Trabalhadores aprovam proposta da Cobra e encerram greve
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Os trabalhadores da Cobra, em assembleia convocada pelo Sindpd-DF, nesta quarta-feira (3), na 508 Norte, decidiram pelo fim da greve e aprovação por unanimidade da proposta apresentada pela empresa no dia anterior. Com a decisão tomada no final da manhã, os trabalhadores retornaram às 14h ao trabalho.
“A greve fortaleceu a mobilização dos trabalhadores. Foram nove dias em que nos mantivemos fortes na porta da empresa e incentivando outros companheiros a paralisar, mesmo com a pressão das chefias da BBTS/Cobra, que de todas as formas tentaram coibir o movimento. Juntos, provamos que somos fortes”, afirmou Maria do Socorro, diretora de Saúde e Condições do Trabalho.
As conquistas dos trabalhadores:
1) Reajuste salarial de 6,75%, conforme o índice do IPCA do período de outubro de 2013 a setembro de 2014,
2) Outros benefícios serão reajustados de acordo com esse índice: décima terceira cesta de alimentação, que passa para R$ 620,94; cesta alimentação de R$ 209,51; auxílio creche e pré-escola de R$ 261,90; auxílio escola de R$ 648,40;
3) Reajuste de 10% no auxílio refeição/alimentação (de R$ 581,68 para R$ 639,85);
4) Manutenção de redação anterior (ACT 2013/2014) para cláusulas de licença prêmio, seguro de vida em grupo, plano de saúde, garantia de emprego e condições de trabalho;
5) A cláusula sobre assédio moral foi aceita pela empresa com nova redação;
6) Abono de 100% dos dias parados de greve;
7) Conquista de mais uma representação para a OLT/DF e duas representações para a OLT/SP;
8) Demais cláusulas podem ser conferidas na ata da mesa de negociação. Clique aqui.
Representante do STIU-DF participa do 3º Encontro da Juventude da FSM
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Para debater alternativas para a diminuição do desemprego, educação pública de qualidade, trabalho e outras demandas relacionadas ao cotidiano da juventude, cerca de 150 jovens sindicalistas de toda a América Latina participaram, entre os dias 28 e 30 de novembro, do 3º Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial (FSM), realizado em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul.
Para o representante do STIU-DF, Victor Frota, o Encontro é importante por integrar a juventude do movimento sindical internacional e permitir o debate sobre desemprego, saúde e segurança, terceirização e retirada dos direitos trabalhistas que cresce continuamente em diversos países.
“Portanto, é necessária a participação da juventude trabalhadora no movimento sindical para renovar, fortalecer e organizar a luta através dos sindicatos e não permitir que se percam direitos históricos por conta dos interesses dos empregadores”, ressalta Victor.
No final do Encontro, que teve como tema “Na luta contra o capitalismo imperialista somos todos irmãos” os participantes consolidaram um plano de ação para combater a flexibilização trabalhista, a precarização e o desemprego. Em 2015, o Encontro da Juventude Sindical será realizado em Lima, Peru. Fonte: STIU-DF
Servidores da Ocidental e CUT Brasília exigem audiência pública para barrar ataques
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A prefeita da Cidade Ocidental (GO), Giselle Araújo, encaminhou à Câmara de Vereadores – em caráter de urgência – o projeto de lei 19. O projeto é, na verdade, uma reedição do PL 14 (também originado no Executivo local, em setembro), que apresentava proposta de reorganização do serviço público no município. Veja abaixo boletim informativo do Sindserco, sindicato que representa os servidores públicos municipais da Cidade Ocidental.
Trabalhadores da embaixada dos Países Baixos deflagram greve por tempo indeterminado
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Diante da inflexibilidade do governo neerlandês em negociar o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT, os funcionários da embaixada dos Países Baixos entraram em greve por tempo indeterminado nessa segunda-feira (1º). Há quase dois anos os trabalhadores reivindicam reajuste salarial anual conforme o Índice de Preço de Consumidor Amplo – IPCA, auxílio-alimentação de R$ 500 e auxílio-educação para os filhos dos funcionários. Essa é a primeira vez que trabalhadores de embaixada deflagram greve.
“Não queremos mais desculpas. O trabalhador já perdeu muito. Nós vamos fazer mobilizações todos os dias em frente da embaixada até que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas”, afirma o presidente do Sindnações, sindicato que representa os trabalhadores em embaixadas e consulados, Raimundo Luis de Oliveira.
Segundo informações do Sindnações, os trabalhadores da embaixada da Holanda tiveram perda salarial de 20%, já que não recebem reajuste salarial conforme inflação desde 2008.
“É um absurdo o trabalhador ter tanta perda salarial assim, o mínimo que se pode fazer é dar o reajuste salarial com base na inflação. Nem isso a embaixada concede aos trabalhadores que continuam a padecer, sendo submetidos a esperar a boa-vontade de outras embaixadas para terem um reajuste salarial digno”, ressalta o secretário de finanças do Sindnações, Marcondes Rodrigues.
O embaixador dos Países Baixos, Han Peters, afirmou ser quase impossível reajustar o salário da categoria (principal reivindicação dos trabalhadores), pois, segundo ele, a embaixada é regida conforme legislação holandesa. Grupo de Marcadores
O Sindnações afirma que, uma forma de garantir o reajuste salarial seria através do Grupo de Marcadores – GM, que reúne um conjunto de embaixadas e tem como estratégia unificar o percentual de aumento salarial dos funcionários. No GM da Holanda estão Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá e União Europeia.
Para os trabalhadores da embaixada da Holanda, até agora, o método utilizado pelo GM não funcionou. “Uma embaixada fica esperando pela outra para reajustar os salários da categoria, o que incorre em demora e consequente defasagem das remunerações”, disse um funcionário da embaixada dos Países Baixos.
Em assembleia, bombeiros civis do DF decidem, por unanimidade, se filiar à CUT
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Os bombeiros civis do DF, conhecidos por brigadistas, passaram a integrar o quadro de filiados da CUT Brasília, após terem sido representados por outra central. A decisão, unânime, foi tomada em assembleia do Sindbombeiros/DF, sindicato que representa a categoria, na sexta-feira passada (28/11).
Para o presidente do Sindbombeiros/DF, Marcondes Alves Barbosa, a filiação à CUT foi histórica, “no sentido de darmos prosseguimento ao processo de organização da categoria, avançando nas conquistas”.
“A CUT, como instrumento de luta, estará ao lado dessa categoria nos desafios que virão”, disse o presidente da Central, Rodrigo Britto. Ele ressaltou a solidariedade de classe que permeia as relações na CUT, a maior central de Brasília, do país e da América Latina, e a quarta do mundo.
“Qualquer luta que o Sindbombeiros/DF for encaminhar terá o apoio da Federação, da Confederação, da Central e das entidades filiadas em qualquer esfera, seja numa ajuda mais técnica [assessoria jurídica, por exemplo], num processo negocial, enfim, na ação sindical de fato, no dia a dia da entidade”, ressaltou Britto.
O secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto Nonato, destacou que os brigadistas do DF vão receber agora “a força da nossa Central, o que tende a ampliar e garantir os direitos dos trabalhadores”. Ao lembrar que o Sindbombeiros/DF é o primeiro sindicato do gênero no país, Julimar enfatizou que a CUT é a Central que realmente garante e luta pelos direitos dos trabalhadores, “o que abre caminho para que outros sindicatos similares se formem e também se filiem à Central”.
Julimar explicou que, hoje, o Sindbombeiros enfrenta a dificuldade de ter dois salários-base dentro da categoria. “Os salários são diferentes entre o pessoal que atua na área privada e os da área pública. Vamos buscar a isonomia, unificando esses salários para contemplar todos os trabalhadores desse segmento”.
Para a secretária-geral do Sindicato dos Comerciários do Distrito Federal (Sindicom/DF), Geralda Godinho, a categoria dos bombeiros civis também é da área privada, portanto, “precisa de ajuda para fortalecer a luta, e faremos isso coletivamente”.
A assembleia desta sexta-feira ratificou a filiação do Sindbombeiros/DF também à Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) e à Federação dos Trabalhadores no Comércio e no Setor de Serviços do Distrito Federal (Fetracom/DF). Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Mariana, 26, contraiu HIV após uma relação sexual sem preservativo. Mas, com exceção de amigos e parentes muito próximos, ninguém sabe. “Pode até ser que não tenha preconceito, mas eu nunca vou ter certeza até que as pessoas me maltratem, me excluam Eu posso ter uma vida normal, mas isso depende mais de como as pessoas vão me tratar do que o contrário. Até hoje minha mãe me fala do meu erro. Se ela, que é próxima, fala assim, imagina numa roda de caras”, pondera.
O sofrimento que a cabeleireira teme ainda carece de ações mais contundentes e permanentes do movimento sindical, dentro e fora do ambiente de trabalho, conforme aponta a secretária-geral Adjunta da CUT nacional, Maria Godói Faria.
“É preciso ampliar o trabalho de educação e lembrar que os equipamentos de proteção individual (EPIs) são uma forma de prevenir o contato com a doença, não com o paciente soropositivo. Lembrar também que o soropositivo pode ter uma imunidade baixa e, inclusive, ser vítima de alguma doença oportunista trazida por um profissional que não utilize o EPI. Além disso, a luta pela igualdade contra a discriminação deve ser constante”, alerta.
Para ela, a partir do momento em que houve um certo controle da epidemia e a descoberta de medicamentos que aumentam a qualidade de vida dos pacientes, ocorreu também um certo descuido por parte da população. Descuido esse que também deve ser combatido no ambiente de trabalho.
Tesoureiro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Assu (RN) e representante da CUT na CNAIDS (Comissão Nacional de DST, AIDS e Hepatites Virais), Eurian Leite, 44, é protagonista de uma campanha da UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), ONU e PNUD para combater o preconceito no ambiente de trabalho.
A ação Intitulada “Eu trabalho com você” tem o dirigente em cartazes nos quais afirma sua condição de HIV positivo. O objetivo é promover a convivência harmoniosa e sem medos e, ao abrir o debate, combater a falta de informação para mostrar que é possível dividir o mesmo ambiente de trabalho sem riscos.
Também secretário LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) da Confetam (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal), Fetam/RN e coordenador LGBT da ISP (Internacional dos Serviços Públicos) no Brasil, ele acredita que o movimento sindical deveria ser mais atuante no debate sobre o tema.
“Fazemos pouco, ainda, principalmente porque ignoramos dados alarmantes sobre preconceito e a forma como as pessoas com AIDS se sentem no mercado de trabalho. E essa demanda é nossa”, afirma Leite.
Um estudo sobre as respostas das empresas brasileiras ao vírus, de 2013, destacou que 87% não haviam feito ações de prevenção à doença em 2012 e que somente 41,3% proibiam a prática de atestados de exames de HIV aos candidatos ou empregados.
Já uma pesquisa do Ministério da Saúde de 2010 destaca que, entre oito mil pessoas entrevistadas, 22,5% não comprariam legumes ou verduras em um local onde houvesse um trabalhador com AIDS e 13% defenderam que uma professora HIV positivo não poderia dar aula.
Para ele, as categorias precisam debater o tema nas campanhas salariais, como a dos bancários, que negociam nacionalmente e incluíram uma cláusula específica sobre AIDS, em que as patrões e trabalhadores determinaram a proibição de exigência de exames médicos para diagnóstico do vírus da doença. Foco na recomendação
Eurian Leite destaca que o carro chefe da luta contra discriminação é a Recomendação 200 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), sobre HIV e a AIDS no mundo do trabalho, aprovada após uma parceria das centrais com a CSI (Confederação Sindical Internacional) em defesa do tema.
Outro avanço foi a sanção da Lei 12.984/04, pela presidenta Dilma Rousseff, que pune a discriminação de pessoas vivendo com HIV em qualquer ambiente.
“Avançamos em direção à cidadania, mas não temos muito a comemorar, já que a quantidade de mortes permanece alta em relação a cinco anos atrás. Há falhas em campanhas preventivas, especialmente pelo Congresso conservador que temos e interfere em campanhas para grupos de risco, como a de prevenção entre as prostitutas, alegando que estávamos fazendo apologia à prostituição. Se não atualizarmos a linguagem para falar com grupos que estão mais vulneráveis, como os adolescentes, por exemplo, apelando apenas para clichês como “AIDS mata, use camisinha”, não vamos avançar na prevenção”, define. O HIV no mundo
A ONU estima que 35 milhões de pessoas vivam com HIV e 19 milhões não tenham conhecimento de que contraíram o vírus. O lado positivo é que o número de mortes em decorrência da doença caiu 11,8% no mundo em comparação a 2012, e 35% quando comparado a 2005, período de pico da doença.
O lado ruim é que na América Latina e, especialmente, no Brasil, o número de infectados subiu 11%, entre 2005 e 2013.
A Unaids também aponta que 1,6 milhão de pessoas vivem com HIV na América Latina e, aproximadamente, um terço das novas infecções ocorre em pessoas entre 15 e 24 anos.
“Claro que esse dado é negativo, mas também demonstra que o número de pessoas com acesso ao diagnóstico cresceu. Portanto, precisamos investir também no acesso à informação e à prevenção”, recomenda Leite.
Porém, a América Latina ainda é a região com a maior cobertura à terapia para AIDS, que atende 45% das pessoas. No Brasil, que desde 1996 distribui o tratamento antirretroviral gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, cerca de 200 mil pessoas recebem regularmente os remédios.
Ainda, assim, diz, o acesso ao tratamento não é universal no país. “Na região Sul e Sudeste há uma resposta eficaz ao pedidos dos pacientes, mas os estados do Norte e Nordeste ainda apresentam problemas sérios. Há estados que demoram três meses entre o agendamento do teste no centro de referência e a consulta, porque só tem um médico para atender. E aí o paciente desaparece e entra na estatística daquelas pessoas que contraíram o vírus, mas não sabem”, alerta.
Pressão de trabalhadores e do Sinttel-DF faz CTIS cumprir Acordo e rever demissões
Jornalista: sindicato
Após intensa pressão do Sinttel e trabalhadores, a CTIS Tecnologia – empresa que presta serviços de telemarketing para a Caixa Econômica Federal – voltou atrás e vai cumprir o Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015. Inclusive, o crédito referente ao auxílio-alimentação deverá ser depositado nesta sexta-feira (28), para normalizar a situação.
As demissões e sanções, que vinham sendo aplicadas desde o último dia 21 – como retaliação aos trabalhadores que se manifestaram contra o fim do pagamento do auxílio-alimentação -, serão revistas e canceladas, conforme compromisso assumido em mesa de negociação e registrado em ata.
Desta forma, o Sinttel alerta aos trabalhadores que sofreram algum tipo de sanção a procurarem o departamento de Administração de Pessoas da CTIS (2º subsolo do Edifício Venâncio 2000) até a próxima segunda-feira (1º/12) para que as demissões/punições sejam canceladas.
O Sinttel parabeniza os trabalhadores, enfatizando que este episódio “foi uma aula de combatividade e consciência pela luta dos nossos direitos”.
Terceirizados decidem intensificar mobilização para cobrar proposta patronal
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Sem resposta do sindicato patronal, os trabalhadores terceirizados do Distrito Federal decidiram intensificar a mobilização para garantir o atendimento da pauta de reivindicação apresentada no dia 5 de novembro. A decisão foi feita em assembleia, com a presença de cerca de mil terceirizados, realizada nessa quarta-feira (26), no estacionamento do Teatro Nacional.
“Os patrões não estão se posicionando. Na mesa de negociação, eles só quiseram falar de cláusulas sociais e, ainda assim, disseram que querem avaliar melhor a nossa pauta. O que temos de fazer agora é intensificar nossa mobilização, participar de todas as assembleias que forem convocadas e convencer nossos colegas a participarem efetivamente das decisões que serão tomadas sobre os rumos da nossa luta”, afirma a presidente do Sindiserviços, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados do DF, Maria Isabel Caetano.
Manifestando apoio à categoria, o secretário de Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto, disse que a Central e seus 90 sindicatos filiados são solidários à luta por melhores salários e condições mais dignas para os trabalhadores terceirizados do DF e que oferecerão toda contribuição possível para o sucesso da campanha.
De acordo com o Sindiserviços-DF, a próxima assembleia só será convocada quando o sindicato patronal entregar uma contraproposta à pauta de reivindicação dos trabalhadores terceirizados. Entre os pontos pleiteados pelos trabalhadores estão o reajuste salarial de 30% e tíquete-alimentação de R$ 28,00.
Comando dos Bancários avalia conjuntura e aponta desafios para enfrentar disputa política
Jornalista: sindicato
O Comando Nacional dos Bancários e a Executiva da Contraf-CUT se reuniram em Brasília nesta quinta-feira 27, com a participação do ministro das Relações Institucionais Ricardo Berzoini e dos deputados federais bancários Erika Kokay (PT-DF) e Assis Carvalho (PT-PI), para fazer uma avaliação da conjuntura política após as eleições presidenciais e discutir os desafios do movimento sindical para o próximo período. O presidente da CUT Brasília e dirigente da Fetec Centro-Norte, Rodrigo Britto, também participou do encontro de avaliação realizado no auditório do Sindicato dos Bancários.
“Foi uma reunião muito oportuna e positiva, onde analisamos a situação política do país, os desafios da atual conjuntura, as perspectivas para o segundo mandato da presidenta Dilma e o papel do movimento sindical, especialmente da Contraf-CUT, suas federações e sindicatos, para intensificar as lutas e avançar”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
São as seguintes as principais conclusões e tarefas do movimento sindical bancário apontadas durante os debates: 1. Foi de fundamental importância para a reeleição da presidenta Dilma Rousseff a participação massiva na campanha da juventude e dos movimentos sociais e sindicais, especialmente dos bancários, levando o debate junto à sociedade sobre os dois projetos em disputa. 2. Foi muito positivo o movimento que a Contraf-CUT fez, juntamente com os parlamentares bancários na legislatura que está se encerrando, na defesa dos direitos dos trabalhadores, em especial nos debates sobre os correspondentes bancários e contra o PL 4330. 3. O Comando entende que estamos num momento de disputa com o capital em relação ao segundo mandato da presidenta Dilma e é imprescindível que se amplie a mobilização da categoria e dos trabalhadores. 4. Há uma grande preocupação com as primeiras medidas anunciadas após as eleições, como o aumento da taxa Selic acima até mesmo do esperado pelo mercado, o convite para banqueiros assumirem ministérios estratégicos como o Ministério da Fazenda e uma empresária do agronegócio que simboliza o latifúndio mais retrógrado para o Ministério da Agricultura, além da indicação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, notório economista neoliberal contrário ao desenvolvimentismo e duro crítico das políticas de valorização do salário mínimo. 5. É preciso que, da parte do governo, haja abertura maior para o diálogo em relação às pautas dos trabalhadores amplamente debatidas nas eleições, o que inclui o fim do Fator Previdenciário, redução da jornada de trabalho, reforma política, correção da tabela do IR, fim do PL 4330 da terceirização, ratificação da Convenção 158 da OIT, reforma agrária, democratização dos meios de comunicação, dentre outros. 6. O desafio do movimento sindical, principalmente dos sindicatos e federações de bancários e do Comando Nacional, é intensificar a mobilização chamada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, bem como criar mobilizações próprias de interesse específico da categoria, como o fim do PL 4330. 7. Intensificar as mobilizações junto aos bancos públicos, para que: a) se tornem de fato instituições que financiem o desenvolvimento econômico e social, com geração de emprego e distribuição de renda, e b) ao mesmo tempo adotem uma gestão que respeite os trabalhadores e combata o assédio moral e as metas abusivas, responsáveis pela epidemia de adoecimentos nessas empresas. 8. Acompanhar a tramitação dos projetos de interesse dos bancários e da classe trabalhadora no Congresso Nacional, buscando garantir avanços e evitar retrocessos. 9. Manter e ampliar esse espaço aberto pelo Comando para o debate da conjuntura nacional, para além da pauta corporativa, de forma a preparar e organizar a categoria na disputa da hegemonia com o capital que marcará o segundo governo Dilma Rousseff. 10. O Comando Nacional orienta os sindicatos a organizarem caravanas para a posse da presidenta Dilma no dia 1º de janeiro, em Brasília, dando a ela um caráter popular, de forma a simbolizar a nossa capacidade de mobilização na defesa da pauta de interesse dos trabalhadores no embate com as forças conservadoras, que tentam por um lado impor a sua agenda ao governo e por outro desestabilizar o governo e a democracia.
OIT lança sistema inédito de indicadores municipais de trabalho decente
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O escritório da OIT no Brasil lançou nesta sexta-feira (28) o Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente, que disponibilizará online os relatórios sobre o tema em cada um dos 5.565 municípios brasileiros existentes em 2010.
“O lançamento de um conjunto de dados sobre trabalho decente em nível municipal tão completo e específico como este é inédito no mundo”, afirmou a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo. “As informações reveladas por este sistema são extremamente valiosas por permitirem a identificação das oportunidades e dos desafios particulares de cada um dos 5.565 municípios brasileiros nesse âmbito. Dessa maneira, elas constituem um recurso estratégico para a melhor implementação da Agenda e do Plano Nacional de Emprego e Trabalho Decente”.
O Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente é baseado no Censo de 2010 e em outras fontes de informações do IBGE, mas também utiliza registros administrativos de diversas instituições do Sistema Estatístico Nacional, como a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), além de outras estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Os dados do novo sistema de indicadores municipais estão organizados em dez áreas temáticas, que correspondem às dez dimensões de medição do trabalho decente:
1. oportunidades de emprego;
2. rendimentos adequados e trabalho produtivo;
3. jornada de trabalho decente;
4. conciliação entre o trabalho, vida pessoal e familiar;
5. trabalho a ser abolido;
6. estabilidade e segurança no trabalho;
7. igualdade de oportunidades e de tratamento no emprego;
8. ambiente de trabalho seguro;
9. seguridade social; e
10. diálogo social e representação de trabalhadores e empregadores.