Após intensa pressão do Sinpro, GDF finalmente quita atrasados

Com mais de três meses de atraso e após intensa pressão do Sinpro junto com a categoria, o GDF finalmente quitou os atrasados.
Foram depositados nas contas dos(as) professores(as) o 13º salário integral dos aniversariantes de dezembro (sem parcelamento), o valor correspondente à diferença de 13º salário dos aniversariantes de janeiro a agosto e a última parcela das férias.
Fica registrado que foi a primeira vez na história que a categoria voltou de férias sem ter recebido o valor correspodente.
Com os pagamentos creditados hoje (1º/4), a folha de atrasados fica quitada. Entretanto, o Sinpro orienta a categoria a conferir os extratos bancários para ver se todos os créditos foram depositados adequadamente.
O Sindicato lembra que a mobilização continua e convoca a categoria a participar de assembleia geral no próximo dia 9 (quinta-feira), às 9h30, na Praça do Buriti, momento em que decidiremos, coletiva e democraticamente, os rumos do movimento.

Sinpro-DF repudia decisão do GDF de reprimir manifestações nas ruas

pm2-756x320A diretoria colegiada do Sinpro-DF repudia a decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) de reprimir e impedir as manifestações dos(as) trabalhadores(as) e da sociedade civil organizada nos espaços públicos da capital do país, com uso efetivo e ostensivo da Polícia Militar (PM) sob a alegação de garantir a livre circulação de veículos.
O GDF utiliza, mais uma vez, os meios de comunicação para passar seu recado e, neste caso, ferindo um direito democrático e assegurado pela Constituição Federal de livre manifestação da população, sobretudo dos(as) trabalhadores(as) organizados(as). Esclarecemos que essa atitude autoritária e antidemocrática visa a impedir que servidores(as) públicos(as) e trabalhadores(as) da iniciativa privada divulguem, nas ruas, as suas reivindicações por melhores condições de trabalho e de salário e denunciem demais injustiças trabalhistas praticadas pelo Estado e pelos patrões.
Confira a seguir a nota da CUT Brasília sobre o assunto:
CUT repudia medida que criminaliza manifestações sindicais e sociais
A Central Única dos Trabalhadores repudia veementemente a decisão da Polícia Militar do Distrito Federal de passar a impedir manifestações em espaços públicos, com uso até de “efetivo policial”, sob a alegação de garantir a livre circulação de veículos.
A medida anunciada nesta segunda (30), conforme divulgam os meios de comunicação, no entendimento da CUT fere o direito democrático de manifestação da população, especialmente dos trabalhadores.  Visa apenas impedir que os servidores e vários segmentos da população deem visibilidade às suas justas reivindicações por melhores condições de trabalho e de vida.
Lembramos que a repressão às manifestações é anunciada exatamente em período de intensas mobilizações dos servidores e trabalhadores sem terra contra atrasos de pagamento, descumprimento de acordos pelo GDF, falta de diálogo e possibilidade de retrocesso em direitos.
Em vez de tratar as causas econômicas, sociais e políticas das manifestações, que levam a população a protestar em espaços públicos, o GDF procura criminalizar o movimento sindical e popular. O objetivo é permitir, como anunciado pelo próprio chefe do Departamento Operacional da PM do DF, coronel Mauro Lemos, o uso de “efetivo policial” para garantir a desobstrução da via pública.
E inadmissível que a decisão para dispersar manifestações seja atribuída, como divulgado pela PM, a policiais envolvidos no local do ato, após o esgotamento de negociações pelos próprios policias. Para nós, representantes do movimento sindical, cabe à policia garantir a segurança de todos, mas quem deve negociar com os manifestantes são os administradores e governantes diretamente responsáveis pela solução das questões reivindicadas.
A CUT reitera que manifestações  só serão evitadas com a solução dos problemas e o atendimento de reivindicações populares e sindicais. Ameaças de prisão por perturbação da ordem, desobediência, desacato, dano ao patrimônio público e de uso de violência policial como anunciados, além de não resolverem os reais motivos dos protestos, não impedirão que manifestantes continuem a utilizar suas tradicionais e democráticas formas coletivas de protesto e reivindicação.
Exigimos respeito ao direito da população se manifestar e que o GDF entenda que a repressão e a criminalização dos movimentos caminham na contramão do entendimento e da democracia.
 
Rodrigo Britto
Presidente da CUT Brasília

CUT realiza 8º Encontro de Mulheres em Brasília

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A paridade entre dirigentes nas entidades sindicais foi uma das principais deliberações do 8º Encontro Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizado Brasília, entre os dias 27 e 29 de março. Ficou conhecido como “Encontro da Paridade” porque as lideranças sindicais feministas de todo o país e de vários ramos profissionais exigiram que a CUT assumisse a paridade como forma de relação democrática e de consolidação da igualdade entre homens e mulheres nos espaços de poder e de decisão.
Com a paridade, todas as chapas inscritas para as direções estaduais e nacional da Central e dos sindicatos ligados a ela devem ter, obrigatoriamente, 50% de homens e 50% de mulheres. O desafio agora é levar essa ideia para o mercado de trabalho, bem como para os cargos políticos eletivos nas três esferas de poder e nos Três Poderes do Estado.
Nas entidades sindicais, as chapas que não preencherem esse percentual não poderão ser inscritas para concorrer à eleição. Com 380 delegadas e 450 participantes, o encontro foi realizado no Bay Park Resort. “As mulheres cutistas, na organização interna da Central, conquistaram o direito à paridade. Mas o nosso maior desafio é instituir o debate da reforma política com lista alternada de gênero e do financiamento público de campanha na sociedade. Outro desafio é pautar a obrigatoriedade dos partidos de promover e financiar a formação política das mulheres. Temos de ter a coragem de desconstruir a cultura machista do poder no Brasil”, disse Eliceuda França, diretora de Mulheres do Sinpro-DF e secretária de Mulheres da CUT Brasília.
Mulheres querem a paridade efetiva e condições objetivas para atuar
Durante o debate sobre a paridade, as participantes definiram que não querem paridade como número apenas. “Queremos condições objetivas para atuar no movimento sindical. E quando falamos em condições, estamos dizendo que a CUT deve incorporar esta luta no seu dia a dia, porque essa não é uma luta só de mulheres, é uma luta da Central”, afirma Rosane Silva, secretária Nacional de Saúde do Trabalhador e presidenta da Internacional de Serviços Públicos (ISP).
Ela afirma que as mulheres representam mais de 50% da classe trabalhadora, mas em condições diferenciadas. “Em pleno século XXI, ainda há opressão em todos os espaços e, no espaço do trabalho produtivo, é onde ela mais persiste”, assegura. A sindicalista destacou que o sindicato também deve assumir o papel de defensor dos direitos das trabalhadoras e reverter esse quadro.
“Um sindicato e uma central sindical que pensam sua pauta política e de ação sem incorporar o tema da opressão às mulheres, não estão representando toda a classe trabalhadora. O tema da igualdade salarial é tão importante quanto o aumento real de salário. Por isso, as mulheres precisam estar nos espaços de negociação coletiva. É preciso preparar as mulheres para que elas possam estar na mesa de negociação”, disse.
Eliceuda completa o pensamento de Rosane ao afirmar que “quando nós, mulheres trabalhadoras, nos organizamos, temos mais possibilidades de ampliar direitos, por isso o desafio da CUT é o de organizar as mulheres, na cidade e no campo, para cobrar dos governos políticas públicas de emprego, educação, saúde, garantindo, assim, a autonomia da mulher”.
Além da paridade, as mais de 600 sindicalistas cutistas de todas as unidades da Federação, de diversas categorias e ramos de atividade econômica discutiram temas como democratização do Estado, reforma política e democratização dos meios de comunicação, bem como temas relacionados às lutas históricas da pauta feminista, como a presença das mulheres no mercado de trabalho e a situação das mulheres negras.
Esses temas foram coordenados pela presidente da CUT Maranhão, Adriana Oliveira, e pela secretária de Comunicação da CUT Nacional, Rosane Bertotti, que destacou: “se queremos fortalecer a democracia e fortalecer a luta das mulheres, a luta da democratização da Comunicação é uma luta chave”.
A luta ainda é por direitos sociais e trabalhistas
“A atual conjuntura nos chama para a rua em defesa dos direitos sociais da classe trabalhadora. Não podemos permitir que o Congresso Nacional aprove qualquer medida que coloque na conta dos(as) trabalhadores(as) a conta da crise do capitalismo. Se é para alguém pagar, que sejam os ricos do país. Qualquer medida que retire direitos nos compromete a nós mulheres diretamente que nos encontramos na base da pirâmide social, com menores salários e empregos mais precarizados”, disse Vilmara Carmo, diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.
A abertura do 8º Encontro de Mulheres da CUT contou com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci; Vagner Freitas, presidente da CUT; Rosane Silva, secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT; Amanda Villatoro, secretária de Política Sindical e Educação da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas; Carmen Foro, Sandra Cabral e Luci Paulino, ex-coordenadoras nacionais da CNMT/CUT e representantes de entidades parceiras.
“A abertura traduziu a história da luta de gênero na Central. A luta por cotas, por paridade; as ações desde as coordenações até as secretarias de mulheres; as lutas de gênero na pauta da classe trabalhadora. Esse resgate nos faz refletir sobre o quanto caminhamos para tomar o impulso e o quanto precisamos caminhar por igualdade, liberdade e autonomia no mundo do trabalho”, afirma Neliane Cunha, diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.

Pagamento do 13º dos aniversariantes de dezembro será feito integral nessa terça-feira (31)

Em contato com o Governo do Distrito Federal durante a tarde dessa terça-feira (31) a Diretoria do Sinpro recebeu a confirmação de que o pagamento do 13º dos aniversariantes de dezembro será feito integral durante a noite de hoje. Conforma acordo, a última parcela das férias também será paga nessa terça.
As pendências financeiras do GDF com os(as) professores(as) temporários(as) foram pagas no dia 20 de março, com o depósito do 13º salário dos profissionais que encerraram contrato em 2014.
Esta é mais uma vitória da categoria, que demonstrou e vem demonstrando toda sua força e disposição para a luta.
Por isto é importante a mobilização e presença de toda a categoria na Assembleia Geral do dia 9 de abril, às 9h30, na Praça do Buriti.

Falta de professores na rede pública é destaque no TV Sinpro

O programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (31) abordará a falta de professores na rede pública de ensino no Distrito Federal. As aulas no DF tiveram início a quase um mês e várias escolas não têm o número suficiente de professores(as). A falta de horas no banco de horas das contratações temporárias, a demora nas nomeações de concursados e a falta de concursos públicos dificultam a normalidade das aulas na rede pública.

Para falar sobre o assunto foi convidado o coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro, Claudio Antunes.

O programa TV Sinpro na TV Comunitária vai ao ar, ao vivo, todas as terças, às 17 horas, no Canal 12 da NET. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira programa a baixo). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.

Programação:

Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h

Quartas – 18h30

Quinta – 13h30 e 22h30

Sábado – 13h

Domingo – 18h30

Confira o resultado geral da 2ª Corrida do Sinpro

A categoria compareceu em peso na 2ª Corrida e Caminhada do Sinpro. Com 2 mil participantes, o evento foi um sucesso. O Sinpro disponibilizou toda a infra estrutura para os(as) atletas e suas famílias: apoio médico com ambulâncias, tendas de massagem muscular, área kids (com diversos brinquedos para a criançada se divertir), guarda volumes e música ao vivo.
Todos os participantes ganharam medalhas. Os três primeiros colocados em cada categoria receberam troféus.
*Durante a aferição dos tempos para o 1º lugar nas categorias “professor faixa etária 18 a 39 anos” e “professor faixa etária 40 a 55 anos”, foram constatados um erro de cronometragem que não considerou os tempos dos professores José Antônio de Jesus Silva e Moacyr Salazar Pessoa Filho. Após correção posterior e por já ter premiado outros competidores, a organização corrigiu os erros. Considera os professores José Antônio e Moacyr também como primeiros colocados em suas respectivas categorias. O Sinpro aproveita a oportunidade para parabenizar os vencedores. Os professores receberão seus troféus no Sinpro.
Confira abaixo a relação dividida por gênero e faixa etária, ressaltando que não há resultado (aferição de tempo) para os participantes da caminhada.
Masculino – vencedores:
Geral masculino – (não professor)
Público geral masculino
18 a 39 anos
40 a 55 anos
56 a 99 anos
 
Feminino – vencedoras:
Geral feminino
Público geral feminino – (não professora)
18 a 39 anos
40 a 55 anos
56 a 99 anos
Clique aqui e confira a galeria de fotos.

SEE confirma depósito de atrasados na noite desta terça (31)

A Secretaria de Educação (SEE) confirmou à diretoria do Sinpro o depósito de alguns atrasados dos(as) professores(as), a ser realizado na noite desta terça-feira (31). Desta forma, o dinheiro estará disponível nas contas correntes a partir de amanhã, quarta-feira (1º/4).
Segundo a SEE, o depósito abrange a primeira metade do 13º dos aniversariantes de dezembro – inclusive dos professores novatos-, do 1/3 de férias (última parcela) e também da diferença de 13º dos aniversariantes de janeiro a agosto.

TV Comunitária mostra encerramento da 7ª turma da Escola de Mídia Comunitária

O ator Bernardo Felinto e o Grupo Laços da Alegria foram os convidados desta segunda-feira (30) do programa TV em Movimento. O programa, transmitido pelo canal 12 da NET e canal 6 da TV aberta, marcou o encerramento da 7ª turma da Escola de Mídia Comunitária, um projeto do Sinpro e da TV Comunitária. Projeto idealizado para ensinar as práticas da rotina dos bastidores de uma emissora de televisão, tornando os alunos produtores do conteúdo, a Escola de Mídia tem como objetivo realizar oficinas de mídia nas escolas públicas do Distrito Federal. O sétimo ciclo de oficinas da Escola de Mídia foi realizado com alunos do Centro Educacional 4 de Sobradinho 2.

“Projetos como estes são muito importantes para o desenvolvimento do aluno da rede pública. Durante as oficinas eles aprendem técnicas de filmagem, entrevista, postura, voz e como funciona de fato um programa de televisão”, explica um dos responsáveis pelo projeto.

Nota de falecimento

É com pesar que a diretoria do Sinpro-DF anuncia o falecimento da professora aposentada Maria Aparecida de Medeiros Costa, 60 anos. Vítima de depressão, ela faleceu, na noite desse domingo (29). O enterro será nesta terça-feira (31), no Cemitério do Gama, a partir das 13h, com sepultamento previsto para 16h. Maria Aparecida foi professora do Centro de Ensino 5, no Gama, e dos Centros de Ensino 203 e 403, em Santa Maria.

CLDF debate a obrigatoriedade do professor de ed. física na rede pública

30rose cldf intUma audiência pública realizada durante a tarde desta sexta-feira (27), na Câmara Legislativa do Distrito Federal, debateu a obrigatoriedade do professor de educação física no sistema público de ensino. Além dos deputados Israel Batista e Reginaldo Veras, participaram da mesa a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, o subsecretário de Educação Básica (SUBEB), Gilmar de Souza Ribeiro, além de um representante do Conselho Regional de Educação Física.

Durante sua fala, a diretora Rosilene Corrêa enfatizou que debater o tema é lutar por uma educação pública de qualidade. “É pauta histórica da categoria ter professores de educação física e artes em todas as séries da educação básica e infantil, exatamente porque corpo e mente não podem ser trabalhados em etapas diferentes”, ressaltou Rosilene, enfatizando que a falta de infraestrutura é outra preocupação. “Sabemos que para um bom resultado nestas áreas é necessário mais investimento na educação e infraestrutura nas escolas, já que a maioria delas não possui quadras cobertas”.

Ciente da carência destes professores na rede, Gilmar de Souza disse que encaminhou à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) pedido para nomeação de mais aprovados em concursos públicos. Aproximadamente 55 convocados seriam de educação física.

O Sindicato dos Professores entende que, sendo autorizadas, as 55 nomeações não suprirão as carências que temos na rede pública de ensino, muito menos para que se atinja 100% das escolas com o projeto Educação em Movimento.

Ao final da audiência pública o deputado Israel disse que a Câmara Legislativa vai protocolar pedido para abertura de novo concurso público.

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