MST e MTST: toda esquerda deve estar unida contra golpe

A onda contra o PT que domina o noticiário é, na verdade, um movimento maior do que a tentativa de destruir um partido específico. Trata-se de um esforço da direita para destruir os avanços sociais dos últimos 12 anos e impedir cada vez mais a aplicação prática da Constituição aprovada em 1988. E, dessa forma, tirar espaço dos movimentos populares.
Por isso, a tarefa de qualquer um que se intitula de esquerda ou progressista é resistir a essa onda.
Essas opiniões são partilhadas por Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e Gilmar Mauro, do MST, lideranças que participaram na tarde desta quarta-feira do 12º CONCUT, na mesa de debate “A Defesa da Democracia e dos Direitos”.
“Eu não sou militante do Partido dos Trabalhadores (PT), mas sei que essa onda não é contra o PT, é contra tudo o que é vermelho. É contra a ocupação de terras, contra a luta por moradia, é contra tudo que é luta popular. Os de esquerda que acharem que podem surfar nessa onda vão se afogar nela”, disse Boulos.
Gilmar Mauro foi mais direto: “Esquerda que torce contra a esquerda não é esquerda. É direita”.
No entanto, recordaram ambos, é preciso continuar pressionando o governo Dilma para abandonar o caminho do ajuste fiscal que restringe recursos para políticas públicas e que desaquece a economia. Boulos adverte que deixar de pressionar pode permitir que a insatisfação popular seja canalizada pela direita.
O professor Venício Lima, pesquisador da comunicação, também participou do debate. Ele destacou o papel da mídia tradicional na construção do pensamento conservador e da necessidade de construir um  novo marco regulatório para o setor, em cumprimento a um princípio constitucional.
“Temos que ter no Brasil um sistema organizado para a inclusão de vozes e lutar por um novo marco regulatório da comunicação, porque a lei que está em vigor é ultrapassada”, afirmou Venício.  O professor refere-se à Lei das telecomunicações de 1953.
Presente e futuro juntos
Gilmar Mauro fez uma reflexão sobre o momento que estamos vivendo. “Vivemos tempos de tempestade. Mas tempestade tem seu aspecto positivo para extrair lições, quem tem raízes não teme tempestade. No mundo todos os movimentos sociais sofrem ataques”, destaca Gilmar.
Ele falou também dos aprendizados que teve na agricultura: a importância do presente e do futuro andarem juntos. Neste sentido, elogiou a CUT por ser a primeira central sindical a implantar a paridade de gênero na direção.
“É importante plantar a igualdade entre homens e mulheres hoje, se quisermos igualdade amanhã. Se não plantarmos a solidariedade hoje não haverá solidariedade e precisamos abrir espaço para renovação hoje, porque amanhã será a juventude que estará a frente das lutas sociais”, afirmou Gilmar.
Unidade da esquerda
“Estes companheiros representam a união da esquerda brasileira em frentes políticas no qual a CUT faz parte, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, que têm mesmo ideal de lutar pelas mesmas coisas: contra a retirada de direitos, a favor da reforma tributária, agrária, urbana, política, democratização da mídia, auditoria da dívida pública e mudanças na política econômica”, disse o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, ao apresentar a mesa, coordenada pela secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, e pelo diretor executivo, Júlio Turra.
Pela Constituição
Assim como o novo marco regulatório das comunicações, defendido por Venício, é uma possibilidade prevista na Constituição, várias pautas dos trabalhadores e trabalhadoras também têm amparo constitucional. Quem destacou esse ponto foi Boulos: “Defender a Constituição hoje é visto como pauta da esquerda. A auditoria da dívida pública, taxar as grandes fortunas, proibir propriedade cruzada nas telecomunicações  – o dono de jornal ter também rádio e TV, por exemplo – já estão na Carta Magna”.
Democracia econômica
Mauro e Boulos também concordaram em relação a outro ponto: sem democracia econômica, não há democracia de fato. “Não temos como defender a democracia se não houver a democracia econômica. O 1% mais rico tem mais poder econômico que os 99% da população mundial”, destacou Boulos.
Gilmar Mauro encerrou sua fala com uma frase do sociólogo e político Florestan Fernandes: “Não se deixe esmagar, não se deixe cooptar, lutar sempre!”  E completou: “Nós vamos enfrentar de cabeça erguida, sem esmagar e enfrentar os que estão cooptados, com lutas e conquistas para nosso povo”.
Durante o debate da “A defesa da democracia e direitos”, Rosane Bertotti, que também é Coordenadora Nacional do Fórum Nacional da Democratização da Comunicação, falou de várias ações e atos que acontecerão na Semana Nacional da Democratização da Comunicação, iniciada nesta quarta.
Também circulou em plenário uma lista para coletar assinaturas para Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) por um novo marco regulatório da comunicação.
“Precisamos de mais de um milhão de assinaturas para uma política pública e um direito público e que o Estado tem responsabilidade”, finalizou Rosane.
Antes, o professor Venício já havia deixado uma sugestão aos sindicatos para popularizar o debate sobre a democratização da mídia: “Temos de criar Conselhos Estaduais de Comunicação Social para estabelecer fóruns de discussão do direito à comunicação, importante para a democracia”.
Para maiores informações sobre a campanha “Para Expressar a Liberdade” clique aqui.
Para saber das ações no país todo durante a semana Nacional da democratização da Comunicação que vai até dia 21, clique aqui.

Rollemberg descumpre promessa e terceirizados mantêm greve

O descompromisso do governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e a imprudência das empresas empurraram trabalhadores terceirizados que prestam serviço em órgãos públicos do GDF para o sexto dia de greve, completados nesta terça-feira (13). Sem respostas das empresas e cansados dos constantes atrasos de pagamentos, os trabalhadores cobraram uma atitude do governador do DF na última sexta-feira (9), que se comprometeu a pagar os salários dos trabalhadores até sábado passado (10). A promessa, entretanto, não foi cumprida. Os funcionários estão em greve desde quinta-feira (8) pelo pagamento dos salários que deveriam ter sido pagos até o último dia 7.
Os atrasos de pagamentos e de benefícios são recorrentes e vêm provocando paralisações ao longo do ano. As empresas culpam os atrasos nos repasses contratuais pelo GDF. “É um descaso total com os trabalhadores. Estamos ligando tentando marcar uma reunião, mas nenhuma empresa nos atende. É muita irresponsabilidade. Por isso não há outro caminho a não ser a greve. Nos próximos dias, vamos organizar novos atos para reforçar a mobilização até que os trabalhadores sejam pagos”, ressalta a diretora geral do Sindiserviços -DF, Andreia Cristina da Silva.
De acordo com o Sindiserviços-DF, sindicato que representa os terceirizados, a empresa Ipanema quitou o pagamento dos atrasados nesta terça-feira (13) e os trabalhadores já retornaram ao serviço.

Dilma sobe tom e defesa da democracia norteia 12º CONCUT

A CUT abriu oficialmente a 12ª edição de seu Congresso Nacional (CONCUT) na noite desta terça-feira (13), em São Paulo. E em tempos de criminalização da política, os trabalhadores e trabalhadoras que lotaram um dos auditórios do Palácio de Convenções do Anhembi mostraram saber exatamente de qual lado estão.
Antes mesmo do início da cerimônia, que contou com discursos inspirados em defesa da democracia, os cerca de cerca de três mil delegados e delegadas puxaram coros contra a Rede Globo (“a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”), contra o golpe e em defesa da Dilma Rousseff que elegeram (“eu quero a Dilma que elegi, fora o Cunha e leva junto o Levy”).
Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, foi um dos primeiros a destacar que o momento é de o governo virar o jogo e fazer uma tabela com os movimentos sociais por menos cortes e mais desenvolvimento. Para ele, a Central pode contribuir como protagonista nesse processo, desde que a presidenta Dilma esteja aberta ao diálogo.
“Precisamos sair juntos da crise, esse é o papel da sociedade civil organizada. É preciso virar a página desse terceiro turno no Brasil.”
Vagner ressaltou ainda as lutas da CUT durante os últimos três anos em que esteve à frente da CUT.  Apontou a Marcha das Margaridas de 2015, que reuniu mais de 100 mil mulheres em Brasília, o combate ao PL 4330 (projeto de lei da terceirização sem limites) e falou sobre a defesa da democracia, um dos temas do 12º CONCUT.
”Não vai ter golpe e estamos prontos para enfrentar os golpistas. Já fomos, estamos, e voltaremos às ruas para defender o mandato da presidenta Dilma. A classe trabalhadora não errou, nos 32 anos da história da CUT e incomodamos tanto que estão querendo destruir a dignidade da classe trabalhadora”, avaliou.
Projeto é o alvo
Em um discurso também marcado pela defesa da democracia, Dilma deixou o estilo mais técnico de lado e elevou o tom contra os ataques ao seu governo. Segundo ela, as tentativas de golpe por conta do projeto de desenvolvimento, inclusão social e o combate às desigualdades que representa.
Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica, ela elogiou a CUT por adotar a paridade, que definiu como uma opção responsável por apontar um caminho que aponta a importância das mulheres nas lutas do país e explicou o que levou aos ajustes fiscais.
A presidente ressaltou que o Brasil lutou nos últimos seis anos contra a crise internacional, mas que os instrumentos de geração de emprego e renda utilizados até então atingiram o limite. Diante disso, defendeu as medidas adotadas nesse início de segundo mandato para readquirir equilíbrio fiscal, diminuir a inflação e voltar a crescer.
Dilma lembrou também que as pedaladas fiscais são atos administrativos também usados pelos governos que a antecederam. “Não tivemos nenhum interesse nesses atos nada que não seja executar nossas políticas de investimento”, falou.
Estabilidade política
Para mudar o cenário, disse a presidenta, é necessária a estabilidade política que a oposição não quer.
“Há uma busca incessante da oposição de encurtar seu caminho ao poder, de dar um salto e chegar ao poder fazendo um golpe. Disse fazendo porque se trata de construir de forma artificial o impedimento a um governo eleito democraticamente por 54 milhões de votos. Jogam sem nenhum pudor no quanto pior, melhor. E pior para a população é o melhor para eles.”
A presidenta ressaltou também que a oposição vota contra medidas que ela mesma criou no passado quando estava no poder e tratou da aliança dos setores conservadores com os grandes meios de comunicação para minar sua gestão. “Envenenam a população todos os dias nas redes sociais e na mídia e o pior é que espelham o ódio e a intolerância”, criticou, sendo interrompida, nesse momento, por um uníssono “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.
Ao dizer que a hora é de unir forças, combater o pessimismo e a intriga política, Dilma desafiou. “Quem tem força moral, reputação ilibada ou biografia limpa o suficiente para atacar minha honra?”
Brasil no comando
Lula classificou a intervenção de Dilma como um divisor de águas e, para ele, a presidenta assumiu a postura de quem foi escolhida por 55 milhões de brasileiros.
“Hoje deixamos de ter apenas uma presidente para ter uma líder política. Hoje a Dilma não fez um discurso de presidenta, com relatório do que cumpriu, mas veio dizer ‘eu sou a presidenta desse país com voto conquistado pelo povo e vou exercer meu mandato na sua plenitude. Hoje é como se ela estivesse falando, mulheres e homens do meu Brasil, não deem ouvidos aos nossos adversários porque eu assumi definitivamente a presidência do Brasil”, classificou.
Porém, o ex-presidente cobrou que Dilma vire a chave da política econômica, de um modelo de corte, para outro de crescimento e geração e emprego.
Ao lado de Mujica, Lula tratou ainda o papel de protagonismo que o Brasil possui para fazer com que a América do Sul tenha um papel de relevância no mundo.
“Nunca houve um acumulo de eleição de gente de esquerda e comprometida com os trabalhadores como nos últimos 15 anos na nossa querida América do Sul. Acho que é exatamente por isso que estamos vivendo esse momento de enfrentamento. Acho que o destino da América do Sul está definitivamente ligado à capacidade que o Brasil tem de juntar seus parceiros e construir uma política conjunta sul-americana.”
Unidade latina
Pepe Mujica falou sobre a dificuldade de enfrentar uma burguesia débil e ignorante, mas reforçou que o antídoto para isso é a unidade, sem que isso signifique vender princípios em troca de governabilidade.
“É preciso unidade para governar, mas isso não significa hipotecar a pátria. Significa construir uma casa que nos proteja à todos. Eu sei, brasileiros, que vocês estão passando por um momento difícil. Mas eu aprendi algo durante a minha vida: a luta que se perde, é a que não se luta”, definiu.
Outro desafio, apontou um dos maiores populares presidentes da América do Sul na história, é combater a sedução de tornar-se o que se combate. “Os trabalhadores não podem deixar que a cultura burguesa os iludam. A verdadeira pobreza é gastar a vida preocupado em viver acumulando, acumulando, acumulando e acumulando. Companheiros da CUT, temos que lutar por salários melhores, mas sem se iludir com a cultura burguesia.”
Congresso de unidade
O discurso comum dos presidentes não significou ausência de pluralidade. Ao contrário, a quantidade de organizações presentes no palco durante a abertura do 12º CONCUT deixou clara, antes de tudo, a importância estratégica desse encontro para a unidade da esquerda.
Organizações como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes) e CMP (Coordenação dos Movimentos Populares) foram representadas pela intervenção de uma mulher, negra e jovem, a dirigente do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), Maria Mazé.
“Trazemos a disposição de concretizar a aliança camponesa e operária por soberania alimentar. Essa aliança é contra golpismo, machismo, criminalização e contra retrocesso. Essa aliança é de classe e em defesa do povo brasileiro e da democracia. Neste país não haverá golpe”, sacramentou.

Lula e Mujica participam da abertura do 12º Concut; acompanhe ao vivo

Já está em curso o 12° Congresso Nacional da CUT – Concut, que teve início nesta terça-feira (13) e segue até esta sexta-feira (16), no Palácio de Convenções do Anhembi, na zona norte da capital paulista. A atividade pode ser acompanhada ao vivo pela internet (clique aqui). A CUT também lançou um aplicativo para acompanhar o 12º Congresso Nacional (clique aqui). O objetivo principal do Congresso é eleger a nova direção e traçar os rumos políticos e de lutas nos próximos quatro anos.
Neste ano, o Concut tem como tema “Educação, Trabalho e Democracia”. Serão discutidos assuntos como conjuntura nacional e internacional, democracia e direitos, crise e política econômica alternativa, entre outros. Na abertura do evento, os ex-presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Uruguai, José Pepe Mujica, participarão de ato em defesa da democracia.
Em seu bojo, o Congresso traz uma importante novidade, a paridade de gênero. Aprovada no 11º Concut, a medida faz da CUT a primeira central sindical do mundo a adotar tal prática. Dessa forma, dos 44 dirigentes da entidade, 22 serão homens e 22, mulheres.
Os mais de cem sindicatos filiados à CUT Brasília elegeram 142 delegados de base para representar o DF e o entorno de forma mais ampla e plural no Congresso Nacional da CUT. Todos os delegados eleitos participaram do 13º Congresso da CUT Brasília-Cecut, realizado em final de maio. Ao longo dos meses que antecederam o Cecut, a categoria de cada sindicato elaborou um conjunto de análises, proposições e moções. Após os debates e as aprovações no Cecut, as resoluções foram sistematizadas no caderno de textos – pós cecut, documento que será apresentado e debatido em São Paulo ao longo do Congresso Nacional da CUT.

12º CONCUT começa nesta terça (13)

Está tudo pronto para que na próxima terça-feira (13) comece o 12º Congresso Nacional da CUT, que definirá a nova Executiva Nacional e apontará a linha política a ser seguida pela Central nos próximos quatro anos.
O Concut, cujo tema será “Educação, Trabalho e Democracia”, ocorrerá até o dia 16 de outubro, no Palácio de Convenções do Anhembi, na zona norte da capital paulista. Na abertura, os ex-presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Uruguai, José Pepe Mujica, participarão de um ato em defesa da democracia.
O evento consagrará a reeleição de Vagner Freitas à presidência da CUT, já que o atual presidente encabeça uma chapa única e consensual, que permitiu, inclusive o anúncio antecipado da Executiva Nacional da Central.
Em seu bojo, o Congresso traz uma importante novidade, a paridade de gênero. Aprovada no 11º Concut, a medida faz da CUT a primeira central sindical do mundo a adotar tal prática. Dessa forma, dos 44 dirigentes da entidade, haverá uma divisão de 22 homens e 22 mulheres.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de mulheres no mercado de trabalho mundial aumentou em 200 milhões na última década. Apesar dos avanços no mercado de trabalho brasileiro, há muito o que ser feito. É o caso da presença feminina em espaços de poder, que continuam sendo majoritariamente masculinos. A CUT, com a adoção da paridade, avança no debate de gênero na sociedade.
Outra novidade é o novo modelo de organização, que visa ampliar a participação dos trabalhadores nos debates. Durante os Congressos estaduais da Central, assembleias de base tiveram um caráter formativo, discutindo o papel do Congresso e da CUT, e também indicando os delegados que participariam do encontro nacional, além dos novos presidentes (clique aqui para ver a lista por estado).
Na próxima semana, durante o 12º Concut, esses delegados ajudarão a definir as resoluções que servirão como referência para construção do caderno-base do Concut. “Construímos um roteiro que provoque os debates a partir das bases, inclusive dos locais de trabalho. Pela conjuntura que estamos vivendo no país há uma necessidade cada vez maior de os trabalhadores participarem da construção das resoluções que vão nos guiar no próximo período. Não dá mais para delegar o papel de decisão exclusivamente a dirigentes”, apontou a secretária-adjunta da CUT, Maria de Godói Faria.
O Congresso em números
Quinta maior central sindical do mundo, a CUT impressiona também quando se analisa os dados de seu Congresso. Ao todo, mais de 2.435 delegados [1.410 homens e 1.015 mulheres]  do campo e da cidade participarão do encontro, além de 219 dirigentes de sindicatos de 71 países.
“Esses números mostram a preocupação da CUT com a democracia. Estamos contemplando a paridade e estabelecemos um método de trabalho, durante o Congresso, que nos aproxima da nossa base. Dessa forma, a CUT vai se tornando uma central ainda mais próxima e representativa da classe trabalhadora”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.
 
Programação:
*Também é possível ter acesso à programação do 12º CONCUT através do aplicativo da CUT, para maiores informações, clique aqui

 
12/10/2015 –  SEGUNDA-FEIRA
À partir das 09h – Recepção dos/as Delegados/as
14h-19h  Credenciamento
19h-21h – Jantar
 
13/10/2015 – TERÇA-FEIRA
9h-18h   – Credenciamento
09h         – Seminário Internacional
13h         – Lançamento da Jornada Anti-imperialista e 10 anos de derrota a ALCA
13h-14h – Almoço
18h-19h30 – Jantar
20h-22h – ABERTURA POLÍTICA – Ato Em Defesa da Democracia e por direitos
(Com Mujica, Lula, Movimentos Sociais e Partidos Politicos)
 
14/10/2015 – QUARTA-FEIRA
08h30 – 09h – Regimento Interno
9h-20h           – Credenciamento
9h-10h           – Mística de Abertura e Lançamento;
Década Internacional dos Afrodescendentes
10h-13h  – Mesa 1 Conjuntura Internacional e Nacional
Marco Aurélio Garcia , Ciro Gomes e João Felício
–  Apresentação
–  Debate
13h-14h30 – almoço
14h30-16h – Mesa 2- A Defesa da Democracia e dos direitos.
Guilherme Boulos, Prof. Venicio Artur Lima e João Pedro Stedile
16h-18h – Mesa 3 –  Balanço -Estratégia – Defesa da democracia
10 Minutos para cada Força Política
–  Apresentação do Tema
–  Apresentação do Texto Base e das Contribuições ao Debate
Relatório da Comissão da Verdade
19h-21h30 – jantar
 
15/10/2015 – QUINTA-FEIRA
9h – 14h – CREDENCIAMENTO SUPLENTES
9h-11:00h – Mesa 4- Economia Brasileira:  crise  e política econômica alternativa
Palestra – Marcio Pochmamm
Debate
Vagner apresenta Proposta Econômica da CUT
11h – 13h – Mesa 5 – Proposta da CUT para a crise econômica:  macroeconomia e políticas setoriais. Defesa do emprego, do                                   trabalho  e  da inclusão social
 Apresentação do Tema
 Apresentação de Propostas;
 Debate e Votação em Plenário.
13h- 14h30 – Almoço
14h30 –16h  Mesa 6 – A Educação no Brasil: questões atuais – Fernando Haddad e Roberto Leão CNTE
Debate
15h Coletiva Imprensa – Lançamento do Programa Econômico da CUT
16h -18h  – Mesa 7– Políticas públicas (educação , políticas púbicas)  e  políticas permanentes da CUT)
– Apresentação do Tema;
 Apresentação de Propostas;
 Debate e Votação em plenário.
 Resoluções do 8º Enc. Mulheres da CUT
19h – 21h30 – jantar
 
16/10/2015 – SEXTA-FEIRA
9h-11h       – Mesa 8 – Estatuto
–Apresentação do Tema;
 Apresentação de Propostas;
–Debate e Votação em Plenário
10h – 12h  Inscrição de chapa(s)
11h-13h – Mesa 9 –  Projeto Político-Organizativo
–Apresentação do Tema;
 Apresentação de Propostas;
–Debate e Votação em Plenário
13h – 14h30 – almoço
14h30 – 16h – Mesa 10 – Plano de Lutas
 Apresentação de Propostas;
 Debate;
 Votação em Plenário.
16h–16h30 – Mesa 11- Moções
16h30 – 18h – Eleição da Nova Direção
18h30 – 20h – Jantar
21h30 – 23h – Posse da Nova Direção da CUT – quadriênio 2015-2019

Na próxima terça-feira (13), começa o 12º Congresso da CUT

Está tudo pronto para que na próxima terça-feira (13) comece o 12º Congresso Nacional da CUT, que definirá a nova Executiva Nacional e apontará a linha política a ser seguida pela Central nos próximos quatro anos.
O Concut, cujo tema será “Educação, Trabalho e Democracia”, ocorrerá até o dia 16 de outubro, no Palácio de Convenções do Anhembi, na zona norte da capital paulista. Na abertura, os ex-presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Uruguai, José Pepe Mujica, participarão de um ato em defesa da democracia.
O evento consagrará a reeleição de Vagner Freitas à presidência da CUT, já que o atual presidente encabeça uma chapa única e consensual, que permitiu, inclusive o anúncio antecipado da Executiva Nacional da Central.
Em seu bojo, o Congresso traz uma importante novidade, a paridade de gênero. Aprovada no 11º Concut, a medida faz da CUT a primeira central sindical do mundo a adotar tal prática. Dessa forma, dos 44 dirigentes da entidade, haverá uma divisão de 22 homens e 22 mulheres.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de mulheres no mercado de trabalho mundial aumentou em 200 milhões na última década. Apesar dos avanços no mercado de trabalho brasileiro, há muito o que ser feito. É o caso da presença feminina em espaços de poder, que continuam sendo majoritariamente masculinos. A CUT, com a adoção da paridade, avança no debate de gênero na sociedade.
Outra novidade é o novo modelo de organização, que visa ampliar a participação dos trabalhadores nos debates. Durante os Congressos estaduais da Central, assembleias de base tiveram um caráter formativo, discutindo o papel do Congresso e da CUT, e também indicando os delegados que participariam do encontro nacional, além dos novos presidentes (clique aqui para ver a lista por estado).
Na próxima semana, durante o 12º Concut, esses delegados ajudarão a definir as resoluções que servirão como referência para construção do caderno-base do Concut. “Construímos um roteiro que provoque os debates a partir das bases, inclusive dos locais de trabalho. Pela conjuntura que estamos vivendo no país há uma necessidade cada vez maior de os trabalhadores participarem da construção das resoluções que vão nos guiar no próximo período. Não dá mais para delegar o papel de decisão exclusivamente a dirigentes”, apontou a secretária-adjunta da CUT, Maria de Godói Faria.
O Congresso em números
Quinta maior central sindical do mundo, a CUT impressiona também quando se analisa os dados de seu Congresso. Ao todo, mais de 2.435 delegados [1.410 homens e 1.015 mulheres]  do campo e da cidade participarão do encontro, além de 219 dirigentes de sindicatos de 71 países.
“Esses números mostram a preocupação da CUT com a democracia. Estamos contemplando a paridade e estabelecemos um método de trabalho, durante o Congresso, que nos aproxima da nossa base. Dessa forma, a CUT vai se tornando uma central ainda mais próxima e representativa da classe trabalhadora”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

GDF leva funcionalismo à greve; servidores realizam ato nesta quinta (8)

Calote, chantagem e ameaças do GDF (Governo do Distrito Federal) empurrarm o funcionalismo do DF à greve geral por tempo indeterminado. A concretização da paralisação dos serviços públicos será confirmada em assembleias dos diversos setores do funcionalismo, nesta quinta-feira (8). O calote do GDF foi confirmado na reunião do governo com o Fórum em Defesa do Serviço Público, no Palácio do Buriti, nesta quarta-feira (7). Como o governador Rollemberg não compareceu à reunião, o anúncio foi feito pelo secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas. De acordo com ele, “os reajustes salariais só devem ser pagos em maio de 2016”.
Para cobrir a ausência do governador, o GDF montou um time de secretários para tentar convencer os dirigentes sindicais de que a culpa do calote e da retirada de direitos é da crise econômica. Com mais desculpas e sem respostas ao pleito do funcionalismo local, o governo ainda usou chantagem e ameaçou demitir terceirizados, tentando responsabilizar os servidores. Revoltados com a postura do governo, os sindicalistas se retiraram da reunião.
O coordenador do Fórum em Defesa do Serviço público e secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, cobrou dos secretários do GDF uma proposta concreta do governo. “Nós viemos aqui atrás de uma proposta. O que foi apontado na última reunião com a presença do governador era que hoje seria apresentada uma proposta que tivéssemos condição para levar para as nossas assembleias avaliar”, lembrou o dirigente. Rodrigues ainda ressaltou: “o não pagamento dos reajustes e a ausência de uma proposta concreta nos deixa sem opção. Não há outro caminho além da greve”.
Assembleias e ato unificado na Praça do Buriti
Os mais de 130 mil servidores do funcionalismo público do Distrito Federal se organizarão em assembleias nas proximidades do Palácio do Buriti nesta quinta-feira (8). Algumas categorias já aderiram ao movimento grevista, outras aprovarão indicativo de início da greve a partir da próxima terça-feira (13). As assembleias ratificarão a decisão.
Após as assembleias, os trabalhadores seguirão em marcha até a Praça do Buriti, onde já estarão reunidos os professores, para realizar ato unificado por volta das 11h contra os calotes e ataques do governo Rollemberg e em defesa dos reajustes e direitos do funcionalismo público. Confira abaixo a programação das assembleias:
Educação
Sinpro (Sindicato dos Professores do Distrito Federal)
• Assembleia na Praça do Buriti, às 9h
SAE (Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal)
• Assembleia no Estacionamento da Câmara Legislativa, às 9h
Juntos, os sindicatos representam cerca de 40 mil servidores
Saúde
Sindmédicos (Sindicato dos Médicos do Distrito Federal) – em estado de greve
• Concentração na Praça Cívica da Câmara Legislativa, às 10h30
Sindate (Sindicato dos Técnico em Enfermagem do Distrito Federal) – em greve
• Concentração na Câmara Legislativa, às 10h
Sindsaúde (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal) – em estado de greve
• Assembleia na Praça Cívica da Câmara Legislativa, às 10h
Juntos, os sindicatos representam cerca de 33 mil servidores
Administração Direta
Sindser (Sindicato dos Servidores e Empregados na Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal)
• Assembleia no estacionamento do Tribunal de Contas do DF, às 9h
Sindireta (Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do Distrito Federal)
• Assembleia em frente à Câmara Legislativa, às 10h
Sindetran (Sindicato dos Trabalhadores em Atividade de Trânsito, Policiamento e Fiscalização de Trânsito das Empresas e Autarquias do Distrito Federal)
• Concentração na Câmara Legislativa, às 10h
Juntos, os sindicatos representam cerca de 30 mil servidores
Fonte: CUT Brasília

Para combater o ódio, Frente Povo Sem Medo será lançada nesta quinta (8)

Grupo nasce com desafio de mudar a política nas ruas e responder com mobilização à onda conservadora

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Muitas medidas antipopulares e manobras ameaçam a democracia, como a regulamentação da terceirização sem limites, contrarreforma política, redução da maioridade penal e o estatuto da família.
Além das pautas conservadoras, uma parte da sociedade semeia a intolerância e o ódio seletivo nas ruas e nas redes. Ações que tiveram mais um título capítulo nesta semana.
Nesta segunda (05) folhetos com os dizeres “Petista bom é Petista morto” foram jogados no local onde foi velado o corpo do ex-presidente da Petrobrás e ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra. O ex-dirigente do PT morreu neste domingo (04) na capital mineira, vítima de câncer.
Não bastasse isso, pessoas com cartazes na porta do velório diziam que “Lula amigo seu nem morto” e “Lula sua hora tá chegando”.
Ações como essa são o ápice de um cenário que inclui a hostilidade a ministros e secretários de governos petistas, como foi o caso da mais recente agressão ao secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha, xingado num restaurante em São Paulo.
Para dar resposta a esse clima de ódio e intolerância, movimentos sociais e centrais sindicais lançam na quinta-feira (8), às 19h, a Frente Povo Sem Medo, no Centro Transmontano, em São Paulo.
O grupo que reunirá organizações como a CUT, MTST, CTB e UNE saíra às ruas contra a ofensiva da direita, pelas reformas populares e contra a política econômica do governo.
Está marcado para esta terça (06) uma coletiva de imprensa sobre o lançamento da Frente Povo Sem Medo no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, às 14h.
Programação
Às 19h acontecerá a abertura com atividade Mística  e em seguida será feita a leitura de um manifesto e fala dos apoiadores.
Por volta das 21h40, será lançado um vídeo da frente com histórico de mobilizações e a seguir, haverá uma convocação de luta.
>>> Acompanhe também no evento do facebook:
 

Segue abaixo a Carta Convocatória de Lançamento:

CARTA CONVOCATÓRIA DE LANÇAMENTO DA FRENTE POVO SEM MEDO

O mundo vive sob o signo de uma profunda crise do capitalismo, que perdura desde 2008. Medidas de austeridade econômica dominam a agenda política, multiplicando desemprego, miséria e redução dos direitos trabalhistas. Por outro lado, os banqueiros comemoram cada aniversário da crise, aumentando seus já exorbitantes lucros.
No Brasil, as medidas econômicas não deveriam seguir o mesmo script. O “ajuste fiscal” do governo federal diminui investimentos sociais e ataca direitos dos trabalhadores. Os cortes na educação pública, o arrocho no salário dos servidores, a suspensão dos concursos são parte dessa política. Ao mesmo tempo, medidas presentes na Agenda Brasil como, aumento da idade de aposentadoria e ataques aos de direitos e à regulação ambiental também representam enormes retrocessos. Enquanto isso, o 1% dos ricos não foram chamados à responsabilidade. Suas riquezas e seus patrimônios seguem sem nenhuma taxação progressiva. O povo está pagando a conta da crise.
Ao mesmo tempo, os setores mais conservadores atacam impondo uma pauta antipopular, antidemocrática e intolerante, especialmente no Congresso Nacional. Medidas como a contrarreforma política, redução da maioridade penal, a ampliação das terceirizações, as tentativas de privatização da Petrobrás e a lei antiterrorismo expressam este processo.
No momento político e econômico que o país tem vivido se torna urgente a necessidade de o povo intensificar a mobilização  nas ruas, avenidas e praças contra esta ofensiva conservadora, o ajuste fiscal antipopular e defendendo uma saída que não onere os mais pobres.
A conjuntura desenha momentos desafiadores para o movimento social brasileiro. Precisamos apostar na unidade nas ruas e nas lutas. Esta é a motivação maior de criar uma frente nacional de mobilização, protagonizada pelos movimentos sociais, a Frente Povo Sem Medo.
Será preciso avançar na agenda que os setores populares imprimiram em várias mobilizações ao longo de 2015, como o 15/4, o 25/6 e o 20/8 e também nas greves e mobilizações de diversas categorias organizadas dos trabalhadores:
– Contra a ofensiva conservadora e as saídas à direita para a crise. Não aceitaremos a pauta que este Congresso impõe ao Brasil. Defenderemos a radicalização da nossa democracia, a tolerância e as liberdades contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.
– Contra as políticas de austeridade aplicadas pelo governo, em nome de ajustar as contas públicas. Não aceitamos pagar a conta da crise. Defenderemos que a crise seja combatida com taxação de grandes fortunas, lucros e dividendos, auditoria da dívida e suspensão dos compromissos com os banqueiros.
– A saída será nas ruas, com o povo, por Reformas Populares. Defenderemos a democratização do sistema político, do judiciário e das comunicações e reformas estruturais, como a tributária, a urbana e a agrária.
Esta frente nasce em um momento de grandes embates e com a responsabilidade de fazer avançar soluções populares para nossa encruzilhada. Sabemos que para isso será preciso independência política, firmeza de princípios e foco em amplas mobilizações.
Convocamos todos e todas a se somarem no lançamento da Frente “Povo Sem Medo” que será realizada no dia 08 de Outubro na cidade de São Paulo, às 18 horas.
 

AQUI ESTÁ O POVO SEM MEDO!

CONVOCAM PARA O LANÇAMENTO DA FRENTE POVO SEM MEDO:

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes)
Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG)
Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técino (Fenet)
Uneafro
Círculo Palmarino
Unegro
Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)
União da Juventude Socialista (UJS)
Rua – Juventude Anticapitalista
Coletivo Juntos
União da Juventude Rebelião (UJR)
Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)
Coletivo Construção
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)
Mídia Ninja
Coletivo Cordel
União Brasileira de Mulheres (UBM)
Bloco de Resistência Socialista
Rede Emancipa de Educação Popular
Coletivo de Mulheres Olga Benário
Juventude da Esquerda Marxista
Brigadas Populares
Fonte: CUT Nacional

O ajuste que o Brasil precisa é retomar o desenvolvimento

No dia em que a Petrobras completa 62 anos, movimentos saem às ruas para defender o crescimento como motor da economia

Na primeira manifestação convocada pela Frente Brasil Popular, formada por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos progressistas, milhares de militantes tomaram as ruas do Brasil neste sábado (3) em defesa da democracia, contra o ajuste fiscal e para celebrar os 62 anos de um dos alvos preferidos dos privatistas: a Petrobras.
a mesma maneira que a luta para manter o petróleo como patrimônio nacional forjou o nascimento da maior estatal do país, a celebração de um dos pilares do desenvolvimento teria de ser com o povo nas ruas.
Sob o céu cinza de São Paulo, cerca de 10 mil pessoas partiram da sede da empresa, na Avenida Paulista, em marcha até a Praça da Sé, marco da luta pela democratização do país.
Ainda na Paulista, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, defendeu que os movimentos sindical e sociais têm a missão de impedir um golpe que, caso avance, terão como resposta um enfrentamento ainda maior contra a direita.“Somos os construtores no país, os que constroem os direitos da classe trabalhadora, que lutam por melhores salários, por moradia e por democracia. Não aceitaremos golpe. A Frente Brasil Popular vem para unificar os movimentos sociais no discurso, nas indignações e organizar as nossas lutas”, disse.
Ao reforçar também a unidade na luta, protagonizada pelo Fórum dos Movimentos Sociais, que atua em âmbito estadual, o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, enfatizou a disputa por soberania. “Estamos nas ruas para defender o patrimônio do povo brasileiro. O pré-sal é hoje uma das maiores riquezas de nosso país, disputado por parlamentares e empresas que têm interesses estrangeiros. Queremos uma Petrobras para o povo brasileiro, para melhorar nossos serviços na saúde e educação e não a serviço do capital”.
Vagner também destacou que, a partir do 14º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), que começa no dia 13 de outubro, será construída a secretaria nacional de Mobilização, para ampliar a relação com os movimentos sociais. “Temos muito que fazer pelo Brasil, como mudar esta política econômica que é nociva ao povo brasileiro. Chega de ajuste fiscal, o que precisamos é de políticas econômicas diferenciadas, com taxas de juros mais baixas, ter uma política de financiamento do mercado interno e de recursos para a educação, saúde, transporte e políticas públicas”, enfatizou.
Neste CONCUT, Vagner disse que a Central apresentará uma proposta popular de política econômica. “Não é a do [Joaquim] Levy, não é a dos cortes, nem do ajuste, mas uma política voltada para o desenvolvimento do Brasil e do povo brasileiro.”
Por que a Petrobras?
Presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral também destacou que os ataques a Petrobras miram não só o que foi feito, mas também seu potencial com o pré-sal.
“A lei dos royalties do pré-sal, que destina 75% dos recursos para a educação, pode viabilizar creches para todas as crianças, escolas públicas de qualidade, que o filho do pedreiro entre na universidade. E é para isso que estamos aqui, para continuar mudando o país”, apontou.
O coordenador da CMP (Central de Movimentos Populares), Raimundo Bonfim, criticou a abordagem de veículos da velha mídia que tentaram esvaziar nesta semana a manifestação, com o argumento de que movimentos em defesa da moradia não integrariam o ato.
“Em vários locais, os movimentos de moradia e sem-teto estão nas mobilizações. Até porque, não podemos deixar de lutar para que o ajuste fiscal não recaia sobre os trabalhadores e sobre as conquistas sociais, como o Minha Casa Minha Vida. Na segunda (5), inclusive, que é dia mundial dos sem-teto, realizaremos manifestações em diversos estados da federação”, falou.
Secretária de Juventude da CUT-SP, Cibele Vieira, também tratou da relação entre a mídia e a Petrobras.
“Por mais que estejam tentando há um ano e meio jogar maciçamente a população contra a Petrobras, o povo não confunde as coisas. As pessoas são contra a corrupção, querem que o dinheiro seja devolvido à empresa e ao povo brasileiro. Mas ninguém confunde isso com privatizar”, pontuou.
Cibele lembrou a vitória parcial contra os entreguistas ao barrar o regime de urgência sobre o PLS 131 (Projeto de Lei do Senado), do senador José Serra (PSDB-SP), que retira a Petrobras como operadora única do pré-sal. Mas lembrou que há ainda texto na Câmara (PLC 6726) que trata do mesmo tema e outro no próprio Senado (PLS 155), que afeta todas as estatais ao obrigar que se tornem empresas de capital aberto.
Trabalhadores contra a crise
Secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, destacou ainda o papel que as campanhas salariais terão neste segundo semestre como fomentadoras da retomada do desenvolvimento no país.
“O Brasil cresceu nos últimos 20 anos porque houve um aumento na renda das famílias e esse aumento veio, de um lado, por conta das políticas públicas e, por outro, dos aumentos reais conquistados pela classe trabalhadora. Quando o trabalhador melhora sua renda, ele consegue consumir mais, faz com que a indústria produza mais, o comércio venda mais e o país cresça. Se a gente voltar ao que foi os anos de 1980, em que os patrões visavam arrochar salário, nós vamos afundar na crise. As campanhas salariais deste ano, especialmente do segundo semestre, vão além dos ganhos particulares, jogam decisivamente pelo futuro do Brasil”, definiu.
Secretário de uma das categorias em luta, os bancários de São Paulo e Osasco, Ernesto Izumi, reforçou a ideia de Nobre ao definir que um dos pontos da pauta é ampliar o investimento no país.
“Queremos que os banqueiros, um dos segmentos que mais ganhou dinheiro no país, adotem uma política de democratização do crédito destinado à população.”
Para o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), representante de um dos partidos que integraram o ato – também estiveram presentes PCdoB, PDT e PCO –, há duas agendas no Brasil  em disputa.
“Uma quer defender as conquistas sociais dos últimos 13 anos, a outra quer desconstruir. Uma quer defender a juventude e implementar o Plano Nacional de Educação, a outra que diminuir a idade penal. Uma quer mais moradias, outra quer tirar dinheiro dos programas sociais. Eles querem retirar direitos dos trabalhadores, defendem a terceirização, e nós somos contra. Eles querem retirar um golpe na presidenta legalmente eleita e nós estamos nas ruas em defesa da democracia”, afirmou.
Fonte: CUT Nacional

Ato na Ceilândia no dia 3 defende mais direitos e democracia

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Trabalhadores e trabalhadoras vão à praça pública mais uma vez para defender mais direitos, liberdade e democracia. Desta vez, a CUT Brasília e os sindicatos filiados convocam a militância e a população em geral a comparecerem neste sábado, dia 3 de outubro, às 10h, na feira central da Ceilândia (CNN 2 Área Especial).
Vamos falar em alto e bom tom que repudiamos o retrocesso, o ataque aos direitos dos trabalhadores, a política econômica que penaliza os trabalhadores e favorece o setor financeiro, e os entreguistas que querem abrir a Petrobras e o pré-sal para a cobiça do capital estrangeiro.
Diante do avanço conservador, daqueles que vivem de explorar a classe trabalhadora, e da onda golpista contra a democracia, no mesmo dia em que a Petrobras comemora 62 anos, vamos às ruas dizer que não abrimos mão da democracia e do rico patrimônio do povo, que é a garantia de mais recursos para a educação e a saúde, para o crescimento do país com mais justiça social.
Manifestações em todo o país
A CUT integra a Frente Brasil Popular, composta por outras centrais e entidades sindicais, de trabalhadores sem terra, dos movimentos populares, de mulheres e estudantes.  A Frente está realizando neste dia 3 manifestações de rua em todo o país e distribuiu nota convocatória apontando a gravidade da situação e os motivos para as mobilizações. Eis um trecho do manifesto:
“Somos incansáveis na defesa dos direitos do povo brasileiro, por isso clamamos por mudanças profundas na política econômica no Brasil, para que a crise econômica seja enfrentada de forma diferente. Repudiamos o ajuste fiscal que onera a classe trabalhadora, a educação, saúde e retira recursos do PAC, do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. A conta da crise não pode ser jogada nos ombros dos trabalhadores e trabalhadoras.
Queremos outras saídas: que os ricos paguem pela crise! Taxar as grandes fortunas, os dividendos do lucro das grandes, a remessa de lucro pro exterior, combate à sonegação fiscal, fazer a auditoria da dívida pública e a reduzir a taxa de juros, são medidas necessárias para enfrentar a crise do capitalismo que assola o mundo e também  a economia brasileira.“
Fonte: CUT Brasília

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