Rede Globo usa novela para disseminar preconceito contra soropositivos

Uma carta de repúdio de Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza e presidente da Sociedade Viva Cazuza, à Rede Globo por deturpar informações sobre a Aids/HIV traz para nossa ordem do dia um alerta sobre a manipulação da informação pela mídia, sobretudo e notadamente, pela Rede Globo.
A informação sobre o contágio por HIV/Aids foi colocada numa cena do seriado “Malhação – Seu lugar no mundo”, veiculada no dia 29 de dezembro de 2015, de forma preconceituosa, desconstruindo uma luta de mais de 30 anos contra o preconceito e em defesa da informação correta sobre as formas de transmissão do HIV.
A indignação da mãe de Cazuza é honesta e importante para refletirmos sobre um programa destinado ao público jovem aconselhar soropositivos a não praticar esportes e a mostrar um médico a receitar medicamento antirretroviral numa situação em que dois jovens dão uma cabeçada.
Essa cena, travestida de casualidade, mais parecia uma forçação de barra para viabilizar a apresentação de um merchandising de indústria médico-farmacêutica para promover a venda de coquetéis antirretrovirais. No mínimo, mais um tratamento irresponsável dado à informação e mais um desserviço ao público.
Por trás dessa falsa casualidade, o que se repassa é uma carga de preconceito e de desqualificação de um trabalho sério e preventivo de mais de 30 anos que vem sendo feito no país. Não é uma cena para entreter, e sim para forjar o pensamento social sobre a marca da discriminação. Muito mais do que divertir ou alertar para uma doença, a cena supracitada tem sim a pretensão de formar opinião e internalizar a intolerância e o preconceito na formação cultural da juventude brasileira.
Por isso, apesar das críticas do autor da novela à Lucinha, mãe de Cazuza – que morreu em decorrência das complicações da Aids –, repudiou publicamente e de bate-pronto a contrainformação repassada quando a personagem Henrique (Thales Cavalcanti), que na novela é soropositivo, se esbarrou em Luciana (Marina Moschen) durante uma aula de educação física. Logo depois, a adolescente foi à enfermaria e tomou um coquetel preventivo contra o vírus da Aids.
A sequência foi duramente condenada nas redes sociais. Lucinha publicou no site do emitiu um pronunciamento a respeito da cena. “Como se não bastassem todos os problemas que nós brasileiros estamos sofrendo, ainda temos que ver em pleno ano 2015 o programa ‘Malhação’, da TV Globo, prestar um desserviço à saúde pública. Há 10 anos vemos os novos casos de Aids aumentando entre jovens, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, por transmissão sexual.”
A Rede Globo é uma das mídias televisivas que usufrui de uma concessão pública para, insistentemente e há décadas, atuar nessa formação deturpada de uma identidade brasileira apatizada. Ela realiza esse projeto alienador com uma programação reles, vazias e programas de entretenimento e de jornalismo manipulados, tudo destinado e calculado para emburrecer e manter o país sob uma apatia social crônica.
A cena de Malhação aparece na contramão do mundo, que luta contra todo tipo de discriminação, incluindo aí aos soropositivos.  A sequência foi duramente condenada nas redes sociais e Lucinha emitiu um pronunciamento a respeito dela.
“Como se não bastassem todos os problemas que nós brasileiros estamos sofrendo, ainda temos que ver em pleno ano 2015 o programa ‘Malhação’, da TV Globo, prestar um desserviço à saúde pública. Há 10 anos vemos os novos casos de Aids aumentando entre jovens, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, por transmissão sexual.”
E continuou: “Depois de 30 anos de trabalho para combater o preconceito e informar corretamente as formas de transmissão do HIV, vemos um programa destinado ao público jovem aconselhar soropositivos a não praticar esportes, a mostrar um médico receitar medicamento antirretroviral numa situação onde dois jovens dão uma cabeçada é no mínimo de chorar. Que se queira ganhar dinheiro com sensacionalismo já é duro, mas dar informações erradas é um pouco demais.”
Para finalizar, Lucinha pediu que a novela se retratasse em um novo capítulo. “Deixo aqui minha indignação, meu repúdio e a vergonha que senti ao saber que o trabalho que a Viva Cazuza, as ONG’s/Aids e todas as campanhas governamentais de prevenção ao longo de 30 anos vão por terra de uma maneira tão irresponsável. O mínimo que espero seria um novo episódio com a devida correção.“

Categoria repõe carga horária conforme estabelecido em Calendário Escolar

A reposição de aulas na rede pública de ensino tornou-se motivo de denúncia na mídia do Distrito Federal (DF). A diretoria do Sinpro-DF informa que o Calendário de Reposição foi estabelecido numa Mesa de Negociação entre o Sindicato e a Secretaria de Estado da Educação Distrito Federal (SEEFDF). Os (as) professores (as) da rede estão cumprindo o calendário negociado. Confira aqui o calendário negociado.
Além de ter sido resultado de uma negociação, o Calendário de Reposição expressa também a Lei nº 4.751/12 – Lei de Gestão Democrática – e, dentro do que foi realizado com base no chamado Calendário Base de Reposição, a escola organizou como a reposição seria executada, conforme a realidade de cada estabelecimento.
Assim, há escolas que já estão na fase final da reposição porque a greve ocorreu nessa escola de forma parcial e, por isso, havia mais espaços para que o (a) professor (a) que fez a greve cumprisse a carga horária com o (a) estudante.
Vale lembrar também que as direções das escolas apresentaram aos pais e estudantes o Calendário de Reposição. Ou seja, cada unidade escolar se organiza a partir do Calendário Base, fornecido pelo Sindicato e pela SEEDF, com base na Lei de Gestão Democrática para que a carga horária do (a) estudante seja cumprida plenamente.
Portanto, a diretoria do Sinpro-DF reitera a necessidade de a comunidade escolar enviar seus filhos e filhas que estão na escola pública e em horário de reposição para as salas de aula, conforme o Calendário Escolar estabelecido em conjunto com a escola e a comunidade.
A diretoria do Sinpro-DF observa que a categoria docente é a única, no serviço público e na iniciativa privada, que cumpre sua carga horária e presta, regularmente, o serviço que tem de prestar à população.
Ela lembra também que, por absoluto descumprimento das leis distritais que garantem os direitos trabalhistas dos (as) professores (as) e dos (as) pedagogos-orientadores educacionais, a categoria foi obrigada a realizar uma greve.

Pagamento das férias deverá sair junto com o pagamento do mês de janeiro

A diretoria do Sinpro-DF avisa que, segundo informações adquiridas, o pagamento das férias dos (as) professores (as) e dos (as) pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais deverá ser creditado juntamente com o pagamento normal deste mês. Ou seja, a previsão é a de que os dois pagamentos sairão juntos neste início de janeiro.

Professoras da rede pública ganham prêmios com projetos inovadores

Projetos inovadores desenvolvidos nas escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal, em 2015, renderam prêmios para professoras que usaram a adversidade como fonte de inspiração para criar atividades pedagógicas e de gestão escolar e promoveram mudanças nas escolas.
Elas retiraram as novas ideias de temas quotidianos e de pesquisas históricas. Tudo à volta delas contribuiu para influenciá-las na descoberta e na criação de projetos pedagógicos ou gerenciais que, de forma positiva, modificaram realidades e envolveram estudantes e, muitas vezes, até a comunidade escolar. O objetivo teve uma característica interdisciplinar que visa a minimizar a violência, a desigualdade social, a repetência, entre outros.
O projeto “Mulheres Inspiradoras”, de autoria da professora Gina Vieira Ponte de Albuquerque e desenvolvido em uma escola pública de Ceilândia, ganhou o primeiro lugar no Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos “Óscar Arnulfo Romero”, promovido pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). Ele concorreu com 17 projetos de 18 países participantes. A posição lhe rendeu US$ 20 mil.
O “Mulheres Inspiradores” é um desses projetos inovadores criados para a superação da violência cotidiana no meio cyberestudantil. Outros projetos experimentados em 2015 também tiveram sucesso e bom desempenho no objetivo de mudar realidades adversas e foram premiados pelo Ministério da Educação (MEC).
Um deles é o projeto “Heroínas sem Estátua – Conhecimento a partir das mulheres”, de María Del Pilar Tobar Acosta, professora do Centro de Ensino Médio (CEM) 01, Centrão, de São Sebastião. Com esse trabalho, María Del Pilar foi a única do Distrito Federal e do Centro-Oeste que ganhou premiação principal nas etapas Regional e Nacional, da categoria Ensino Médio, da iniciativa Educadores do Brasil – Gestão Escolar, Prêmio Professores do Brasil.
A atividade desenvolvida por María Del Pilar envolveu cerca de 350 estudantes de 1º e 2º anos do ensino médio e teve como proposta contar e valorizar vida e obra de mulheres que não tenham sido, na avaliação deles, reconhecidas por seus feitos. Além dela, outras duas professoras da rede pública de ensino também foram premiadas na etapa Regional.
Mariana Soares Ferreira, do Jardim de Infância 603, do Recanto das Emas, foi premiada com o primeiro lugar na categoria Pré-Escola. Ela desenvolveu um projeto voltado para estudantes de 4 a 5 anos, intitulado “Princesas Negras”, com o qual analisou a literatura infantil e percebeu a ausência de protagonistas negros nos exemplos voltados para a meninada. A escola de Mariana, desde 2011, desenvolve programas educacionais que contemplam o debate de questões étnico e raciais.
Patrícia Ramos de Freitas, do Centro de Ensino Especial 01, de Ceilândia, participou com o trabalho “Festival de Parintins: Um olhar para a diversidade”. A atividade da professora Patrícia foi premiada na etapa Regional, do Centro-Oeste, na categoria Ciclo de Alfabetização.
“Esses foram alguns exemplos de projetos mais exitosos realizados por professores (as) da rede pública de ensino do DF. Enquanto isso, muitos governadores atuam para privatizar a educação pública e isso não resolve o problema. A educação pública precisa ser valorizada, dando aos (às) professores (as), estudantes e a toda a comunidade escolar condições de realizar um trabalho de excelência”, assegura Samuel Fernandes, diretor de Imprensa do Sinpro-DF.
A iniciativa Educadores do Brasil Gestão Escolar – Prêmio Professores do Brasil, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), premia professores que tenham demonstrado efetivas melhoras nos indicadores educacionais de acesso, de permanência e de rendimento dos (as) estudantes envolvidos, a partir de experiência vivida na sala de aula.
Dos 11.812 professores (as) participantes da nona edição do Prêmio Professores do Brasil, em 2015, 30 são vencedores, sendo cinco por categoria. Desse total, quatro professoras da rede pública de ensino do Distrito Federal foram premiadas. A premiação ocorreu no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada. Confira aqui a listagem dos premiados.
Segundo as regras da iniciativa, um (a) professor (a) de cada região do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) foi premiado (a) em cada uma das seis categorias, totalizando 30 premiados. Cada um dos (as) professores (as) premiados (as) recebeu R$7 mil. Além disso, um (a) professor (a) em cada uma das categorias foi selecionado (a) como destaque nacional e recebeu um prêmio adicional de R$ 5 mil.
Fernandes afirma que “a grande mídia só aparece, na maioria das vezes, nas escolas públicas, para mostrar tragédias”. E acrescenta: “Temos milhares de professores e professoras comprometidos (as) com a educação, mesmo enfrentando muitas dificuldades para executar alguns projetos”.
Em 2014, a professora Gina Albuquerque também ganhou esse prêmio com o projeto “Mulheres Inspiradoras”. No ano passado, além de María Del Pilar, mais 21 participantes da categoria Ensino Médio receberam certificados de participação, como a professora Margareth Francisca Oliveira, do Centro de Ensino Médio Asa Branca (Cemab).
“Temos muitos talentos na rede pública de ensino. A educação deveria ser mais valorizada pelo governo, dando estruturas e condições de trabalho, pois, assim, com escolas atraentes, mais estudantes teriam interesse de participar de projetos inovadores que, muitas vezes, não saem do papel em razão das condições precárias de muitos estabelecimentos de ensino e falta de recursos”, declara Fernandes.

Postura da gestão do GDF põe em dúvida argumento da falta de recursos

O comportamento e a postura da gestão do governo em relação aos recursos do GDF permearam o ano de 2015, levantando dúvidas sobre o que é ou não verdade em matéria orçamentária – tanto para pagar salários de servidores quanto para tocar obras necessárias e incrementar serviços básicos ao cidadão.
O que se viu foi uma confusão de números e uma grande choradeira, resultando em uma espécie de letargia geral nas ações do Executivo. Isso levou a greves do funcionalismo que reivindicavam, com toda razão e justiça, reajustes aprovados em lei. Obras foram paralisadas e investimentos deixados de lado em áreas cruciais ao normal funcionamento da sociedade como um todo.
Mas a questão orçamentária do GDF, geradora de todos esses atropelos em 2015, ainda está longe de um diagnóstico real.
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Segundo o diretor de Imprensa do Sinpro, Cleber Ribeiro Soares, há a constatação de que o GDF aumentou a arrecadação em relação a 2014. “Embora o discurso seja de frustração, mas de frustração de expectativa de arrecadação, houve aumento na arrecadação nominal”, diz.
Em dado momento, o próprio governo utilizou recursos do Fundo Previdenciário (Iprev) para honrar pagamentos, sob o argumento de que isso traria ao GDF a tranquilidade para pagar os salários dos servidores até o final de 2015 sem atraso. Depois, o próprio governo – após esta transferência – disse que ainda faltavam recursos. Parece que não faltaram recursos, mas este foi o discurso adotado pelo Executivo.
Má administração de recursos – No segundo semestre de 2015, por um motivo ainda não explicado pelo GDF, o governo fez um repasse aos meios de comunicação superior ao devido à categoria docente, algo em torno de R$ 40 milhões a mais do que o previsto para a propaganda oficial.
Fica também evidente a inabilidade do GDF em gerir próprio Estado na medida em que ele deixa de arrecadar cerca de R$ 3 bilhões por uma questão de burocratização, não concedendo novos alvarás para empresas e instituições que querem funcionar no DF. Além disso, o governo deixou de arrecadar mais alguns milhões por não ter feito a atualização dos imóveis, sem falar da renúncia fiscal praticada. Para Cléber, “se o GDF tivesse mais eficiência em tomar essas medidas, no mínimo, o governo teria uma arrecadação bem maior para o período”.
“É impossível imaginar que em um orçamento de R$ 35 Bi, o governo ao final do ano induza a greve de professores por conta de R$ 40 milhões. É no mínimo jogar no colo dos educadores a responsabilidade pela má administração dos recursos públicos”, complementa Cleber Soares.
Em outra ponta, o GDF tem reclamado de uma suposta diminuição do montante do Fundo Constitucional. Contudo, a bancada de parlamentares do DF no Congresso Nacional preparou uma emenda para reconstituição deste Fundo.
“Diante do quadro pintado em 2015 sobre suas finanças, o GDF fez a Câmara Legislativa (CLDF) aprovar o orçamento para 2016 e não houve problema, não houve discussão, nem polêmica – o que é muito estranho”, aponta o coordenador da secretaria de Imprensa, Cláudio Antunes.
A CLDF aprovou para 2016, embora não na totalidade desejada pelo governo, emendas que resultarão em um aporte de recursos maior para este ano.
O Dieese, em parceria com o Sinpro, está monitorando as contas do governo e, no início de fevereiro próximo, o Sindicato trará uma análise completa e conclusiva sobre a questão.
Recordando a história – Ao longo de sua campanha ao GDF, Rollemberg fez promessas específicas em um programa de governo registrado no TSE, em entrevistas e debates.
No caso dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, o então candidato prometeu aumentar os salários para “valorizar os profissionais”.
Promessa não cumprida. O governo disse, camuflado por trás do discurso de que, devido ao rombo nos gastos públicos e ao desequilíbrio financeiro e orçamentário assumidos pela atual gestão, extrapolou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e está impedido de aumentar os gastos com a folha de pagamento.
 

Observatório chega para fiscalizar implementação do Plano Distrital de Educação

A conquista do Plano Distrital de Educação (PDE), o primeiro do Distrito Federal, representa um grande avanço para a concretização de uma escola pública de qualidade, para todos(as), sem falar da valorização da carreira do Magistério Público.
Todo esse esforço para aprovar a lei do PDE, entretanto, pode ir por água abaixo caso a sociedade e a categoria docente não fiscalizem a implantação das 21 metas previstas no Plano.

O PDE é um plano decenal, que será desenvolvido ao longo de três governos, e traz concepções e metas muito importantes. Segundo a diretoria do Sinpro, “a nós, professores(as) e orientadores(as), cabe cobrar dos governos e gestores que o Plano Distrital de Educação seja implementado adequadamente para mudar para melhor a educação no Distrito Federal”.
História – Sancionado pelo GDF no dia 14 de julho passado, o PDE prevê que o Distrito Federal deve oferecer até 2024 educação em tempo integral em 60% das escolas, com atendimento de pelo menos um terço dos estudantes, triplicar a oferta de vagas do ensino técnico e aumentar o percentual do PIB nos investimentos de educação de 3,23% para 6,12%.
Algumas metas têm o prazo mais curto para se adequar. O GDF tem até 2016 para garantir matrículas na rede pública e conveniada para crianças de 4 a 5 anos e jovens de 15 a 17 anos.
O plano prevê que nos próximos quatro anos os profissionais da área de educação tenham salários equiparados com servidores de carreiras do serviço público com qualificação equivalente (Meta 17). O documento estabelece que o GDF deve garantir a formação continuada dos educadores.
De acordo com o texto, o governo deve equipar as unidades escolares com laboratórios de ciências e de informática e também construir mais unidades de ensino.
O texto estipula o limite de um ano para que o Executivo envie à Câmara Legislativa projeto de lei para estabelecer a responsabilidade educacional. O objetivo é normatizar possíveis punições para gestores que descumpram obrigações previstas no plano ou que desperdicem recursos destinados ao ensino.
O governador deve enviar aos deputados distritais a revisão da Lei de Gestão Democrática (Lei Distrital nº 4.751), que define mecanismos de transparência e de participação da comunidade nas decisões pedagógicas, administrativas e financeiras das escolas.
Observatório – Justamente para fazer o acompanhamento do PDE, o Sindicato desenvolveu o Observatório PDE – ferramenta de controle social que possibilitará à sociedade o acompanhamento e monitoramento da aplicação do Plano. Ao longo de seus dez anos de vigência, a comunidade escolar e toda a população do DF poderão ser protagonistas da construção de uma educação pública de qualidade.
A partir dessa plataforma, o Sinpro atualizará os dados de como anda a educação pública no DF. Um dos objetivos da ferramenta é o de monitoramento das ações governamentais para a implementação do PDE.
“Vamos fazer uma capacitação dos(as) professores(as) para que este acompanhamento seja feito com uma lupa”, afirmou Júlio Barros, diretor do Sinpro
>>> Clique aqui e conheça o Observatório PDE 
>>> Leia a íntegra do PDE
 

Sinpro-DF irá eleger delegados(as) para o FSM 2016, em Porto Alegre

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa à categoria que realizará uma reunião, no dia 6 de janeiro, às 19h, na sede do Sindicato, para eleger delegados (as) que irão integrar a Comitiva do Sinpro-DF no Fórum Social Mundial, edição 2016. O Fórum será realizado entre 19 e 23 de janeiro, em Porto Alegre.
Em janeiro, o FSM completará 15 anos desde a sua primeira edição, realizada em 2001, também em Porto Alegre. Durante cinco dias, os participantes farão um balanço analítico desses 15 anos e da conjuntura atual, debaterão os desafios e apontarão as perspectivas na luta por outro mundo possível. Este ano, a temática traz a paz, a democracia e os direitos dos povos e do planeta como centralidade da luta.
Com esses temas, o FSM irá debater a conjuntura nacional e internacional, como o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a eleição na Argentina e a vitória do empresário Maurcio Macri, entre outras situações. O FSM é um dos raros momentos mundiais em que a sociedade civil e governos se reúnem para construir, na diversidade, alternativas para viver num mundo melhor.
Como diz o cartaz do Fórum, uma das principais metas desse encontro internacional é despertar a “consciência nova de riquezas que os debates e conclusões trarão para a sociedade brasileira”. A marcha de abertura será realizada no dia 19 de janeiro de 2016, às 15h. O lançamento do FSM 2016 ocorreu no 10 de dezembro de 2015, no Salão Nobre da Praça Municipal de Porto Alegre.
O Sinpro-DF enviará uma Comitiva com delegados (as) escolhidos (as) durante a reunião do dia 6/1, a qual irá sair do Distrito Federal no dia 17/1, em um ônibus exclusivo. No dia 6/1, no Auditório Paulo Freire, do Sinpro-DF, o debate será uma atividade preparatória para o fórum, com assuntos pertinentes aos temas desta edição do FSM.
Mas não basta participar da reunião. A participação no FSM 2016 está vinculada à inscrição a ser realizada no site www.forumsocialportoalegre.org.br. Nesse site é possível fazer a inscrição como participante e obter maiores informações sobre o encontro. Para quem planeja ir, é importante fazer a inscrição com antecedência.
O Fórum Social Mundial ou FSM é um acontecimento anual, estruturado internacionalmente por representantes de organizações sociais de vários locais do planeta e tem por meta conter uma globalização moldada pelos líderes capitalistas com viés e modelo capitalista-liberal – a face oculta dos grandes complexos multinacionais e das instituições governamentais –, sempre ratificado pelos estadistas de cada país.
Trata-se de um encontro criado para se contrapor e estabelecer uma oposição ao Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente, desde 1974, em Davos (Suíça), e que é sustentado por mais de mil empresas multinacionais em defesa da melhoria e expansão do neoliberalismo no mundo.
Em sua Carta de Princípios, o Fórum esclarece que não se opõe ao movimento globalizador, mas sim propõe uma globalização tecida por interesses e responsabilidades mútuas, na qual todos têm seus interesses preservados e são interdependentes, algo como uma imensa teia de obrigações recíprocas e de direitos igualmente respeitados, principalmente os da própria natureza. É assim que seus integrantes e o criador desse evento, o engenheiro Oded Grajew, do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, imaginam o Fórum, como um meio essencial para promover a mudança do Globo. Daí seu slogan: Um outro mundo é possível.
É considerado um espaço democrático e livre, dedicado ao amadurecimento de questões importantes, à discussão de conceitos e sugestões, ao compartilhamento de vivências significativas e ao planejamento de atitudes concretas, tem atraído a atenção e a adesão de inúmeras pessoas de todo o mundo.
O primeiro fórum, realizado em Porto Alegre, capital gaúcha, em 2001, contou em média com dez a quinze mil participantes, número que se elevou a aproximadamente 120 mil, em 2009. Entre esses participantes, destacam-se habitantes da Europa, Estados Unidos e América Latina, padrão que foi quebrado apenas em 2004, quando o evento foi transferido para Mumbai, Índia.
Confira aqui a Carta de Princípios

Missa de sétimo dia de Isabel Portuguez

Os familiares de Isabel Portuguez convidam amigos e toda a categoria para a missa de sétimo dia, a ser realizada neste sábado (02), às 18h, na Paróquia Verbo Divino (L2 Norte, 609 Norte).
 
Isabel

Ações de conscientização marcaram Dia da Luta Contra a Aids

No último dia 1º de dezembro, o Cine Brasília recebeu 670 estudantes do Ensino Médio e do 9º ano do Ensino Fundamental. Estavam presentes alunos(as) do Proem (Plano Piloto), CEF 301 (Recanto das Emas), CEM 414 (Samambaia), CEF 16 (Taguatinga), CED 04 e CEF 08 (ambos de Sobradinho), CED 02 (Brazlândia) e CEF 03 (Gama).
Eles participaram de mais uma ação do Dia Mundial da Luta contra a Aids. Esta atividade é uma iniciativa da CNTE em parceria com a Confederação Internacional de Educação e começou em 2007, tendo o apoio do Sinpro no seu desenvolvimento (com as Secretarias de Saúde e de Raça e Sexualidade).
“Os professores já desenvolvem esta temática ao longo do ano. Esta ação do dia 1° é a culminância dos trabalhos feitos em sala de aula” diz Wiviane Farkas, diretora do Sinpro. Foi exibido o filme “Yesterday” e ocorreu também uma atividade lúdica, com um mágico. O longa metragem é sobre a luta de uma mulher negra, com um marido promíscuo e o enfrentamento de ambos diante da doença.
De acordo com Wiviane, “a abordagem desta atividade é o respeito ao corpo e a responsabilidade individual de assumir que se um parceiro que não quer usar camisinha, essa pessoa não serve para estar ao lado da pessoa”. Hoje o aumento da doença vem crescendo entre os jovens e também entre pessoas mais velhas em um relacionamento estável, que “aparentemente” teriam uma estabilidade, onde o(a) parceiro(a) faz sexo desprotegido fora do casamento e traz a doença para o(a) companheiro(a).
Se alguma escola quiser aprofundar a discussão, o Sindicato está à disposição. “O Sinpro está aberto para quem quiser promover o debate. É só nos procurar que fornecemos material e levamos os debatedores, esta ação é permanente”, diz Maria José Correia Muniz, diretora do Sindicato.

Não haverá expediente nesta terça-feira (29) na sede e subsedes

Em virtude do falecimento da diretora Isabel Portuguez, a diretoria colegiada do Sinpro comunica que não haverá expediente nesta terça-feira (29) na sede e nas subsedes do Sindicato.
Na quarta-feira (30) o atendimento será normal.

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