Para garantir um melhor atendimento, comodidade e conforto às professoras e professores que procuram a subsede do Sindicato em Taguatinga, a diretoria colegiada promoverá ampla reforma no espaço que abriga o Sinpro na cidade. Por orientação dos profissionais que executarão o serviço de reforma, por questão de segurança e agilidade na obra, a subsede será totalmente fechada. Solicitamos à categoria compreensão e paciência. Durante esse período o atendimento jurídico será feito na sede do Sinpro, no Setor Gráfico, SIG 06, lote 2260. Os diretores e diretoras do Sinpro que atendem mais diretamente aos professores de Taguatinga e das cidades satélites próximas continuam à disposição, basta ligar. A reforma irá melhorar e aperfeiçoar as estruturas de trabalho, com uma organização mais racional do espaço físico e da acústica das salas, além de garantir acessibilidade aos portadores de deficiência com a construção de um elevador. Em agosto retomaremos o atendimento, inaugurando as novas instalações da subsede Clarice Lispector.
Reformatórios e mudanças na orientação religiosa tentaram combater o que nenhum viés científico conseguiu. Sem resultado. Foi o espaço necessário para que, em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) declarasse que a homossexualidade não era doença, nem desvio, nem pecado. Dez anos depois, a rede de ensino do Distrito Federal ainda luta para vencer os preconceitos que motivaram o início do combate entre sociedade e sexualidade.
Violências simbólicas nas escolas públicas do DF alcançam índices impressionantes, como o espantoso percentual de 63, 1% das respostas dos alunos e 56, 5% dos professores que confirmaram homofobia. Esse diagnóstico, evidenciado pela Secretaria de Educação do DF (SEDF) com apoio da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), assusta os estudantes que se assumem como homossexuais e enfrentam o julgamento cruel das mais diversas expressões de preconceito.
Esses percentuais discriminatórios apontam para conflitos latentes dentro do ambiente de convivência escolar. “O preconceito é uma perigosa arma velada, diferente de um aluno que aparece com uma faca ou um revólver na mão, e é mais difícil de ser detectado”, analisa uma das autoras do livro, Miriam Abramovay.
A estudante Thaís Rodrigues, 21 anos, foi contra a corrente e não só saiu do armário como foi às ruas lutar pela sua orientação sexual. Assumida para a família desde os 16 anos, conquistou a confiança para levar a namorada em casa e ajudou a fundar a Organização Não-Governamental Coturno de Vênus, ONG brasiliense empenhada em discutir os direitos das lésbicas.
Até se sentir bem com sua orientação sexual, Thaís precisou vencer os primeiros obstáculos do preconceito, dentro da sala de aula. “A verdade é que o preconceito ainda existe em todos os lugares, mas quando você é mais jovem, na escola, ele é mais agressivo e evidente”.
Ela admite que contar para a família foi difícil, e fala do sofrimento que traz uma vida dupla. “Minha mãe reparou que eu guardava um segredo”, lembra. Ao se abrir com os pais, sentiu-se aliviada. “Eles disseram que me amavam e que isso não ia mudar”.
Atualmente, a mãe de Thaís é referência no assunto. Ângela Rodrigues e a filha participaram do programa de Ana Maria Braga para falar de preconceito, dividir sua história e dar dois recados. Aos jovens: “Ninguém é feliz vivendo um disfarce, seja honesto com você mesmo”. Aos pais: “Quando soube da homossexualidade da Thaís pude conhecer minha filha por completo. Nós devemos lutar contra o sofrimento deles”.
Em geral, acrescenta Ângela, os pais sentem um luto quando recebem a notícia, como se o filho criado por eles tivesse morrido. “No entanto, minha filha continuou ali, a mesma que eu amava, somente com uma característica a mais”, defendeu a mãe.
Como Thaís, o presidente da ONG Estruturação, Milton Santos, busca os direitos e a cidadania dos homossexuais no DF. Mora há quatro anos com um homem, depois de um casamento heterossexual frustrado. “Não há nada diferente no sentimento dos casais gays. Nos amamos, vamos ao cinema, sentamos juntos, fazemos planos, é simples”. Para Milton, mesmo depois de tantas conquistas, o preconceito ainda é latente e está nas ruas. “E nas casas de muitas famílias, nas escolas e nos divãs”. Frente a julgamentos maldosos, ele recomenda paciência e prenuncia. “Daqui a dez anos…”
A escola é uma ilha e, em uma sociedade como a nossa, na qual o preconceito não é nenhuma novidade, basta ver nossa história de vários séculos de escravismo, de relações patriarcais e machistas refletidas em seu interior. Segundo Marillene Chauí, a gênese de nossa sociedade é autoritária, tal autoritarismo reflete-se na forma de estruturação do poder. Aqui, as oligarquias políticas se revezam na condução dos negócios do Estado que são colocados para atender os interesses privados. Dentro deste contexto, mesmo tendo conseguido democratizar o acesso à escola, não conseguimos democratizar as relações sociais em seu interior. Em nossas escolas, a discriminação por motivos raciais, socioeconômicos, geracional, de gênero, territorial, de orientação sexual e o relacionado a pessoas com necessidades educacionais especiais tem se perpetuado quase que de forma intocada como nos demonstra recente pesquisa coordenada pelo professor José Afonso Mazzoh, da FEA-USP, que realizou pesquisa de campo em 501 escolas públicas de todo o país, nas quais foram entrevistadas de 18.500 pessoas (alunos, pais e mães, diretoras, professores e funcionários). Fato recente, ocorrido no Centro de Ensino Médio 2 do Gama, remete-nos não apenas às reflexões anteriores, mas também a questionamentos mais profundos sobre a natureza de nossa profissão, vamos aos fatos: desenrolava-se uma reunião pedagógica cuja pauta contemplava, em um de seus itens, apreciação sobre as eleições do grêmio estudantil quando um professor dá início às suas demonstrações de discriminação – inicialmente, dirigiu seus ataques aos alunos que disputaram as eleições do grêmio estudantil. Suas colocações: “É necessário que a Direção impeça que determinados alunos participem das chapas que concorrerão ao grêmio, há péssimos alunos infiltrados nas chapas” nos demonstram claramente o preconceito político e acadêmico do referido professor. Senão vejamos: A lei que regula os grêmios estudantis não permite a tutela da direção ou dos professores e, se há na escola “péssimos alunos”, de quem é a responsabilidade senão também de seus professores? Ocorre que os despropósitos do já mencionado professor não ficaram apenas na discriminação política e acadêmica. Quando uma pessoa tomou a palavra para esclarecer os fatos e, por que não, em defesa dos alunos foi brutalmente constrangida tendo sua palavra cassada com frases como: “cale a sua boca”, “não admito ser interrompido quando estou falando” – proferidas aos berros – o constrangimento chegou a tal ponto que a professora levanta-se com a intenção de se retirar do local quando o professor continua ainda com voz alterada dizendo que era isso mesmo, que era a melhor coisa que ela fazia, que saísse da sala. Algumas colegas, todas mulheres, tentaram defender a professora e, imediatamente foram destratadas pelo “homem em questão”. A discriminação de gênero ficou tão patente que não foi possível a professora ofendida ignorar a questão, sentimento demonstrado por alguns colegas da escola. Na seqüência a professora ofendida registrou ocorrência na 14ª Delegacia e solicitou providências à direção, inclusive com a abertura de processo sindicante para apurar os fatos. Por não ser mais possível conviver com tais agressões conclamamos aos colegas professores que insiram o tema da discriminação de gênero em suas coordenações pedagógicas.
Por: Prof. Antônio Gomes Coelho – Diretor do Sinpro-DF Prof. Olimpio Sabino Lourenço – Prof. De ciências do CEF 15 do Gama
Começou quarta-feira, 1º de julho, a 6ª disciplina do curso de Pós-graduação oferecido pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF). Metodologia da Pesquisa Científica será ministrada pelo professor José Carlos de Melo na modalidade EaD, e auxiliará os professores, dentre outras coisas, na construção da monografia. Além da apostila, entregue no último encontro presencial, os alunos deverão baixar os textos complementares no ambiente virtual para a construção dos trabalhos. Até a abertura dos fóruns de discussão, os alunos deverão fazer as leituras propostas nos textos complementares e apostila. Poderão, ainda, se antecipar analisando a proposta de discussão dos fóruns/listas de discussão (mesmo que estejam desabilitados o tema pode ser visualizado), de forma que quando o fórum estiver habilitado, o professor já terá o acumulo necessário para o debate. Ressaltamos que na unidade I desta disciplina foi anexado um aviso sobre o cronograma de avaliação da disciplina. Fiquem atentos, pois haverá 2 chats de participação obrigatória para efeito de freqüência e nota no período do recesso escolar. A postagem da resenha está marcada para o dia 27/07.
A Eape (Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação) informa que receberá até sexta-feira inscrições para a seleção de candidatos a bolsas de estudos de várias instituições de nível superior. Confira abaixo a relação das instituições e os critérios para participação:
A Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação – EAPE procederá à inscrição e seleção de candidatos a Bolsas de Estudo, para o 2º semestre de 2009, nas seguintes instituições:
1. CAVA/FTB – Faculdades Integradas da Terra de Brasília; 2. FACINTER – Faculdade Internacional de Curitiba; 3. FACITEC – Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas; 4. FACULDADE ALVORADA; 5. FACULDADE EVANGELICA DE BRASÍLIA; 6. FACULDADE LS (SANTANA); 7. FACULDADE SANTA TEREZINHA; 8. FAJESU – Faculdade de Jesus Maria José; 9. FBT – Faculdade de Artes Dulcina de Morais; 10. FORTIUM – Editora e Treinamento Ltda; 11. IESB – Inst. de Educação Superior de Brasília; 12. IESCO/AESCO – Associação de Ensino Superior do Centro Oeste; 13. ISPAM/UNIPAM – União de Ensino Superior Paulo Martins; 14. JK – Associação Brasil Central de Educação e Cultura; 15. N.S.FÁTIMA – Faculdade Nossa Senhora de Fátima; 16. UCB – Universidade Católica de Brasília; 17. UNICESP/ICESP – Instituto Compacto de Ensino Superior; 18. UNICEUB – Centro Universitário de Brasília; 19. UNIP – Universidade Paulista; 20. UNOPAR – União Norte do Paraná de Ensino Ltda; 21. UPIS – União Pioneira de Integração Social; 22. FACEB – Faculdade Cenecista de Brasília; 23. FACULDADE MICHELÂNGELO;
Informamos que a concessão de bolsas de estudos nas três últimas instituições relacionadas estará condicionada à continuidade do Termo de Cooperação Técnica com a SEDF.
REQUISITOS: O candidato deverá atender aos requisitos abaixo, conforme Portaria nº 214, de 06 de julho de 2006, que regulamenta a concessão de bolsas de estudo oriundas de convênio:
• pertencer ao Quadro de Pessoal Permanente da Secretaria de Estado de Educação, nas carreiras Magistério Público ou Assistência à Educação;
• estar em efetivo exercício na SEDF ou em escolas de ensino fundamental e médio conveniadas; • possuir, no mínimo, três anos de efetivo exercício na SEDF, até o último dia de inscrição; • estar regularmente matriculado em curso de licenciatura nas seguintes instituições: CAVA/FTB; FACEB; FACINTER; FACITEC; Faculdade Dulcina de Morais; Faculdade LS (SANTANA); Faculdade Michelângelo; Faculdade Projeção; Faculdade Stª Terezinha; IESCO/AESCO; UNICEUB; UNOPAR; • estar regularmente matriculado em curso de licenciatura ou bacharelado nas seguintes instituições: Faculdade Alvorada; Faculdade Evangélica de Brasília; FAJESU; FORTIUM; IESB; ISPAM/UNIPAM; JK; UCB; UNICESP/ICESP; UNIP; UPIS; • estar regularmente matriculado em curso de licenciatura ou no curso de Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistema na Faculdade N.Sra. Fátima; • não possuir curso superior concluído, com exceção dos candidatos a bolsa de estudo para PROFORM (Complementação Pedagógica) ofertado pela UCB. Observações: l – A quantidade de bolsas de estudos depende do número de estagiários atendidos na rede pública de ensino do DF durante o semestre. 2 – É de responsabilidade do candidato verificar na Instituição de educação superior conveniada se o curso do seu interesse é contemplado com bolsa de estudo. PERÍODO DE INSCRIÇÃO: 22 a 26 de junho de 2009 (2ª a 6ª feira) HORÁRIO: 8h 30 às 11h 14h 30 às 17h LOCAL DE INSCRIÇÃO: EAPE – Gerência de Formação/GFOR – sala 118 SGAS Q. 907, Conjunto A – Brasília-DF DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A INSCRIÇÃO • declaração de escolaridade constando: nome do curso, semestre que está cursando e previsão de término do curso e/ou histórico escolar completo; • cópia do último contracheque. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO: • número de semestres necessários para a conclusão do curso; • tempo de serviço na SEDF, na carreira a que pertence; • relação carreira/ curso.
O Sinpro está inaugurando a sua galeria de fotos, com o registro de atividades dos professores, das escolas, da comunidade escolar. Se você tem algum evento escolar ou militante para compartilhar com os seus colegas, envie seu material para o e-mail da imprensa. Para acessar a galeria clique no link.
O Sinpro irá reativar sua política de convênios com clínicas, lojas, entidades e empresas diversas.
Os profissionais ou empresas interessadas em oferecer descontos especiais a associados do Sinpro (mais de 30 mil professores) devem entrar em contato com Ana Lúcia e Amanda, da Secretaria de Administração da entidade, pelos telefones 3343-4202 e 3343-4203.
Planaltina: alunos lançam livro de expressões populares
Jornalista: sindicato
A equipe da sala de recursos de altas habilidades e superdotação de Planaltina convida a todos para o lançamento de mais um livro produzido por seus alunos. O livro “Ao pé da letra” reúne expressões populares e é fruto de um projeto interdisciplinar feito pelos alunos das salas de Artes Plásticas e Língua Portuguesa, sob orientação das professoras Jacinta Laner e Marta Margareth. A publicação tem como objetivo auxiliar na comunicação entre jovens e adultos de forma divertida, colorida, instrutiva e bem humorada. O lançamento será no dia 26 de junho, no auditório do Centro Educacional 1 (Centrão), às 9h.
A Subsede de taguatinga será fechada para reforma do dia 1º ao dia 31 de julho. O objetivo é melhorar a qualidade do atendimento, implantando elevadores e rampas para garantir a acessibilidade ao local. Durante esse período todo atendimento aos professores e professoras, inclusive o jurídico, será feito na sede do Setor Gráfico. Os diretores e diretoras do Sinpro continuarão à disposição dos professores durante o mês para qualquer encaminhamento de questões relacionadas a problemas da categoria nas escolas. Solicitamos a compreensão dos companheiros, para garantir ainda melhor atendimento a todos.
Nos próximos dias 19, 20 e 21 de junho, teremos mais um encontro presencial do curso de especialização “Educação, Democracia e Gestão Escolar”, na sede do Sinpro. A disciplina “Educação, Sociedade e Reestruturação Produtiva” será ministrada pelo professor e coordenador do curso, Adão Francisco de Oliveira. O material referente a esta disciplina já está disponível no ambiente virtual do curso, bem como o fórum de discussão já está aberto com a primeira atividade. Parte dos trabalhos desta disciplina serão realizados no ambiente virtual.
Lembramos a todos que os trabalhos devem ser postados no ambiente virtual do curso (AVA) com o login do aluno, uma vez que isto gera, além da nota, a frequência no curso. Como já explicamos anteriormente, desde a disciplina Metodologia do Ensino Superior, nenhum trabalho será recebido fora do prazo. Em último caso, o aluno que não conseguir postar os trabalhos deverá entrega-lo (gravado em CD) no sinpro até as 17h do último dia de entrega do trabalho. Assim, recomendamos que não deixem o envio pra última hora.
CRONOGRAMA Disciplina: Educação, Sociedade e Reestruturação Produtiva Professor: Adão Francisco de Oliveira Local: Sede do Sinpro