O Sinpro realizará no próximo dia 12 de agosto, quarta-feira, às 19h30, em sua sede no Setor Gráfico, reunião com os/as delegados/as sindicais. O objetivo é escolher os nomes dos companheiros e companheiras que participarão do X Curso de Formação de Delegados Sindicais, fase inicial. Teremos 50 vagas para a realização do curso, que é promovido pela Escola Centro Oeste de Formação Sindical Apolônio de Carvalho, a ECOCUT. Participem! Compareçam e fortaleçam a nossa organização.
A Secretaria de Assuntos para a Saúde do Sinpro informa que no dia 11 de agosto, próxima terça-feira, em função do recesso do Dia do Advogado, não haverá plantão do advogado da saúde.
O Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal – Fórum EJA-DF promove no próximo dia 15 de agosto, das 9 às 17h, no auditório da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do DF (Eape) o 18º Encontro de Educação de Jovens e Adultos – EJA do Distrito Federal. Dirigido aos educadores e educandos de EJA, o encontro terá a participação do Sinpro, da UnB e da Secretaria de Educação. O tema do debate é Desafios e Perspectivas da EJA no DF – por uma educação libertadora para jovens e adultos no DF. É uma excelente oportunidade para que os profissionais desse segmento possam expressar suas opiniões e sugerir solução para o impasse existente hoje no DF, em que sobram vagas para EJA e adultos continuam fora da escola. Vale lembrar que o Sinpro é integrante do Fórum EJA e apoia iniciativas como o curso de especialização que a UnB está promovendo para professores de EJA, utilizando recursos da Universidade Aberta do Brasil, do MEC. Mais de 300 professores estão inscritos. O auditório da EAPE fica na 907 Sul, ao lado do Elefante Branco.
As políticas afirmativas ou políticas de cotas são um instrumento relativamente recente e devem ser analisadas como um mecanismo a ser utilizado na busca de corrigir injustiças cometidas pelos setores hegemônicos da sociedade sobre suas minorias, ao longo do processo de formação dessa sociedade. São baseadas no princípio de que na democracia as igualdades são tratadas igualmente, mas as desigualdades devem ser tratadas de forma desigual. Tais políticas têm que ser entendidas, portanto, como compensatórias de injustiças históricas e devem ser implantadas com objetivos bem definidos e ter caráter temporário, ou seja, devem existir apenas pelo tempo suficiente que permita corrigir ou minimizar essas injustiças.
As políticas de cotas surgiram nos EUA na década de 60, no seio dos movimentos pela igualdade racial que aconteceram naquele país, sob a liderança de Martin Luther King. À época, iniciava-se o processo de automação do sistema produtivo e, à medida que essa automação diminuía o número de vagas nas indústrias, o trabalhador não especializado era, como hoje, o primeiro a perder o emprego. Como a maioria da população negra não tinha formação para competir com os brancos, era em suas portas que o desemprego batia primeiro. Por isso, uma das principais reivindicações de Martin Luther king era a reserva de vagas para os negros nas universidades.
A criação de cotas nas universidades americanas, se não acabou com a desigualdade racial existente no país, com certeza deu à população negra melhores condições de competição no mercado de trabalho. Posteriormente, outros países, como Canadá, Holanda e Inglaterra adotaram políticas semelhantes. No Brasil, as cotas foram implantadas recentemente em algumas universidades, entre elas, a UnB, para afros-descendentes e indígenas e, como era de se esperar, essa implantação tem gerado uma grande polêmica.
Polêmica essa que tende a aumentar com a proposta do governo federal de estender a política de cotas para todas as universidades federais e amplia-las também para alunos oriundos das escolas públicas. Muitas são as vozes contrárias à proposta do governo federal, mas os argumentos não são tão variados assim. Um desses argumentos, utilizado pelo professor Roberto Cláudio Bezerra, do Conselho Nacional de Educação – repetida por muita gente -, é o de que o sistema de cotas compromete a qualidade do ensino superior no Brasil. Sobre essa questão, os primeiros levantamentos feitos com alunos que ingressaram pelo sistema de cotas indicam que suas notas são semelhantes aos demais alunos.
Por outro lado, resta saber que tipo de qualidade se pretende atingir. A qualidade excludente que torna o Brasil num dos países mais injustos do mundo? Numa sociedade democrática, não basta que a universidade detenha o controle da ciência, manipule as novas tecnologias; é necessário que seja dada a oportunidade de acesso a esse conhecimento à maioria do povo.
Outro argumento bastante utilizado por aqueles que são contrários às cotas e o de que, para acabar com o desequilíbrio entre alunos das escolas públicas e privadas, basta investir na educação pública; mas isso é chover no molhado. É claro que, para resolver definitivamente o problema, é fundamental investir no ensino público, principalmente na formação e nos salários dos educadores. Mas os resultados desses investimentos não aparecem no dia seguinte; é necessário que, ao mesmo tempo em que aumentam os recursos para o ensino fundamental e médio, sejam ampliadas as oportunidades de acesso à universidade pública, aos filhos das classes populares.
Até meados do século XX a escola pública era a escola das elites brasileiras. Aos filhos da classe média restava a alternativa de escolas privadas ou confessionais e à população pobre restava o analfabetismo mesmo. A mudança do Brasil rural para o Brasil urbano na segunda metade do século passado obrigou os governantes a expandirem o número de matriculas e assim garantir um mínimo de estudo para o operariado industrial. Mas o aporte de recursos, que deveria ser proporcional ao aumento de matrículas, passou longe disso. Resultado: o ensino público excludente se popularizou, mas sem os investimentos necessários para garantir qualidade fez com que, pouco a pouco, os filhos das classes média e alta fossem transferidos para as escolas particulares.
Sem a pressão das elites por uma escola pública de qualidade, o estado cada vez mais se sentiu desobrigado a investir no ensino público e a escola publica, em muitos casos passou a ser a escola de quem não pode pagar mensalidade escolar. Se no ensino fundamental e médio o número de matrículas se expandiu, no ensino superior público o aumento de vagas foi muito pequeno e, com a transferência dos filhos das elites para a escola particular, a participação de alunos oriundos das escolas públicas nas universidades públicas foi diminuindo gradativamente ao longo dos anos.
Pesquisa feita entre alunos da USP verificou que os alunos vindos de escolas públicas eram 57% dos matriculados em 1968, 32% em 1983, 19% em 2000 e 21, 6% em 2002. Enquanto isso assistimos durante o governo FHC à criação de milhares de instituições privadas de ensino superior, boa parte delas de péssima qualidade, numa verdadeira indústria de diplomas para os jovens que não conseguem ingressar nas instituições públicas.
Para se ter uma idéia, apenas no Distrito Federal o número de faculdades particulares pulou de oito em 1995 para aproximadamente sessenta em 2005. Da mesma forma que as cotas para afros-descendentes são uma ação concreta para oportunizar o acesso à universidade, a criação de cotas para alunos de escolas públicas poderá vir ser importante instrumento de inclusão social. As cotas para alunos das escolas públicas devem ser entendidas, portanto, como meio de democratizar o acesso ao ensino superior
de qualidade, garantindo a entrada nas universidades públicas de um contingente maior de jovens filhos de operários, trabalhadores rurais, funcionários públicos de escalões mais baixos, entre outros até que o ensino público no Brasil tenha a qualidade desejada por todos nós.
Outro aspecto relevante a ser considerado é que, se é papel da universidade a construção e consolidação do pensamento de uma sociedade, é fundamental que nessa construção sejam levados em consideração a diversidade cultural, étnica e socioeconômica da população. Por fim e importante ressaltar que a criação de cotas levará de volta ao ensino público considerável parcela dos setores médios da população, o que sem dúvida
exigirá do poder público mais investimentos, valorizando a educação pública.
Antônio Lisboa
Diretor do Sinpro
Em prol das cotas para a população negra nas universidades
Jornalista: sindicato
É muito evidente que, embora haja momentos de confluência, a questão da população negra no Brasil não é unicamente socioeconômica, uma vez que essa mesma população carrega em seus corpos as marcas de uma história e de um presente de desumanização; corpos que são continuamente desqualificados por sua origem cultural e suas características. Os reflexos disso, não apenas ditos por mim, mas pelas estatísticas, são uma enorme ausência de pessoas negras em postos de poder/relevância/mídia/padrões hegemônicos e de elevada presença destas pessoas nos índices de marginalização.
A mobilidade social no Brasil é dificílima, mas pode-se aumentar a renda, também troca-se de roupa, mas nunca de corpo. Não basta matemática financeira para resolver algo tão complexo e, ainda que ocorra uma revolução de valores que reveja esse fenômeno, são necessárias medidas emergenciais. Tratam-se de vidas tolhidas, a lentidão de processos históricos arbitrários não dá conta da urgência dessas demandas de humanidade.
Mesmo sanada a questão econômica, o que geralmente não ocorre e torna tudo ainda mais difícil, as marcas da discriminação continuam a prejudicar a trajetória de quem passa por isso. Não se está apenas diante de condenação a uma natureza inferior, mas de uma socialização inferiorizante. A questão é sociológica e não biológica, não custa reafirmar. É como se uma/um negro tivesse que correr uma maratona com toneladas nas costas, toneladas impostas, as toneladas do racismo. As cotas são uma espécie de corretor dessa distorção.
O sistema de cotas é um sucesso. Em todo o país, tem formado profissionais excelentes e com o adicional da diversidade de origens culturais. Isso é fato irrefutável! Ganham os/as cotistas, ganham as universidades, ganha-se em conhecimento, toda a sociedade se beneficia.
Ações contrárias são mostras da reação de quem não enxerga o diferente como digno e quer manter a exclusão para assim também manter privilégios. Todos (as) cotistas são aprovadas no vestibular. Não há critérios facilitadores, há apenas concorrência específica: negros concorrem com negros dentro daquele percentual de vagas. As provas e os critérios são os mesmos. E mesmo assim, além do mérito da prova, pessoas negras, assim como outras pessoas de grupos preteridos, possuem o mérito de uma trajetória de superação. Há menos de 150 anos, o Brasil mantinha senzalas e ainda hoje as mantém em seus padrões de exclusão desumanizadora. Não há esforço individual capaz de ignorar a força das condicionantes de origem estrutural.
Se as cotas são importadas dos EUA? Absolutamente não, e ainda que fossem, importa-se tudo, moda e teorias científicas, inclusive vícios e dominação. Por que agora é errado importar medidas positivas? Não há importação e sim esforço transnacional conjunto e adaptado à realidade de cada país. O Brasil é signatário de acordos internacionais que prevêem essas medidas e que aqui representam força de lei. Não há aí inconstitucionalidade, mas sim reparação de uma dívida histórica.
Cotas mudam imagens, possibilidades profissionais, padrões culturais, dinâmica de espaços de poder; criam combinações intelectuais mediante a proximidade de pessoas antes apartadas, podendo inclusive gerar idéias e resoluções; afetam toda uma estrutura e não apenas sujeitos individualizados, levam a sociedade a rever suas regras e a experimentar o poder de nelas intervir; não desqualificam outros grupos ou outras questões, antes abrem espaço para a ampliação da noção de igualdade em todas as formas que esta pode assumir; não excluem outras medidas como a melhoria do ensino no geral, ou distribuição de renda e sim fazem parte desse esforço conjunto para superação das desigualdades de todas as origens.
Nada disso é fácil de ser alcançado, assim como não é fácil dar continuidade ao atual estado das coisas. Para coabitarmos neste mundo não há saídas possíveis fora do esforço de transformação.
Por Natália Maria Alves Machado
Fórum de Mulheres Negras do DF
Por um problema de redação no texto assinado pelos professores José Antonio Gomes Coelho e por Olímpio Sabino Lourenço e publicado no dia 8 de julho deste mês, nesta seção de notícias do Sinpro, houve uma inversão na ideia que os professores buscaram desenvolver. Em respeito aos professores publicamos abaixo o texto com as correções devidas. Preconceito e machismo nas escolas do DF A escola não é uma ilha e, em uma sociedade como a nossa, na qual o preconceito não é nenhuma novidade, basta ver nossa história de vários séculos de escravismo, de relações patriarcais e machistas refletidas em seu interior. Segundo Marilena Chauí, a gênese de nossa sociedade é autoritária, tal autoritarismo reflete-se na forma de estruturação do poder. Aqui, as oligarquias políticas se revezam na condução dos negócios do Estado que são colocados para atender os interesses privados. Dentro deste contexto, mesmo tendo conseguido democratizar o acesso à escola, não conseguimos democratizar as relações sociais em seu interior. Em nossas escolas, a discriminação por motivos raciais, socioeconômicos, geracional, de gênero, territorial, de orientação sexual e o relacionado a pessoas com necessidades educacionais especiais tem se perpetuado quase que de forma intocada como nos demonstra recente pesquisa coordenada pelo professor José Afonso Mazzon, da FEA-USP, que realizou pesquisa de campo em 501 escolas públicas de todo o país, nas quais foram entrevistadas de 18.500 pessoas (alunos, pais e mães, diretoras, professores e funcionários). Fato recente, ocorrido no Centro de Ensino Médio 2 do Gama, remete-nos não apenas às reflexões anteriores, mas também a questionamentos mais profundos sobre a natureza de nossa profissão, vamos aos fatos: desenrolava-se uma reunião pedagógica cuja pauta contemplava, em um de seus itens, apreciação sobre as eleições do grêmio estudantil quando um professor dá início às suas demonstrações de discriminação – inicialmente, dirigiu seus ataques aos alunos que disputaram as eleições do grêmio estudantil. Suas colocações: “É necessário que a Direção impeça que determinados alunos participem das chapas que concorrerão ao grêmio, há péssimos alunos infiltrados nas chapas” nos demonstram claramente o preconceito político e acadêmico do referido professor. Senão vejamos: A lei que regula os grêmios estudantis não permite a tutela da direção ou dos professores e, se há na escola “péssimos alunos”, de quem é a responsabilidade senão também de seus professores? Ocorre que os despropósitos do já mencionado professor não ficaram apenas na discriminação política e acadêmica. Quando uma pessoa tomou a palavra para esclarecer os fatos e, por que não, em defesa dos alunos foi brutalmente constrangida tendo sua palavra cassada com frases como: “cale a sua boca”, “não admito ser interrompido quando estou falando” – proferidas aos berros – o constrangimento chegou a tal ponto que a professora levanta-se com a intenção de se retirar do local quando o professor continua ainda com voz alterada dizendo que era isso mesmo, que era a melhor coisa que ela fazia, que saísse da sala. Algumas colegas, todas mulheres, tentaram defender a professora e, imediatamente foram destratadas pelo “homem em questão”. A discriminação de gênero ficou tão patente que não foi possível a professora ofendida ignorar a questão, sentimento demonstrado por alguns colegas da escola. Na seqüência a professora ofendida registrou ocorrência na 14ª Delegacia e solicitou providências à direção, inclusive com a abertura de processo sindicante para apurar os fatos. Por não ser mais possível conviver com tais agressões conclamamos aos colegas professores que insiram o tema da discriminação de gênero em suas coordenações pedagógicas.
Por: prof. José Antônio Gomes Coelho – Diretor do Sinpro-DF prof. Olimpio Sabino Lourenço – Prof. De ciências do CEF 15 do Gama
O assassinato da professora Paula Cristina de Araújo no dia 15 de julho chocou amigos, familiares e a população de Formosa (GO), cidade onde ela morava. Com 37 anos de idade, a professora de atividades do CEF Rio Preto, em Planaltina, estava com o ex-marido, um policial do DF, no momento do assassinato, que ocorreu em local ermo. Ele alega que foram vítimas de um assalto, mas há muitas contradições em seu depoimento. Outro fato que eles estranham é que antes de chamar a ambulância ele contactou um amigo também policial, que foi ao local do crime. Os familiares e amigos da professora, que compareceram em peso na missa de sétimo dia realizada na última terça-feira, exigem que a investigação seja criteriosa e que os culpados sejam punidos. Paula deixou dois filhos e muita saudade de todos os que conviveram com ela.
A família do professor Agenor Rosa Lima convida os amigos e colegas para a missa de um ano de sua morte, que será realizada na Paróquia São Paulo Apóstolo, domingo (26), às 8h30 da manhã. O educador morreu aos 49 anos em um acidente de carro, e era professor de educação física do Centro de Ensino Médio da Candangolândia. A igreja fica localizada na QE 07, Lote 07, Área Especial, Guará I.
Contrato temporário receberá recesso em folha normal
Jornalista: sindicato
Os professores que atuam em regime de contratação temporária e cujos contratos englobem o período de recesso, ou seja, não tenham sido encerrados até o dia 10 de julho, receberão em folha normal o pagamento do recesso. Foi o que informou nesta terça-feira, 14, representantes da Secretaria de Educação. Essa é uma antiga reivindicação desses professores que lutam contra a precarização dos seus contratos de trabalho.
Nos próximos 15 dias os professores receberão em sua residência uma carta do Sinpro com uma senha individual para que eles possam atualizar ou confirmarem seu cadastro. Os que fizerem isso e enviarem uma foto receberão a nova carteira de sindicalizado ao Sinpro. Além de poderem usufruir de benefícios e descontos com os futuros conveniados ao Sindicato, há a possibilidade de se aprovar uma emenda na Câmara Legislativa para garantir a utilização da carteira para a meia entrada em eventos. Professor, é muito importante que você atualize seu cadastro, para que possamos ter um canal de comunicação eficiente, tanto para correspondência via correio ou e-mail. Muitas vezes informações importantes não chegam ao professor porque seu endereço está desatualizado.