População de Formosa veste luto em protesto no aniversário da cidade

Inconformados com o contínuo descaso do prefeito, que vem descumprindo acordos feitos com os trabalhadores e deixou de investir em áreas fundamentais para o crescimento da cidade de Formosa, os moradores da região realizam caminhada de protesto nesta quinta feira (6). De luto, os manifestantes se concentrarão às 9h em frente à prefeitura da cidade, onde o sindicato que representa os servidores públicos da região – Sinprefor realizará assembleia com os trabalhadores antes de unir-se ao ato. Outros sindicatos CUTistas, como o dos bancários, vigilantes e rurais, apoiam o movimento e participam dele.
Muitos motivos têm causado a indignação da população de Formosa. A falta de cuidado com a cidade e a escassez de investimento em saúde e educação são as principais queixas dos moradores da cidade. Além disso, mais de 3 mil servidores estão prejudicados desde o início do ano devido ao não pagamento da data base e do piso salarial da categoria. “No mês de março,os trabalhadores cruzaram os braços durante 20 dias para pressionar a prefeitura a dar alguma resposta, já que vários ofícios foram enviados e o prefeito simplesmente ignorava a nossa situação. Ficou acordado que a prefeitura faria um cronograma de pagamento dos atrasados em até 60 dias”, explica o presidente do Sinprefor, Alex Nunes.
De acordo com o sindicalista, o acordo foi descumprido pela prefeitura, que depois da negociação, voltou a se omitir. “O prefeito fechou o canal de diálogo e falou em entrevista para uma revista local que não vai pagar a data base ou o piso salarial. Além disso, alegou insistentemente que não dispõe de recursos para atender as revindicações dos trabalhadores”, completa Alex Nunes.
O sindicato espera o resultado de ações que ajuizou para garantir o cumprimento do acordo com os servidores da região, tanto na Justiça quanto no Ministério Público Federal. “Esperamos que a população participe em peso dessa mobilização para cobrar do prefeito que ele cumpra de fato o seu papel e a sua palavra com os moradores e trabalhadores da cidade de Formosa. Apenas com a presença e a unidade do povo dessa cidade é que poderemos avançar e, mais do que isso, impedir que essa situação piore”, convoca o presidente do Sinprefor.

Jornal d@s Trabalhador@s convoca para Marcha das Margaridas no dia 12

A nova edição do Jorn@al do Trabalhador@s, produzido pela CUT Brasília, traz a matéria principal com a mancheteNas ruas contra o retrocesso, na qual convoca todas as trabalhadoras e os trabalhadores para participarem da Marcha das Margaridas, no próximo dia 12, em Brasília. São esperados cerca de 100 mil trabalhadores do campo e da cidade nesta V Marcha, que saírá às 7h do Mané Garrincha e seguirá até a praça dos Três Poderes, em defesa da democracia e da igualdade de direitos.
O jornal traz reportagens também sobre os últimos atos da militância CUTista conta o Plano Levye os ajustes fiscais, que prejudicam os trabalhadores,  e o projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal que quer calar o povo, proibindo manifestações em defesa de direitos da classe trabalhadora no Eixo Monumental.
Confira:
Jornal CUT Brasília – Agosto 2015

Auxiliares de enfermagem e professores exigem respeito em Planaltina de Goiás

O Sindicato dos Servidores Municipais de Planaltina de Goiás (Sindiplag-GO) lançou a  “Campanha de Valorização do Auxiliar de Enfermagem” na programação da rádio local OK (104,1 FM), nesta segunda-feira (3). Em entrevista à rádio local (foto), o Sindicato denunciou à população o que consideram atrocidades do governo contra os servidores da Saúde. Atualmente, os técnicos de enfermagem (servidores efetivos) recebem quase 50% a menos que os técnicos (serviço temporário). Em alguns casos, os temporários recebem de R$ 1.200 à R$ 1.800; já os efetivos, R$ 974.

De acordo com o Sindicato, no concurso de 2013 passaram 113 técnicos em enfermagem, porém, só foram convocados 55 para o quadro da saúde pública. Há ainda 147 técnicos que compõem o cadastro de reserva que também esperam ser chamados para o quadro. Enquanto isso, o número de contratados sem concurso só aumenta. De 2013 para cá já foram contratados 80 profissionais para atuar temporariamente. “O objetivo da Campanha e da nossa entrevista à rádio foi justamente chamar atenção da população de Planaltina de Goiás sobre o tratamento que a administração tem com os trabalhadores. Além de não cumprir seu papel de dar o que é de direito aos servidores, ainda dificulta a luta dos trabalhadores”, avalia o presidente do Sindiplag-GO, João Edson.
Os trabalhadores lutam pela equiparação salarial dos servidores com os temporários no Plano de Carreira e também pela redução da jornada para 30 horas semanais.
Calote no Magistério
O Sindicato convoca os professores de Planaltina de Goiás para comparecer a assembleia a ser realizada em dois turnos nesta terça (4): pela manhã será às 10h30 e à tarde 16h30. A assembleia vai deliberar sobre o calote da prefeitura no pagamento do terço de férias dos educadores. Na pauta, também estão previstos outros temas que vem sido debatidos desde o ano passado, como as progressões do Plano de Carreira dos professores e o piso salarial do Magistério que não é cumprido pela Prefeitura.
Sob alegação de que os educadores receberam valores irregulares nas férias de 2007 e 2011, a prefeitura descontou valores do terço de férias nesse recesso escolar. Os professores se surpreenderam com o desconto e com o possível erro de cálculo da prefeitura. “Na verdade foi um calote. Exigimos explicações claras, pois o cálculo usado pela Prefeitura este ano é muito estranho”, avalia a secretária geral do Sindiplag-GO, Valéria Ribeiro.
De acordo o Sindicato, a entidade teve reunião com o prefeito do município para tratar do assunto, entretanto, não houve resultado. Outra reunião estava marcada para tarde desta segunda-feira (3), mas o prefeito desmarcou o compromisso.
O governo mantém proposta de pagamento parcelado das progressões salariais. A vertical, que é determinada por tempo de serviço e que deve seguir critérios condicionados à avaliação pelo órgão ou empresa, será paga em duas parcelas. Os trabalhadores que solicitaram a progressão em 2013 serão pagos até julho de 2016. Já os que pediram em 2014 receberão a primeira parcela em julho de 2016 e a última em 2017.

Conforme proposta da Prefeitura, os 30% de Gratificação de Titularidade serão quitados da mesma forma, com pagamentos a partir de julho de 2016, com parcelas graduais até 2018.

Servidores públicos do RS protestam contra parcelamento de salário

Confira nota emitida pela Direção da CUT Rio Grande do Sul no final da tarde desta segunda. Em cidade do Ceará, municipais não têm salário. Entidades sindicais denunciam terrorismo praticado pelos governos, ajudados pela mídia, para justificar a suspensão de suas obrigações.
“Esta segunda-feira, dia 3, entrou para as páginas mais tristes da história do Rio Grande do Sul. Em todo o Estado, milhares de servidores públicos, indignados com o parcelamento de seus salários e o descaso do governador Sartori com o serviço público, protagonizaram manifestações nas ruas, nas escolas, nos quartéis e em diversas repartições públicas.
Nos rádios, jornais e tevês uma poderosa campanha para convencer a sociedade de que não há saída para o Rio Grande senão retirar direitos, fechar Fundações, reformar a previdência pública e privatizar as poucas empresas estatais que restaram, como o Banrisul, a Corsan e a CEEE. No passado a CUT-RS combateu esse projeto e irá combatê-lo na atualidade com toda a sua força, pois sabemos que ele é nefasto para todos os trabalhadores e para a sociedade.
Nós da CUT não apostamos no caos. Temos apresentado publicamente um conjunto de propostas. Nosso primeiro desafio será combater a onda de mentiras acerca da real situação das finanças do Estado que o governo Sartori produz e a grande imprensa reproduz. A saída para as finanças públicas está no combate à sonegação, à renegociação da dívida do Estado junto à União e o fim das isenções fiscais.
O nosso engajamento é total e irrestrito na luta com aqueles que dia a dia garantem a segurança, a saúde, a educação e outros serviços públicos. Conclamamos as entidades sindicais a manterem-se unidas nesse momento crucial, pois não aceitaremos que o governador achincalhe os direitos dos servidores. Destacamos a importância da Assembleia Geral Unificada convocada para o próximo dia 18 de agosto pelo movimento unificado dos servidores.
Exigimos que os deputados estaduais e os partidos populares juntem-se à luta que se desenvolve nas ruas, nas escolas e nos quartéis para derrotar os projetos de retirada de direitos de Sartori e garantir alternativas que caminhem na direção de uma sociedade mais justa e igualitária.”
Direção Executiva da CUT-RS
Várzea Alegre, CE
Na cidade de Várzea Alegre, Ceará, a prefeitura cortou salários dos servidores em greve.
A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) realiza nos próximos dias 4 e 5 de agosto uma caravana de apoio à greve dos servidores públicos de Várzea Alegre, que estão há cerca de 50 dias paralisados. Os trabalhadores da cidade pararam as atividades em busca do pagamento, pelo menos, do salário mínimo, que não é uma realidade para mais de 250 pessoas, mesmo sendo a medida considerada inconstitucional.
Sindicatos de várias regiões do Ceará se somarão à caravana. O apoio chega em um momento determinante para os grevistas, que tiveram o corte arbitrário de seus salários. Informações do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Várzea Alegre (SSPMVA) dão conta de funcionários que ficaram sem remuneração ou mesmo que acessaram o meio salário parcialmente.
Diante desta nova realidade, a direção do sindicato local solicita a doação de cestas básicas e de dinheiro. A as transferências financeiras podem ser feitas para a conta do SSPMVA (Banco do Brasil – Agência 1169-X; Conta Corrente: 13.555-0).

Servidores se armam contra precarização da vigilância nas escolas

A partir desta segunda-feira (3), terá início a substituição de cerda de 1,6 mil servidores em Gestão Educacional em Vigilância do DF por trabalhadores terceirizados. Em ato público nesta sexta-feira (31), na Praça dos Aposentados do Conic, servidores de carreira organizados pelo SAE-DF afirmaram que o anúncio do governo do Distrito Federal só será efetivado caso a categoria permita.
“A substituição só vai acontecer se os servidores estiverem de acordo. Não é justo os servidores, além de serem retirados do seu posto de trabalho de repente, ainda perderem benefícios como o adicional noturno. E ainda pior: serem remanejados para outras funções com remunerações maiores e eles receberem menos. E isso nós não vamos aceitar. Por isso, vamos estar presentes em todo este processo de remanejamento para garantir os direitos dos trabalhadores”, afirmou o diretor de Imprensa e Comunicação do SAE-DF, Ediran José Oliveira.
O dirigente sindical ainda destaca que não é contra os trabalhadores terceirizados, mas contra os impactos que a terceirização gera. “Sabemos que ao longo do tempo, a terceirização tem sido prática comum em vários ramos. Mas, principalmente, temos visto também os prejuízos: salários menores e jornada de trabalho maiores são só alguns exemplos”, avalia Ediran Oliveira.

Bancários do BB param contra práticas antissindicais e descomissionamentos

Na manhã desta quarta-feira (29), bancárias e bancários do Banco do Brasil repudiaram as práticas antissindicais do banco praticadas contra funcionários, militantes, representantes e dirigentes sindicais. O protesto, que paralisou por algumas horas as atividades do Centro de Tecnologia do BB (Sede VIII), faz parte do Dia Nacional de Luta do funcionalismo.
O BB ataca a organização dos trabalhadores, usando de práticas injustas e arbitrárias ao perseguir e ameaçar funcionários e militantes sindicais com processos administrativos, descomissionamentos e demissões sem motivação.
Além de repudiarem essas práticas antissindicais e abusivas, os trabalhadores protestaram contra os descomissionamentos sem justo motivo feitos pela empresa. “O banco tem violado o acordo coletivo de trabalho, que protege o trabalhador comissionado. O acordo prevê que o bancário só pode ser descomissionado caso tenha três avaliações negativas”, explicou o diretor do Sindicato Rafael Zanon.
“Estamos orientando os trabalhadores sobre quais os passos a serem seguidos caso eles sofram qualquer tipo de violência no trabalho”, reforçou Zanon.
Segundo a diretora do Sindicato Marianna Coelho, também presente no ato,  decisão recente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) afirma que o banco usa de assédio moral como ferramenta de gestão. “Devido ao constante assédio que vocês sofrem no local de trabalho é que nós estamos aqui hoje.”
“O assédio moral e a perseguição têm que acabar no BB. A nossa luta é nesse sentido. Todos os funcionários que presenciam essas práticas nefastas podem enviar denúncias para o Sindicato e nos ajudar a combatê-las”, incentivou o diretor do Sindicato Jefferson Meira, que também participou da paralisação.
Estiveram presentes ainda as diretoras do Sindicato Cinthia Reis e Teresa Cristina, que são funcionárias do BB, e Rosane Alaby.
Fonte: Seeb Brasília

CUT Brasília apoia emendas de Erika Kokay para valorizar aposentadoria

A diretoria Executiva da CUT Brasília aprovou manifesto de apoio às emendas apresentadas pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF) à Medida Provisória 676/2015, do governo federal, que cria a progressividade à Fórmula 85/95 e retarda a concessão da aposentadoria. A decisão foi tomada em reunião realizada na manhã dessa quinta-feira (30), onde os dirigentes CUTistas consideraram que a iniciativa da parlamentar busca minimizar as perdas geradas pela progressividade.
Para a direção da CUT, as emendas da deputada Erika Kokay estão em sintonia com os interesses dos trabalhadores e buscam resgatar a Fórmula 85/95, uma proposta nascida no movimento sindical contra o famigerado Fator Previdenciário imposto pelo governo tucano de FHC e que provocou graves prejuízos (perdas de até 40%) às aposentadorias nos últimos 16 anos. A Fórmula 85/95 dá direito à aposentadoria integral quando a soma do tempo de contribuição previdenciária e a idade das trabalhadoras completar 85 e a dos trabalhadores 95.
Apresentada pelo Executivo após o veto presidencial à Fórmula 85/95, a MP 676/2015 cria a progressividade no cálculo da aposentadoria, estipulando que a fórmula cresça  gradativamente em cinco pontos, a partir de 2017, até completar 90/100, em 2022. O tempo de contribuição exigido continua sendo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres). A CUT Brasília é contrária à progressividade por retardar em dois anos e meio a aposentadoria integral e considera a Fórmula 85/95 um avanço para a classe trabalhadora.
Em direção favorável à posição CUTista, duas das emendas apresentadas por Erika Kokay sugerem a eliminação do Fator Previdenciário e a fixação, na Fórmula 85/95, dos pontos resultantes da soma entre a idade e o tempo de contribuição para mulheres (85) e homens (95). Com essa pontuação, quem completar o tempo de contribuição deverá optar pela não incidência do Fator no cálculo da aposentadoria.
Em função do apoio às emendas, a Executiva da CUT está recolhendo assinaturas de apoio de entidades sindicais e sociais ao manifesto e orientando os sindicatos filiados a recolherem assinaturas de trabalhadores de base e de populares em favor das emendas da deputada Erika Kokay.
Veja as emendas:
 O art. 1º da Medida Provisória supra passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º A Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 29-C. O segurado que preencher o requisito para a aposentadoria por tempo de contribuição poderá optar pela não incidência do fator previdenciário, no cálculo de sua aposentadoria, quando o total resultante da soma de sua idade e de seu tempo de contribuição, incluídas as frações, na data de requerimento da aposentadoria, for:
I – igual ou superior a noventa e cinco pontos, se homem, observando o tempo mínimo de contribuição de trinta e cinco anos; ou
II – igual ou superior a oitenta e cinco pontos, se mulher, observando o tempo mínimo de contribuição de trinta anos. 1º Para efeito de aplicação do disposto no caput, serão acrescidos cinco pontos à soma da idade com o tempo de contribuição do professor e da professora que comprovarem exclusivamente tempo de efetivo exercício de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.” (NR).
Acesse o texto do manifesto de apoio à deputada. Colha você também assinaturas de apoio e encaminhe as listas à Secretaria Geral da CUT Brasília (SDS Edifício Venâncio V subsolo – loja 04), no Conic.
Manifesto de apoio às emendas da deputada Erika Kokay
Fonte: CUT Brasília

Nota da CUT sobre a Previdência Social

A CUT é favorável à extensão da regra de correção do salário mínimo para todos os beneficiários da Previdência Social até que seja construída uma política permanente de valorização das aposentadorias.
Porém, para o futuro a CUT defende a construção de uma política específica e permanente de valorização das aposentadorias cujos benefícios são superiores a um salário mínimo. A Central vai levar essa discussão para o Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, criado este ano pela presidenta Dilma Rousseff.
Em reunião realizada este mês, a Executiva Nacional da CUT propôs a  realização de um seminário sobre Seguridade Social para discutir questões envolvendo o futuro da Previdência Social (envelhecimento da população brasileira, aumento da expectativa de vida, emprego e rotatividade, seguridade social e planos privados de saúde, transparência na divulgação dos devedores da Previdência, entre outras questões relevantes),  com o objetivo de superar lógica contábil do governo na abordagem do tema.
Para a CUT é fundamental encontrar o mais rapidamente possível uma solução para a perda progressiva do valor real das aposentadorias e o espaço adequado para este debate é o Fórum.
Assim que o Fórum for instalado, os dirigentes CUTistas vão encaminhar a proposta de aprofundamento da discussão sobre a criação da política de valorização das aposentadorias, com o objetivo de  construir uma nova fórmula de reajuste dos benefícios  que leve em conta a realidade dos/as trabalhadoras/as aposentados/as, desvinculando-a do processo  de reajuste do salário mínimo.
Para a CUT, qualquer nova fórmula não pode colocar em risco a Política de Valorização do Salário Mínimo, fruto da luta, mobilizações e negociação feita pela CUT e demais centrais com o governo do ex-presidente Lula, em 2006. Enquanto tal solução não for concretizada, a CUT se posiciona favorável ao recente reajuste das aposentadorias pelos índices de reajuste do SM.
Executiva Nacional da CUT

Revolução cotidiana das mulheres será contada em documentário

“Formigueiro: A Revolução Cotidiana das Mulheres” é o nome do documentário independente, que está sendo produzido por uma equipe 100% feminina, que registra em formato audiovisual a mobilização de mulheres em todo o país em defesa de autonomia total sobre suas escolhas e contra a violência.
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“A ideia surgiu do nosso envolvimento pessoal com a militância feminista de base, com a Marcha Mundial das Mulheres, que leva o feminismo para além dos grandes centros e une, em torno de um cotidiano de luta por garantia de direitos, as mulheres urbanas e rurais, como as agricultoras, as ribeirinhas, as de comunidades indígenas e quilombolas”, comenta Bruna Provazi, diretora do documentário.
O nome Formigueiro vem do que a equipe entende ser o trabalho de formação feminista hoje. “O país avançou em muitos aspectos, mas entendemos que estas mudanças poderiam ser ainda mais relevantes para as mulheres, não fosse o machismo tão enraizado em nossa cultura, que ainda estabelece alguns papeis a elas, dentro e fora de casa. A percepção disso, por mulheres e homens, no entanto, depende de uma mudança mais profunda. É um trabalho de formiguinha mesmo, que precisa mudar séculos de uma organização social que não dá o devido protagonismo às mulheres”, diz Ana Paula Farias, também produtora do longa.
A diretora de fotografia, Yasmin Thomaz, reforça a importância do registro audiovisual para o fortalecimento do feminismo. “O cinema tem o poder de revelar as intersecções entre quem filma, quem é filmado e quem assiste. Funciona como uma ponte conectando pessoas que, aparentemente, não têm elos porque vivem em realidades diferentes, mas que, no final das contas, estão submetidas à mesma dinâmica”, comenta. “Este documentário vai contar não apenas a história das mulheres retratadas nele. Mas a sua, a minha, a história de todas as mulheres”, completa Li Fernandes, que divide com Yasmin os créditos pela fotografia.
Após finalizado, o filme viajará o país em um circuito de exibição popular itinerante, especialmente onde o acesso a salas de cinema ainda é limitado. Posteriormente, o longa será disponibilizado também na internet. “Um filme em que as mulheres se veem representadas é uma forte ferramenta de empoderamento. Queremos levar esta problematização para diferentes audiências e contamos muito com o apoio dessa rede que tem se fortalecido na internet para concluir este projeto”, explica Tica Moreno, uma das produtoras do filme.
O filme está na reta final de produção, mas para ser concluído a equipe conta agora com o financiamento colaborativo de indivíduo e empresas no site Benfeitoria
O apoio ao Formigueiro – A Revolução Cotidiana das Mulheres começa com valores a partir de R$20. Para conhecer mais sobre a produção acesse o site oficial do filme ou siga a página do filme no Facebook.
Fonte: CUT Nacional

Terça (28) é dia de protesto no Ministério da Fazenda e no Buriti

A próxima terça-feira (28) será de grandes manifestações em Brasília.
A partir das 9h30, trabalhadores de todo o país se concentrarão em frente do Ministério da Fazenda para protestar contra o Plano Levy, os ajustes fiscais que penalizam a classe trabalhadora com recessão e retirada de benefícios e direitos. O ato é convocado pela CUT e a data foi escolhida por ser a mesma da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela fixação da taxa de juros Selic. A elevação da taxa básica de juros é responsável pela redução dos investimentos na produção e no consumo, provocando um quadro recessivo e de aumento do desemprego, e só favorecendo o capital financeiro e especulativo.  “Vamos repudiar essa política econômica que só atinge e retira direitos dos trabalhadores e vamos apresentar uma alternativa que realmente promova o desenvolvimento e avanços para a classe trabalhadora”, explica Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.
A partir das 14h, a manifestação se desloca para a frente do Palácio do Buriti, no Eixo Monumental. Servidores de todas as categorias do DF e trabalhadores em geral protestarão contra as seguintes questões que representam retrocesso democrático e de direitos trabalhistas:

  • O projeto de lei 5.230, de autoria do deputado distrital e empresário Cristiano Araújo (PTB), aprovado pela Câmara Legislativa do DF , que, na prática, proíbe manifestações públicas de todos os tipos no Eixo Monumental. Aprovada no apagar das luzes do semestre Legislativo local, trata-se de uma medida ditatorial e repressiva que fere o direito democrático de manifestação do povo. Veja aqui a nota de repúdio da CUT ao projeto.
  • O calote da pecúnia da licença-prêmio aos servidores aposentados anunciado pelo GDF por meio do Ofício nº 1.321/2015, que descumpre a Lei Complementar nº 840/2011. Por esta medida, os(as) professores(as) que se aposentarem neste ano e não receberem dentro de 2015 poderão ficar com este direito comprometido.
  • Não cumprimento pelo governador Rollemberg da legislação (Lei 5.108/2013) que autoriza o GDF a atualizar anualmente o valor do auxílio alimentação. Faz mais de 85 dias que venceu o prazo para corrigir o que o valor do tíquete e recompor as perdas para a inflação anual.
  • Os PLCs 19, 20 e 21, apresentados pelo GDF que modificam a Previdência do funcionalismo público do DF, estimulando a previdência privada complementar, autorizando a interferência do governo sobre os recursos financeiros e reduzr a participação dos servidores na gestão do Instituto de Previdência do Distrito Federal (Iprev).

Exigimos o veto ao projeto da repressão às manifestações de trabalhadores, a revogação da medida que estabelece o calote, o reajuste imediato do auxílio alimentação e a retirada do prejudicial pacote da Previdência.
Plenária de Sindicatos e Movimento Social
Na segunda (17), às 16h, no auditório Adelino Cassis, no Conic, a CUT Brasília realiza uma plenária para organizar essas manifestações. Estarão presentes representantes de todos os sindicatos e entidades filiadas e do movimento social.
Leia também:
CUT repudia Projeto contra direito democrático de manifestação

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