Em assembleia, bancários do DF aprovam propostas e encerram greve
Jornalista: sindicato
Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (6), os bancários e bancárias de Brasília do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos bancos privados aprovaram as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e as específicas e encerraram a greve de 7 dias.
Com a aceitação das propostas e o fim da greve, os bancários voltam ao trabalho nesta terça-feira (7).
“O Sindicato vai continuar acompanhando o dia a dia dos bancários e denunciando as irregularidades em todos os locais de trabalho. E alerta que, se houver pressão e/ou retaliação por parte de algum gerente, o trabalhador deve comunicar e chamar a direção do Sindicato imediatamente, que vai agir de forma enérgica”, afirmou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, ao destacar a participação ativa da categoria durante a greve e a assembleia desta segunda-feira.
Já o diretor do Sindicato Rafael Zanon destacou a unificação da assembleia, que votou pela aprovação das propostas apresentadas. “A votação conjunta é um fato inédito na mobilização da nossa categoria”, afirmou o dirigente sindical, que é bancário do BB.
A proposta global aprovada prevê reajuste de 8,5% (aumento real de 2,02%) nos salários e demais verbas salariais, de 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição.
Os bancos incluirão na Convenção Coletiva o compromisso de que “o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho”.
Sobre os dias parados, a Fenaban propõe compensação de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.
Greve acaba no BRB
Reunidos em assembleia ao lado do Edifico Brasília, na noite desta segunda-feira (6), os bancários e bancárias do BRB aprovaram a nova proposta oferecida pelo banco na rodada de negociação ocorrida nesta segunda e encerraram a paralisação de 7 dias.
Com a aceitação da proposta e o fim da greve, os bancários do BRB voltam ao trabalho nesta terça-feira (7).
Os dias não trabalhados seguirão o acordo que for firmado com a Fenaban: compensação de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.
– Acesse aqui os principais pontos da proposta do BRB.
Um encontro histórico no dia 13 com 250 dirigentes dos 30 anos de CUT Brasília
Jornalista: sindicato
Preparamos uma memorável festa para a CUT Brasília e o movimento sindical. Vamos reunir todos os mais de 250 fundadores, ex-dirigentes e atuais diretores da Central, além de familiares, amigos e dezenas de militantes políticos, sindicais e sociais que construíram uma história de 30 anos de lutas e conquistas da CUT Brasília e dos trabalhadores e trabalhadoras do país.
Será no próximo dia 13 de outubro, segunda-feira, a partir das 18h30, no Teatro dos Bancários (EQS 314/315 Sul).
Na mesma solenidade que integra as comemorações de 30 anos de CUT Brasília, vamos entregar o 1º Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular aos profissionais e dirigentes que se destacaram no último ano para dar voz aos trabalhadores e aprimorar a imprensa dos sindicatos dentro uma sociedade com meios de comunicação monopolizados pela elite empresarial-patronal.
“Queremos fazer uma grande confraternização com todos os companheiros e as companheiras que contribuíram e seguem na luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do país. Pretendemos resgatar e valorizar o conhecimento produzido com suor e sangue de todos nessas três décadas e transmitir as experiências às atuais e novas gerações, para que conquistas não sejam ameaçadas, a juventude seja cada mais integrada às lutas e mais avanços sejam alcançados. Entendemos ser um processo fundamental nesse momento em que vivemos para a continuidade dos avanços e a construção de uma sociedade justa e igualitária”, afirma Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília. Cadê você, companheiro (a)?
Para que todos os ex-dirigentes possam comparecer à solenidade e sejam contatados, divulgamos abaixo a lista de companheiros e companheiras que compuseram as direções desde 1984. A listagem foi feita com base nas atas disponíveis na CUT Brasília.
Solicitamos a todos da lista que entrem em contato com a Secretaria de Administração da CUT Brasília para confirmar presença na festa. Aproveitem e informem seus dados atualizados, como endereço, telefone, email, facebook, local de trabalho e entidade de atuação. Não precisamos dizer o quanto é importante termos cadastro atualizado dos companheiros e companheiras.
Email de contato: cutbrasilia@cutbrasilia.org.br
Fone: (61) 3251.9373, falar com Gaia
Caso algum ex-dirigente da Central não conste da lista ou esteja com nome incorreto, entre em contato conosco para realizarmos as correções e inclusões e confirmar sua participação no encontro do dia 13.
Se você, leitor, conhece alguns desses companheiros da lista, avise-os dessas iniciativas da CUT Brasília para que possam realizar as atualizações e confirmem participação na solenidade de 30 anos de CUT Brasília.
Precisamos da mobilização e da colaboração geral para fazer esse encontro mais um momento gratificante da nossa histórica luta pela emancipação da classe trabalhadora. Dirigentes da CUT Brasília (1984-2014)
Bancários em greve e Cutistas fazem ato em defesa do Banco Central público
Jornalista: sindicato
Bancários em greve e CUTistas protestaram no final da tarde desta quinta (2), diante do Banco Central em Brasília, contra proposta de alguns candidatos à Presidência que atrela o Banco Central ao mercado financeiro e aos banqueiros em prejuízo dos trabalhadores, do emprego e da renda. “Não podemos deixar que a política econômica seja conduzida por meia dúzia de banqueiros”, disse Ismael César, secretário de Política Social da CUT Brasília.
Veja mais em http://bit.ly/1rSeSQ4
No terceiro dia da greve nacional, houve manifestações em pelo menos 11 capitais para combater a proposta de independência do Banco Central. A categoria entende que os bancos privados colocaram o tema na agenda eleitoral por meio dos programas de alguns candidatos de oposição que querem chegar ao governo. Com essa proposta, as raposas querem tomar conta do galinheiro.
Leia em http://bit.ly/1xJVSXs
Servidores da Cidade Ocidental pressionam Câmara contra projetos que roubam direitos
Jornalista: sindicato
Servidores municipais de Cidade Ocidental pressionarão fortemente os vereadores, na sessão plenária da Câmara Municipal nesta quarta-feira (1º), para impedir a votação do conjunto de projetos de lei de autoria do Executivo que precarizam o trabalho e os serviços públicos. O funcionalismo paralisou serviços no dia 25 exatamente por causa desses PLs (014 e 015) que, se forem aprovados, extinguirão cargos, colocarão fim à progressão na carreira por escolaridade para professores e aumentarão a jornada de trabalho para os novos servidores. Os servidores combatem essas medidas também porque resultarão na subcontratação de empresas e de não concursados e na deterioração do serviços prestados na Cidade Ocidental.
Os projetos foram apresentados à Câmara Municipal pela Prefeitura no dia 5 de setembro. Na opinião dos servidores, o conjunto de PLs tem o mesmo efeito prejudicial do famigerado PL 4330, que se encontra na Câmara dos Deputados, e vem sendo combatido e barrado pelo movimento sindical CUTista por roubar direitos e enfraquecer a organização e a representação dos trabalhadores.
O movimento sindical reivindica a modificação dos projetos para impedir prejuízos aos planos de carreira do magistério e do administrativo municipal. De acordo com Osman Teles, presidente do sindicato dos servidores da cidade Ocidental (Sindserco), a atual prefeita Giselle Araújo condicionou a revisão dos projetos ao retorno dos servidores ao trabalho. Esta proposta apresentada na reunião realizada nesta segunda-feira (29) é diferente da que vinha sendo discutida com a Chefia de Governo da Prefeitura. Por isso e por não oferecer garantia de bloqueio da votação para incorporação de emendas necessárias, a proposta da prefeita foi recusada pelos trabalhadores. “A adesão ao movimento cresce a cada assembleia. A insatisfação é geral”, afirmou Osman, logo depois da manifestação de protesto realizada pelos servidores nesta terça (30) pela manhã.
Após a deflagração da paralisação de trabalho, a direção do sindicato conseguiu se reunir com o Chefe de Governo Igor Araújo no último dia 25. Dessa reunião saiu o compromisso verbal da elaboração de emendas em conjunto com o sindicato. A decisão deveria ser formalizada pela Prefeitura até o dia seguinte. Como isso não ocorreu no dia 26 nem no encontro com a prefeita, os servidores decidiram continuar a paralisação. Projetos de lei 013, 014 e 015
Os projetos abordam de forma direta a carreira e os benefícios do servidor municipal. Os PL’s 013, 014 e 015 desacatam os direitos trabalhistas. Ao invés de regulamentar o processo de subcontratação de serviços, os PLs visam apenas a reduzir custos, retirando garantias dos servidores públicos e trabalhadores terceirizados, precarizando as relações trabalhistas por meio do acúmulo de horários e cargos e desrespeitando as necessidades físicas e os planos de carreira e de salários dos servidores.
Em decorrência da lacuna deixada pela extinção de cargos, novos trabalhadores terão de ser subcontratados ou comissionados, assumindo as vagas sem passar pelo concurso público, o que provoca um sério processo de rebaixamento salarial e uma desvalorização progressiva de carreira no serviço público. Diferenças salariais
O Sindicato dos Servidores informa que observou que no ano de 2010 a Prefeitura da Cidade Ocidental pagou incorretamente o salário relativo aos professores P-III, P-IV e PV, o que gera uma dívida de R$ 500 a R$ 2 mil por funcionário. Em virtude desse erro, o sindicato prepara uma ação judicial para cobrança desse débito. Fonte: Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Manifestações em defesa dos direitos dos trabalhadores continuam
Jornalista: sindicato
Dirigentes da CUT Brasília, Sindsep, Sintfub e Sindprev realizaram na manhã de terça (30) panfletagem e manifestação na Esplanada dos Ministérios, alertando o funcionalismo e a população sobre os projetos político-eleitorais conservadores que querem precarizar o trabalho e roubar direitos dos trabalhadores, especialmente dos servidores públicos.
O secretário de Política Social da CUT Brasília, Ismael Cesar, abordou os graves riscos que projetos apresentados por alguns candidatos supostamente como novos ou alternativos à população nestas eleições trazem à classe trabalhadora. A concentração para a atividade foi no Espaço do Servidor e os manifestantes percorreram, ora a pé e ora em carro de som, toda a Esplanada dos Ministérios.
A primeira ação deste tipo foi realizada pela CUT e pelos sindicatos filiados na sexta-feira (26), no Setor Comercial Sul, onde foi entregue à população panfletos que esclarecem sobre as ameaças ao emprego e à renda, com precarização generalizada do trabalho e dos serviços e subcontratações ilimitadas. A falsa independência do Banco Central, com atrelamento do órgão aos banqueiros e aos interesses do mercado financeiro, além de outros pontos de projetos neoliberais que apresenta reflexos prejudiciais à vida dos cidadãos, também foram abordados.
“O papel da CUT é mostrar para a população quem está do lado dos trabalhadores e quem está do lado dos megaempresários e banqueiros. Aqueles que defendem o fim de concurso público, a estagnação do salário mínimo, a taxa de juros sob influência dos banqueiros, como fazem alguns candidatos à presidência, definitivamente, vão totalmente na contramão do que a gente precisa. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, queremos a continuidade de mais distribuição de renda, valorização contínua do salário mínimo, crédito produtivo, implementação de políticas sociais. Temos que saber quem é quem antes de darmos o nosso voto nas urnas no dia 5 de outubro”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
Manifestações em grandes concentrações e nos locais de trabalhos continuará sendo realizadas por dirigentes CUTistas.
>> Leia a íntegra do material distribuído à população página 1 página 2
Artigo: “A política externa e as eleições de 2014″, por Antonio de Lisboa
As eleições para Presidente do Brasil não afetam apenas os brasileiros. Interessam também à América Latina, ao BRICS, a todo o Sul do mundo e, claro, ao Norte desenvolvido. Após 12 anos de governo Lula/ Dilma e de uma política externa independente dos EUA, o Brasil é hoje um ator global, peça importante no xadrez mundial.
Não apenas aspectos importantes da política interna de nosso país estão em jogo nesta eleições. Embora existam três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, apenas dois projetos estão em disputa: um,de desenvolvimento soberano, com distribuição de renda e maior justiça social representado por Dilma Rousseff, e o outro, neoliberal, defensor das políticas do livre mercado e submisso aos interesses do grande capital internacional, em especial do capital financeiro, representado por Marina Silva e Aécio Neves.
As relações internacionais também são determinantes do modelo de desenvolvimento que queremos: o que vamos priorizar na produção, para quem vamos vender, o que e de quem vamos comprar, ou seja, o que vamos priorizar nas definições estratégicas de nossa política externa.
Os governos Lula e Dilma deram uma importante guinada na condução da política externa. Lula disse não à ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) que era de interesse dos EUA, e que, caso aprovada, teria aprofundado a América Latina na sua histórica posição de periferia subdesenvolvida, mera exportadora de matéria-prima e, o que é pior, devastaria o seu ainda incipiente parque industrial.
Os governos Lula e Dilma optaram por duas definições estratégicas:
A primeira foi fortalecer o MERCOSUL e, a partir dele, desenvolver uma política de integração da América do Sul. Essa estratégia possibilitou a constituição da UNASUL, o que permitiu e permitirá, para além da ampliação das relações comerciais, uma integração política e social da América Latina, garantido sua soberania e a defesa conjunta de seus interesses e, no futuro, a livre circulação das pessoas. Também, a partir dessa integração, criou-se a possibilidade de o Brasil ser protagonista nos fóruns internacionais como ONU, OMC, FAO, G20 etc.
A segunda estratégia foi diversificar relações comerciais com países de outras regiões o que garantiu diversificação de mercados e de exportação de vários produtos, fortalecendo nosso setor produtivo e contribuindo para gerar mais de 20 milhões de empregos.
As relações estabelecidas com China, Índia, Rússia e África do Sul viabilizaram o BRICS, intensificando o intercâmbio desses países, não só comercial, mas também político, o que culminou na construção do Banco do BRICS, para financiar projetos de desenvolvimento, e a instituição de um Fundo de Reserva que possibilitará a esses países recorrerem a recursos em caso de emergência sem se submeter à política de arrocho do FMI. Essas orientações de política externa indicam a direção estratégica: construir um mundo multipolar, multilateral e com democratização dos organismos internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU e o Banco Mundial, democratizando as relações. A eleição de Marina Silva do PSB ou de Aécio Neves do PSDB será um desastre para as conquistas da política externa brasileira, nos últimos 12 anos.
Sobre integração regional: ambos propõem mudanças nas iniciativas de integração e defendem a assinatura de tratados de livre comércio com a Aliança do Pacífico, com os EUA e com a União Européia, independente dos países que compõem o MERCOSUL. Dito às claras: propõem a desagregação do Mercosul. Propõem a inserção nas “cadeias globais de produção”, o que significa subordinação às empresas internacionais líderes, com sede nos países do norte e que têm os direitos de propriedade intelectual sobre os processos, os produtos e a tecnologia. Será um ataque brutal à indústria e ao desenvolvimento tecnológico nacional, afetando especialmente às micro, pequenas e médias empresas.
Ainda sobre acordos de livre comércio: diferentemente dos processos de integração perseguidos pelo Brasil, a política dos chamados TLC’s não transfere conhecimento, não gera crescimento, investimento, emprego ou renda, ou seja, não agrega nada. Pior, gera aqui desemprego e aumento da pobreza.
Uma grande ausência das propostas de Marina e Aécio refere-se à África, continente ao qual as gestões Lula e Dilma deram muita importância, seja pelas relações históricas, seja pela importância do desenvolvimento desse continente, historicamente explorado. Marina, por exemplo, apenas diz que, “para manter relações com a África, não é necessário dar as costas aos EUA”, como se Lula e Dilma o tivessem feito! A diferença é que apenas a partir do governo Lula o Brasil, depois de quinhentos anos, parou de dar as costas para a África. Aqui cabe uma pergunta: Será que a afirmação despretensiosa de Marina não é uma forma de indicar que ela quer trazer de volta a velha política de costas viradas para a África submissa aos EUA? É bom lembrar que um de seus principais gurus declarou-se ser fã da política externa de George W Bush.
O que a CUT defende é que, diferente do que afirma o programa de governo de Marina Silva, a política externa brasileira nos próximos anos continue sendo de fortalecimento da soberania nacional, capaz de manter nossas relações comerciais, de intercâmbio cultural, etc com as potências do norte, mas, priorizando o fortalecimento do BRICS, da UNASUL e do MERCOSUL, pois esses organismos serão fundamentais para a construção do mundo multipolar, multilateral que desejamos. É o que esperam também nossos parceiros, sindicalistas e lideranças de esquerda de todo o mundo, mas principalmente da América Latina e da África. E essa visão de política externa somente Dilma Rousseff apresenta. *Antonio de Lisboa Amâncio Vale é Secretário de Relações Internacionais da CUT
Reunião aponta novos passos na luta dos técnicos do Banco Central
Jornalista: sindicato
Na próxima terça feira (30), no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindsep) haverá uma reunião entre dirigentes do Sindicato, o Comando Nacional de Greve e servidores técnicos do Banco Central (Bacen) a fim de construir um calendário de luta e mobilização em torno da principal revindicação da categoria, que é a modernização da carreira de especialista do banco.
No último dia 17, após 48 horas de greve, os técnicos do Bacen conseguiram se reunir com Alexandre Tombini, atual presidente do banco que se comprometeu a dar andamento a essa revindicação, que tem sua base na exigência de nível superior para o ingresso no cargo de técnico, reforma que já aconteceu em outras carreiras federalistas, como a de policial rodoviário, policial militar e bombeiro.
A razão pela qual os trabalhadores exigem esta mudança seria o constante desvio de funções dentro do Banco Central, onde técnicos e analistas, por muitas vezes, desempenham o mesmo trabalho apesar de receberem salários muito diferentes. De acordo com último edital para concurso público da empresa, a remuneração atual de técnico soma R$ 5.158,23, enquanto a de analista chega a R$ 14.289,24.
A luta pela atualização não é recente. Em 2008 foi assinado um protocolo de intenções com o então secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. Desde o seu falecimento em 2012, as negociações em torno da modernização da carreira de especialista se tornaram ainda mais complicadas e as paralisações começaram.
Fenaban sobe para 7,35%, Comando acha pouco e reforça a greve na terça
Jornalista: sindicato
Na oitava rodada de negociação da Campanha 2014, realizada neste sábado 27 em São Paulo depois de as assembleias massivas em todo o país terem decretado greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira 30, a Fenaban apresentou uma nova proposta, que o Comando Nacional dos Bancários já considerou insuficiente, elevando o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos. Além disso, a proposta ignora completamente as reivindicações sobre emprego, condições de trabalho, principalmente metas abusivas e assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades.
“Essa proposta precisa melhorar frente aos lucros dos bancos. Ela continua sendo insuficiente, não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade. Mais uma vez deixamos claro na mesa de negociação de que não faremos acordo sem que sejam contempladas soluções para as metas e o assédio”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Diante disso, o Comando mantém o calendário aprovado anteriormente e a greve por tempo indeterminado a partir da terça-feira 30 aprovadas pelas assembleias do dia 19. “Nós bancários sabemos que nossa força é a unidade nacional e a nossa capacidade de mobilização. Agora é hora de estreitar essa unidade e intensificar a mobilização, de lotarmos as assembleias da segunda-feira e fazermos uma grande greve para pressionar os bancos a apresentarem uma nova proposta que contemple nossas reivindicações”, acrescenta Cordeiro. Atos em frente ao Banco Central no dia 2
O Comando Nacional também orienta os sindicatos a reforçarem a realização das manifestações em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o país na próxima quinta-feira, dia 2 de outubro, para protestar contra as propostas de independência do BC e para defender o fortalecimento do papel dos bancos públicos, dois temas que estão no centro do debate eleitoral e sobre os quais a categoria tem posição histórica definida em seus fóruns nacionais.
Com sede em Brasília, o Banco Central tem representações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belém.
A independência do BC e a limitação da atuação dos bancos públicos estão explicitados no programa de governo da candidata Marina Silva, coordenado pela herdeira do Itaú, Maria Alice Setúbal, e vêm sendo defendidos pelos principais assessores econômicos de Aécio Neves. São bandeiras dos bancos privados e da Fenaban, que se chocam frontalmente com as posições que os bancários têm defendido historicamente em suas conferências nacionais e nos congressos da Contraf-CUT.
“O Banco Central já desfruta hoje de autonomia excessiva e de aproximação promíscua com o mercado financeiro, a ponto de impor sucessivos aumentos da taxa Selic para satisfazer os bancos e os rentistas, mesmo contra a vontade do governo e da sociedade”, critica Carlos Cordeiro. “A independência formal do BC significa entregar a condução da política macroeconômica do país ao mercado financeiro, roubando essa atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população.”
Para o Comando, é importante também intensificar a campanha contra a ideia de redução do papel dos bancos públicos e fazer essa discussão com a sociedade. “São abundantes os exemplos recentes da importância das instituições financeiras públicas para o desenvolvimento econômico e social do país”, constata Carlos Cordeiro. A nova proposta econômica dos bancos Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real). Piso portaria após 90 dias – 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real). Piso escritório após 90 dias – R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação). Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,55% de aumento real). PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91. PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.
…………………………………………………………. Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional – 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.
…………………………………………………………. Auxílio-refeição – R$ 24,88. Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 426,60. Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 355,02. Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 303,70. Gratificação de compensador de cheques – R$ 137,97. Requalificação profissional – R$ 1.214,00. Auxílio-funeral – R$ 814,57. Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 121.468,95. Ajuda deslocamento noturno – R$ 85,03. Veja aqui as propostas dos bancos sobre as reivindicações não econômicas, apresentadas pela Fenaban durante as negociações. Calendário Setembro
29 – Assembleia para organização da paralisação
30 – Greve nacional por tempo indeterminado Outubro
1º e 2 – Quarta rodada de negociação específica com o Banrisul
2 – Manifestações em frente aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro.
>>> Leia também: Por proposta decente, bancários aprovam greve a partir do dia 30 Bancários rejeitam propostas dos bancos e aprovam greve a partir do dia 30 (Contraf-CUT) Fonte: Contraf-CUT
Por proposta decente, bancários aprovam greve a partir do dia 30
Jornalista: sindicato
Em resposta aos seguidos ‘nãos’ dos banqueiros nas rodadas de negociações, os mais de 3 mil bancários e bancárias do Distrito Federal aprovaram, por ampla maioria, na noite desta quinta-feira (25), em assembleia realizada na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul (SBS), indicativo de greve a partir da próxima terça-feira (30).
“Os banqueiros tiveram mais de 30 dias para apresentar uma proposta à altura do esforço dos bancários. Diante das constantes negativas para as nossas reivindicações, não restou alternativa senão aprovar a greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 30. Apostamos no diálogo, mas os banqueiros não demonstraram interesse em negociar com a categoria”, afirmou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, que integra o Comando Nacional dos Bancários e representa os bancários de Brasília nas negociações com a Fenaban.
Durante a sétima rodada de negociações da Campanha Nacional 2014, realizada na sexta-feira (19), o Comando Nacional dos Bancários considerou insuficiente a proposta de caráter econômico apresentada pela Fenaban, que inclui reajuste de 7% no salário (0,61% de aumento real), na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche, além de 7,5% no piso (1,08% acima da inflação).
A greve é o último recurso de que os trabalhadores lançam mão, depois de esgotadas as negociações, para ver seus direitos ampliados e respeitados. É um direito garantido por lei e a principal arma para conquistar melhores condições de trabalho e salário, contra patrões intransigentes e gananciosos. Nova assembleia segunda 29
E na próxima segunda-feira (29), nova assembleia na Praça do Cebolão, às 19h, definirá os rumos do movimento. Na ocasião, os bancários e bancárias devem ratificar a decisão da assembleia desta quinta e organizar a greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (30).
Confira, abaixo, as principais reivindicações dos bancários:
– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
– Melhores condições de trabalho: com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários;
– Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara dos Deputados, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
– Reajuste salarial: 12,5%;
– PLR: três salários mais R$ 6.247;
– Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho);
– Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83, que exige plano de segurança em agências e PABs; de cofres e agências por bancários;
– Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
>>> Leia também: Bancários rejeitam propostas dos bancos e aprovam greve a partir do dia 30 (Contraf-CUT)
Servidores vão às urnas nesta quinta para eleger diretoria do Sindser-PB
Jornalista: sindicato
A votação para eleger a diretoria que estará à frente do Sindser-PB , sindicato que representa os servidores públicos municipais em Padre Bernardo (GO), acontecerá nesta quinta feira (25), das 9h às 18h. A nova gestão representará a categoria de 2014 a 2017.
Apenas uma chapa concorrer nesta eleição. A chapa “Coragem, Luta e Perseverança” é encabeçada pelo atual presidente do Sindser-PB, Hélio Alves de Oliveira, tendo como vice Marco Antônio.
As principais propostas da chapa são lutar pela progressão funcional e por tempo de serviço; por vale-transporte e vale-alimentação a todos os servidores que, por lei, tenham direito aos benefícios ; pelo continuação da campanha pela liberação da licença prêmio para todos os servidores; pela implantação da jornada de trabalho de 30 horas semanais para os servidores da administração escolar, e contra a contratação de não concursados no serviço público local.
O Sindserpb-GO atua desde 2008 em defesa dos servidores públicos. Durante a atual gestão obteve várias conquistas a favor da categoria, como plano de carreira dos servidores da administração direta; plano de carreira dos monitores de Educação; reajuste do piso salarial nacional para o Magistério, com pagamento do retroativo; vitórias na Justiça para, entre outros itens, o pagamento de 40% de insalubridade, e pagamento do retroativo da data-base 2008, 2009 e 2010.
Esta eleição representará a continuidade de uma direção comprometida com categoria. “Os servidores de Padre Bernardo poderão contar por mais três anos com uma direção sindical experiente, honesta, corajosa e firme na defesa da categoria e da classe trabalhadora”, afirma Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.