Entidades exigem cancelamento do contrato com ISDS israelense

Centrais sindicais e movimentos sociais brasileiros lançaram um manifesto condenando a entrega da “segurança” da Rio 2016 à empresa militar israelense ISDS e exigindo o imediato cancelamento do contrato. Conforme as entidades, a ISDS não só está ligada ao “terrorismo seletivo” na Palestina, onde “os crimes sionistas da ocupação, limpeza étnica e apartheid continuam”, como às mais sanguinárias ditaduras da história da América Latina, onde especializou-se em “interrogatórios e supervisão de prisioneiros”.
“Vimos a público denunciar a decisão do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 de contratar a ISDS como empresa ‘integradora’ responsável pela coordenação de toda a segurança (com um gasto total de 2,2 bilhões de dólares), pelo treinamento de policiais brasileiros e pelo fornecimento de equipamentos”, afirma o documento, sublinhando que, além disso, ela ocupará um espaço publicitário de R$ 20 milhões de reais.
As entidades alertam para a gravidade da situação, uma vez que “a ISDS nasce das experiências desenvolvidas por Israel na repressão e no massacre do povo palestino, exportando essas técnicas, metodologias e tecnologias em particular para a América Latina”. Apontando para a farta documentação existente, assinalam que “a empresa esteve envolvida com as ditaduras e golpes em Honduras, Guatemala, El Salvador e com o treinamento dos ‘contras’ na Nicarágua”. “Na Guatemala, ofereceu abertamente aulas de ‘terror seletivo’ na época do genocídio. Em Honduras, treinou os quadros da ditadura nos anos 80 e forneceu as armas que foram usadas no ataque à embaixada brasileira onde o presidente Manuel Zelaya estava refugiado”.
O vice-presidente da ISDS, Ron Shafran, disse que a ISDS vai oferecer soluções a problemas de “inteligência”, “controle de multidão” e segurança de grandes espaços. “Já contamos com equipes que atuam no Brasil, e que atuaram extraoficialmente aí durante a Copa do Mundo no verão passado”, informou Shafran, relatando que a empresa militar também está fornecendo serviços de “segurança” à Petrobrás e à Itaipu.
De acordo com Maren Mantovani, coordenadora internacional da campanha contra o Muro do Apartheid, a manutenção deste contrato seria uma agressão ao movimento global de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, que tem no embargo militar uma forma eficaz e concreta de apoio à causa Palestina e dos direitos humanos. “Fundada no 1982, a ISDS se orgulha do fato de ter sido fundada por ex-agentes do Mossad. O fundador e diretor até hoje é Leo Gleser, um ex-coronel das forças armadas israelenses”, acrescentou Mantovani.
Secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa lembrou que “a vitória contra o odioso regime de apartheid imposto pelos israelenses passa necessariamente pelo fortalecimento do BDS”. Recentemente, no Brasil, a mobilização das entidades populares conseguiu que o governo do Rio Grande do Sul não levasse à frente o contrato com a Elbit Systems, com tecnologia militar israelense.
“Conseguimos acabar com o regime de segregação racial na África do Sul a partir de um amplo e massivo movimento de solidariedade internacional, que se somou à heroica luta de Nelson Mandela e do Congresso Nacional Africano. Este é o momento de ampliar a pressão”, acrescentou Rosane Bertotti, da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS).
Para o presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Antonio Felicio, “é inconcebível que confraternizações como os jogos olímpicos e paraolímpicos, que estão entre as mais belas expressões de congraçamento da Humanidade, sejam palco para uma empresa militar sionista, plenamente identificada com a política segregacionista do Estado de Israel”. “Em defesa da paz e da justiça, integramos esta campanha pelo imediato cancelamento do contrato com a ISDS”, enfatizou.
Empresa líder de crimes contra a Humanidade
A empresa está vinculada ao Estado de Israel e faz parte do sistema de intervenção militar israelense, como descreveu Yossi Melman em artigo escrito para o jornal israelense Haaretz. “O Ministério da Defesa, o Ministério das Relações Exteriores ou o Mossad recebem um pedido para fornecer consultoria de segurança ou para treinar as forças militares e de segurança para o governante de um país, geralmente um tirano. Como as autoridades não podem ou não vão ajudar o presidente diretamente, veem o seu pedido tão importante para promover a segurança e os interesses políticos, pedem a uma empresa privada prestar os serviços solicitados”, sublinhou.
Conforme Carl Fehlandt, ex-vendedor de armas da ISDS para o governo da Guatemala entre 1982 e 1986, auge da política de genocídio que ceifou mais de 250 mil vidas de oposicionistas, “o governo israelense controla a ISDS e quem dá as cartas é o Ministro da Defesa”.

Somos todas(os) Maria do Rosário

Preste atenção nestas palavras. “Estou aqui representando as mulheres do Partido Progressista, mas não só, também os homens de bem do PP. A tribuna do Congresso Nacional não deve ser usada para esse tipo pronunciamento (referindo-se a Jair Bolsonaro – PP-RJ). Ainda que defendamos a democracia, isso não é liberdade de expressão, é agressão às mulheres brasileiras. Nós não concordamos com nenhum pronunciamento nesse sentido e as mulheres têm no PP um apoio para acabar com todo o tipo de violência, inclusive a verbal. Precisamos, sim, passar uma régua nos políticos do nosso país e essa é uma oportunidade para mostrar que há políticos de bem, que querem construir uma sociedade melhor e uma vida melhor para nós, mulheres brasileiras. Fora Bolsonaro!”
A frase poderia ser de um dos parlamentares presentes na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (17), para um ato em solidariedade à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Poderia também ser de qualquer uma das representantes das mais de 50 organizações que engrossaram a manifestação liderada pela CUT.
Mas veio da deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM), da mesma sigla de Bolsonaro, e resumiu o espírito da manifestação que terminou com a própria Maria do Rosário em um discurso com olhos marejados e voz embargada, como as de muitas mulheres na plateia identificadas com a violência sofrida por ela.
No último dia 9, a parlamentar ouviu do deputado do PP, em discurso no plenário da Câmara, que não a “estupraria” porque ela não “merecia”. Dias depois, em entrevista ao Jornal Zero Hora, ele completou dizendo que não merecia “porque é muito feia”. A afirmação foi idêntica a que Bolsonaro fez em 2003, quando, nas galerias da Casa, também empurrou a ex-ministra dos Direitos Humanos e a chamou de “vagabunda.”
Mexeu com uma, mexeu com todas
No auditório Nereu Ramos, sem sistema de som por conta das fortes chuvas que tomaram a capital federal na noite anterior, Maria do Rosário empunhou um megafone improvisado pelas mulheres e falou para centenas que usavam uma camiseta branca com os dizeres “Fora Bolsonaro, nenhuma mulher merece ser estuprada.”
“Há momentos que se transformam em um símbolo e esse símbolo não sou eu, mas este plenário cheio de mulheres lutadoras do Brasil. Não pensem que as vítimas calam. As mulheres que sofrem estupros e aquelas que lutam contra isso hoje falam por nossas vozes. Estamos aqui para lutar contra todas as formas de violência e contra aqueles que promovem a violência”, afirmou.
Para ela, a situação só deixa mais clara a urgência de transformar as relações no Congresso Nacional por meio de uma reforma política. “Se tivéssemos um parlamento com equidade isso aconteceria?”, questionou, para imediatamente ouvir um “não” em uníssono.
Maria do Rosário apontou que, após avanços como a Lei Maria da Penha, de combate à violência contra as mulheres, é preciso lutar para acabar com a cultura que faz da violência algo normal. “Vamos dar um basta na intolerância e no ódio com os quais somos tratadas nos espaços públicos como se eles não nos pertencessem”, falou.
“Os últimos dias foram especialmente difíceis para mim. Como mãe, filha, irmã e parte de uma comunidade, às vezes é duro para nós ficarmos expostas quando sofremos algum tipo de violência. Porque muitas pessoas olham perguntando, “mas será que não provocou?”A lógica da situação de estupro não é tantas vezes aquela de questionar, “aquela mulher se veste como”? Era só o que faltava, ouvir a palavra estupro associada a merecimento”, criticou.
Fora Bolsonaro
Repetido como um mantra a cada intervenção, o “Fora Bolsonaro”, também tema de adesivos que algumas mulheres carregavam no peito, soava como um basta para quem vê atitudes como a do parlamentar se repetirem no ambiente de trabalho, nos lares e bate-papos informais.
Secretária de Mulheres da CUT, Rosane Silva, apontou que não haverá descanso enquanto o deputado não for responsabilizado por suas declarações.
“Iremos às ruas pela cassação de Bolsonaro porque ele não agrediu só a Maria do Rosário, mas todas as mulheres. Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres.”
Para a coordenadora da União Brasileira de Mulheres (UBM), Elza Maria Campos, que lembrou a baixa representatividade feminina no Congresso – apenas 51 deputadas (9,9%) e 11 senadoras (13,6%) – o parlamentar é a personificação do racismo, machismo e homofobia presentes na sociedade brasileira.
O desserviço à sociedade, disse a presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Vic Barros, chega justamente num momento em que a principal universidade do país (USP) ganha os jornais com denúncias de estupro e homofobia contra estudantes, o que agrava ainda mais a situação.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) acredita que a cassação deve vir para que a atitude do congressista não incentive ações semelhantes pelo país. “O Bolsonaro é reincidente nesse tipo de agressão e continuará se não for punido.”
A deputada Érika Kokay (PT-DF) avalia que a atitude de Bolsonaro ajuda a entranhar e tornar algo comum a violência contra a mulher. “A violência foi a tônica do colonialismo, da escravidão e das salas escuras de tortura na ditadura. Não permitiremos que esse crime seja normalizado”, disse.
Ao contrário, defendeu a representante da Rede de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de Goiás, Roberta Vilela, o deputado deve servir como exemplo a não ser seguido. “Ele deve ser uma referência de pensamento que se transforma em violência física e psicológica para fazer com que isso não se repita.”
“Bolsonaro não sabe o que é um estupro. Mas muitas de nós sabemos e não o deixaremos impune”, complementou a deputada Benedita da Silva (PT-RJ). Para a também deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), não puni-lo desmoralizará a Câmara diante da sociedade.
Da Articulação Brasileira de Mulheres (ABM), Kelly Gonçalves, definiu que Bolsonaro é o reflexo de um país complacente com a tortura e com a impunidade e que tem uma grande oportunidade de enfrentar esse instrumento adotado como prática de investigação na ditadura militar que assolou o país.
“O relatório da Comissão da Verdade contra o qual o deputado estava se pronunciando quando agrediu a Maria do Rosário, relata os absurdos perpetrados pelas forças militares, pela ditadura, que não acabou. O estupro continua nas penitenciárias, a violência continua nos lares. A questão não é a ofensa e a ameaça à Maria do Rosário, mas a punição que não foi feita aos torturadores desse país. Bolsonaro é o porta-voz dos ditadores e dos torturadores.”
Feminicídio no Código Penal – Além da organização das mulheres, a deputada Maria do Rosário protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) por injúria e calúnia contra Bolsonaro.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados também instaurou um processo de cassação de mandato e o Ministério Público, por meio da vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, apresentou uma denúncia no STF por suposta incitação ao crime de estupro.
Outro avanço na luta contra a violência às mulheres veio do Senado, nesta quarta, com a aprovação dosubstitutivo da senadora Gleise Hoffmann (PT-PR) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 292/2013, que define o crime praticado contra a mulher motivado por questão de gênero como homicídio qualificado (com pena mais alta).

Ato Fora Bolsonaro é nesta quarta (17) às 14h. Participe!

Representantes de movimentos sindicais, feministas, sociais, estudantis e de inúmeras organizações de apoio à democracia acompanharam a deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao Supremo Tribunal Federal, onde a parlamentar entrou na tarde desta terça (16) com uma queixa crime por injúria, difamação e calúnia contra o deputado Jair Bolsonaro (PP- RJ).
No último dia 9, o parlamentar fluminense agrediu verbal e publicamente a deputada, ao dizer que “só não a estupraria porque a mesma não merecia que ele o fizesse”. A fala despertou a revolta de todos os movimentos sociais apoiadores das causas feministas e igualitárias, por se tratar de uma declaração que, além de quebrar o decoro parlamentar, incita o ódio, a violência e a prática de estupro.
Do lado de fora do Supremo, representantes de vários segmentos sociais demonstraram apoio a Maria do Rosário. Munidos de faixas, cartazes e pintura corporal, os manifestantes deixaram clara a sua indignação quanto a esse e outros atos de Bolsonaro. “Exatamente pelo Bolsonaro ser uma pessoa que espalha o ódio contra os homossexuais, negros, mulheres e demais minorias, essa luta pela cassação de seu mandato se tornou tão ampla e tão poderosa”, discursou uma militante do Movimento Estudantil.
Após prestarem apoio à deputada, um grupo de mulheres seguiu para reunião com a coordenadora da Bancada Feminina no Congresso, deputada Jô Moraes, onde foram decididos os próximos atos para viabilizar a cassação do mandato de Jair Bolsonaro e o andamento das ações na Justiça.
Manifestação às 14h
Foi reafirmada na reunião a realização do ato que reunirá parlamentares, diversos movimentos sociais e lideranças sindicais nesta quarta feira (17), às 14h, no auditório Nereu Ramos, localizado no anexo II da Câmara. “O ato receberá lideranças e representantes de movimentos sociais, sindicais e partidários de todo o país. Todos os movimentos que apoiam a democracia estarão presentes e é fundamental que nos posicionemos nessa luta!” afirma Neliane Cunha, diretora do Sindicato dos Professores do DF – Sinpro.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados instaurou processo de cassação de Jair Bolsonaro (PP-RJ). O presidente do colegiado, Ricardo Izar (PSD-SP), informou que até esta quarta definirá o relator do caso. A representação foi feita na semana passada pelo PT, PCdoB, PSB e PSOL, que acusaram Bolsonaro de quebrar o decoro ao ofender a deputada Maria do Rosário (PT-RS). A agressão ocorreu após a deputada comentar o relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

Trabalhadores da embaixada da Holanda voltam ao trabalho e vão a dissídio coletivo

Funcionários da embaixada do Reino dos Países Baixos (usualmente chamado de Holanda) retornaram ao trabalho na segunda feira (15). Após 15 dias em greve e diante da intransigência patronal, o Sindnações (sindicato que representa a categoria) entrou com processo de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, conforme prevê a lei nº 4.725, para a busca de uma solução para o conflito. Apesar de retornarem as atividades de trabalho, os trabalhadores mantêm estado de greve e podem realizar nova paralisação a qualquer momento.
As decisões foram tomadas por unanimidade da categoria em assembleia extraordinária na segunda feira (15).
O estopim para que os trabalhadores acionassem a Justiça foi a irredutibilidade da embaixada da Holanda em negociar um Acordo Coletivo de Trabalho-ACT para a categoria. Os trabalhadores não recebem reajuste salarial conforme o Índice de Preço de Consumidor Amplo – IPCA desde abril de 2009 e há quase dois anos vêm reivindicando reposição, além do auxílio-alimentação de R$ 500 e auxílio-educação para os filhos.
“A perda salarial já ultrapassa os 20%. Devido à inflação do nosso país, os trabalhadores têm sofrido para arcar com os compromissos financeiros que assumiram após serem contratados pela embaixada. Os custos com aluguel, alimentação e educação dos filhos são altos, mas o governo da Holanda tem se mostrado intransigente com essa realidade.  Esperamos que a Justiça brasileira resolva essa situação e os trabalhadores possam trabalhar tranquilos”, explica o presidente do Sindnações, Raimundo Luis de Oliveira.
Afronta aos trabalhadores
Na última quarta feira (10), o governo da Holanda enviou uma carta aos funcionários de sua embaixada no Brasil, que estavam em greve, contendo uma contraproposta considerada uma afronta aos direitos dos trabalhadores. Primeiro, porque quis impor uma negociação sem respeitar o sindicato brasileiro, que representa legitima e legalmente os funcionários. E segundo porque propôs acordo até janeiro de 2016, condicionando o seu cumprimento à não realização de greve até o final de sua validade.
Os trabalhadores rejeitaram a contraproposta patronal, que, além de estabelecer prazo de um ano sem movimento paredista para os funcionários, solicitava que os trabalhadores esperassem a pesquisa salarial anual do Grupo de Marcadores-GM (grupo de embaixadas que decide em conjunto as propostas de reajustes salariais para seus funcionários) prevista para fevereiro do ano que vem, com data-base retroativa a janeiro.
Grupo de Marcadores
No Grupo de Marcadores da Holanda estão as embaixadas dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá e União Europeia. A estratégia do grupo consiste em reajustar o salário dos trabalhadores com base na média praticada pelas embaixadas de seu grupo. O Sindnações entende que o método GM, além de não ser transparente, não funciona pois as remunerações ficam defasadas e corroídas pela inflação. Como uma embaixada fica esperando pela outra para reajustar os salários da categoria, acaba ocorrendo um longo tempo sem reajuste.

Pressão dos servidores do MPU na Câmara continua nesta quarta-feira (17)

Apesar da manifestação representativa, realizada nessa terça-feira (16), os servidores do Ministério Público da União – MPU não conseguiram que os parlamentares aprovassem o requerimento de urgência urgentíssima que leva direto ao Plenário da Casa o projeto de lei 7919/2014, que trata da recomposição salarial da categoria.
Diante do cenário considerado “preocupante” pelo presidente do Sinasempu – que representa os servidores –, Darci Rodrigues, os servidores voltarão à Câmara nesta quarta-feira (17) para dar continuidade às manifestações. Está agendada reunião entre o dirigente sindical e o presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN), para tratar do pleito da categoria e cobrar atenção devida aos interesses dos servidores.
O salário dos servidores do MPU está congelado há oito anos, o que resulta em uma perda salarial de 56% em relação à inflação, segundo informações de Darci Rodrigues.

Aposentados da Educação saem vitoriosos de ocupação da secretaria de Administração

Com autorização e compromisso do governador Agnelo Queiróz, os secretários de Administração e de Educação firmaram acordo com o Sindicato dos Professores no DF (Sinpro) e assinaram documento em que afirmam pagar os valores devidos aos (às) aposentados(as) até sexta-feira (19). Os(as) professores(as) aposentados(as) e a comissão de negociação do Sinpro saíram da ocupação realizada na secretaria de Administração, às 21h desta segunda-feira, vitoriosos.
Durante a reunião, os secretários afirmaram que se esforçarão para efetuar o pagamento antes da sexta. “Saímos dali com o sentimento de vitória. Eles disseram que jamais deixariam na história política deles uma mácula como esta, uma dívida com os(as) aposentados(as)”, disse Isabel Portuguez, secretária de Aposentados do sindicato.
No entanto, a luta continua e o Sinpro convoca os(as) aposentados(as) para comparecer, às 15h, nas galerias do Plenário da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (16), para acompanhar de perto a votação dos projetos de lei orçamentários que tratam de remanejamento de recursos do Poder Legislativo para o Poder Executivo. “Precisamos estar presentes nas galerias garantir que a destinação dos recursos financeiros seja para o pagamento do acerto dos(as) aposentados(as)”, observa a diretora.
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Sindicatos CUTistas fortalecem nova direção da TV Comunitária do DF

Foi eleita em assembleia realizada nesse sábado (13) a nova direção da TV Comunitária do Distrito Federal (TV Cidade Livre de Brasília). O grupo, que coordenará os trabalhos da TV pelos próximos quatro anos, tem como reforço a participação de sindicatos filiados à CUT Brasília, além de representações de peso, como docentes e embaixadores.
Para o secretário de Formação da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, “é importante que a CUT e os sindicatos filiados participem ativamente da TV Comunitária, como direção ou como contribuinte”. “Nós, trabalhadores, temos o espaço midiático limitado. Quando uma greve é abordada, por exemplo, o que se mostra é o trânsito engarrafado, o prejuízo causado; nunca se fala o motivo real do movimento, que é um direito constitucional. Sem falar de outros temas que interessam à sociedade, mas que são deixados de lado pela mídia comercial, por interesses escusos. Por isso, temos que valorizar esses espaços que proporcionam a informação com responsabilidade social”, avalia o dirigente CUTista.
A nova composição da TV Comunitária do DF traz na direção Rosilene Correa, do Sindicato dos Professores – Sinpro-DF, como vice-presidente, e representantes do Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Urbanitários – Stiu, Sindicato dos Radialistas, Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados – Sindpd e o Sindicato dos servidores públicos do GDF, Sindser, todos filiados à CUT Brasília.
Desafios
O jornalista Carlos Alberto Almeida, o Beto Almeida, reeleito diretor-presidente da TV Comunitária do DF, afirma que regional ou nacionalmente, a “comunicação ainda é uma agenda travada”. Ele conta que desde a fundação da TV Comunitária, há 17 anos, uma das principais lutas do grupo é pela abertura do sinal da TV para ampliação da recepção em lares da região. O canal hoje pode ser visto apenas pela internet ou por quem tem antena parabólica. “Estamos consolidando e ampliando a representação política, incluindo entidades sindicais, para ver se emplacamos a migração para a TV digital. O que falta é o governo ‘se mexer’”, afirma Beto Almeida.
O diretor-presidente ainda afirma que fazem parte da luta da TV Comunitária do DF a garantia de um Fundo Público de Apoio à Comunicação Pública; a destinação de mídias institucionais da Câmara Legislativa para a TV e rádios comunitárias; o aumento imediato no valor da mídia institucional do GDF destinada à TV Comunitária; a criação do Conselho de Comunicação Social Distrital, entre outros pontos. Segundo ele, o maior obstáculo para esta próxima gestão é lidar com as forças conservadoras tanto da Câmara dos Deputados como da Câmara Legislativa, que ganharam mais assentos nas últimas eleições.

Professores da rede particular mobilizados pelo cumprimento do dissídio

Nessa segunda feira (15), estabelecimentos particulares de ensino conseguiram que o Tribunal Superior do Trabalho – TST suspendesse parte do Dissídio Coletivo ajuizado pelo Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares – Sinproep  e julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho, com ganhos para a categoria.

Por enquanto, segundo a decisão, as escolas continuam pagando os abonos de 6% para 2013 e 6% para 2014, assim como 1% de ganho real para 2013 e 1,2% para 2014, acima do INPC, com efeito retroativo.

Para as escolas que praticam o piso salarial, os professores devem ter os salários de 2013 reajustados pelo INPC mais 5%, totalizando 12,6%, mais o abono de 6%. Já os professores que recebem acima do piso tiveram reposição da inflação (INPC) mais 1%, somando 8,16%, com abono de 6%.

Em 2014, todos os professores têm direito ao INPC mais 1,2%, com total de 7,01%, mais abono de 6%. Também ficaram mantidas as demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) até que o Dissídio Coletivo seja julgado em sua totalidade.

“O grande problema é que nós vamos acabar entrando na terceira data base. No início de 2015, tentaremos promover uma paralisação, ao menos nas escolas mais importantes para que possamos forçar o dissídio”, afirma Trajano Jardim, diretor do Sinproep.

De acordo com o diretor, os professores têm sofrido atos que o Sindicato entende como assédio moral. “Quando entramos com as ações de cumprimento do Dissídio, pedimos para que os professores nos enviassem seus contracheques. Aos serem avisadas que deveriam cumprir o acordo, as escolas começaram a espalhar para os trabalhadores que era possível descobrir quem tinha contribuído com a ação por meio da identificação de seus documentos, quando o Sindicato sempre zelou pelo anonimato dos professores”, explica Trajano.

Em nota, o Sinproep reiterou que utilização os documentos encaminhados pelos professores foram apresentados apenas à Justiça, o que foi feito de forma responsável e sempre com o intuito de melhorar o salário e as condições de trabalho da categoria.

Professores(as) aposentados(as) ocupam gabinete de secretário de Administração

Uma comissão formada pela direção do Sinpro-DF e por professores(as) aposentados(as) foi recebida na manhã desta segunda-feira (15) pelo gabinete do secretário de Administração, Wilmar Lacerda. Nesta reunião seria tratado o acerto dos(as) professores(as) que se aposentaram em agosto, setembro e outubro, referente a pagamento de licença-prêmio. O pagamento deveria ter sido pago até o dia 12 de dezembro, mas até o momento o valor não foi depositado pelo governo.

Em resposta a Direção do Sinpro e vários professores aposentados ocuparam o gabinete do secretário e só sairão de lá com o pagamento efetuado.

O Sindicato mantém a convocação para que todos e todas compareçam ao anexo e se juntem aos que estão no local.

A Diretoria do Sinpro acha um absurdo a ausência do pagamento deste direito aos(às) aposentados(as). Desde outubro o Sindicato vem cobrando do governo a execução dessa dívida. Afinal, trata-se de um direito previsto na Lei 840/2011, que os servidores públicos do DF que se aposentaram sem ter usufruído do gozo da licença-prêmio, têm o direito de recebê-la no ato da aposentadoria.

Rodoviários da Copatag continuam parados, outras cooperativas voltam a circular

Cerca de 120 cobradores e motoristas da Copatag continuam de braços cruzados pelo sexto dia seguido à espera de pagamento. Além do salário, está atrasado o auxílio cesta básica, que desde o mês de outubro não é pago pela cooperativa. Os microônibus da Copatag atendem a região de Santa Maria e Gama.

“Os patrões ainda não deram nenhuma previsão de pagamento, alegam que precisam receber o repasse de verbas do GDF. O trabalhador só vai voltar quando receber o salário”, afirma o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Diógenes José de Souza Com salário na conta, os rodoviários de outras duas cooperativas, a Cootarde e a Coopertran, voltaram ao trabalho na última sexta feira (12), após quatro dias de greve em virtude do atraso nos salários e benefícios referentes ao mês de novembro. As cooperativas são responsáveis por oferecer transporte público às cidades de Santa Maria, Gama, Samambaia, Taguatinga e Ceilândia.

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