Começa uma nova etapa da luta pela reforma política popular. O mote escolhido para traduzir esta fase da campanha é “Plebiscito Constituinte: Tem de ser Oficial”. O desafio é pressionar o Congresso Nacional a fazer o seu dever e convocar o plebiscito. Já no próximo dia 4, quarta-feira, os movimentos sociais realizam ato em defesa da ideia na sede do parlamento, no auditório Nereu Ramos.
Para concretizar o plebiscito, o Congresso deve votar e aprovar o já existente Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 1508, de 2014. O projeto, apresentado pelos parlamentares Luiza Erundina (PSB-SP, reeleita) e Renato Simões (PT-SP) no final de outubro, foi acolhido por 181 outros deputados, número suficiente de assinaturas para dar início ao trâmite da matéria.
O ato da próxima quarta terá início às 14h. A Secretaria Operativa Nacional da Campanha pelo Plebiscito distribuiu esta semana uma convocatória para a mobilização (leia aqui).
Na avaliação de representantes das entidades – as mesmas que em setembro do ano passado organizaram a coleta de 7,5 milhões de votos a favor do plebiscito oficial – , a conjuntura de 2015 pode ser favorável para a ampla divulgação da proposta e para o aumento de apoio popular à sua aprovação.
Segundo relatório produzido após reunião realizada no último dia 26, na sede da CUT, em São Paulo, a desaceleração econômica deve se acentuar caso o governo insista nas recentes medidas recessivas, o que aprofundará as dificuldades políticas, abrindo espaço para que a proposta de uma reforma política convocada pelo povo, a ser elaborada por uma constituinte exclusiva, ganhe destaque na agenda do País.
“Evidentemente, para isso é preciso que as entidades repitam e até mesmo ampliem a mobilização demonstrada nos meses que antecederam a Semana da Pátria e na própria coleta de votos”, lembra o diretor executivo da CUT Júlio Turra.
Júlio afirma que já é hora de reativar os comitês populares que funcionaram no ano passado e criar novos, com o objetivo de disseminar a proposta em todas as cidades.
No dia 6 de março, a campanha vai realizar uma Plenária Nacional pelo “Plebiscito Constituinte: Tem de ser Oficial”.
Para conhecer o PDL 1508/14, clique aqui.
Para conferir os deputado(a)s que assinaram o PDL, clique aqui.
PL da ARO chega à Câmara Legislativa na segunda-feira (2)
Jornalista: sindicato
A Comissão que representa os servidores do GDF (formada pela CUT e sindicatos da Educação e da Saúde) se reuniu novamente com o GDF na noite dessa quarta-feira (28) para pedir que o projeto de lei que prevê a Antecipação da Receita Orçamentária – ARO seja encaminhado à Câmara Legislativa imediatamente. De acordo com o secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, o PL chegará à Casa na segunda-feira (2).
A ARO é um tipo de empréstimo que os entes públicos podem fazer para sanar insuficiências momentâneas de caixa. No caso do GDF, o dinheiro será utilizado principalmente para pagar de uma só vez o 13° salário, férias, horas-extras, rescisões de contratos temporários (no caso dos professores) e outras pendências devidas aos servidores públicos desde dezembro do ano passado.
A Antecipação de Receita Orçamentária foi uma reivindicação da CUT e sindicatos da Educação (Sinpro-DF e SAE) diante da proposta do GDF de parcelar a dívida com os servidores em oito vezes, rejeitada desde o primeiro momento pelas lideranças sindicais e trabalhadores. ARO é tema pacificado na CLDF
Em reunião realizada com a CUT e lideranças sindicais nessa segunda-feira (26), a presidente da Câmara Legislativa do DF, Celina Leão (PDT), afirmou que “a Câmara não terá dificuldade para votar o projeto”. “Se o PL chegar hoje na Casa, faço a convocação dos parlamentares para amanhã mesmo”, disse a parlamentar.
O projeto poderia ter sido encaminhado há qualquer momento pelo GDF, mas o governo chegou a alegar gastos extras para o caixa com a convocação extraordinária dos parlamentares, o que não procede.
Diante do pronunciamento do secretário de Relações Institucionais do GDF, Marcos Dantas, de que o PL da ARO chegará à Câmara na segunda-feira (2), o projeto provavelmente será votado na terça-feira (3).
“Nossa expectativa é de que todas as dívidas com os servidores sejam quitadas ainda na primeira quinzena de fevereiro. É inconcebível essa situação imposta aos servidores públicos do DF”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
Motoristas da presidência da República pressionam e patrões abrem negociação
Jornalista: sindicato
Motoristas terceirizados da empresa Brunauto Transportes, que prestam serviço para a presidência da República, realizaram ato na manhã desta quarta-feira (28), em frente à garagem do órgão, para reivindicar reajuste salarial e plano de saúde. Diante da pressão dos trabalhadores, a empresa se comprometeu a apresentar contraproposta às reivindicações dos motoristas na próxima quarta-feira (4).
“Essa nossa reivindicação é da Campanha Salarial de 2014 e, até hoje, a empresa não negociou. Os trabalhadores estão com os salários defasados. Não recebem reajuste há quase dois anos e a empresa continua omissa. Por isso, todos os motoristas que estavam escalados no horário do ato participaram do protesto”, explica o dirigente do Sindicato dos Rodoviários, Saul Araújo.
Os 260 motoristas de carros oficiais reivindicam reajuste salarial de 20%, índice que deverá incidir sobre as demais cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho, além da inclusão de plano de saúde.
Centenas de trabalhadores rodoviários, com o apoio da CUT Brasília, realizaram carreata nesta quarta-feira (28) para reivindicar mais segurança aos motoristas, cobradores e usuários do transporte coletivo do Distrito Federal. A carreata saiu do terminal rodoviário de Samambaia Norte e seguiu até o Batalhão da Polícia Militar, passando pela Administração Regional da cidade.
Após o ato, os rodoviários foram recebidos pelo administrador regional de Samambaia, Claudeci Miranda, e por representantes do 11º Batalhão da Polícia Militar. Ficou acordado que a PM intensificará as blitz na região e disponibilizará uma equipe do batalhão para cuidar especificamente da segurança nos ônibus. Também foi afirmado que será criado um grupo de trabalho com representantes do Sindicato dos Rodoviários, CUT Brasília, PM, administração de Samabaia e usuários de transporte coletivo, que se reunirá todas as sextas-feiras para fazer um balanço das ocorrências durante a semana.
“Vamos avaliar se essas medidas estão gerando resultado positivo. Se os casos de violência continuar acontecendo, vamos realizar outras paralisações para garantir a segurança de trabalhadores e da população”, afirma o dirigente do Sindicato dos Rodoviários do DF e da CUT Brasília, Marcos Junio Nouzinho.
Na última segunda-feira (26), o motorista Jeferson Gomes de Melo, 36 anos, foi esfaqueado no braço, nas costas e no pulso. Ele está internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e precisava passar por cirurgia nos ligamentos, para não perder os movimentos da mão.
Patrões rebaixam proposta e rodoviários terceirizados realizam assembleia no sábado (31)
Jornalista: sindicato
Trabalhadores rodoviários terceirizados que prestam serviço em órgãos públicos do GDF realizarão assembleia neste sábado (31) para discutir o andamento da pauta de reivindicação da Campanha Salarial de 2015. A atividade será às 9h, no estacionamento do Conic (virado para a Torre de TV), no Setor de Diversões Sul.
Na assembleia, os trabalhadores avaliarão a proposta ofertada pelos patrões em reunião realizada nesta terça-feira (27). Para a surpresa da comissão que representa os trabalhadores, formada pelo Sindicato dos Rodoviários e pela CUT Brasília, os patrões pioraram a proposta apresentada à categoria anteriormente. “Eles (os patrões) tinham oferecido 9% de reajuste e baixaram para 7,5%. Nós queremos que atendam nossas reivindicações, não que rebaixem ainda mais as propostas que já não estavam boas”, avalia o dirigente do Sindicato dos Rodoviários, Saul Araújo.
O dirigente alerta que, certamente, a categoria rejeitará a proposta apresentada e que as chances de deflagração de greve diante da inflexibilidade dos patrões são grandes.
As principais reivindicações dos rodoviários terceirizados são o reajuste salarial de 15%, vale-alimentação de R$ 28, além da inserção do desconto de 6% na folha de pagamento referente ao vale-transporte
Recepcionistas da Secretaria de Saúde paralisam atividades por falta de pagamento
Jornalista: sindicato
Trabalhadores terceirizados da empresa GVP que prestam serviço para a Secretaria de Saúde do GDF realizaram ato em frente ao órgão nesta terça-feira (27) para cobrar o pagamento do salário e do vale-transporte de dezembro. Os trabalhadores, que suspenderam as atividades nessa segunda-feira (26), não têm previsão para retornar aos trabalhos.
“Nós já ouvimos a empresa e a secretaria, mas só nos dão desculpas e nenhuma resposta concreta. Não dá pra continuar trabalhando sem receber. Enquanto não houver pagamento a paralisação vai continuar”, afirma o dirigente do Sindiserviços, Antônio de Pádua.
De acordo com o Sindiserviços, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados, algumas empresas estão descumprindo o acordo firmado neste mês de janeiro entre o Ministério Público do Trabalho, as empresas e o Sindicato, que prevê o pagamento de todas as verbas remuneratórias e indenizatórias aos trabalhadores. O Sindiserviços afirma que o Sindicato encaminhou novo pedido ao Ministério do Trabalho para que ele averigue o motivo do descumprimento do acordo e solucione a falta de pagamento dos trabalhadores.
As recepcionistas atuam em hospitais, postos de saúde e unidades de pronto atendimento da rede pública do DF.
Mais de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras lotaram a Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (28), para o Dia Nacional de Lutas contra a perda de direitos e em defesa do emprego, organizado pela CUT, CSB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT.
No ato unificado da capital paulista, as centrais sindicais cobraram do governo federal a revogação das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que mudaram as regras de acesso a direitos como o seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), auxílio-doença e o seguro-defeso. Também questionaram os rumos da política econômica adotados pelo Ministério da Fazenda, que, segundo os sindicalistas, levarão o país à recessão.
“A agenda vitoriosa nas eleições é oposta às medidas atuais. Aquela visa melhorar e ampliar os direitos sociais, aumentar a renda, a produção e o mercado interno. O aumento da taxa de juros, a restrição do financiamento de bens e o achatamento das políticas sociais empurram o país para a recessão”, destaca o secretário. “Essa agenda vem sendo testada na Europa desde 2008, e, se funcionasse, a crise de lá já havia terminado há tempos”.
Nobre pontua que o caminho a ser seguido é apostar, além do mercado interno, no investimento em obras de infraestrutura, habitação e mobilidade urbana. “É isso que vai nos blindar da crise e fazer o país crescer. Mas, para isso, as medidas têm que ser contrárias às anunciadas. Temos que ampliar o crédito, melhorar a renda e proteger os direitos sociais”, completa o dirigente.
As centrais garantiram que não sairão das ruas e realizarão nacionalmente a Marcha da Classe Trabalhadora, no próximo dia 26 de fevereiro, quando entregarão uma pauta de reivindicações ao Executivo federal, aos governos estaduais e ao empresariado. Entre elas, o fim do fator previdenciário; redução da jornada para 40 horas semanais; fim do Projeto de Lei nº 4330/04, que amplia as terceirizações; correção da tabela do Imposto de Renda; mais investimentos em saúde, educação e segurança.
“A presidenta conhece bem a CUT e sabe da nossa luta e compromisso. Se a Dilma não voltar atrás nas Medidas Provisórias, certamente ela estará propondo um conflito que nós não queremos. Portanto, não vamos sair das ruas”, garante o presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, que defende a volta do círculo virtuoso da economia, no qual o emprego gera renda e, assim, há produção e desenvolvimento com qualidade de vida. . Alta rotatividade
O secretário nacional de Administração e Finanças da Central, Quintino Severo, falou sobre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que, segundo o CUTista, desconhece a realidade da classe trabalhadora.
“Ele [Joaquim Levy] precisa andar mais com os pés no chão, não só de avião e helicóptero, para parar de falar bobagens como a de que o seguro-desemprego está ultrapassado. Ultrapassado está o conhecimento desse cidadão sobre a realidade brasileira”, critica, destacando que o maior problema do Brasil é a alta rotatividade, que leva à dispensa de quase 40% dos trabalhadores (as) anualmente.
Para o diretor executivo da CUT nacional, Júlio Turra, a questão da alta rotatividade também é o essencial a ser combatido. “Queremos diálogo sobre essas medidas. As centrais estão abertas a corrigir qualquer distorção ou fraude que possa existir. Mas onde está a fraude em pagar seguro-desemprego em um país que é campeão mundial em rotatividade?”, destacou.
“Essas medidas tem que ser retiradas. Se quer fazer alterações, que dialogue com as centrais sindicais. Nós temos propostas, como combater a rotatividade e garantir emprego”.
Para o dirigente, há formas melhores de equilibrar as finanças públicas. “Bota imposto em quem compra iate, em quem anda de helicóptero. Taxe as grandes fortunas. Mas não venha mexer com o salário e o emprego do trabalhador. Quer cortar? Corta dos ricos”.
A Secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Lucilene Binsfeld, a Tudi, lembra que as medidas aprovadas atingem diretamente o setor de comércio e serviços. “O setor de serviços é de alta rotatividade e muitos terceirizados. Nós somos contrários a mexer no período de acesso ao seguro desemprego, há outras alternativas.”. Em entrevista ao Portal da CUT, o secretário Quintino Severo destacou o fortalecimento do SINE como uma delas (linkar). Crise da água, crise no emprego
A grave crise no abastecimento de água que assola o estado de São Paulo é outra preocupação dos sindicalistas pontuada na mobilização. Com os riscos à produção em vários setores, como o de alimentos e bebidas, agricultura e metalurgia, os dirigentes temem os impactos no emprego e também cobrarão medidas de Geraldo Alckmin, já que até o momento o governador paulista não anunciou qualquer proposta.
Sebastião Geraldo Cardozo, secretário geral da CUT São Paulo, ressalta que as conseqüências da falta de água ao emprego e à economia são tão preocupantes quanto às MPs anunciadas pelo governo federal. “Ao afetar a produção geral do estado paulista, faltará distribuição de produtos e haverá desemprego. Nessa crise da água, a ausência de postura do Alckmin e do PSDB em relação aos trabalhadores vai afetar o sistema produtivo como um todo e é isso que temos que combater”.
Para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, a população tem que ocupar as ruas e dizer ao governador que não aceita pagar a conta pela falta de investimentos em obras e serviços para o abastecimento. “As indústrias vão começar a parar porque não haverá água e nas periferias o racionamento é uma realidade. A água é pública e um bem comum, por isso não aceitamos essa privatização da água”, pontua. Petrobrás e Caixa Econômica são patrimônios do país
A Petrobrás é responsável por 13% do PIB e 20% dos investimentos no Brasil, segundo Cibele Vieira, coordenadora geral do Sindipetro Unificado-SP, filiado à CUT, à FUP e porta-voz da Central sobre o assunto. Para ela, é preciso fortalecer a estatal e não deixar que funcionários envolvidos em escândalo sejam confundidos com a totalidade dos trabalhadores ou com a empresa.
Só nos metalúrgicos da indústria naval foram criados 80 mil empregos, segundo Cibele, porque a Petrobrás começou a fazer plataformas e navios no Brasil. O bloqueio das empresas brasileiras citadas na Operação Lava a Jato fará com que a Petrobras tenha que contratar empresas de fora, gerando desemprego. “Só no estaleiro no Rio de Janeiro, está previsto queda de 50 mil empregos. Dos 80 mil que conseguimos com a reerguida da indústria naval, 50 mil estão em risco. Bloquear as empresas é colocar a conta nos trabalhadores. Tem que punir e fazer mudanças estruturais, com certeza, mas tem que preservar a empresa e garantir emprego do petroleiro próprio e do petroleiro terceirizado”. Caixa Econômica Federal 100% pública
Na mobilização desta quarta, os bancários também fizeram um abraço solidário em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal (CEF) na Av. Paulista, defendendo que o banco continue sendo 100% público, diante dos boatos de que o governo federal abrirá o capital da instituição financeira. Segundo a dirigente bancária Adriana Magalhães, secretária de Comunicação da CUT/SP, os bancos públicos foram fundamentais para enfrentar a crise internacional de 2008 e 20010, pois concederam crédito mais barato que os bancos privados. “Não é com a abertura de capital da Caixa que o Brasil vai retornar ao caminho do desenvolvimento econômico e social”, conclui.
CUT reúne sindicatos em Encontro de Comissões da Verdade
Jornalista: sindicato
Começa nesta quinta-feira (29) o Encontro Nacional das Comissões da Verdade dos Sindicatos CUTistas. A atividade é organizada em parceria com a AFL-CIO, maior central sindical norte-americana.
A proposta deste Encontro foi apresentada na última reunião da Comissão pela Memória, Verdade e Justiça da CUT em dezembro. Tem como objetivo socializar as atividades promovidas pelas Comissões da Verdade criadas em sindicatos de base e planejar conjuntamente ações que possam incentivar o processo de recolhimento de dados e de pesquisas sobre o que foi o período da ditadura militar para sindicatos e trabalhadores.
No encontro serão apresentados resultados do trabalho da CUT vinculado à Comissão Nacional da Verdade (CNV) e nessa perspectiva, o Encontro estima potencializar os esforços para compilar subsídios ao debate do 12º CONCUT que acontece em outubro, em São Paulo.
Estarão presentes a advogada e ex-integrante da Comissão Nacional da Verdade, Rosa Cardoso; o assessor da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilney Viana; e a deputada federal e ex-ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário.
Programação para o Encontro Nacional de Comissões da Verdade dos Sindicatos Cutistas
Local: Casa Jesuitas Brasil Rua Bambina, 115 – Botafogo Rio de Janeiro – RJ Data : 29 e 30 de janeiro de 2015
Dia 29/01
9h00 – abertura com representantes da CUT e da AFL-CIO
9h30 – Comissão Nacional da Memória Verdade e Justiça da CUT – atividades e balanço
11h – Verdade, Justiça e reparação no movimento sindical da América Latina – Jana Silverman – AFL-CIO
12h – Almoço
13h30 – Foco das pesquisas do GT trabalhadores e seus desdobramentos – Antonio José Marques -CEDOC da CUT
15h – café
15h15 – CNV e GT trabalhadores histórico e desdobramentos – Dra. Rosa Cardoso
16h30 – Apresentação dos trabalhos das comissões da verdade dos Sindicatos presentes
18h – Encerramento
Dia 30/01
9h – Mesa redonda sobre propostas de encaminhamentos para continuidade dos trabalhos das comissões com base no trabalho já realizado com a Presença de Gilney Viana Assessor da SDHPR e da Deputada Federal Maria do Rosário.
12h – Aprovação das propostas e plano de trabalho
13h – almoço
14h – Visita ao Dops
18h – Encerramento
Sinpro convoca categoria para o Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos e do Emprego
Jornalista: sindicato
O ato público será realizado em frente à sede do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, nesta quarta-feira (28), a partir das 14h. Após o ato, haverá panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto. A atividade é uma realização das centrais sindicais e visa a combater as Medidas Provisórias 664 e 665, que subtraem direitos trabalhistas históricos. O Sinpro-DF convoca os(as) professores e professoras para participar da manifestação.
Todas as centrais sindicais do país se uniram para combater o retrocesso e, por isso, convocam todos os trabalhadores a participar do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos e do Emprego. As manifestações, unitárias, têm o objetivo de protestar contra a decisão do governo federal de atacar e reduzir as conquistas trabalhistas por meio das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665. Superávit primário
Caso sejam aprovadas pelo Congresso, as medidas tornarão mais difíceis o acesso das pessoas ao seguro desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), entre outras. Anunciadas sem consulta ou discussão com o movimento sindical, as medidas prejudicam a população de baixa renda.
Ao dificultar o acesso ao seguro desemprego com a exigência de 18 meses de trabalho nos 24 meses anteriores à demissão, a medida vai impedir o acesso dos empregados jovens ao benefício, visto que o Brasil convive com intensa rotatividade da mão de obra, principalmente na iniciativa privada.
Além disso, as novas exigências para a pensão por morte restringem o valor do benefício em até 50% para trabalhadores de baixa renda. Contudo, as MP 664 e 665 não modificam as pensões de alguns “privilegiados”. O objetivo dessas medidas provisórias é tão-somente promover o ajuste das contas governamentais, reduzindo o déficit nominal e gerando superávit primário – uma economia que o Estado faz para pagar os altos juros da dívida pública.
Reunidas numa luta unitária, as centrais sindicais não aceitam que essa conta seja, mais uma vez, paga pela classe trabalhadora. Existem outras formas de se alcançar o equilíbrio fiscal. Uma delas é o aumento da receita. A principal delas é uma reforma tributária que execute a taxação das grandes fortunas e empresários com instituição de imposto sobre grandes fortunas, taxação das remessas de lucros e dividendos ao exterior – que também contribuirá para a redução do déficit externo em conta corrente, revisão das desonerações, redução dos juros que originam o déficit nominal. Medidas prejudicam população de baixa renda
Anunciadas sem consulta ou discussão com o movimento sindical, as medidas prejudicam a população de baixa renda e, em particular, os trabalhadores. Ao difi cultar o acesso ao segurodesemprego com a exigência de 18 meses de trabalho nos 24 meses anteriores à demissão, a medida vai impedir o acesso dos empregados jovens ao benefício, pois se convive num país cuja rotatividade da mão de obra é intensa.
Além disso, as novas exigências para a pensão por morte restringem o valor do benefício em até 50% para trabalhadores de baixa renda. Porém, não mexem nas pensões de alguns “privilegiados”
Confira, no Jornal do Trabalhador, maiores detalhes sobre a importância do combate às MPs 664 e 665.
28 JANEIRO Dia Nacionalde Lutas
Hashtag: #DiaNacionaldeLutas #28Jan
CUT e sindicatos realizam ato na Fazenda, nesta quarta-feira (28)
Jornalista: sindicato
Na próxima quarta-feira (28), às 14h, a CUT Brasília e os sindicatos filiados realizarão manifestação em frente ao Ministério da Fazenda para exigir a garantia dos empregos, a manutenção e ampliação de direitos e impedir que a agenda da direita derrotada nas eleições, de arrocho, recessão e desemprego, seja colocada em prática. A atividade faz parte do Dia Nacional de Luta, que contará com atos e manifestações em todo o Brasil. Os detalhes sobre o ato em Brasília foram decididos em reunião entre a CUT e os sindicatos, nesta segunda-feira (26).
Depois do ato público no Ministério da Fazenda, os trabalhadores seguirão em caminhada até a Rodoviária do Plano Piloto, onde a mobilização será encerrada com a distribuição de informativos à população.
A mobilização será uma mostra efetiva da insatisfação da classe trabalhadora contra o aumento da taxa básica de juros e o pacote de medidas anunciados pelo governo federal, que atacam conquistas dos trabalhadores, especialmente os de menor renda, como o seguro-desemprego e o abono salarial.
“É inaceitável o povo eleger um governo que prometeu diálogo com os trabalhadores, mas que, e em seguida, aposta no retrocesso. O que está sendo implantado dentro do Ministério da Fazenda era o que a oposição pregava. E nós vamos à pasta mostrar a força da classe trabalhadora e exigir que a presidenta cumpra o que ela prometeu”, afirma o secretário de políticas sociais da CUT Brasília, Ismael José Cesar.
A ação da CUT no Ministério da Fazenda será a primeira de uma série de mobilizações convocadas pela Central nos próximos meses para cobrar do governo federal a continuidade do desenvolvimento com distribuição de renda e inclusão social, a manutenção dos direitos e conquistas dos trabalhadores e o atendimento da pauta da Classe Trabalhadora. A próxima grande mobilização já tem data marcada: será a Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 26 de fevereiro.
Entre as reivindicações da classe trabalhadora estão as reformas política e agrária, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário, a manutenção da política de valorização do salário mínimo, a regulamentação do direito de greve no serviço público (convenção 151), o combate à demissão imotivada (Convenção 158), a não aprovação do PL 4330, que precariza e flexibiliza o trabalho; a redução de juros e do superávit primário, mais investimentos em transportes públicos, saúde e educação.