Servidores de Planaltina de Goiás rejeitam parcelamento de direitos e podem parar
Jornalista: Leticia
Os servidores públicos de Planaltina de Goiás rejeitaram em assembleia nesta quarta-feira (4) a proposta da prefeitura para parcelar o reajuste do piso nacional dos professores e dos salários do funcionalismo em 12 meses.
“Nós não aceitamos que o prefeito continue colocando culpa na crise econômica do país para justificar o não pagamento dos direitos dos trabalhadores. Os reajustes já estão atrasados e se referem a perdas passadas. Se a prefeitura não apresentar uma proposta descente nós vamos endurecer e se for preciso vamos entrar em greve”, afirma o vice-presidente do Sindiplag, Humberto Sampaio.
O reajuste piso nacional do magistério é de 11,36% e o do funcionalismo público é de 11,28%, de acordo com o INPC – Índice Nacional do Preço do Consumidor. Ambos reajustes eram para ter sido pagos aos servidores no inicio do ano.
De acordo com o Sindicato, já houve várias reuniões com a prefeitura e os trabalhadores deixaram claro desde o inicio que não aceitariam o parcelamento dos seus direitos. A última reunião ocorreu nessa terça-feira (2), onde a prefeitura alegou dificuldades financeiras e propôs o parcelamento dos reajustes em 12 vezes. Uma nova reunião entre o governo e o Sindicato deve acontecer nos próximos dias.
FSM 15 anos poderá indicar alternativas para a superação da crise mundial
Jornalista: Leticia
O Fórum Social Temático (FST) 2016 aconteceu num momento delicado da política brasileira.
O país passa por uma crise política, econômica e social e a democracia corre sérios riscos com pautas conservadoras vindas do Congresso Nacional e atacando países com governos progressistas. Direitos sociais e trabalhistas estão na mira de atores que representam a classe dominante.
Considerado por organizadores como potente e representativo, o FST, que aconteceu em Porto Alegre entre os dias 19 e 23 de janeiro, deixou forte marca contra as teses neoliberais do Fórum Econômico de Davos, encontro anual da elite mundial para discutir economia.
O FST é uma preparação para etapa mundial do Fórum Social Mundial (FSM) 15 anos, que acontece em Montreal, no Canadá, entre os dias 9 e 14 de agosto deste ano.
Porto Alegre reuniu milhares de representantes de movimentos sociais e sindicais, que afirmaram a luta pela democracia, contra o retrocesso e contra o golpismo na América Latina e no mundo.
Mais de 15 mil pessoas participaram da Marcha de Abertura, mais de 5.120 foram inscritos, houve 15 mesas de convergência, além de mais de 470 oficinas livres e, segundo o membro do Comitê Local do Fórum e presidente da CUT no Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, foi ainda promovida uma representativa assembleia dos movimentos sociais.
“O FSM foi e continua sendo o único espaço horizontal e plural, onde a diversidade do pensamento de esquerda se encontra, confraterniza e se fortalece”, explicou Claudir.
O resultado destes diálogos e articulação no FST foi uma Carta Compromisso com agendas comuns para as organizações.“Foram incorporadas 3 lutas gerais: enfrentar o rentismo, questionando o dreno da produtividade através do pagamento da sigilosa dívida pública, incluir no 1º de Maio de 2016 uma chamada latino americana em defesa da democracia e contra todas as formas de golpismo, e somar decisivamente na construção da Frente Brasil Popular em todas as cidades e locais de trabalho”, contou Claudir.
A carta também sinaliza outros desafios, como a luta pela desmilitarização da Policia Militar e a defesa dos direitos sociais e trabalhistas, que correm sérios riscos com essa onda conservadora.
Para a secretária de Finanças da CUT-RS, Vitalina Gonçalves, o FST 2016 foi uma atividade estratégica e cumpriu o papel de rearticulação dos movimentos sociais. “Mesmo com essa pluralidade, a carta do FST 2016 aponta para a necessidade dos Fóruns serem mais propositivos, com agendas e ações que unifiquem os diferentes movimentos, que se enfrente os adversários da classe trabalhadora, das democracias, dos direitos dos povos, de uma sociedade mais justa e humana, combatendo o capitalismo selvagem e escravizante”, afirmou Vitalina, que também é do Comitê Local do FSM.
Para o dirigente da CUT Nacional e também membro do Conselho Internacional do FSM, Rogério Pantoja, a proposição como resultado do Fórum é demanda da CUT desde 2001, quando ocorreu a sua primeira edição. Segundo ele, o momento exige mais ações coletivas.
“O capitalismo e o neoliberalismo avançam fortemente na América Latina depois de mais de uma década de governos populares e, além da crise migratória, temos a crise econômica mundial que atinge diretamente os trabalhadores. Não podemos nos dar ao luxo de gastarmos nossas energias durante um bom tempo somente para reflexões. Precisamos de ações concretas construídas coletivamente. Sabemos que não será fácil, mas temos que enfrentar esse desafio”, explicou Pantoja.
“Ao longo desses 15 anos, muitos movimentos sociais se afastaram ou flexibilizaram sua intervenção no Fórum Social Mundial devido ao espaço ser apenas reflexivo”, complementou o dirigente da CUT Nacional.
Segundo Pantoja, na reunião do Conselho Internacional, logo após o fim das atividades em Porto Alegre, se debateu muito isso e o resultado foi que, se o Fórum não possibilitar ações efetivas que vão além da reflexão, o FSM terá prazo de validade. “Avalio que se não avançarmos nesse sentido em Montreal, no Canadá, esse espaço corre o sério risco de se tornar sem importância para muitos movimentos sociais e inclusive para nós da CUT”, rebateu.
Segundo Claudir, o Comitê Organizador do Fórum no Canadá sentiu o quanto é positivo a participação ativa dos movimentos sociais e sindicais no FSM 15 anos. Para o dirigente, a atividade que acontecerá no Canadá será um grande desafio. “Os ares de Porto Alegre, no tocante à participação das organizações da sociedade civil, precisam chegar até o hemisfério norte. A CUT Nacional tem uma tarefa: incentivar que o sindicalismo canadense contribua para construir o Fórum pulsante e que aponte alternativas para superação da crise global”, finalizou.
Governo prepara nova reforma da Previdência; CUT rechaça
Jornalista: Leticia
O ano mal começou e as lutas para os(as) trabalhadores(as) já se apresentam. Na abertura do ano legislativo, na terça-feira (2), a presidente Dilma Rousseff defendeu em seu discurso no Congresso Nacional mais uma reforma da Previdência .
Em sua fala, Dilma atrelou a política fiscal à sustentabilidade do sistema previdenciário em um contexto de envelhecimento da população.
“Mantidas as regras atuais de aposentadoria, esse percentual tende a aumentar exponencialmente, diante do envelhecimento esperado da população brasileira. Um dado ajuda a explicitar nosso desafio: por exemplo, em 2050, teremos uma população em idade ativa similar à atual. Já a população acima de 65 anos será três vezes maior. E de hoje até lá, este será um processo que passará por uma vez maior, duas vezes maior até chegar a três vezes maior. Há várias formas de preservar a sustentabilidade da Previdência Social e vamos apresentar nossas propostas. E considerar as demais propostas em todos os foros de debate. Vamos dialogar com a sociedade para encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta exequível e justa para os brasileiros; uma proposta que aprimore as regras de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição, para que se ajustem, gradualmente, à expectativa de vida da população”, disse a presidente.
A fala da presidente dá margem a várias interpretações, como a de que a proposta do governo poderá abranger a equiparação de idade entre homens e mulheres para aposentadoria ou mesmo aumentar a idade para obtenção do benefício.
A proposta, se trouxer retrocessos como aumento da idade para a aposentadoria ou equiparação entre homens e mulheres do tempo de vida mínimo exigido para obter o benefício, será duramente combatida pela CUT.
“Propor algo assim é não se preocupar com as características do trabalhador brasileiro, que ingressa cedo na vida profissional, aos 14, 15 anos de idade. Se estabelecer a aposentadoria apenas por idade, vai fazer com que essas pessoas, justamente as mais pobres e que convivem com as piores condições de trabalho, precisem estar nas empresas durante 50 anos para obter esse direito. Não concordamos com essa reforma em hipótese alguma”, disse o presidente da Central, Vagner Freitas.
Para o coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF, Cláudio Antunes, não é possível defender mudanças que penalizem mais ainda o trabalhador.
De acordo com Cláudio, “o governo deve, sim, enfrentar outros debates, como a taxação das grandes fortunas, a criação de outra faixa de imposto de renda para ricos, por exemplo. O ajuste fiscal não pode comprometer direitos de subsistência do trabalhador, como a aposentadoria”, enfatizou.
Segundo Dilma, a proposta só será encaminhada ao Congresso após um amplo debate com a sociedade.
Leia também: Não faltam recursos e Previdência não precisa de reforma
Homenagem aos aposentados do trabalho, mas não da luta
Jornalista: sindicato
É comum que se associe a imagem de idosos à utilização de bengalas, costas curvadas e à condição de inabilidade. De acordo com a vice-coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Terceira Idade da Universidade de Brasília (Nepti), Keila Cristina da Cruz, essa relação entre a velhice e uma condição precária de vida, física ou psicológica é uma convenção equivocada. Ela tratou esse tema na palestra “Saúde, Lazer, Vida Saudável na Terceira Idade”, ministrada nesta quarta-feira (3), na quadra da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte, durante homenagem da CUT Brasília ao Dia dos Aposentados (24/1).
De acordo com Keila da Cruz, o Ministério da Saúde ressalta duas estratégias essenciais para viver de forma saudável a partir dos 60 anos: alimentação sadia e atividade física. Para uma boa alimentação, a pasta orienta que, diariamente, se faça pelo menos três refeições, evite refrigerantes e sucos industrializados, utilize pouco sal na comida, ingira pelo menos 2 litros de água, coma pelo menos três porções de frutas e legumes. “Entretanto, devemos nos adaptar aos nossos costumes. É preciso ter bom senso. Não se pode mudar radicalmente de vida se isso não nos prejudica”, avalia a vice-coordenadora do Nepti.
Já as atividades físicas, como caminhada, natação, dança, bicicleta, são importantes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhorar a postura e o equilíbrio, qualificar o perfil lipídico, reduzir quadros de dor e aumentar a qualidade do sono. Elas devem ser praticadas diariamente, pelo menos por 10 minutos.
Keila da Cruz alerta que é normal que o envelhecimento traga algumas perdas físicas, “mas temos que ficar atentos e não achar que tudo é normal”. Ela afirma que perda moderada da visão e da audição são questões mais comuns, mas podem ser acompanhadas e contidas. Já problemas como incontinência urinária, registrado em grande número em pessoas que têm 60 anos ou mais, “não é normal, caso não haja uma doença associada”. “A promoção do envelhecimento ativo é envelhecer mantendo a capacidade funcional e a autonomia”, destaca. A especialista em gerontologia destacou durante a palestra que os casos de doenças sexualmente transmitidas entre pessoas idosas vêm aumentando. “Esse número aumenta por vários motivos, mas o principal deles é a falta de prevenção. Não é porque estamos idosos que temos que parar de nos cuidar. Responsabilidade é a palavra certa”, destaca. Qualidade de vida
Na exposição, Keila da Cruz apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o tempo estimado de vida das pessoas no Brasil e no mundo. De acordo com os números mostrados, até duas décadas atrás, “o Brasil não era um país velho” (em 2015, a estimativa de vida era de 75 anos; na década de 1940, a idade de vida estimada das pessoas era de 45 anos). Este processo aconteceu em 20 anos e, por ser recente, atrapalhou o planejamento de ações políticas e culturais para idosos. Já em países como o Japão, o tempo para que a população fosse considerada idosa foi de, aproximadamente, cem anos (a expectativa de vida neste país é de 83 anos). “Temos uma legislação direcionada ao idoso impecável no papel, mas que não funciona na prática”, diz. Apesar de a configuração da sociedade ter mudado em pouco tempo, no que tange à idade, a vice-coordenadora do Nepti afirma que “ter qualidade de vida depende muito de cada um de nós”. Ela orienta que, principalmente a partir dos 60 anos, a pessoas devem intensificar as atividades que trazem prazer. “Qualidade de vida é um indicador de vida. Isso pode, por exemplo, ajudar na recuperação de uma doença. Em uma pesquisa que fizemos, os idosos relacionaram qualidade de vida a amor, amizade, independência, cabeça funcionando bem, dinheiro, espiritualidade”, relata.
A homenagem da CUT Brasília aos aposentados ainda contou com samba, comandada pelo intérprete e compositor, Renato dos Anjos, e feijoada. Mais de 150 aposentad@s de várias categorias compareceram à confraternização. Inativo é quem não luta Na abertura da homenagem ao Dia dos Aposentados (24/1), promovido pela CUT Brasília, o presidente da Central, Rodrigo Britto, lembrou que os trabalhadores aposentados, frequentemente, são alvo de tentativas de retiradas de direitos, mas, ao mesmo tempo, são inspiração para a luta de classe. “A partir da experiência de vocês, temos certeza que vamos avançar nas nossas lutas”, declarou.
Para o coordenador geral do sindicado dos trabalhadores técnico-administrativos da Universidade de Brasília – Sintfub, Mauro Mendes, que também participou da mesa de abertura da homenagem aos aposentados, “deve ser compromisso de todos e todas dar continuidade à luta dessa categoria”. “Tudo que temos é fruto da luta dos aposentados. São conquistas feitas a partir de enfrentamentos muito maiores que os nossos, devido a governos muito mais rígidos do que temos hoje. Eles enfrentaram a ditadura. Eles nos ensinaram a fazer a luta”, avalia.
A coordenadora da pasta de Assuntos dos Aposentados do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Silvia Canabrava, afirmou: “Apesar de estarmos aposentados, a luta não para aqui. Temos que continuar, marcar presença em todas as atividades das nossas entidades sindicais. Sem luta não há vitória. Para mantermos nossos direitos, temos que permanecer na luta”.
Emocionada, Silvia ainda lembrou a história de Isabel Portuguez, dirigente aposentada do Sinpro-DF que faleceu no final de 2015. “Quem deveria estar aqui era Isabel”, disse, atribuindo à importância da dirigente na construção de luta dos professores.
“Isabel mostrou que não há momento para parar”, completou Rosilene Corrêa, uma das coordenadoras do Sinpro-DF. Ela alertou: “Todos que aqui estão têm uma história de luta, e estando aqui comprovam que não querem interromper essa história. Não é porque eu me aposento que eu deixo de ter responsabilidade para construir um país e um mundo melhor”. Em homenagem à Isabel Portuguez, o Sinpro-DF veiculou durante o evento em homenagem aos aposentados um vídeo que mostra um pouco da trajetória da dirigente sindical. Ela ingressou na carreira do Magistério em 1969. E desde muito cedo iniciou militância em prol dos colegas de magistério e da classe trabalhadora. Baiana, Isabel iniciou sua carreira de professora lecionando em escolas da zona rural. A partir de 1979, a história de Isabel se entrelaça com a história de um dos mais importantes sindicatos do Brasil, o Sinpro-DF. Filiou-se à entidade no mesmo ano de sua fundação. Durante mais de 36 anos, Isabel contribuiu para a construção e a consolidação do sindicato. Em 1991, Isabel se aposentou encerrando a carreira como diretora da Escola Classse 409 Norte. Desde então, a valorosa companheira se engajou ainda mais no Sinpro-DF, liderando o segmento dos aposentados e chegando a participar da diretoria por 15 anos ininterruptos. Fonte: CUT Brasília
Homenagem aos aposentados do trabalho, mas não da luta
Jornalista: Leticia
É comum que se associe a imagem de idosos à utilização de bengalas, costas curvadas e à condição de inabilidade. De acordo com a vice-coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Terceira Idade da Universidade de Brasília (Nepti), Keila Cristina da Cruz, essa relação entre a velhice e uma condição precária de vida, física ou psicológica é uma convenção equivocada. Ela tratou esse tema na palestra “Saúde, Lazer, Vida Saudável na Terceira Idade”, ministrada nesta quarta-feira (3), na quadra da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte, durante homenagem da CUT Brasília ao Dia dos Aposentados (24/1). De acordo com Keila da Cruz, o Ministério da Saúde ressalta duas estratégias essenciais para viver de forma saudável a partir dos 60 anos: alimentação sadia e atividade física. Para uma boa alimentação, a pasta orienta que, diariamente, se faça pelo menos três refeições, evite refrigerantes e sucos industrializados, utilize pouco sal na comida, ingira pelo menos 2 litros de água, coma pelo menos três porções de frutas e legumes. “Entretanto, devemos nos adaptar aos nossos costumes. É preciso ter bom senso. Não se pode mudar radicalmente de vida se isso não nos prejudica”, avalia a vice-coordenadora do Nepti.
Já as atividades físicas, como caminhada, natação, dança, bicicleta, são importantes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhorar a postura e o equilíbrio, qualificar o perfil lipídico, reduzir quadros de dor e aumentar a qualidade do sono. Elas devem ser praticadas diariamente, pelo menos por 10 minutos.
Keila da Cruz alerta que é normal que o envelhecimento traga algumas perdas físicas, “mas temos que ficar atentos e não achar que tudo é normal”. Ela afirma que perda moderada da visão e da audição são questões mais comuns, mas podem ser acompanhadas e contidas. Já problemas como incontinência urinária, registrado em grande número em pessoas que têm 60 anos ou mais, “não é normal, caso não haja uma doença associada”. “A promoção do envelhecimento ativo é envelhecer mantendo a capacidade funcional e a autonomia”, destaca.
A especialista em gerontologia destacou durante a palestra que os casos de doenças sexualmente transmitidas entre pessoas idosas vêm aumentando. “Esse número aumenta por vários motivos, mas o principal deles é a falta de prevenção. Não é porque estamos idosos que temos que parar de nos cuidar. Responsabilidade é a palavra certa”, destaca. Qualidade de vida Na exposição, Keila da Cruz apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o tempo estimado de vida das pessoas no Brasil e no mundo. De acordo com os números mostrados, até duas décadas atrás, “o Brasil não era um país velho” (em 2015, a estimativa de vida era de 75 anos; na década de 1940, a idade de vida estimada das pessoas era de 45 anos). Este processo aconteceu em 20 anos e, por ser recente, atrapalhou o planejamento de ações políticas e culturais para idosos. Já em países como o Japão, o tempo para que a população fosse considerada idosa foi de, aproximadamente, cem anos (a expectativa de vida neste país é de 83 anos). “Temos uma legislação direcionada ao idoso impecável no papel, mas que não funciona na prática”, diz. Apesar de a configuração da sociedade ter mudado em pouco tempo, no que tange à idade, a vice-coordenadora do Nepti afirma que “ter qualidade de vida depende muito de cada um de nós”. Ela orienta que, principalmente a partir dos 60 anos, a pessoas devem intensificar as atividades que trazem prazer. “Qualidade de vida é um indicador de vida. Isso pode, por exemplo, ajudar na recuperação de uma doença. Em uma pesquisa que fizemos, os idosos relacionaram qualidade de vida a amor, amizade, independência, cabeça funcionando bem, dinheiro, espiritualidade”, relata.
A homenagem da CUT Brasília aos aposentados ainda contou com samba, comandada pelo intérprete e compositor, Renato dos Anjos, e feijoada. Mais de 150 aposentad@s de várias categorias compareceram à confraternização. Inativo é quem não luta Na abertura da homenagem ao Dia dos Aposentados (24/1), promovido pela CUT Brasília, o presidente da Central, Rodrigo Britto, lembrou que os trabalhadores aposentados, frequentemente, são alvo de tentativas de retiradas de direitos, mas, ao mesmo tempo, são inspiração para a luta de classe. “A partir da experiência de vocês, temos certeza que vamos avançar nas nossas lutas”, declarou.
Para o coordenador geral do sindicado dos trabalhadores técnico-administrativos da Universidade de Brasília – Sintfub, Mauro Mendes, que também participou da mesa de abertura da homenagem aos aposentados, “deve ser compromisso de todos e todas dar continuidade à luta dessa categoria”. “Tudo que temos é fruto da luta dos aposentados. São conquistas feitas a partir de enfrentamentos muito maiores que os nossos, devido a governos muito mais rígidos do que temos hoje. Eles enfrentaram a ditadura. Eles nos ensinaram a fazer a luta”, avalia. A coordenadora da pasta de Assuntos dos Aposentados do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Silvia Canabrava, afirmou: “Apesar de estarmos aposentados, a luta não para aqui. Temos que continuar, marcar presença em todas as atividades das nossas entidades sindicais. Sem luta não há vitória. Para mantermos nossos direitos, temos que permanecer na luta”.
Emocionada, Silvia ainda lembrou a história de Isabel Portuguez, dirigente aposentada do Sinpro-DF que faleceu no final de 2015. “Quem deveria estar aqui era Isabel”, disse, atribuindo à importância da dirigente na construção de luta dos professores.
“Isabel mostrou que não há momento para parar”, completou Rosilene Corrêa, uma das coordenadoras do Sinpro-DF. Ela alertou: “Todos que aqui estão têm uma história de luta, e estando aqui comprovam que não querem interromper essa história. Não é porque eu me aposento que eu deixo de ter responsabilidade para construir um país e um mundo melhor”. Em homenagem à Isabel Portuguez, o Sinpro-DF veiculou durante o evento em homenagem aos aposentados um vídeo que mostra um pouco da trajetória da dirigente sindical. Ela ingressou na carreira do Magistério em 1969. E desde muito cedo iniciou militância em prol dos colegas de magistério e da classe trabalhadora. Baiana, Isabel iniciou sua carreira de professora lecionando em escolas da zona rural. A partir de 1979, a história de Isabel se entrelaça com a história de um dos mais importantes sindicatos do Brasil, o Sinpro-DF. Filiou-se à entidade no mesmo ano de sua fundação. Durante mais de 36 anos, Isabel contribuiu para a construção e a consolidação do sindicato. Em 1991, Isabel se aposentou encerrando a carreira como diretora da Escola Classse 409 Norte. Desde então, a valorosa companheira se engajou ainda mais no Sinpro-DF, liderando o segmento dos aposentados e chegando a participar da diretoria por 15 anos ininterruptos.
Em greve há 14 dias, servidores de Formosa realizam carreata
Jornalista: Leticia
Servidores públicos de Formosa, em greve há 14 dias, realizaram nesta segunda-feira (1), uma carreata pelos principais pontos da cidade.
Centenas de pessoas participaram do movimento em prol dos trabalhadores, que reivindicam seus direitos não pagos desde 2014, além do reajuste salarial referente à data-base/2016.
O objetivo da carreata era estabelecer um diálogo com a população sobre a importância da greve, além de cobrar agilidade dos governantes locais para negociação e resolução do problema.
De acordo com Nilza Cristina, secretária de Formação da CUT Brasília e dirigente do Sinpro-DF , as iniciativas de diálogo com os trabalhadores e com a população vêm gerando resultados positivos. “A cada encontro a população abraça ainda mais a causa dos servidores. Com o apoio da população alcançaremos a vitória”.
O próximo ato da greve acontece nessa quarta-feira (03). Será realizada uma Assembleia às 14h, na Praça da Prefeitura Municipal de Formosa.
Ato une sindicatos de Goiás e do país contra OS na Educação
Jornalista: Leticia
O Ato Nacional contra as OS (Organizações Sociais) na Educação, promovido em Goiânia pelo Sintego e pela CNTE mobilizou 27 sindicatos e entidades locais e do restante do país. Com apoio do CUT, Stiueg, MST, MCP e outras centrais, a manifestação, que ocorreu nesta terça-feira (2), no Coreto da Praça Cívica, transformou-se também em ato contra a privatização da Celg (Centrais Elétricas de Goiás).
Presidenta do Sintego, Bia de Lima diz que a presença de sindicatos de professores de todo país é uma demonstração de que há a preocupação real de que as OS representam a destruição das carreiras dos professores e o fim da educação pública no país inteiro. “A questão é muito séria e nós estamos aqui com esse ato nacional para esclarecer não apenas para Goiás, mas todo o Brasil que é preciso que os recursos públicos da educação sejam investidos diretamente nas escolas públicas”, afirma. Durante o ato, realizado entre as 9h e as 13h, o secretário de Governo de Goiás, Henrique Tibúrcio, iniciou conversas com uma delegação formada pelo Sintego, tendo a presidenta Bia de Lima à frente, com a participação de José Valdir Misnerovicz, coordenador do MST em Goiás, Washington Fraga e João Maria, diretores do Stiueg, o presidente da CUT-GO, Mauro Rubem, a presidenta da CTB-GO, Ailma Maria Oliveira, a presidenta do SindSaúde, Flávia Barbosa e Marta Vaneli, secretária-geral da CNTE e integrante do Fórum Nacional de Educação. Os sindicalistas pediram que Tibúrcio promova uma audiência das entidades com o governador para tratar da questão das OS e da privatização da Celg. Apoio nacional
A CUT Brasília, o Sinpro-DF e sindicatos de servidores municipais do entorno também participaram do Ato em Goiânia. O secretário-geral da CUT Brasília, também professor da rede pública no GDF, Rodrigo Rodrigues, entende ser equivocada a ideia de entrega da administração da escola pública ao setor privado. “Os recursos da educação pública não podem ser geridos pelo setor privado nem as políticas educacionais podem ser pulverizadas conforme os interesses de cada Organização Social. O Estado não pode abrir mão de sua responsabilidade com a educação pública e entregar, por fim, a educação da população e dos filhos dos trabalhadores aos setores que visam aos lucros”, afirma o dirigente CUTista. João Almeida, direitor de Comunicação do Sintese (SE), vê as OS na Educação como um movimento muito perigoso, por passar dinheiro da Educação para empresas privadas e por fragilizar o movimento sindical. “Na medida em que o governo privatiza e contrata trabalhadores sem concurso, está-se fragilizando o movimento sindical. Este é um modelo que querem levar para o Brasil inteiro, e por esta razão o Estado do Sergipe está aqui prestando solidariedade às trabalhadoras de Goiás e lutando para que não se implemente este modelo”, declara. Marilda de Almeida, diretora do Sind-UTE (MG), frisa que os professores mineiros passaram por muitas lutas com os governos do PSDB, idênticas as que os professores de Goiás estão passando. “Somos contra toda e qualquer privatização da educação, não só no Estado de Goiás, mas em todo Brasil. Infelizmente , Goiás está sendo pioneiro nesta privatização e por isto viemos nos solidarizar aos trabalhadores Goiás”, informa. Segundo Marilda, a luta contra as OS exige união de forças entre pais, alunos, professores, movimentos sociais, todos contra a privatização. “A união em Minas Gerais foi fundamental para as nossas lutas serem vitoriosas, e Goiás será vitorioso com certeza”, registra. Denivaldo Alves, diretor do SAE-DF, lembra que a proposta de implantação das OS em Goiás está chegando também ao Distrito Federal. Ele adverte também para outro risco: a PLC 30 que tramita no Congresso Nacional e pode levar à terceirização e precarização de todo o serviço de ensino público. “Estamos aqui, solidários ao Sintego porque entendemos a angústia dos trabalhadores de Goiás pois estamos passando por isto em Brasília também, onde o governador Rollemberg também inicia processo de transferência da gestão da saúde e das escolas para essas OSs”, garante. Protesto dos estudantes
Sobre a ocupação das escolas goianas por estudantes, Bia de Lima ressaltou que o Sintego apoia o movimento, e chamou os alunos de corajosos. “Nós estamos ao lado dos alunos e achamos que essa iniciativa é uma aula de cidadania. Mas o Sintego entende que é preciso iniciar as aulas, para não prejudicar o ano letivo, e por isso, dizemos aulas sim, OS’s não”. Para a CNTE, é importante pressionar o governo a recuar, como fez o governo de São Paulo. “Esta manifestação teve a ampla participação dos alunos e educadores. Pedimos que a medida seja
discutida ao longo de 2016 com cada escola. Exigimos a suspenção da privatização”, conta Marta Vanelli, secretária geral da CNTE.
Nove representantes da CNTE estiveram presentes no ato: Marta Vanelli, secretária geral; Edmílson Lamparina, secretário de funcionários; Iêda Leal, secretária de combate ao racismo; Joel de Almeida, secretário de imprensa e divulgação; Marilda Araújo, secretária de organização; e os secretários executivos Alvísio Jacó, Berenice Jacinto, Lirani Franco e Paulina Almeida.
CUT não apoiará aumento da idade para aposentadoria
Jornalista: Leticia
Em discurso de abertura do ano de trabalho do Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff citou que deve encampar uma reforma na Previdência Social.
A medida, se trouxer retrocessos como aumento da idade para a aposentadoria ou equiparação entre homens e mulheres do tempo de vida mínimo exigido para obter o benefício, será duramente combatida pela CUT.
Durante encontro dos secretários da Executiva Nacional da CUT nesta terça-feira (2), em São Paulo, o presidente da Central reforçou que a classe trabalhadora não aceitará uma reforma pensada pura e simplesmente para agradar o mercado.
“Propor algo assim é não se preocupar com as características do trabalhador brasileiro, que ingressa cedo na vida profissional, aos 14, 15 anos de idade. Se estabelecer a aposentadoria apenas por idade, vai fazer com que essas pessoas, justamente as mais pobres e que convivem com as piores condições de trabalho, precisem estar nas empresas durante 50 anos para obter esse direito. Não concordamos com essa reforma em hipótese alguma”, disse.
Vagner também cobrou que a discussão seja levada para o Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social, espaço criado exatamente para tratar de questões como essa.
“O governo tem que trazer suas propostas é para esse espaço, se não, qual a utilidade desse ambiente, se não é para debater com a sociedade? Lá também vamos levar nossas ideias, porque também queremos reformar, mas com a implementação de mecanismos que peguem os sonegadores e fortaleçam a Seguridade Social no Brasil, que não é deficitária, e engloba a Previdência (leia mais ao final do texto)”, falou. Crédito não pode estar isolado
O dirigente falou ainda das medidas anunciadas em janeiro e que liberam R$ 83 bilhões para economia. No pacote estão pontos como uma linha de refinanciamento do Finame (Programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos) e do PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) que, juntos, contarão com R$ 32 bilhões.
Ele elogiou esta mudança de rumo do governo, mas disse que a ação não pode estar isolada e deve obedecer a critérios como baixa taxa de juros e tempo limitado de execução.
“Com Levy (Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda) isso não aconteceria, porque ele acredita em arrocho, cortes e recessão. Achamos que a medida é boa, mas tem de vir acompanhada de outras mudanças para que a economia responda, como a diminuição da taxa Selic e programas de geração de emprego e renda, a médio e curto prazo. Projetos que sinalizem uma perspectiva de retomada do desenvolvimento, como foi o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, falou.
Citado por Vagner, o especialista em dívidas públicas Amir Khair também defende que os R$ 17 bi para o consignado é um valor pouco expressivo e representam 1,7% do consumo das famílias e 2,5% do total de volume de crédito na economia para o segmento empresarial.
Além disso, disse o dirigente, é preciso que a proposta dure no máximo dois anos e a taxa de juros seja abaixo de 3,5%. De acordo com dados apresentados pela diretora Executiva da CUT, Juvândia Moreira Leite, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a taxa de juros média do setor público é de 1,9%, contra 3,5% no setor privado.
Caso o patamar fique alto, não resolve o endividamento da classe trabalhadora, porque não permite trocar uma dívida por outra com taxas mais baixas e não libera mais recurso para que o trabalhador possa adquirir novos bens, por exemplo.
Aposentados protestam contra calote do GDF em encontro de 20 governadores
Jornalista: Leticia
Os governadores de 20 estados que participam de uma reunião na residência oficial de Águas Claras estão sendo recebidos na tarde desta segunda-feira (1º/2) por uma comitiva de boas-vindas formada por professores aposentados acusam o anfitrião do evento, Rodrigo Rollemberg (PSB), de calote.
Com faixas escritas “Rollemberg caloteiro, eu quero meu dinheiro”, os docentes cobram o pagamento das pecúnias da licença-prêmio de cerca de 400 educadores, que não receberam o benefício entre junho e novembro de 2015.
Na semana passada, eles fizeram um protesto em frente ao Palácio do Buriti. Segundo o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), o GDF informou que as três parcelas do benefício só poderiam ser quitadas a partir de março. A categoria alega que no ano passado o governo fez um acordo de que as dívidas seriam pagas em dezembro.
Ainda de acordo com o Sinpro-DF, o GDF não reconhece as dívidas de agosto a novembro. “Eles dizem que vão pagar junho e julho em março, mas afirmam que não há previsão dos outros meses”, afirmou Cláudio Antunes, diretor de Imprensa do sindicato.
Segundo ele, o problema pode gerar uma nova greve na rede pública de ensino. “Toda a categoria está mobilizada. A preocupação da categoria é grande. As aulas voltam dia 29 e esperamos que a situação se resolva até lá. Até 4 de fevereiro teremos nova assembleia para tratar desse assunto”, completou Antunes.
Governo se mantém intransigente e sem terras continuam ocupações
Jornalista: Leticia
Trabalhadores sem terra ligados à FNL (Frente Nacional de Luta Campo e Cidade) iniciaram nesta segunda-feira (1º/2) o Carnaval Vermelho. Milhares de pessoas realizam ocupações de prédios públicos e acampamentos no DF e em outros 12 estados para exigir reforma agrária e moradia popular urbana, entre outros pontos. Entretanto, em nota, o governo afirmou que não receberá os trabalhadores enquanto as ações continuarem. “Vamos resistir”, respondeu o dirigente da FNL, Carlos Lopes.
No DF, estão ocupados desde as 6h a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o prédio onde funciona a Superintendência Regional do Instituto. Também foi ocupado, por volta das 10h, o Ministério das Cidades. Antes de entrarem na pasta, os sem terra realizaram marcha desde a Terracap (Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal), uma caminhada de cerca de 5 Km.
O acampamento da FNL foi montado em frente ao Ministério do Desenvolvimento e reúne, segundo dirigentes da Frente, 600 pessoas. Eles afirmam que, ao todo, ocupações e acampamento reúnem cerca de 2 mil trabalhadores.
“Há anos reivindicamos terra e trabalho, mas não obtivemos resposta concreta alguma. Enquanto isso, milhares de famílias estão acampadas nas beiras de rodovias de todo o país esperando uma solução daqueles que deviam nos representar”, ressalta o dirigente estadual da FNL, Severiano de Oliveira, coordenador da ocupação na sede nacional do Incra.
Em 2015, o governo federal prometeu assinar 100 decretos de desapropriação de terras para assentar milhares de famílias que vivem em acampamentos, mas até o momento nada ocorreu.
“Ano passado tivemos 15 reuniões em vários órgãos do governo e ainda não houve avanços, somente promessas. Por isso, hoje não estamos dispostos a ouvir mais promessas, queremos uma solução”, afirmou a dirigente nacional da FNL, Petra Magalhães. A dirigente ressaltou que não há previsão para os protestos se encerrarem e “à medida que o tempo for passando e não houver o atendimento das reivindicações, o movimento será intensificado e ampliado”.
De acordo com nota divulgada pela FNL, existem 1.878 fazendas com mais de 10 mil hectares, somando 23 milhões de hectares de terras improdutivas que podem ser desapropriadas para a reforma agrária.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão: o assentamento imediato das famílias acampadas; desapropriação dos latifúndios improdutivos; imissão na posse das áreas já desapropriadas (tomar posse); demarcação imediata das terras indígenas; fim da PEC 215 (que transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas) e o reconhecimento dos quilombolas e seus territórios em todo o Brasil. Intransigência
Em nota endereçada aos superintendentes do Incra, em resposta às ocupações dos trabalhadores sem terra, a assessoria de comunicação do órgão afirma que a orientação “expressa” da presidenta do Instituto, Maria Lúcia de Oliveira Falcón, é que “só haja negociação mediante desocupação dos prédios”. A nota ainda afirma que as superintendências ocupadas “devem ingressar em juízo com pedidos respectivos de reintegração de posse do imóvel”.
“Vamos permanecer mobilizados e manter as ocupações até que nossa pauta seja atendida. Não aceitaremos viver sob estes desmandos. Se o governo quer radicalizar, mais radical será aquele que vive debaixo de uma bandeira vermelha”, afirmou o dirigente da FNL, Carlos Lopes.