Sinpro entra na defesa das Estatais do Distrito Federal

Tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal o Projeto de Lei nº 467/2015, que autoriza a venda de ações de empresas estatais do DF. De autoria do Poder Executivo, o PL permite vender toda a participação acionária representada por ações preferenciais e até 49% das ordinárias. Dependendo da composição das ações entre ordinárias e preferenciais, a empresa pode passar quase inteiramente à iniciativa privada.
A manobra teve início em junho de 2015, quando o governador Rollemberg (PSB) anunciou um pacote de ajustes com o objetivo de abrir o capital de empresas públicas do Distrito Federal, exemplo da CEB, CAESB, SLU e BRB. Devido a reação da sociedade, de movimentos sindicais e de parte dos parlamentares, o governo recuou na época, mas voltou a pressionar a CLDF a votar o PL. O primeiro passo foi autorizar a abertura do capital da Companhia Energética de Brasília (CEB).
Movimentos sindicais e segmentos da sociedade realizaram audiências públicas e atos contra o PL, que pode trazer uma série de prejuízos à classe trabalhadora. O Fórum em Defesa das Estatais do DF foi um dos segmentos criados em defesa das estatais. O Fórum é formado pelos sindicatos dos Bancários (Seeb), dos Urbanitários (Stiu) e Sindágua, que representam os empregados do BRB, CEB e Caesb, que estão sob ameaça do projeto.
Segundo o diretor do Sinpro Gabriel Magno, o PL 467 está conectado ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015, do senador José Serra (PSDB), que autoriza a venda de empresas públicas do Brasil e muda o regime de partilha na exploração do petróleo do pré-sal. “Quando a crise econômica vem à tona, o primeiro passo dos governos neoliberais é enxugar a máquina, diminuir o Estado e vender as estatais. É um processo de retomada da política neoliberal”, analisa Gabriel.
O diretor ainda comenta que a manobra utilizada pelo neoliberalismo é sucatear as empresas estatais, piorar os serviços e colocar como argumento para a privatização a melhora dos serviços. “Em 1998 a CEB era uma das maiores empresas energéticas do país. A partir de 1999 abre-se novamente um ciclo neoliberal em Brasília com os governos Roriz e Arruda, e com eles notamos o sucateamento de várias estatais. O resultado disto é que em 2010 a CEB passou a ser uma das piores empresas energéticas do Brasil. Isto é resultado do sucateamento da empresa, que passou a prestar serviços ruins. Com a eleição do Rollemberg, a privatização volta à discussão e o argumento do governo é que não tem dinheiro e precisa encontrar receita. A saída, segundo o GDF, é privatizar”, explica o diretor do Sinpro.
 
Problemas da privatização
Um dos grandes problemas de uma empresa estatal passar para a iniciativa privada é que é o trabalhador pagará a conta no final. “Se você abre o capital de uma empresa pública, passa a ter acionistas privados. Esses acionistas tem o lucro como maior interesse. Para atingir esta meta, pode haver cortes e quem paga a conta é o trabalhador, que sofrerá com salários menores, perda de auxílios e por fim do emprego. O segundo a pagar a conta é a população. Se você tem pressão privada externa para ter lucro, precisa arrecadar. No caso da CEB, ela pode aumentar a conta de luz para arrecadar mais”, analisa Gabriel Magno.
O diretor do Sinpro explica que ao contrário do que prega o neoliberalismo, a receita para uma empresa estatal arrecadar mais é simples. “Para aumentar a receita, é preciso investir nas empresas. Isto vai garantir uma gestão melhor. Outro ponto é acabar com o cabide de emprego, com mais controle social. Investindo mais e melhorando a gestão, a estatal terá lucro e o Estado ganha com isto com bons serviços”, finaliza Gabriel.

Professora lança livro infantil neste domingo (20), em Sobradinho

A diretoria colegiada do Sinpro-DF  convida a categoria para o lançamento do livro de literatura infantil “A fada da caixa de costura”, da professora aposentada Janilce Rodrigues, neste domingo (20/12), a partir das 14h, no Parque Jequitibás, em Sobradinho.

Feira Científica, Cultural e Jogos Interclasse é destaque no Programa Alternativo

O Programa Alternativo deste sábado (19) mostra a Feira Científica, Cultural e Jogos Interclasse, projeto desenvolvido pelo Centro Educacional 04 de Taguatinga. O projeto é uma atividade tradicional no CED e envolve exposições, dança e apresentações musicais de diversos países.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Observatório PDE já está disponível para professores(as) e sociedade

O Sinpro disponibiliza nesta sexta-feira (18) o Observatório PDE, lançado durante o 10º Congresso de Trabalhadores na Educação Paulo Freire. O Observatório é uma ferramenta de controle social onde o Sinpro, professores(as), orientadores(as) educacionais e os cidadãos poderão acompanhar a implementação das 21 metas do Plano Distrital de Educação (PDE) e todas as suas estratégias.
O PDE é uma conquista importantíssima. É a primeira vez que o Distrito Federal tem um Plano de Educação decenal construído democraticamente com a sociedade, com o objetivo de esclarecer metas, estratégias e planejamento para melhorar a qualidade e o acesso à educação pública. O PDE deve ser implementado ao longo de dez anos.
A partir dessa plataforma o Sinpro atualizará os dados de como anda a educação pública no DF. Um dos objetivos da ferramenta é o de monitoramento das ações governamentais para a implementação do PDE. É uma ferramenta de controle social onde todo cidadão poderá consultar as metas que foram discutidas em 2014 nas plenárias.
Clique aqui para acessar a ferramenta.

Manter a democracia é uma tarefa imprescindível

A defesa da democracia contra o golpe tem caráter estratégico e é um fator determinante

para o equilíbrio e uma transição mais rápida para a retomada do crescimento econômico

As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, e as sociedades democráticas devem se empenhar nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias devem reconhecer que chegar a um consenso requer compromisso.
Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”. É o que, infelizmente, vemos hoje no Brasil.
Alguns pregam sem pudores o impeachment, instituto reservado para circunstâncias extremas – um instrumento criado para proteger a democracia. Por isso, ele não pode jamais ser utilizado para ameaçá-la ou enfraquecê-la – como querem alguns agora -, sob pena de incomensurável retrocesso político e institucional.
Esses que se apresentam como paladinos dos princípios republicanos e pregam o impeachment, são os mesmos que não aceitaram a derrota eleitoral pela quarta vez, fazendo uma aposta na agenda do “quanto pior melhor”. Isso criou sérios entraves para o país, sobretudo à luz da instabilidade, do ambiente hostil e da prevalência de uma agenda extremamente retrógrada.
Houve, sem dúvidas, pedaladas fiscais em governos anteriores, assim como tivemos inflação. O país passou por diversas crises ao longo dos últimos 30 anos. Umas maiores, outras menores. Mas seguiu em frente, sem que esses fatores fossem utilizados como desculpa para a abertura de um processo de impeachment contra uma presidente legitimada nas urnas. Principalmente porque não houve crime algum.
Vale lembrar que as tais pedaladas fiscais não se configuram desvio de dinheiro para o bolso de ninguém. Elas são recursos dos governos para ajustar o dinheiro público aos gastos necessários.
pedaladas_fiscais
Aécio Neves, por exemplo, é uma das cabeças por trás do pedido de impeachment, mas parece que todo mundo esqueceu que ele também fez pedaladas. Mais de R$ 9 Bi deixaram de ser aplicados no SUS, quando ele e Anastasia maquiaram os gastos no governo de Minas Gerais.
Se houver o impeachment e um governo PMDB/PSDB se colocar no Palácio do Planalto, o arrocho e todas as políticas de austeridade irão piorar em muito a vida de todos, principalmente do trabalhador, porque a proposta econômica desse agrupamento partidário é suprimir avanços trabalhistas, reduzir a presença do Estado nas políticas públicas, erradicar direitos conquistados, reformar a previdência de forma que o trabalhador perca o direito à aposentadoria, entre outros. Tudo isso para direcionar os recursos públicos ao chamado “ajuste fiscal”.
É inegável que vivemos uma crise, mas acreditamos que a melhor forma de a enfrentar é com o aprofundamento da democracia e da transparência, com respeito irrestrito à legalidade.
O Sinpro-DF sempre esteve na construção de um país democrático. E isso traz para a nossa categoria uma responsabilidade a mais que é a de esclarecer, diuturnamente, o que é um golpe de estado e a quem ele serve.
Afinal, o que está em jogo agora são a democracia, o Estado de Direito e a República, nada menos.

GDF não confirma pagamento de pecúnia em dezembro

A Secretaria de Fazenda ainda não confirmou o pagamento da pecúnia relativa às licenças-prêmio em dezembro, embora haja expectativa.
Vale lembrar que esse pagamento é um dos pontos do acordo que pôs fim à greve da categoria, ocorrida entre outubro e novembro passados.
Pelo que foi acordado com o governo, esses pagamentos devem ocorrer entre dezembro de 2015 a março de 2016.

Pagamento do 13º de aniversariantes de dezembro sai hoje

A Secretaria de Fazenda do DF confirmou a diretores do Sinpro que o pagamento do 13º salário daqueles(as) docentes – efetivos e temporários – que fazem aniversário em dezembro será efetivado nesta sexta-feira (18).
Porém, a diferença relativa ao 13º de quem fez aniversário anterior ao reajuste de março só virá junto com a folha de dezembro, a ser paga até o 5º dia útil de janeiro.
Isso representa um descumprimento de mais uma lei pelo GDF, pois as questões referentes a 13º salário devem ser quitadas até o dia 20 de dezembro do ano em questão.

Sinpro discute GAEE e insalubridade com o governo nesta sexta-feira (18)

Nesta sexta-feira (18) à tarde, a direção do Sinpro tem reunião marcada com a Procuradoria do Distrito Federal.
O objetivo do encontro é discutir a insalubridade daqueles(as) que trabalham no sistema socioeducativo e o reconhecimento do pagamento da Gratificação de Atividade de Ensino Especial (GAEE) aos(às) professores(as) que atuam nas turmas de inclusão.
Vale lembrar que estes são alguns dos pontos acordados com o GDF para pôr fim à greve da categoria, ocorrida entre outubro e novembro passados.
Casa Civil – Já na segunda-feira, dia 21, os dirigentes do Sindicato participam de reunião com a Casa Civil para discutir aspectos gerais do acordo feito ao final da nossa greve, em meados de novembro.
Aguarde mais informações.

Sinpro se reúne com o BRB para tratar da situação financeira dos(as) professores(as)

A Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu com representantes do BRB durante a tarde dessa quinta-feira (17) para discutir a situação financeira dos(as) professores(as) da rede pública de ensino com a instituição (item 16). A reunião faz parte das demandas apresentadas pelo Sindicato ao Governo do Distrito Federal, referente à suspensão da greve da categoria.
Durante a reunião o BRB informou que de 200 mil servidores(as), somente 5 mil têm problemas mais sérios com a instituição bancária. Como sugestão para resolver o problema, o Banco fez a proposta de convidar aqueles que estão endividados para conversar sobre a situação financeira individual e renegociar a dívida.
A proposta é de somar todas as dívidas (empréstimos, cartão de crédito e cheque especial) e renegociar o montante, de forma a “caber” no orçamento individual. Além da renegociação, e de forma paralela, ocorrerá encontros de educação financeira em parceria com o movimento sindical.
O BRB ainda informou que a partir da segunda quinzena de janeiro de 2016 começará a convidar os(as) servidores(as) endividados(as).

Assembleia de Previsão Orçamentária para 2016 ocorre na sexta-feira, dia 18

A diretoria colegiada do Sinpro convoca todos(as) os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e especialistas em educação da rede pública de ensino, bem como os(as) professores(a), orientadores(a) educacionais e especialistas em educação autônomos e aposentados, na base territorial do Distrito Federal, para Assembleia Geral Ordinária com vistas a deliberar sobre a Previsão Orçamentária para o ano de 2016.
O evento será realizado no dia  18 de dezembro de 2015 (sexta-feira), às 16h30, em primeira chamada, no auditório da sede do Sindicato dos Professores, localizada no Setor de Indústrias Gráficas – SIG Q. 06 – Nº 2.260.
Não havendo número legal para a instalação da assembleia na hora marcada, os trabalhos terão início meia hora após, em segunda convocação, a fim de deliberarem sobre a  ordem do dia acima citada.
Participe!!!

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