Nota pública contra o registro profissional para professores de educação física

A CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação vem a público repudiar a intervenção dos Conselhos Regionais e Nacional de Educação Física no interior das unidades escolares, em todo o país, quando:
1) Exigem, sem base legal, o registro profissional no CREF aos professores licenciados em Educação Física e investidos na docência nas redes públicas de ensino;
2) Constrangem os professores licenciados que não portam o registro no CREF, obrigando esses profissionais a deixarem de acompanhar os estudantes em espaços educativos e em atividades esportivas intra e extraescolares;
3) Impõem aos sistemas de ensino a exigência de credenciamento ao CREF, para fins de posse do candidato aprovado em concurso público e para atribuição de aulas dos profissionais nas redes de ensino;
4) Atuam de forma desmedida nas unidades escolares, a fim de estabelecer reserva de mercado profissional.
A CNTE entende que a atuação do Conselho de Educação Física afronta o Estado de Direito, e esclarece que inúmeras ações judiciais e consultas aos Conselhos Estaduais e Nacional Educação, já manifestaram as seguintes conclusões sobre o assunto:
1. O exercício do magistério na Educação Básica é reservado aos licenciados em cursos de Educação Física, conforme determina o Artigo 62 da LDB.
2. O exercício do magistério é questão que escapa às competências dos conselhos profissionais, estando os profissionais sujeitos aos regulamentos dos sistemas de ensino.
Neste contexto, a CNTE reafirma os seguintes entendimentos já emanados anteriormente:
1. Aos professores deve ser exigida somente a comprovação de titulação e/ou habilitação para o exercício do magistério, não cabendo exigir inscrição em órgão de controle do exercício profissional de profissão regulamentada;
2. Os órgãos estatais de reconhecimento dos títulos de habilitação profissional do professor são as universidades e faculdades reconhecidas pelo Ministério da Educação;
3. No universo das leis que regem a formação do licenciado em Educação Física, não há qualquer dispositivo que permita ou imponha a ingerência normatizadora ou fiscalizadora dos conselhos de classe ou de seus representantes na órbita da vida escolar.
Para o enfrentamento das questões a nível local, a CNTE orienta suas entidades filiadas no sentido de que:
1. Cobrem das unidades escolares e dos órgãos dos sistemas de ensino ações de não sujeição aos ditames do sistema CREF/CONFEF, e que também não repassem informações ou listas de licenciados em Educação Física aos conselhos profissionais;
2. Promovam consultas aos respectivos Conselhos Estaduais e Municipais de Educação, a fim de reafirmar a condição profissional dos licenciados e garantir seu espaço de atuação;
3. Busquem conhecer as diversas ações na justiça, a nível regional, que já indeferiram as exigências do sistema CREF/CONFEF com relação aos licenciados e sua atuação nas atividades educativas;
4. Ante a violência de retirar profissionais de seus espaços de trabalho, inclusive com força repressiva, que procedam ao registro do Boletim de Ocorrência policial, encaminhando os mesmos às assessorias jurídicas dos sindicatos para que essas acionem a justiça para garantir os direitos dos licenciados;
5. Organizem atos de protesto como forma de denúncia pública deste tipo de intervenção, que nada mais é que reserva de mercado.
Brasília 12 e 13 de dezembro de 2013.
Conselho Nacional de Entidades – CNE

CNE discute uso dos royalties do petróleo para a Educação

O Conselho Nacional de Entidades está reunido em Brasília, no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, nos dias 12 e 13 de dezembro. Um dos objetivos do encontro é promover um estudo aprofundado do tema do petróleo para oferecer elementos a professores e estudantes e estimular a discussão nos sindicatos sobre o valor desses novos recursos para a Educação. O seminário Financiamento e Recursos do Pré-Sal para a Educação amplia o debate sobre o financiamento e a destinação dos royalties para o setor.
Paulo Cesar Ribeiro Lima, engenheiro de petróleo e consultor da Câmara, explica que o pré-sal jé é realidade no Brasil, com 25 poços em operação e mais de 140 perfurados. A participação governamental, porém, é de 40%, considerada baixa: “O recurso é gigantesco e poderia contribuir se virasse investimento para as áreas sociais. Mas o grande desafio está no fato de que o dinheiro vai ficar com as empresas, pouco vai para o Estado”, garante.
Gil Vicente Reis de Figueiredo, diretor de assuntos internacionais do PROIFES, e professor da Universidade Federal de São Carlos, apresentou um simulador programado até 2050 com projeções do IBGE, com dados de crianças e jovens por ano e a estimativa do custo aluno qualidade ideal. Na sua apresentação, ele explica que a quantidade de crianças vai cair pela metade em 2050 e, por isso, a demanda por financiamento é urgente: “Há formas de aumentar os recursos, o que inclui uma reforma tributária, a retomada da CPMF, taxar transações em bolsas de valores e elevar os royalties sobre a exploração mineral, por exemplo”, afirma.
Após o debate, os membros do CNE fazem uma análise da conjuntura, abordando a votação do PNE no plenário do Senado, adiada para a próxima terça-feira (17/12) depois de suspensa na última quarta, dia 11. Qualquer projeto aprovado no Senado, entretanto, vai sofrer pressão da CNTE quando voltar pra Câmara, pois as mudanças na versão atual vão contra o que é defendido pela CNTE.
Outra pauta do CNE é o 32º Congresso Nacional da CNTE, que será realizado de 16 a 19 de janeiro, com o tema ‘Educação, desenvolvimento e inclusão social’. O evento vai manter o sistema de resoluções das outras edições, considerado mais democrático.
O Conselho discute a preparação para a Conferência Nacional da Educação/CONAE 2014 e estão sendo debatidos, ainda, os encaminhamentos para o próximo ano nas alterações da Lei do Piso, já que a análise da proposta dos governadores – de congelamento do piso, através da instituição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como política de reajuste, reduzindo a previsão de valorização do piso e das carreiras do magistério – será retomada em fevereiro pelo Congresso Nacional. As ameaças de morte sofridas pelo presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul – FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, também estão sendo tratadas no conselho.
 

Confederação realiza seu último Conselho Nacional do ano

Como parte da programação do último Conselho Nacional de Entidades de 2013, a ser realizado entre os dias 12 e 13 de dezembro, a CNTE fará o lançamentos do livro “Ciranda das Loucas: poemas”, de autoria da Professora Doutora Juçara Dutra Vieira, ex-presidente da CNTE e atualmente vice-presidente da IE, além da edição da Revista Retratos da Escola, premiada no Concurso de Periódicos Brasileiros realizado pela Anped em convênio firmado com a Secadi, organizada em torno do Dossiê “Educação e Diversidade” e o Cadernos de Educação abordando a temática “Direito à Aposentadoria”.
Confira a pauta do CNE:
Dia 12/12
· Seminário: “Financiamento e Recursos do Pré Sal para a Educação”.
· Informes
· Análise de Conjuntura
· Lançamento de livros
Dia 13/12
· PNE/CONAE/PISO SALARIAL
· 32º Congresso Nacional da CNTE
· Secretarias
· Encerramento
 

Nesta terça (10), começa Fórum Mundial de Direitos Humanos em Brasília

Mais de 6 mil pessoas já se inscreveram para participar do evento, que vai até o dia 13/12 no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). A CNTE, membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos, faz parte do Comitê Organizador, que é composto por mais de 700 entidades e organizações de todo o mundo.
Iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) em parceria com entidades da sociedade civil, organismos internacionais e outros órgãos de governo, o FMDH vai promover um espaço de debate público sobre direitos humanos no mundo, para tratar os principais avanços e desafios com foco no respeito às diferenças, na participação social, na redução das desigualdades e no enfrentamento às violações de direitos humanos.
O Fórum Mundial de Direitos Humanos tem o patrocínio da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e dos Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).
Programação
O FMDH está organizado em três eixos temáticos que contarão com três debates e uma conferência cada (ou seja, nove debates e três conferências no total). Neles, participarão ativistas e defensores dos direitos humanos mundialmente reconhecidos como o paquistanês Tariq Ali, o magistrado espanhol Baltazar Garzón, o sociólogo e cientista político boliviano Fernando Mayorga, a educadora argentina Alicia Cabezudo, o guatemalteco Frank de La Rue e o brasileiro Leonardo Boff, entre outros convidados nacionais e estrangeiros.
Os eixos temáticos e os debates se dividem da seguinte forma:
• Eixo Temático I “Os Direitos Humanos como Bandeira de Luta dos Povos”
Conferência I: Os Direitos Humanos como Bandeira de Luta dos Povos
Debate 1: Direitos Humanos e Mobilização Social
Debate 2: Reconhecimento e Direitos Humanos
Debate 3: Direito à Memória, Verdade e Justiça
• Eixo Temático II “A universalização de Direitos Humanos em um contexto de vulnerabilidades”
Conferência II: A universalização de Direitos Humanos em um contexto de vulnerabilidades
Debate 4: A conquista de direitos por grupos vulnerabilizados e a Democracia
Debate 5: Paradigmas de redução de desigualdades com base em Direitos Humanos
Debate 6: Os Direitos Humanos no mundo do trabalho
• Eixo Temático III “A transversalidade dos Direitos Humanos”
Conferência III: A transversalidade dos Direitos Humanos
Debate 7: Defesa dos Direitos Humanos e o Enfrentamento às Violências
Debate 8: Por uma Cultura de Direitos Humanos
Debate 9: Comunicação e Direitos Humanos
Além da programação de debates, o Fórum Mundial de Direitos Humanos terá mais de 400 atividades autogestionadas culturais, temáticas e convergentes coordenadas pelas instituições participantes do evento, entre elas exposições, palestras, Feira de Economia Solidária e Feira do Livro. As inscrições para participar do FMDH são gratuitas e, a partir de hoje, só poderão ser realizadas no local do evento.
CNTE

Ocupação do Congresso garante que projeto sobre congelamento do piso não seja votado este ano

Nessa quarta-feira (4/12), trabalhadores em Educação de todo o país ocuparam o Congresso Nacional em protesto à votação da proposta dos governadores que prevê congelamento do piso, através da instituição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como política de reajuste, e reduz a previsão de valorização do piso e das carreiras do magistério. Cerca de 600 representantes de sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) estiveram em Brasília para pressionar os deputados federais para que não votem contra os interesses da categoria.
A campanha organizada pela entidade ‘Piso dos Professores(as): deputado(a), estamos de olho no seu voto! Vote contra o INPC. Vote contra a proposta dos governadores!’ foi criada para pedir apoio dos parlamentares na defesa pela valorização profissional, que abrange boas condições de trabalho, formação inicial e continuada, além de um piso salarial condizente. Após 5 anos de vigência da Lei 11.738, o piso do magistério corresponde à quantia de pouco mais de dois salários mínimos e, ainda assim, não é cumprido.
Com a manifestação, os trabalhadores quiseram alertar que a valorização da carreira é uma das condições essenciais para manter os atuais docentes nas redes de ensino e atrair a juventude para a profissão, bem como garantir educação pública de qualidade. A proposta dos governadores é reajustar o piso com base no INPC do ano anterior, acrescido de 50% da variação real – descontada a inflação – do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
Para Roberto Leão, presidente da CNTE, o projeto é ultrajante: “O retrocesso vai contra, inclusive, a meta 17 do PNE, de equiparar o salário médio dos professores ao salário médio dos profissionais de mesma formação num espaço de 6 anos. Se houver essa alteração, a lei do piso perde sua finalidade, que é de valorização profissional”.
No Auditório Nereu Ramos – que ficou lotado e contou com a presença de lideranças da CUT e de quinze deputados -, o discurso foi de compromisso com a Educação. O presidente da CUT, Wagner de Freitas, sugere que o enfrentamento seja feito nas urnas: “Político que fala de educação na hora da eleição, porque dá voto, e não prioriza a educação na hora de gerir o planejamento, não pode ser reeleito”.
A deputada Fátima Bezerra (PT/RN) disse que a pressão é necessária: “Nós temos uma lei em vigor. É uma luta que diz respeito ao presente e ao futuro do país. No meu estado tem até rodizio de professores, porque não há professores suficientes. O apagão dos professores está batendo na nossa porta”.
Após o ato e em apoio à CNTE, os deputados Paulão (PT/AL), Chico Alencar (PSOL/RJ), Fátima Bezerra e Artur Bruno (PT/CE) acompanharam a comitiva da entidade, que foi recebida em audiência pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN). O presidente assumiu o compromisso de deixar a discussão do projeto para o novo ano legislativo, após o grupo ponderar que as alterações na regra da Lei do Piso são prejudiciais para a carreira do magistério. A negociação será retomada em fevereiro.
As delegações, identificadas com coletes com a marca da campanha, também visitaram gabinetes de parlamentares de seus estados. Segundo Leão, o objetivo é avisar que os profissionais estão atentos ao voto dos políticos: “Eles terão de dar explicações durante o processo eleitoral. Estamos lutando pela defesa dos nossos direitos e dos interesses da educação pública brasileira”.
Mobilização no aeroporto – O corpo a corpo com os deputados não ficou somente em Brasília. Em vários estados, profissionais da educação estiveram nos aeroportos nessa terça-feira (3/12) para se manifestar e pedir apoio durante o embarque dos parlamentares, que receberam uma carta contra a proposta dos governadores. Em Porto Alegre, receberam o documento, entre outros, os deputados Assis Melo (PCdoB), Manuela D’Ávila (PCdoB), Elvino Bohn Gass (PT) e Vilson Covatti (PP). A Secretária de Assuntos Municipais da CNTE, Selene Michielin, acompanhou a atividade, que contou com a presença de representantes de sindicatos municipais RSSINPROSM, SINTERG e APMI-Sindicato, filiados à CNTE, juntamente om algumas regionais do CPERS (Pelotas, Rio Grande, Ijuí, Vacaria, Santa Maria, Uruguaiana, São Luiz Gonzaga) e a CUT/RS. A secretária avalia a ação como muito importante, pois “além de dar visibilidade à preocupação do magistério, permitiu o diálogo com parlamentares , explicando o eixo da campanha e exigindo o comprometimento”. A mobilização reuniu cerca de 60 pessoas.
 
 

Confederação divulga informações sobre seu 32º Congresso Nacional

De 16 a 19 de janeiro de 2014 acontecerá o 32º Congresso Nacional da CNTE, que terá como tema “Educação, desenvolvimento e inclusão social”.
Inscrição de delegados e suplentes: O prazo para a inscrição dos participantes se encerrou no dia 03 de dezembro, assim como para o envio da ata por meio postal à sede da CNTE. As Entidades que realizarem congressos, plenárias ou assembleias para eleição de delegados/as após essa data, devem solicitar à Comissão Organizadora do Congresso a prorrogação das inscrições com 30 dias de antecedência. O prazo para as inscrições em atraso, devidamente comunicadas à CNTE, encerra-se em 13 de dezembro de 2014. Não será necessário registrar a ata de eleição de delegados e suplentes em cartório, como havia sido informado anteriormente.
As inscrições serão feitas pela Internet, no site da CNTE, conforme instruções repassadas em ofício específico sobre a inscrição de delegados/suplentes.
Resoluções: Considerando a exitosa experiência dos últimos Congressos, a proposta consiste em manter o sistema de “Resoluções” ao invés de “Tese Guia”. Dentre outras vantagens, esse sistema mostra-se mais democrático, pois possibilita às forças políticas mais de uma oportunidade para debater as questões centrais do Congresso. As proposições ao Congresso deverão ser entregues até o dia 03 de dezembro de 2013 na sede da CNTE, de forma impressa e acompanhada do respectivo CD, ou via e-mail (valendo a data de recebimento que fica registrada no servidor de e-mail da CNTE).
As resoluções deverão observar os seguintes critérios:
a) Quanto aos temas: serão oito no total – conjuntura internacional, conjuntura nacional, política sindical, política educacional, balanço político, estatuto da CNTE, políticas permanentes e plano de lutas.
b) Quanto ao formato e tamanho do documento: as resoluções tratarão de cada tema, individualmente, e deverão ser acompanhadas, preferencialmente, de uma introdução. Quanto ao tamanho, diferem-se da seguinte forma:
* Conjuntura internacional – 1 (uma) lauda
* Conjuntura nacional – 2 (duas) laudas
* Política educacional – 4 (quatro) laudas
* Política sindical – 2 (duas) laudas
* Balanço político – 2 (duas) laudas
* Estatuto – 1 (uma) lauda
* Políticas permanentes – 3 (três) laudas
* Plano de lutas e estrutura – 2 (duas) laudas
c) Quanto aos proponentes: só serão aceitas resoluções coletivas e que possuam, no mínimo, 2% de assinaturas do total dos participantes do Congresso (por volta de 41), devendo os signatários serem sindicalizados às entidades de base da CNTE. Cada pessoa só poderá assinar um conjunto de resoluções (por força política).
d) Quanto às especificações da lauda: as delimitações serão as da ABNT, que compreendem margens superior e esquerda de 3 cm, inferior e direita de 2 cm, com espaçamento entre linhas de 1,5 cm, em fonte Times New Roman tamanho 10, o que dará em média 3.500 caracteres sem espaço, podendo ser até mais.
Reiteramos que o prazo para a inscrição de resoluções e de delegados e suplentes foi encerrado no dia 03 de dezembro.
O evento será sediado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília-DF (SCES – Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Conj. 63, Lt. 50).
 
 

CNTE cobra valorização do magistério em carta para deputados

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Como parte da campanha criada para pressionar contra a proposta dos governadores, de reajuste do piso salarial do magistério, a CNTE divulga carta enviada para os deputados pedindo apoio na defesa pela valorização profissional dos trabalhadores em educação.
No dia 4/12 os trabalhadores da Educação vão ocupar o Congresso Nacional em protesto contra a proposta dos governadores, que prevê congelamento do piso do magistério, através da instituição do INPC como política de reajuste, e rebaixa sobremaneira a previsão de valorização do piso e das carreiras do magistério em todo país.
Confira, abaixo, a íntegra da carta.
 
VOTE CONTRA O INPC
VOTE CONTRA A PROPOSTA DOS GOVERNADORES PARA REAJUSTE DO PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO
 
Senhor (a) Deputado (a):
 
Desde a tramitação do projeto que deu origem à lei que regulamentou o piso salarial
profissional nacional do magistério público da educação básica, e, posteriormente, durante o trâmite da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.167) no Supremo Tribunal Federal, que julgou a Lei 11.738 integralmente constitucional, a CNTE, ao lado de seus parceiros da sociedade civil e do próprio Congresso, atuou ativamente em defesa dos princípios da valorização profissional contidos na Lei do Piso.
 
Não obstante o piso continuar aquém do necessário para se resgatar o valor social da profissão de professor(a) – o que requer aumentos sucessivos e substanciais de sua referência monetária –, a Lei 11.738 conjuga três elementos que não podem ser desprezados pelos gestores públicos, sob pena de tornar inócuos os objetivos da valorização profissional. São eles: (i) a referência de valor mínimo para os vencimentos básicos nos planos de carreira de estados e municípios; (ii) a vinculação do piso ao nível elementar da habilitação para o magistério, possibilitando o contínuo aperfeiçoamento dos profissionais com a devida contraprestação na carreira; e (iii) a estipulação de limites para a jornada de trabalho com tempo dedicado às
atividades extraclasse.
 
Diante do papel do Congresso Nacional de fiscalizar e aperfeiçoar as leis, chamamos a
atenção de Vossa Excelência para o fato de que, após 5 anos de vigência da Lei 11.738, o piso do magistério corresponde à quantia de pouco mais de dois salários mínimos, e que muitos gestores continuam descumprindo a Lei, não por escassez de recursos como costumam alegar – pois em muitos casos as verbas constitucionalmente vinculadas à educação nem são utilizadas em sua totalidade –, mas por total descompasso na organização dos sistemas de ensino, por desvios de função das receitas educacionais e/ou por manter o fosso salarial entre carreiras de servidores públicos, onde geralmente a educação permanece entre as últimas colocadas.
 
A valoração do piso nacional do magistério é uma das condições essenciais para manter os atuais docentes nas redes de ensino, bem como para atrair a juventude para a profissão. O Brasil já enfrenta falta de professores em inúmeras áreas, e o problema tende a se agravar caso não se invista imediatamente na profissão, valorizando a carreira docente e dos demais trabalhadores escolares, promovendo a formação inicial e continuada com qualidade e garantindo condições de trabalho dignas e adequadas ao aprendizado dos estudantes.
 
Desde 2011, quando a Comissão de Finanças e Tributação dessa Casa aprovou o PL 3.776/08, o qual visa instituir o INPC-IBGE como único instrumento de reajuste do piso – projeto que a CNTE conseguiu sobrestar por meio de recurso parlamentar interposto à Presidência da Câmara – a Confederação, através de suas instâncias democráticas de deliberação, mostrou-se aberta ao diálogo e debateu com a Comissão Especial, criada para sugerir alternativas ao PL 3.776, uma proposta que mantivesse a perspectiva de valorização do magistério à luz da meta 17 do projeto de Plano Nacional de Educação.
Em considerando os fatos expostos, a CNTE e seus sindicatos filiados solicitam o apoio de Vossa Excelência para que não vote pelo congelamento do piso do magistério, através da instituição do INPC como política de reajuste, tampouco acate a proposta dos governadores, que rebaixa sobremaneira a previsão de valorização do piso e das carreiras do magistério em todo país.
 
Os(As) trabalhadores(as) em educação têm compromisso com a qualidade da escola pública, porém não tolerarão nenhum golpe contra a política do piso salarial nacional, prioritária nos palanques eleitorais mas pouco prestigiada em sua concretude.
 
Diretoria Executiva da CNTE e Sindicatos Filiados

Congresso da CNTE deve reunir 2.500 pessoas

De 16 a 19 de janeiro de 2014 será promovido o 32º Congresso Nacional da CNTE, em Brasília-DF. A CNTE espera reunir 2.500 pessoas no debate do tema Educação, Desenvolvimento e Inclusão Social. A inscrição de delegados e suplentes está aberta no site e termina em 3/12. As Entidades que realizarem congressos, plenárias ou assembleias para eleição de delegados após essa data, devem solicitar à Comissão Organizadora do Congresso a prorrogação das inscrições com 30 dias de antecedência. O prazo para as inscrições em atraso, devidamente comunicadas à CNTE, termina no dia 13/12.

A proposta é manter o sistema de “Resoluções” ao invés de “Tese Guia”, garantindo um sistema mais democrático que possibilita mais de uma oportunidade para debater as questões centrais. Só serão aceitas resoluções coletivas e que possuam, no mínimo, 2% de assinaturas do total dos participantes do Congresso (por volta de 41), devendo os signatários serem sindicalizados às entidades de base da CNTE. Cada pessoa só poderá assinar um conjunto de resoluções (por força política).As proposições ao Congresso deverão ser entregues até o dia 20 de novembro de 2013, na sede da CNTE, de forma impressa e acompanhada do respectivo CD, ou via e-mail (valendo a data de recebimento que fica registrada no servidor de e-mail da CNTE).
São 8 temas oito no total e as resoluções devem tratar de cada tema individualmente e ser acompanhadas, preferencialmente, de uma introdução. As resoluções devem observar os seguintes critérios de tamanho, de acordo com o tema: Conjuntura internacional, 1 lauda; Conjuntura nacional, 2 laudas; Política educacional, 4 laudas; Política sindical, 2 laudas; Balanço político, 2 laudas; Estatuto, 1 lauda; Políticas permanentes, 3 laudas; e Plano de lutas e estrutura, 2 laudas. As especificações da lauda serão as da ABNT, que compreendem margens superior e esquerda de 3 cm, inferior e direita de 2 cm, com espaçamento entre linhas de 1,5 cm, em fonte Times New Roman tamanho 10, o que dará em média 3.500 caracteres sem espaço, podendo ser até mais.
No dia 16 será realizado o seminário internacional, promovido pela CNTE com as entidades convidadas para o Congresso. A programação prevê ainda uma conferência sobre conjuntura, painéis sobre política sindical e educacional, plenárias deliberativas e eleições para Direção Executiva e Conselho Fiscal. O evento será no Centro Internacional de Convenções do Brasil (SCES – Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Conj. 63, Lt. 50).

CNTE divulga carta aos deputados contra proposta dos governadores

Numa prévia da Ocupação do Congresso, mobilização nacional contra o INPC e contra a proposta dos Governadores para reajuste do piso nacional do magistério, que será realizada em 4/12, a CNTE divulga carta em que pressiona os parlamentares a não sacramentarem o INPC como instrumento de reajuste do piso salarial profissional nacional do magistério, e a evitar a aprovação da proposta dos governadores, que rebaixa a perspectiva de valorização do piso e das carreiras, e inviabiliza o cumprimento da meta 17 do projeto de PNE.
O Ato de Ocupação do Congresso Nacional do dia 4/12 deve reunir 2 mil pessoas na Esplanada. A carta aos parlamentares, que você lê abaixo, será entregue pessoalmente aos deputados federais, nos estados, como atividade de preparação para a mobilização.
VOTE CONTRA O INPC
VOTE CONTRA A PROPOSTA DOS GOVERNADORES PARA REAJUSTE DO PISO
NACIONAL DO MAGISTÉRIO
Senhor (a) Deputado (a):
Desde a tramitação do projeto que deu origem à lei que regulamentou o piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica, e, posteriormente, durante o trâmite da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.167) no Supremo Tribunal Federal, que julgou a Lei 11.738 integralmente constitucional, a CNTE, ao lado de seus parceiros da sociedade civil e do próprio Congresso, atuou ativamente em defesa dos princípios da valorização profissional contidos na Lei do Piso.
Não obstante o piso continuar aquém do necessário para se resgatar o valor social da profissão de professor(a) – o que requer aumentos sucessivos e substanciais de sua referência monetária–, a Lei 11.738 conjuga três elementos que não podem ser desprezados pelos gestores públicos, sob pena de tornar inócuos os objetivos da valorização profissional. São eles: (i) a referência de valor mínimo para os vencimentos básicos nos planos de carreira de estados e municípios; (ii) a vinculação do piso ao nível elementar da habilitação para o magistério, possibilitando o contínuo aperfeiçoamento dos profissionais com a devida contraprestação na carreira; e (iii) a estipulação de limites para a jornada de trabalho com tempo dedicado às atividades extraclasse.
Diante do papel do Congresso Nacional de fiscalizar e aperfeiçoar as leis, chamamos a atenção de Vossa Excelência para o fato de que, após 5 anos de vigência da Lei 11.738, o piso do magistério corresponde à quantia de pouco mais de dois salários mínimos, e que muitos gestores continuam descumprindo a Lei, não por escassez de recursos como costumam alegar – pois em muitos casos as verbas constitucionalmente vinculadas à educação nem são utilizadas em sua totalidade –, mas por total descompasso na organização dos sistemas de ensino, por desvios de função das receitas educacionais e/ou por manter o fosso salarial entre carreiras de servidores públicos, onde geralmente a educação permanece entre as últimas
colocadas.
A valoração do piso nacional do magistério é uma das condições essenciais para manter os atuais docentes nas redes de ensino, bem como para atrair a juventude para a profissão. O Brasil já enfrenta falta de professores em inúmeras áreas, e o problema tende a se agravar caso não se invista imediatamente na profissão, valorizando a carreira docente e dos demais trabalhadores escolares, promovendo a formação inicial e continuada com qualidade e garantindo condições de trabalho dignas e adequadas ao aprendizado dos estudantes.
Desde 2011, quando a Comissão de Finanças e Tributação dessa Casa aprovou o PL 3.776/08, o qual visa instituir o INPC-IBGE como único instrumento de reajuste do piso – projeto que a CNTE conseguiu sobrestar por meio de recurso parlamentar interposto à Presidência da Câmara – a Confederação, através de suas instâncias democráticas de deliberação, mostrou-se aberta ao diálogo e debateu com a Comissão Especial, criada para sugerir alternativas ao PL 3.776, uma proposta que mantivesse a perspectiva de valorização do magistério à luz da meta 17 do projeto de Plano Nacional de Educação.
Em considerando os fatos expostos, a CNTE e seus sindicatos filiados solicitam o apoio de Vossa Excelência para que não vote pelo congelamento do piso do magistério, através da instituição do INPC como política de reajuste, tampouco acate a proposta dos governadores, que rebaixa sobremaneira a previsão de valorização do piso e das carreiras do magistério em todo país.
Os(As) trabalhadores(as) em educação têm compromisso com a qualidade da escola pública, porém não tolerarão nenhum golpe contra a política do piso salarial nacional, prioritária nos palanques eleitorais mas pouco prestigiada em sua concretude.
Diretoria Executiva da CNTE e Sindicatos Filiados
4 DE DEZEMBRO DE 2013
ATO DE OCUPAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL
PELOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS EM EDUCAÇÃO
 

Audiência pública discutirá uso de royalties do petróleo para educação

O Secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, participa, na próxima terça-feira (12), de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O evento vai discutir a utilização dos royalties do petróleo para valorização dos profissionais da educação. A audiência, solicitada pelo deputado Artur Bruno (PT /CE), será às 9h30, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados.
Além do representante da CNTE no debate, foram convidados para participar da mesa o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; o deputado André Figueiredo (PDT/CE), relator do PL 2565/2011;  Maria Nilene Badeca da Costa, presidente do Conselho Nacional de Secretário da Educação (Consed); Cleuza Rodrigues Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); Anízio Santos Melo, presidente da Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc); Vilani de Souza Oliveira,  presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), e Paulo César Ribeiro Lima, consultor Legislativo da Câmara dos Deputados.

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