação da PEC 241 deverá ter impacto direto no poder aquisitivo dos salários dos trabalhadores. “Sempre lutamos por um País para todos e nos últimos treze anos a população passou a ter mais oportunidades, com uma divisão melhor da renda. Hoje, o que vemos é uma combinação de maldades propostas por este governo ilegítimo e a PEC 241 é apenas uma delas. Precisamos lutar contra tudo isto e mostrar que as informações e notícias que vemos nos jornais e na televisão, dizendo que estas mudanças são necessárias, são mentira. Só nos resta muita luta para fazer com que estas mudanças não aconteçam”, finaliza a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa.

Encerradas as inscrições para o 1º Encontro de Formação Continuada Modular

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que as inscrições para o 1º Encontro de Formação Continuada Modular estão encerradas e aproveita a ocasião para convidar a toda a categoria para participar do evento. O encontro será uma oportunidade para professores(as) e orientadores(as) educacionais obterem formação política a partir de uma análise da conjuntura e o cenário de ataque aos nossos direitos. Faça aqui a sua inscrição.
Na ocasião, iremos realizar um breve resgate da memória da Formação, que teve início em 2004, com 21(vinte e uma) turmas na etapa Básica e 6(seis) turmas etapa Avançada. Acreditamos que será uma ótima oportunidade para o reencontro de todos os egressos da Formação Sindical bem como para aqueles que ainda não vivenciaram alguma experiência do nosso programa de Formação. O Sinpro disponibilizará um espaço recreativo para crianças de até 7 anos.
“Iniciaremos o mês em que comemoramos o Dia do/a Professor/a com uma ação imprescindível para o empoderamento da base por meio da Formação Política Sindical. A Formação é um dos instrumentos de disputa contra-hegemônica da classe trabalhadora e o Sinpro-DF tem sido protagonista nessa política de valorização desse espaço como meio de organizar a luta e fazer o enfrentamento necessário na defesa de nossos direitos, bem como na ampliação das nossas conquistas”, afirma Luciana Custódio, Coordenadora da Secretaria de Formação Sindical. Faça sua inscrição no site: www.sinprodf.org.br
Mobilize sua escola e participe!
Confira, a seguir, a programação:
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Feira de Ciências do CEI 210 de Santa Maria foi um sucesso

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A comunidade escolar do Centro de Educação Infantil (CEI) 210, de Santa Maria, participou ativamente da Feira de Ciências da escola. O trabalho, desenvolvido com as crianças, tratou da alimentação saudável por intermédio da releitura de obras de Tarsila do Amaral e Romero Brito e também por meio do relato da vivencia da cidade e do campo das crianças de Santa Maria.
O trânsito também foi outro tema da Feira. Ele foi ressignificado pelas crianças que, brincando de pintar, modelar, recortar e colar, protagonizaram cenas corriqueiras no trânsito da cidade. O tema da natureza também foi relembrado mediante a identificação da metamorfose da borboleta, a qual sumiu dos jardins da capital da República.
A Feira mostrou a  pirâmide alimentar de forma lúdica e prazerosa de forma que facilitou sua inserção no cotidiano alimentar das crianças da escola, as quais, agora, já sabem identificar o que é nutritivo e faz bem à saúde daquilo que não faz bem e nem é nutritivo, bem como verificar o que não comer em excesso.
“Nossa feira foi um sucesso, pois contou com a participação de toda comunidade escolar. O compromisso das nossas professoras e o apoio irrestrito da nossa equipe gestora”, comemora Dhara Cristiane de Souza, coordenadora pedagógica.
Confira as fotos a seguir

Diário Oficial do DF publica Decreto que amplia licença-paternidade

O Diário Oficial publicou nesta sexta-feira (30) o Decreto nº 37.669 / 2016 que amplia a licença-paternidade para os servidores públicos distritais.
O decreto estipula o limite de 30 dias para a licença-paternidade. Portanto, além dos 7 dias que o servidor já tem direito com a Lei nº 840/2011, ele pode usufruir de mais 23 dias de licença, em virtude deste Decreto.
Portanto, até 2 dias após o nascimento da criança, o servidor deve solicitar a licença-paternidade (de acordo com a Lei n°840) e a prorrogação da mesma (de acordo com o Decreto n° 37.669).
Nesse período de licença, o servidor não poderá exercer nenhuma nova atividade remunerada.
Por ocasião da publicação deste Decreto, os servidores que estão neste momento usufruindo dos 7 dias da licença-paternidade, devem até o sétimo dia da licença solicitar a prorrogação da mesma para mais 23 dias.
Para ver o Decreto nº 37.669 / 2016, clique aqui

FMI recomenda revisão do salário mínimo e reforma trabalhista no Brasil

Relação entre salário mínimo e benefícios sociais deve ser revisada, avalia. Órgão afirmou que controle de gastos pode ‘mudar o jogo’, mas traz riscos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou nesta quinta-feira (29) que o Brasil faça uma revisão do cálculo do salário mínimo e sugeriu que o país lance mão de uma reforma trabalhista, como parte das ações para “recuperar a sustentabilidade fiscal” e “retomar o crescimento”.
Em comunicado após visita oficial ao país, o Fundo sugeriu que a fórmula para a revisão do salário mínimo afeta o crescimento das aposentadorias e de outros benefícios. Segundo o órgão, ela é “uma importante fonte de pressão fiscal no médio prazo”.
Para o FMI, “a relação entre os benefícios sociais e o salário mínimo precisa ser revisada, enquanto que a fórmula para o salário mínimo também, para melhor refletir as melhoras na produtividade”.
A reforma trabalhista é uma das medidas necessárias para o retorno do crescimento, disse o órgão no documento. “Reformas que visem facilitar o emprego produtivo e reduzir incentivos à informalidade podem promover a criação de empregos, investimentos e crescimento”.
Recuperação e quadro fiscal
O Fundo destacou que a recuperação do PIB deve ter início a partir de 2017, mas ponderou que ainda há riscos domésticos e também externos que podem minar esse crescimento.
Segundo o FMI, a melhora do quadro fiscal baseada somente em controle dos gastos pode levar vários anos para estabilizar a dívida pública, além de trazer riscos.
Por outro lado, o órgão afirmou que o teto de gastos pode “mudar o jogo”. O órgão prevê que a dívida pública continuará a crescer por alguns anos até atingir um pico e, depois, começará a cair.
A medida que limita o aumento dos gastos públicos pela inflação do ano anterior – que deve seguir para votação no Congresso – pode ajudar a melhorar a trajetória das despesas e permitir a estabilização e uma eventuial redução da dívida pública em relação ao PIB, diz o órgão no documento.
“O foco do governo em controlar o crescimento dos gastos públicos é imperativo e bem vindo”, disse o FMI, criticando “políticas fiscais insustentáveis” baseadas em “despesas infundadas e onerosas de forma crescente”.
Veja abaixo as principais recomendações do FMI para o Brasil:
– Controlar o crescimento dos gastos públicos.
– Reformar a seguridade social de forma ampla, incluindo “mudanças nas regras da idade da aposentadoria” e outros benefícios previdenciários, além de incluir servidores públicos na reforma, com a ressalva de que as mudanças devem ter um provisionamento para “proteger os mais vulneráveis”.
– Conter a trajetória de gastos dos estados com a adoção de regras similares às propostas para a União.
– Reduzir a rigidez orçamentária, incluindo a arrecadação de impostos, e aumentar a flexibilidade dos gastos no orçamento.
– Revisar a fórmula de cálculo do salário mínimo e outros benefícios que são “fonte importante de pressão fiscal”.
– Implantar o teto de gastos para o “melhor uso dos recursos” e para evitar a queda na qualidade dos serviços públicos.
– Continuar com o aperto monetário (política de juros altos) até as expectativas de inflação convergirem mais claramente para o centro da meta.
– Continuar a usar a taxa de câmbio como a primeira linha de defesa contra “choques”.
– Reforçar a resiliência e eficiência do setor bancário.
– Abrir a economia, com redução de tarifas e barreiras não tarifárias.
– Fazer uma alocação eficiente de recursos, com uma revisão nas regras do crédito.
– Reforma trabalhistas para facilitar o emprego produtivo e reduzir incentivos à informalidade.
– Reforma tributária para reduzir custos dos investimentos e a simplificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS/CONFIS e IPI.
– Medidas de transparência para combater a corrupção e lavagem de dinheiro.
 
Fonte: G1

Pecúnia: GDF insiste na falta de recursos para não pagar aposentados. Categoria exige respeito

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Parece novela sem fim, mas a história do pagamento da pecúnia sobre as licenças-prêmio não usufuídas dos professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados continua se arrastando.
Na manhã desta quinta-feira (29), um grupo organizado pelo Sinpro realizou uma vigília no Palácio do Buriti. A ideia era pressionar o GDF a solucionar o problema. Há um ano o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) não paga esse direito aos(às) aposentados(as) e mais uma vez descumpre o calendário firmado com a categoria em maio passado.
A Comissão de Negociação do Sindicato chegou a ser recebida pelo Chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio. Mas a ladainha se manteve. Segundo o governo, não há recursos financeiros para efetuar agora esses pagamentos, e nem é possível estabelecer um cronograma que sinalize, minimamente, a intenção do Executivo em pagar.
Apesar dos vários alertas sobre a impaciência e irritabilidade da categoria docente com o governo Rollemberg por conta da falta de seriedade e de compromisso com este e outros pagamentos devidos,
Sampaio disse que não poderia assegurar um cronograma.
A coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sinpro, Sívia Canabrava, enfatizou que os(as) aposentados(as) continuarão na luta, realizando atos e manifestações até que o GDF pague o que é devido. “Nossa luta não acaba hoje, não se esgota agora, até porque o governo já disse várias vezes que faria o pagamento e não o fez. Por isso é importante que continuemos apostando na mobilização e na unidade da categoria para garantir este direito. Exigimos respeito e o cumprimento da lei, com o pagamento da pecúnia”.

GDF recua e Escolas Classe de Ceilândia não serão fechadas. Vitória da luta!

Após intensa mobilização da comunidade escolar, que culminou com um protesto na manhã desta quarta-feira (28) em frente da Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia (CREC), o GDF recuou e decidiu não fechar oito Escolas Classe da cidade. Vitória da luta!
O intuito do Governo de Brasília de em uma canetada, sem prévia discussão com a comunidade, mudar oito Escolas Classe em oito Centros de Educação Infantil causou revolta e apreensão em pais, mães, professores(as) e orientadores(as) e toda a comunidade escolar.
“A mudança causaria prejuízos para os estudantes, que teriam que se deslocar para locais distantes de suas residências, pois as atuais Escolas Classe seriam fechadas. A não continuidade dos estudos na mesma escola é ruim pro(a) aluno(a), que perde seu sentimento de pertencimento do local. Traria transtorno para os pais, que alterariam seus horários para levar os(as) filhos para a escola”, aponta Júlio Barros, diretor do Sinpro.
Com a ameaça do Governo, o movimento começou utilizando um dos instrumentos da Lei de Gestão Democrática, que foi a realização de assembleias gerais em todas as oito unidades escolares envolvidas. Desta forma, foi votado por unanimidade um voto contrário a essas mudanças que o Governo de Brasília queria. Foram realizados também abaixo-assinados com a comunidade. O grupo foi até a Comissão de Educação, Saúde e Cultura da CLDF fazer a denúncia. Da mesma forma, foi realizada uma Audiência Pública, com representantes do Sinpro, CLDF, GDF e da Regional de Ensino.
Na véspera da manifestação, o coordenador do CREC enviou uma circular aos gestores das escolas envolvidas, recuando de sua posição inicial. Mesmo assim, todos(as) os(as) envolvidos(as) no ato público decidiram mantê-lo para chamar a atenção da sociedade de como o governador Rollemberg está lidando com a educação no DF.
Após o protesto, uma comissão composta por dois representantes de cada escola (um pai ou mãe e um/a professor/a) foi recebida pelo Coordenador da Regional de Ensino e reafirmada a posição de cancelamento da proposta inicial e o compromisso que para eventuais mudanças em 2018, ocorrerá antes um amplo debate com toda a comunidade escolar e sua representação sindical.
“Foi um movimento vitorioso, porque desde o primeiro momento, a categoria não aceitou essa imposição do GDF. Houve uma construção de debates dentro das escolas. A partir da orientação do Sinpro, as escolas começaram a se mobilizar. Teve assembleia em cada uma delas, com a nossa participação do Sinpro, além de pais e mães e da direção da escola, que discutimos o que aconteceria e a partir daí criamos uma rede. Foi um ato bonito e vitorioso. O Governo afirmou que vai fazer um debate em 2018, pois em 2017 nada vai mudar. Isso evidenciou a Gestão Democrática e de toda a sua importância”, aponta Eliceuda França, diretora do Sinpro.
Vitória da luta!

Sinpro convida a categoria para participar de webconferência sobre a reforma do ensino médio

A CNTE e a APEOSP/SP realizam, dia 30 de setembro, das 14h às 17h, em São Paulo, uma webconferência sobre a reforma do ensino médio. Além de debater a Medida Provisória nº 746, de 22/09/16, a atividade tem como objetivo mobilizar os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, a comunidade escolar e a sociedade em geral contra esta proposta, que é altamente prejudicial ao projeto de escola pública, inclusiva, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada.
O Sinpro convida toda a categoria para acompanhar a webconferência e conhecer um pouco mais desta alteração vertical imposta pelo desgoverno de Michel Temer. Além de não ter sido discutida com professores, movimentos sociais e com a comunidade escolar, o modelo altera o currículo, a carga horária e os eixos programáticos do ensino médio, trazendo uma série de prejuízos aos estudantes.
Clique aqui e acompanhe a webconferência ao vivo.
 

Sinpro repudia modelo de reforma autoritária e defende escola plural e inclusiva

Um modelo de educação inclusiva, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada é e sempre será a luta do Sinpro e de professores(as) e orientadores(as) educacionais. É sob esta escola plural e com a preocupação do pensar social do estudante que o Sindicato dos Professores no DF se coloca totalmente contrário à Medida Provisória “imposta” pelo governo ilegítimo de Michel Temer para a reforma do Ensino Médio.
Além de ser uma alteração vertical, ou seja, sem uma ampla discussão com professores, movimentos sociais e com a comunidade escolar, o modelo proposto pelo governo Temer altera o currículo, a carga horária e os eixos programáticos do ensino médio. O resultado será altamente prejudicial ao projeto de escola pública de qualidade, já que a Medida Provisória dificulta o pensar social do estudante ao retirar, de forma autoritária, a obrigatoriedade da oferta de Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia.
Em tempos de desrespeito à democracia e de tentativa de censura ao professor (Lei da Mordaça), esta MP mostra a face de um governo autoritário e sem a menor preocupação em construir um projeto educacional em parceria com a sociedade. Alheio a tudo isto, o governo Temer traz uma discussão voltada para a ideologização do ensino e uma ruptura drástica do ensino médio ao estreitar a formação básica e retirar disciplinas que dão a oportunidade do estudante pensar e debater a importância da construção do ser social.
Para a Diretoria Colegiada do Sinpro, ao enviar uma reforma deste porte ao Congresso Nacional por meio de Medida Provisória o governo federal constitui um grande atentado contra a democracia e um desrespeito a todas as pessoas e instituições que vinham participando do processo de debates sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Não bastasse isto, o autoritarismo de Temer constitui um claro desvio de atribuição, tendo em vista que cabe ao Conselho Nacional de Educação (CNE) as definições sobre diretrizes curriculares em nosso País.
Ao contrário do que prega erroneamente o governo Temer, a reforma não avança na qualidade do ensino médio e traz no bojo de suas intenções uma profunda fragmentação do ensino médio em um conjunto de terminalidades após o primeiro ano de estudos. Esta estratégia vai incrementar a segregação escolar, permitindo apenas que os jovens de maior poder aquisitivo escolham aquelas terminalidades que dão acesso, de fato, ao ensino superior, incentivando o estudante de baixa renda a procurar o mercado de trabalho antes de concluir o ensino médio.
Se olharmos um pouco para o passado, perceberemos que esta proposta de reforma contém a mesma concepção de exclusão do ensino médio que tínhamos há algumas décadas. Nesta época tínhamos escolas para os filhos dos trabalhadores com uma formação mais voltada para o mercado de trabalho (formação técnico-profissional) e outra para os filhos da elite, que garantia acesso às melhores universidades e aos mais altos cargos da administração pública.
O Sinpro é totalmente contrário à reforma do ensino médio por analisar que as mudanças propostas pela MP afetam a formação social do estudante e não apresentam as melhorias que realmente precisamos. A escola pública necessita de investimento, da contratação de professores(as) e orientadores(as) educacionais e de estrutura para que possamos ter uma educação pública de qualidade e de estudantes que, além de futuros bons profissionais, sejam cidadãos engajados com uma sociedade justa e igualitária.
 
Diretoria Colegiada do Sinpro

Sinpro cobra descentralização e humanização nos Procedimentos Médico-Periciais

interna-ato-saudeDiretores do Sinpro e professores(as) realizaram um Ato Público nesta terça-feira (27), na SUBSAUDE, pela descentralização e humanização no atendimento e contra a retirada de direitos do GDF nas questões de saúde. No dia 8 de setembro, o Governo do DF publicou o decreto n° 37.610, que altera o decreto n° 34.023, de dezembro de 2012. Além de conter diversos erros em suas referências com o decreto anterior, o texto ataca vorazmente direitos já adquiridos pelo(a) servidor(a) público(a) do DF.
Após receber os diretores da Secretaria de Assuntos da Saúde do Sinpro, o subsecretário de Saúde do DF Marcelo Paixão ouviu os principais problemas sofridos pelos servidores. Entre os pontos elencados pelos diretores estão a superlotação do atendimento, que mesmo com agendamento os servidores não são atendidos no horário agendado; a falta de humanização no atendimento; denúncias de desrespeito, além do pedido para a descentralização das perícias.
O subsecretário disse que vai tomar providências e que o governo está procurando um novo espaço para transferir a perícia médica, mas que a descentralização não será possível no momento devido à falta de profissionais. “Exigimos do GDF um contato mais diário para resolver os problemas levantados e que o governo trabalhe buscando a promoção e prevenção à saúde para evitar o adoecimento da categoria. Merecemos respeito e tratamento humano”, salienta a diretora Gilza Lucia.
O Sinpro repudia qualquer retirada de direitos já garantidos por parte do Governo do DF e reitera que a luta é por um atendimento descentralizado e humanizado para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

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