Ponte para o passado: 10 retrocessos do programa do PMDB
Jornalista: sindicato
A CUT Rio destrinchou o documento base do governo golpista
1- Rever avanços sociais dos últimos 13 anos
O primeiro alvo dos golpistas tem sido os programas sociais que tiraram milhões da miséria. O Minha Casa Minha Vida já teve a faixa que atendia os mais pobres extinta. O Bolsa Família será reduzido no seu alcance. Ministérios extintos e órgãos públicos sucateados. O nosso judiciário, até o momento independente, segue em processo avançado de amarras. 2- Trocar a lei da partilha por concessão
O objetivo é diminuir a importância da Petrobrás. A Lei da Partilha define que a Petrobrás deve participar de qualquer consórcio que venha a explorar o nosso petróleo, sendo responsável por no mínimo 30% do consórcio. Substituindo pela concessão, empresas estrangeiras podem explorar sozinhas nossas riquezas energéticas, e todo o dinheiro gasto para criar a tecnologia necessária para a descoberta do petróleo e sua exploração nunca retornará ao povo brasileiro. 3- Fim das vinculações constitucionais da saúde e educação
De acordo com a lei orçamentária, uma porcentagem mínima do dinheiro brasileiro deve obrigatoriamente ser usado para saúde e educação. O fim dessa vinculação constitucional desobriga o governo a seguir pelo menos este percentual. 4- Privatizações no atacado
Já vem sendo articulado a venda de empresas estatais. Quem viveu a década de 90 lembra bem como funciona esta equação: Precarizam, sucateiam e por fim vendem por preço de banana. A soma final é negativa, em especial para os trabalhadores que são demitidos em massa. 5- Política externa alinhada com os EUA e afastamento da América Latina
A política externa brasileira foi marcada pela aproximação com países vizinhos, o fortalecimento do Mercosul e os acordos com países africanos. Nosso comercio com estas nações, além da China, foram responsáveis pelo crescimento rápido que o Brasil teve economicamente e que resultaram nas políticas de diminuição da desigualdade do nosso povo. Voltaremos a ser subservientes aos norte americanos. 6- Negociado sobre o legislado
Já vem sendo articulado a venda de empresas estatais. Quem viveu a década de 90 lembra bem como funciona esta equação: Precarizam, sucateiam e por fim vendem por preço de banana. A soma final é negativa, em especial para os trabalhadores que são demitidos em massa. 7- Orçamento impositivo
Obriga o executivo a seguir religiosamente a aprovação dos gastos impostos pelo congresso sobre o governo. Isso significa que o orçamento fica preso e sem capacidade de se adaptar a realidade dos acontecimentos e flutuações. É como se ao sair de casa você precisasse comprar 4 limões e 4 laranjas, mas ao chegar ao mercado, percebesse a necessidade de 6 limões, e somente 2 laranjas. O orçamento impositivo te obrigaria a comprar da primeira maneira, mesmo que de um lado não atenda a necessidade, e do outro gaste mais do que precise. 8- Fim valorização de salário minimo
O salário mínimo há mais de 10 anos sobe acima da inflação, aumentando o poder de consumo principalmente daqueles que ganham menos. Com o congelamento dessa valorização, a inflação tende a corroer aos poucos a renda do brasileiro. 9- Reforma da previdência
Entre outras medidas, já está previsto o aumento da idade mínima para 65 anos para ambos os sexos, não havendo mais o tempo mínimo de contribuição que permitia pessoas mais jovens que começaram a trabalhar cedo, se aposentarem. 10- Terceirização para atividades fim
A terceirização da atividade fim precariza as relações de trabalho. A empresa perde uma série de obrigações que protegem o trabalhador. A taxa de acidentes e mortes entre trabalhadores terceirizados é muitas vezes superior aos contratados diretamente, por exemplo.
Fonte: CUT Nacional
Pesquisa constata que trabalhadores são os mais prejudicados com governo Temer
Jornalista: Luis Ricardo
67% dos brasileiros avaliam de forma negativa o governo interino do vice-presidente, Michel Temer, 32% acham que ele é pior do que esperavam e o futuro não é nada animador: o desemprego vai aumentar (52%), os direitos trabalhistas (55%) vão piorar e medidas como idade mínima para aposentadoria vão prejudicar muita gente (77%). Essas são as conclusões da última pesquisa CUT-Vox Populi realizada entre os dias 7 e 9 de junho.
Clique aqui para ler a pesquisa completa.
Para 34% dos entrevistados o desempenho de Temer é negativo – 33% acham que é regular, 11% positivo e 21% não souberam ou não responderam. O Nordeste é a Região do País onde o vice tem pior avaliação – 49% negativo, 41% regular e 10% positivo. Em segundo lugar vem o Sudeste com 45% negativo, 42% regular e 13% positivo. No Centro-Oeste, 39% consideram o desempenho negativo, 43% regular e 18% positivo. No Sul, 31% negativo, 45% regular e 24% positivo. Os trabalhadores e os mais pobres serão mais prejudicados
Com um mês de governo interino, pioraram todos os percentuais de avaliação sobre a gestão golpista com relação a classe trabalhadora e as pessoas que mais necessitam de políticas públicas para ter acesso à saúde, moradia, educação e alimentação digna.
Para 52% dos entrevistados, o desemprego vai aumentar – o percentual dos que acreditam que vai diminuir e dos que acham que não vai mudar empatou em 21%. Na pesquisa anterior, realizada nos dias 27 e 28/4, 29% acreditavam que o desemprego iria aumentar; 26% que iria diminuir e 36% que não ia mudar.
Ainda com relação a pesquisa anterior, aumentou de 32% para 55% o percentual dos que acreditam que o respeito aos direitos dos trabalhadores vai piorar. Para 19% vai melhorar e 20% acreditam que não vai mudar.
Aumentaram também as expectativas negativas com relação aos programas sociais em relação a pesquisa feita em abril. Antes, 34% achavam que com Temer na presidência os programas iriam piorar. Agora, são 56%.
O percentual dos que acreditavam que ia melhorar variou um dígito apenas – de 19% para 18%; e dos que acreditavam que não ia mudar que era de 36% caiu para 19%.
Foram consideradas ruins porque prejudicam a maioria das pessoas, as propostas de Temer de aumentar a idade mínima para aposentadoria (77%), a diminuição de verbas do Programa Minha Casa Minha Vida (54%) e a diminuição do número de pessoas que recebem o Bolsa Família (48%).
Acabar com o monopólio da Petrobrás no Pré-Sal e aumentar a privatização de empresas e de concessões de rodovias e aeroportos foram consideradas ruins porque prejudicam o Brasil para 50% dos entrevistados. Para 31% a questão da privatização e das concessões é uma medida necessária e não vai prejudicar o país, outros 19% não souberam ou não responderam. Quanto ao Pré-Sal, 25% acham que não vai prejudicar o país e 25% não souberam ou não responderam. Temer é pior do que as pessoas esperavam
Para 32% dos entrevistados na pesquisa CUT-Vox Populi, Temer é pior do que esperavam. Empatou em 16% o percentual dos que acham que ele é tão ruim quanto achavam que ia ser e dos que consideram que ele é melhor do que esperavam. Só 7% acham que ele é tão bom quanto esperavam que ia ser e 29% não souberam ou não responderam.
Com relação ao combate a corrupção, 44% acham que vai piorar, 26% melhorar e 25% que não vai mudar. A equipe de ministros de Temer é considerada negativa por 36% dos entrevistados – 32% acham que é regular e 11% positiva. Para 33% foi um erro grave o governo interino não nomear nenhuma mulher, 30% acham que foi um erro, mas não muito grave e 30% que é normal. O impeachment é a solução para o país?
O percentual de brasileiros que NÃO acreditam que a cassação de Dilma seja a solução para os problemas econômicos do Brasil aumentou para 69%. Na pesquisa CUT-Vox Populi, realizada em dezembro, o percentual era de 57%¨. Nos levantamentos feitos em abril, o índice foi de 58% (9 e 12/04) e 66% (27 e 28/04).
Para 26% o golpe é a solução. Nas pesquisas anteriores, os percentuais foram de 34% (dezembro), 35% 9 de abril e 28% em 27 de abril. Antecipação da eleição presidencial
A grande maioria dos brasileiros que eleição já para Presidente da República. 67% dos entrevistados acham que o Brasil deveria fazer uma nova eleição para presidente ainda este ano. 29% não concordam com uma nova eleição e 4% não sabem ou não responderam. A pesquisa
A pesquisa CUT-Vox Populi foi realizada entre os dias 7 e 9 de junho, ouviu brasileiros com mais de 16 anos, residentes em todos os Estados do país, exceto Roraima, e no Distrito Federal, em áreas urbanas e rurais.
Foram ouvidas 2 mil pessoas em 116 municípios. Com informações da CUT
Movimentos se reúnem nesta terça (14) em defesa da Petrobras e do Pré-Sal
Jornalista: Luis Ricardo
Trabalhadores e trabalhadoras participam de Ato em Defesa da Petrobras e do Pré-Sal que acontecerá nesta terça-feira (14), às 14h, no auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados. O ato convocado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras reunirá os movimentos sindical e social, parlamentares e sociedade civil para discutirem estratégias que fortaleçam a luta em defesa da Petrobras e que barrem o projeto de lei de autoria do tucano José Serra que quer entregar o pré-sal à iniciativa privada e ao capital internacional.
O projeto (apresentado no Senado como substitutivo pelo senador peemedebista Romero Jucá) recebeu o nome de PL 4567/2016 na Câmara e aguarda instalação de Comissão Especial da Casa para análise e deliberação. O PL revoga a participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada do pré-sal, favorecendo as multinacionais e prejudicando os interesses nacionais e o desenvolvimento da educação e da saúde públicas, áreas que deveriam ser beneficiadas por cotas da venda de petróleo.
Para a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, a preocupação dos trabalhadores com a aprovação do projeto na Câmara é ainda maior. “Maioria dos deputados são conservadores, privatistas e já provaram que eles não têm compromisso com um projeto político que valorize os serviços públicos que promovam o crescimento social, dê mais oportunidades para o povo através de políticas públicas. Hoje, 75% dos royalties do petróleo devem ser destinados para a Educação e 25% para a Saúde e agora corremos risco de perder algo tão valioso para o povo brasileiro e conquistado com tanta luta. Por isso devemos fortalecer nossa luta em defesa da Petrobras e do pré-sal”, ressalta a dirigente. Fonte: CUT Brasília
Um grande ato popular encerrou o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação em Brasília, no dia 11 de junho. Convocada pela CUT, as Frentes Brasil Popular e o Povo Sem Medo, a atividade contou com a participação de mais de 15 mil pessoas, entre as quais dirigentes e militantes de entidades sindicais, movimentos populares e partidos políticos.
A concentração foi marcada em frente ao Museu de República e, ao cair da tarde, a movimentação já assinalava o que seria um grande ato. Contag, Contraf, MST, MPA, MTST, CMP, UNI, MMC, MMM, Brigadas Populares, Consulta Popular, Levante, Refundação Comunista, MRD, dezenas de sindicatos CUTistas e outras centrais sindicais foram algumas das entidades e movimentos que vieram engrossar, com faixas e cartazes, as fileiras na luta pela democracia e contra o golpe de Estado. Partidos como PT, PCdoB, PSol, PDT e agrupamentos de servidores como Ocupa MinC e Ocupa Funarte também se fizeram presentes. Apresentações culturais garantiam a animação dos manifestantes enquanto a saída da marcha era organizada e o cantor Chico Nogueira emocionou a todos quando entoou “Pra dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, na largada da caminhada contra o desgoverno Temer.
O secretário-Geral da CUT, Rodrigo Rodrigues, considerou a mobilização importante nesse momento em que o golpe fica cada vez mais comprovada por revelações e gravações de delatores golpistas. “As pessoas atenderam a convocação e estamos fazendo um ato verdadeiramente popular, expressando a vontade da sociedade que é restabelecer o governo legítimo que foi usurpado por golpistas”, afirmou.
A marcha, que saiu do Museu da República rumo ao Congresso Nacional, fez breve pausa em frente aos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Cultura, para relembrar e se contrapor ao fechamento das duas instituições pelo governo golpista.
No final da caminhada, os manifestantes colocaram-se em frente ao Senado Federal, porque, segundo Rodrigues, o recado da noite seria para aos senadores. “Estamos aqui para mostrar a unidade da esquerda e dos movimentos sociais que foi construída com o objetivo de restabelecer a democracia e que não iremos descansar até a volta da presidenta legitimamente eleita”, afirmou Julimar Roberto, secretário de Finanças da CUT Brasília..
Para a deputada federal Érika Kokay (PT-DF), a luta está apenas começando. “Nós, que somos filhos de Zumbi, de Margarida Alves, de Antônio Conselheiro não permitiremos que esses salteadores governem o nosso país, pois trazemos as marcas da ditadura no peito e não temos medo de nada. Faço minha as palavras de Lula quando organizou a primeira greve de trabalhadores no ABC paulista, onde ele disse que ninguém deveria ousar duvidar da capacidade de luta e de transformação da classe trabalhadora brasileira”.
Segundo o deputado distrital Chico Vigilante, o povo está acordando, mas já perdemos muito. “Nossa país, que havia conquistado toda a credibilidade internacional com os governos Lula e Dilma, virou piada no exterior. A imprensa internacional não cansa de noticiar o golpe, enquanto os nossos veículos de comunicação tentam encobri-lo descaradamente”, lamenta.
Vale ressaltar a expressiva participação da juventude que também marcou presença para denunciar o golpe, com uma animada batucada aos gritos de “a Rede Globo apoiou a ditadura” e “fascista, racistas, machistas, não passarão!”.
Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília, avaliou o ato como positivo e foi incisivo, reafirmando o recado que a classe trabalhadora vem dando em todo o país. “Presidente golpista Temer, nós, entidades sindicais e movimentos sociais, estamos e estaremos nas ruas.até a derrubada do golpe. Ladrões de direitos, subservientes do empresariado da Fiesp, de latifundiários, banqueiros e do capital internacional, não daremos sossego. A todos aqueles que querem ferrar o trabalhador, interessados em retirar direitos trabalhistas e conquistas sociais, além de entregar riquezas e patrimônio do povo, avisamos que não cederemos.Seguiremos nas ruas permanentemente e não daremos sossego. Esse é só o começo!”. Centenas de milhares de pessoas nas ruas contra Temer Não negociamos retirada de direitos, diz presidente da CUT “Interino não tem autoridade para impor a sua agenda”
Temer, por favor, deixe o povo voltar ao poder, diz Lula
Jornalista: Luis Ricardo
Mais de 100 mil na Paulista ouviram Lula dizer que “os coxinhas têm vergonha de dizer que eles também não querem o Temer. Eu quero é ver essas pessoas agora na rua, porque não é possível que as pessoas não se deem conta do que eles (o governo interino) estão fazendo para desmontar este país. Eles não querem governar, eles querem vender patrimônio público”.
“Eu não vou dizer Fora Temer, porque para mim não fica bem. Mas eu quero dizer: ‘Temer, por favor, você é um advogado constitucionalista, você sabe que você não agiu corretamente ao assumir o cargo. Por favor, permita que o povo volte ao poder e concorra em 2018 para ver se você consegue ser presidente”, disse, para delírio da multidão, que, em mais uma dentre tantas vezes, entoou o grito “Fora Temer”.
Lula lembrou que os seus dois mandatos e o mandato de Dilma mostraram que investir nos pobres desfez uma série de mentiras sempre repetidas ao longo da história brasileira.
“Pobre, quando pega emprestado, paga, porque a garantia do pobre é a cara dele. Eles (os golpistas) perceberam que o pobre deixou de ser problema para ser solução para esse país”, comentou Lula, referindo-se ao período de crescimento econômico impulsionado, em parte, pelo aumento da renda das camadas mais pobres da população.
“É esse povo, esse contingente que pode salvar este país”, completou, depois de comparar que um grande empresário investe em especulação ao receber milhões de empréstimo, enquanto um trabalhador investe em bens essenciais e faz a economia girar.
O ex-presidente frisou, mais de uma vez, que as mudanças sociais, econômicas e culturais construídas nos últimos anos não foi obra dele, mas da militância e de todos os trabalhadores e trabalhadoras que confiram no projeto que ele representa.
Ao falar do PT, disparou: “Acho que cada petista deveria entrar com uma ação contra quem nos chama de organização criminosa. Eu tô de saco cheio”, referindo-se à perseguição da mídia e de setores do Judiciário.Mais de 100 mil. Foto de Paulo Pinto/AgênciaPT/Fotos Públicas
Confira outras passagens de Lula na noite desta sexta em São Paulo:
“O Temer pegou a interinidade e não agiu como interino. Ele agiu como se fosse Fidel Castro ao entrar em Havana depois da revolução de 1939. E o Temer não tem essa autoridade”.
“Os 300 picaretas que falei em 1994, olha, o número aumentou um pouco”, em referência ao Congresso Nacional.
“Eu tenho orgulho do que fizemos neste país”.
“Eu fui o único presidente do Brasil a ser chamado para todas as reuniões do G8. E fui chamado não por ser bonito, mas porque, graças a vocês, nós conseguimos fazer a maior revolução social da história deste país”.
“Uma coisa que provamos é que dar aumento para o salário mínimo, e foram 74% de aumento, não causa inflação. A gente provou que dar aumento real para os trabalhadores durante 12 anos não causa inflação”.
“Eu vi o ministro interino das Relações Exteriores (José Serra) numa entrevista no Roda Viva. Aí lembrei de uma frase do Chico Buarque quando apoiou a candidatura da Dilma: ‘Os governos do PT não falam grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos’. Voltou o complexo de vira-latas. Quero dizer a eles o seguinte: a gente não é respeitado por ser grande, rico ou porque temos bomba atômica. Os Estados Unidos seriam muito mais respeitados se tivessem solidariedade com os outros povos”.
“Não posso aceitar que um brasileiro ou uma brasileira sejam inferiores a um americano, a um francês. Nós não nos rendemos nunca”.
“Eu não estou doente. Estou melhor que quando tinha 50 anos. Estou com 70 com mentalidade de 30”.
“Falam (a mídia) como se o dinheiro de campanha do PSDB fosse arrecadado na sacristia da Igreja da Sé”.
“Eu estou esperando que algum delegado ou integrante do Ministério Público venha me dizer que eu desviei um centavo durante toda a minha vida. Eu estou esperando”.
“Não admito vazamento de conversa telefônica minha para tentar manchar a minha imagem. Quanto mais eles me provocarem, mais eu corro o risco de ser candidato em 2018”. Com informações da CUT
Jovens e servidores protestam contra desmonte das políticas para a juventude
Jornalista: Luis Ricardo
Jovens e servidores se concentraram no final da tarde desta quinta (9) em frente à Secretaria Nacional da Juventude, perto da Praça dos Três Poderes, e manifestaram repúdio ao golpe, às medidas do governo interino de desmonte da pasta e aos ataques às políticas públicas do setor.
Entre os manifestantes, estava presente também a secretária da Juventude da CUT Brasília, Maria do Socorro Neves Santos. Ela levou ao ato a solidariedade da Central aos jovens e aos servidores. “O que percebemos é que esse governo ilegítimo está
querendo tirar direitos que foram suados para conquistar. Este ato é de extrema importância para defender esses direitos. Estamos aqui para dizer que não vamos aceitar nossas conquistas sociais sejam derrubadas pelo governo golpista”, afirmou Maria do Socorro.
Com gritos de Fora Temer e discursos a favor da liberdade de expressão, os servidores da Secretaria engrossaram o ato. A tônica dos discursos foi considerar absurdo o ataque aos programas de inclusão da Juventude, como o Fies e o Prouni na
educação, que proporcionaram a muitos estudantes o ingresso no ensino superior. Além disso, denunciaram os planos do governo ilegítimo para acabar com a secretaria.
Esteve presente também o ex-secretário nacional da Juventude, Jefferson Lima, que não compactuou com o governo golpista e deixou o posto para prosseguir a luta pelas causas dos jovens. O ex-secretário colocou como prioridade à mobilização da juventude a defesa da democracia, a luta contra o extermínio da juventude negra através da atualização do Plano Juventude Viva e todas as principais demandas da 3ª conferência nacional de juventude.
“Estou aqui para denunciar o desmonte da secretaria nacional, denunciar os ataques às políticas de juventude. E dizer que não vamos reconhecer e não vamos aceitar esse golpe, esse governo ilegítimo do Temer. Não aceitaremos nenhum direito a menos”, bradou Jefferson Lima. Fonte: CUT Brasília
Próxima sexta-feira (10) é um passo rumo à greve geral
Jornalista: Luis Ricardo
Em diferentes encontros em Brasília, o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, falou a senadores e jornalistas sobre a construção da greve geral. “Dia 10 é Dia Nacional De Mobilização, de luta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, de construção, de aquecimento para uma greve geral que ainda não tem data marcada. As bandeiras desse dia serão ‘Fora, Temer’ e ‘nenhum direito a menos’”.
Como em outras mobilizações realizadas pela CUT e pelos movimentos sociais nos últimos meses, os trabalhadores podem atrasar a entrada, fazer assembleias, paralisar as atividades durante a manhã ou durante 24 horas, como a FUP (Federação Única dos Petroleiros) decidiu fazer e, no fim do dia, fazerem um grande ato em uma avenida ou praça pública das cidades.
A greve geral está sendo construída, mas só vai ocorrer quando o governo interino do vice-presidente interino Michel Temer encaminhar para o Congresso Nacional as medidas de retirada de direitos que vêm sendo anunciadas via imprensa.
A CUT está construindo uma greve geral com suas bases para lutar contra retrocessos, retirada de direitos, como da previdência social, da educação, da saúde, a mudança no regime do pré-sal, como Michel Temer, o golpista interino vem anunciando”, completou o presidente da CUT.
Confira a agenda de mobilizações já confirmada para a próxima sexta-feira: Com informações da CUT Nacional
CUTs
MANIFESTAÇÕES 10 DE JUNHO
MOBILIZAÇÂO DIA 10
OBSERVAÇÕES / OUTRAS MOBILIZAÇÕES
AC
AL
AM
DIA 17/06 – Manaus – 16h – Festival Cultural Fora Temer! – Praça do Congresso
AP
Macapá – 15h – Fora Temer – Não ao Golpe – Em frente do Teatro das Bacabeiras
BA
Na próxima sexta-feira, 10 de junho, as bandeiras cutistas voltarão a ser agitadas nas ruas de todo o Brasil em defesa da democracia, contra o golpe e na luta pela preservação e ampliação dos nossos direitos. Nesta data, trabalhadores e trabalhadoras atenderão ao chamado da CUT e realizarão um novo Dia Nacional de Paralisação. Salvador – A partir das 15h acontecerá um Ato Cultural e Artístico no Campo Grande, seguido de uma caminhada até a Praça Castro Alves. Entidades representativas de categorias como petroleiros, metalúrgicos, borracheiros, construção civil, alimentação, professores, profissionais da saúde, bancários, comerciários, e polícia civil já confirmaram a participação de suas bases e outras categorias já concentram esforços para também aderirem ao movimento. Outras cidades que terão mobilizações
Itabuna / Ilhéus
– Vitória da Conquista
– Brumado
– Guanambi
– Caetite
– Juazeiro
– Feira de Santana
– Oeste (Barreiras/Santa Maria da Vitória )
– Teixeira de Freitas
CE
15h00 – Concentração na Praça Luiza Távora (Av. Santos Dumont) – Grande ato Fora Temer.
DF
09h – A Parte do IPOL Contra o Golpe – A Parte do IPOL Contra o Golpe
17hs – Jornada Nacional de Lutas contra o Golpe e pela Democracia – Concentração no Museu da República
DIA 08/06 – Jornada de lutas dos camponeses em defesa da democracia e contra os retrocessos como o fim do MDA, a reforma da previdência, desmonte do Minha Casa Minha Vida.
12h – Piquenique pela Equidade de Gênero – CCBB
18h – A Parte do IPOL Contra o Golpe – Instituto De Ciencia Politica – IPOL/UnB DIA 09/06 – Jornada de lutas dos camponeses em defesa da democracia e contra os retrocessos como o fim do MDA, a reforma da previdência, desmonte do Minha Casa Minha Vida
15h – A Parte do IPOL Contra o Golpe – Instituto De Ciencia Politica – IPOL/UnB Dia 14/06 – 17h- GOLPISTAS GO HOME no Ministério da Cultura, organizado pelo Comitê de Defesa da Revolução Cubana – CDR
ES
Mobilização 6:00 hs em frente a Petrobras paralisação de 24 hs coordenada pelo sindipetro,
durante todo dia acampamento na praça oito e vitoria com telão informando que o golpe e contra o trabalhador e as 17:00 concentração no tranquedão e as18:00 hs saida en caminhada até a praça oito encerramento com ato em defesa da democracia e contra o golpe
GO
9 horas, em frente à Superintendência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na Avenida Goiás.
16 horas, Concentração em frente ao Tribunal de Justiça de Goiásonde o ponto alto será a denúncia da criminalização dos movimentos sociais, haja vista a prisão de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após esse ato, os manifestantes seguirão em passeata até a Praça Universitária, onde acontecerá um evento cultural.
DIA 09/06 – 08h30min – Reaja Servidor! Por serviço de Qualidade, Por Valorização – Paço Municipal
MA
DIA 11/06 – horário: 16h – Concentração: UFMA – Caminhada da UFMA até a Pça. Nauro Machado – Centro Histórico. Encerramento as 18 horas com ato Político Cultural na Praça Nauro Machado.
MG
Belo Horizonte – MG – 17h – Ato Fora Temer – Frente Povo Sem Medo – Praça da Liberdade Uberaba – FORA Temer! – Grande ATO Uberaba- Praça dos Correios Pouso Alegre – 18h – Fora Temer, Não ao Golpe, Nenhum Direito a Menos! – Praça Senador José Bento Uberlandia -17h – Ato Fora Temer!! – Pça Clarimundo Carneiro
DIA 09/06 – Governador Valadares – 17h – Cultura pela Democracia – Gov. Valadares – Praça dos Pioneiros
MS
9h – Nenhum Direito a Menos! #ForaTemer – Praça do Radio
MT
15h – Ato Fora Temer! – Praça da República
PA
Concentração será na Praça da República a partir das 17 horas, saindo em caminhada até o Mercado de São Brás, mais ou menos 3 km de caminhada. Com ato político e cultural em todo o percurso
DIA 09/10 – concentração será ao mesmo tempo em São Brás (na Praça do Operário) e na avenida Presidente Vargas (Escadinha) a partir das 09 horas, fazendo mobilizações, atos políticos nas frentes dos bancos públicos. Reforçando também a greve da Cosanpa. A Fetagri/Pa, Feterpa, Bancários e movimentos de moradia já estão na construção da atividade, juntamente com a CUT/PA e a Frente Brasil Popular
PB
Concentração as 15 horas no Liceu – Saindo em caminhada pelo centro de João Pessoa
PE
Paralisação Nacional com grande ato público no Recife. Concentração, às 15h, na Praça da Democracia (Derby). Os dirigentes sindicais devem participar das plenárias e dos Comitês da FBP como forma de engajamento e luta.
PI
16h – Grande Manifestação em Defesa da Democracia – Praça Pedro II
PR
Curitiba
06 horas – Paralisação por 24 horas dos Petroleiros – Repara Araucária
10hs as 13hs – Atos e Paralisações no Centro de Curitiba
10hs as 22hs – Concentração Estadual na praça Santos Andrade, com atividades e palco cultural Foz Iguaçu
8h – Fora Temer. Manifestaçao em Foz, dia 10, após o desfile do aniversário do Município – em frente à Ono Music Hall Maringa
16h – Maringá é Fora Temer – Nenhum Direito a Menos – Não ao Golpe! – Praça Raposo Tavares
DIA 04/06 – Ponta Grossa – 10h – TEMER, JAMAIS! – Segundo Ato – pin Praça Barão De Guaraúna (Praça dos Polacos)
Reunião dia 2 para organizar a mobilização
RJ
Um conjunto de ações propostas pelo movimento sindical e social, paralisações, panfletagens, bloqueios de estradas e vamos terminar o dia com uma Passeata no centro do Rio, que sai da candelária para a Praça XV. Na Praça XV vamos terminar o ato com um grande baile/concerto com várias apresentações artísticas e musicais.
Perspectiva de mais de 20 mil pessoas
RN
Ato, Não Ao Golpe, nenhum direito a menos.
16h00 – Concentração na Avenida Salgado Filho, ao lado da IFRN
DIAS – 8 e 9/06 – Mobilizações em defesa da Previdência Social, Aposentadoria Rural, Políticas de Moradia e contra a extinção do MDA DIA 12/06 – Ações de agitação com o mote !Amor sim, golpe não”
RO
Concentração as 16hs na praça do Baú na avenida 7 de setembro – Centro – Ato e Panfletagem
RR
17h00 – Concentração na praça do centro cívico em parceria com FBP, PT e movimentos sociais.
RS
17h – Ato Por democracia e direitos – Fora Temer! – Esquina Democrática
SC
15hs 0 Concentração na Tancredo Neves – Por nenhum direito a menos, Pela Previdência Publica, Não ao Golpe
DIA 09/06 – Chapecó – mobilizações o dia todo (Fora Temer e Denunciando os retrocessos)
SE
15:00 concentração com show: “arte abraça a democracia”. Formado por artistas que atuam conosco nas atividades (gratuitamente). Poetas, cantores voz & violão, bandas). As 17:00 sairemos em passeata pelo centro de Aracaju.
SP
14hs – 2º encontro LGBT da UNE 17h00 – ATO FORA TEMER – Concentração em frente ao Masp (Avenida Paulista)
DIA 08/06 – 18 hs – As Consequências Jurídicas e Políticas do Processo de Impeachment – Prof. Marcelo Neves – Faculdade de Direito – Largo São Francisco DIA 09/06
18h30 – Abertura do Processo de Discussão do Programa de Governo 2016 – Uninove
19h – Debate: Justiça e segurança pública: São Paulo laboratório do Brasil? Faculdade de Saúde Pública
19h – 24 x 0 Um golpe machista e racista nos Direitos Humanos – FUNARTE – SP, Alameda Nothmann nº 1058 – Campos Eliseos DIA 11/06 – 15h – Treme Temer l Arrastão dos Blocos l Temer Tremer -PRAÇA DO CICLISTA (AV PAULISTA X AVENIDA CONSOLAÇÃO) Campinas – SP – 13h – CONTRA TODAS – Largo do Rosário Sorocaba – SP- 13h – Fora Temer – Sorocaba – Praça Coronel Fernando Prestes DIA 13/06 – 17h – Revolta do Vinagre, Parte 2 – Largo da Batata DIA 14/06 – 17h30min – Contra a criminalização do aborto! – Praça da Sé São Bernardo – 10 hs – Democracia, Direitos Humanos e Feminismo – UFABC DIA 18/06 10h – Ato Show #PeriferiasForaTemer – Praça Do Campo Limpo DIA 19/06
13h – III Sarau à Esquerda – Estrada de Taipas, 3444
DIA 23/06
10h – Arruaça: A FESTA #03 – Amar sem temer! Al Janiah Rua Alvaro de Carvalho, 190 DIA 26/06 – São Paulo – SP – 15h – Marcha pela Ciência! – Vão livre do Masp
TO
Ato massivo de Rua articulado pelo povo do campo e pelos urbanos.
Concentração as 16 horas – Avenida JK
Dia Nacional de Mobilização no Tocantins chamado pela Frente Brasil Popular com a pauta central de – Não ao Golpe Fora Temer
DIA 04/06 – 18h – III Ato pela Legalidade e Democracia: Meio Ambiente em Pauta – ECO Terra Palmas em defesa da vida 210 Sul, Alameda 15, HM 19, Lote 4A
Reunião hoje (01/06) para organizar a manifestação
Em Genebra, CUT denuncia golpe e recebe apoio internacional
Jornalista: Maria Carla
A manifestação ocorreu durante reunião da Conferência Internacional do Trabalho. Representantes da delegação brasileira e lideranças que participam da 105ª Reunião da Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Genebra, Suíça, realizaram um ato nessa segunda-feira (6) para denunciar o golpe de Estado liderado pelas forças conservadoras, com apoio da grande mídia, parlamento e setores do Judiciário contra a presidenta Dilma Rousseff.
A atividade contou com apoio de lideranças internacionais, como o Secretário-Geral da CSI África, Kwasi Adu-Amankwah, que expressou solidariedade à luta dos brasileiros e ajuda a ampliar a campanha internacional“Somos todos Brasil contra o golpe”.
“Expressamos nossa solidariedade com os trabalhadores e o povo brasileiro nesta grande luta pela democracia porque constatamos que a organização dos trabalhadores e sua contribuição à Política ajudaram a tirar milhões e milhões da pobreza dando-lhes acesso a educação e a saúde. E isso foi realizado em 12 anos em tal escala que em muito supera quaisquer benefícios recebidos pela classe trabalhadora em séculos de dominação das elites. E é por isso que devemos estar solidários com os trabalhadores brasileiros contra aqueles que querem usar meios civis para dar um golpe de Estado contra um governo democraticamente eleito”, apontou.
O manifesto “Somos Brasil contra o golpe”, que a CUT distribuiu em Genebra, denuncia como a trama foi arquitetada “através de ataques sistemáticos e orquestrados por setores do judiciário, empresários, grandes meios de comunicação e apoiados, de maneira entusiasmada, pela parcela mais rica da sociedade brasileira” (lei mais abaixo).
Presidente da CSI, João Felício apontou que o golpe tem como alvo as conquistas da classe trabalhadora. Lideranças internacionais prestaram solidariedade aos movimentos contra o golpe (Foto: CUT)“Para a CSI (Confederação Sindical Internacional), o que está ocorrendo no Brasil é um golpe contra os trabalhadores e à população mais pobre. O movimento sindical internacional há muito tempo vê o Brasil como exemplo de conquista e direito. E é justamente isso que os golpistas querem retirar”, disse.
Secretário de Relações Internaciionais da CUT, Antônio Lisboa, reforçou a importância de tantas lideranças presentes na manifestação.
“O ato que realizamos aqui em Genebra com mais de 200 dirigentes sindicais do mundo inteiro, foi uma demonstração muito forte de solidariedade. Isso tem uma importância grande porque as pessoas que compareceram vão manter o compromisso de denunciar a situação de golpe no Brasil”, definiu
Diretor Executivo da CUT, Júlio Turra apontou a importância do apoio da classe trabalhadora internacional. “É uma forte demonstração de solidariedade de sindicalistas de todo o continente reunidos aqui em Genebra, expressando que estão do nosso lado na luta para derrotar o golpe, restabelecer a democracia e os direitos dos trabalhadores’, falou. Abrir os olhos do mundo – O manifesto “Somos Brasil Contra o Golpe” defende que o “programa dos golpistas prevê, dentre outros pontos, o fortalecimento do acordo global de comércio TISA – que reduz a soberania nacional; enfraquecimento dos BRICS e do Mercosul, priorizando acordos bilaterais; desregulamentação do mercado de trabalho; enfraquecimento dos sindicatos nas negociações coletivas e tornar os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em objeto de negociação, prevalecendo o negociado sobre o legislado; elevação da idade mínima para aposentadoria, assim como permitir benefícios com valores inferiores ao do salário mínimo; redução da massa salarial e do salário médio; privatizações selvagens, inclusive das gigantescas reservas da camada do Pré-Sal; desvinculação geral dos gastos do governo federal, sobretudo nas áreas de educação e saúde, caminhando, dessa forma, para a privatização e abertura da economia com o fim da política de conteúdo local para compras governamentais”, destaca
Destaca ainda que a “CUT Brasil, e demais forças democráticas, não reconhecem o governo Temer e o condenam como ilegítimo, por ser resultado de um processo ilegal e golpista de impeachment e por desrespeitar a vontade expressa da maioria dos cidadãos brasileiros que reelegeu, em 2014, a presidenta Dilma com mais de 54 milhões de votos – único governo eleito e, portanto, legítimo. Não aceitaremos que a classe trabalhadora e os setores mais pobres da população tenham que sofrer ainda mais sacrifícios. Lutamos até agora contra o golpe e continuaremos lutando, nas ruas e nos locais de trabalho, para reconduzir o país ao Estado de Direito e ao regime democrático, contra a retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e contra iniciativas que busquem a inserção subordinada do Brasil na economia internacional, regredindo, dessa forma, aos anos 90”, conclui o documento.
Leia outros depoimentos de lideranças internacionais contra o golpe:
“A Industrial Global Union representa 50 milhões de trabalhadores no mundo todo e aprovamos em nossa última reunião o apoio à luta do povo brasileiro contra o golpe. Aproveitando o Congresso da OIT aqui em Genebra, junto a militantes de várias partes do mundo, ajudamos a organizar esse ato que foi muito importante e demonstrou solidariedade dos cinco continentes à luta desenvolvida pela CUT.”
(Fernando Lopes – Adjunto IndustriALL)
“Nós da confederação Sindical Galega queremos mostrar nossa solidariedade à CUT na campanha contra o golpe contra a Dilma. Um golpe injustificado e das forças externas dos países imperialistas e capital que vimos com preocupação porque no Brasil está a referência para apontar para onde vamos, de um lado ou de outro, de acordo com a forma como se posiciionarem as classes populares nesse processo.”
(Luis Jácome Rivera – Confederação Sindical Galega)
“Há uma política definida pela CSA, proposta pela CUT Brasil, em nosso último congresso, em abril deste ano, de expressar nossa solidariedade em qualquer lugar onde aja trabalhadores organizados em sindicatos. Seja em manifestações nas embaixadas brasileiras, às autoridades brasileiras e em conjunto com o movimento sindical. Acho que nós aqui na Conferência da OIT vamos mostrar ao mundo que ocorre um golpe, que não concordamos com ele e com o governo ilegítimo do Temer.”
(Rafael Freire – CSA)
“Toda solidariedade aos trabalhadores e à CUT contra o golpe produzido pela direita e extrema direita. Apoiamos todo o trabalho e a luta desenvolvida com a certeza de que os trabalhadores e o povo brasileiro vencerão. Venceremos, companheiros.”
(Carlos Trindade – CGTB IN Portugal)
Reajuste de Temer não beneficia a maioria dos servidores públicos
Jornalista: Luis Ricardo
O governo ilegítimo de Michel Temer aprovou na última quinta-feira (01) os projetos de lei (PL´s) que trazem reajustes abaixo da inflação para a maioria dos servidores do Executivo. Entretanto, o que não ficou claro e nem foi divulgado na grande imprensa, é que a maioria desses projetos foi um acordo firmado entre servidores e o governo da presidenta Dilma Rousseff, em agosto de 2015.
Os projetos estavam desde o ano passado à espera de aprovação na Câmara dos Deputados, e só não foram votados por conta do agravamento da crise política liderada pela oposição e pelo ex-presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB). Isso significa que os PL’s seguem para votação sem a necessidade de passar pelas comissões.
O secretário de Finanças da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) e secretário-adjunto de Relações de Trabalho da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Pedro Armengol, explica que, para agradar ministros e juízes, o presidente ilegítimo colocou no pacote esta demanda que já estava “equacionada” com a presidenta Dilma.
“Pegaram essa demanda que estava resolvida, que era um acordo com a maioria dos servidores do poder Executivo, inclusive o governo já tinha encaminhado e que não foi aprovado na Câmara por conta da crise política. Não houve nenhuma orientação do governo da presidenta Dilma para não aprovar esses projetos. Não teve essa orientação. Os projetos estavam lá, o governo não retirou”, afirma.
De modo geral, para a maioria do Executivo, os acordos preveem reajuste de 10,8% dividido em dois anos (ago/2016 e jan/2017) e mudanças na regra da média da gratificação para fins de aposentadoria que serão escalonadas em três etapas entre 2017 e 2019. Todos estão previstos em orçamento e seguem agora para o Senado onde a Condsef vai acompanhar aprovação.
De acordo com o dirigente, essa medida de Temer não tem nenhum benefício para a categoria. “A maioria não teve nenhuma recomposição das perdas inflacionárias que foram atingidos principalmente por esses cinco projetos que atinge um milhão de servidores. Esse aumento dos ministros de 16% não tem nada a ver com a maioria absoluta dos servidores”.
Armengol afirma ainda que não se pode generalizar e colocar nesse pacote todo o judiciário.“Temos que registrar os servidores do judiciário, exceto juizes e ministros, estavam há oito anos sem recomposição inflacionária. Então, não podemos “crucificar” como estão fazendo com os servidores do Judiciário.
Com informações da CUT
Seminário da CUT Brasília acirra luta pelo Fora Temer
Jornalista: sindicato
Nessa segunda-feira (30), a CUT Brasília deu início ao Ciclo de Seminários Resistir Sempre, Temer Jamais, que tem o objetivo de intensificar e ampliar a organização da luta contra o golpe de Estado. O primeiro debate teve como tema o “Projeto Temer – Ameaça aos Direitos Trabalhistas e Conquistas Sociais”. A atividade, que contou com a participação de representantes de todos os mais de 100 sindicatos filiados à Central, foi realizada durante todo o dia, no Clube dos Comerciários, no Gama.
“Este seminário cumpriu o papel de trazer mais informações aos dirigentes sindicais para que eles possam aprimorar o debate junto às suas bases, mostrando os malefícios e os riscos que esse governo golpista apresenta. Governo este que tenta implementar a segunda etapa do golpe, que é a retirada de direitos da classe trabalhadora e as conquistas sociais para aumentar a lucratividade dos banqueiros, do empresariado, dos ruralistas e daqueles que exploram a população brasileira. Os golpistas correm agora para aprovar projetos de lei e outras propostas que trazem prejuízos incalculáveis à sociedade, a classe trabalhadora. Por isso, é importante essa nossa preparação para organizar a resistência e, com luta, barramos os ataques e restabelecermos a democracia com a retirada de Michel Temer, que invadiu o Palácio do Planalto através do golpe de Estado”, explica o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
A destituição do interino e ilegítimo Temer, ideia impulsionada no seminário dessa segunda, não tem como premissa interesses escusos e pessoais ou apenas uma rixa político-partidária, mas a ameaça real deste governo golpista aos direitos conquistados em todos os setores sociais e um retrocesso de décadas. Desde que assumiu a principal cadeira do Executivo federal, ainda que temporariamente, Temer, em menos de 20 dias, extinguiu ministérios-chave para a promoção da igualdade social e anunciou medidas de caráter retrógrado e neoliberal e se mostram o avesso de qualquer progresso.
“Todas as medidas econômicas que estão sendo anunciadas apontam para mais recessão, para mais desemprego, pois é um desenvestimento. Ele (Michel Temer) quer falsamente sanear demais de uma hora para outra, e os trabalhadores vão pagar muito caro por isso. Além das medidas econômicas, há o apoio deste governo a outras medidas que vão retirar direitos dos trabalhadores”, afirma Lilian Arruda Marques, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que participou do seminário da CUT, nesta segunda.
Segundo ela, os ajustes que querem ser implementados em cima dos trabalhadores, inclusive dos aposentados, aumentam a desigualdade social e retrocedem na distribuição de renda. “Se paga muito ao setor financeiro; mais de 45% do que é arrecadado no Brasil vai para pagamento dos juros e amortização da dívida externa, e ainda querem tirar parte da Previdência”, enfatiza Lilian Marques.
O assessor técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Neuriberg Dias, explicou durante o seminário que a pauta de Temer foi abraçada pela maioria do Congresso e vem sendo implementada através de projetos de lei e outras medidas que passam pelo aval do Congresso Nacional, com grande maioria de parlamentares conservadores e golpistas. “A Câmara e o Senado estão votando projetos de lei sem o devido debate, de forma açodada, sem fazer uma consulta com seus eleitores, com a sociedade. Isso é produzido por um sistema eleitoral baseado no financiamento empresarial, sem base nenhuma ideológica e programática”, avalia.
Ele ainda afirma que “há uma convergência de pensamento entre o governo Temer e o Congresso conservador”, o que inviabiliza a pauta da classe trabalhadora. “Não temos número para encaminhar temas do nosso interesse”, informa Neuriberg Dias.
Além da sintonia com o Legislativo, o governo golpista Temer também se alinha ao interesse do mercado/empresários e, para pagar a conta do golpe, tenta empurrar goela abaixo dos brasileiros proposições como a precarização generalizada do trabalho, a terceirização indiscriminada e ilimitada de todos os serviços, a privatização das estatais e dos serviços públicos, o ataque aos direitos trabalhistas (diminuição de férias, 13º salário e outras propostas previstas também no PL 450/2015, que prevê o Simples Trabalhista), aumento da idade para se aposentar, redução dos benefícios previdenciários, reforma sindical sem a participação da classe trabalhadora e várias outras questões.
“A maioria dos projetos está na Comissão de Trabalho da Câmara, que tem uma composição menos pior. Entretanto, os parlamentares querem usar muito o pedido de urgência para tirar da comissão e levar direto ao plenário da Casa (onde está configurada uma maioria conservadora esmagadora), e aí fica mais difícil para a gente agir”. Mentira tem perna curta
Parcela considerável da sociedade brasileira, por convicção ou alienação, saiu às ruas para pedir o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Fora os conservadores extremistas (como os que se levantavam em favor da volta da ditadura) e a direita organizada, parte do público buscava, ainda que de forma equivocada, um Brasil melhor. Para o deputado federal do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), essas pessoas agora mostram “arrependimento e vergonha”.
“Alguns imaginavam que um novo governo seria ainda mais rigoroso na luta contra a corrupção e, quando eles viram, o Temer tinha nomeado metade dos ministérios com pessoas envolvidas em todo tipo de irregularidade. Outros foram às ruas porque acham que o Brasil tem muito imposto, e a primeira entrevista do Meirelles (Henrique Meireles, atual presidente do Banco Central) foi para defender a volta da CPMF e o aumento dos impostos. Outros acreditavam que era preciso um ministério de notáveis e, pela primeira vez, desde Geisel, nós temos um ministério só de homens ricos, brancos e sem representatividade, que extinguiu o Ministério da Cultura, que extinguiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Ministério da Igualdade Racial. Então ele (Temer) decepcionou muita gente que, agora, percebe o erro que cometeu. E essas gravações que vieram à tona (que escancaram a conspiração golpista) acabaram com qualquer ilusão. Alguns acharam que o Eduardo Cunha era o único que tinha interesses escusos e criminosos. Agora, está claro que o impeachment foi usado como moeda de troca para ganhar voto de deputados e senadores, oferecendo proteção (contra o Lava Jato e outras investigações), em um esquema típico de máfia”, diz o parlamentar, que também participou do Seminário “Projeto Temer – Ameaça aos Direitos Trabalhistas e Conquistas Sociais”, nessa segunda (30/5).
“O fascismo que estava calado por uma democracia formal vem com a força de uma correnteza”, ilustra a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).
Durante o seminário, os parlamentares lembraram que “o tempo é curto” para tentar interromper o golpe em curso. “O Temer quer ir à abertura das Olimpíadas como presidente, não como interino”, afirma Pimenta. Ele diz que, por isso, a intenção é de finalizar a segunda parte do processo de impeachment no Senado até o final de julho. Nos bastidores, as informações são de que o julgamento da presidenta poderá ser feito no dia 2 de agosto, bem antes do prazo máximo de 180 dias estabelecido na Constituição para finalizar o processo de impedimento. A força da classe trabalhadora
Na atividade dessa segunda-feira (30/5), a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, voltou a afirmar que “o golpe não é contra a presidenta ou o PT, mas contra o avanço dos direitos humanos, sociais, da classe trabalhadora”. Para ela, a única maneira de barrar esse golpe é com uma greve geral.
“Vamos parar nossas atividades até chegarmos à greve geral. Vamos parar o país e derrubar esse golpe de vez. Só vão nos ouvir quando pararmos tudo”, alerta a sindicalista. Ela informa que este processo vem sendo construído diariamente e terá como um dos marcos uma paralisação nacional no dia 10 de junho. Outros seminários
O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, lembra que haverá outros seminários formativos promovidos pela CUT Brasília, que serão casados com a luta cotidiana nas ruas. “Teremos o Seminário de Organização Sindical, com o tema “Organizar para resistir e avançar”, onde estaremos discutindo a construção de uma greve geral, caso permaneça a possibilidade de retirada de direitos da classe trabalhadora. Também teremos o Seminário de Finanças, o Jurídico e o de Previdência, uma vez que vários trabalhadores poderão ser prejudicados, seja com a instalação de uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria; com a desvinculação da aposentadoria ao salário mínimo, ou seja em relação aos trabalhadores rurais, que também correm o risco de ser penalizados”, diz Britto. Fonte: CUT Brasília