Bancários convidam sociedade para lutar contra a ganância dos bancos

Muita arte e animação deram o tom da Campanha Nacional dos Bancários 2015 lançada nesta sexta-feira (21), no Setor Comercial Sul (SCS). Entre outras atrações esquete de teatro, apresentação de mímicas e show de rock.

Com o tema “Você no aperto e os bancos não param de ganhar”, a campanha quer denunciar a ganância dos banqueiros. “Os bancos sugam IMG_8285a qualidade de vida da categoria e o dinheiro de toda a nação. Basta ver os juros exorbitantes que cobram sem oferecer um serviço digno. No ano passado, em apenas quatro bancos, foram mais de 60 bilhões de lucros. A população e os trabalhadores pagam a conta e ficam no aperto”, discursou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.

Participaram do ato, os diretores da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), respectivamente, Jacy Afonso e Enilson Silva, além de diretoras e diretores da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN) e do Sindicato dos Bancários.

“Com crise ou sem crise, banqueiros continuam ganhando. Os bancos seguem batendo recordes em lucros, explorando à fundo os bancários e os usuários, favorecidos pela política de juros altos do governo. Os ganhos nos primeiros quatro meses do ano foram 40% superiores a igual período do ano passado. Mesmo assim, os banqueiros resistem em 1440186211illustrao-campanha-2015-vampiro-sugadoresweb2abrir empregos e dividir melhor o bolo, deteriorando as condições de trabalho e de atendimento à população. Só é possível alterar esse quadro com o vigor e a unidade dos bancários”, afirmou Jacy Afonso.


Arte na luta dos bancários

“A arte sempre acompanhou o Sindicato nas lutas pela categoria e por melhorias para a sociedade”, lembrou Araújo ao parabenizar os artistas que abrilhantaram o evento na Praça do Povo.

Além de se informar qual o mote da campanha deste ano, bancários e pessoas que passavam no local conheceram um pouco mais da vida dos bancários que enfrentam uma rotina caótica para cumprir as metas abusivas impostas pelo banco e que, por isso, precisam se unir e procurar o Sindicato para conhecer e lutar por seus direitos. O tema fez parte da interpretação cômica dos atores Fabiana Kami e Marcos Pavi.

O público também curtiu a performance do mímico Miquéias, que tem traduzido o sofrimento da categoria bancária desde a década de 1980. O rock, levado pela banda Down Jones, foi o ritmo escolhido pela organização para despertar os bancários para a importância da campanha que tem a missão de percorrer as agências bancárias do Distrito Federal, mobilizando toda a sociedade contra a sanha dos banqueiros.

IMG_8452Campanha multimídia 
Com transmissão diretamente no local do evento, os programas da TV Bancário e da TV Comunitária fazem parte do pacote multimídia que irá colocar nas ruas a Campanha Nacional contra os “sugadores”.

Foram entrevistados o presidente do Sindicato e o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese), Max Leno de Almeida. Araújo falou sobre os eixos da campanha e Max Leno contextualizou a situação econômica atual, com foco na lucratividade dos bancos e quais as perspectivas para a luta que se inicia.

Um boneco em forma de cofre ilustrou a atuação dos bancos na economia brasileira. Cartazes, faixas e panfletos enfatizaram qual a fórmula usada pelos banqueiros para aumentar o lucro: assédio moral, tarifas altas, metas abusivas e demissões.

“Leiam o material que está sendo distribuído pelo Sindicato. Se a gente não souber dos nossos direitos para defendê-los, continuaremos sendo oprimidos. Vamos ficar espertos e entrar juntos nesta luta”, convidou Araújo.

Um grito ecoou no centro de Brasília: “Não vai ter golpe”

Uma multidão de manifestantes da CUT e de outras centrais sindicais, além de diversos movimentos sociais (como os sem teto e sem terra) e estudantis e de partidos políticos, coloriu de vermelho o espaço entre a Praça dos Aposentados do Conic até a Rodoviária do Plano Piloto entre 16h30 e 20h dessa quinta-feira (20). Entre a concentração no Conic, na praça em frente à CUT Brasília, a caminhada de cerca de meio quilômetro e a ocupação da Rodoviária, cerca de 3 mil trabalhadoras e trabalhadores, estudantes e aposentados participaram da atividade convocada para defesa de mais direitos, liberdade e democracia.
IMG_9791Exibindo faixas e cartazes contra ameaças de golpes às instituições democráticas, contra retrocesso e recessão promovidos pela atual política econômica do governo e contra os projetos no Congresso Nacional conservador que precarizam o trabalho, roubam direitos e criminalizam movimentos sociais, os manifestantes entoaram palavras de ordem enquanto distribuíam panfletos com o objetivo de informar a população sobre os riscos do avanço da direita golpista, da implantação do plano Levy  para o país e dos projetos neoliberais e privatistas do governo Rollemberg no DF.
“Infelizmente, a grande mídia não mostra a realidade dos fatos para o povo brasileiro. Corroborando ataques da direita, a imprensa esconde toda a conjuntura que está por trás dessa crise política e econômica”, ataca o secretário de finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto. “Estamos protestando contra o ajuste fiscal e o conjunto de ataques aos direitos da classe trabalhadora. Porém, para isso, não atacamos o estado democrático de direito, pois entendemos que a preservação da democracia é fundamental para o desenvolvimento e para avanços em termos de justiça social e, inclusive, para garantir o direito de continuar batendo no que consideramos errado nesse e em qualquer governo!, completa Julimar.
“Os trabalhadores sofreram, mas lutaram muito contra a ditadura. Muitos morreram, muitos outros foram presos e perseguidos. Não podemos desonrar essa luta e a herança conquistada pelos mais velhos. Além disso, só numa democracia o povo pode ir às ruas lutar contra a exploração e pelas mudanças contra as desigualdades sociais”, ressalta Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.
Convocado pela CUT e mais de uma dezena de entidades sindicais, sociais e partidárias, o ato político teve início às 16h30, quando os manifestantes começaram a chegar na praça dos Aposentados, onde falações políticas se intercalaram com músicas características da cultura brasileira, interpretadas pelo músico Chico Nogueira.
“A CUT está nas ruas em várias capitais do país pra defender a democracia, a liberdade, a manutenção dos direitos conquistados e deixar claro que não aceitaremos nenhum retrocesso nas conquistas duramente conquistadas. É um dia de fundamental importância e muitos outros virão, de muita mobilização e unidade da classe trabalhadora”, explica o diretor de Políticas Sociais da CUT Brasília, Ismael César.
Ao lado da classe trabalhadora
Por compreender que a luta pela democracia é essencial para a garantia e a conquista de qualquer outro direito e que a pauta da classe trabalhadora é estratégica para muitos segmentos sociais, fomentando a luta por terra, porIMG-20150820-WA0058distribuição de renda, liberdade e igualdade de oportunidades, os integrantes dos movimentos sociais compareceram em peso à manifestação em Brasília.
“Não podemos dar vasão às intenções de golpe dos segmentos elitistas e de direita porque lutamos muito para ter uma democracia em nosso país. É também um momento de luta e reflexão sobre o modelo econômico adotado pelo atual governo. Esse ajuste fiscal não pode ficar nas costas dos trabalhadores. É preciso que a presidenta Dilma mude os rumos da política econômica do governo e rejeite a agenda Brasil para governabilidade oferecida por Renan Calheiros e que nada mais é do que uma agenda neoliberal que retira direitos dos trabalhadores, privatiza as empresas públicas e reduz o Estado. Nós derrotamos o neoliberalismo nas urnas e agora vamos derrotá-lo nas ruas defendendo o programa que nós elegemos, desenvolvimentista com distribuição de renda e garantia dos direitos da classe trabalhadora”, afirma o coordenador nacional do Movimento Sem Terra, Alexandre Conceição.
Para a militante da esquerda, Carmem de Oliveira, a luta pela democracia é uma pauta permanente e dever de todos os militantes de esquerda : “Esse ato é a demonstração do nosso desejo que a democracia seja mantida no nosso país. Se abrirmos mão da mobilização, que é a força popular, estaremos abrindo mão de tudo”, reflete Carmem.
De acordo com a dirigente CUTista e do Sindicato dos Professores do DF, Rosilene Correia, a democracia no Brasil ainda é um processo muito recente e que deve ser respeitado. “Não aceitaremos que o Congresso ou o governo imponham medidas que prejudiquem a classe trabalhadora. O nosso enfrentamento é constante e a união do povo não permitirá nenhum retrocesso. Com a nossa unidade, sairemos vitoriosos desse processo e o país sairá vitorioso”, conclui Rosilene.
“A gente tem é que fortalecer essa democracia, aumentando os espaços de participação popular, ampliando o acesso do povo aos espaços de poder, encorajando os movimentos sociais e a juventude a participarem das decisões políticas do país”, afirma a presidenta da Unegro-DF, Sandra Alves.
Em defesa do mandato popular
Várias vertentes do Movimento Estudantil ligadas principalmente à União Nacional dos Estudantes (UNE), compareceram ao ato levando e fortaleceram o movimento dos trabalhadores, com palavras de ordem e instrumentos de percussão. Mobilizados, os jovens mostraram que estão informados sobre a situação política do país e cientes do enfrentamento político necessário para barrar qualquer tentativa de golpe.
IMG-20150820-WA0065“A gente sabe que o nosso país não pode cair mãos de golpistas, que não têm também interesse algum nas pautas da juventude. Nesse ato, mostramos mais uma vez que o Movimento Estudantil está em parceria com a classe trabalhadora, as centrais sindicais e os outros movimentos sociais contra qualquer retrocesso e retirada de direitos e na luta pela manutenção e fortalecimento da nossa democracia” afirma a diretora de Combate ao Racismo da União dos Estudantes Secundaristas (UES), Ludmila Jardim.
“Avaliamos que é necessário defender o mandato popular decidido nas urnas e cobrar os compromissos eleitorais feitos com a classe trabalhadora e com os movimentos sociais, pois foi graças a nós que Dilma garantiu sua reeleição. O plano Levy (e agora Renan) está na contra mão da agenda que elegemos para o nosso país, bem como todos os ataques que os trabalhadores vem sofrendo ao longo do ano”, explica Vítor Carvalho, militante da Juventude Revolução.
A multidão vermelha de manifestantes permaneceu na Rodoviária até aproximadamente 20h. Ao longo da caminhada, dezenas de pessoas que esperavam o transporte coletivo para voltar para casa aderiram ao movimento e prestaram apoio.

Sessão solene na Câmara Legislativa homenageia 32 anos de CUT

A CUT chega aos seus 32 anos de fundação no dia 28 deste mês, mantendo-se como a maior central sindical do país e da América Latina e quarta do mundo. Como parte das comemorações, neste dia, a partir das 19h, haverá sessão solene em homenagem ao aniversário da CUT na Câmara Distrital do Distrito Federal (CLDF), localizada no Eixo Monumental.
“A CUT Brasília sempre teve participação decisiva nas lutas e conquistas dos trabalhadores do Distrito Federal nas mais de três décadas de sua história”, afirma o deputado Chico Vigilante (PT), autor do requerimento para realização da sessão solene. Chico é um dos fundadores da CUT nacional em 1983 e foi o primeiro presidente da CUT Brasília, criada um ano depois para promover e consolidar regionalmente uma central baseada nos princípios da liberdade e autonomia sindicais, na solidariedade de classe e na construção do socialismo.
O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, convoca dirigentes de todas as mais de cem entidades filiadas no Distrito Federal e Entorno e as trabalhadoras e os trabalhadores a participarem da solenidade. Esta homenagem reafirma a Central como a principal entidade de luta e resistência num momento de graves ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores e às instituições democráticas pelos setores empresariais e conservadores de direita.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, a CUT representa atualmente cerca de 24 milhões de trabalhadores vinculados a cerca de 3,5 mil sindicatos. Em junho do ano passado o professor CUTista João Felício foi eleito para presidir a Central Sindical Internacional (CSI), a maior entidade mundial de representação dos trabalhadores.
Homenagem aos 32 anos da CUT
Dia 28 de agosto de 2015 (sexta-feira)
Horário: 19h
Plenário da Câmara Legislativa – CLDF (Eixo Monumental)
 

Por que vamos às ruas nesta quinta (20)

Veja e divulgue o informe assinado pela CUT Brasília, entidades do movimento social e partidos políticos do Distrito Federal e entorno convocando todas e todos a participarem das manifestações desta quinta (20). Em Brasília, a concentração será às 16h30 na praça dos Aposentados no Conic, com caminhada até a Rodoviária, do Plano Piloto.

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Dia 20 vai às ruas quem tem proposta e quer democracia

A CUT e os movimentos sociais que promovem atos em todo o país no dia 20 de agosto querem uma nova agenda para o Brasil. Não confundir, porém, com a Agenda Brasil, apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no dia 10 de agosto.
Entre as propostas da Agenda Brasil estão a “regulamentação do ambiente institucional dos trabalhadores terceirizados para melhorar a segurança jurídica em face do passivo trabalhista potencial”, revisar a legislação de licenciamento em zonas costeiras, simplificar procedimentos de licenciamento ambiental e revisar marcos jurídicos que regulam áreas indígenas.
Constam ainda a ampliação da idade mínima para a aposentadoria, mediante estudos e “aperfeiçoar o marco jurídico e o modelo de financiamento da saúde”. Em outras palavras, fazer com que o SUS (Sistema Único de Saúde) deixe os princípios de equidade, universalidade e integralidade e passe a ser pago de acordo com a faixa salarial.
Conforme destaca o presidente da CUT, Vagner Freitas, todas  as propostas com o verniz de apoio ao desenvolvimento e à retomada do crescimento, mas, que, na prática, atacam conquistas da sociedade brasileira ao abrir brechas para a regulamentação da terceirização sem limites e a ocupação de terras sem parâmetros como o respeito ao meio-ambiente e a populações indígenas,
Segundo ele,  neste momento em que setores conservadores e empresários aproveitam a crise para enfiar retrocessos por baixo da porta dos trabalhadores, os movimentos sindical a sociais devem comprar o debate sobre a qual agenda o governo da presidenta Dilma Rousseff deve abraçar.
Assim, aponta Vagner, os atos do dia 20 são um momento fundamental para discutir com a sociedade brasileira o caminho a seguilr. “O ato é pelos direitos, contra a direita e de defesa da classe trabalhadora. Chegou a hora de virar a página, acabar com esse terceiro turno, minar completamente o desejo pelo golpe de quem perdeu as últimas eleições. Quem vai às ruas no dia 20 tem proposta, quer democracia e que o Brasil retome uma conjuntura de criação de emprego e renda”, apontou.
Vagner disse ainda que a ideia é aglutinar pessoas que não se sentem representadas por mobilizações que evocam o ódio, a intolerância e a divisão.
“Neste dia 20 sabemos bem o que queremos e precisamos. Precisamos que a conta da crise não tenha como fiador o trabalhador e defendemos reformas estruturais. Passou da hora de fazer uma reforma agrária no Brasil, a reforma tributária, taxar as grandes fortunas, termos um novo marco regulatório para a comunicação para democratizá-la. E, claro, defendermos a Petrobras e o pré-sal, que financiará mais investimentos em educação e saúde. A intolerância e a Agenda Brasil só interessa aos golpistas e a quem financia o golpe, dentro e fora do Congresso”, acrescentou.
Respeito aos espaços de negociação – O presidente da CUT alerta ainda que qualquer reforma deve passar pelos espaços que a Central, governo e empresários integram e que a classe trabalhadora não aceitará negociar em cima de uma agenda unilateral definida pelo Congresso.
“Não faz sentido o governo lançar um Fórum de Debates sobre Políticas de Trabalho, Renda, Emprego e Previdência, que terá sua primeira reunião em setembro, e definir uma pauta baseada num programa que não contou com a contribuição de qualquer trabalhador. Não basta a presidenta receber os movimentos sindical e sociais, como fez no dia 13, se não houver uma agenda de negociação conosco. Esse é nosso papel no dia 20, pressionar para reequilibrar essa relação”, disse.

Em resolução, CUT convoca militância em defesa da democracia

A direção nacional da CUT, reunida em Brasília no dia 14 de agosto, avaliou com preocupação a crise brasileira, que se desdobra num cenário com desafios complexos para a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.
Junto com os movimentos sociais, que ocuparam novamente as ruas na expressiva Marcha das Margaridas, e que estiveram reunidos em audiência com a Presidenta Dilma, a CUT demonstrou veemente repúdio à ameaça de golpe orquestrada por setores conservadores da sociedade, ao mesmo tempo em questionou a atual política econômica, exigindo sua mudança. Apontou um caminho alternativo, o de defesa da democracia e do projeto de desenvolvimento vitorioso nas eleições de outubro. Em sua defesa, a CUT travará a luta que for necessária na disputa de ideias e nas formas de pressão, usando como armas a mobilização de suas bases e a articulação com os movimentos sociais. Promoverá com eles o Ato Nacional “Tomar as Ruas por Direitos, Liberdade e Democracia” no dia 20 de agosto  e participará  da Conferência Nacional Popular em defesa da democracia e por uma nova política econômica, no dia 5 de  setembro em Belo Horizonte, antecedida do Encontro nacional e popular pela Constituinte no dia 4.
A defesa deste projeto deverá ser feita em diferentes espaços – do local de trabalho às manifestações de rua, das assembleias de massa à greve geral,  dos fóruns institucionais de negociação à pressão sobre o Congresso – , todos eles fundamentais neste momento histórico em que as classes dominantes traçam sua estratégia de conciliação de interesses para contornar a crise política e pavimentar o terreno para restauração neoliberal.
O projeto que defendemos tem conteúdo diferente e é oposto àquele proposto pela agenda política e econômica de Renan Calheiros e Joaquim Levy. Quando defendemos a democracia, estamos falando de nenhum direito a menos. Por isso, fomos contra a retirada de direitos contida nas medidas de ajuste fiscal (MPS 664  e 665), assim como repudiamos a proposta de precarização das relações de trabalho embutida no PLC 30/15, em andamento no Senado, que permite a terceirização da atividade fim da empresa.
Quando defendemos a democracia, estamos falando de cidadania como uma fronteira de direitos civis, políticos e sociais em contínua expansão, por isso reivindicamos o direito de greve e de negociação coletiva para os servidores públicos. É com essa posição que participaremos do fórum criado pelo governo para discutir propostas de regulação das relações de trabalho e da previdência social; pelo mesmo motivo, não aceitamos retrocessos, como a diminuição da maioridade penal, a diminuição da idade para ingresso no mercado de trabalho e a criminalização dos movimentos sociais (lei antiterrorismo); e nos indignamos quando os direitos humanos são violentados, como tem acontecido com o extermínio de jovens negros das periferias  e favelas de nossas cidades.
Quando defendemos a democracia, falamos de liberdade de expressão e de igualdade de oportunidades, por isso somos contra o desmedido poder decorrente do monopólio dos meios de comunicação por um número reduzido de empresas e exigimos sua democratização.
Ocuparemos as ruas para lutar contra a corrupção e exigir uma verdadeira reforma política, realizada por uma Constituinte exclusiva e soberana. Faremos da mobilização o caminho para as reformas que o país precisa – tributária, urbana, agrária, educacional, democratização dos meios de comunicação –  para consolidar a democracia e ampliar participação popular.
A agenda econômica da CUT também é outra. Somos contra atual política econômica que conduz de forma errática o país à recessão. Não somos contrários ao equilíbrio das contas públicas, mas não aceitamos que a política de ajuste fiscal seja feita às custas dos setores mais pobres da população visando gerar superávit primário para reembolsar banqueiros e especuladores. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar a taxa de juros, o equilíbrio das contas públicas deve ser feito com base numa auditoria da dívida pública e ter como instrumentos a taxação das grandes fortunas, de dividendos e de remessas de lucros das empresas.
No lugar da atual política econômica recessiva, que cria condições para a restauração neoliberal e para um novo ciclo de reestruturação produtiva das empresas, a CUT propõe outra política, que assegure a retomada do crescimento com base no investimento, no fortalecimento da indústria e da agricultura familiar, na ampliação do emprego e na redistribuição de renda; na defesa intransigente da Petrobras, do pré-sal, do regime de partilha e do conteúdo nacional; na valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade; no combate à desigualdade  e na inclusão social.
A CUT dará atenção especial às campanhas salariais em curso no segundo semestre, conferindo a elas um caráter classista. Além da defesa da pauta imediata do emprego, dos direitos, de melhores salários e melhores condições de trabalho, as mobilizações dos trabalhadores deverão criar condições para fortalecer as lutas mais gerais a favor  da democracia e de uma nova política econômica, criando as bases para uma greve geral que pode se tornar necessária.
Nesta conjuntura complexa, o caminho da CUT continua o mesmo: o da luta em defesa da classe trabalhadora.

EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA  LIBERDADE

CONTRA A DIREITA E A FAVOR DOS DIREITOS

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

CONTRA A AGENDA  RENAN-LEVY: POR UMA POLÍTICA ECONÔMICA QUE PROMOVA O CRESCIMENTO, O SALÁRIO, O EMPREGO E A INCLUSÃO SOCIAL

EM DEFESA DA PETROBRAS

Todos às ruas dia 20 contra intolerância e revolta seletiva

Nem palmas ao governo Dilma Rousseff, nem golpe. Os atos programados para a próxima quinta-feira (20) em todo o país defenderão uma agenda de reformas à esquerda, que fuja da atual política econômica recessiva e, aliado a isso, reunirão indignados com a intolerância e a revolta seletiva das marchas do último dia 16.
Em coletiva no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo nesta segunda (17), dirigentes da CUT, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), UJS (União da Juventude Socialista), UNE (União Nacional dos Estudantes) e Intersindical ressaltaram que as manifestações serão de cobrança e crítica, mas muito distantes das manifestações de ódio que tomaram o país.
Embora a mídia tradicional tenha falado em manifestações “pacíficas”, os atos de domingo tiveram até pregações de morte a quem pensa diferente.
Em São Paulo, os manifestantes se concentração às 17 horas, no Largo da Batata, em Pinheiros, e seguirão em marcha até o vão livre do MASP, na Avenida Paulista.
Também estão confirmados atos em mais outras 11 cidades: Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Recife, Salvador, Goiânia, Fortaleza, Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis. Outras cidades também devem divulgar a mobilização até o final do dia.
Agenda Brasil
Um manifesto divulgado pelos movimentos sindical e sociais defende uma plataforma de reformas urbana, tributária, educacional, a democratização dos meios de comunicação e a reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.
Conforme destacou o representante do MTST, Guilherme Boulos, a expectativa é atrair, além dos militantes das organizações, quem não é ligado à nenhuma organização, mas se revoltou com o que classificou de desfile de intolerância, moralidade e indignação seletiva durante as marchas do último dia 16.
“Vamos para as ruas por dois eixos fundamentais: o enfrentamento à direita mais conservadora, que semeia intolerância, preconceitos e está representada por vários retrocessos conduzidos por Eduardo Cunha no Congresso Nacional, mas também pelo enfrentamento direto ao atual ajuste fiscal conduzido pelo governo federal, estaduais e municipais e cobrando saída popular para crise”, apontou.
Resposta ao Congresso
Presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, ressaltou que a mobilização será também uma resposta ao Congresso Nacional e à proposta da Agenda Brasil, uma plataforma divulgada pelo Senado que inclui retrocessos como o avanço da terceirização, a flexibilização da agenda ambiental e o ataque aos territórios indígenas.
O dirigente destacou que o manifesto ainda não comenta a agenda, porque foi divulgado antes, mas essa é uma proposta sobre a qual não há nem mesmo chance de se iniciar um diálogo. “Não temos espaço nenhum para fazer pacto com o governo sobre essa Agenda Brasil”, disse.
Adi comentou ainda que existe um ambiente sendo criado para não respeitar as eleições de 2014, a expressão de quem perdeu e coloca em pauta a discriminação aos movimentos sociais.
Dirigente da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, apontou que quem prega a saída de Dilma, defende também a repactuação do modelo de desenvolvimento que havia no período anterior, pior para o povo e melhor para o sistema financeiro. Para ele, é preciso conversar com as bases para que não caiam na lábia de quem é favorável ao golpe.
“Não vimos nenhuma cobrança aos corruptos da Operação Zelotes – que apura o suborno de grandes empresas, inclusive de comunicação, acusadas de subornarem autoridades para não serem condenadas a pagar impostos –, ao Cunha, aos investigados do HSBC, nenhuma denúncia da chacina de Osasco. A indignação é seletiva e alheia ao povo brasileiro. Vamos dialogar com os trabalhadores para que não caiam nessa armadilha”, disse.
Para os presidentes da UJS, Renan Alencar, e da UNE, Carina Vitral, a juventude não se sente representada pelas marchas do último domingo e muito menos por um Congresso que tenta propor saída à crise e que continua ignorando os movimentos sociais.
“Quando falamos em corrupção, o que unifica as organizações é a reforma política para discutir e cortar pela raiz esse mal. A origem da operação Lava Jato e uma das denúncias mais presentes é o financiamento privado de campanha, contra o qual temos de lutar”, disse.

Ato nacional de 20 de agosto: tomar as ruas por direitos, liberdade e democracia!

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Estaremos nas ruas de todo o país neste 20 de agosto em defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise.
Contra o ajuste fiscal! Que os ricos paguem pela crise!
A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.
Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos!
Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, Redução da maioridade penal, Contrarreforma Política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a Entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.
A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares!
É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.
A rua é do povo!
20 de Agosto em todo o Brasil!
Fonte: CUT Nacional

De vermelho, CUT celebra a democracia e pede fim da intolerância

O ato organizado pela CUT e movimentos sociais, em frente ao Instituto Lula, em defesa da democracia, confirmou que os ares golpistas estão ficando para trás. Enquanto a direita via cair o número de manifestantes que pediam o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) nas capitais do País, na entidade que leva o nome do ex-presidente petista os gritos de “não vai ter golpe” mostravam a força de uma militância que se mostra disposta na defesa de um governo eleito democraticamente.
Antes das 14h, horário marcado para o início do ato, a frente do Instituto Lula já estava tomada por manifestantes vestidos de vermelho. Aos gritos de “O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, lembravam o atentado terrorista sofrido pela entidade no último dia 30 de julho, ainda sem qualquer tipo de resolução por parte da polícia.
Festejado pelos manifestantes, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, esteve no ato e pediu mais tolerância. “É esse clima que queremos para o País, as pessoas festejando a democracia. O Brasil precisa de entendimento nacional. Com esse terceiro turno que não acaba nunca, o Brasil não consegue crescer. Vamos virar essa página, gente. Acabar com esse negócio de golpe. As eleições são em 2018, vamos esperar as eleições e cada um vota em quem quiser”, disse.
Com bateria e cantos, o ato seguiu em clima de festa por toda a tarde. O programa de domingo foi diferente para a família da metalúrgica de Diadema, Fátima Ferreira, que foi ao ato com o companheiro e a filha ao ato. “Temos que nos preocupar com o futuro do país, e é legal a família inteira vir aqui ouvir o que estão dizendo sobre esse momento complicado. Eu, particularmente, acho que a democracia é muito importante e não podemos derrubar a presidenta que foi eleita, tem que esperar as eleições”, explicou a trabalhadora.
Paralelo ao ato, ocorreu a terceira “Jornada pela Democracia”, uma roda de debates organizada pelo jornalista Camilo Vanucchi. “Somos um pedaço dessa manifestação aqui. Estamos aqui para debater e discutir o futuro do Brasil, ninguém aqui é bobo, sabemos o que está acontecendo. Ninguém acha legal esse ajuste, mas podemos disputar o governo sem ter que trocar o governo. É um contraponto ao ódio e à essa onda golpista”, afirmou.
Perseguição e ameaça de morte
Vagner, mais uma vez, explicou suas declarações da última quinta-feira (13), durante o encontro de Dilma com os movimentos sociais. “Forçaram a barra com isso. Foi uma força de expressão. Nossas armas são a democracia, as paralisações, greve, diálogo, unidade dos trabalhadores. Jogaram uma bomba no Instituto Lula e parece que não aconteceu nada. Pinçaram uma frase minha e fizeram um carnaval, não tem cabimento isso. Estou sofrendo ameaças”, denunciou.
O presidente da CUT explicou que nas redes sociais ele e sua família estão sendo ameaçados. “Uma série de perseguições, ou até mesmo pessoalmente, com tentativa de agressões. Eu acho lamentável, é a cara da intolerância. Ameaçaram minha mulher, minhas crianças. Disseram que vão me matar e matar minha família”, lamentou Vagner, diz.

Nota da CUT: Não ao golpe!

A Direção Nacional da CUT, reunida em Brasília no dia 14 de agosto, manifesta seu mais veemente repúdio a qualquer tentativa de impeachment da presidenta Dilma, eleita democraticamente pela população brasileira, ao mesmo tempo em que expressa sua posição contrária à atual política econômica, que leva o país à recessão e penaliza a classe trabalhadora com o desemprego e a perda de direitos.
Resistiremos ao golpe junto com os movimentos sociais e com o povo na rua no dia 20 de agosto em defesa dos direitos, da liberdade e da democracia. Faremos das campanhas salariais em curso neste semestre uma trincheira na defesa dos reajustes dos salários dos trabalhadores, dos direitos trabalhistas e contra qualquer tipo de golpe e, se for necessário, paralisaremos o país com a greve geral em defesa da democracia.
Lutaremos contra a pauta conservadora imposta pelo Congresso, que promove o retrocesso político, o preconceito e a intolerância, retira direitos e  entrega o patrimônio público a empresas estrangeiras. Somos contrários à agenda proposta pelo presidente do senado Renan Calheiros-Levy que promove a agenda neoliberal no país. Nossa agenda é outra, em torno dela mobilizaremos a classe trabalhadora. Queremos mudança da atual política econômica. Faremos a defesa intransigente da Petrobrás, contra o projeto do Senador José Serra que altera o regime de partilha na exploração do Pré-Sal. Estaremos nas ruas e no Congresso contra o PLC 30/15 que permite a terceirização da atividade-fim, contra a lei antiterrorismo e contra a redução da maioridade penal.
No lugar da atual política econômica recessiva, que cria condições para a restauração neoliberal e para um novo ciclo de reestruturação produtiva das empresas, que utilizará, entre outros instrumentos, a redução de postos de trabalho, a CUT defende a retomada do crescimento com base no investimento, no fortalecimento da indústria e da agricultura familiar, na ampliação do emprego, na redistribuição de renda, no combate à desigualdade e na inclusão social.
A saída da crise é com o povo nas ruas defendendo a democracia, as reformas populares e uma política econômica coerente com o projeto vitorioso nas urnas.
 

São Paulo, 14 de agosto de 2015.

DIREÇÃO NACIONAL DA CUT

 

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