É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro comunica o falecimento da diretora Isabel Portuguez. A coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sindicato veio a óbito na tarde deste domingo (27) após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A professora aposentada dedicou seus últimos anos de vida à luta sindical, sempre preocupada com a discussão de uma educação pública de qualidade e com políticas de valorização da carreira magistério. Como diretora do Sinpro se destacou na luta pelos direitos dos(as) professores(as) aposentados(as).
A categoria perde uma grande guerreira e os amigos e familiares uma grande companheira.
Agradecemos a todos e todas pelas orações dedicadas nestes últimos dias e a diretoria presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
O velório será nesta terça-feira (29) no Cemitério Campo da Esperança, na capela 6, a partir das 8h. O sepultamento será às 11h.
É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro comunica o falecimento da professora aposentada Márcia Maria Garcia, que lecionou na Escola Classe Kanegae.
O velório será nesta terça-feira (29), na Capela 2 do Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul), a partir das 8h. O sepultamento será às 11h.
A diretoria do Sinpro presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
Apesar das tentativas da diretoria colegiada do Sinpro-DF negociar, o Governo do Distrito Federal (GDF) manteve a interpretação de que os (as) professores (as) contratados (as) em 2014 e que não receberam o 13º salário integral, este ano (2015) irão recebê-lo proporcional novamente. É que o governo Rollemberg entende que os contratados de 2014 só irão adquirir o direito ao 13º integral em 2016.
O Sinpro-DF entrou na Justiça em julho deste ano e aguarda uma decisão judicial sobre a ação, impetrada que questiona a interpretação do GDF e o obriga a pagar o 13º salário integral aos contratados em 2014. Com essa nova interpretação, o governo Rollemberg inaugura uma nova maneira de não pagar o 13º integral aos (às) professores (as) que ingressaram na carreira da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) em 2014.
A interpretação do GDF é a de que, para adquirir o direito à integralidade desse pagamento, é preciso que o (a) professor (a) tenham completado um ano de exercício na atividade do magistério. Ocorre que até 2014 os professores que não tinham completado os 12 meses recebiam proporcionalmente com a quitação em dezembro. Neste governo a interpretação mudou.
O Sinpro-DF entente que, de acordo com o artigo 93, se o GDF resolveu pagar proporcionalmente, deveria ter pago até o dia 20/12 a diferença, ou seja, o restante do 13º. O Sinpro-DF entende que o 13º salário integral deve ser pago no ano seguinte ao da contratação.
Desde julho o Sinpro-DF entrou com uma ação na Justiça que está em trâmite. Fez também as cobranças necessárias para que o GDF pague o devido ao (à) professor (a) a quitação do 13º deste ano. O GDF disse que não irá pagar essa diferença e a ação ainda não foi concluída.
A comissão de negociação do Sinpro-DF tentou resolver esse problema durante a greve e na Mesa de Negociação e o GDF não retrocedeu. Tem até vídeo em que esse assunto foi citado. Esse assunto vinha sendo debatido desde março de 2015, quando o governo começou mudar a interpretação da lei.
Apesar de várias reuniões terem acontecido para tratar do assunto, a posição do governo se manteve como agora e por isso esse pleito foi judicializado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Confira:
GDF começa a pagar pecúnias de professores aposentados e discute outros pontos de acordo após greve
Jornalista: Luis Ricardo
A Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu com representantes do Governo do Distrito Federal durante a tarde de quarta-feira (23) para tratar de itens do acordo que suspendeu a greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Um dos pontos tratados durante a reunião foi o pagamento da pecúnia dos professores aposentados. O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, confirmou o pagamento das pecúnias de quem se aposentou em abril e maio, a chamada folha de junho, o que contemplou 111 professores.
Além deste ponto foram discutidos outros itens. Confira abaixo:
Licença-prêmio – A Casa Civil garantiu que no cronograma que vai até março de 2015 está garantido que aqueles que não receberem o pagamento nesta quinta-feira (24) não correrão o risco da dívida virar exercício findo. O GDF afirmou que haverá um Ato Administrativo de reconhecimento da dívida.
Gratificação do Ensino Especial – O Sinpro cobrou agilidade na proposta das condições para o recebimento da gratificação do Ensino Especial. O governo disse que está verificando uma forma de analisar como será paga esta gratificação.
Pagamento do auxílio transporte aos professores que residem na Ride – A Comissão de Negociação cobrou uma solução para o pagamento do auxílio transporte aos(às) professores(as) que residem na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). O secretário Sérgio Sampaio afirmou que está sendo encaminhada uma proposta para esta questão e que já voltou a se reunir com o Tribunal de Contas do Distrito Federal para chegar a uma solução sobre o caso. Apesar disto, ele disse que não será retirado o pagamento até que o Tribunal legalize a situação.
Contrato Temporário – O secretário Sérgio Sampaio afirmou que na primeira semana de expediente da Câmara Legislativa do DF o projeto que discute o pagamento dos auxílios alimentação e transporte será regularizado e enviado à Câmara. O Projeto de Lei já está concluído e está na Casa Civil.
Terreno para o IPREV – A Comissão cobrou o cumprimento do acordo feito com a categoria, de que no prazo de 60 dias o governo do DF deveria transferir um terreno para o patrimônio do IPREV. O secretário se comprometeu que nos primeiros dias de janeiro de 2016 marcará uma nova reunião com a comissão nomeada para tratar do assunto e afirmou que já estão em estudo algumas possibilidades de imóveis para ser apresentado para apreciação da comissão. A cobrança feita pela Comissão se dá devido o GDF estar atrasado no cumprimento da lei que autorizou o governo a sacar dinheiro do fundo dos trabalhadores do IPREV.
Nomeação de novos(as) professores(as) – Outro ponto abordado durante a reunião foi a cobrança de novos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para o início do ano letivo de 2016. O Sinpro cobrou uma previsão para estas nomeações e também para o novo concurso para professor, que já está autorizado.
O Sinpro continuará se reunindo com o Governo do Distrito Federal, cobrando o cumprimento de todos os itens do documento que suspendeu a greve da categoria. Não aceitaremos retrocesso em nenhum dos itens.
Baile dos Aposentados 2015: um brinde à vida e à luta
Jornalista: sindicato
Pense numa turma muita animada e de luta, que não deixa por menos. Pois bem, esse pessoal se reuniu durante o Baile dos Aposentados, realizado no dia 25 de setembro passado, no espaço Net Live – que compõe o cenário de Brasília com um dos maiores e melhores espaços para shows e eventos da cidade.
Cerca de 2 mil professores(as) aposentados(as) e familiares curtiram a festa, que começou às 21h e só foi parar às três da madrugada.
Para a coordenadora da secretaria de Assuntos dos Aposentados, Isabel Portuguez, a importância deste baile é mostrar ao aposentado como é fundamental estar no dia a dia das atividades do Sinpro, tanto nos momentos de luta como de lazer.
“A luta é importante, mas o baile faz o aposentado ter esse reencontro com outros. Isso é muito importante sob o ponto de vista do seu bem-estar, psicológico e emocional. É incrível ver a alegria de todos. E o Sinpro se preocupa com isso, com essa valorização. Além do congraçamento, eles percebem que a entidade tem esse cuidado especial com eles – não só na luta pela garantia de direitos, mas com o lazer – que é fundamental em todas as idades”, explicou a diretora, destacando que “foi um baile maravilhoso, alegre e divertido para todos que compareceram. Nossa categoria é unida quando precisa e muito festiva nos momentos de congraçamento”, ressaltou.
“O aposentado faz parte da nossa categoria; sempre lutou, sempre contribuiu para que nós todos tivéssemos tantos avanços; para que para o Sinpro se tornasse o que é hoje. Nada mais justo, portanto, do que a cada ano nossa entidade realizar esse baile para que todos possam se encontrar, confraternizar, celebrar a vida e a luta também. Para além da descontração, no baile há o reencontro e a renovação de amizades”, enfatizou a diretora Silvia Canabrava.
De acordo com o diretor Francisco Raimundo, o Chicão, o baile se tornou uma tradição que precisa ser mantida, tendo em vista todos esses aspectos que o envolve. “É um momento de reconhecimento da luta e de confraternização. A categoria participa mesmo e todos ficam na expectativa da realização do próximo baile”, disse. Luta – Isabel Portuguez lembrou ainda as iniciativas da secretaria de Assuntos dos Aposentados em promover cursos de formação sindical. Para se ter uma ideia da dinâmica, apenas no segundo semestre de 2015, a secretaria promoveu três turmas, com entrega dos certificados de conclusão no dia 8 de dezembro, durante um café da manhã da sede do Sindicato.
“Apesar de todas as dificuldades conseguimos realizar as atividades programadas pela secretaria. Com isto vemos muitos professores que estavam em casa sem fazer nada voltando para o Sinpro para fazer cursos. Propomos estes cursos porque acreditamos neles e em tudo que ainda podem fazer pela categoria”, salientou Isabel Portuguez. >>> Clique aqui e confira a Galeria de Fotos do Baile
Estudantes do CEF 12 de Ceilândia realizam projeto na Chácara do Professor
Jornalista: Luis Ricardo
A Chácara do Professor foi palco de um projeto desenvolvido pelo Centro de Ensino Fundamental 12 de Ceilândia. Na terça-feira (22) cerca de 20 estudantes do CEF 12 realizaram mais uma ação do Projeto Rastros no Cerrado, que neste ano teve como tema o Consumo Sustentável. O projeto tem como objetivo sensibilizar a comunidade escolar para a importância da utilização responsável, consciente e solidária dos recursos naturais e para a boa qualidade de vida.
A primeira atividade na Chácara do Professor consistiu na instalação de uma caixa de abelha nativa (sem ferrão) da espécie conhecida popularmente como mirim. O CEF 12 através do projeto foi a primeira escola do Distrito Federal a iniciar a implantação de um meliponário na Chácara do Sinpro e que será usado como ferramenta de Educação Ambiental. Os(as) alunos(as) em seguida puderam conhecer as tecnologias socioambientais aplicadas às construções sustentáveis tais como: superadobe, taipa pilada, telhado verde, sanitários compostáveis, dentre outras.
Depois, em um esquema de mutirão, os(as) alunos(as) plantaram 50 mudas, sendo a maioria de espécies do cerrado para ajudar na preservação das nascentes, além de ajudar em outros serviços ambientais. Depois do almoço, os estudantes fizeram uma pequena trilha, onde foi feita uma pausa para leitura da Carta da Terra.
O projeto realiza diversas ações através de palestras, vídeos, leitura de livros e jornais, oficinas, cartazes, saídas de campo, seminários, dentre outras ações que ocorrem durante o ano letivo tanto no período normal de aula, quanto no contraturno com os monitores ambientais. Vale destacar que o projeto dialoga com diferentes componentes curriculares (Ciências Naturais, Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História e Arte), propondo-se assim a interdisciplinaridade. É imprescindível aproveitar a escola como espaço privilegiado para as discussões ambientais, trabalhando conteúdos mais significativos para os educandos e propor uma Educação Ambiental mais crítica, tendo os mesmos como protagonistas do processo.
A iniciativa conta com a participação da COM-VIDA, 58 alunos (monitores ambientais) atuando como multiplicadores, alguns professores(as) e outros(as) funcionários(as) da escola que atuam como colaboradores do projeto.
O coordenador do Projeto Rastros no Cerrado, Professor Egbert Amorim, agradeceu a todos pela participação e colaboração nas ações realizadas no projeto em 2015.
III Encontro do Movimento Pedagógico Latinoamericano apresenta os desafios para fortalecer a educação
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro marcou presença no III Encontro do Movimento Pedagógico Latinoamericano, que teve início no dia 2 de dezembro, em San Jose, Costa Rica. O evento contou com a participação de 18 países latinoamericanos e 34 entidades afiliadas à Internacional da Educação para América Latina (IEAL), além de companheiros(as) dos Estados Unidos, Noruega, França e Suécia. A CNTE participou com uma delegação de 100 trabalhadoras e trabalhadores da educação de dezesseis entidades afiliadas.
Durante o Congresso várias intervenções destacaram os desafios que as organizações membros da Internacional da Educação devem enfrentar para avançar nos objetivos da entidade para o próximo período. Gilberto Cascante, presidente da Associação Nacional de Professores (ANDE – Costa Rica), enfatizou a importância do trabalho a ser feito nos próximos dias. “Queremos mudar a estrutura dos sistemas de ensino e criar novas propostas educacionais a partir de nossas bases. Na Costa Rica, realizamos mais de 80 oficinas para desenvolver estratégias de fortalecimento para a educação e promover a mudança educacional e social que precisamos”, disse.
Robert Franklin Leão, presidente da CNTE e vice-presidente mundial da Internacional da Educação, disse que o movimento deve avaliar todas as políticas que estão sendo implementadas nos países e assumir uma postura de combate àquelas que não consideram o ponto de vista dos sindicatos. “Não podemos aceitar retrocessos e a América Latina não pode ser submetida a uma lógica que não é a sua. Nosso desafio é construir, juntos, a nossa própria pedagogia e seguir o sonho de uma América livre, independente e que pratica uma educação libertadora”, concluiu.
Metas para fortalecer a educação
O cumprimento das metas educacionais para a América Latina, no período 2021/2030, depende muito da articulação junto à sociedade civil. Esta questão foi levantada pela representante da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Evelyn Cedeño. “A mobilização da sociedade civil (sindicatos e ONGs), é chave para assegurar que a educação seja garantida como um direito civil e um dever do Estado”, enfatizou.
Avanços e desafios da educação
No painel que reuniu a Ministra da Educação da Costa Rica, Sonia Marta Mora e os Ministros de El Salvador, Carlos Canjura, e da Bolívia, Roberto Aguilar, os participantes receberam um panorama da educação no continente, através das experiências que estes países têm implementado.
Inseridos em governos do campo popular democrático e utilizando metodologias inovadoras que buscam superar as diferenças sociais em seus países, o trabalho deles tem contribuído para transformações sociais, educando para uma nova cidadania com visão planetária da realidade. Em suas agendas eles têm inserido, por exemplo, a diversidade dos povos e populações assistidos pela educação pública, como é o caso das populações originárias e buscado destinar parte dos recursos provenientes de suas reservas energéticas à educação, no caso específico da Bolívia.
Marcha das Mulheres Negras reúne mais de 20 mil na capital federal
Jornalista: Luis Ricardo
Mais de 20 mil pessoas de todo o Brasil se reuniram na Marcha das Mulheres Negras, evento realizado no dia 18 de outubro, em Brasília. A Marcha contou com apoio da CUT, de seus sindicatos filiados e teve a diretora do Sinpro, Neliane Cunha, como uma das organizadoras. Integrando as organizações do movimento negro do país, a marcha luta pela cidadania plena das mulheres negras, denunciando e combatendo o racismo, o machismo, a pobreza e as desigualdades social e econômica.
O tema da Marcha foi “Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver”. Milhares de manifestantes ocupam o Ginásio Nilson Nelson e durante todo o tempo realizaram oficinas e debates com a abordagem de temas como violência, saúde, racismo e etc, todos analisados sob a ótica de raça e gênero.
Segundo a secretária de Política Racial da CUT, Maria Júlia Nogueira, a Marcha é um marco na história do país. “Milhares de pessoas vieram de todo o país, até de outros lugares do mundo para esta marcha. Mas a nossa luta vem desde a época das senzalas, onde já nos organizávamos em quilombos na luta pela liberdade e igualdade. E hoje o recado é para o Congresso Nacional, para todos os políticos machistas, sexistas e racistas que vêm disseminando o ódio no nosso país. Não cabe mais a discriminação no nosso país, nem nos locais de trabalho. Conquistamos o nosso espaço e isso será multiplicado”, ressalta a dirigente. “Um sonho que se sonha só, é apenas um sonho. Quando se sonha junto é realidade”, parafraseou Miguel de Cervantes e Raul Seixas, referindo-se ao sonho do fim do racismo.
As mulheres negras representam 25% da população brasileira. Isso significa que 49 milhões pessoas estão sujeitas, diariamente, aos ataques racistas e sexistas, e se tornam alvo vivo da desigualdade social. Em cartazes e faixas, mulheres denunciaram o genocídio da juventude negra brasileira, a violência contra a mulher, a desigualdade de oportunidades, sociais e profissionais e gritavam “Fora Cunha”, protestando contra o projeto de lei que dificulta o atendimento de mulheres vítimas de estupro no SUS. Mesmo com indignação, as mulheres espalharam alegria pelas ruas de Brasília cantarolando as músicas dos ancestrais e fazendo referência a cultura africana.
Golpistas atacam a Marcha
Infelizmente, ao chegarem nas proximidades do Congresso Nacional, as mulheres foram alvo de agressões físicas e verbais por golpistas e defensores da Ditadura Militar que estão acampados no Congresso. Eles ainda dispararam bombas para assustarem as mulheres. Um deles ainda disparou tiros espalhando medo e, por pouco, causando uma grave tragédia. O atirador foi levado pela Polícia Militar, que dispersou as manifestantes, que protestavam contra o atirador-provocador, com gás de pimenta. Um dos jatos atingiu os olhos do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) que intercedia para impedir conflito. O atirador é policial civil reformado de Sergipe que já foi preso na semana passada com armas, gás de pimenta e furadores de coco na Esplanada, segundo informes da PM à imprensa local.
Um dos integrantes do movimento pró-golpe adentrou a área dos CUTistas para provocar. Fugiu ao ser interpelado, fazendo disparos de pistola para o ar (veja foto e vídeos). Também policial civil, o atirador correu para a barreira da PM, onde foi detido.
O episódio ocorreu cerca de uma hora depois do mesmo grupo atacar as mulheres negras que marchavam próximo ao Congresso. Nesta hora, as mulheres já haviam seguido rumo ao Nilson Nelson.
O acampamento CUTista foi instalado pela manhã desta quarta-feira (18), reunindo dirigentes e militantes CUtistas de várias categorias, especialmente dos rodoviários, de vários pontos do país. Logo cedo, até mesmo antes do ataque que fizeram às mulheres, o golpistas (que também estão acampados nas proximidades) já haviam provocado os sindicalistas com palavras ofensivas.
O secretário de Comunicação da CUT Brasília e do Sindicato dos Rodoviários do DF, Marco Junio, explica que os trabalhadores ficaram revoltados com a postura da Polícia Militar que não realiza a revista de forma igual nos grupos que permanecem acampados no gramado do Congresso. Vários CUTistas foram revistados sob a mira de armas, enquanto os golpistas circulavam tranquilamente. “Já é um absurdo um cara atirar sem motivo algum no meio de mulheres, homens, idosos e crianças. Pior é a Polícia Militar não tomar providências, o que levou outro a atirar também no meio de pais de famílias, trabalhadores”, explica o dirigente.
O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Brito, manda um recado: ‘É lamentável a intolerância, o ódio e o desrespeito daqueles que não se conformam com as vitórias do povo trabalhador. É triste o ocorrido, mas os CUTistas não arredarão o pé enquanto o Congresso não colocar em pauta as reivindicações do trabalhadores. Queremos garantir e ampliar direitos e implementar nova política econômica que promova o desenvolvimento de acordo com os interesses dos trabalhadores, com mais emprego e renda e menos desigualdade social. E não é um grupo de ditadorezinhos e ‘coxinhas’ que precisam usar das armas para conseguir o que quer que vai nos intimidar. Somos da paz, da luta e da coragem e é através disso que vamos avançando na luta”, ressalta o dirigente.
Mesmo com o triste episódio (outro iria acontecer quase uma hora depois, com provocação dos golpistas contra militantes CUTistas), e, ao contrário do que a mídia local noticiou, as mulheres permaneceram firmes, unidas e mobilizadas no ato. Juntas deram continuidade as atividades. Deram a volta em frente ao Congresso e continuaram a caminhada retornando ao Nilson Nelson para atividades de encerramento com show musical.
Sinpro faz reunião com o governo para discutir portaria de distribuição de carga horária de 2016
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro fará uma série de reuniões a partir desta segunda-feira (21) para discutir a portaria de distribuição da carga horária de 2016. As reuniões devem prosseguir até quinta-feira (24). A minuta já vinha sendo analisada pela Direção do Sindicato e esta semana a comissão da SUGEPE – da Secretaria de Educação do DF – se reúne em uma reunião conjunta para fechar as normas para a distribuição de carga horária.
O Sindicato dos Professores continuará defendendo que a pontuação da distribuição de carga horária não desequilibre a relação de tempo de serviço que os(as) professores(as) têm na SEE, haja visto que embora seja importante pontuar, a qualificação profissional e os cursos que os professores realizam ao longo da carreira foram motivo de queixas e denúncias nos últimos anos.
As denúncias de venda de cursos recebidas nos últimos quatro anos fizeram com que o Sindicato tomasse providências na portaria para limitar a apresentação de carga horária destes cursos, para que não gere desequilíbrio na contagem de pontos na hora de fazer a distribuição de carga.
Sinpro se reúne com o GDF para discutir documento que suspendeu a greve da categoria
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro se reúne na tarde desta segunda-feira (21) com membros da Casa Civil do Governo do Distrito Federal para discutir pontos do documento que suspendeu a greve da categoria. O documento, que tem 19 itens, teve o item 1 rejeitado na assembleia que suspendeu o movimento paredista. Este item será analisado pelo Sindicato e pela Casa Civil para avaliar aquilo que ainda precisa ser implementado.
Na reunião iremos destacar a necessidade do governo apresentar datas de efetivação do pagamento da pecúnia da licença-prêmio dos(as) professores(as) que se aposentaram em 2015 e ainda não receberam essa pecúnia, conforme determina a Lei Complementar 840/2011. Segundo a lei, esse pagamento deve ser efetuado até 60 dias após ser publicada a aposentadoria.