CUT e sindicatos filiados repudiam irresponsabilidade do GDF
Jornalista: sindicato
A CUT repudia veementemente a forma irresponsável com que o GDF, em final de gestão, vem atrasando salários e benefícios, atingindo gravemente o sustento de mais de cem mil servidores e trabalhadores terceirizados e afetando os serviços oferecidos à população nas áreas de saúde, transportes, educação, limpeza e vigilância.
É um desrespeito a todos que se dedicam ao atendimento adequado e necessário à qualidade de vida da população do Distrito Federal em hospitais, postos de saúde, escolas, creches, ônibus e outros órgãos públicos.
A CUT exige o acerto imediato dos atrasados e o pagamento em dia dos salários e dos benefícios a que têm direito todos os servidores e trabalhadores contratados por terceiros para prestar serviços públicos.
A CUT Brasília seguirá oferecendo toda solidariedade aos sindicatos e categorias atingidas por esse governo, oferecendo ajuda material e política necessária para o sucesso das mobilizações contra aqueles que afrontam direitos básicos dos servidores e trabalhadores. E conclama todos os sindicatos, os trabalhadores em geral e a população a apoiarem as categorias prejudicadas e a condenarem firmemente a irresponsabilidade do GDF.
CUT e sindicatos filiados repudiam irresponsabilidade do GDF
Jornalista: sindicato
A CUT repudia veementemente a forma irresponsável com que o GDF, em final de gestão, vem atrasando salários e benefícios, atingindo gravemente o sustento de mais de cem mil servidores e trabalhadores terceirizados e afetando os serviços oferecidos à população nas á
reas de saúde, transportes, educação, limpeza e vigilância.
É um desrespeito a todos que se dedicam ao atendimento adequado e necessário à qualidade de vida da população do Distrito Federal em hospitais, postos de saúde, escolas, creches, ônibus e outros órgãos públicos.
A CUT exige o acerto imediato dos atrasados e o pagamento em dia dos salários e dos benefícios a que têm direito todos os servidores e trabalhadores contratados por terceiros para prestar serviços públicos.
A CUT Brasília seguirá oferecendo toda solidariedade aos sindicatos e categorias atingidas por esse governo, oferecendo ajuda material e política necessária para o sucesso das mobilizações contra aqueles que afrontam direitos básicos dos servidores e trabalhadores. E conclama todos os sindicatos, os trabalhadores em geral e a população a apoiarem as categorias prejudicadas e a condenarem firmemente a irresponsabilidade do GDF.
Fonte: CUT-DF
CUT reivindica e Dilma vai discutir agenda dos(as) trabalhadores(as)
Jornalista: sindicato
Em audiência realizada nesta segunda-feira (8) com a presidenta Dilma Rousseff, o presidente da CUT, Vagner Freitas, cobrou a manutenção das políticas sociais para a classe trabalhadora e mais diálogo com o movimento sindical.
A presidenta reafirmou o compromisso feito durante a campanha eleitoral de ampliar o diálogo com os representantes dos/as trabalhadores/as e garantiu que vai manter as políticas públicas de geração de emprego e renda e a Política de Valorização do Salário Mínimo.
Dilma disse, ainda, que vai corrigir a tabela do Imposto de Renda para 2015 e instaurar uma mesa de diálogo permanente para encontrar medidas alternativas ao fator previdenciário e para regulamentar a Convenção 151 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, que estabelece o princípio da negociação coletiva entre trabalhadores públicos e os governos das três esferas – municipal, estadual e federal.
O presidente da CUT considerou a reunião foi positiva e acredita que a negociação vai destravar os principais itens da pauta dos trabalhadores.
“Além de tratar das prioridades da classe trabalhadora para os próximos quatro anos, a presidenta se comprometeu a valorizar o diálogo e a negociação com as centrais sindicais”, disse Vagner.
Para a CUT, é preciso encontrar soluções para destravar no Congresso Nacional a pauta de reivindicações (ver no final do texto), entregue em março de 2013 depois da marcha que reuniu mais de 50 mil pessoas em Brasília.
Pela CUT, participaram da reunião, além de Vagner, a vice-presidente Carmen Foro, a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora Rosane Silva. Pauta de reivindicações:
. fim do fator previdenciário;
. manutenção da política de valorização do salário mínimo, que ajudamos a construir, a aprovar no Congresso e a implementar com muita pressão de mobilização;
. regulamentação da Convenção nº 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que normatiza o direito de negociação dos servidores públicos;
. correção da tabela do imposto de renda;
. reforma agrária e as políticas de fortalecimento da agricultura familiar;
. redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário;
. reforma tributária;
. reforma política; e,
. a regulamentação dos meios de comunicação.
Por um lado, preparar os trabalhadores para intervir em espaços de discussão sobre políticas públicas. Por outro, cobrar do governo avanços em uma agenda positiva para a classe trabalhadora.
Com esses princípios como ponto de partida, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, anunciou durante encerramento do 1º módulo do curso inaugural de preparação de conselheiros cutistas do macrossetor indústria, que as centrais sindicais terão uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff, na próxima segunda (8), às 17h, em Brasília.
O encontro será o primeiro após as eleições e, conforme destacou Vagner nesta sexta (5), servirá para apontar prioridades da agenda trabalhista. Na pauta estão pontos como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário e a aprovação no Congresso Nacional da convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que trata da negociação no setor público.
“É o mesmo governo, mas há um olhar de outro mandato e esperamos construir novos debates. Provavelmente, não teremos um processo de aprofundamento sobre os temas, mas iremos definir quais as prioridades para, já na próxima semana, começarmos a discutir com os ministros. O importante é que façamos uma negociação que se conclua, não fique em aberto eternamente. A credibilidade de um processo negocial é quando você estabelece metas”, cobrou. CUT rebate Delfim
O dirigente rebateu ainda as afirmações do economista Antônio Delfim Netto que a CUT apoia uma proposta em que a negociação salarial prevaleceria sobre a legislação do trabalho.
“Não concordamos com o negociado sobre o legislado, porque não há igualdade de condições entre patrão e trabalhador para fazer a negociação. Não há direito à negociação coletiva e nem à sindicalização no Brasil e, no setor privado, quando um trabalhador se sindicaliza, muitas empresas ainda mandam embora. E no setor público, que não tem direito à negociação garantido, o que eu faço? No dia em que tivermos condições iguais de representar o trabalhador com liberdade e autonomia sindical, com a organização no local de trabalho garantida, aí sim podemos tratar disso. Hoje, a manutenção dos direitos garantidos por lei aos trabalhadores é importantíssima e a CUT defende isso”, falou.
Ao falar para os conselheiros da Central que atuam no macrossetor indústria, Vagner lembrou que nenhum país cresceu de maneira sustentável sem apoiar a indústria.
“Boa parte dos países do mundo, especialmente os EUA, quando deixou de investir no crescimento e revitalização indústria, caiu. Não existe crescimento sustentável que possa substituir a produção pelo virtual, que venha a partir da especulação e do rentismo. Só tem crescimento efetivo de qualidade com indústria chefe como carro-chefe da economia.”
Para que essa visão do movimento sindical norteie as ações do governo, o presidente da CUT apontou que os secretários devem estar preparados para intervir em espaços como os conselhos.
“A CUT não quer só discutir salário, queremos também emprego e a política industrial. E isso não se faz apenas indo à fábrica para dar lucro para o patrão, mas também discutindo como será a fábrica. Trabalhador no governo
O dirigente voltou a citar o Ministério do Trabalho ao afirmar que a pasta não deve servir bater no Ministério do Trabalho, ao dizer que a pasta não deve ser usada para fazer briga sindical, enquanto deveria ter papel estratégico no governo.
Presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), Paulo Cayres, acrescentou que a contribuição da classe trabalhadora no segundo mandato de Dilma não deve ficar restrita a um espaço ligado diretamente ao mundo do trabalho.
“A gente cobra muito do Ministério do Trabalho, mas não é só ele que devemos discutir. Tem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) também, porque se indústria não for bem, os serviços também não irão, são todos os setores interligados. País desenvolvido tem política industrial de ponta e vamos cobrar isso. Não queremos assistir, queremos ser parte do processo”, defendeu. Reunião com Monteiro
A depender das demandas que os trabalhadores do curso apresentaram, a cobrança sobre o MDIC deve começar com um pedido de audiência ao novo ministro indicado por Dilma, o ex-senador Armando Monteiro.
Para os conselheiros cutistas que avaliaram os gargalos do setor, as prioridades são o desenvolvimento tecnológico por meio de centros de pesquisa e ampliação do conteúdo nacional incorporado a mecanismos de rastreamento junto à indústria para que não burle regras com peças importadas.
Ações que dependem da qualificação e unificação do trabalho dos conselheiros, como apontaram os dirigentes sindicais.
Técnicos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Rafael Serrao e Adriana Marcolino resgataram os debates do primeiro dia do curso e lembraram que uma política industrial estruturada depende da política econômica, além de um debate profundo sobre condições dignas de trabalho.
“Durante a ditadura a indústria cresceu, mas a qualidade e as condições de emprego não melhoraram. Não podemos tratar das outras questões e deixar isso de lado”, alertou.
Professoras grávidas do contrato temporário terão estabilidade provisória
Jornalista: sindicato
As professoras de contrato temporário que estão grávidas conquistaram o direito à estabilidade provisória durante o período de gestação e de licença maternidade. A Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF) orientou a Secretaria de Educação a conceder imediatamente estabilidade provisória a todas as professoras grávidas em regime de contrato temporário que apresentarem atestado médico que comprove a gravidez.
A SEDF vai começar a instruir a Gerência de Pessoal das Regionais de Ensino a garantir esse direito. Todavia, as professoras interessadas devem manifestar a necessidade de manutenção do vínculo empregatício em razão da gravidez. Urgência e procedimento
A estabilidade provisória abrange os meses de gestação e mais os 180 dias de licença maternidade. Para usufruir desse direito, a professora interessada deverá apresentar imediatamente a documentação necessária à GEPROF na própria Coordenação Regional de Ensino (CRE). Os documentos são: o atestado médico com a comprovação da gravidez e cópia dos demais documentos pessoais.
As professoras deverão sair da GEPROF com um encaminhamento, o qual deverá ser levado o mais rapidamente possível à Coordenadoria de Saúde (Cosaúde). Esta última, por sua vez, emitirá um documento de concessão, o qual deverá ser protocolado no Protocolo Geral, situado no edifício sede da SEDF, na 607 Norte, com vistas à GESPROS .
As interessadas devem fazer esse procedimento IMEDIATAMENTE para que sejam feitos os lançamentos na Folha de Pagamentos de dezembro de 2014.
A SEDF informou que mesmo quando a carência ocupada pela professora deixar de existir, a professora será encaminhada ou para outra carência ou ficará em exercício na escola em que ela (a professora) terminou a carência com o pagamento garantido. O efeito da estabilidade provisória é que durante o período de estabilidade provisória, a professora terá garantida a sua remuneração normal. Humanização da relação de trabalho
Nos últimos anos, o Sinpro-DF tem discutido essa estabilidade provisória e também a extensão dos 180 dias de licença maternidade para o contrato temporário. Com essa decisão da Procuradoria, a partir de agora, as professoras de contrato temporário adquirem a segurança administrativa sem a necessidade de o sindicato continuar ingressando na Justiça para garantir a licença maternidade.
“A decisão dá um passo importante na humanização na relação de trabalho com esses profissionais que estão com vínculo provisório. Até a próxima semana, o Sinpro-DF vai buscar esclarecimentos na SEDF sobre como será feito o lançamento de férias coletivas e recesso nesse período de dezembro/2014 e janeiro/2015”, informa Cláudio Antunes, diretor de Imprensa.
Rodoviários da MCS entram em greve por causa de atraso no 13º salário
Jornalista: sindicato
Em virtude do atraso no 13º salário que deveria estar disponível desde o último dia 30, cobradores e motoristas que prestam serviço à cooperativa MCS cruzaram os braços na manhã dessa quinta feira (4).
A MCS é responsável por oferecer transporte público para aproximadamente 10 mil usuários das cidades de Recanto das Emas, Samambaia, Guará I e II, Riacho Fundo II e Estrutural e atualmente conta com 200 funcionários em sua folha de pagamento. Todos os trabalhadores estão participando da greve.
“Segundo informações que tivemos da Cooperativa, a empresa prefere que continuemos parados. Ela alega não ter recebido repasses do GDF e, por isso, se diz sem condições de colocar os ônibus para circular”, afirma Carlos Eduardo, diretor do Sindicato dos Rodoviários.
De acordo com o diretor, a greve permanecerá até que seja feito o pagamento do 13º salário. “Dessa vez, esperamos por quase uma semana antes de paralisarmos nossas atividades. A nossa intenção é pressionar até receber”, informou o sindicalista.
Não é a primeira vez que os trabalhadores rodoviários sofrem com atraso nos salários e benefícios. Ao longo dos meses de outubro e novembro, várias cooperativas de micro ônibus e empresas de transporte público paralisaram suas atividades pelo mesmo motivo.
Em novembro, cobradores e motoristas da Viação Pioneira fizeram a mais longa greve registrada em uma só empresa e cruzaram os braços por oito dias à espera de pagamento.
Trabalhadores cobram participação plena em conselhos de administração das estatais
Jornalista: sindicato
O secretário de Organização da CUT, Jacy Afonso de Melo, e representantes de sindicatos e federações de trabalhadores urbanitários, petroleiros e de outras categorias se reuniram com a deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN), nessa quarta-feira (3), para articular ações que deem celeridade à aprovação do projeto de lei 6051/2013. O PL altera a Lei dos Conselheiros Eleitos (12.353/2010), permitindo que os representantes de trabalhadores possam participar de assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração, benefícios e vantagens, inclusive matérias de previdência complementar e assistenciais.
De acordo com a parlamentar, que garantiu uma cadeira no Senado nas últimas eleições, “o tema não é só justo como oportuno”. Fátima Bezerra assumiu o compromisso de apresentar projeto com o mesmo texto no Senado, como forma de fortalecer o pleito, e disse que está trabalhando a aprovação do PL na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ da Câmara, onde aguarda designação de relator. “Vamos trabalhar para que o projeto seja aprovado ainda nesta legislatura, mas isso não é fácil devido ao ‘clima’ no Congresso”, disse a parlamentar se referindo à pressão dos setores mais conservadores nas duas Casas, após derrota eleitoral dos tucanos.
“Qualquer ganho dos trabalhadores depende da pressão dos movimentos sindical e social. Em 1987, o PT tinha apenas 16 deputados e mesmo assim garantimos a promulgação da Constituição Federal. A CUT e as federações de trabalhadores em estatais estão empenhados em fazer o processo de convencimento dos deputados para que o PL seja votado ainda nesta legislatura”, disse o secretário nacional de Organização da CUT, Jacy Afonso de Melo. Ponto de discordância
Publicado em 2010 pelo ex-presidente Lula, a Lei dos Conselheiros Eleitos foi considerada uma conquista para os que defendem a gestão participativa como forma de fortalecer as estatais e possibilitar influência dos trabalhadores na gestão das empresas públicas. Entretanto, o parágrafo 3º do texto afirma que “(…) o conselheiro de administração representante dos empregados não participará das discussões e deliberações sobre assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração, benefícios e vantagens, inclusive matérias de previdência complementar e assistenciais, hipóteses em que fica configurado o conflito de interesse”.
“Em um grupo em que uma pessoa só decide, existe essa hipótese de conflito de interesse. Mas em um colegiado isso se torna inexistente”, avalia o conselheiro da Companhia Hidrelétrica São Francisco – Chesf, José Holanda.
Para o secretário de Organização da CUT, Jacy Afonso de Melo, a hipótese de “conflito de interesse”, que justifica a exclusão de representantes dos trabalhadores para certos temas tratados nos conselhos de administração das empresas públicas, não existe. “Qual seria a inconveniência da participação dos trabalhadores em todos os temas tratados nos conselhos? O que vale é a posição do colegiado. Além disso, os temas em que o representante dos trabalhadores é excluído são justamente aqueles que interessam ao conjunto dos trabalhadores”, avalia Jacy Afonso. “É importante que o trabalhador tenha representação principalmente nos temas que lhes são de interesse”, completou Silvio Sinedino, que também participou da reunião com a deputada petista Fátima Bezerra.
Felipe Buarque, conselheiro da Eletronuclear, outro integrante da comissão que se reuniu com a parlamentar, destacou que “excluir o representante dos trabalhadores de temas essenciais à empresa e à própria categoria vai contra a transparência e a equidade, princípios básicos da governança corporativa”. “Todos os pré-requisitos exigidos aos outros conselheiros é exigido também para o represente dos trabalhadores nos conselhos de administração”, lembrou Fernando Neiva, conselheiro da Caixa Econômica Federal.
Em fevereiro, a CUT e as federações de trabalhadores em empresas estatais realizarão encontro nacional para tratar da participação dos trabalhadores em conselhos de administração das empresas estatais e da previdência complementar do conjunto desses empregados. O objetivo é explorar o tema e acertar lacunas sobre os critérios da representação dos trabalhadores nesses conselhos.
Funcionários dos Correios aceitam proposta de PLR; pagamento começa sexta (5)
Jornalista: sindicato
Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal e entorno aceitaram a proposta de Participação de Lucros e Resultados-PLR 2013, 2014 e 2015 apresentada pela Empresa Brasileira dos Correios-ECT no Tribunal Superior do Trabalho-TST no mês de novembro. A proposta foi aprovada dos funcionários em assembleia extraordinária nessa terça-feira (2).
O pagamento da PLR, que está em atraso desde maio deste ano, será pago na próxima sexta-feira (5). Esta parcela é referente ao ano de 2013 e será paga conforme o salário de cada funcionário, sendo o menor valor R$ 614 e o maior R$ 711.
Anteriormente a Fentect, federação da categoria, orientou os trabalhadores a rejeitar a proposta de pagamento da PLR apresentada pela ECT dia 18/11, argumentando que a proposta da ECT (trianual) ia contra o Acordo Coletivo de Trabalho-ACT da categoria, que prevê pagamento da PLR de forma anual e linear, além de impor valor mínimo e máximo considerados baixos em relação ao desempenho da empresa.
Como forma de pressionar a ECT, para que a PLR fosse paga conforme estava previsto no ACT, o Sintect-DF sugeriu então uma greve em nível nacional, seguindo decisão dos funcionários da base em Brasília e entorno. Entretanto, a Fentect (a federação do setor) se posicionou contra a paralisação, sendo seguida pela maioria das entidades filiadas. O conselho de sindicatos criou um calendário de mobilizações que, no entanto, foi insuficiente para arrancar outra proposta da ECT.
“Tudo o que foi proposto foi levado para categoria. Infelizmente, diante dos acontecimentos em nível nacional, não tivemos opção, a categoria no DF precisava de uma solução. No momento, diante das decisões nacionais, a mais viável foi de aceitar a proposta da ECT”, explica a secretária de imprensa do Sintect-DF, Jéssica Santos de Almeida.
Trabalhadores da embaixada da Holanda seguem em greve e fazem assembleia na sexta (5)
Jornalista: sindicato
Em greve por tempo indeterminado, os trabalhadores da embaixada do Reino dos Países Baixos (chamado usualmente de Holanda) realizam assembleia nesta sexta-feira (5), às 10h, para discutir novos passos de luta do movimento paredista. Há quase dois anos os a categoria vem reivindicando reajuste salarial anual conforme o Índice de Preço de Consumidor Amplo – IPCA, auxílio-alimentação de R$ 500 e auxílio-educação para os filhos dos funcionários. Mas, diante da inflexibilidade do governo holandês em negociar, a categoria já chega ao terceiro dia de greve.
Segundo informações do Sindnações, sindicato que representa a categoria, a embaixada do Reino dos Países Baixos enviou um documento ao Ministério da Holanda informando-os sobre o movimento paredista que tem adesão de 100% dos funcionários e solicitando orientações. Entretanto o governo ainda não se pronunciou a respeito da greve.
“É algo histórico; é a primeira vez que a embaixada da Holanda entra em greve por tempo indefinido. Está tudo parado! É notável a força de vontade e união entre os trabalhadores. Também temos recebido apoio de outras entidades sindicais; esse apoio tem sido muito importante para nossa luta que continuará até a categoria atingir seu objetivo”, avalia o secretário de finanças do Sindicato, Marcondes Rodrigues.
Confetam vai à Câmara apresentar pauta da Campanha 2015
Jornalista: sindicato
Representantes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – Confetam realizaram visita à Câmara dos Deputados nessa quarta feira (3) a fim de divulgar a Campanha Salarial Nacional de 2015, que, entre outras reivindicações, prevê a luta pela criação de uma data-base para a categoria e a reafirmação de pautas positivas para os trabalhadores do serviço público municipal, que atualmente sofrem ameaça de retirada de direitos.
Os trabalhadores reuniram-se na entrada do anexo II da Câmara às 9h30, mas só conseguiram entrar na Casa às 11h, por causa das dificuldades impostas ao acesso de visitantes. “Encontramos muita dificuldade de adentrar a casa do povo no dia de hoje. Isso nos entristece porque saímos de várias partes do país para falar com nossos representantes”, afirma a secretária Geral da Confetam, Jucélia Vargas.
O grupo, composto por aproximadamente 20 pessoas de diferentes estados, se dividiu em grupos para conseguir atingir um número maior de parlamentares. “Entregamos o nosso material e conseguimos dialogar com muitos deles. Esperamos sinceramente que essa casa se torne novamente do povo e que a democracia impere, possibilitando mais contato entre o cidadão e os seus representantes no governo”, conclui Jucélia.
Após a distribuição do material de campanha aos parlamentares, os representantes da Confetam tiveram uma reunião com o deputado Vicentinho, líder do PT na Câmara, a fim de apresentar a ele as principais reivindicações da categoria e pedir o apoio à causa dos servidores.
Lançamento da Campanha
A Confetam realizou realizou o lançamento oficial da Campanha Salarial Nacional Unificada de 2015 durante plenária na terça feira (2) no Hotel Nacional de Brasília. Além de informar as lideranças presentes sobre a Campanha, foi discutida no encontro a atual conjuntura política, os principais avanços nos últimos anos e os desafios enfrentados pelo movimento sindical na atualidade.
A Campanha Salarial Unificada prevê a luta pela negociação coletiva direta entre representantes dos servidores e o poder público municipal e estabelecimento de bata-base anual, direitos ainda não conquistados, além de melhorias no plano de cargos e salários. A Confetam se posiciona a favor da reforma política, da democratização da mídia, do fim do fator previdenciário, da valorização do servidor pelo concurso público, da criação de pisos salariais para todos os servidores públicos municipais e contra o retrocesso contido em vários Projetos de Lei que tramitam na Câmara e no Senado e comprometem drasticamente a qualidade de vida dos servidores.
“Foi aprovado na Câmara o PLP 302/2013 que é extremamente prejudicial para os/as trabalhadores(as) domésticos(as) e reduz direitos conquistados em oitenta anos de luta. Está em tramitação o PL 327/2014 que se propõe a regulamentar o direito de greve do servidor, mas que na prática cria barreiras para as mobilizações e tira a representatividade do movimento”, exemplifica a secretária nacional de Relações de Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa.
A Confederação atualmente conta com aproximadamente 600 sindicatos filiados em todo país e representa aproximadamente 1 milhão de servidores públicos municipais espalhados nos mais de 5 mil municípios do Brasil. Desafios
De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – Diap o atual Congresso é o mais conservador desde 1964. Porém, o Congresso eleito nas últimas eleições será ainda menos flexível. “Isso mostra como serão maiores nossas dificuldades e como devemos fortalecer nossa mobilização e organização. Aumentou o número de ruralistas. Portanto será maior a dificuldade de dialogar sobre as causas relativas à erradicação do trabalho escravo no país. Aumentou a bancada religiosa que tem uma indisposição muito grande em lidar com a diversidade e cresceu a bancada empresarial, ou seja, temos mais patrões e menos trabalhadores”, afirma a diretora Graça.
Além das dificuldades encontradas no Congresso, foi discutida na plenária de terça a fragmentação do movimento sindical e a necessidade de desenvolvimento do sentimento de classe e de união, “fundamentais para gerar grandes mudanças”, conforme afirmou Jacy Afonso, secretário nacional de Organização da CUT. O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, emendou dizendo que a luta deve ser levada a toda a sociedade brasileira e estimular a unidade da classe trabalhadora para vencer as duras batalhas que estão pela frente, assegurando avanços necessários contra as desigualdades sociais.