Trabalhadores da CEB podem iniciar greve a partir do dia 3

Trabalhadores da Companhia Energética de Brasília (CEB) vão paralisar as atividades e reforçar o Dia de Luta em Defesa da Classe Trabalhadora do DF, nesta quinta-feira (29). Com a clara intenção de sucatear a empresa e desvalorizar os servidores, a CEB tem dificultado as negociações com os representantes dos trabalhadores e se negado a cumprir direitos. Diante do impasse, o Stiu-DF enviou ofício ao GDF com o intuito de solucionar o problema.
Em período de data-base, marcado pela intransigência da companhia, os trabalhadores da CEB “vão aproveitar o Dia de Luta para sensibilizar a empresa e a categoria e paralisar as atividades nesta quinta-feira (29)”, afirma Edmilson Silva, diretor do Stiu-DF.
Na terça-feira (27), o Stiu-DF realizou a quinta rodada de negociação com os representantes da CEB. No encontro, a empresa jogou as cláusulas sociais para escanteio. Já a participação nos lucros e resultados (PLR) será entrelaçada ao EBITDA, índice que o sindicato considera duvidoso e fácil de manipular. A maneira como a PLR será executada também divide a categoria, já que 50% do valor distribuído seria de forma linear e a outra dividida de forma proporcional. O sindicato rechaça a proposta.
A empresa também usa o argumento da renovação da concessão para intimidar os trabalhadores na luta pelos seus direitos. Mas no último dia 26, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou minuta que indica a prorrogação da concessão, o que inutiliza o argumento da empresa.
A CEB apresentará nova proposta aos trabalhadores no dia 30 de outubro. No dia 3 de novembro, a categoria se reúne novamente em assembleia com indicativo de greve para avaliar a oferta.
O que é o Dia de Luta em Defesa da Classe Trabalhadora do DF?
O Dia de Luta é uma resposta às ações do governador Rodrigo Rollemebrg, que demite em massa, criminaliza os movimentos social e sindical, dá calote nos servidores públicos e trabalhadores da cultura, aumenta tarifas públicas. A concentração para o ato será às 16h, na Praça Zumbi dos Palmares. De lá, os manifestantes seguirão para a Rodoviária do Plano Piloto, onde realizarão ato.

CUT repudia postura violenta e intransigente do governo Rollemberg

Nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2015, data que homenageia os servidores públicos em nosso país, fiquei estarrecido com os acontecimentos que ocorreram e presentearam de forma negativa e violenta os servidores públicos do Distrito Federal, em especial nossos educadores.

Em virtude do não cumprimento de lei distrital que garante reajuste na remuneração dos professores a partir deste mês de outubro, a categoria entrou em greve no último dia 15 após várias tentativas frustadas de diálogo e negociação com o governador Rodrigo Rollemberg.

O movimento paredista ocorreu ao longo dos últimos dias buscando sensibilizar o governador Rollemberg sobre a necessidade de valorizar nossos professores e cumprir a lei, que por sinal foi questionada sem êxito pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal, reforçando a obrigação de cumprimento pelo Estado.

Seguindo o espírito de abrir efetivo canal de negociação com o governo Rollemberg e mostrar para a sociedade o desmonte que tem ocorrido com o ensino, e o serviço público em geral, do Distrito Federal, professores e orientadores realizaram atos no final do eixo norte e sul. Além dos servidores da educação, trabalhadores rodoviários, de transporte de valores e outras categorias CUTistas participaram da atividade em defesa dos servidores públicos da capital federal, exercendo um princípio balizador da atuação da CUT, a solidariedade de classe.

12049679_1041850885867379_1474183357866090912_n12072616_1041851412533993_2267214712199018632_n12189673_1041850405867427_5585598116333580080_n 12191948_1041854465867021_3299892902880334597_nInfelizmente, o “reconhecimento” pela data tão importante foi dado pelo governador Rollemberg da pior forma possível ao utilizar forte e exagerado aparato policial para acabar com a manifestação. O policiamento de choque agrediu verbalmente e fisicamente diversos trabalhadores, com balas de borracha e gases, e ainda levou vários professores e rodoviários presos, tendo entre eles diretores do Sindicato dos Professores e do Sindicato dos Rodoviários, além da vice-presidenta da CUT, Meg Guimarães, que foi agredida e violentamente retirada do assento do passageiro do carro em que se encontrava.

Por estes motivos, além da indiferença com que o governo do Distrito Federal tem tratado os trabalhadores de Brasília, manifesto de forma contundente meu repúdio ao governador Rollemberg e afirmo que a Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasília) e suas entidades filiadas estarão juntas com os servidores públicos atuando em todas as frentes para garantir o cumprimento das leis e de seus direitos, bem como um serviço público de qualidade à população. Afinal, não aceitaremos o calote proposto e praticado pelo senhor Rodrigo Rollemberg nem o sucateamento dos serviços públicos e a penalização da população com aumentos de tarifas e impostos promovida pelo GDF.

         Brasília, 29 de outubro de 2015.

                       Rodrigo Britto

                 Presidente CUT Brasília

Dia do servidor público: motivos para refletir e lutar

No dia 28 de outubro, se respeita o Dia do Servidor Público, no Brasil. Cenários distintos, fazem com que a data seja vista de forma diferente por servidores federais e municipais. Enquanto o primeiro se preocupa com a atual conjuntura política, o segundo comemora avanços em negociações e conquistas.
“Deveria ser um dia de comemoração, mas estamos preocupados e angustiados”. A afirmação é do secretário adjunto de Relações do Trabalho da CUT, Pedro Armengol, que enxerga no discurso midiático o motivo principal da perseguição aos servidores federais. “Hoje, somos o principal alvo do ajuste fiscal. Embora falso, funcionou a afirmação massificada pela imprensa, de que o Estado brasileiro está ‘inchado’.”
Segundo o dirigente, a partir desta afirmação reverberada por setores da mídia brasileira, criou-se um mito de que diminuindo o número de servidores públicos, começaríamos a resolver a crise econômica no País. “O ambiente é preocupante e exige mobilização nas ruas. Não podemos reduzir o funcionalismo, temos que ampliar o quadro, o Brasil precisaria contratar muito ainda para chegar ao nível de outros países”, afirma Armengol.
O dirigente tem razão, em sua afirmação. Segundo levantamento da revista Carta Capital, que comparou dados do emprego em setores públicos do Brasil com outros países, estamos defasados.
Os cruzamento de dados mostra que em 2013, o funcionalismo público brasileiro representava 12,11% do total de empregos no País, enquanto a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) era de 21,28%. O Brasil aparece bem abaixo de países considerados desenvolvidos e com economia saudável, como Dinamarca (31,89%), Noruega (31,62%), Reino Unido (23,49%) e Canadá (20,43%).
O discurso do “inchaço do Estado” prejudicou, em 2015, as negociações por reajuste salarial da categoria. “As conversas se deram em um ambiente de crise política e fiscal. Graças à pressão exercida pela classe trabalhadora, ainda conseguimos garantir parte da pauta”, explicou Armengol.
Mais otimismo
Para a secretária de Relações do Trabalho da CUT, a servidora municipal Graça Costa, há motivos para celebrar nesta data. “Sem dúvida, temos uma conjuntura que oprime os servidores. Por outro lado, há a oportunidade de comemorarmos avanços que conquistamos. Se compararmos, por exemplo, a liberdade para a atuação sindical hoje, com 20 anos atrás, veremos que avançamos, não podíamos nem nos sindicalizar”, analisou a dirigente.
Graça reconhece as dificuldades enfrentadas pelos servidores federais mas lembra que há diferenças nas negociações e, por isso, houve êxito nas campanhas salariais em 2015. “Lidamos com cenários distintos, onde a conjuntura política é outra. Por conta disso, de uma forma geral, tivemos avanços específicos. A implantação do piso dos professores, por exemplo, tem sido uma vitória conquistada com a força dos trabalhadores”, exemplificou a dirigente, lembrando que ainda há limitações em algumas cidades. “Há municípios que não possuem sindicato ainda e ficamos à mercê da boa vontade dos prefeitos.”
Se os caminhos apontam para realidades distintas, ambos concordam com o caminho a ser seguido. “A forma de superar as dificuldades que estão nos impondo é a rua, com os trabalhadores lutando por seus direitos”, afirma Armengol. Graça segue a mesma linha. “Se não houver mobilizações, não vamos conseguir deter a onda conservadora. Estão mexendo não só nos direitos dos servidores, mas nos direitos civis.”

BB e privados aprovam acordo; Caixa e BRB mantêm greve

Após 21 dias de greve, as bancárias e os bancários do DF e do Entorno (Ride) aprovaram, em assembleia conjunta realizada na noite desta segunda-feira (26), no Setor Bancário Sul, a proposta da Fenaban e encerraram a paralisação nos bancos privados. A proposta aprovada prevê reajuste de 10% para os salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e piso; 14% para os vales. Mantendo a redação do ano passado, a proposta prevê que não haverá desconto dos dias de greve e que serão abonados entre 63% e 72% das horas dos trabalhadores. Já a compensação das horas restantes se dará a partir da assinatura do acordo, sendo de 1 hora por dia até 15 de dezembro.
A assembleia específica do Banco do Brasil aprovou por maioria a contraproposta apresentada pela instituição para as reivindicações do funcionalismo e também encerrou a greve de 21 dias.
As empregadas e os empregados da Caixa Econômica Federal, no entanto, rejeitaram a proposta específica e decidiram pela permanência da greve, que completa 22 dias nesta terça-feira (27). Nova assembleia específica será realizada nesta terça (27), às 17h, em frente ao Matriz I da Caixa, no SBS, para avaliar os rumos do movimento.
A greve prossegue também no BRB, que se nega a seguir a proposta dos bancos (Fenaban) e não apresentou nova proposta específica aos funcionários. Assembleia só após a apresentação de uma proposta na mesa de negociação.
Confira, abaixo, a proposta da Fenaban aprovada pelos bancários:
Reajuste: 10%
Pisos: reajuste de 10%
– Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.377,62
– Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.976,10
– Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.669,45 (que inclui R$ 470,75 de gratificação de caixa e R$ 222,60 de outras verbas de caixa)
PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 23.861,00
PLR parcela adicional: 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 4.043,58
Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54% do salário mais fixo de R$ 1.213,07 limitado a R$ 6.507,55. Da parcela adicional, 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre, limitado a R$ 2.021,79.  O pagamento do restante será feito até 01 de março de 2016
Auxílio-refeição: de R$ 26 para R$ 29,64 por dia
Cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52
13ª cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52
Auxílio-creche/babá: de R$ 358,82 para R$ 394,70 (para filhos até 71 meses). E de R$ 306,96 para R$ 337,66 (para filhos até 83 meses)
Requalificação profissional: de R$ 1.227,00 para R$ 1.349,70
Saúde: Os bancos apresentaram um termo de entendimento a ser assinado entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário com mesas específicas para tratar de ajustes na gestão das instituições, de modo a reduzir as causas de adoecimento e afastamento. As comissões de empresa acompanharão para garantir a melhoria das condições de trabalho.

Servidores do Detran param e ampliam a greve do funcionalismo

Os servidores do Detran cruzam os braços nesta manhã de terça (27), em protesto contra más condições de trabalho e o não pagamento de reajustes salariais, previstos para novembro. A categoria junta-se a outras que estão paralisadas na capital federal, como os servidores da administração direta, da saúde e professores e trabalhadores da educação. A decisão do pessoal do Detran havia sido tomada em 19 de outubro, em assembleia realizada no prédio do órgão.
“Lutamos por melhorias, como mobiliário, cadeiras, ar-condicionado, coletes balísticos para fiscalização, treinamento, entre outros aparatos básicos para prestar o serviço à sociedade”, aponta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Detran (Sindetran), Fábio Medeiros. O GDF não negociou até o momento as revindicações da categoria, que combate o “calote” promovido pelo governador aos reajustes determinados em lei distrital.
Com a greve dos agentes do Detran, diversos serviços do órgão ficam comprometidos. Casos de vistorias, emissões de documentos, renovações de carteiras de habilitação, fiscalizações e demais atividades devem ser suspensas ou funcionar apenas de forma parcial. Logo cedo, dirigentes e militantes do Sindetran, com apoio e solidariedade de outras categoria, como dos dirigentes rodoviários e trabalhadores da limpeza pública, fizeram trabalho de convencimento nos principais órgãos do Detran.
O governo prometeu realizar uma reunião com líderes da categoria ainda pela manhã. O resultado das negociações será anunciado na assembleia marcada para a tarde, no estacionamento do órgão.

Frente Brasil Popular marca ato para o dia 13 em Brasília

Mais de 66 movimentos sociais, entre eles a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que compõem a Frente Brasil Popular (FBP) decidiram ir às ruas em Brasília no próximo dia 13 de novembro. A decisão foi tomada na reunião do Coletivo Nacional da FBP, que aconteceu nesta segunda (26) na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF-CUT), em São Paulo.
Diante de pautas conservadoras, lideradas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que tira direitos dos trabalhadores e atacam os princípios da democracia, tentando deslegitimar a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, eleita democraticamente. E contra decisão do governo que implementa medidas fiscais antipopulares que prejudicam a classe trabalhadora, movimentos se organizam nacionalmente pra defender o país.
Para a secretária de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT, Janeslei Albuquerque, a unidade dos movimentos e a mobilização são fundamentais para enfrentar este momento tão dificil na conjuntura política e economica do país.
“Só com povo na rua, numa luta forte e unitária, teremos condições de sermos vitoriosos numa luta democrática contra a direita golpista e contra a ofensiva conservadora sobre os direitos civis, sobre os direitos sociais e direitos políticos”.
O dia 13 foi escolhido porque entre os dias 12 e 15 de novembro, acontecerá na capital federal, o 41º Congresso da UBES, que tem previsão de reunir mais de 15 mil jovens. A ideia é unir as pautas e fazer um grande ato.
“Nos somaremos a passeata dos jovens da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e faremos uma grande manifestação em Brasília em defesa da democracia, em defesa dos direitos dos trabalhadores, em defesa da mudança da política econômica e em defesa da Petrobras”, justifica o coordenador Nacional do Movimento Sem Terra (MST), João Pedro Stédile.
Para a presidenta da UBES, Barbara Melo, esta decisão só confirmou a unidade da Frente. “A gente acredita que neste momento da conjuntura, com risco de golpe e o avanço do conservadorismo, só com unidade dos movimentos sociais é que iremos ter conquistas. O grito “Fora Cunha” dá unidade para toda a sociedade brasileira”.
Segundo a presidente da CUT Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, que compõe a frente estadual, pautas como a atual política econômica e as retiradas de direitos, que mexem na vida dos trabalhadores, também dialogam com a população. “A gente precisa dialogar pra além de nós mesmos, precisamos conversar com a classe trabalhadora em geral para não aderir ao um conservadorismo cada vez mais reinante nos meios de comunicação. Porque nós sabemos que uma saída pela esquerda é possível”.
Para Orlando Guilhon, do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC) no Rio de Janeiro, a Frente tem outro grande desafio. “Tem que tentar resgatar a discussão de um projeto para o país com reformas estruturantes, que desde o governo João Goulart vem discutindo e que nunca conseguiu colocar em prática”.
Para Stédile a pauta é uma só: defender o Brasil. “E isso só será possível se as forças populares forem constituindo frentes, alianças que não tiram as especificidades de cada movimento, porém aglutinando aquilo que é fundamental pra alterar a correlação de forças, que é a mobilização popular”.
Saiba mais sobre a Frente clicando aqui e releia todas as matérias feitas sobre a Frente no site da CUT
Dia 10 de Dezembro
Também ficou decidido pelo coletivo que cada estado fará um ato político cultural no dia 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos,contra intolerância e contra as manifestações fascistas.

CUT convida para lançamento da Frente Brasil Popular do DF

Será no próximo dia 5 de novembro o lançamento da Frente Brasil Popular do Distrito Federal , integrada pela CUT, outras centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais e populares, entre eles a Central de Movimentos Populares (CMP), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Conselho de Entidades Negras (Conem), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE) e Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conan). O evento acontecerá às 18h30 no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep-DF) no SBS Qd. 01 Bloco “K” – Ed. Seguradoras – 17º andar.  Lançamento contará com palestras do dirigente do MST e dirigente da Frente, João Pedro Stedile, e da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que debaterão a conjuntura política econômica nacional e regional, marcada pelo intenso ataque por parte dos setores conservadores aos direitos dos trabalhadores.
EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DOS DIREITOS DAS TRABALHADORAS E DOS TRABALHADORES
Data: 5 de novembro, quinta-feira
Horário: 18h30
Local: Auditório do SINDSEP-DF (SBS Qd. 01 Bloco “K” – Ed. Seguradoras – 17º andar)
Convidamos todas/os integrantes dos movimentos populares, sindicais, da juventude, negras/os, mulheres, LGBT, pastorais e partidos políticos, intelectuais, religiosas/os e artistas para o Lançamento da Frente Brasil Popular (FBP) no Distrito Federal.
A atividade terá a participação de João Pedro Stedile, dirigente do MST e integrante do coletivo nacional da FBP, e de Erica Kokay, deputada federal e referência da luta popular no DF.
A FBP representa um esforço nacional de unidade para derrotar a ofensiva das forças conservadoras e golpistas, que atuam para derrubar, sabotar e também impor ao governo o programa derrotado nas urnas, assim como propor outra política econômica, que supere o ajuste fiscal de cortes no orçamento e retirada de direitos.
No Distrito Federal, o governo Rodrigo Rollemberg promove um duro ajuste fiscal. Diversos segmentos da sociedade estão em luta contra medidas antipopulares, como o arrocho salarial das/os servidoras/es públicas/os e o aumento de impostos e tarifas, elitizando espaços comuns de lazer.
Além disso, o governo distrital tem lançado mão de uma política de criminalização dos movimentos sociais que lutam pela reforma agrária e urbana e tem responsabilidade por uma violência desmedida contra a juventude negra e pobre da periferia, praticada pela Polícia Militar.
Barrar a retirada de direitos exige unidade e luta. Precisamos disputar a sociedade e as ruas e por isso é necessário construir uma frente popular e mobilizar a sociedade. Participe da atividade de lançamento e vamos construir juntos a Frente Brasil Popular no Distrito Federal!
Convocam para a construção da FBP no DF:
CUT- Central Única dos Trabalhadores
MST- Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra
CMP- Central dos Movimentos Populares
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial das Mulheres
Comissão de Justiça e Paz
CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
FNDC- Fórum Nacional de Democratização da Comunicação
MAM- Movimento dos Atingidos pela Mineração
MPA- Movimento dos Pequenos Agricultores
Refundação Comunista
Renap- Rede Nacional de Advogados Populares
UJS- União da Juventude Socialista
UNE- União Nacional dos Estudantes
PT
Consulta Popular
PCdoB
* Esta convocatória está aberta para a adesão de sindicatos, movimentos, entidades, coletivos que concordam com o Manifesto da Frente Brasil Popular (em http://frentebrasilpopular.com.br/manifesto-ao-povo-brasileiro/ ) e querem contribuir na construção no Distrito Federal.  Também está aberto para intelectuais e jornalistas que atuam em diferentes espaços da mídia popular e que compartilham desse esforço.
Para aderir, envie um e-mail para secretaria@frentebrasilpopular.com.br

Brasília vai parar em repúdio a calotes, demissões e desrespeito

No Distrito Federal, o calor deu uma trégua, mas o clima fechou mesmo para o GDF. Após anunciar pela mídia comercial intenção de pagar reajuste salarial somente a partir outubro de 2016, sem retroativo referente a um ano, o governador Rodrigo Rollemberg instigou a radicalização da greve. Unanimemente, as 22 categorias do funcionalismo que estão paralisadas consideraram a proposta uma “provocação” e prometeram massificar as ações do movimento paredista. A resposta será, entre outras atividades e ações na Justiça, a organização na próxima semana de um Dia de Luta da Classe Trabalhadora do DF.
As mobilizações que marcarão a semana de 26 a 31 de outubro contarão com a adesão dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços em órgãos públicos e servidores de empresas estatais, que vêm recebendo ameaça de demissão, retirada e violação de direitos e arrocho salarial. Também se somarão às atividades trabalhadores rurais sem terra e trabalhadores vinculados à Cultura no DF, que também são alvo de total desrespeito e calote do governador Rodrigo Rollemebrg. As ações começam a ser articuladas conjuntamente na segunda-feira (26), pela manhã, em plenária dos sindicatos CUTistas.
“Rollemberg vem querendo implementar o Estado Mínimo através de uma política neoliberal que afeta toda a classe trabalhadora. Por isso, mais uma vez, vamos mostrar ao governador a força da classe trabalhadora organizada pela maior central sindical do Brasil e da América Latina: a CUT. Vamos repudiar os calotes generalizados, o desrespeito e a falta de diálogo com os representantes dos trabalhadores, a criminalização e judicialização dos movimentos social e sindical, o aumento de tarifas públicas, além de defendermos a valorização das empresas estatais e a realização imediata na Reforma Agrária no DF e a concessão de moradia popular”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
O discurso do presidente da Central é reforçado por demais dirigentes da CUT. “A partir de segunda-feira (26) vamos intensificar as ações; vamos demonstrar o que o trabalhador do DF é capaz. Não vamos abrir mão do reajuste salarial que deveria ter sido feito, conforme estabelecido em lei, a partir de setembro para as 32 categorias do funcionalismo. Vamos radicalizar”, alerta Julimar Roberto, da CUT Brasília. “Vamos realizar uma grande greve de todos os setores e respondermos à altura os ataques do GDF”, reforça o também dirigente da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.
Greve geral
Reunidos em assembleia nesta sexta-feira (23), professores da rede pública de ensino lotaram a Praça do Buriti e aprovaram a continuidade e o fortalecimento da greve. A categoria ainda deliberou encaminhar para avaliação do Fórum em Defesa do Serviço Público, coordenado pela CUT Brasília, a realização de um dia de greve geral de toda a classe trabalhadora do Distrito Federal e a entrega de ação no Tribunal de Justiça por improbidade administrativa de Rollemberg, com ato unificado.
“A divulgação dessa proposta do Rollemberg pela mídia é um desrespeito ao movimento sindical e aos servidores. É inaceitável que o governo continue com essa postura. A resposta é a luta”, disse o dirigente do Sinpro-DF (Sindicato dos Professores do DF), Cleber Soares.
IMG-20151023-WA0016Na terça-feira (27), os professores realizam nova assembleia. “Até lá, o governo ainda tem oportunidade de rever sua posição, apresentar uma proposta decente e respeitosa. Nós estamos dispostos a sentar e negociar, e não a receber uma proposta desse tipo por meio da imprensa”, declarou a dirigente do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa.
Os servidores das escolas públicas do DF (porteiros, auxiliar administrativo, merendeiras, psicólogos, apoio escolar) também repudiaram o calendário de pagamento de Rollemebrg e decidiram, em assembleia do SAE realizada pela manhã em frente à Câmara Legislativa, dar continuidade à greve.
“A assembleia foi unânime em aprovar a continuidade da greve. A partir de segunda-feira (26), nós estaremos nas ruas contra essa proposta indecente do governador Rollemebrg. Se ele (o governador) quer fazer o pagamento de reajuste de salário em 2016, então nós só voltaremos a trabalhar em 2016. A responsabilidade da greve de todas as categorias é do governador Rollemberg”, afirmou o dirigente do SAE, sindicato que representa os servidores das escolas públicas, Denivaldo Nascimento.
Mais categorias
Sindser-DF (servidores e empregados na Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal)
Na terça-feira (23), os servidores do DER, Secretaria de Agricultura, DFTrans, Na Hora e SLU realizarão assembleia conjunta, às 10h, na Praça do Buriti. No DER e na Secretaria de Agricultura, cerca de 90% de ambas as categorias aderiram à greve. DFTrans e SLU suspenderão as atividades a partir de terça-feira (27).
Os servidores da Terracap realizarão assembleia no dia 26, segunda-feira, com indicativo de greve, e se somarão à assembleia unificada na terça (27).
Sindetran-DF (Detran)
Greve no setor começa dia 27, terça-feira. Servidores pedem reajuste do tíquete alimentação pelo índice do INPC, garantido por lei; retorno pagamento para dia 30 de cada mês e cumprimento do reajuste salarial em novembro.
Sindate (técnico e auxiliares de enfermagem)
Assembleia realizada nesta sexta (23), à tarde, no estacionamento do Nilson Nelson. Greve continua.
SindSaúde (servidores do sistema público de saúde)
Assembleia na tarde desta sexta-feira (23), na CNTI. Direção do Sindicato já se posicionou contrária à proposta do governo. Categoria avaliará calendário.
Sindireta
Assembleia segunda-feira (26), 15h, no Sindmédico.
Sindmédico (médicos da rede pública de saúde do DF)
Continuidade da greve e massificação de atividades durante a semana.

GDF propõe reajustes só daqui um ano, sem retroativo

Desrespeitando a CUT e os sindicatos dos servidores, o governo de Brasília anunciou pela imprensa, na manhã desta sexta-feira (23), no Palácio do Buriti, um cronograma de pagamento dos reajustes devidos às 32 categorias de servidores do GDF a partir de setembro deste ano e estabelecidos em lei. O calendário apresentado para a retomada da concessão de aumentos começa somente daqui a um ano, em 1º de outubro de 2016, sem pagamento de retroativos referentes aos até 12 meses anteriores. O anúncio da continuidade do calote foi feito pelo governador Rodrigo Rollemberg, sem qualquer nova conversação e negociação com o movimento sindical, ao contrário do que fora estabelecido na terça-feira, quando servidores da educação e da saúde ocuparam a Câmara Legislativa.
Governador insistiu no discurso de impossibilidade de cumprir a lei e implementar os reajustes aprovados em 2013, após longas e duras campanhas e greves dos servidores.  A implementação desta proposta de pagamento do GDF está condicionada, porém, à aprovação de um conjunto de 11 projetos de lei para aumentar impostos e a arrecadação do GDF.
“O governador, assim, além de continuar na ilegalidade, descumprindo determinação legal de aplicar reajustes, aproveita para empurrar para a Câmara Legislativa uma suposta solução que só acontecerá em outubro de 2016, com calote de um ano de reajustes no funcionalismo, no mínimo. Sem falar que a saída anunciada pelo GDF onera a todos nós, trabalhadores, especialmente os de menores renda, com mais impostos. Ele insiste em penalizar os trabalhadores pela crise que não criamos”, critica Rodrigo Rodrigues, secretário-feral da CUT Brasília e coordenador do Fórum em Defesa do Serviço Público, que reúne mais de 20 sindicatos de servidores do DF.
“O Governo Rollemberg não fez uma proposta; fez uma provocação aos servidores do GDF. A resposta será dada com luta”, completou o dirigente.
Entre as propostas do GDF que serão enviadas à Câmara Legislativa, a primeiras tratam da venda de imóveis, a da cobrança pelo uso de áreas públicas, do reajuste do Imposto Sobre Serviço de Cartórios, da cobrança administrativa de créditos da dívida ativa e da equiparação da taxa de licenciamento de veículos do DF com as demais unidades da Federação.
Os servidores da educação e de outros órgãos públicos estão em assembleia nesse momento (10h) no Buriti e na CLDF para discutir a proposta do GDF e a continuidade da greve. À tarde, outras categorias da saúde e da administração direta também realizam assembleias. Indignados com a proposta de continuidade do calote do GDF, dirigentes de sindicatos de trabalhadores da saúde estão reunidos também para avaliação e discussão de próximos passos.

Servidores em greve ampliam apoio parlamentar e adiam ato

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A Bancada do DF no Congresso Nacional reforçou o apoio aos servidores públicos do GDF e se comprometeu a agendar audiência com o governador Rodrigo Rollemberg para distensionar o processo de negociação com o funcionalismo. O anúncio foi feito em reunião nesta quarta-feira (21) com o Fórum em Defesa do Serviço Público, integrado pela maioria dos sindicatos de servidores e coordenado pela CUT Brasília, e o Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público, que reúne entidades de servidores da Saúde.
Além do apoio dos parlamentares, as 32 categorias do funcionalismo local também aguardam a entrega de proposta de calendário para o pagamento do reajuste salarial e benefícios previstos em lei, atrasados há meses. De acordo com Rollemebrg, a proposta será entregue aos servidores até sexta-feira (23). Diante da sinalização de avanço no processo de negociação, o ato do funcionalismo local, convocado para esta quinta-feira (22), foi, provisoriamente, adiado.
“Por enquanto, temos apenas uma sinalização de que avançaremos. Diante disso, devemos continuar mobilizados, mantendo a greve das várias categorias e as decisões de paralisações já tomadas por outras. Rollemberg já descumpriu compromissos outras vezes. Não haverá ato nesta quinta-feira, mas a greve das diversas categorias continua e continua forte, ganhando cada vez mais adesões”, afirma o coordenador do Fórum em Defesa do Serviço Público e secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.
De acordo com o sindicalista, novas ações do movimento paredista unificado estão condicionadas ao que acontecerá na sexta-feira (23). “Se o governo apresentar o calendário de pagamento, vamos convocar assembleias para avaliar a proposta. Agora, se não tivermos nada, vamos intensificar a greve e discutir os próximos passos da nossa mobilização”, diz o dirigente cutista.
Durante a reunião com a Bancada do DF no Congresso, a dirigente do Sinpro-DF (Sindicato dos Professores), Rosilene Corrêa, declarou que a gestão atual do GDF não tem habilidade para governar. “Após um longo período de negociação sem qualquer resultado, analisamos que não só o governador Rollemberg, mas toda sua equipe de governo não sabe fazer uma leitura política da situação que estamos. Precisamos de uma postura de quem governa de verdade, com soluções imediatas”, reivindicou a sindicalista.
Para os parlamentares que integram a Bancada do DF no Congresso, o sentimento frente às ações de Rollemberg é de “decepção”. “Eu que fui apoiador do governador (Rollemberg) desde o início, estou decepcionado com a falta de diálogo”, declarou o deputado federal do Solidariedade, Augusto Carvalho. “Se não tem dinheiro, que prove que não tem”, provocou o senador do PSD, Hélio José, que apresenta a necessidade de o GDF dar transparência às contas públicas.
Reconstituição do Fundo
A Bancada do DF no Congresso apresentou nessa semana emenda à PLOA (Proposta de Lei Orçamentária Anual) de 2016 para reconstituir o Fundo Constitucional do DF. No adendo, os parlamentares solicitam que o governo federal destine à capital federal R$ 400 milhões para suturar o rombo previsto para a reserva de manutenção dos serviços de saúde, educação e segurança.
O relatório preliminar da PLOA provavelmente será votado no dia 10 de novembro.
Fonte: CUT Brasília

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