Terceirizados do GDF voltam ao trabalho, mas mantêm alerta
Jornalista: sindicato
Os trabalhadores terceirizados na limpeza, conservação e merenda nas escolas públicas e os auxiliares de serviços gerais de vários outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), em greve desde quarta (17), decidiram retornar ao trabalho. Os patrões da Planalto Service, Juiz de Fora, G & E Serviços, Real JG Serviços e Servegel Apoio comprometeram-se a pagar a partir de julho o reajuste salarial de 9% para quem ganha até R$ 1.500,00 e 7% para quem ganha acima desse valor; e o piso de dois salários base do auxiliar de serviços gerais para os encarregados e fiscais, bem como assegurar o aumento do tíquete alimentação de R$ 20,00 para R$ 24,00, conforme estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho assinada no início do ano entre empresas e trabalhadores.
Além do pagamento dos reajustes, os patrões assumiram, em reunião realizada na manhã desta mesma quinta-feira, no Palácio do Buriti, na presença dos diretores do Sindiserviços-DF, sindicato que representa a categoria, que não serão descontados os dias parados dos trabalhadores para reivindicar os seus direitos, disse Maria Isabel Caetano dos Reis, presidente da entidade. Segundo ela, é importante a categoria se manter alerta e mobilizada para uma nova paralisação caso os patrões não cumpram o compromisso assumido.
A reunião foi coordenada pelo secretário de Relações Institucionais e Sociais do DF, Manoel Alexandre. O representante da Secretaria de Estado da Educação (SEE/DF), Antonio Jose Rodrigues Neto, ficou de apresentar um cronograma de pagamento parcelado da diferença dos meses de janeiro a maio, cujos valores, atrasados, deverão ser quitados até setembro deste ano por todas as cinco empresas.
Para a CUT, a Medida Provisória 676/2015, que institui a fórmula 85/95 para concessão de aposentadorias, é um fruto da mobilização da classe trabalhadora.
A CUT luta, desde 1998, contra o fator previdenciário, implantado por FHC, que forçava os/as trabalhadores/as a atrasar as aposentadorias e reduzia os valores dos benefícios em até 40% para os homens e 50% para as mulheres. Em 2007, a CUT participou da articulação para construção da regra 85/95 como alternativa ao fator e considera sua entrada em vigor um avanço.
A partir de hoje, quem tem direito à aposentadoria já não terá mais parte de seus direitos confiscados, pode de imediato utilizar a fórmula 85/95.
O modelo de progressividade incluído na MP 676, no entanto, não resolve as contas da Previdência Social e, entre 2017 e 2022, atrasará o acesso dos/as trabalhadores/as à previdência. Esse debate é mais amplo e requer mais informações. O modelo previdenciário não é só uma questão econômica é, principalmente, uma questão de projeto de país, da sociedade que queremos. Não existe um modelo definitivo e, sim, o modelo mais adequado, que requer um profundo debate sobre o seu financiamento.
A CUT vai manter a campanha em defesa do 85/95, garantindo a aposentadoria integral a quem é de direito e vai manter as negociações para que o Brasil tenha uma Previdência viável, sustentável e justa.
Quem trabalha para construir o Brasil merece uma aposentadoria digna!
A CUT sempre estará com a classe trabalhadora e com o Brasil.
Juntos, somos muitos; juntos, somos fortes.
São Paulo, 18 de junho de 2015. Vagner Freitas Presidente Nacional da CUT
Terceirizados no GDF entram em greve por cumprimento de acordo
Jornalista: sindicato
Os empregados das empresas Planalto Service, Juiz de Fora, G & E Serviços, Real JG Serviços e Servegel Apoio decretaram greve e só retornarão ao trabalho quando receberem salários e benefícios de acordo com o que foi acertado na Convenção Coletiva de Trabalho no início do ano. São cerca de 3 mil trabalhadores terceirizados que executam trabalhos de limpeza, conservação e merenda nas escolas públicas do Distrito Federal (DF) e serviços gerais em vários outros órgãos do Governo do DF. A decisão de parara as atividades imediatamente foi aprovada em assembleia na manhã desta terça-feira (17/06), na Praça do Buriti.
Os trabalhadores estão há cinco meses sem receber o reajuste de 9% estabelecido para os salários de até R$ 1.500,00 e de 7% para as remunerações acima desse valor. Os encarregados e fiscais também não recebem o piso específico de dois salários base do auxiliar de serviços gerais. As empresas não estão pagando ainda o aumento no tíquete alimentação de R$ 20,00 para R$ 24,00.
A assembléia, organizada pelo Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados, contou com relatos de diversas trabalhadores que fizeram questão de denunciar as hostilidades e constrangimentos que sofrem diariamente nos seus locais de trabalho por patrões ou até por servidores preconceituosos. A presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis, reclamou muito sobre o que considerou ser submissão do GDF às empresas. Como disse, “o governo fala que pagou, as empresas afirmam que não receberam, e o trabalhador é quem se lasca”. Para ela, “isso é uma canalhice e uma irresponsabilidade, tanto dos patrões como do próprio GDF, que parece ser conivente”.
“De acordo com a lista de presença, quase 1.500 pessoas participaram da assembleia que deflagrou a paralisação imediata. Até agora, os patrões não mostraram disposição para negociar. Enviamos um ofício para os empresários e para o Governo e nenhuma das duas partes emitiu resposta. Quero parabenizar todos os trabalhadores e trabalhadoras que ouviram o apelo do Sindicato para estarem na Praça do Buriti. É com esta união que a gente vai garantir a vitória da nossa luta. Além disso, preciso agradecer ao movimento sindical que está presente com a CUT , a Contracs e a Fetracom e todos os sindicatos que vieram nos apoiar”, afirmou o diretor de Comunicação do Sindiserviços, Antônio de Pádua. Manifestação de apoio
Julimar Roberto, diretor da CUT Brasília, destacou a importante da participação das centenas de trabalhadores naassembleia, adiantando que a Central estará diuturnamente ao lado da direção do Sindiserviços cobrando dos patrões e do GDF respeito e o imediato pagamento dos direitos dos trabalhadores.
Alci Matos Araujo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio e Serviços (Contracs-CUT), ressaltou que, assim como acontece em Brasília, em outras regiões do país os trabalhadores da área de asseio também estão sofrendo muito com assédio moral e com constantes desrespeitos aos seus direitos fundamentais. Isso faz parte do avanço dos setores conservadores que querem retirar direitos e conquistas da classe trabalhadora e aumentar seus lucros por meio da precarização do trabalho.
Sindicatos e deputados pedem retirada do PL da privatização
Jornalista: sindicato
A galeria do Plenário da Câmara Legislativa foi lotado por trabalhadores das empresas BRB, CEB e Caesb, na manhã dessa quarta-feira (17). Os servidores, acompanhados por suas lideranças sindicais, compareceram à audiência pública para protestar contra o Projeto de Lei n°467/2015, que autoriza a venda de ações das estatais.
Ao final do encontro, o deputado Wasny de Roure (PT), como presidente da Mesa, anunciou que, na próximasegunda-feira (22), deputados distritais de vários partidos irão se reunir com sindicalistas representantes dos servidores das três empresas para elaborarem um documento conjunto a ser encaminhado ao governador Rodrigo Rollemberg, solicitando a retirada de tramitação do projeto de lei 467/2015.
Para compor a mesa da audiência, foram convidados representantes das empresas e do GDF, bem como dos trabalhadores que, por meio de falas políticas e faixas, deixaram clara sua rejeição ao Projeto, que abre as portas para a privatização e a terceirização.
“Ao invés de abrir as estatais para o capital privado, o governador Rollemberg deveria pensar em ações para fortalecer essas empresas. O Governo alega que as empresas estão sem verba e atoladas em dívidas, mas o maior devedor inadimplente é justamente o GDF. O que ele está fazendo vai justamente na direção contrária do que prometeu ao longo da campanha. Apesar das falácias de ‘nova política’ e ‘novo caminho para Brasília’, Rollemberg adota modelos ultrapassados e ineficazes de gestão”, explica o bancário e diretor da Fetec-CUT/CN, André Matias Nepomuceno. Prejudicial para todos
De autoria do Poder Executivo, o PL 467/2015 foi encaminhado à Câmara Legislativa no último dia 26, onde está em tramitação. O Projeto permite vender toda a participação acionária representada por ações preferenciais e até 49% das ordinárias. Dependendo da composição das ações entre ordinárias e preferenciais, a empresa pode passar quase inteiramente à iniciativa privada. “Em si, esse Projeto de Lei não privatiza as empresas públicas, mas é privatista na medida em que abre as portas para a privatização. Nós do setor elétrico conhecemos muito bem os caminhos que esse tipo de ação pode levar. Não é uma iniciativa favorável a nenhuma das partes envolvidas; é ruim para o trabalhador que fica precarizado e perde a estabilidade, é ruim para as empresas, que ficam à mercê dos acionistas e é uma tragédia para a qualidade dos serviços prestados”, afirma o servidor da CEB e diretor do Sindicato dos Urbanitários (Stiu-DF), João Carlos Ferreira.
“Sobre a qualidade dos serviços, temos exemplos muito claros. As empresas públicas de energia que abriram o capital em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco são campeãs de reclamação por parte da comunidade. Além disso, os terceirizados que são colocados no trabalho sem o menor preparo, sofrem acidentes constantemente”, completa o servidor da CEB. Sem cheque em branco
“O GDF não ganhou cheque em branco. Era dever do governador discutir esse Projeto de Lei com a sociedade, porque somos nós os maiores interessados na qualidade desses serviços e no futuro da nossa cidade. Se necessário for, vamos convocar os trabalhadores a paralisar a atividade dessas empresas e mostrar para o governador Rollemberg que nós estamos alertas, e que juntos, somos fortes”, afirma o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal – STIU, Jeová Pereira de Oliveira.
“A situação é preocupante. No BRB, já vivemos um pouco do que representaria essa privatização e o exemplo mais caro dos malefícios que ela causa está nas conveniências. No princípio, tínhamos muito mais agências do que conveniências, mas hoje essa situação se inverteu e os trabalhadores que passam 8 horas ali, de segunda a sábado, ganham de salário o equivalente ao auxílio alimentação de nós, trabalhadores contratados diretamente das agências do banco. Se essa situação se alastrar, teremos muito mais precarização no ambiente de trabalho”. explica o funcionário do BRB e diretor do Sindicato dos Bancários, Cristiano Severo.
O governador Rollemberg, retirou o pedido para que o PL fosse votado em regime de urgência última terça-feira (16). Após a audiência, os Sindicatos realizaram assembléia para avaliar a receptividade da Câmara Legislativa e definir os próximos passos de mobilização.
“Não adianta o governador retirar apenas a urgência do projeto e deixar ele aqui em tramitação, como um espantalho ou fantasma, assustando a gente”, acrescentou o deputado Chico Vigilante (PT), sob aplausos dos servidores. Também o deputado Rodrigo Delmasso (PTN) anunciou apoio à retirada daquela proposta. “Essas empresas públicas são patrimônio do nosso povo e não podem ser privatizadas”, advertiu.
Prevista na Constituição, taxação de grandes fortunas é possível
Jornalista: sindicato
Proporcionalmente, os pobres seguem pagando mais impostos do que ricos no Brasil. Qualquer voz que se levante contra essa injustiça tributária pode ser alvo de inúmeros ataques da elite do País. A taxação das grandes fortunas é o único dos sete tributos federais previstos nas Constituição que ainda não foram regulamentados por nenhuma lei.
Projeto para fazer valer a Constituição existe. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é autora de duas matérias que incidem sobre o tema. Uma delas cria a Contribuição Social Sobre Grandes Fortunas e a segunda determina que veículos aéreos e aquáticos sejam, também, alcançados pelo Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
A parlamentar fala da dificuldade de se legislar sobre o assunto. “Há muito lobby do poder econômico dentro do Congresso Nacional, visto que boa parte das Legislaturas são financiadas por grandes empresas nas eleições. A proposta de contribuição sobre grandes fortunas não é mais um imposto para o trabalhador e, sim, aos mais ricos”, afirma Jandira, que protesta contra a desigualdade do sistema. “A realidade é que o sistema tributário no Brasil é muito injusto e os milionários não admitem contribuir de forma compatível ao patrimônio. No final das contas, contribuem muito pouco ao Estado. É a máxima da acumulação do capital, sem compromisso público.”
O projeto que cria a Contribuição Social Sobre Grandes Fortunas já está pronto para ir ao plenário da Câmara para ser votado. Já a chamada “PEC do Helicóptero”, que determina que proprietários de aeronaves e veículos aquáticos paguem o IPVA, ainda está em processo de coleta de assinaturas. O gabinete de Jandira já conseguiu a adesão de 171 parlamentares.
A Contribuição Social Sobre Grandes Fortunas alcançaria 50 mil brasileiros e renderia aos cofres públicos mais de R$ 14 bilhões, segundo Jandira. Os recursos seriam destinados para o Fundo Nacional de Saúde.
O imposto sugerido por Jandira trabalharia com nove faixas de patrimônio, sendo que o piso são para fortunas avaliadas em R$ 4 milhões.
Retrocesso: Câmara rejeita criação de cota para mulheres no Legislativo
Jornalista: sindicato
Por falta de votos, o Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (16) emenda apresentada pela bancada feminina à reforma política (PEC 182/07, do Senado) que garantia um percentual de vagas no Legislativo para as mulheres. Foram apenas 293 votos a favor do texto, mas o mínimo necessário era de 308. Houve 101 votos contrários e 53 abstenções.
O texto previa uma espécie de reserva de vagas para as mulheres nas próximas três legislaturas. Na primeira delas, de 10% do total de cadeiras na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas estaduais, nas câmaras de vereadores e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Na segunda legislatura, o percentual subiria para 12% e, na terceira, para 15%.
As vagas deveriam ser preenchidas pelo sistema proporcional. Se a cota não fosse preenchida, seria aplicado o princípio majoritário para as vagas remanescentes. Debate em Plenário
No debate em Plenário, diversos deputados defenderam as cotas. A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) disse que as mulheres já conquistaram marcos legais importantes, como as leis Maria da Penha e do Feminicídio. “Mas ainda precisamos enfrentar o modelo político que exclui a participação das mulheres”, disse ela, recordando o papel decisivo de uma das figuras mais significativas do feminismo no Brasil, a bióloga Bertha Lutz, que conquistou o direito da mulher de votar em 1932.
A deputada Moema Gramacho (PT-BA) defendeu maior participação das mulheres nos espaços de decisão política. “Nós ainda representamos apenas 10% dos legislativos, em média. Isso é muito desproporcional”, disse. “Hoje, dos 513 parlamentares [na Câmara dos Deputados], só temos 50 mulheres. Precisamos mudar isso.”
O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), disse que o aumento da participação de mulheres no Parlamento envolve uma batalha jurídica, política e cultural. Segundo ele, o baixo percentual de mulheres na Câmara dos Deputados (9,9% das vagas, enquanto as mulheres são 52% da população) é “uma sequela de uma estrutura patriarcal e machista que transborda do ambiente familiar para as relações sociais e instâncias do poder público”.
A deputada Janete Capiberibe (PSB-PE), por sua vez, disse não querer “superar os homens, mas atingir a igualdade”. Posição contrária
Por outro lado, o deputado João Rodrigues (PSD-SC) se disse contrário a qualquer tipo de cota que não seja relacionada à renda. “O Brasil está se transformando em País de cotas. Em estados e municípios, não é proibida a candidatura de mulher. Se criarmos cota, amanhã ou depois teremos deputadas federais eleitas com 5 mil, 10 mil ou meia dúzia de votos”, sustentou. “Não entramos aqui pelo sexo nem por opção sexual; foi pelo trabalho, pelo empenho e pelo compromisso com a sociedade”, finalizou.
A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) discordou de Rodrigues e lembrou que cinco estados atualmente não têm mulheres como parte de sua representação no Congresso Nacional.
Já o deputado Delegado Edson Moreira (PTN-MG) citou a Constituição para lembrar que todos são iguais perante a lei. “Cotas daqui e dali e, daqui a pouco, todos estarão fazendo cirurgia para mudar de sexo para entrar no Congresso”, afirmou.
A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), lembrou que, mesmo em países do Oriente Médio, onde o tratamento dado a mulheres é discriminatório, a participação de mulheres na política é maior. “Precisamos entender o que o mundo fez para colocar o Brasil na posição 115.
Cerca de 1,5 mil militantes da CUT e das demais centrais sindicais seguiram em marcha o rumo ao Palácio do Planalto no início da noite desta terça (16) para cobrar que a presidenta Dilma Rousseff não vete a fórmula 85/95, alternativa ao fator previdenciário para quem se aposenta. Caso a presidenta vete – tem até esta quarta-feira paradecidir – as centrais prometem pressionar deputados e senadores para impingir uma derrota a Dilma, derrubando o veto.
A fórmula permite que o trabalhador some o tempo de contribuição com a idade e, se o resultado for 85 (mulheres) e 95 (homens), terá direito à aposentadoria integral (limitada ao teto do INSS). O fator previdenciário, porém, não deixará de existir e poderá ser acionado quando for favorável a quem ingressa na Previdência.
Com velas nas mãos, os manifestantes fizeram uma vigília próxima ao Palácio. Conforme destaca a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, a ideia é fazer com que entenda a importância até mesmo simbólica da aprovação por parte da presidenta.
“É muito importante que a Dilma não vete para que a gente tenha credibilidade e força nas mesas de negociação, não só com o governo federal, mas com outros gestores, incluindo prefeituras. Porque o veto dela servirá de justificativa para outros endurecerem a negociação”, apontou.
Para a dirigente, o veto traz ainda causará a perda de credibilidade do Fórum de Debates sobre Políticas de Trabalho, Renda, Emprego e Previdência, criado pela própria Dilma em abril deste ano. “Como vamos sentar para discutir com alguém uma proposta que já foi vetada?”, questionou Graça. Derrubar o veto
Manifestação incomum, por pedir à Presidência da República que não vete umprojeto saído do Congresso. Normalmente, é o contrário. Participaram do ato, que se estendeu para além das 21h, as principais sindicais reconhecidas do País.
“Nós viemos aqui para dizer para a Dilma que ela tem a oportunidade de marcar um gol de placa se sancionar a fórmula 85/95. E ela tem todas as condições políticas para fazer isso. O Congresso, que vota tanta coisa ruim, desta vez aprovou uma reivindicação da classe trabalhadora”, afirmou Vagner, minutos antes da chegada ao Palácio, sobre o caminhão de som que foi proibido pela polícia e pela segurança presidencial de seguir junto com os militantes que caminhavam.
“A Dilma foi eleita por essa gente oprimida que fez um grande esforço para derrotar a burguesia. Olhe para nós. Venha para os braços da classe trabalhadora”, completou o presidente da CUT, que também havia pedido aos manifestantes que não entrassem em choque com a polícia, o que desviaria o significado e o objetivo do ato.
Todos os dirigentes sindicais que se pronunciaram ao microfone repetiram a mesma promessa: se a Dilma vetar, as centrais vão trabalhar para derrubar a decisão. “Vai ser um tiro no pé histórico”, sentenciou Vagner.
Professores da rede privada avaliam no sábado (20) proposta negociada no TST
Jornalista: sindicato
O conteúdo completo de uma proposta negociada durante a audiência de conciliação com as escolas particulares deverá ser apresentado em assembleia extraordinária do Sinproep-DF, no próximo sábado (20), às 9h, na sede do Crea-DF, na 901 Sul, Conjunto D (ao lado do Parque da Cidade). Antes, a proposta será apreciada por assembleia dos patrões.
A proposta é fruto de longa negociação realizada na última sexta (12) durante a audiência relativa ao dissídio coletivo ainda da campanha de 2013/2014, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sob a mediação do relator do dissídio coletivo no TST, ministro Fernando Eizo Ono, os donos de escolas concordaram em levar a proposta para apreciação na assembleia do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares do DF (Sinepe).
Esta foi a quinta reunião convocada entre as comissões de negociação dos Sindicatos. Na ocasião, o ministro reconheceu o professor como o principal elemento para o sucesso de uma escola. Para ele, a soma do trabalho do professor e a correta gestão administrativa são dois fatores responsáveis pelo sucesso e crescimento de uma instituição de ensino. “Se o professor tem participação nesse crescimento acho justo pagar melhor”, disse.
Com o aval do relator, a proposta negociada no TST apresenta avanços, principalmente para aqueles que recebem na faixa do piso salarial. Também traz melhorias para os coordenadores e orientadores educacionais.
Sem reajuste, terceirizados no GDF decidem greve nesta quarta (17)
Jornalista: sindicato
Os empregados das empresas Planalto Service, Juiz de Fora, G & E Serviços, Real JG Serviços e Servegel Apoio, que prestam serviços na limpeza, conservação, manutenção e merenda nas escolas e em vários órgãos públicos do GDF, estão chegando ao sétimo mês sem receber o reajuste salarial (9% para quem ganha até R$ 1.500; 7% para quem ganha acima desse valor), o piso salarial para os encarregados e fiscais e o aumento no tíquete alimentação de R$ 20,00 para R$ 24,00.
Após a direção do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no GDF, pressionar os patrões a assumirem suas responsabilidades e cobrar do GDF solução para o desrespeito contratual, restou à categoria usar seu instrumento legal da greve por tempo indeterminado para receber os direitos trabalhistas. Sem alternativa, a assembléia extraordinária, marcada para está quarta-feira (17), às 9h, na Praça do Buriti, deverá aprovar indicativo de greve geral.
As cinco empresas afrontam à Convenção Coletiva de trabalho da Categoria, aprovada no início do ano e registrada no Ministério do Trabalho desde fevereiro, prejudicando cerca de cinco mil pais e mães de famílias prestadores de serviços nos órgãos do GDF. Ações Judiciais
Após denunciar no Ministério Público do Trabalho e participar de audiências de conciliação entre patrões e o GDF, o Sindiserviços-DF ingressou também com denúncia na Superintendência Regional do Trabalho no Distrito Federal (SRT/DF). Porém, mesmo a SRT/DF tendo poderes para autuar ou aplicar multas nas empresas, tais procedimentos não aconteceram.
O Sindiserviços-DF então moveu Ação Coletiva no Tribunal Regional do Trabalho. Segundo a direção do sindicato, as audiências no TRT só vão acontecer neste segundo semestre, algumas só no final do ano, período em que a categoria já estará debatendo a Campanha Salarial do ano que vem.
Encontro de Mulheres Educadoras debate igualdade de gênero e autonomia
Jornalista: sindicato
A Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF tem assumido o compromisso de reafirmar, por meio de sua política, a importância de fortalecer uma educação para a igualdade de gênero, a saúde, a autonomia da mulher trabalhadora, o enfrentamento à violência doméstica e todo o tipo de violência, a participação política nos espaços de poder na sociedade, dentre outros.
É por isso que o slogan do encontro é “Mexeu com uma, mexeu com todas!” Para refletir, debater e apontar caminhos sobre tudo isso e outros temas que afetam a vida profissional da professora e da orientadora e a luta da mulher educadora, a categoria irá reunir-se no V Encontro da Mulher Educadora, nos dias 19 e 20 de junho, a ser realizado na Chácara do Professor.
Este ano, o encontro homenageará Maria da Penha e trará como um dos temas principais a educação para a igualdade de gênero e a autonomia da mulher trabalhadora. Confira a programação e o link para as inscrições disponíveis a seguir: http://www.sinprodf.org.br/v-encontro-de-mulheres-educadoras/
PROGRAMAÇÃO
V Encontro de Mulheres Educadoras do Sinpro
Mexeu com uma, mexeu com todas! – Maria da Penha 19 de junho 16h – Acolhida 19h – Mesa de abertura Sinpro-DF CUT Brasília CNTE 19h30 – Enfrentamento da violência contra as mulheres Cleuza Santos – Presidenta do Sindoméstico-BA Gina Vieira Ponte – Projeto Mulheres Inspiradoras Cristiane Sobral – Autora do livro “Só por hoje vou deixar meu cabelo em paz”. 20 de junho 9h – PDE – Educação para a Igualdade Natália Duarte – Fórum Distrital de Educação Jaqueline Gomes de Jesus – Pesquisadora da UnB e conselheira do CRP Maria Izabel da Silva – Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República 14h – Igualdade e autonomia na vida e no mundo do trabalho Erika Kokay – Deputada Federal – PT/DF Thiele Muller – Psicóloga da Clínica do Trabalho no Sinpro-DF 15h – Resoluções para o 10º Congresso do Sinpro – Paulo Freire
Lançamento da 2ª edição da Revista Sinpro Mulher 15h30 – III Prêmio Mulher Educadora – Cidadã do Mundo
Painéis com experiências pedagógicas 20h – Encerramento
Atividades Culturais Tambor de Crioula, Caco de Cuia e artistas educadoras