Não à militarização, privatização e entrega das escolas públicas às OS

Assim como nos tempos de exceção, a Educação pública brasileira está hoje seriamente ameaçada por setores políticos reacionários e oportunistas – aliado à falta de compreensão do que está em jogo por parte das pessoas.
Travestidas de “salvadoras”, medidas como “militarização”, entrada de Organizações Sociais (OS) na gestão escolar ou mesmo a privatização estão em alta, reafirmando a lógica empresarial em que se prioriza metas ao invés de questões pedagógicas, abre brechas para cobrança de mensalidades, precariza e desestabiliza as condições de trabalho dos professores, entre outros inúmeros problemas.
As chamadas Organizações Sociais, a princípio, foram vendidas como estruturas capazes de dar mais agilidade à gestão, escapando dos entraves criados para entidades públicas. Começaram na área da saúde e agora estão sendo “testadas” na educação.
O roteiro nós já conhecemos. O Estado irá terceirizar escolas que já têm boa infraestrutura e qualidade razoável de ensino. Algumas organizações darão um verniz nessas escolas a fim de dar a impressão, à opinião pública, de que o modelo é um sucesso.
Quando a sociedade civil se der conta, ela terá um serviço generalizado com professores precarizados, que podem ser facilmente substituídos e submetidos a planos decididos por burocratas.
O professor Wanderson Ferreira Alves – doutor em educação pela USP e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Goiás – faz seriíssimo alerta sobre os perigos deste tipo de gestão das escolas. Em Goiás, trágicas experiências das OS e da militarização estão em estado avançado
Ele afirma que o “ano de 2016 tem um gosto amargo para a educação goiana: o governo do Estado (Marconi Perillo, PSDB) decidiu que escolas serão transferidas para Organizações Sociais (OS). Mas, atenção com o remédio: quando o diagnóstico é equivocado, as ações ao invés de ajudarem, prejudicam”.
Neste sentido, cita pesquisa do Center for Research on Education Outcomes, ligado à universidade de Stanford, nos EUA. Esse órgão publicou um estudo intitulado National Charter School Study, o qual aponta que alunos matriculados em escolas públicas com gestão privada em 26 estados daquele país, em grande escala, tinham desempenho semelhante aos das escolas públicas tradicionais e, em alguns casos, até inferior.
Mas o alerta maior do doutor Wanderson não é esse. Ele pondera que escolas militarizadas ou privatizadas tendem, naturalmente e com o tempo, a excluir alunos com perfil socioeconômico mais baixo, negros ou os que apresentem alguma deficiência. Por quê? Ora, para justificar a militarização ou a privatização, os governos querem mostrar à sociedade que esse modelo é eficiente e que os estudantes se destacam nos exames feitos pelo próprio poder público, como o IDEB ou ENEM, por exemplo.
Com isso, investem nos alunos mais destacados (que existem em qualquer escola), e nos de famílias mais estruturadas, porque estes, por razões óbvias, têm melhores oportunidades de acompanhamento também em casa. Os demais são deixados de lado ou até sutilmente convidados a sair.
É aí que negros ou alunos com alguma deficiência são discriminados, por conta do preconceito que sofrem ainda praticamente no mundo todo. A pesquisa do Center for Research on Education Outcomes traz dados sobre isso.
“A escola pública tradicionalmente, pondera o doutor, nasceu em oposição a tudo o que foi anteriormente descrito. O ideário da escola pública, aquele que animava Condorcet à época da Revolução Francesa, é o de uma instituição que acolhe a todos, promove a igualdade entre desiguais e serve de fundamento para a democracia. É a escola que acolhe brancos e negros, homens e mulheres, não importando credo religioso, nível cultural ou perfil socioeconômico. Essa escola é a que precisa ser fortalecida. Ela contribui na promoção da igualdade, não de desigualdade. Ela aproxima, não afasta pessoas”.
Por fim, o educador cita o caso de empresários que passaram a gerir escolas, desviaram dinheiro público e desapareceram fechando os estabelecimentos de ensino. O jornal New York Times publicou matérias sobre isso.
Implantação de modelo americano nas escolas públicas
No âmbito mercadológico, vários fatores colaboram para a privatização da educação pública. Com base no modelo das charter schools americanas (modelo americano que o governo de Goiás coloca como padrão a ser adotado no estado), Marconi Perillo tenta privatizar a educação pública de forma autoritária e unilateral sem dialogar com a categoria, com o sindicato que a representa, muito menos com a comunidade escolar a melhor opção para a melhoria da escola pública. Algumas razões para esta mudança podem ser analisadas abaixo:
– Reduzir investimentos na área educacional, pois as charters são mais baratas;
– Controlar os professores para ensinar para o teste e melhorar médias;
– As charters não têm estabilidade e o professor que não melhora a média é demitido;
– Eliminar servidores públicos e reduzir gastos com aposentadoria;
– Atender à Lei de Responsabilidade Fiscal, reduzindo servidores (OS não conta na Lei de Responsabilidade Fiscal)
– Livrar-se das escolas de maior dificuldade e com pior avaliação. Tendo fracassado com estas escolas, o estado as abandona.
Fora isto, a privatização traz sérias consequências:
– Destruição da escola pública de gestão pública (não é fácil voltar a ter gestão pública depois que se privatiza, pois os gastos com educação se acomodam em um patamar mais baixo);
– destruição do magistério público e de sua dignidade, precarizando o professor que pode ser demitido a qualquer hora ao sabor do diretor de turno;
– produção de alta rotatividade de professores, pelos salários mais baixos e excessiva pressão;
– transformação da educação em treino para o teste para aumentar média da escola e permanecer com o contrato;
– estreitamento curricular marcado pela atenção somente a disciplinas que caem nos exames: português e matemática, com prejuízo das demais;
– desnacionalização progressiva da formação da juventude com a entrada de grandes corporações nos processos de disputa por concessão da gestão das escolas, após constituído o mercado;
– as terceirizadas procuram não atender pessoas com necessidades especiais e evitam os mais pobres por serem mais difíceis e caros de ensinar.
O fato é que o magistério público do País enfrenta uma política neoliberal e de privatização de vários setores. O estado de Goiás é apenas um destes exemplos. Os professores do país e os sindicatos estão mobilizados para travar este projeto. “É uma situação que prejudica toda escola pública, especialmente os professores que perdem a carreira e a estabilidade. Ao perder a carreira e a estabilidade, a condição da qualidade da escola pública de Goiás é bastante reduzida. Não podemos aceitar que o dinheiro público seja repassado para a iniciativa privada cuidar de uma atividade que é dever do governo”, enfatiza a presidente do Sintego, Bia Lima.
Segundo o presidente da CNTE, Roberto Leão, a terceirização e a entrega das escolas para gestão de organizações sociais só pioram o quadro. “Organização Social é privatização da educação. É entregar a escola pública para organizações que, na verdade, como é o caso de Goiás, onde as OS que se candidataram a participar do programa de privatização do governo de Goiás foram criadas há pouco tempo e todas são de propriedade de donos de escola particular, portanto são entidades interessadas no dinheiro público, e nós temos que combater isso. Isso é fazer com que um direito da sociedade, da população, da classe trabalhadora, principalmente, que é quem se utiliza da escola pública, sirva pra subsidiar lucro de empresário de escola, que vê a educação somente como mercadoria”, afirma Leão. >>> Confira o Manifesto da CNTE contra a militarização e contra a privatização da escola pública por meio de Organizações Sociais (OS).
Militarização da gestão
Outro ponto contrário ao pleno desenvolvimento do direito das crianças é o crescente número de escolas cuja gestão foi entregue para a Polícia Militar. Ao todo, mais de 50 escolas estão sendo geridas pela Polícia Militar em Goiás, Minas Gerais e Bahia.
Nesse modelo, os diretores civis são substituídos por policiais armados que passam a administrar essas escolas com o objetivo de garantir a ordem e a disciplina escolar. Em Goiás, os alunos são obrigados a comprar fardas que custam entre R$ 500 e R$ 700, e as liberdades de professores e estudantes são restringidas.
“Sob o pretexto de pacificar a escola e melhorar os indicadores educacionais, as escolas estão sendo entregues para gestão da PM e isso é uma violação do dever de formar para a cidadania, é incompatível com a gestão democrática e, na maioria dos casos, restringe o direito de liberdade dos professores e estudantes”, adverte a diretoria colegiada do Sinpro.
Confira matérias que abordam a perda de direitos da classe trabalhadora:
Novas regras da Previdência Social trarão uma série de prejuízos aos trabalhadores
Sinpro-DF lançará Comitê da Frente em Defesa da Educação, dos Direitos e da Democracia

XII FREC é destaque do Programa Alternativo deste sábado (04)

Realizado anualmente pelo Centro de Ensino Especial 02 de Ceilândia, o XII FREC será o destaque do Programa Alternativo deste sábado (04). Com o objetivo de integrar e proporcionar aos estudantes um encontro com colegas de outras escolas, sete centros de ensino especiais realizam o projeto, que oferece, entre outros pontos, momentos recreativos e culturais. Durante os quatro dias os estudantes realizam apresentações culturais, tem um intercâmbio esportivo na Universidade Católica de Brasília e participam de várias atividades lúdicas.
Segundo o professor Luiz Fernando Rabelo, o projeto é um momento que os estudantes têm de mostrar sua capacidade. “Este projeto é importante para o desenvolvimento social, para a prática de atividade física e para a demonstração de todo potencial cultural, valorizando o estudante enquanto agente direto da sociedade”, salienta o professor.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Novas regras da Previdência Social trarão uma série de prejuízos aos trabalhadores

Anunciado como sendo ‘Uma Ponte para o Futuro’, o plano de governo proposto pelo governo ilegítimo de Michel Temer mostra que caso os projetos de lei e propostas de mudança em trâmite no Congresso Nacional sejam aprovadas, o Brasil vivenciará um grande retrocesso no histórico de conquistas da classe trabalhadora. Um destes projetos é a mudança nas regras da Previdência Social.
Anunciado como um projeto necessário para equilibrar a economia do País, as mudanças propostas na Previdência mostram, na verdade, a lógica do neoliberalismo, que se aproveita dos momentos de crise econômica criada pelo próprio sistema para justificar as perdas de direitos conquistados. Entre estas perdas estão a fixação de uma idade mínima para se aposentar, que ficaria em 65 anos para homens e mulheres; o aumento do período mínimo de contribuição para o INSS dos atuais 15 anos para 20 anos e a desvinculação do reajuste dos benefícios do aumento do salário mínimo.
A proposta também prevê a revisão dos benefícios enquadrados na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), que concede um salário mínimo a idosos e deficientes de baixa renda e a mudança na forma de concessão e no prazo para aposentadorias e pensões, tanto urbanas quanto rurais, na iniciativa privada. No setor público também haverá mudanças, e não apenas dos futuros trabalhadores, mas também para quem já está no mercado de trabalho. Uma das propostas é o fim gradativo de aposentadorias especiais, num período de quatro e oito anos, além do término imediato da paridade de reajuste para trabalhadores na ativa e inativos.
O “pacote de maldades” ainda prevê a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a desvinculação dos benefícios previdenciários e assistenciais (para deficientes e idosos de baixa renda) do salário mínimo – caso seja aprovado, esses benefícios passarão a ser corrigidos anualmente apenas pela inflação, sem ganho real de renda. É diante de todo este histórico de retrocesso e de golpe contra o trabalhador brasileiro que o Sinpro, a CUT e várias centrais sindicais se colocam completamente contrárias às mudanças na Previdência Social e a todo e qualquer tipo de projeto de lei que traga prejuízos ao trabalhador.
 
População é contra as mudanças na Previdência
Uma pesquisa encomendada pela CUT ao Vox do Brasil revela que a grande maioria da população brasileira é completamente contrária às mudanças propostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. A rejeição aos cortes nos programas sociais atingiu índices ainda maiores, especialmente na Região Nordeste, onde 90,5% dos pesquisados são contra. Os índices contrários aos cortes são maiores nas mais baixas faixas de renda e escolaridade.
O Vox Brasil pesquisou 2000 pessoas com mais de 16 anos, nas áreas urbanas e rurais de 153 municípios de todos os Estados e do Distrito Federal, e constatou que 88% dos pesquisados responderam que o governo não deveria dificultar as regras para aposentadorias. Do total, 87,3% são homens, e 87,7% mulheres. Apenas 9% (9,7% homens e 8,2% mulheres) concordam com a medida que está sendo analisada pela equipe econômica e 4% não souberam ou não responderam (3% homens e 4% mulheres).
Dos 88% contrários a mudanças nas regras da Previdência Social, 87,6% são jovens e 88,3% adultos; o percentual dos que têm ensino fundamental e médio foi igual 87,7%. Já entre os que têm nível superior, foi de 88,3%. Quanto a faixa de renda, são contra a medida 87,8% dos que ganham até 2 salários mínimos (SM), o mesmo percentual (87,8%) dos que ganham entre 2 e 5 SM e 86,4% dos que ganham mais de 5 SM. A maioria é formada por nordestinos, 89,2%. Outros 85% vivem na Região Central/Norte, 87,1% no Sudeste e 88,4% no Sul.
Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, os resultados mostram que a maioria dos brasileiros esperam propostas que ajudem o Brasil sair da crise, voltar a crescer, gerar emprego e melhorar a renda. “Isso é um sinal de que a prioridade do governo deve ser a substituição imediata da atual política econômica que só tem gerado recessão e desemprego por uma que priorize os interesses da classe trabalhadora”, ressalta Vagner.
Cláudio Antunes, coordenador de Imprensa do Sinpro, complementa que o golpe está se materializando contra os trabalhadores na medida em que os projetos anunciados retiram direitos e conquistas históricas.
O Sinpro-DF irá lançar, na próxima quinta-feira (9/6), o Comitê da Frente em Defesa da Educação, dos Direitos e da Democracia e, na sexta-feira (10/6), a Frente Brasil Popular (FBP) lançará a Jornada Nacional de Lutas contra o Golpe e pela Democracia. O movimento irá pôr em curso uma campanha nacional de combate às políticas de retrocesso adotadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e as ações do Congresso Nacional, cujos parlamentares atuam para eliminar conquistas da classe trabalhadora.
Confira matérias que abordam a perda de direitos da classe trabalhadora:
Comitê da Frente em Defesa da Educação

Cronograma de pagamento da pecúnia da licença-prêmio desagrada a aposentados

Após uma série de ações, protestos e realização de greve da categoria do magistério público em 2015, bem como várias manifestações neste primeiro semestre de 2016, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou, na tarde desta quinta-feira (19), um cronograma para pagamento das pecúnias da licença-prêmio apenas para professores (as) e orientadores (as) educacionais aposentados(as) em 2015.
O cronograma, contudo, deixa de fora todos (as) os (as) recém-aposentados (as) de 2016. Apesar do anúncio ser resultado da luta do sindicato por esse pagamento, a diretoria colegiada do Sinpro-DF permanece preocupada porque ficaram de fora desse calendário mais 400 professores (as) e orientadores (as) educacionais aposentados em 2016. A diretoria do sindicato pretende solicitar uma reunião com o GDF, uma vez que considera que o cronograma está incompleto, não atende à demanda dos(as) aposentados(as), mantém a condição de prejuízo e revela a intenção de se arrastar essa dívida ao não incluir as aposentadorias de 2016. Ou seja, demonstra o intuito do governo de manter o servidor no prejuízo.
No entendimento do Sinpro-DF, os(as) trabalhadores(as) do Governo do Distrito Federal (GDF) que aposentaram há um ano ainda não puderam usufruir de sua aposentadoria já que estão tendo de ir para as ruas, permanentemente, lutar por direitos garantidos em lei. Para a diretoria, o GDF precisa cumprir a Lei Complementar 840/2011 que preconiza 60 dias o prazo limite para o pagamento da pecúnia da licença-prêmio não gozada, de forma que professores (as) e orientadores (as) educacionais que se aposentaram em 2016 também precisam receber segundo a letra da lei. “O governo precisa responder a essa demanda que hoje fere um direito do (a) trabalhador (a)”, avalia.
O anúncio desse cronograma é resultado do protagonismo dos (as) recém-aposentados (as)  da carreira do magistério público que, em nenhum momento, desde o ano passado, deixou de lutar pelos seus direitos. Nesta semana, além de visitas aos deputados distritais que culminou com uma moção dos deputados em apoio à luta da categoria por esse pagamento.
O Sinpro-DF ingressou também com uma Denúncia contra o GDF no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) – por descumprimento do artigo 142 da Lei Complementar nº 840/2011. Vários (as) professores (as) recém-aposentados (as) integraram o grupo de pessoas que foi à Proeduc entregar o documento.
Cronograma
De acordo com o cronograma anunciado, o investimento de R$ 100 milhões em pecúnias pagas em 2015, beneficiaram 1.225 aposentadorias referentes ao primeiro semestre de 2015, sendo R$ 39,7 para beneficiar 606 servidores na área de Educação e, R$ 18,5, para 208 aposentados na área de Saúde. “Isso resulta em uma média de R$ 82.104,00 por aposentado, distribuída da seguinte forma: uma média de R$ 65.564,00 mil para os aposentados da área de Educação; e, R$ 89.000,00, para os da área da Saúde”, afirmou o governador.
O anúncio, feito ao lado de vários deputados distritais, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, dá conta também de que “até o fim de julho de 2016, iremos pagar mais R$ 34,4 em pecúnias referentes a 268 aposentadorias referentes ao primeiro semestre de 2015 que ainda não haviam sido processadas quando foi feito o acordo no fim de 2015. Assim, R$ 29 milhões para 208 aposentados da Saúde e R$ 536 mil reais para 14 aposentados da Educação, além de outras áreas”.
O governador disse ainda que “a partir de agosto , iremos pagar mais R$ 57,5 milhões referentes a 810 aposentadorias processadas no segundo semestre de 2015, sendo R$ 33 milhões para a Educação e R$ 17 milhões para a Saúde e demais áreas do governo de Brasília”.
Ele informou também que o Governo do Distrito Federal (GDF) decidiu efetuar os pagamentos em ordem cronológica. “Não há como ter esse tipo de favorecimento. As pecúnias são pagas rigorosamente em ordem cronológica com toda a transparência. Estamos inovando ao não declará-las exercício findo, ou seja, reconhecemos a dívida e estamos pagando no limite das nossas possibilidades”, afirmou Rollemberg.
Rollemberg disse ainda que o governo está prorrogando todos os concursos legais e que terão validade vencida ao longo deste ano. “Todos eles serão prorrogados com o objetivo de garantir também essa possibilidade de, tão logo a situação do GDF melhore do ponto de vista da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a gente possa chamar os concursados de acordo com as necessidades do serviço público”.
 

Tem início a 6ª Conferência Distrital de Educação: Democracia e Direitos

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Com um minuto de silêncio, em razão dos ataques sofridos pelos(as) professores(as) mexicanos(as), teve início na manhã desta sexta-feira (24) a 6ª Conferência Distrital de Educação. O evento, que vai até sábado (25), está sendo realizado na Eape (907 Sul).
Na solenidade de abertura, o professor e secretário-geral da CUT Brasília Rodrigo Rodrigues, ressaltou a tentativa de retirar a reflexão em sala de aula com a aplicação da Lei da Mordaça e outros projetos similares que atacam a livre docência. “Temos que fazer este enfrentamento. Democracia e direitos são as nossas bandeiras”, afirmou.
Na palestra “Conjuntura nacional e o enfrentamento da agenda de retrocessos”, a mesa foi composta pelos professores Antônio Lisboa (Conselheiro da OIT, Secretário da CNTE e Secretário da CUT Brasil), Roberto Leão (Presidente da CNTE) e Madalena Guasco (Coordenadora geral da CONTEE), com a mediação dos diretores do Sinpro Luciana Custódio e Fernando Reis.
De acordo com Madalena, os movimentos sociais, indígenas, dos negros e das minorias tiveram protagonismo após 2002. “Após a eleição do Lula, conseguimos valer os princípios democráticos que não estão na Constituição de 1988, que não foram regulamentados na década de 90”.
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Para a professora, neste momento “existe uma crise do capitalismo, aliada ao Parlamento mais reacionário que este país já teve, inclusive com a bancada ‘BBB’ (boi, bala e Bíblia) sendo maioria nas duas Casas Legislativas. O resultado só pode ser um: retrocesso”. Com isso, a direita cresceu silenciosamente e hoje a ideologia é rotulada como “doutrinação” e portanto, deve ser combatida.
O segundo palestrante, o professor Roberto Leão, fez duras críticas ao golpe ao afirmar que “o golpe no Brasil é para desestruturar o Estado Democrático que construímos, com a aliança entre a imprensa e o Judiciário e o capital financeiro internacional”. Para ele, há um movimento organizado e a sociedade não pode permitir que ocorra o que aconteceu em 1964. “O momento é de enfrentamento, de irmos às ruas para defender a escola pública, que prepara para o mundo do trabalho e não para o mercado de trabalho. Estamos lutando contra uma forma fascista de ver o mundo”.
Para o presidente da CNTE, “o governo golpista luta contra o protagonismo dos movimentos sociais, dos negros, indígenas, feministas, LGBTs e de outras minorias”. De acordo com o professor, “a educação brasileira pública está sofrendo um grande risco. Temos que ser guerreiros para defendê-la”.
A respeito da militarização das escolas, que vem ocorrendo em Goiás e em outras partes do país, o professor foi enfático. “Escola militarizada é boa para quem quer ser militar, mas não podemos submeter a sociedade a este processo de militarização, é absurda”.
Encerrando os trabalhos, o professor Antônio Lisboa lista as três principais razões para o golpe, que segundo ele, são a questão geopolítica, a econômica/financeira e ação das elites. “Na geopolítica, os EUA querem retomar a América Latina para o seu quintal e enfraquecer os BRICs. Na questão econômica, o intuito é entregar as riquezas do país para as empresas transnacionais. E as elites – que são vergonhosas, atrasadas, mesquinhas e preconceituosas – não aceitaram ficar 13 anos sem suas benesses e tomaram a posição de derrubar este governo legitimamente eleito”.
Para ele, “o que está em jogo é um golpe de Estado para retirar os nossos direitos. Portanto, é preciso trazer para o nosso dia a dia, para a sala de aula este debate, enquanto ainda é possível fazê-lo”, enfatizou.
Ao final, o professor destacou o avanço da direita e do fascismo, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. “O direito de greve está sendo questionado, no âmbito mundial e os novos tratados comerciais chegam para desregulamentar os serviços prestados pelos países, pois passam a valer as normais trabalhistas destes tratados comerciais e não da nação, o que leva ao desmonte dos serviços públicos. Em breve não existirão mais países, mas sim acordos comerciais”, alertou.
Na tarde desta sexta-feira, a Conferência prossegue com as mesas “Base Nacional Comum Curricular”, “Meritocracia” e “Organizações Sociais”, seguidas de debate e atividade cultural.
(Com André Barreto)
Fotos: Deva Garcia
Clique aqui e confira a programação completa.
 
 

No Dia Mundial do Meio Ambiente, Sinpro mantém a luta pela preservação ambiental

Celebrado anualmente no dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente nos alerta sobre a forma como afetamos a natureza e como podemos aumentar a conscientização e preservação ambiental. Considerada uma das principais ações das Nações Unidas, a data foi estabelecida pela Assembleia Geral da ONU em 1972 para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
O Dia Mundial do Meio Ambiente traz entre seus objetivos, a necessidade de mostrar o lado humano das questões ambientais; capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável; promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais; e advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.
Em um momento em que a natureza se apresenta especialmente inquieta, com manifestações causadas ou não pelo homem, chegamos a esta data chamando não somente à reflexão, mas, principalmente, à ação de todos e todas em defesa da vida.
Entendendo que cabe à sociedade civil organizada conceber e aplicar soluções, realizar campanhas, mobilizar e facilitar o engajamento de indivíduos, governos e iniciativa privada num esforço conjunto para o bem comum das gerações de agora e do futuro, a Diretoria Colegiada do Sinpro-DF tem feito a sua parte. Após a inaugurar o Espaço Educador Chico Mendes, um do centro de referência em educação socioambiental localizado na Chácara do Professor, o Sindicato tem realizado uma série de oficinas e seminários com o propósito de oferecer uma troca e difusão de conhecimento e práticas ambientalistas saudáveis para a comunidade escolar, movimentos sociais e universidades.
Segundo a diretora do Sinpro Iolanda Rocha, o espaço foi construído a partir de tecnologias de construção que resgatam práticas ambientalmente corretas, utilizadas ao longo da história de ocupação do território brasileiro pelo homem, como taipa pilada, pau a pique, superadobe. “Além disso, o Sinpro vem demonstrando o compromisso com a educação sócio ambiental, com a educação pública de qualidade e com a qualidade de vida. Desde a inauguração do Espaço realizamos o II Seminário de Educação Socioambiental, além de realizar oficinas todas as semanas com o objetivo de sensibilizar a categoria a buscar uma educação eco pedagógica e cobrar do Estado o seu dever de cumprir a Lei nº 3.833, que define a política de educação ambiental nas escolas do DF”, salienta a diretora.

Canal da Educação aborda pauta retrógrada do governo federal

A pauta retrógrada que o governo federal deve encaminhar em breve ao Congresso Nacional, com projetos de lei que prejudicam os(as) trabalhadores(as), será o destaque do Canal da Educação desta quinta-feira (02). O diretor do Sinpro Gabriel Magno abordará o tema durante o programa.
O governo de Michel Temer já causou prejuízos ao povo brasileiro, quando foram aprovadas pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, respectivamente, a entrega da exploração do Pré-Sal ao grande capital e a lei que criminaliza os movimentos sociais. Outras pautas que prejudicarão a classe trabalhadora caso sejam aprovadas estão a entrega da Petrobrás à iniciativa privada, a privatização das estatais, a reforma da Previdência, a terceirização sem limites e a Lei Antiterrorismo.
O programa, apresentado quinzenalmente, vai ao ar às 20h, ao vivo, no site do Sinpro e na TopTV Brasil.
A produção e apresentação são do jornalista Valdir Borges. Perguntas podem ser enviadas ao vivo, através do próprio site do Sindicato (o vídeo disponibilizará um espaço para interação) ou por mensagens via whatsapp, no número (61) 8162-0065.
 

Artigo de Rosilene Corrêa: "Os desafios da educação"

Abre-se um novo ciclo no Sinpro. A chapa vencedora do último pleito, Chapa 1 – Com Você, assume a direção do sindicato em um momento delicado do nosso país e do Distrito Federal.
Na Educação, o cenário é lastimável: o Ministério está nas mãos de Mendonça Filho, representante do DEM, partido considerado legítimo herdeiro da ditadura militar, e citado em conversas gravadas entre Renan Calheiros e Sérgio Machado como um dos mais corruptos do Congresso Nacional.
O segundo nome do Ministério da Educação é Maria Helena Guimarães Castro, que esteve à frente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no governo FHC (PSDB), e foi responsável por diversas iniciativas de mercantilização da educação e de meritocracia. Nós a conhecemos de perto, quando foi Secretária de Estado da Educação do Governo do Distrito Federal (GDF) na gestão do ex-governador José Roberto Arruda (PFL, que mudou de nome e atualmente é DEM); e na Secretaria de Educação do Governo de SP, local em que sua trajetória incluiu o combate truculento a uma das maiores greves da história do magistério paulista.
Para completar esse cenário de horror, a primeira “celebridade” a ser recebida pelo novo ministro foi Alexandre Frota, conhecido pela misoginia de seus rompantes. Trata-se de alguém que narrou em rede nacional uma situação de estupro protagonizada por ele mesmo, sob risos e aplausos. Alguém cuja principal relação com a área da Educação é uma porção de “achismos” baratos, tão pretensiosos quanto desqualificados.
O que ele foi fazer no MEC? Defender a aprovação do projeto “Escola sem Partido”, a Lei da Mordaça, que coloca sob suspeição e institui a perseguição a professores e professoras que cumprem seu papel de expor conteúdos e discutir criticamente com seus estudantes. Como sabemos, no DF, o mesmo projeto tramita na Câmara Legislativa, pelas mãos de Sandra Faraj (SD), Rodrigo Delmasso (PTN) e Rafael Prudente (PMDB).
Esses são os mesmos deputados que atuaram na linha de frente pela supressão do termo gênero de todo e qualquer artigo do nosso Plano Distrital de Educação (PDE). Ora, a perspectiva de gênero é um instrumento importante para compreender e combater a desigualdade entre homens e mulheres, tão facilmente verificável nos assustadores índices de violência contra a mulher.
Aliás, outro feito simbólico do principal beneficiário do golpe, sr. Michel Temer, foi a extinção de estruturas fundamentais de políticas públicas para a reversão de desigualdades históricas, como a Secretaria de Políticas para as Mulheres e a de Promoção da Igualdade Racial. Por consequência, foram cancelados todos os programas desenvolvidos por esses organismos, entre eles, aqueles de enfrentamento da violência.
Agora, vamos pensar juntos. No momento dramático em que o estupro de uma adolescente por 33 homens choca o país, que papel cumprem esses personagens todos? O que significa ter à frente do Ministério da Educação um homem que representa concepções privatistas e machistas de Educação? O que significa ele receber em seu gabinete um homem que narrou um estupro contra uma mulher desacordada? O que significa fortalecer parlamentares que querem proibir que as escolas sejam espaço de questionamento da opressão das mulheres e de construção de igualdade? A escola não deve fazer parte dos esforços de enfrentamento da cultura do estupro?
Sabemos bem o que tudo isso significa. Os tempos são difíceis, mas a nova gestão do Sinpro se apresentará com muita disposição de luta para, Com Você, barrarmos os retrocessos e retomarmos o caminho de avanços para a Educação pública, para a democracia e para o combate a todas as desigualdades e opressões.

Câmara dos Deputados ignora CNE e convoca seminário sobre BNCC

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados ignora a lei e convoca um seminário para debater a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O evento foi convocado pelo deputado federal e 2º vice-presidente da Comissão de Educação, Damião Feliciano (PDT-PB), e será realizado nesta terça-feira (31/5), às 9h, no Plenário 10, do Anexo II da Câmara dos Deputados.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF comparecerá ao local do evento para protestar contra esse tipo de ação deliberada em desfavor da educação pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada – uma concepção que a categoria defende – e denuncia que não é competência da Câmara dos Deputados e de sua Comissão de Educação debater, elaborar e determinar as bases nacionais comuns do currículo escolar do país.
“Essa competência está definida no Plano Nacional de Educação (PNE), que foi aprovado pelo Congresso Nacional há 2 anos, o qual determina que quem tem a competência para elaborar uma proposta curricular de base comum é o Ministério da Educação (MEC) e, após isso, deve enviá-la para o Conselho Nacional de Educação. Ou seja, o PNE, aprovado pela própria Câmara dos Deputados, prevê que a competência para discutir e definir a BNCC é do Conselho Nacional de Educação”, avisa Marta Vanelli, secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Professores (as) e lideranças sindicais do setor de educação receberam a notícia da realização desse seminário com surpresa e desconfiança, principalmente porque o 2º vice-presidente da Comissão de Educação não convidou as entidades que representam os interesses da categoria docente e de defesa da educação pública.A dirigente sindical da CNTE afirma que “não é a Câmara dos Deputados que irá determinar e aprovar qual será a base nacional curricular a ser adotada no nosso país”, esclarece.
Na avaliação dela, a convocação do deputado Damião Feliciano causa estranheza porque, além de não ter convidado as entidades representativas da categoria, põe em questão o que os próprios deputados federais determinaram quando aprovaram o PNE, ao definirem que a competência para discussão e decisão sobre esta matéria é do CNE.
“Por isso não só estamos estranhando, mas estamos também receosos sobre o verdadeiro objetivo de a Câmara dos Deputados realizar um seminário desses. Não sabemos o que está por traz desse tipo de evento: se é de fato o projeto Escola sem Partido ou se é a Lei da Mordaça. Somos uma federação que representa mais de 1,1 milhão de profissionais da Educação de todo o país e é fundamental a nossa participação em debates sobre LDB, PNE, Base Nacional Comum Curricular etc.”, denuncia.
BNCC está sendo construída democraticamente
Berenice D’Arc, diretora do Sinpro, afirma que a BNCC tem sido construída há mais de um ano, ouvindo todos os segmentos da educação da rede pública e privada com o objetivo de construir um documento amplo. “Inicialmente, os debates ocorreram de forma muito rápida e, por isso, não alcançaram a dimensão do que poderia ter alcançado. No primeiro momento, professores (as) e comunidade escolar foram menos ouvidos”, disse.
Ela informa que, no primeiro momento, o governo incumbiu os especialistas a fazerem a discussão e a elaboração de um texto-base. “Essa decisão foi muito criticada, porém, após essa primeira fase, o governo abriu um leque de participação para a comunidade escolar. O documento inicial foi distribuído para todas as unidades da Federação. Cada estado discutiu e apresentou propostas que construíram o atual documento sobre a BNCC”.
O fato é que existe um documento resultante de discussões e elaboração das representações e segmentos da educação, o qual, apesar das críticas relacionadas ao primeiro momento, foi construído democraticamente. “Todavia, quando o deputado Damião Feliciano chama o seminário no momento em que a categoria e a população brasileira nem sequer reconhecem o ministro da Educação e muito menos o governo interino, isso é ruim para a educação”, analisa a diretora.
Ela acredita que a participação da categoria neste seminário, no sentido de pressionar o governo e também de desaprovar a ação da Câmara dos Deputados pela ingerência em temas que não fazem parte de sua competência e denunciar a ação do deputado Damião Feliciano é fundamental para marcar presença e mostrar que, enquanto o MEC deveria ouvir as entidades representativas dos trabalhadores da educação, ela atende a pessoas completamente exteriores, como o ator Alexandre Frota, gerando uma situação totalmente diferenciada.
“A gente sai de um governo no qual, apesar das dificuldades, havia uma discussão coletiva, e passa a um governo que elimina os setores da educação e se faz ouvido a pessoas completamente fora do tema da Educação, como o ator que integra um grupo denominado “Revoltados Online”, que nada tem que ver com o debate. Não que ele não possa. Todo mundo pode. Mas o que não pode é o governo privilegiar esse tipo de ação com pessoas exteriores ao debate e não convocar os setores da educação e desconsiderar a discussão acumulada pelos movimentos sociais”, afirma Berenice.
A diretora avalia que o seminário irá afunilar suas conclusões para uma posição fechada com o projeto Escola sem Partido. “Esse projeto não defende a nossa concepção de educação. Entendemos que a educação não consegue executar essa ideia de “educação sem partido” até porque as pessoas têm convicção, têm formação, são sujeitos de uma sociedade e elas trazem essa natureza como uma marca”.
Berenice lembra também que, “neste momento em que o ministro da Educação ouve Alexandre Frota, Revoltados Online e outras figuras completamente externas ao debate da educação, é importante a categoria se mobilizar porque, infelizmente, o que está por traz disso é um golpe ao que construímos em anos de debates democráticos, em anos de trabalho com temas, como o da diversidade, minorias, liberdade religiosa. Tudo isso está em risco neste debate promovido pelo deputado Damião Feliciano”, finaliza.
Para a diretoria colegiada do Sinpro-DF, professores (as) e orientadores(as) educacionais que quiserem comparecer, principalmente quem estiver em horário de coordenação, a presença irá reforçar a luta da categoria em defesa da escola pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada. Importante lembrar que a convocação deste seminário ocorre em momento delicado da conjuntura nacional, durante um governo interino e de várias ameaças à existência da escola pública no país.

Nota de falecimento

É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro informa o falecimento da professora Márcia Juliana Andrade, de 47 anos. A professora trabalhava no Centro de Ensino Especial 02 de Ceilândia e faleceu neste domingo (29) vítima de câncer.
O sepultamento será às 17h, no Cemitério Campo da Esperança (Plano Piloto).
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

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