Que os ricos paguem a conta do "equilíbrio fiscal"

Buscar o equilíbrio fiscal, a harmonia entre o que o Estado gasta e o que arrecada, mais do que uma preocupação constante, deveria ser uma orientação permanente de todos os governos comprometidos com o progresso e o bem-estar do seu povo.
Desequilíbrios fiscais podem ocorrer quando o Estado vai atrás de recursos para aplicar em políticas sociais, obras de infraestrutura, fomento à industrialização, produção de alimentos, etc. Afinal, os cofres públicos precisam estar sempre prontos para atender necessidades prementes como o são, entre outras, a educação, a saúde, o transporte, a moradia, o saneamento básico e a reforma agrária. Do contrário, sem investimento nestas áreas essenciais, parcela expressiva da população estaria condenada ao analfabetismo, às filas nos hospitais, ao caos urbano, à marginalidade. Mesmo com os inegáveis avanços que obtivemos na última década, essa ainda é, infelizmente, a realidade de dezenas de milhões de brasileiros.
No entanto, esses desequilíbrios fiscais podem ocorrer desde que se estabeleçam parâmetros que possam evitar a falência do Estado, dentro da mais absoluta transparência.
Por outro lado, é preciso reconhecer que anos de sangria e dilapidação do patrimônio, em que o sistema financeiro foi priorizado com o pagamento das mais altas taxas de juros do mundo e a farra do “superávit primário”, conduziram nosso país à encruzilhada. Os recursos que entram já não conseguem fazer frente ao rombo deixado pela orgia dos bancos, nem pelas benesses recebidas pelas grandes empresas ou pelas polpudas desonerações às transnacionais.
Se neste momento há falta de recursos para continuar sustentando as políticas sociais, é preciso definir de qual setor da sociedade se deve buscar o montante necessário.
Diante do impasse, o governo federal deveria ter aprofundado a agenda desenvolvimentista e progressista que vinha trilhando – como defendia o programa pelo qual foi eleito -, mas decidiu pela capitulação à agenda neoliberal. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, optou pelo retrocesso neoliberal, derrotado nas urnas. Adotou o descaminho do ataque às conquistas históricas da classe trabalhadora, aos seus direitos sociais e previdenciários. Como todos pudemos ver, este foi e é um erro crasso – e não apenas econômico -, pois cava um abismo político entre a presidenta Dilma Rousseff e a base sindical, amplamente favorável à sua reeleição. Desnecessário relembrar o papel decisivo jogado por sua abnegada militância no segundo turno. Além disso, por ser uma mudança de rumo tão radical e repentina, é uma péssima opção, que leva ao descrédito.
Precisamos enfrentar o problema da ausência de recursos. O fato é que não há como equilibrar a balança sem aumentar o que nela entra e sem reduzir o que dela sai. Estancar a sangria, com a renegociação da dívida pública, é uma medida inadiável. Afinal, mais do que injusto, há muito de cruel no montante sacrificado no altar do capital especulativo.
Para não sermos vítimas da bola de neve, medidas como a implantação do imposto progressivo e a taxação das grandes fortunas, heranças e transações financeiras, como elementos de distribuição de renda e justiça, são bandeiras que ganham importância vital. Da mesma forma que há urgência na redução das taxas de juros. São ações mais do que necessárias, que representam um ponto de inflexão para a tomada de consciência individual e mobilização coletiva. Esta é uma agenda que tem sido priorizada pelo movimento sindical internacional que, na maioria dos países, sofre com as políticas recessivas.
Neste momento vem à tona a bilionária fraude do banco HSBC em Genebra, Suíça, e sua lista com 8.667 brasileiros que lá fizeram depósito. Boa parte destes, provavelmente, são sonegadores. Cabe a pergunta: são os sonegadores e os ricos que devem pagar a conta do ajuste fiscal ou somos nós? Este questionamento está escandalosamente silenciado, varrido para baixo do tapete pelas emissoras de televisão, grandes jornais e revistas que comportam-se como agências de publicidade e propaganda, omitindo e manipulando em favor dos seus anunciantes. Parte da imprensa europeia e argentina já está denunciando o nome das empresas envolvidas na falcatrua. Na Argentina descobriu-se que parcela desses sonegadores é dona das grandes redes de comunicação do país. E a nossa imprensa, quando vai dar as caras? Há algum implicado ou é mesmo proteção de classe, autopreservação da espécie? E ainda há “intelectuais” abestalhados que afirmam que a luta de classes acabou.
Numa conjuntura tão rica, como podemos ter respostas tão pobres? Como justificar a redução de um microscópico seguro-desemprego para o trabalhador brasileiro, quando ele mais necessita, diante da montanha de dinheiro desviada do fisco para a gastança bilionária de magnatas em paraísos fiscais? Como justificar que o dono de uma empresa retire 50 mil reais mensais a título de pro labore para o seu sustento e não pague um centavo de imposto, enquanto um operário desta mesma empresa, que ganha 1.800 reais, seja taxado em 7,5% pelo Imposto de Renda e o que ganha 5 mil reais seja garfado em 27,5%? Como explicar que estas ilhas de sonegação concentrem de um terço à metade de toda a riqueza produzida no planeta? Por que os países devem se submeter às caducas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que permitem aos exportadores colocar o que bem entendem em suas declarações alfandegárias e subavaliarem seus produtos para pagar menos impostos? Por que não dar maior atenção à sonegação dos ricos, quando especialistas apontam que ela é 25 vezes superior à corrupção nos países em desenvolvimento? Como explicar que um pobre tenha uma carga tributária sobre o que consome superior a 40% e um rico não chegue a 20%?
Em alguns países os governos têm enviado projetos de taxação da riqueza para resolver a falta de recursos para investimentos. O governo brasileiro também precisa, urgentemente, comprar esta briga. O momento é de opções. Chega de transferir dinheiro de pobre para uma casta continuar afrontando a tudo e a todos, acumulando riqueza e poder. Cabe às centrais sindicais e movimentos sociais fortalecerem sua unidade de ação e radicalizarem na disputa em defesa da distribuição da renda, da democracia e da soberania. Para que os povos do mundo se reencontrem com a justiça.

Servidores Públicos Federais realizam ato para lançar Campanha Salarial 2015

Nesta quarta-feira (25), servidores públicos federais de todo o país realizarão ato unificado de lançamento da Campanha Salarial 2015. Chamada pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – Condsef, a mobilização foi organizada pelas 31 entidades do fórum que representa a categoria. Em Brasília, a concentração será às 9h, em frente ao Ministério do Planejamento.
Os trabalhadores revindicam, entre outros pontos, a reposição das perdas inflacionárias com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo- IPCA, data base em 1° de maio, direito de negociação coletiva (regulamentação da convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho – OIT), redução da jornada de trabalho e isonomia dos benefícios com os três poderes (como o tíquete alimentação).
“Em 2012, fizemos uma greve e arrancamos um acordo na parte financeira para os anos de 2013, 2014 e 2015. Até agora, o governo cumpriu essa parte, o que não conseguimos avançar foi nas pautas sociais. Não há mais nenhuma previsão de reajuste a partir do ano que vem e continuamos com nossa pauta defasada nas questões sociais. Vamos bater forte que na regulamentação da convenção 151 da OIT, que diz respeito ao direito de negociação dos servidores do setor público”, explica o secretário geral do Sindsep-DF, sindicato que representa os servidores públicos federais do DF, Oton Pereira.
“Este ano nós estamos fazendo uma coisa diferente. Queremos distribuir a nossa pauta para o maior número possível de ministérios, sessões e autarquias, porque entendemos que o Ministério do Planejamento não é o único responsável pelo atendimento das nossas revindicações. Por esse motivo, antes de nos juntarmos ao ato, cada sessão sindical irá procurar seu líder máximo e entregar tanto a pauta local, quanto a unificada”, esclarece o secretário do Sindsep-DF.
A expectativa dos servidores é de retomar o diálogo entre a categoria e o governo federal para garantir o cumprimento da pauta, tendo em vista que tanto o governo quanto o Ministério do Planejamento já sinalizaram que haveria abertura para negociação com a classe trabalhadora, como explica o secretário geral da Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva: “Nós achamos que essa atividade é importante para despertar no governo a consciência de dialogar com os trabalhadores. O próprio ministro Nelson Barbosa e a presidenta Dilma sinalizaram que haveria um trato diferente com as entidades que representam a classe trabalhadora. Estamos vivendo um momento onde os servidores públicos federais não possuem nem a recomposição da inflação. Acreditamos na abertura desse diálogo, na instalação do processo de negociação, queremos montar um cronograma para que possamos tratar da nossa pauta”.

Servidores municipais de Valparaíso realizam assembleia nesta quinta-feira (25)

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Valparaíso – Sindsepem/Val (GO), realizará assembleia nesta quinta-feira (26), às 15h, em frente à prefeitura municipal da cidade. Em pauta, 50 itens traduzem as revindicações dos trabalhadores.
De acordo com a presidenta do Sindicato, Olízia Alves, os tópicos mais importantes da pauta dos municipais são a data-base da categoria, revisão das carreiras, piso magisterial, criação de plano de carreira para os municipais e imediata convocação e posse dos aprovados no concurso de 2014.
“Ainda não houve a convocação porque não houve conclusão, pois o processo no Tribunal de Contas dos municípios ainda está em curso. Queremos que as contratações aconteçam imediatamente após a conclusão desse processo”, explica a presidenta do Sindicato.
De acordo com Olízia Alves, o processo de construção da pauta reivindicatória teve início em 2014, e a prefeitura mostra disposição em dialogar com os trabalhadores. “Nossa pauta foi protocolada em dezembro, tivemos diversas reuniões com as comissões de gestão do plano de carreira. A mesa de negociação está aberta”, completa a líder sindical.
“É importante a categoria estar sempre mobilizada, especialmente neste mês de março que é o mês da nossa data-base. Não vamos permitir que haja retrocesso, queremos manter o que já conquistamos e avançar cada vez mais”, conclui Olízia.

Sindicato dos Arquitetos realiza debate sobre plano de preservação das áreas de Brasília

A preocupação com a conservação de Brasília vem desde 1960, quando a cidade foi construída. Reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO e tombada como patrimônio histórico, a capital federal precisa que os critérios de proteção do seu conjunto urbano sejam seguidos para que sua população tenha melhor qualidade de vida. É para isso que foi criado o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB. Aprovado em março de 2014, ele define as regras para ocupação das áreas tombadas no Distrito Federal e compreende terrenos no Plano Piloto, Candangolândia, Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal. Se você quer saber mais sobre o assunto e os efeitos deste plano para a cidade, basta participar da próxima edição do projeto Arquitetura no Deck Norte. Promovido pelo Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal – Sinarq-DF, o encontro acontece nesta sexta-feira (27), às 18h30, na praça de alimentação do Shopping Deck Norte.
Convidada especial desta edição, a arquiteta e urbanista Vera Ramos vai conduzir o debate e tirar dúvidas sobre o tema. “O PPCUB deve estabelecer regras claras para que seu entendimento, aplicação e fiscalização ocorram devidamente. Além da legislação de proteção, é imprescindível que a legislação de uso e ocupação do solo e o planejamento urbano sejam utilizados como instrumentos de proteção. Esses aspectos são da maior importância para a gestão do patrimônio. Da forma como está, o PPCUB promove adensamentos em vários setores e loteamento em áreas verdes públicas, agravando problemas existentes, como a impermeabilização do solo, o trânsito, a falta de estacionamentos e demandas por energia, abastecimento de água e drenagem pluvial”, explica vera.
De acordo com Elza Kunze Bastos, diretora do Sinarq-DF, o objetivo do encontro é promover a cidadania por meio do conhecimento. “É muito importante que a população saiba o que realmente é o PPCUB e como ele pode impactar a sociedade. Somente por meio do conhecimento e da participação de todos é que podemos construir uma cidade melhor para viver”, afirma Elza.
Serviço
Arquitetura no Deck Norte – 2ª edição
Data: 27/02, sexta-feira
Horário: 18h30
Local: Praça de alimentação do Shopping Deck Norte – Lago Norte
Evento gratuito e aberto ao público
Mais informações: (61) 3347-8889 ou pelo e-mail: sinarqdf@gmail.com

Professores decidem manter paralisação até sexta-feira (27)

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (23), na Praça do Buriti, os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram manter, pelo menos até sexta-feira (27), a paralisação das atividades, iniciada hoje. Segundo o Sinpro-DF, sindicato que representa a categoria, neste período, o processo de negociação com o GDF será reavaliado.
“A CUT Brasília apoia todo o calendário de mobilização que for formulado pelo Sinpro. Vamos trabalhar juntos para garantir os direitos dos trabalhadores”, afirma o dirigente da CUT Brasília, Julimar Roberto.
Por volta das 10h40, a assembleia desta segunda-feira foi suspensa temporariamente para que a Comissão de Negociação do Sinpro fosse recebida pelo GDF. O objetivo era garantir pagamentos, sem parcelamentos, e a não retirada de direitos do Regime Jurídico Único.
Após horas de reunião, o governo se comprometeu a realizar nova reunião na sexta-feira (27), sob o argumento de avaliar as contas – já que é final de mês – e verificar o que será possível antecipar em termos salariais em março. No mesmo documento, o governo promete não encaminhar à Câmara Legislativa nenhum projeto que retire direitos da categoria.
O governo também enfatizou que tramitação da Adiantamento de Receita Orçamentária – ARO, a operação de crédito em si, terminará no dia 15 ou 16 de abril, se tudo correr da melhor forma. “Caso haja aumento de recursos, arrecadação, é interesse do GDF antecipar esses pagamentos atrasados”, disse o chefe da Casa Civil Hélio Doyle.
A Comissão do Sinpro enfatizou que a realização de assembleia em pleno início de ano letivo é reflexo da insatisfação da categoria com os acontecimentos. “O sentimento da categoria é de pouca disposição do governo em resolver o problema”, reafirmaram os dirigentes do sindicato.
Pela primeira vez na história do DF, professores retornam ao trabalho sem receber o abono de férias, o 13º dos aniversariantes de dezembro, a rescisão dos professores temporários e com um calendário escolar imposto pelo novo governo do DF, fatos que trazem uma série de prejuízos à comunidade escolar.
Os docentes deliberarão sobre os rumos do movimento frente à política imposta pelo GDF a milhares de trabalhadores na próxima sexta-feira (27), em assembleia.
Novas datas de pagamento dos servidores
De forma arbitrária, o novo governo do DF definiu novas datas para o pagamento dos servidores do GDF. O esquema abrange todos os servidores públicos, cargos e funções comissionados, exceto policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros.
Na tabela do governo, quem tem salário de até R$ 9 mil, receberá no 5º dia útil do mês. Quem tem vencimento de até R$ 11 mil, receberá os R$ 9 mil no 5º dia útil e mais R$ 2 mil no dia 15 de cada mês. Quem recebe até R$ 16 mil, terá a diferença do salário (R$ 5 mil) pago no dia 24 de cada mês.

Entidades organizam ato na Câmara em defesa da Caixa, dia 25

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – Contraf-CUT, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal – Fenae e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) promoverão na próxima quarta-feira (25), na Câmara dos Deputados, em Brasília, Ato em Defesa da Caixa como Empresa 100% Pública. O objetivo é envolver outros setores da sociedade, inclusive o Parlamento, na discussão da proposta, em estudo pelo governo federal, de abertura do capital da Caixa Econômica Federal.
O evento, que será realizado das 9h às 18h, contará com a presença de representantes da CUT, outras centrais sindicais, Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos – Dieese, parlamentares e empregados da Caixa.
“Esse é mais um passo importante, porque sinaliza a mobilização pela busca do apoio de outros atores sociais na nossa campanha em defesa da Caixa 100% pública. Precisamos mostrar ao Brasil que a manutenção da Caixa totalmente pública não é uma luta apenas de uma categoria profissional. Ela é imprescindível para toda a sociedade brasileira, porque é um dos mais importantes instrumentos de governo para o fomento do desenvolvimento econômico e social do país”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Cresce a mobilização
O ato na Câmara dos Deputados é mais um dos eventos da Campanha Caixa 100% Pública em defesa da instituição pública federal e contra a abertura de capital da empresa.
Na quinta-feira, dia 26, o debate será levado para a Marcha dos Trabalhadores, que vai ocorrer em várias cidades.
“A Caixa é um patrimônio do povo, que mostra todos os dias a importância que tem na vida da população, principalmente dos mais carentes. É um banco que tem conquistado clientes, emprestado recursos para habitação e injetado bilhões de Reais na economia. Ao mesmo tempo, é protagonista no desenvolvimento social do país, fazendo o pagamento de programas sociais e daqueles voltados ao trabalhador, e destinando recursos para áreas como infraestrutura e saneamento”, afirma Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae.
Já o Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública, em 27 de fevereiro, vai movimentar unidades e empregados do banco em todo o Brasil. A iniciativa é da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa – Contraf/CUT), e a proposta é de que os trabalhadores realizem ações nas agências e postem fotos nas redes sociais segurando o cartaz com a frase “Eu defendo a Caixa 100% pública”. Milhares de cópias desse cartaz já chegaram às unidades. As imagens devem ser postadas com a hashtag #acaixaédopovo, e também podem ser enviadas para os sindicatos e para as Apcefs, bem como para o e-mail caixapublica@fenae.org.br.
Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa – Contraf/CUT e diretora de Administração e Finanças da Fenae, convoca os bancários e as bancárias para a mobilização. “Essa é uma luta de todos nós. Precisamos fazer história nesse dia nacional de luta, com reuniões nos locais de trabalho, atos na porta das unidades e retardamento na abertura de agências, entre outros. Enquanto organizamos as ações, aguardamos a audiência que solicitamos com o governo para saber o verdadeiro posicionamento sobre essa suposta proposta de abrir o capital”, diz.
Programação do ato
Manhã – 9h30
1. Mesa com Érika Kokay e um representante de cada entidade: Fenae, Contraf-CUT, Vagner Freitas (CUT), CTB, Intersindical e CSP-Conlutas.
2. Palestra com convidado a ser confirmado.
3. Participação dos parlamentares e entidades convidadas.
Tarde – 14h
1. Mesa com Fernando Neiva e Maria Rita Serrano (conselheiros de Administração da Caixa, eleitos), Donizete (Fórum Nacional da Reforma Urbana-FNRU) e Airton Santos (Dieese).
2. Apresentação do Dieese.
3. Leitura da minuta do manifesto final do encontro.

Ato em Brasília no dia 25 em defesa da Petrobras

CUT Brasília, sindicatos filiados e diversas organizações do movimento sindical e social realizarão no próximo dia 25, quarta-feira, ato em defesa da Petrobras. A ação será às 13h, no prédio sede da empresa em Brasília (Setor de Autarquias Norte – SAN, Quadra 1, Bloco D).
A atividade em Brasília dará continuidade ao ato realizado no dia 24 deste mês, no Rio de Janeiro, em frente à Associação Brasileira de Imprensa – ABI, onde será lançado o Manifesto em Defesa da Petrobras e do Brasil, com a presença de movimentos sociais, sindicais, artistas e intelectuais.
“A classe trabalhadora e a sociedade em geral tem que se preparar para defender não só a Petrobras, mas outros patrimônios públicos do país, como, por exemplo, a Caixa Econômica. Isso independente do governo que esteja no comando”, afirma o dirigente da CUT Brasília e da CUT Nacional, Roberto Miguel, referindo-se ao anúncio do governo federal de que irá abrir o capital da Caixa Econômica Federal.
Os movimentos em defesa da Petrobras são respostas às ações que investigam corrupção na empresa, mas que têm como objetivo central a desmoralização da Petrobras. “A Petrobras tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos (…) A ação institucional contra a corrupção tem firma apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados”, afirma trecho do manifesto Defender a Petrobras é Defender o Brasil.
De acordo com o manifesto, os objetivos dos ataques são “imobilizar a Petrobras e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros; fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local, favorecendo fornecedores estrangeiros; revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal”.
Veja aqui a íntegra do manifesto “Defender a Petrobras é Defender o Brasil”. Assine aqui o abaixo-assinado em defesa da Petrobras.

Professores retornam às escolas com calendário arbitrário e sem receber as férias

Os(as) professores(as) retomam suas atividades pedagógicas nesta quinta-feira (19) sem receber o abono de férias e com um calendário escolar imposto pelo novo Governo do Distrito Federal – GDF que traz uma série de prejuízos para a comunidade escolar. O ano letivo começa na segunda-feira (23/2) com paralisação da categoria e assembleia às 10h, na Praça do Buriti.
O GDF justificou a alteração arbitrária no calendário com o argumento de fazer reformas nas escolas. O secretário de Educação, Júlio Gregório, anunciou na imprensa que se tratava de obras invisíveis. O fato é que os(as) professores(as), os(as) estudantes e toda a comunidade escolar começam o ano com um calendário ruim porque, dentre outros motivos, encerra o ano letivo depois do Natal de 2015, no dia 29 de dezembro, e reduz o período de recesso do meio do ano, época de seca em Brasília.
A reivindicação para o recesso do meio do ano ser maior vem de muitas décadas atrás. No fim da década de 1970, estudantes e suas famílias, bem como os(as) professores(as) das redes pública e privada, reivindicavam o aumento desse recesso por causa das intensas secas da região. Várias vezes o GDF e escolas privadas tiveram de suspender aulas no meio do ano por causa da estiagem e da intensa falta de umidade no ar.
O calendário escolar da rede pública do Distrito Federal jogado no lixo pelo novo governo, e que desde 2007 tem sido democraticamente construído com a comunidade escolar, sempre levou em consideração o período suficiente para o governo realizar obras visíveis e invisíveis nos prédios das 657 escolas públicas, bem como todos os outros ajustes infraestruturais e pedagógicos que favoreciam a escola, a categoria, o governo e a população usuária do serviço público de educação. Dava conta também de todas as reivindicações históricas da população brasiliense, como essa do período de recesso durante a seca do meio do ano.
Afinal de contas, era um calendário democrático, elaborado para atender às necessidades da comunidade escolar e para fortalecer o ensino público, gratuito, referenciado socialmente. Todavia, esse calendário deixou de existir por um capricho da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) que, para justificá-lo, alegou haver obras invisíveis a serem feitas pelo GDF.
A categoria retorna estressada do período de descanso por causa dos atrasos nos pagamentos. Boa parte dos(as) professores(as) teve de se submeter a juros do sistema financeiro e pagar suas contas com dinheiro emprestado do BRB porque os direitos trabalhistas devidos não foram pagos. Agora, o governo impõe um calendário escolar oneroso para professores(as), estudantes e para as famílias que têm filhos em escola pública.
Diante dessa situação, o Sinpro-DF orienta cada professor(a) a observar se as obras invisíveis anunciadas pelo GDF foram realizadas nas escolas em que atuam e se elas justificam a mudança do calendário escolar. É preciso que cada professor(a), quando chegar na escola, identifique se a escola dele é uma dessas que motivaram a alteração de calendário escolar.

Ministro do Trabalho apoia Convenção 151 da OIT

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Na quarta-feira (18), o recém empossado ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias (PDT), reuniu-se com representantes da CUT e de outras centrais sindicais para discutir sobre a atual situação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, que estabelece o direito à organização sindical e à negociação coletiva entre os servidores públicos e seus respectivos gestores, nas três esferas de governo – municipal, estadual e federal. Na ocasião, o ministro se colocou a favor da aprovação do tratado e garantiu que tanto o ministério quanto o governo brasileiro farão o possível para que o direito de greve para os servidores públicos seja reconhecido como um instituto do Direito Internacional.
“Mesmo nos piores governos se fazia greve. Isso é um direito que não tem retorno. O Ministério apoia sim a convenção 151, por entender que às vezes a greve é a única arma do trabalhador”, afirmou o ministro Manoel Dias.
Para o secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional e representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da OIT, Antônio Lisboa, “a mobilização da classe trabalhadora (para avançar com a Convenção 151) tem que ser constante”. “A mobilização para regulamentar a Convenção 151 é antiga, mas continua firme. Estamos discutindo internamente dentro do ministério do Trabalho e dos fóruns governamentais e fazendo a mobilização de rua efetivamente”, afirma.
A convenção 151 da OIT é uma luta histórica da classe trabalhadora, defendida pela CUT desde a fundação, em 1983. O texto encontra dificuldades para ser aprovado devido à pressão do setor patronal, que travou o debate há dois anos embasado no argumento de que esse direito não estaria amparado por outra Convenção da OIT, a 87.
Na próxima segunda- feira (23), haverá reunião tripartite com governo, trabalhadores e patronato na sede da OIT, em Genebra, para o início de mais uma jornada de negociações sobre o tema.
CUT Brasília

Lisboa: CUT em defesa do povo palestino, da justiça e da paz

lisboaMais do que estranheza, nos causou enorme preocupação a declaração do ministro da Defesa, Jaques Wagner, de que o Estado de Israel é “nosso parceiro estratégico”.

Casualmente, naquela mesma data, foram divulgados dados sobre o resultado do impacto das armas ilegais utilizadas pelo exército israelense no último ataque a Faixa de Gaza, realizado nos meses de julho e agosto de 2014. Entre outros crimes, foi diagnosticada a proliferação de enfermidades como a esterilidade nas mulheres, malformação congênita nos recém-nascidos e câncer nos anciões. O uso e abuso das armas proibidas não somente afetou gravemente os seres humanos, mas também os animais da região, inviabilizando o seu consumo num território que sofre desde 2007 com um bloqueio perverso e desumano.

Vale lembrar que esses últimos bombardeios, nos quais foram mortos mais de dois mil palestinos – 519 deles crianças – e feridos 10.895 – 3.306 crianças, deixaram desabrigadas mais de 540 mil pessoas (quase um terço da população de Gaza). A execução de uma política de terrorismo de Estado claramente planificada deixou 45 mil casas danificadas, mais de 10 mil casas completamente destruídas, 8 mil casas parcialmente destruídas, 142 escolas do governo danificadas, 136 escolas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados (UNRWA) danificadas, 6 universidades e institutos danificados, 4 creches danificadas, 67 mesquitas e 12 cemitérios muçulmanos destruídos, duas igrejas e um cemitério cristão destruídos, uma usina de geração de eletricidade destruída, 12 hospitais e sete clínicas destruídas. Neste cenário de horror, infelizmente invisibilizado pela grande mídia, ainda ecoam os gritos dos mortos e feridos nas três escolas da UNRWA covardemente bombardeada com população refugiada dentro.

Com o compromisso de levar a solidariedade do povo brasileiro à resistência palestina contra a opressão, a Central Única dos Trabalhadores, junto a inúmeros movimentos sociais, está organizando uma caravana a Gaza, mantida sob um cerco perverso e injustificável.

Nesta ação pelo reconhecimento do Estado palestino e contra o apartheid de Israel, reafirmamos nosso compromisso com a luta pelo direito dos povos à sua autodeterminação, à justiça e à vida. Quem defende a paz mundial não pode ser  “parceiro estratégico” da política de terrorismo de Estado de Israel.

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