Audiência Pública:Ministras sugerem mudança no Plano Nacional de Educação

A comissão especial do Plano Nacional de Educação (PL 8035/10) promoveu, nesta quarta-feira, audiência pública com a ministra da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Luiza Helena de Bairros; e com a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes para discutir propostas relacionadas às duas pastas no âmbito do Plano Nacional de Educação (PNE). Ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Iriny Lopes, deputado federal Gastão Vieira e a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros.
A ministra Luiza Helena de Bairros, disse que a desigualdade entre negros e brancos é evidenciada nos índices educacionais e salariais. Segundo ela, quanto maior a escolaridade das pessoas, maior a diferença entre as remunerações de brancos e negros. Ela a presentou ao presidente da Comissão Especial, deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA), 50 sugestões de mudanças à proposta do governo que estabelece o P NE .
Entre as medidas solicitadas, estão: estabelecimento da igualdade racial como um princípio do PNE; geração de indicadores para avaliação dos impactos da educação na desigualdade racial; e prioridade no atendimento dos grupos étnicos excluídos nas políticas de ensino profissionalizante. “Essa é uma ação muito importante para inclusão de setores da população em postos mais valorizados do mercado de trabalho”, disse.
 
Mulheres
Iriny Lopes afirmou que, apesar de as mulheres terem mais acesso à educação que os homens, elas ainda enfrentam discriminação na escola e no mercado de trabalho. A ministra ressaltou que a remuneração das trabalhadoras ainda é muito inferior a dos trabalhadores. Além disso, segundo ela, os cursos superiores mais frequentados por mulheres, na maioria dos casos, reproduzem a função tradicional de cuidadora e não permitem o acesso a profissões mais valorizadas pelo mercado.
 
Hoje, conforme Iriny Lopes, as mulheres acumulam, em média, 7,4 anos de estudo e os homens, 7 anos. Elas ocupam também 56,9% das vagas na universidade e na pós-graduação. “Apesar disso, temos a cultura de tratar de forma diferente os dois gêneros. E isso se reproduz na família e na escola”, afirmou.
 
Para diminuir a discriminação de gênero, a ministra propôs algumas mudanças no projeto do plano. Entre elas: inserção de conteúdos relacionados às relações de gênero, etnico-raciais e de orientação sexual na formação de professores e funcionários das escolas; inclusão desse tema nas diretrizes curriculares dos colégios e nos livros didáticos; estímulo à produção acadêmica sobre esse tópico; e fomento à participação das mulheres em cursos de graduação e pós-graduação de Engenharia, Matemática, Física, Química, Matemática e outros campos da Ciência.
 
Para o presidente Gastão Vieira, a principal problemática do PNE é a qualidade do ensino e os desafios para fazer chegar à ponta todas as políticas públicas que serão definidas. “Os dados trazidos hoje são muito importantes. No entanto, o foco deve ser mantido na qualidade do ensino, respeitando todas as particularidades da população brasileira”, ressaltou.
 
 
 

Estudantes podem se inscrever no 7° Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

A Secretaria de Políticas para as Mulheres lançou nesta quarta-feira, 1ºde junho, o 7° Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, que tem o objetivo de estimular estudantes da rede pública e privada a produzir textos científicos e ter uma reflexão crítica sobre as desigualdades entre mulheres e homens. Podem concorrer alunos de nível médio, que terão de escrever uma redação; estudantes que estejam frequentando ou tenham concluído cursos de graduação, mestrado ou doutorado, que terão de redigir um artigo científico; e escolas, que deverão fazer relatos de projetos e ações pedagógicas.
Os prêmios são laptops e impressoras para os alunos de nível médio e uma quantia de R$ 5 mil a R$ 10 mil reais para as outras categorias. “O prêmio é apenas uma indução para o tratamento desses assuntos nas escolas e universidades. O nosso objetivo é que isso seja tratado no dia a dia, que haja uma reflexão de alunos e professores”, disse a coordenadora-geral do Ensino Médio do Ministério da Educação, Sandra Regina.
As inscrições começam hoje e vão até 16 de setembro pelo site www.igualdadedegenero.cnpq.br. Quem quiser mais informações pode enviar um e-mail para os endereços eletrônicos premios@cnpq.br e mulhereciencia@spmulheres.gov.br.
 

Acesse o folder com as informações do prêmio aqui .
Fonte: Agência Brasil

Nota do Sinpro sobre a suspensão do kit educativo

O Sindicato dos Professores no DF (SINPRO-DF) lamenta a suspensão, por parte do Governo Federal, do material do projeto “Escola Sem Homofobia”, que seria distribuído nas escolas de ensino médio de todo o país, no segundo semestre deste ano, cujo intuito seria o de combater a homofobia no ambiente escolar. O material é composto de um caderno de apresentação – que serve para orientar a professora e o professor na sala de aula, além de sugerir atividades a serem realizadas –, seis boletins dirigidos às alunas e alunos, três vídeos e cartazes abordando a temática.
Entendemos que o kit educativo é muito importante para a construção de um ambiente escolar favorável e à inclusão de pessoas que desistem, na maioria das vezes, de continuar os seus estudos em função da discriminação e do preconceito por orientação sexual. Sabemos que o material não será simplesmente distribuído pelo MEC, mas que serão realizados cursos de formação para as professoras e professores que se dispuserem a utilizar o kit educativo. Isso é um pouco do que nós do SINPRO-DF, aqui no Distrito Federal, já realizamos com o corpo docente da rede pública de ensino.
Repudiamos a afirmação de que esse material não é adequado para o uso em sala de aula ou mesmo que os vídeos do kit educativo não estão de acordo com o objetivo do tema proposto. Entendemos que a suspensão, com o argumento usado pela presidenta, desconsidera todo o trabalho feito, até agora, pelo grupo de entidades LGBT e profissionais de Educação do MEC. Sabemos que o kit educativo, que estava em fase final de avaliação pelo Comitê Editorial do MEC estava sofrendo readequações técnicas, mas que já havia passado por uma avaliação criteriosa do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, tendo obtido aprovação.
Sabemos também que o projeto foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, recebendo um parecer favorável das três instituições. Além disso, o projeto recebeu o apoio do Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (CEDUS) e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que emitiu um parecer igualmente favorável, depois da realização de uma audiência pública promovida pela mesma entidade. O mesmo projeto teve, também, uma moção de apoio aprovada por três mil delegadas e delegados representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área de Educação, que participaram da Conferência Nacional de Educação.
Por isso, solicitamos que a presidenta Dilma reconsidere a sua posição, levando em conta que vivemos todas e todos num Estado laico e que a defesa intransigente dos direitos humanos foi um dos compromissos assumidos por ela durante o seu discurso de posse, em janeiro passado.
Atenciosamente,
Sindicato dos Professores no Distrito Federal

Curso promovido pelo Sinpro com o tema:"Saúde do Trabalhador em Educação" é um sucesso

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal realizou na manhã desta terça-feira (31), no Centro de Adoração Ministério Núcleo da Fé (SIBS, Quadra 2, Área Especial 2, Núcleo Bandeirante), o curso “Saúde do Trabalhador em Educação”. O objetivo foi o de levar a gestores, delegados sindicais e representantes de escola um olhar mais aprofundado sobre o prazer e o sofrimento psíquico no local de trabalho. O curso foi idealizado pela Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF com a perspectiva de que as escolas da rede consigam identificar as dificuldades comuns a uma relação socioprofissional, e a partir daí possam trabalhar coletivamente por um melhor ambiente de trabalho.
As as escolas designaram três representantes para participarem do curso, sendo um representando a direção da escola e outros dois professores(as). O Curso foi ministrado pelo Sinpro em parceria com a equipe de psicólogos do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB) e teve a duração de quatro horas.

Coro Sinprônico se apresenta nesta terça(31)


Nesta terça-feira, dia 31 de maio, o Coro Sinprônico se apresenta no aniversário do Centro Educacional Setor Leste, da 912 Sul, a partir das 8h15. A regência é do Maestro Tonicesa Badu. Prestigiem!

Em nota Oficial CUT cobra combate à onda de assassinatos no campo

É com indignação e pesar que a CUT e as entidades filiadas, como o Sinpro-DF(Sindicato dos Professores no DF), se manifesta diante das recentes mortes e tentativas de assassinato de líderes populares e sindicais na região Norte e Nordeste do Brasil: as novas vítimas foram Adelino Ramos, o Dinho, que havia sobrevivido ao massacre de Corumbiara, em 1995, e Eremilton Pereira dos Santos, que vivia no mesmo assentamento do casal de ambientalistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados no dia 24 de maio, em Nova Ipixuna (PA).  No mesmo dia do assassinato de Dinho, ocorrido na última sexta-feira (27), o sindicalista Almirandi Pereira, vice-presidente da Associação Quilombola do Charco, de São Vicente Ferrer (MA), sofreu um atentado. Almirandi é uma liderança da luta pela titulação do território quilombola do Charco.
Diante desta situação, a CUT exige que o governo leve adiante o projeto de uma intervenção federal na região entre Amazonas, Acre e Rondônia como forma de evitar novas mortes no campo e para que haja uma apuração rigorosa a fim de que sejam aplicadas punições severas aos culpados.  A CUT reivindica que o governo federalize todas as investigações e apurações no que tange os casos de morte e perseguição a lideranças populares. É urgente também ampliar a fiscalização ambiental e do trabalho, o que exige investimentos em mão-de-obra e equipamentos. Queremos um novo patamar de relação civilizada, justa e humana para o Brasil com a questão fundiária, agrária e ambiental, que não seja a “bala na cabeça”. Com fiscalização, queremos barrar as ações ilegais de madeireiros com vistas à destruição das nossas florestas.  O campo não pode continuar sendo uma terra sem lei. Chega de impunidade!
(Fonte: site da CUT)

CEF Agrourbanos realiza gincana para fortalecer educação ambiental

O Centro de Ensino Fundamental Agroubano (CEF Agrourbano), localizado na vila Caub I, realizará entre os dias 30 de maio e três de junho a sua Segunda Gincana Interclasse. O evento tem o objetivo de envolver os alunos, professores, direção e comunidade com o meio ambiente, visando fortalecer a educação ambiental desenvolvida na escola há mais de quinze anos e oportunizar o contato imediato entre os alunos e a área de preservação ambiental ali existente, de modo saudável mediado pela Educação Física.
O CEF Agrourbano faz parte de um programa do governo federal gerido pelo MEC chamado Ensino Médio Inovador, do qual a escola participa com o Projeto “Para Onde Vamos” que procura conscientizar e fazer com que os alunos e comunidade escolar se comprometam com a preservação do local. Além das atividades normais, a gincana deste ano traz como novidade a realização de provas de resistência na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) tais como: corrida em trilha, subida em morro, ciclismo e uma pequena escalada. Segundo a professora de Educação Física e uma das organizadoras do evento, Magda Hipólito, a escolha da Arie para a realização das provas de resistência tem como propósito, entre outros, o de chamar a atenção da comunidade e das autoridades competentes para a importância da preservação da diversidade ecológica e cultural da região. Essas atividades, conforme informou a professora, foram inspiradas em uma prova realizada por uma emissora de televisão e ocorrerão no dia dois de junho, a partir das 7h30 da manhã.
 
 

Nota: Sinpro lamenta a morte de estudantes de pegadogia

O Sinpro-DF lamenta profundamente o trágico acidente que vitimou cinco estudantes de pedagogia no último sábado, dia 28 de maio. Nós no Sindicato dos Professores no DF nos solidarizamos com as famílias de: Cleitiane Fleury, Deigiane de Souza Campos, Bruna Carla de Oliveira, Márcia Cristiana Costa e Magna Alessandra Silva.  Quatro delas foram sepultadas ontem em Brazlândia e um delas, Magna Alessandra Silva Nascimento foi levada para a Paraíba, sua terra natal, onde será enterrada. Magna era esposa do profesor da rede pública do DF, Plácido Vieira Aines que leciona no CEF-02 de Brazlândia.  O acidente que aconteceu na DF-001, entre Brazlândia e Taguatinga Norte.

Preocupação com o meio ambiente é tema do Programa Alternativo

O Centro Educacional 06 de Taguatinga vai colocar o meio ambiente em discussão no Programa Alternativo deste sábado (28). O projeto 2011: ano internacional da floresta vem sendo desenvolvido pelo CED 06 com alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e aborda a preocupação com as florestas e com o verde. Segundo a supervisora pedagógica e uma das criadoras, professora Margareth Oliveira, um dos objetivos é fazer com que os estudantes tenham noção da importância do meio ambiente e coloquem em prática tudo aquilo que aprendem em sala de aula. “Uma das atividades feitas pelos alunos é coletar materiais recicláveis e produzir um desfile de moda. Depois tudo que é feito vai para estandes. O mais importante de tudo é mostrar a todos o que o meio ambiente representa para nossas vidas”, relata a professora.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Sinpro promove primeiro encontro de professores/psicólogos educacionais

Professores/psicólogos que compõem as Equipes Especializada de Apoio à Aprendizagem (EEAA), Altas Habilidades e Diretoria de Saúde Ocupacional (DSO) da Secretaria de Educação do DF (SEE/DF) reuniram-se na manhã desta sexta-feira, dia 27, no auditório do Sinpro. O encontro pioneiro dessa parte específica da categoria, promovido pela diretoria de Organização e Informática do Sindicato, teve como objetivo definir a pauta de reivindicações para esse grupo de profissionais considerando sua especificidade de atuação e as peculiaridades do exercício dessa profissão. Para a diretora Vanuza Sales, a contribuição desse profissional à política pública de educação é fundamental pela iminência da política de inclusão. “Não se pode falar em política de inclusão sem serviço de apoio”, disse ela.
Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de se inteirar sobre o trabalho desenvolvido em cada uma das três áreas – EEAA, Altas Habilidades e DSO –, desde seus históricos de implantação, dificuldades vivenciadas até as expectativas dos profissionais que nelas atuam. De acordo com Gisele, professora e psicóloga do Serviço Médico da DSO, só há pouco tempo os psicólogos puderam passar a fazer um trabalho preventivo, “até então só podíamos atuar se houvesse essa recomendação no relatório médico”. Hoje, conforme explicou, é possível realizar visitas às escolas e esclarecer os servidores sobre o trabalho da DSO.
Segundo Vera Cordeiro, professora e psicóloga da Equipe Especializada de Apoio e Aprendizagem, o trabalho na EEAA “ainda está longe do ideal, mas está se encaminhando para isso”. Ela frisou que o apoio do Sinpro é importante no sentido de dar maior visibilidade aos psicólogos educacionais. Já Rejane Barbosa, professora e psicóloga do Serviço de Altas Habilidades, dentre as dificuldades em sua área, informou que o não registro de alunos com habilidades especiais por parte da administração da escola impede a destinação e o consequente envio de verbas para esse serviço.
Plano de Carreira – Ao falar sobre a reestruturação do plano de carreira, o diretor do Sinpro, Francisco Alves, Chicão, lembrou a importância de a categoria começar a discuti-lo nas escolas, como forma de preparação para as plenárias que começam no próximo dia 8 de junho. Chicão fez também uma explanação de como andam as negociações com a SEE/DF da Pauta de Reivindicações da categoria. “Estamos reivindicando uma Equipe de Apoio à Aprendizagem para cada escola”, disse ele. O diretor informou ainda que, dos 145 psicólogos aprovados em concurso público, está prevista a contratação de 45. “Sabemos que não é o suficiente, mas já vai dar para formar um quadro”, acrescentou Chicão.
A diretora do Sinpro, Magnete Guimarães, Meg, falou que uma das pautas do Sindicato é a participação de orientadores educacionais e psicólogos em cada Equipe de Apoio à Aprendizagem e que, uma destas equipes esteja disponível para cada grupo de 500 alunos. “É tarefa nossa nos mobilizarmos para que todos os alunos tenham acesso a esse tipo de atendimento”, disse Meg. A diretora, ainda, alertou que a luta dos psicólogos faz parte da luta de toda a categoria, reafirmando a importância da união e participação de todos na defesa de uma Educação de Qualidade.

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