Comissão do ensino médio adia relatório para debater pontos polêmicos

Relator terá mais uma semana para acertar pontos ainda sem consenso com os membros da comissão que estuda a reformulação do ensino médio.
A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a reformulação do ensino médio decidiu nesta terça-feira (5) adiar a apresentação do relatório para a próxima terça-feira (12). Um acordo entre os parlamentares que compõem a comissão definiu que o relator terá um prazo de mais sete dias para acertar pontos que ainda geram polêmica entre os integrantes da comissão.
O relatório “tem que estar perfeito”, disse o relator Wilson Filho (PTB-PB): “Nós não podemos errar, propor uma coisa que não vá dar certo, porque cada erro que se tem em qualquer proposta de mudança na educação você perde uma geração. É uma geração que é teste daquela sua mudança e se não der certo ela não tem como voltar ao ensino médio, ela fez um mau ensino médio”, advertiu.
Definição da área de conhecimento
Entre os pontos polêmicos que precisam ser acertados, o deputado Wilson Filho destacou a definição de quando os alunos poderão optar por uma área específica de conhecimento. Segundo ele, há quem defenda que no terceiro ano “nós pudéssemos ter o direito de o aluno escolher a ênfase que irá fazer naquele último ano”. De outro lado, diz o deputado, “muita gente defende que essa liberdade do aluno aconteça durante todo o ensino médio. Então, isso tem que ser ajustado”, defende.
Entre as alterações que serão propostas no relatório, estão a adoção do espanhol como segunda língua estrangeira e a alteração do currículo atual, segmentado em áreas de conhecimento. O ensino profissionalizante também está incluído no relatório, além da construção de novas escolas para permitir o ensino integral.
 

Em defesa de nossos professores aposentados, vamos à luta!

O Sinpro-DF volta a mobilizar toda a categoria para o ato público e a paralisação, nesta quinta-feira (7), em defesa de professoras (es)  aposentadas (os) proporcionalmente que foram excluídos na reestruturação do novo Plano de Carreira do Magistério Público.
Após inúmeras reuniões entre a Comissão de Negociação do Sindicado com representantes das Secretarias de Administração e Educação do DF, nas quais foram feitos acordos que, até hoje, não foram cumpridos pelo GDF, só resta como opção à categoria voltar às ruas para reivindicar os direitos desta parcela de educadores.
A Diretoria do Sinpro reitera para a necessidade da participação maciça e para o compromisso da categoria com a causa de nossas (os) colegas aposentadas (os).
A carreira começa na ativa, mas você continua nela aposentada (o).
ATO PÚBLICO: Quinta (7) – Praça do Buriti – às 9h30
 
[youtube]http://youtu.be/DpjhJHlAsHU[/youtube]

CRE do Recanto das Emas realiza mostra de trabalhos pedagógicos

A Mostra anual de Trabalhos Pedagógicos das escolas públicas do Recanto das Emas (MOSTRARE) tem como objetivo compartilhar projetos, experiências, práticas e saberes construídos no espaço pedagógico das escolas, envolvendo diferentes sujeitos do processo educativo das escolas públicas do Recanto das Emas.
A Mostra de Trabalhos Pedagógicos de alunos acontecerá em diversas datas e escolas, conforme cronograma abaixo:

  • 06/11 – CEF 301 – Vinícius de Moraes: Uma vida de Poesias e Canções;
  • 08/11 – CEI 310 – Literatura: Clara Rosa gomes;
  • 07 e 08/11 – CEF 802 – Ritmos que Embalam o Brasil;
  • 14/11 – CEF 101 – A Formação do Novo Brasileiro e suas Influências;
  • 22/11 – EC 511 – Brasileiras, Raízes Africanas.

 

DF tem recorde de inscrições para concurso público do Magistério

O concurso público para professor da rede pública do Distrito Federal recebeu um número recorde de 79.239 inscrições. A especialidade mais procurada é Professor de Educação Básica (40 horas), com 36.302inscritos.  As provas estão previstas para o dia 8 de dezembro e serão realizadas em Brasília.

A Secretaria de Administração Pública do Distrito Federal divulgou o número de inscritos no concurso para Professor da Secretaria de Educação. Foram registradas 79.239 inscrições, número recorde segundo a Seap/DF, o que gera uma concorrência de 97 candidatos por vaga. A especialidade que contabilizou o maior número de concorrentes foi a de atividades (40 horas), com 36.302 inscritos.
O concurso oferece 804 vagas, distribuídas entre as áreas de Atividades, Artes Cênicas (Teatro), Artes (Dança, Música, Plásticas, Visuais), Biologia, Ciências Naturais, Educação Física, Enfermagem, Eletrônica, Eletrotécnica, Filosofia, Física, Geografia, História, Informática, Espanhol, Inglês, Francês, Libras, Português, Matemática, Música (Acordeom, Bandolim, Bateria, Cavaquinho, Contrabaixo Acústico, Flauta, Gaita, Percussão, Piano, Regência Coral, Saxofone, Trombone, Trompa, Trompete, Viola Caipira, Violão 7 Cordas), Nutrição, Química, Sociologia e Telecomunicações.
O Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) é a banca examinadora da seleção, que será composta por prova objetiva e avaliação curricular de títulos e de experiência profissional. As provas estão previstas para 08 de dezembro, no turno matutino para Atividade e vespertino para demais áreas.
A prova objetiva constará de 50 questões das disciplinas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Pedagógicos, Atualidades, Noções de Direito Administrativo, Lei Orgânica do Distrito Federal e Conhecimentos Específicos. Mais de quatro mil candidatos aprovados e classificados na prova objetiva serão convocados para a avaliação de títulos e experiência profissional. O prazo de validade do concurso público é de dois anos, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.
 
 

Histórico da Gestão Democrática está disponível na TV Sinpro

A Diretoria do Sinpro-DF recomenda a educadoras e educadores que utilizem, durante o processo eleitoral escolar, a matéria disponibilizada na TV Sinpro sobre a Gestão Democrática na rede pública de ensino do DF.
O histórico da Gestão Democrática revela a luta do Sinpro e da categoria para sua implantação no Distrito Federal. A matéria possui um ótimo conteúdo para ser utilizado como referência nas audiências promovidas pelas escolas neste período de debates, que antecede as eleições nas escolas (dia 27 de novembro).
O Sinpro reafirma a importância da participação maciça da comunidade escolar neste processo, que irá eleger novos diretores, vice-diretores e conselheiros em toda rede de ensino público do DF
Clique aqui para acessar a matéria.
 

Aprovado novo PCCR de servidores da educação do Amazonas

O Projeto de Lei nº 349/2013, que altera o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), foi aprovado por unanimidade na tarde desta quarta-feira pela (30) Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
O plano segue, agora, para sanção do governador Omar Aziz, devendo entrar em vigor tão logo seja publicado no Diário Oficial do Estado.
As alterações trazem benefícios salariais e à carreira de cerca de 30 mil funcionários públicos estaduais da Educação, incluindo professores e servidores da área administrativa, como merendeiras e motoristas.
Para o governador Omar Aziz, a aprovação do novo PCCR é uma conquista dos servidores e um ganho para a política educacional do Estado. “Não há desenvolvimento se não tivermos uma educação forte e comprometida e o caminho é esse: incentivar aqueles que levam o conhecimento a todas as gerações”, destacou.
As vantagens concedidas no novo PCCR vão significar, de imediato, um aumento de R$ 60 milhões na folha de pagamento da Educação. O plano assegurará ganhos inéditos aos servidores públicos estaduais, dentre os quais: garantias de melhores remunerações por tempo de serviço (progressão horizontal), melhores remunerações por aquisição de pós-graduações (progressão vertical); criação da carreira para os servidores administrativos de níveis de ensinofundamental e médio, como merendeira, serviços gerais e assistentes administrativos, que já a partir da aprovação do plano terão 15% de aumento.
Outra categoria beneficiada pelo plano é dos servidores integrados, que passarão a incorporar as vantagens para efeito de aposentadoria. A alteração também vai garantir a incorporação à aposentadoria do salário GIS, uma gratificação concedida aos professores que estão em sala de aula.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, a aprovação por unanimidade do novo PCCR é uma conquista dos servidores, um ganho que é fruto de um intenso processo de revisão e discussões firmado entre a Seduc e representantes sindicais da categoria.
“Todas as medidas foram discutidas e formuladas juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e visam, atentando para a Lei de Responsabilidade Fiscal, beneficiar os educadores da rede estadual com melhorias reais em sua carreira”, enfatiza o secretário da Seduc.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, reconhece que, em relação ao plano anterior, as conquistas foram significativas para a categoria, mas ressaltou que a classe vai continuar lutando por outros benefícios não contemplados, como assistência médica, auxílio alimentação e aumento da hora/atividade para corrigir trabalhos e planejar aulas.

Gestão Democrática: inscrições prorrogadas até segunda (4/11)

Cartaz Gestao Democratica_MOD6
Conforme divulgamos as inscrições para chapa que concorrem eleições para diretor e vice-diretor foram prorrogadas. O prazo começa hoje (29) e termina na próxima segunda-feira dia (4), às 18 horas.
Nesse período todos os membros da carreira do magistério e carreira de assistência em educação que não se inscreveram poderão proceder com a sua inscrição.
Atendendo decisão do TJDFT, não será mais exigido aos candidatos a diretor e vice-diretor, o curso de gestor oferecido pela  Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE ).
Estão mantidas as audiências públicas marcadas para esta semana, bem como todo o texto do cronograma da eleição.
Ressaltamos que as eleições para o Conselho Escolar não foram prorrogadas.
Cronograma
Prazo de recurso dos inscritos nas Chapas e no Conselho Escolar 29 a 31/10
Homologação das candidaturas – resultado definitivo dos inscritos nas
Chapas e no Conselho Escolar  – 01/11
Divulgação da lista definitiva de eleitores  – 07/11
Eleição – 27/11
Divulgação do resultado das eleições  – 03/12
Prazo de recurso junto à Comissão Eleitoral Local  – 03 a 05/12
Resultado do recurso – 06/12
Prazo de recurso junto à Comissão Eleitoral Central  – 06 a 10/12
Resultado do recurso  – 11/12
Prazo de recurso ao Secretário de Educação  – 11 a 13/12
Homologação do resultado final das eleições – 18/12
Campanha Eleitoral – 08/10 a 25/11
Nomeação no DODF – 02/01/2014
Posse administrativa  – 06 a 09/01/2014
 
Clique aqui e veja a circular da Comissão Geral
Para ver o Manual da eleição 2013, clique aqui
Para saber como e onde retirar as certidões, clique aqui

Debate aponta para inclusão de incentivos à educação a distância no PNE

A inclusão de diretriz que garanta a promoção da educação a distância e a adoção de tecnologias de informação para aperfeiçoar as metodologias de ensino foram algumas das sugestões apresentadas nesta quinta-feira (31) durante audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. A CE realizou mais um debate sobre o projeto de lei da Câmara (PLC 103/2012) que trata do Plano Nacional de Educação (PNE).
A proposta de inclusão de uma meta sobre educação a distância foi apresentada por Luciano Sathler Rosa Guimarães, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). Para ele, a ampliação dessa modalidade de ensino é a única maneira de garantir o cumprimento de metas previstas no PNE, como a elevação das matrículas na educação profissional técnica, no nível médio e na educação superior.
– Não há como alcançar as metas de educação sem uma diretriz que priorize a EAD e as tecnologias de comunicação e também uma meta que deixe claro para o país que esse é um caminho para a educação nos próximos anos – sustentou.
Hélio Laranjeira, mestre em Educação a Distância, e os senadores Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) e Wellington Dias (PT-PI) se somaram àqueles que veem essa modalidade como caminho para ampliar o acesso ao ensino médio, técnico e superior.
– Eu não vejo hoje saída para a educação no Brasil a não ser por meio da educação a distância. A educação presencial é importante, mas a outra é de vanguarda – disse Sobrinho.
Outras sugestões
O reitor do Centro Universitário de Maringá, Wilson de Matos Silva, defendeu, dentre outros pontos, a adoção da escola em tempo integral. Ele também propõe a redução do índice legal de faltas de 25% para 10% da frequência do aluno ao longo do ano letivo. O professor sugeriu ainda o fim da progressão automática nas escolas.
Já o vice-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Edgar Flexa Ribeiro, afirmou que o momento atual é de total desprestígio à função do professor. Ele pediu a inclusão de dispositivos no texto do PNE que garantam efetivamente a valorização desses profissionais e apontou a resistência do Ministério da Educação em promover o diálogo como um dos principais obstáculos para mudanças no plano.
Desinteresse
Durante a reunião, o relator do PLC 103/2012, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), criticou o desinteresse de parte dos educadores e entidades da sociedadel em relação ao debate do tema. Para o senador, o plano, que contém 20 metas e estratégias a serem seguidas pelo governo federal para melhorar o setor educacional, não tem recebido a atenção devida nem mesmo de parlamentares ou profissionais do setor.
Alvaro Dias lamentou o fato de não haver no debate sobre o PNE no Congresso Nacional a mesma mobilização observada na discussão do plano de carreira de professores do Rio de Janeiro.
– Eu não entendo como educadores e entidades representativas do país se comportem de forma tão passiva diante de fato tão preponderante. Estamos aqui no Senado discutindo o que queremos para melhorar a educação brasileira nos próximos dez anos, e quantas pessoas estão interessadas, estão aqui participando com suas ideias, sugestões, experiências? Quantas pessoas estão aqui exercendo o direito de pressionar o Congresso na direção daquilo que se almeja para o país? – desabafou o parlamentar.
Lei de responsabilidade educacional
Alvaro Dias comprometeu-se a apresentar seu relatório ainda em novembro, incorporando algumas das sugestões feitas durante as audiências públicas. O senador estuda incluir no texto mecanismos de responsabilização de agentes públicos pelo descumprimento das metas propostas. O presidente do colegiado, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), concordou com a ideia.
– Temos como meta principal fazer com que esse Plano Nacional de Educação seja cumprido. Não é chegar daqui a 10 anos e dizer que fizemos apenas 60%. Como o senador Alvaro Dias falou, o PNE tem que prever penalidades, uma lei de responsabilidade educacional – disse Cyro.
Meta 4
Entre os pontos polêmicos do PNE, inclui-se a Meta 4, que prevê a universalização da inclusão de alunos com deficiência de 4 a 17 anos na rede regular de ensino. Na redação dada a essa meta pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) às instituições que oferecem ensino especial (enquanto substitutas da escola regular) seriam encerrados em 2016, o que gerou diversos protestos. Essa previsão foi retirada durante a análise do texto pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O tema será debatido na próxima terça-feira (5) durante audiência pública da CE, segundo informou o presidente do colegiado, Cyro Miranda.
Fonte:Agência Senado

Professores protestam em Assembleia contra cortes no orçamento da educação

Trabalhadores em educação, da rede estadual de ensino, realizaram em frente à Assembleia Legislativa do Maranhão na quinta-feira (30), um ato público, para protestar contra os cortes realizados no orçamento para o setor para o próximo ano, que somaria mais de R$ 23 milhões. O movimento faz parte de uma série de atos que serão promovidos pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), pela ampliação dos recursos para a educação, na Lei Orçamentária de 2014, que foi encaminhada pelo governo do Estado para votação na Casa Parlamentar.
Segundo o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, a diminuição dos recursos representa grande ameaça no cumprimento do acordo, que pôs fim à greve da categoria, no primeiro semestre deste ano.  Ele explicou que o corte no orçamento não afeta somente a Secretaria de Educação em mais de R$ 23 milhões, mas também os programas de erradicação e combate ao analfabetismo que, juntos, perderão mais de R$ 7 milhões. “O acordo judicial firmado com o governo, que findou a última greve, versou sobre progressões, promoções e titulações, além da correção salarial, que deveriam começar a ser executados a partir deste ano. Porém, a tratativa vem sendo parcialmente descumprida e caminha a passos largos. Em 2014, está previsto o pagamento da primeira parcela das progressões de 10 mil educadores, que aguardam somente a concessão do direito para se aposentar. Portanto, vamos cobrar dos deputados estaduais uma emenda que busque ampliar os recursos para Educação e derrube essa medida de corte do governo”, destacou.
De acordo com Júlio Pinheiro, a o esforço do Sinproesemma é pela cobrança constante da necessidade mais investimentos para a educação pública, uma vez que o reflexo deste descaso tem sido o registro dos piores índices do estado, em avaliações nacionais. Ele pontuou que enquanto os setores como o Planejamento – acréscimo de quase 720 milhões e a Infraestrutura – acréscimo de mais de 430 milhões, tiveram crescimento significativo no orçamento, as áreas da educação, segurança pública e fornecimento de água, considerados vitais para a população, tiveram cortes nefastos. “A Caema teve um corte de quase R$ 80 milhões e a segurança pública de quase R$ 200 milhões. O mais intrigante, é que a educação recebeu um corte violento, coincidentemente, no ano em que o governo deveria honrar compromissos com os educadores, pagar a recomposição salarial e começar a quitar as progressões funcionais, previstas para janeiro de 2014. A nossa outra grande preocupação é que na rede existem 31 mil trabalhadores em educação, quando deveriam ter pelo menos 44 mil. E a previsão é que para o ano que vem, pelo menos 10 mil se aposentem, mas o governo nem fala em concurso publico”, afirmou.
O cabo Roberto Campos, da Polícia Militar, também compareceu ao movimento e, além de declarar apoio aos professores, frisou que estava representando os militares. Ele reprovou o corte feito na pasta da segurança pública e relatou que o governo também teria descumprido três, dos sete itens acordado durante o movimento grevista dos policiais em 2011. “Ficamos acampados de forma ordeira e pacifica, durante nove dias, nas instalações da Assembleia Legislativa. Na ocasião, o movimento foi findado após um acordo de sete itens, dos quais três foram desrespeitados: a redução da carga horária, a lei da promoção e a criação do código de ética. Somos a 27ª capital mais violenta do mundo e a 6ª do país. Temos ainda o menor efetivo do Brasil, com apenas 7 mil homens, sendo um policial para 827 mil habitantes, quando o correto deveria ser um para 250 mil. Fomos ‘golpeados’ e também vamos protestar contra esse corte absurdo no orçamento, pois a falta de investimentos, reconhecimento e valorização do policial é que tem feito a violência predominar desta forma absurda em nosso estado”, disse.
Em continuidade à agenda de movimentos realizados pelo Sinproesemma, até a votação da Lei Orçamentária para 2014, que deve acontecer antes do recesso natalino, a categoria programou para o dia 27 de novembro, uma paralisação de advertência. O presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, frisou que o movimento terá duração de 24 horas, no intuito de sensibilizar os deputados a não aprovarem o texto da forma que foi enviado, pelo governo do Estado.
 
Fonte: Jornal Pequeno

Qualificação de professores é o que faz a diferença no ensino da Finlândia

País é referênicia mundial em educação. Representante do Ministério da Educação local participou de cúpula no Qatar
 A Finlândia não é o país mais conhecido de todos, mas quando se trata de educação, é a melhor e maior referência mundial. A qualidade do ensino finlândes está, em grande parte, relacionada à qualificação dos educadores, que são selecionados entre os melhores alunos e que passam por uma formação profunda. Se os professores da Finlândia são tão bons, será que a solução para a educação mundial seria se eles ensinassem em outros países?
Motivado por esta pergunta, Pasi Sahlberg, diretor geral do Centro para Mobilidade e Cooperação Internacional do Ministério da Educação da Finlândia, palestrou durante o maior evento de educação do mundo no Qatar, o World Inovation Summit for Education (Wise). Em 2013, a programação da cúpula durou de terça (29/10) a quinta-feira (31/10), em Doha, a capital do país do Oriente Médio.
A diferença dos professores finlandeses já começa na seleção. “Separamos os melhores dos bons”, esclarece Pasi. Para explicar as exigências para se tornar professor em sua terra natal, o diretor citou o exemplo de sua sobrinha, Veera, uma estudante que se formou no ensino médio recentemente com ótimas notas e que poderia optar por cursar medicina, direito, administração ou qualquer outro curso. A jovem decidiu ser professora de alunos do primário e foi aprovada em duas fases do processo seletivo, que equivaleria ao vestibular brasileiro: prova teórica e prova prática, onde teve de programar atividades para alunos de quarta série.

Na terceira etapa, a entrevista, Veera não foi aceita. “Minha sobrinha disse aos entrevistados que queria ser professora porque várias pessoas da família dela eram professores e porque ela amava crianças. Na Finlândia, só um nível de conhecimento e vontade não são suficientes. Formamos os melhores educadores desde o momento da seleção “, contou Pasi.

Depois de um ano de trabalho voluntário como monitora numa escola de ensino fundamental, Veera tinha melhores motivações para contar, foi aprovada e, atualmente, está na faculdade. Nesta seleção, por exemplo, a jovem foi uma das 750 aprovadas entre 8,5 mil candidatos. Apesar do nível dos educadores da Finlândia ser muito alto, Pasi acredita que não é apenas isto que faz a diferença. “Os professores são importantes, mas não depende apenas deles. É como num time de futebol. Às vezes, uma equipe não tem muitos craques, mas eles trabalham tão bem em conjunto que ganham muitos campeonatos. Do mesmo modo, há times com os melhores jogadores do mundo, mas, como a atuação em grupo não é boa, não vencem muito”, exemplifica.
De acordo com o finlandês, não é necessário que um país tenha os melhores professores do mundo e nem a melhor estrutura para ter um bom desenvolvimento educacional. “É preciso ter uma filosofia de trabalho em grupo, sem competições para não infectar a colaboração, e uma ótima liderança. Trabalhando assim, professores que nem são os melhores podem fazer milagres”, prevê Pasi. De acordo com Pasi, as escolas podem ser comparadas em mais um aspecto a times esportivos: “Quando um jogador vai mal, não colabora e atrapalha o time, acaba sendo expulso. Trabalhar em sala de aula é difícil, mas também não podemos tolerar os maus professores nos sistemas de educação pelo bem das nossas crianças e adolescentes”.
Brasil x Finlândia
Em 2013, a Finlândia lidera o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) entre 40 países. Na mesma lista, o Brasil aparece como penúltimo colocado. Para ensinar alunos do primário na Finlândia, é preciso fazer faculdade e mestrado. O tempo de estudo varia entre 5 e 6 anos, num sistema de estugo rígido e cheio de atividades. Os cursos de pedagogia finlandeses são extremamente concorridos e os jovens precisam se esforçar muito para serem aprovados. No país nórdico, o magistério é a escolha da maioria dos estudantes que terminam o ensino médio, de acordo com Pasi Sahlberg.
Enquanto isso, no Brasil, apenas 2% dos jovens escolha se tornar educador, segundo a Fundação Carlos Chagas (FCC). A cada cem cursos de pedagogia, apenas três são considerados excelentes pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A concorrência e a nota de corte não costumam ser altas e a qualificação dos estudantes que se preparam para o magistério está longe da excelência: 30% dos estudantes de pedagogia estão entre os que tiveram as piores notas no ensino médio.
 
Fonte: Correio Braziliense

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