Os dilemas do piso do magistério continuam em 2014

A Lei do Piso (nº 11.738) está prestes a completar 6 anos de vigência, e ainda hoje muitos gestores públicos tentam boicotá-la ou burlá-la a todo custo. Primeiro foi a ação dos governadores de tentar declará-la inconstitucional, fato que a CNTE conseguiu barrar no Supremo Tribunal Federal – não obstante outra ADIn (nº 4.848, que visa eliminar o critério de reajuste do piso) aguarda julgamento de mérito no STF. Mas pior tem sido o sistemático descumprimento da norma legal por inúmeras prefeituras e governos estaduais, que não pagam o piso vinculado aos planos de carreira e/ou descumprem o limite da jornada de trabalho destinado às atividades extraclasses dos/as professores/as (1/3 no mínimo).
Desde 2013, outro grave problema passou a ocorrer com a Lei do Piso. A falta de transparência sobre o critério de atualização do valor, extraído de interpretação questionável da Advocacia Geral da União acerca do art. 5º da Lei Federal (com a qual a CNTE não concorda), abriu espaço para manobras contábeis que passaram a reduzir a previsão do custo aluno do Fundeb para fins de atualização do piso. Na prática, o MEC e a Secretaria do Tesouro Nacional têm publicado estimativas subvalorizadas, no mês de dezembro, para incidir na atualização do piso, em janeiro.
Essa prática ilegal, que visa atender à demanda de governadores e prefeitos, desconsidera informações disponíveis no site do Tesouro Nacional – de acesso público – e é revelada em abril com a consolidação das receitas do Fundeb. Em suma: a maquiagem dos dados feita em dezembro não contabiliza valores do Fundeb depositados em contas dos estados e municípios, sobre os quais deveriam incidir a parcela de 60% para salários dos professores. Ou seja: o magistério é duplamente prejudicado. Primeiro, porque deixa de receber valores efetivamente depositados na conta do Fundeb e, segundo, porque o piso tem seu crescimento real contido pelas estimativas subvalorizadas (entre 2013 e 2014, o piso deixou de ser reajustado em torno de 15%, acima do efetivado pelo MEC).
A proposta da CNTE, para essa questão específica, consiste em alterar a data-base do piso para maio, a fim de contemplar o balanço consolidado do Fundeb. Quanto ao descumprimento da Lei por parte de estados e municípios, a CNTE reforça a necessidade de aprovação de Lei de Responsabilidade Educacional, com viés exclusivo ao acompanhamento dos investimentos educacionais e à punição dos infratores que descumprem normas ou desviam recursos públicos.
Por fim, cabe ao Governo Federal propor, imediatamente, projeto de lei ao Congresso para definir os critérios de complementação da União ao piso. Há três anos, a CNTE participou de grupo de trabalho no MEC, junto com outras entidades, onde se definiram critérios para a referida suplementação, mas, posteriormente, os gestores estaduais e o próprio MEC alegaram que alguns desses critérios (a exemplo da relação professor/aluno nas redes de ensino) não tinham base legal para serem implementados em forma de Portaria. Nesse sentido, cabe ao Congresso aprovar os dispositivos equalizadores para a complementação da União ao piso do magistério, na perspectiva de instituir diretrizes nacionais para as carreiras dos profissionais da educação, bem como de universalizar os recursos do Fundeb a todos os entes federados que comprovarem a propalada insuficiência de recursos para honrar o piso nacional na base de seus planos de carreira. E a CNTE está aberta a esse debate.
Como forma de pressionar essas pautas relevantes para a aplicação imediata e integral do piso, assim como para cobrar a aprovação do PNE com 10% do PIB para a educação pública, e sem contingências da Lei de Responsabilidade Fiscal, a CNTE convoca Greve Nacional da Educação Básica, de 17 a 19 de março, com atividades em todos os estados, municípios e em Brasília.
 

CNTE assina termo de compromisso com a Mostra Nacional de Conselho Escolar

A CNTE, em parceria com o Ministério da Educação, a Unicef, o Consed, a Undime e a Agenda Pública, desenvolveu a Mostra Nacional de Conselho Escolar: Queremos um Bom Conselho.
Parte integrante do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, a Mostra tem como objetivo identificar e divulgar experiências de conselho escolar que contribuam para a melhoria da qualidade da educação, ajudem no alcance das metas do Plano Nacional de Educação, além de mobilizar os conselhos escolares a tornarem públicas suas experiências.
Qualquer conselho escolar das redes públicas de Educação Básica pode participar. As inscrições vão até o dia 16 de fevereiro, e podem ser realizadas no site da CNTE.
A Mostra foi instituída pela Portaria Ministerial nº 30, assinada pelo ministro Aloísio Mercadante em 16 de janeiro de 2014. A CNTE vai compor o comitê de avaliação das experiências.

Solidariedade: um mais um é sempre mais que dois

No último grande terremoto no Haiti, a sede da Confederação Nacional dos Educadores e Educadoras do Haiti (CNEH) foi totalmente destruída e, hoje, a entidade funciona em uma salinha de lata no pátio de uma escola. Mas esta realidade vai mudar. Movidos pela solidariedade, os trabalhadores em educação do Brasil filiados à CNTE estão transformando o sonho dos educadores do Haiti em realidade.
Graças a uma campanha da CNTE e da Internacional da Educação da América Latina (IEAL), que contou com a contribuição de 21 entidades sindicais, foi adquirido um terreno, na cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, onde será construída a futura sede da CNEH. Mais do que uma sede, o prédio a ser construído será um espaço cultural e social para reunir toda a comunidade, para celebração da vida e realização das festas dos trabalhadores do Haiti.
Confira abaixo a relação das organizações sindicais afiliadas à CNTE e o valor em reais da contribuição feita para a primeira fase da Campanha para a Construção da Sede da Confederação Nacional dos Educadores e Educadoras do Haiti:
APEOC/CE 3.742,65 SINTEAL/AL 4.752,00 APEOESP/SP 25.321,65 SINTEAM/AM 336,64 APLB/BA 3.930,60 SINTEGO/GO 2.530,48 FETEMS/MS 4.339,85 SINTEP/MT 3.471,88 SAE/DF 2.188,80 SINTEP/PB 679,56 SIMPERE/PE 427,41 SINTEPE/PE 3.196,05 SIND-UTE/MG 1.530,00 SINTEPP/PA 172,68 SINDIPEMA/SE 925,40 SINTER/RR 346,05 SINDIUPES/ES 6.265,70 SINTERG/RS 100,12 SINDIUTE/CE 414,35 SINTERO/RO 1.419,23 SINPEEM/SP 2.569,45 SINTERPUM/MA 176,44 SINPRO/DF 30.507,80 SINTESE/SE 3.396,35 SINPROESEMMA/MA 1.620,25 SINTET/TO 1.451,83 SINPROJA/PE 575,98 SISE/BA 115,88 SINTE/PI 3.530,30 SISMMAC/PR 1.249,63 SINTE/SC 3.183,27 SISPEC/BA 72,58
A campanha de solidariedade aos educadores do Haiti não vai parar. Na segunda fase, serão arrecadados recursos para comprar material de construção e erguer o prédio da sede da CNEH. Todos podem contribuir, o seu pouco vale muito. Participe!

Congresso aprova Plano de Lutas

A votação das resoluções da segunda plenária do 32º Congresso Nacional da CNTE tratou de temas como Política Sindical, Balanço, Políticas Permanentes e Plano de Lutas .  Os textos aprovados refletiam o ensinamento de Paulo Freire, “se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
A educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade foi destacada na resolução Política Educacional, que trata de um Sistema Nacional de Educação com políticas estruturantes de abrangência nacional; das metas dos planos decenais; do financiamento dos 10% do PIB, no mínimo, para educação pública; da gestão democrática e controle social e do currículo e avaliação.
Entre as políticas permanentes, venceu o texto que trata do combate ao racismo, da igualdade de gênero e ações contra a violência à mulher, dos Direitos Humanos e LGBT, do trabalho infantil, onde lugar de criança é na escola; dos aposentados, com respeito, proteção e dignidade; da saúde do trabalhador (a) em educação e da juventude.
O calendário de Lutas da CNTE, que terá início agora em 2014, tem em seu âmbito geral o apoio a parceiros como Haiti, Venezuela, Cuba e Bolívia, dentre outros. Além da luta, promove a integração entre entidades de educação nacionais e internacionais. No cenário nacional, o Plano de Lutas prevê, ainda, a cobrança pelo aprofundamento das políticas sociais, a ampliação dos direitos dos trabalhadores e a busca de articulação com os movimentos populares.
As Lutas Educacionais trazem uma lista de 99 itens que delineiam a atuação da CNTE para os próximos anos, com destaque para a luta pela implantação imediata e integral da Lei do Piso e sua regulamentação para todos os profissionais de educação. Para isso, está previsto organizar um grande movimento nacional na sociedade em defesa do piso salarial.
A resolução sobre Política Sindical, que ficou para ser aprovada na segunda plenária, defende que o governo deve investir em mais canais de interlocução com os movimentos social e sindical. Para Gilmar Soares Ferreira, secretário de formação da CNTE, é importante também destacar a importância da “autonomia que nós implementamos na CNTE”, disse.
De acordo com ele, essa autonomia “faz com que sejam feitas lutas fundamentais, como, por exemplo, a de combate à terceirização. Dentro do âmbito da CUT, fomos uma força significativa capaz de enfrentar o projeto de terceirização que estava tramitando no Congresso”, disse.

A solidariedade entre os povos

O apoio, a colaboração e o intercâmbio entre a CNTE e parceiros internacionais foram novamente destacados por representantes estrangeiros que participaram do 32º Congresso Nacional realizado em Brasília.
No último dia de evento, o povo haitiano foi homenageado pela plenária que, ao ouvir as palavras da representante da CNEH, Lourdes Delouis, entoou o grito de “Viva o Haiti”. A manifestação aconteceu depois que ela agradeceu a todos a oportunidade de participar do Congresso e lembrou os esforços da CNTE e do povo brasileiro para ajudar seu país. “Estamos aqui para celebrar a solidariedade do Brasil com o nosso país e agradecer à CNTE pelo apoio à nossa instituição”, disse.
Lourdes Delouis entregou à direção da CNTE o projeto de reconstrução do sindicato em seu país e presenteou os presidentes de todos os sindicatos de educadores do Brasil com telas confeccionadas por artistas de rua haitianos. Ao presidente reeleito da CNTE, Roberto Leão, uma peça produzida por artesãos “que foram, em sua maioria excluídos da escola”, contextualizou Delouis.
Solidariedade também foi a tônica da fala do candidato à presidência da Guiné Bissau, Luís Nancassa. Ele que é professor, está disputando as eleições em seu. “Estou aqui para me solidarizar com vocês e quero também a solidariedade dos professores brasileiros”, disse e concluiu: “tenho certeza que a partir de 16 de março (data do pleito em Guiné Bissau) os meus companheiros terão um sindicato de professores no comando do meu país”.
José Antonio Zepeda, CGTEN-ADEN da Nigaragua, falou da constante luta em seu país e lembrou o ex-presidente Lula. “É preciso ver o significado que tem para uma pessoa que viveu a pobreza poder comer três vezes ao dia. Não há vitórias sem lutas”, arrematou.

Coletivos e reuniões ampliam debate sindical

Reuniao de grupos - sala 12-1
Neste sábado (18/1), em Brasília, o terceiro dia do 32º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) começou com a Reunião dos Departamentos e Coletivos da entidade. Divididos em grupos, os educadores tiveram a oportunidade de participar de dez temas de debate.
Coletivo de Mulheres:
As participantes discutiram conquistas e desafios na luta pelos direitos da mulher. Destacaram a evolução da política de enfrentamento à violência contra a mulher, como o aumento de denúncias após a criação da Lei Maria da Penha. Apontaram também a importância de participar mais de grupos de discussão na comunidade para influenciar de forma mais efetiva a igualdade de gênero em sala de aula.
Coletivo de Juventude:
As manifestações de junho e seus efeitos sobre a juventude sindical dominaram a discussão do coletivo que entendeu que é preciso estimular o jovem a cada vez mais se politizar e ter autonomia intelectual, na construção de uma linha política para o movimento. “O fato de ir às ruas já revela a propensão do jovem de querer participar dos espaços de decisão para fazer valer um estado com seus direitos reconhecidos”, explicou Carlos Guimarães, da coordenação do coletivo.
Coletivo da Saúde:
Condições precárias de saúde em sala de aula e o excesso de limitações às licenças médicas esquentaram o debate. Para os participantes, a principal causa de problemas de saúde dos educadores não é a atividade que desenvolvem, mas sim a carga excessiva de pressão que recebem de inspetores e secretários, por exemplo.
Coletivo de Assuntos Municipais:
Os trabalhadores compartilharam o contexto político e a situação educacional de suas cidades. Perceberam que muitos dos problemas enfrentados em diferentes regiões do país são os mesmos. Criticaram prefeitos que oferecem abono no fim do ano aos educadores ao invés de aplicar reajuste nos salários. Defenderam a importância de se investir na formação sindical e o controle social dos recursos para a educação.
Coletivo LGBT:
Participantes do Coletivo de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) comemoraram uma maior inserção do tema Diversidade Sexual na agenda de discussão dos trabalhadores. “Educação sem homofobia” é o tema do sétimo volume da Revista Semestral da Escola de Formação da CNTE (Esforce). Além disso, pela primeira vez, o assunto será destaque na Conae 2014.
Departamento de Funcionários de Escola (Defe):
Foi feito um balanço dos últimos três anos e colocada a necessidade de fortalecer o coletivo. A discussão girou em torno da mudança do departamento que será transformado em secretaria. “Temos a função de manter o coletivo”, disse Edmilson Lamparina, coordenador nacional do Defe. Ficou decidido, ainda, que haverá um documento, “ressaltando a importância de se criar a secretaria, depois de 18 anos e do amadurecimento”, explicou.
Coletivo de Aposentados:
Os participantes lembraram as conquistas alcançadas e levantaram também os desafios enfrentados pelos sindicatos em todo o país. Pontos como a formação dos aposentados, a participação deles na luta por direitos e o piso salarial foram abordados. Representantes de algumas entidades ressaltaram a importância dos aposentados no quadro dos sindicatos e de reuniões de formação política.
Departamento de Especialistas de Escola (Despe):
Qual o real papel do pedagogo? Essa foi a discussão que norteou a reunião do coletivo do Despe. Segundo Maria Madalena Alexandre Alcântara, coordenadora do Despe, levantou-se a necessidade de uma mudança de nomenclatura, alterando o nome do coletivo “que poderia ser uma OTP – Organização de Trabalho Pedagógico”, disse.
Coletivo de Formação:
Democratizar o acesso à informação. Esse foi um dos pontos levantados durante a reunião do coletivo. Além do desafio de elaborar diferentes materiais com temas atuais, foi discutida a possibilidade do uso de novos meios e métodos de disseminação de conteúdo como, por exemplo, a educação à distância. A formação de jovens e o papel dos sindicatos na continuidade desse processo também foram temas levantados.
Coletivo Antirracismo:
Durante o encontro, os representantes das entidades sindicais lembraram as dificuldades de aplicação da Lei 10.639/03, que inclui no currículo das escolas de todo o país a obrigatoriedade do tema “História e Cultura Afro-Brasileira”. Os participantes citaram a violência contra os jovens e a necessidade de combater o racismo dentro da sala de aula.

CNTE lança novas publicações

A Revista Retratos da Escola – Educação e Diversidade foi lançada durante o 32º Congresso Nacional da CNTE. A revista reúne textos sob os mais variados aspectos da diversidade escritos por educadores e representantes de instituições e movimentos educacionais.
O conteúdo traz à discussão temas como educação especial e inclusão, diversidade e garantia dos direitos humanos, diversidade e democracia, ações afirmativas, Educação e Diversidade e seus reflexos e desafios, Educação de Jovens e Adultos e Educação Indígena no país e o direito da cidadania plena – esse último escrito por um indígena, Gersem José dos Santos Luciano.
“Esse é um periódico que tem uma relação muito direta com a discussão que fazemos no mundo sindical e acadêmico sobre relação, educação e diversidade”, disse o professor Luiz Dourado, editor chefe da revista.
A professora Juçara Dutra, do comitê editorial da Revista, lembrou que a publicação avançou bastante em relação a indexação,” que é reconhecimento da revista na sua multiplicidade e na sua importância para o debate educacional no país e internacionalmente”, disse.
Foi feito ainda o lançamento da publicação Cadernos da Educação – Políticas Educacionais e Debates. A edição traz o tema Educação, Desenvolvimento e Inclusão Social, com textos dos palestrantes da última reunião do DESPE, em Brasília, em maio de 2013.
Kátia Maia

“Não desistimos de lutar”, afirma presidente da CNTE na abertura do 32º Congresso

Cerca de 2.500 trabalhadores das cinco regiões do Brasil participaram da abertura do 32ª do Congresso Nacional da CNTE, nesta quinta-feira (16), em Brasília. Educação, desenvolvimento e inclusão social são os principais temas de discussão do evento, que atraiu também delegações de 20 países.
“Somos uma categoria que não desiste nunca de buscar o melhor para a nossa educação. Vamos paralisar esse país para dizer que não concordamos com o reajuste de 8,32% do Piso dado pelo governo”, afirmou o presidente da Confederação, Roberto Leão.
A trajetória da CNTE na luta pelos trabalhadores da educação foi citada no discurso de abertura do presidente. “Graças à nossa mobilização, conseguimos reunir várias forças políticas para aprovar a Lei do Piso, hoje defendida por todos”. O Golpe Militar, que em 2014 completa 50 anos, também foi lembrado por Leão. “Faremos campanha permanente para que sejam trocados os nomes das escolas públicas batizadas com nomes de autoridades militares da Ditadura”, revelou.
A aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) foi apontado pelos 13 integrantes da mesa de abertura como decisiva para o avanço do ensino no Brasil. O presidente da Federação dos Sindicatos de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim, lamentou a dificuldade para o avanço desse projeto no Senado. “Cada Congresso realizado pela CNTE é um divisor de águas para evolução de vários temas. E a CNTE é um dos principais motores para que o PNE seja aprovado”, disse.
Francisco das Chagas Fernandes, coordenador do Forum Nacional da Educação e da Conae 2014, e representante do Ministro da Educação no evento, concorda. Para ele, uma gestão democrática do PNE deve ser feita em torno de uma discussão sobre o Sistema Nacional de Educação (SNE), “para que União, Estados e Municípios sejam mais articulados”.
Para o representante o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Dulci, a CNTE foi decisiva para as grandes conquistas obtidas no Brasil. “Nessa 32ª edição do Congresso, a CNTE consegue, mais uma vez, unir os divergentes, para melhor enfrentar os antagônicos e a direita brasileira”.
A presidente em exercício da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmen Foro, revelou sua admiração pelo comprometimento dos trabalhadores em educação na luta pela transformação do país. “São as pessoas que mudam mundo. Mas é importante que todos tenham capacidade crítica e não perder o discernimento político”.
Muito além da educação
A força política conquistada pela CNTE ao longo do tempo foi, para Juçara Dutra, vice-presidente mundial da Internacional da Educação para a América Latina, capaz de mudar a agenda do país temas diversos, que vão além da educação. “Essa categoria aqui reunida já mudou a pauta do FMI. Nós já sepultamos, em 2005, a ideia da ALCA (Aliança de Livre Comércio das Américas)”, relembrou Juçara. “Temos uma nova agenda pela frente. Devemos também, cada vez mais, discutir o feminismo, o ecologismo e o multiculturalismo”.
Homenagens
Após a fala dos convidados, a CNTE realizou homenagens aos educadores que vêm enfrentando o desafio de construir uma educação pública de qualidade, inclusiva e socialmente referenciada. Veja a lista dos profissionais que receberam as placas de homenagem:
Ana Lúcia Vieira, deputada estadual (PT-SE);
João Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT;
Maria do Livramento, diretora do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar
Maria Alba Correia da Silva, coordenadora do Núcleo de Aposentados da Universidade Federal de Alagoas.

32º Congresso da CNTE começa com evento internacional

Nessa quarta-feira, 15/1, o Conselho Nacional de Entidades da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educacação aprovou a programaação oficial do 32º Congresso Nacional da CNTE, que vai até o dia 19 de janeiro em Brasília. O debate incluiu a análise do regimento do evento e das regras para as eleições da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal.
Na pauta do congresso, que começa hoje, dia 16/1, estão uma conferência com o ex-presidente do IPEA, Márcio Pochmann, sobre a conjuntura nacional e internaiconal, além de debates e paineis sobre políticas sindical e educacional.
De acordo com o presidente da CNTE, Roberto Leão, cerca de 2500 pessoas de todos os estados brasileiros vão discutir e construir as diretrizes de ação para os próximos anos: ” O Congresso é um espaço de articulação das políticas nacionais da CNTE. Tenho certeza de que será muito dinâmico, no intuito de enfrentar os desafios que já se apresentam no início de 2014″.
Um seminário internacional, com a presença de representantes de 20 países, marca o primeiro dia da programação. As organizações convidadas vão trocar experiências e falar de desafios comuns. Um dos objetivos é promover a integração de ações na luta pela educação de qualidade.
O congresso vai aprovar ainda um extenso calendário de mobilizações para 2014 na busca pela valorização profissional e pela revisão do reajuste do piso divulgado este ano pelo MEC, de 8,32%.
A primeira greve já tem data marcada: nos dias 17, 18 e 19 de março os trabalhadores em educação fazem paralisação nacional e manifestação em Brasília, em frente ao Congresso Nacional e ao Ministério da Educação: “Mas a mobilização vai começar em fevereiro, na Conferência Nacional da Educação. Na CONAE vamos mostrar que a educação pública precisa de investimento e que o profissional da educação pública brasileira precisa ser valorizado”, reforça o presidente.
Confira a reportagem sobre o assunto aqui.
Veja mais fotos do CNE e do seminário internacional na página da CNTE no Facebook.

CNTE informa que não haverá expediente em sua sede durante Congresso

Comunicamos que no período do 32º Congresso Nacional da CNTE, entre os dias 16 e 19/1, não haverá expediente na Sede da CNTE. Será instalado no local do evento um telefone com o número (61) 4063-7146, exclusivo para casos de extrema urgência. Agradecemos a compreensão e contamos com seu apoio.
Se quiser entrar em contato por e-mail, escreva para cnte@cnte.org.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.// .
Para falar com a assessoria de comunicação da CNTE o contato é imprensa@frisson.com.brO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.// .

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