Rodoviários param quarta (16) por segurança e contra o golpe

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL/CUT) e seus sindicatos filiados, incluindo o Sindicato dos Rodoviários de Brasília, estão convocando para a próxima quarta (16) um protesto nacional dos trabalhadores em transportes públicos (motoristas, rodoviários, cobradores e agentes de bordo). A manifestação é por segurança e emprego e contra o golpe da direita à democracia.
A mobilização acontecerá em Brasília entre 4h e 8h, na próxima quarta (16), com paralisação durante esse período de 4 horas de todas as empresas de ônibus do Distrito Federal. O movimento ocorrerá, conforme anuncia a CNTTL/CUT, no transporte público em Maceió (AL), Cascavel (PR), Feira de Santana e Salvador (BA), Guarulhos e Sorocaba (SP), Juiz de Fora (MG), Maringá (PR), Natal (RN), e em diversas outras cidades do país. Os protestos nas outras localidades fora de Brasília se realizam entre à 0h e 9h de quarta e foram comunicados aos empresários e responsáveis do setor com 72 de horas de antecedência, respeitando a legislação.
rodoviarios_greve_862Segundo informa o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Brasília, Jorge Farias, o protesto cobrará mais segurança no transporte público coletivo municipal, intermunicipal e rodoviário, que é de responsabilidade dos municípios e dos governos estaduais; pelo posto de trabalho do cobrador ou a obrigatoriedade de ter um segundo trabalhador no interior dos ônibus dos setores urbanos e suburbanos; e pela defesa da democracia e contra a tentativa injustificada e golpista de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Insegurança
O presidente da CNTTL/CUT e do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba, Paulo João Estausia, Paulinho, disse que a segurança pública foi esquecida pelos governadores e prefeitos, empresários e legisladores, e os trabalhadores têm sido alvos de assaltos à mão armada e de ataques covardes de queima de ônibus.  ”No dia 1º de dezembro, em Porto Alegre nove ônibus e um micro-ônibus foram incendiados e um motorista sofreu ferimentos leves. Outro caso de violência aconteceu em Jataí (Goías), no dia 2, onde sete ônibus, dois caminhões foram incendiados”, relata Paulinho.
Garantia do cobrador/ agente de bordo no veículo
Paulinho explica que a CNTTL não é contra os avanços tecnológicos, mas que é necessário para a prestação de um bom e seguro serviço a presença de mais um trabalhador no interior dos ônibus para auxiliar o motorista e a população.
“É fundamental ter uma segunda pessoa no ônibus para auxiliar os passageiros durante a viagem do coletivo. O motorista tem que prestar atenção no trânsito, não pode ficar dando troco e cuidando dos problemas que ocorrem no interior dos ônibus. Por isso, entendemos que é necessário o segundo trabalhador, que pode ser o cobrador ou o agente de bordo. Hoje é proibido fazer outra função em movimento, portanto, dirigir e cobrar ao mesmo tempo é inviável e inseguro ao passageiro””, explica Paulinho.
Graças à luta do Sindicato dos Rodoviários, em Sorocaba e Votorantim foi criada a função “agente de bordo”, trabalhador responsável em ajudar os idosos e as pessoas com deficiência dentro do ônibus. A medida acabou com os assaltos e assédios.
Já em Guarulhos, uma parceria do Sindicato com o prefeito Sebastião Almeida (PT) proibiu a dupla função nas linhas intermunicipais. Mas o problema continua nas linhas intermunicipais (EMTU), que são de responsabilidade do governo do Estado de São Paulo.
Não ao golpe
O protesto nacional dos trabalhadores em transportes também defenderá a democracia e contra qualquer tentativa de golpe. “Para nós, essa tentativa de  impeachment, aprovada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, contraria interesses dos trabalhadores e caminha na contramão da democracia. Não vamos aceitar nenhuma tentativa de impeachment contra a presidenta Dilma”, frisa.
“Temos obrigação de nos mexer, de protestar, mostrar a todos os trabalhadores e à população o grave risco que corrermos com o golpe que está sendo impetrado pela direita no país. Se não formos às ruas, vamos retroceder aos anos 60 e 70, da ditadura militar. Não podemos permitir a essa elite econômica nos derrotar e nos atropelar com golpe contra a democracia e nossos direitos”, conclama Marcos Junio, secretário de Comunicação da CUT Brasília e dirigente do Sindicato dos Rodoviários de Brasília.
A CNTTL/CUT também definirá uma agenda de lutas que envolverá a participação dos demais modais filiados: ferroviário, metroviário, moto-táxi, portuário, marítimo, fluvial, viário e aéreo em todo o País.

Dois mil jovens do país formulam o Plano Nacional da Juventude

Desta quarta (16) até sábado (19), o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, recebe a 3ª Conferência Nacional de Juventude- Conjuve.  Com o tema “As Várias Formas de Mudar o Brasil”, a Conferência recebe dois mil delegados e delegadas de todos os estados, jovens eleitos nas etapas presenciais e digital, que representarão as reivindicações e movimentos da juventude brasileira. Os debates, que servirão de subsídio para a formulação do Plano Nacional de Juventude, contam com a participação da Central Única dos Trabalhadores, que terá uma tenda no evento onde promoverá palestras, discussões e apresentações culturais.
“A Conferência é um momento muito importante, pois além da formulação do Plano Nacional de Juventude, existe uma grande representatividade nas demandas apresentadas, uma vez que as discussões são realizadas desde o nível municipal e estadual até chegarem ao Governo Federal”, explica a secretária nacional de Juventude da CUT, Edjane Rodrigues.
Promovida pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a Conferência já reuniu cerca de 600 mil pessoas de todo o Brasil entre junho e novembro.
Nesta quarta-feira (16), a cerimônia da abertura contará com a presença da ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, ao lado do secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, e do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Daniel Souza. Após a abertura acontecerá um grande encontro dos jovens com o ex-presidente e atual senador uruguaio, José Pepe Mujica, e a presidenta Dilma Rousseff.
“A presença de Mujica e da presidenta Dilma reforça a celebração de valores de participação política, respeito às diversidades e desconstrução de preconceitos, principais objetivos da Conferência”, afirma o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina. “Desde o início do processo, quando apostamos na eleição de delegados por um aplicativo, a Conferência mostrou-se inovadora e potente. É por isso que, além dos atos e debates políticos, teremos uma grande mostra cultural que trará 250 jovens do país”, completa o secretário.
“A tenda da CUT tem o objetivo de promover e incentivar debates que são tão caros à nossa juventude, como Trabalho, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Raça e Gênero. Acreditamos que a Conferência é antes de tudo um evento que promove a unidade entre a sociedade civil e os movimentos sociais em diálogo com o Governo, um espaço que foi construído a partir de muita luta dos jovens a fim de trazer melhorias que muitas vezes são invisíveis para o restante da população”, afirma a secretária Nacional da CUT, Edjane Rodrigues.
Ao longo da programação haverá uma mostra artística, cultural e científica selecionada por meio da chamada pública “Manifesta”, que traz uma grande diversidade de shows, oficinas, pesquisas, materiais audiovisuais e danças produzidas por jovens de todo o Brasil. A primeira noite da Conferência, misturando-se com as atividades propostas pelos jovens, contará com show do rapper Emicida e de convidadas como as rappers Karol Conká e Drik Barbosa, além do MC Rico Dalasam.
“É extremamente necessária essa integração e todo o processo da Conferência, tanto para levar as demandas específicas quanto para politizar e integrar a juventude do nosso país, que já está nas ruas e precisa estar cada vez mais para enfrentar o conservadorismo de parte da sociedade brasileira, que criminaliza os jovens e os movimentos sociais, comprometendo seriamente o futuro e a democracia do nosso país”, conclui Edjane Rodrigues.
Confira a programação do 3ª Conferência Nacional da Juventude

CUT denunciará golpismo nas ruas nesta quarta-feira (16)

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) denunciará nas ruas do País, nesta quarta-freira, 16, a tentativa de golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Aceito no último dia 02 de dezembro pelo presidente do Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), com apoio do PSDB, o impeachment tem um objetivo claro: golpe para retirar os direitos da classe trabalhadora e afrontar a democracia.
Representantes de várias entidades como CUT, CTB, Intersindical, MST, UNE, CONEN e MTST formam o bloco contra o retrocesso e por mais direitos. É a maior unidade das forças progressistas, de esquerda, desde 1992.
A CUT chama os trabalhadores e as trabalhadoras do campo e da cidade, e todos os movimentos sociais, cidadãos e cidadãs para tomar as ruas contra o ódio e a intolerância e desmarcar o golpismo.
 
Confira os atos pelos estados no dia 16/12.
Amazonas
Em Manaus, concentração às 15h na Rua 10 de Julho, ao lado do Teatro Amazonas (na Praça São Sebastião)
Amapá
Ato em Macapá, na Praça das Bandeiras, às 17h,
Bahia
Em Salvador, a concentração será a partir das 14h, na Praça do Campo Grande, e saída às 15h.
Brasília
Concentração às 16 horas no Estacionamento do Estádio Mané Garrincha.
Ceará
Em Fortaleza, a concentração será às 14h – na  Praça da Bandeira e caminhada até a Praça do Ferreira , onde termina o ato.
Goiás
Em Goiânia, o ato começa às 15h, em frente a Assembleia Legislativa
Maranhão
Em São Luís, ato às 15h na Praça João Lisboa, com caminhada pelo centro comercial.
Mato Grosso do Sul
Panfletagem nos dias 14 e 15 de dezembro nos pontos de movimento da cidade. Ato dia 16 de dezembro na Praça Ari Coelho, às 16h com movimentos sociais.
Minas Gerais
Em Belo Horizonte, às 14h, reunião na Escola de Direito (Contra o Golpe) com políticos, intelectuais e com a presença do  governador. Por volta das 16h – concentração na Praça Sete. Logo em seguida, caminhada até a Praça da Estação.
Paraíba
O ato começa às 16h, na Praça da Independência, em João Pessoa.
Paraná
O ato será em Curitiba e a concentração começa às 17h, na Praça Santos Andrade.
Pernambuco
Em Recife, a concentração é às 15h, na Praça Oswaldo Cruz, e passeata até o Monumento Tortura Nunca Mais.
Rio de Janeiro
Às 16h, show na Cinelândia, com vários artistas – intercalando falas, música e vídeos de artistas.
 
Rio Grande do Norte
Natal
Segunda (14/12)
Contra golpe da cultura e da comunicação, às 19h, no Barracão do Clows – Comitê de Cultura e Comunicação.
Terça (15/12)
Panfletagem no portão do Campus Central do IFRN, entre 11h30 e 13h30 – Comitê IFRN.
Blitz de mobilização das 09h às 14h, no Centro de Convivência da UFRN – Comitê UFRN
Quarta (16/12)
Ato na UFRN contra o golpe às 11h, em frente ao restaurante da APURN, no Centro de Convivência da UFRN – Comitê UFRN.
Grande ato do Dia Nacional de Mobilização da Frente Brasil Popular, com concentração a partir das 15h, no Midway Mall
Mossoró/RN
Segunda (14/12)
Plenária da FBP, às 17h, na sede do SECOM.
Quarta (16/12)
Grande ato do Dia Nacional de Mobilização da Frente Brasil Popular, a partir das 15h, na Presidente Dutra, ao lado da Igreja de São Manoel.
Sexta (18/12):
Ato cultural da Frente Brasil Popular, às 20h, na Sede do PT. “Vermelho é a cor mais quente”.
 
Rio Grande Sul
A CUT no Estado com a Frente Brasil Popular farão um grande ato dia 16 as 17 horas na Esquina Democratica.
Santa Catarina
O Ato será fortalecido em Florianópolis – às16 horas – em frente a ALESC. Reunião da Frente hoje (14) à tarde para organizar e mobilizar.
São Paulo
A concentração será às 17h no Vão Livre do Masp. A caminhada vai até a praça da República, onde fica o prédio da secretaria de educação do governo estadual.
 

Dia 16 Brasília vai dizer “não ao golpe”

As tentativas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de seus aliados da direita de soterrar a democracia a qualquer custo estão sendo embarreiradas pela ampla mobilização do povo brasileiro. No próximo dia 16, quarta-feira, mais uma ação dirá claramente “Não ao golpe” no Distrito Federal e em outros estados do Brasil. Aqui em Brasília, a concentração para o grande Ato em Defesa da Democracia será às 16h, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha.
A ação é convocada pela CUT e por diversos movimentos populares e outras centrais sindicais. Para as entidades, o atual cenário nacional de ataques do conservadorismo e pedido de impeachment da presidente Dilma exige que a população se mobilize para que se defenda a democracia, a vontade popular expressa nas urnas, se exija Fora Cunha e não haja retrocessos sociais, políticos e econômicos, afetando os direitos e interesses da classe trabalhadora.
Mesmo sem qualquer fato ou decisão da presidenta Dilma Rousseff que configure crime de responsabilidade, no dia 2 de dezembro, Eduardo Cunha acatou pedido de abertura de impeachment contra a presidenta. Curiosamente, a decisão do parlamentar foi tomada poucas horas depois de o PT afirmar que não acobertaria Cunha no processo de cassação no qual é alvo no Conselho de Ética da Câmara. Cunha foi pego por não declarar suas contas milionárias no exterior e mentir em depoimento à CPI da Petrobras em março.
“Além do jogo político escuso e de interesse próprio, por trás do pedido de impeachment de Dilma Rousseff está a vontade da direita, derrotada nas urnas, de voltar ao poder por atalhos golpistas. Incomoda ver a ascensão dos trabalhadores e das trabalhadores. Para os megaempresários, banqueiros, ruralistas, oportunistas religiosos, representados em peso na Câmara dos Deputados e no Senado, a classe trabalhadora tem que ser sempre explorada, subjugada; o povo tem que ser oprimido, para dar lucro à elite. Democracia é uma palavra fora do dicionário de Eduardo Cunha e cia. O negócio deles é ganhar no tapetão. E isso nós não vamos permitir. Vamos às ruas dizer não ao golpe!”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
Segundo as organizações que promovem as ações do dia 16, além de exigir a garantia da democracia, as manifestações também pleiteiam a retomada de uma política econômica que recupere e avance nas conquistas sociais, promova o desenvolvimento, a distribuição de renda, a geração de emprego e a inclusão social.
Leia também:
Contra o golpe. Contra o retrocesso. Em defesa da democracia.

Audiência denuncia perigos da privatização das escolas através das OSs

OS (Organizações da Sociedade) nas escolas é privatização e privatização leva à precarização do ensino, da carreira e dos salários dos profissionais em Educação. Estas foram as conclusões da Audiência Pública “OSs em Debate”, promovida na terça-feira (8), pelo Fórum Estadual de Educação de Goiás (FEE-GO), com apoio do Sintego, sindicato dos trabalhadores em Educação de Goiás. O evento lotou o auditório Costa Lima da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás. O debate foi realizado porque o governo goiano já anunciou sua intenção de repassar a gestão das escolas públicas às OSs.
Professores, administrativos, estudantes, sindicalistas e profissionais de outras categorias acompanharam com atenção as palestras proferidas pelos professores Luiz Carlos de Freitas, da Unicamp, e Wanderson Ferreira Alves, da UFG.
A secretária de Educação, Raquel Teixeira, foi convidada, mas não compareceu. A deputada estadual Adriana Accorsi (PT) e o deputado estadual José Nelto (PMDB) abriram os trabalhos, em nome do Legislativo, e passaram a direção da mesa para a professora Virginia Maria Pereira de Melo, coordenadora do FEE-GO.
Pesquisador e autor de livros sobre Educação, o professor Luiz Carlos de Freitas fez uma exposição objetiva sobre os danos da privatização do ensino. Em primeiro lugar, desmistificou a falácia de que Organizações Sociais (OSs) não representam perigo de privatização. “OSs é privatizar o ensino sim. Em outros países, onde esta experiência foi implantada, a privatização da Educação foi feita por parte, primeiro com OSs, depois com empresas”, esclarece.
Luiz Carlos de Freitas diz que à luz do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), não há razões para o Estado de Goiás privatizar o ensino, uma vez que registra o primeiro lugar no ranking nacional. “Ocorre que a privatização do ensino não se dá por razões educacionais, mas por razões fiscais: as OSs não ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os governos neoliberais querem as OSs para cortar gastos com salários dos professores. As OSs, em todo o mundo, pagam a metade dos salários para os professores privatizados em relação àqueles que estão na escola pública. Logo, a privatização precariza o trabalho, acaba com a carreira e dá lucro para as empresas”, denuncia.
Diretor da Faculdade de Educação da Unicamp, o professor Luiz Carlos trouxe dados sobre experiências de privatização do ensino na Austrália, Suécia e Estados Unidos. Em todos estes países constatou-se o mesmo: queda no aprendizado em matemática e na língua materna. Mais: aumento da segregação racial (negros e mestiços são rejeitados nestas escolas), apartheid social (alunos de famílias mais pobres e com necessidades especiais não são aceitos), redução do currículo escolar e uma política educacional voltada para “treinar” os alunos para testes, como Ideb, Enem, vestibulares, relegando a formal humana integral.
De acordo com o professor Wanderson Ferreira Alves, da UFG, chega-se à constatação de que as OSs reduzem o conteúdo, reduzem os salários, acabam com a carreira e robotizam os estudantes para uma escola que não tem compromisso com a diversidade, ou uma formação humana integral, como reza os princípios da LDB (Lei de Diretrizes de Base da Educação).
Presidenta do Sintego, Bia de Lima diz que é preciso denunciar as reais intenções do governo com as OSs: privatizar o ensino e acabar com a carreira dos professores. “Faço o desafio que o Estado passe para as escolas públicas, sob responsabilidade dos diretores eleitos, o mesmo recurso que passariam para as OSs. Se o Estado der aos diretores das escolas a oportunidade de fazerem as mudanças que precisam ser feitas, as escolas vão melhorar”, garante.
Na sequência das exposições e falas, abriu-se oportunidade para perguntas e questionamentos. A maioria dos presentes na audiência demonstrou preocupação com a ameaça real do fim da carreira, pois há 16 anos não é realizado concurso para administrativos e há seis anos, não se faz concursos para professor. “Se o governo quer acabar com os concursos e contratar somente através das OSs, quem vai contribuir para o fundo de previdência dos professores?”
Vice-presidenta do Sintego e da CUT-GO, Iêda Leal diz que os esclarecimentos prestados na audiência foram fundamentais para categoria se mobilizar na defesa de suas carreiras e seus direitos. “O Sintego buscou o diálogo com este governo de todas as formas e ele age como se nós não existíssemos. Vamos mostrar para estas pessoas que nós, professores, administrativos, estudantes, pais e mães de alunos existimos”, frisa, ressaltando que a CNTE vai se posicionar sobre as .
Diretor da UBES/GO (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Gabriel Tatico, afirma que a exemplo dos estudantes de São Paulo, a comunidade estudantil goiana está preparada para o desafio de defender a escola pública, gratuita e de qualidade. “Nossos estudantes e já estamos sendo humilhados nas escolas militarizadas e não iremos permitir que o ensino seja privatizado, que escolas sejam fechadas, criando mais dificuldades ainda para alunos. Vamos às escolas conscientizar os alunos e, se necessário, vamos ocupar e resistir aos desmandos deste governo”, resume.
Ao final do encontro, foi redigido documento em defesa da escola pública, de qualidade e gratuita que será encaminhado ao governo do Estado de Goiás e a outros fóruns ligados à Educação. Em sua última intervenção, Bia de Lima alertou professores e administrativos para ficarem em vigília em relação à Assembleia Legislativa, onde paira ameaça do governo para encaminhar projetos que acabam com o quinquênio, licença-prêmio e muda regras da aposentadoria para os trabalhadores em educação.

Mulheres se reúnem para garantir e defender a democracia

Integrantes do coletivo de mulheres da CUT nacional e convidadas estiveram reunidas nesta terça (8) em São Paulo para a oficina de ‘Políticas Públicas para fortalecer a autonomia das mulheres trabalhadoras’.
Organizado pela a Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, a Fundação Friedrich Ebert e o Centro de Estudos Sociais e o Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT/Unicamp), a atividade teve como objetivo debater as prioridades temáticas que deverão orientar a intervenção das trabalhadoras da CUT no processo preparatório da IV Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, prevista para acontecer em Março do próximo ano, e atualizar as participantes sobre as ações recentes da entidade e discutir as atividades previstas para 2016.
Em sua análise de conjuntura política, a Secretária Nacional de Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, destacou o cenário de impeachment instalado contra a presidenta Dilma Rousseff e a importância do papel da central neste período.
“Nós, enquanto central, somos responsáveis pela permanência de Dilma no poder. Apesar de não concordar com este projeto econômico que a presidenta está apresentando, nós somos responsáveis pelo projeto popular que este governo representa”, destacou Juneia.
“Não tem como pensar o futuro sem falar do presente, nós precisamos sair às ruas para defender um projeto e a legitimidade da presidenta”, complementou a dirigente se referindo ao ato nacional que as Frentes estão chamando para o próximo dia 16.
A secretária Nacional de igualdade racial, Maria Júlia Reis, contou como foi a experiência da organização e da participação na Marcha das Mulheres Negras, que aconteceu em novembro e provocou a mulherada para ajudar a organizar a próxima, que está prevista para acontecer em 2016.
Ela também citou a importância da oficina Nacional para consolidar a paridade de gênero na diretoria da CUT, implementada no 12º Congresso. “A gente precisa fortalecer as mulheres dentro da central e construir coletivamente as estratégias e ações que a gente deve fazer para envolver cada vez mais o movimento sindical cutista”.
A secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Silva, lembrou que é preciso pensar nas mulheres trabalhadoras do campo. “Precisamos pensar em como aumentar o atendimento para banir o uso de agrotóxico, que prejudica a vida das mulheres, maioria na agricultura familiar. Temos que pensar numa política que ofereça vida digna para mulher que escolha permanecer no campo, ou até mesmo sair”, justificou Madalena.
Na atividade foi apresentado um “Balanço das Políticas Públicas para o Mundo do Trabalho” pela diretora executiva do DIEESE, Patricia Pelatieri. O documento é uma análise feita no período de 2003 a 2014.
Os dados apresentados mostraram que apesar das políticas públicas implementadas nos últimos anos para aumentar a igualdade, como a Política Nacional do Salário Mínimo, que beneficia na maioria as mulheres, entre outras, a desigualdade salarial e as ocupações mais precárias ainda são realidade delas.
Também foi destacado que as mulheres, na sua maioria, ainda assumem sozinhas a responsabilidade familiar, que segundo o documento prejudica a igualdade de oportunidades das mulheres.
Os números apresentados na pesquisa mostraram que as mulheres avançaram. Com a política do Governo federal do Micro Empreendedor Individual (MEI), num período de 6 anos, por exemplo, cresceu 800% a formalização das mulheres, que garantiu proteção social para elas, e o número da População Feminina Economicamente Ativa também cresceu: 5 milhões de mulheres entraram para o mundo do trabalho.
A diretora do DIEESE lembrou que a crise econômica pode atingir ainda mais as mulheres. “Ganhos do mercado de trabalho estão diminuindo e as mulheres e jovens são os primeiros a perderem. Os avanços não estão garantidos e é com políticas que conseguimos avançar”, disse Patricia.
As mulheres da CUT discutiram as demandas e os temas prioritários para levar para a 4º Conferência Nacional de Políticas para mulheres e várias propostas de ações para a CUT em 2016, como autonomia econômica para as trabalhadoras rurais, igualdade salarial, licença parental, creche, a ratificação da convenção 156 da OIT e a regulamentação e organização sindical da trabalhadora doméstica.
“Há muita luta pela frente para a classe trabalhadora. Temos que lutar para legitimar um governo, mas também temos a luta das mulheres trabalhadoras que ainda ganham menos, que ainda estão nos postos de trabalho mais inferiores e que ainda são responsáveis pelos trabalhos domésticos. A luta pela igualdade de oportunidades é bandeira da CUT”, justificou Juneia.
Sobre a organização da atividade
A atividade faz parte do Projeto do CESIT, que tem como objetivo aprofundar temas relativos a formulação de implementação de políticas públicas para mulheres e preparar as mulheres cutistas no processo de construção das Conferências Estaduais e Nacional.
“É um processo de integração! A gente contribui com a formulação mais geral sobre as dinâmicas do mundo do trabalho e conhece as experiências concretas das mulheres sindicalistas. E isso reflete nas nossas atividades”, explicou a Coordenadora do CESIT/UNICAMP e economista, Marilane Teixeira.
Para a Diretora de Projetos Políticas Sociais, Relações de Trabalho, Gênero e Cooperação Sindical da FES, Waldeli Melleiro, é fundamental fortalecer o debate de políticas públicas com a participação das mulheres no movimento sindical.
Segundo ela, o número de mulheres inseridas no mundo do trabalho aumentou e elas precisam estar preparadas para enfrentar a desigualdade.
“A gente fala o tempo todo que a classe trabalhadora tem dois sexos, mas precisa de políticas específicas para enfrentar a desigualdade e a discriminação. Não tem como ter uma democracia real se houver desigualdade e diferenças de participação na sociedade”, finalizou Waldeli.

“Governança das transnacionais atenta contra soberania e democracia”, por Antonio Lisboa

“O que se verifica hoje é que a governança global vem sendo cada vez mais capturada pelas transnacionais, se sobrepondo à legislação nacional, contra a democracia, numa clara violação da soberania, com os Estados submetidos à lógica do lucro, aos interesses dos cartéis e monopólios privados”, afirma Antonio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT. Em entrevista para o Portal do Mundo do Trabalho, o dirigente cutista avalia a atual conjuntura, a comemoração dos 10 anos do enterro da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), as recentes eleições na Argentina e na Venezuela e o papel da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA) no combate à crise.
Qual a sua avaliação sobre a chamada “governança global”?
O que se verifica é que hoje, a governança global vem sendo cada vez mais capturada pelas transnacionais, se sobrepondo à legislação nacional, contra a democracia, numa clara violação da soberania, com os Estados submetidos à lógica de lucro, aos interesses dos cartéis e monopólios privados.
De que forma o seminário “10 anos sem Alca” contribuiu para que os movimentos sindical e social retomem a iniciativa nas mobilizações?
O que sai do encontro realizado recentemente em Havana é um alerta por parte dos movimentos sindical e social sobre a necessidade da continuidade da luta. Afinal, as grandes potências, principalmente os Estados Unidos, não desistiram da Alca. Elas querem, por vias transversas, garantir os termos que não foram viabilizados naquele momento. E retomam a pressão, ampliam a chantagem sobre os governos, para que cedam aos interesses das suas corporações.
Como os resultados eleitorais negativos na Argentina e na Venezuela podem impactar os desdobramentos desta luta?
Após a derrota na Argentina, onde houve uma disputa acirrada entre dois projetos, as declarações do presidente eleito já mostram a que veio. Por um lado Macri questiona os próprios termos do Mercosul, que impede que membros firmem acordos bilaterais. Por outro, questiona até mesmo a participação da Venezuela no bloco. Vamos ver como a direita se posiciona agora que venceu as eleições parlamentares contra o governo bolivariano; pode ser que adapte seu discurso. Os dois resultados vão exigir dos movimentos ainda mais consciência e compromisso, fazendo a autocrítica na prática sobre os erros e desvios cometidos. Principalmente, acredito, no que diz respeito aos investimentos na industrialização, no fortalecimento do parque produtivo, sem o qual não há independência econômica efetiva, o que deixa os governos frágeis frente a investidas estrangeiras, tanto do capital quanto da sua mídia.
Investidas que não se dão apenas no campo econômico, mas também no militar…
O abatimento do jato russo pela Turquia é um bom exemplo disso, como poderíamos também citar a invasão da Líbia, do Iraque, do Afeganistão. Com Erdogan a Turquia continua fazendo o papel de posto avançado dos interesses norte-americanos na região. Não bastassem as fortes suspeitas de que seu governo está por detrás do massacre de manifestantes pela paz em Ankara, agora Erdogan age abertamente em favor dos terroristas do Estado Islâmico (ISIS). Todos os analistas internacionais avaliam que o abate foi feito dentro de território sírio enquanto os militares russos combatiam o ISIS.
Multiplicam-se as declarações e votos contra Israel, com pronunciamentos fortes dentro da própria ONU exigindo o reconhecimento do Estado palestino. O que fazer para tornar real esta reivindicação histórica?
Precisamos continuar denunciando as práticas adotadas pelo exército israelense como crimes contra a humanidade, como ficou demonstrado claramente nos indiscriminados bombardeios à Faixa de Gaza. Além de um grande número de residências, foi comprometido o abastecimento de água e luz, demolidas creches e hospitais, com milhares de vítimas civis, mulheres, idosos e crianças. Portanto é hora de ampliar apoios e fortalecer o isolamento do sionismo, atacando em todos os flancos. Da mesma forma que derrotamos o apartheid sul-africano com uma ampla campanha de boicote internacional aos produtos israelenses, acredito que é este o caminho agora para poder garantir a soberania e a liberdade do povo palestino.
A CUT tem estado bastante presente ao lado do sindicalismo paraguaio, inclusive denunciando ações do governo de Horacio Cartes dentro da própria Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Somamos nossa voz e o Grupo de Trabalho da OIT tirou uma nota de apoio aos trabalhadores paraguaios – que convocaram uma greve geral para os próximos dias 21 e 22 de dezembro. Há um repúdio unânime aos abusos e atropelos que vêm sendo cometidos contra lutadores dos movimentos sociais. É o caso dos camponeses presos políticos de Curuguaty, em luta pela reforma agrária, e dos companheiros da Linha 49 de ônibus de Assunção, que chegaram a ficar mais de 120 dias crucificados para garantir que sua entidade sindical fosse reconhecida, que não fossem demitidos e tivessem seus direitos pagos. No caso de Curuguaty, uma armação que jogou 320 policiais contra 60 camponeses e resultou na morte de 17 pessoas, vamos levar a denúncia da perseguição aos camponeses até os fóruns internacionais, pois representa uma afronta aos direitos humanos.
E a questão do Saara Ocidental?
Já visitei o Saara Ocidental e conheço sobre as inúmeras dificuldades a que estão submetidos diante de um muro de 2.725 quilômetros, ladeado por cinco milhões de minas e 150 mil soldados marroquinos. Temos participado ao lado de sindicalistas de Portugal, Espanha e França atuando para dar pôr fim à última colônia da África, dando sustentação à luta pela libertação, cooperando e sendo solidários na busca da sua independência.
Como se encaixa o congresso da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas nesta conjuntura?
O Congresso que a CSSA realizará entre os dias 26 e 29 de abril, em São Paulo, além de eleger a nova direção da entidade vai deliberar sobre estratégias de enfrentamento à crise. O evento ganha maior significado neste momento em que o capital avança sobre os direitos, a soberania e as democracias. Serão definições de luta, de organização e mobilizações para os próximos quatro anos em que há muito em jogo.

Movimento contra golpe se expande por todo DF

Nos próximos dias, serão criados comitês em defesa da democracia em todas as cidades do Distrito Federal. Os responsáveis pela coordenação dos grupos serão os sindicatos CUTistas, em conjunto com organizações dos movimentos social, estudantil, religioso e político, que tentarão esclarecer à sociedade o que está por trás da abertura do processo de impeachment contra a presidenta da República Dilma Rousseff. A decisão de expandir a mobilização de combate ao golpe, disseminando o profundo retrocesso  político e econômico que um possível impeachment trará ao país e, em especial, à classe trabalhadora, foi tomada nesta segunda-feira (7), em reunião da direção executiva da CUT.
Para o secretário de Formação da Fetec-CUT/Centro-Norte, Jacy Afonso, a principal dificuldade dos movimentos contra o impeachment de Dilma é “o diálogo com a sociedade”. O dirigente sindical, que fez análise de conjuntura na reunião da direção distrital da CUT Brasília, que lotou o auditório Adelino Cassis nesta segunda-feira, afirmou que as medidas econômicas tomadas pelo atual governo, avessas aos interesses da classe trabalhadora, dificultam o processo de diálogo entre movimentos sindical/social e a sociedade. “Como eu discuto com um milhão de pessoas que perderam o emprego neste ano, devido à política Levy (Joaquim Levy, ministro da Fazenda), sobre a importância da luta pela manutenção da democracia?”, questiona.
Jacy Afonso ainda lembra que a direita tem como fiel aliada a grande imprensa, que aborda a questão do impeachment sob o prisma dos interesses da elite econômica e social, dos grandes empresários, ruralistas, fundamentalistas em geral, cujos representantes ocupam a maioria das cadeiras no Congresso Nacional. Dessa forma, a culpa de todos os problemas do Brasil é desatrelada da história do País e do contexto internacional, sendo falsamente atribuída à presidenta Dilma. Segundo o dirigente bancário, “o que está acontecendo no Brasil não é algo circunstancial, mas uma estratégia produzida pelos capitalistas e pela direita que se incomodaram com a ascensão da classe trabalhadora”. “O que está em jogo são os interesses econômicos”, diz.
A deputada Erika Kokay (PT-DF), também participou da reunião da direção executiva da CUT Brasília nesta segunda (7) e corroborou a ideia de que o atual desafio dos movimentos de esquerda e dos trabalhadores é “a disputa de narrativa”. “Temos que enfrentar o processo de impeachment desmascarando-o. Democracia é um princípio que precisa ser preservado, e este princípio vem sendo vilipendiado no País. A base política que apoia o impeachment ilegítimo é a mesma que é a favor do PL 4330 (da escravidão), que quer retirar as terras do povo indígena. E os veículos de comunicação, que constroem a percepção de nossas vidas, dizem, todos os dias, que nossa vida está ruim, atribuindo isso única e exclusivamente à presidenta Dilma”, reflete a parlamentar.
IMG-20151207-WA0015Para comprovar que a abertura do processo de impeachment contra Dilma foi um jogo oportunista do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a petista Erika Kokay lembra que o pedido só foi aceito após o PT negar apoio à Cunha no Conselho de Ética da Câmara, onde está para ser aberto um processo por quebra de decoro parlamentar contra o peemedebista, acusado de manter vultosas contas secretas na Suíça. Erika avalia que a luta em defesa da no mandato presidencial conferido democraticamente pelo povo nas urnas deve ser paralela à luta pela retirada de Cunha da presidência da Câmara, que, na sua opinião, vem realizando, de forma escusa, uma pauta de retrocesso para o Brasil. “Nossa fala deve ser Fica Dilma e Fora Cunha”, provoca Kokay.
Para a integrante da direção da UNE, que representa os estudantes do Brasil, Pamela Kenne, “a juventude vai às ruas contra o golpe, mas não deixará de cobrar que uma outra política seja adotada pelo governo da Dilma”. “Da mesma forma que não aceitamos o impeachment, não aceitamos que essa política contra a classe trabalhadora seja continuada”, afirma. Ela informa que, nesta terça-feira (8), jovens realizarão a ação Natal sem Cunha, com concentração às 11h, na Rodoviária do Plano Piloto.
Durante as falações dos participantes da reunião da direção estadual da CUT, ainda foi citado que, após a entrada de Lula na presidência da República, seguido por Dilma Rousseff, o movimento sindical se “acomodou” e “deixou de lado a politização” da base e da sociedade. “Não temos outra opção a não ser irmos para as ruas e mostrarmos nossa cara”, convoca a dirigente do Sinpro (Sindicato dos Professores), Rosilene Correa.
Também participaram da reunião desta segunda-feira (7) a Frente Nacional de Luta – FNL dos sem terra, o Movimento de Pequenos Agricultores – MPA, a Juventude do PT e o presidente do partido no DF, Roberto Policarpo, além de dirigentes sindicais de vários sindicatos filiados à CUT, do campo e da cidade, do setor público e privado, do DF e do entorno.

CUT e trabalhadores(as) estão nas ruas contra o golpe!

  • A nossa luta é pela democracia, conquistada com suor e sangue. Não aceitamos que a direita, os exploradores dos trabalhadores e seus representantes no Congresso tentem impedir o mandato da presidente eleita democraticamente pela maioria do povo nas urnas. Isso é golpe, que visa instalar um governo de retrocesso, da retirada de direitos históricos, contra interesses dos trabalhadores.
  • A nossa luta é contra a mentira dos derrotados nas urnas. Não aceitamos que qualquer processo de impeachment avance no Congresso Nacional com base em mentiras, sem provas de qualquer ato ilícito na gestão da Presidente eleita.
  • A nossa luta é contra a corrupção. Queremos a apuração de todas as denúncias e a punição de todos que comprovadamente cometeram crimes de desvio de recursos públicos. Não aceitamos, por exemplo, que acusados de terem contas no exterior com recursos de origem ilícita queiram usar um processo de impeachment para chantagear e tentar se livrar de processos de cassação do próprio mandato parlamentar.
  • A nossa luta é contra a estagnação e a recessão. Não aceitamos essa crise política provocada por golpistas para manter a economia estagnada e deteriorar patrimônios do povo, como a Petrobras e outras estatais, com objetivos privatistas, de interesse da direita e do capital internacional. Defendemos a estabilidade democrática, o fim do golpismo e as crises fabricadas. Queremos retomar o desenvolvimento econômico, acelerar e ampliar políticas sociais em benefício da população trabalhadora.
  • A nossa luta é por avanços. Exigimos o fim do golpismo para que o Legislativo retome a pauta da classe trabalhadora, que é a geração de emprego e renda, a ampliação de conquistas, o combate à precarização do trabalho (PLS 30 e PL 4330) e ao roubo de direitos. Queremos que o Executivo retome o programa pelo qual foi eleito, com uma nova política econômica que reduza juros, promova investimentos na produção e nas políticas sociais, buscando geração de emprego e renda e a diminuição da desigualdade social.

Por isso tudo, estamos nas ruas e vamos mantê-las ocupadas até que a democracia, a vontade e os direitos d@s trabalhador@s sejam respeitados.
#NãoVaiTerGolpe
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Assembleia de MG inverte alvo e convoca presidenta da CUT-MG para depor

A presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, foi convocada para prestar esclarecimentos sobre “referentes às acusações feitas” à comissão extraordinária das Barragens, criada pela Assembleia Legislativa de Minas para acompanhar o caso do rompimento da barragem de rejeitos Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana.
Mariana-e-Bia-Cerqueira-001A proposta inicial era a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os crimes da mineração, mas, por falta de assinaturas e devido ao período de recesso parlamentar, foi criada a comissão, que tem realizado audiências públicas e se propõe a recolher elementos sobre o assunto.
Beatriz criticou o “convite” da Assembleia. “Aqui em Minas Gerais continua a máxima do PSDB e amigos de que ‘quem fala a verdade merece castigo’! Ou uma tentativa de intimidação! Pelo menos é o que pensam os deputados estaduais da Comissão especial que “investiga” o crime da Samarco/Vale/BHP que aprovaram hoje um “convite” para que eu preste esclarecimentos sobre o artigo que escrevi! A ideia original era que eu fosse “convocada”. Estou aguardando ansiosamente o dia! Tenho muito mais a dizer! Ou a escrever!”, disse.
Em artigo assinado no Portal ViomundoBeatriz criticou a demagogia dos políticos, em audiência pública realizada em Mariana, no dia 17 de novembro. “Após 12 dias do rompimento das duas barragens de rejeitos da Samarco/Vale/BHP, em Mariana, a Assembleia  Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou a primeira audiência pública, em Belo Horizonte, para debater o assunto. Em tese, seria o momento para que deputados estaduais ouvissem os atingidos pela tragédia e órgãos do governo e de fiscalização colhessem informações para os trabalhos da Comissão Especial recém-criada. Mas a audiência se transformou na mais demagógica atividade protagonizada por nossos políticos.  Era uma audiência conjunta com a Câmara dos Deputados.  Mas estes, após tirar fotos, dar entrevistas à imprensa e falar primeiro, foram embora”, disse, na abertura do texto.
O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, também citado no requerimento da ALMG, ainda não foi notificado. Seu presidente, Kerison Lopes, diz que não entendeu o motivo da convocação, mas afirma que comparece à reunião “com prazer”. “Será uma  oportunidade de denunciar o absurdo que continua sendo cometido no caso da Samarco/Vale. O silêncio, o impedimento das apurações, o abandono às famílias que foram prejudicadas direta e indiretamente pelo crime ambiental”, afirma Kerison.
Ele considera um absurdo a convocação de Beatriz, que estava exercendo seu direito de liberdade de expressão.
Sind-UTE processado por criticar governo tucano
Em outubro do ano passado, sete diretores do Sind-UTE/MG, entre eles Beatriz Cerqueira, foram processados por veicularem uma campanha denunciado a situação da educação no estado. A coligação “Todos por Minas”, encabeçada pelo PSDB, entrou com 17 ações contra o sindicato, alegando “propaganda eleitoral negativa”.

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