Ganhadores do Prêmio Luiz Gushiken serão conhecidos no dia 13 de outubro
Jornalista: sindicato
Com mais de uma centena de inscrições, a primeira edição do Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular entra na sua fase final.
Os trabalhos inscritos já estão com a Comissão Julgadora, composta por pro fissionais de reconhecida competência. A premiação ocorre no dia 13 de outubro, às 19h, no Teatro dos Bancários. Uma relação com os três finalistas de cada categoria será divulgada no dia 6 de outubro, uma semana antes da entrega dos prêmios.
“A alta adesão ao Prêmio demonstra a força da CUT, o crescimento da atenção à comunicação dos trabalhadores e a crença da sociedade em um sindicalismo moderno, sintonizado com seu tempo, reafirmando as bases de sua fundação, ou seja, defender os interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora, como melhores condições de vida e trabalho, sendo uma organização classista, autônoma e democrática”, disse o presidente da Central, Rodrigo Britto.
Segundo o diretor de Comunicação da CUT Brasília, Marco Junio, o Prêmio Gushiken revigora a Central no seu 30º aniversário. “Não esperávamos esse número de inscritos, por ser um Prêmio inédito; estar começando. Foi uma surpresa para lá de agradável e nos traz a sensação de que estamos no caminho certo, desenvolvendo as políticas corretas para a construção da comunicação dos trabalhadores. Se o nosso trabalho é bem feito, qualificado e surte efeito, a sociedade corresponde. Quanto mais organizada for nossa comunicação, melhor e maior será esta resposta da classe trabalhadora”.
Divididos em oito categorias – Artes, Fotografia, Televisão e Vídeos, Rádio, Jornalismo impresso, Internet, Especial e Produção estudantil – a Comissão Julgadora indicará os três melhores trabalhos. Entre os oito ganhadores finais (um por categoria), será escolhido o vencedor geral e um segundo colocado.
O primeiro ganhará viagem para Porto Seguro, com estada de uma semana , direito a um ou uma acompanhante e despesas pagas (passagens aéreas, alimentação e deslocamentos), mais um prêmio em dinheiro. O segundo colocado receberá prêmio em dinheiro. Já a Comissão Organizadora escolherá e premiará apenas um dos trabalhos indicados por categoria.
Iniciativa da CUT Brasília como parte das comemorações dos seus 30 anos de fundação, o Prêmio tem como finalidade reconhecer os trabalhos de profissionais e dirigentes que colaboram para a promoção da comunicação sindical e popular, para a defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores e da população excluída, para as lutas por justiça e igualdade social e para a democratização dos meios de comunicação. Além disso, procura estimular a produção e a pesquisa de estudantes universitários sobre a comunicação sindical e popular.
Rodoviários param por cumprimento de acordo e adiantamento salarial
Jornalista: sindicato
O descumprimento de uma cláusula do acordo trabalhista levou os rodoviários da Viação Pioneira e da Alta Viação Marechal a paralisarem as atividades entre o meio dia e as 19h desta segunda-feira (22). Mais de mil ônibus deixaram de circular no Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico, Lago Sul, Candangolândia, Park Way, Santa Maria, São Sebastião, Gama, Guará, Águas Claras e parte de Taguatinga e Ceilândia.
Previsto no Acordo Coletivo de Trabalho, as empresas são obrigadas a realizar adiantamento salarial correspondente a 40% todo dia 20 do mês. Mas isto não ocorreu e ninguém deu satisfação à categoria.
“A resolução é bem simples: dinheiro na conta e carro na rua”, sintetizou Marco Junio, diretor do Sindicato dos Rodoviários e secretário de Comunicação da CUT Brasília.
Segundo o sindicato, as empresas firmaram um compromisso de fazer o pagamento a partir das 12h de hoje (23).
Caso isso não ocorra, os rodoviários podem paralisar novamente os serviços. Cootarde
O sindicato dos Rodoviários reúne-se com a secretaria de Transportes do GDF nesta terça feira (23) para reivindicar o cumprimento do acordo coletivo que prevê reajuste salarial aos motoristas e cobradores da Cootarde. Caso as reivindicações não sejam atendidas, a categoria planeja nova greve, atingindo o transporte público das cidades satélites Ceilândia, Taguatinga, Gama, Santa Maria e Brazlândia.
Essas decisões aconteceram durante a assembleia do último domingo (21). “Já foram feitas cerca de doze negociações e não chegamos a nenhum acordo. Se não houver resolução, haverá novas paralisações. Já estamos em movimento de greve”, afirma o diretor-secretário do Sindicato dos Rodoviários, Diógenes José de Souza. Nova assembleia está marcada para o próximo domingo (28).
Atualmente o salário de motorista de ônibus é de R$1.607 e o salário de cobrador é de R$840. O acordo firmado previa aumento de 20% no salário e 40% no valor da cesta básica, além da redução da carga horária que atualmente é de 7h20 e melhorias nas condições de trabalho.
O constante atraso no salário dos servidores é outro problema que já ocasionou uma paralisação que durou três dias no mês de julho. O salário atrasado foi pago, mas as outras exigências não foram atendidas e na última segunda feira (15), 110 dos 150 veículos da Cootarde deixaram de circular entre 5h e meio dia.
Aeroviários fazem manifestação contra morosidade para legalização do Sindicato
Jornalista: sindicato
A falta de agilidade em analisar documentos e conceder a Carta Sindical levou dirigentes do Sindicato dos Aeroviários de Brasília (Sindaero) e de outras localidades a realizar uma manifestação em frente ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A atividade ocorreu na manhã da sexta-feira (19), reunindo dirigentes aeroviários de vários pontos do país.
O secretário-geral do Sindaero, Luciano de Oliveira, explicou que o sindicato foi fundado em julho de 2012. “Imediatamente levamos toda a documentação ao MTE para validar a entidade com o registro sindical. A morosidade do ministério compromete nossa atuação. Queremos respostas e uma definição do ministério. Não é possível esperar dois anos por um documento essencial ao nosso trabalho sindical”, disse.
Luciano enfatizou ainda que outros 11 sindicatos de aeroviários, também fundados de 2012 para cá, estão na mesma situação. “Todos esses sindicatos foram constituídos observando a legislação e, acima de tudo, por desejo e organização da base da categoria. Todos entregaram a documentação exigida ao MTE e não conseguimos entender como até agora não temos uma resposta oficial”.
O Sindaero promete realizar outras manifestações, “mais incisivas”, enquanto o MTE não se posicionar.
Funcionários da embaixada exigem abertura de negociações ao governo holandês
Jornalista: sindicato
O Sindnações e os trabalhadores da Embaixada e dos consulados dos Países Baixos (usualmente chamados de Holanda) no Brasil enviaram documento ao governo holandês, solicitando uma nova negociação para a pauta de reivindicações da categoria, que já está em estado de greve desde o dia 21 de agosto. Caso não haja abertura de conversações e acordo satisfatório para os trabalhadores até o dia 30 deste mês, os funcionários podem paralisar o trabalho. A informação é de Marcondes Rodrigues da Silva, secretário de finanças do Sindnações, sindicato que representa os trabalhadores em Embaixadas e Consulados.
O estopim para que a categoria decretasse estado de greve foi o documento enviado em 2 de julho pelo governo holandês aos trabalhadores da Embaixada, afirmando que as reivindicações não seriam mais ouvidas e que os trabalhadores deveriam negociar diretamente com os sindicatos dos Países Baixos.
“Nós temos papel legal e de fato para representar os trabalhadores e reconhecimento da categoria. Como iríamos negociar com sindicato de outro país, com realidade salarial e legal e condições de vida e trabalho totalmente diversas? Isso é um absurdo”, diz o dirigente do Sindnações.
De acordo com Marcondes Silva, os funcionários da Embaixada e dos consulados holandeses esperam uma resposta satisfatória por parte do governo holandês desde abril do ano passado. “Nós pedíamos 26% de aumento no salário e eles queriam pagar apenas 1,58%. Isso é, no mínimo, um desrespeito com o trabalhador”, diz o dirigente.
Veja trecho do documento enviado pelo governo Holandês aos trabalhadores da Embaixada dos Países Baixos: “Por motivo de o Ministério (holandês) ter recebido uma resposta negativa à primeira proposta de (reajuste) 1,58%, desta vez não solicitará mais a opinião dos trabalhadores locais no Brasil. A nova proposta agora será oferecida aos sindicatos neerlandeses”.
Quem caminhava próximo à estátua de Paulo Freire, instalada no Lago do Cavouco, ouvia o som típico de bacamarteiros em atividade. Juntos com outros mantenedores da nossa cultura regional, por exemplo, cordelistas, banda de pífanos e quadrilha, eles anunciavam o ato político que seria realizado ao redor da imagem do educador pernambucano, que se estivesse vivo completaria 93 anos, no dia 19.
O presidente do Sintepe, Heleno Araújo definiu a tarde como encantadora na medida em que o ato em seu conjunto retratou a luta de Paulo Freire pela educação e pelo ser humano. O trabalho coletivo, fruto da integração de entidades diversas foi outro ponto lembrado, na atividade que é parte do Movimento Pedagógico Latino Americano. “Precisamos levar as ações para as escolas. Além de mostrar e construir jeitos para estimular o processo de dignidade, nesse país de tantas lutas”, pontuou Araújo.
Da CNTE, Roberto Leão deixou claro que a construção da educação pública de qualidade passa pela escola da vida e nessa perspectiva ele lembra que é necessário uma escola que contribua com pessoas capazes de decidir seu próprio destino.
Para encerrar o ato político pedagógico cultural, a representante da Cátedra de Paulo Freire, Eliete Santiago, definiu a atividade como um grito, tendo em vista que esse é um reconhecimento de anos e de diferentes níveis de contribuição para educação crítica e libertadora. “Paulo Freire traduziu pedagogia em trabalhos nos espaços escolares e não escolares. Viemos festejar o aniversário do educador, influenciados pela prática pedagógica”, assegurou Santiago.
A atividade coordenada no palco pela diretora do Sintepe, Marinalva Lourenço, definiu o início da conferência da Rede de Mulheres da Internacional da Educação da América Latina (IEAL), que termina no dia 19 e está sendo realizada no Mar Hotel, em Boa Viagem. Além de educadores brasileiros estão na atividade educadores da Costa Rica, do Equador, de Honduras, do Peru, da Argentina, do Chile, da Guatemala, do Paraguai, do Uruguai, da República Dominicana, de El Salvador, dos Estados Unidos, da Noruega e da Colômbia.
Abaixo, segue a programação dos próximos dias.
PROGRAMAÇÃO
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
08:30-10:00 Painel: Políticas públicas do governo brasileiro, mercado de trabalho, combate à
violência e saúde
o Tatau Godinho – Secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres
10:00-10:15 Intervalo
10:15-12:00 Painel: Políticas públicas, direitos sexuais e reprodutivos
o Pollyanna Magalhães – Católicas pelo Direito de Decidir
12:00-14:00 Almoço
14:00-15:30 Painel: Mulher, política, poder e organização
o Silvia Camurça – SOS Corpo
o Estela Díaz – Secretária da Mulher da CTA/Argentina
o Maria Teresa Cabrera – Executiva Mundial da IE
15:30-17:00 Debate
17:00-17:15 Intervalo para café
17:15-17:45 Orientações para as Rodas de Conversa
17:45-18:30 Processo do Movimento Pedagógico Latino Americano
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
08:00-12:00 Rodas de Conversa
12:00-13:00 Almoço
13:00-14:00 Lançamento da Revista Internacional da CNTE/Brasil
14:00-16:00 Apresentação das Rodas de Conversa
16:00-16:10 Intervalo para Café
16:10-17:00 Continuação da Apresentação das Rodas de Conversa
17:00-18:30 Recomendações finais e encerramento
Terceirizados paralisam serviços em escolas, Hospital de Base e Farmácia do Sia
Jornalista: sindicato
Cansados das desculpas esfarrapadas da Empresa Juiz de Fora quanto aos constantes atrasos nos salários, auxílio alimentação e vale transportes, mais de 300 trabalhadores decidiram por aclamação paralisar os serviços de limpeza e conservação nas Escolas Públicas do Distrito Federal (DF), no Hospital de Base de Brasília (HBB) e na Farmácia Ambulatorial do Sia, a partir desta quarta-feira (10). A decisão foi tomada em assembleia na tarde de terça (9), após infrutífera audiência de conciliação no Ministério Público do Trabalho (MPT), que reuniu os representantes da Secretaria de Saúde do DF, proprietários da empresa Juiz de Fora e diretores do Sindiserviços-DF, o sindicato da categoria.
No contrato com a Secretaria de Estado da Educação do DF (SEE), a empresa emprega cerca de três mil profissionais e no contrato com a Secretaria de Saúde são quase 480 pais e mães de família que praticamente estão vivendo com a ajuda de parentes, amigos e vizinhos.
A procuradora do Trabalho, Daniela Costa Marques, foi enfática ao explicar aos trabalhadores que lotavam o auditório do MPT, que a audiência era para tratar especificamente da questão dos trabalhadores que prestam serviços na Saúde, que estão com salários do mês de agosto atrasados. Os trabalhadores da Educação, que também vivem o mesmo drama e são empregados da mesma empresa, contudo, assistiram também à reunião
A empresa insistiu em empurrar o problema para a Secretaria da Saúde, querendo antecipar repasses contratuais. Empregados da Juiz de Fora e não do governo, os trabalhadores exigem a remuneração pelo trabalho realizado, entendendo que não devem ser envolvidos nas questões contratuais entre empresa e governo. Com base nesse entendimento, a direção do Sindiserviços-DF colocou a proposta de greve geral a partir desta quarta-feira 10, que foi aprovada por unanimidade.
Os trabalhadores também aprovaram que só retornarão para seus postos de trabalho mediante o recebimento dos seus direitos que são garantidos e assegurados pela Convenção Coletiva de Trabalha e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Fonte: Sindiserviços
Resultado do Plebiscito sai no dia 24 e amplia pressão por Reforma Política
Jornalista: sindicato
Nos últimos meses, 450 organizações e 1.800 Comitês Populares se mobilizaram para conversar com a população sobre as necessárias mudanças do sistema político e os rumos do país. Nesse processo, foi realizado, de 1º a 7 de setembro, o Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político – conhecido como Plebiscito da Reforma Política. Os votos físicos ainda não foram computados, mas pela internet, participaram 1.744.872 pessoas em todo o país, destas 96, 9% (1.691.006) votaram SIM para a convocação de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para realizar reformas no Sistema Político, e 3,1% (53.866) anotaram NÃO.
O resultado final da votação será divulgado no dia 24 de setembro, mas já não há dúvida de que os números finais mostrarão um estrondoso SIM da população por mudanças no sistema. Em seguida, ainda sem data definida, os resultados do Plebiscito Popular serão entregues num grande ato aos três Poderes: Presidência da República (Executivo), Congresso Nacional (Legislativo) e Supremo Tribunal Federal (Judiciário), como forma de pressionar, especialmente o Congresso, por um Plebiscito Oficial com o mesmo tema do Plebiscito Popular: Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?.
“Acreditamos, sem a menor sombra de dúvida, que todo este processo de mobilização se coloca entre um dos maiores e mais importantes realizados em unidade entre o movimento popular, sindical e da juventude. Estamos confiantes que a força social e política demonstrada no Plebiscito Popular será preservada e ampliada no próximo período e nos garantirá a vitória!”, afirma, em nota pública, a Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito. Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Juristas atacam programa de Marina Silva que defende terceirização sem limites
Jornalista: sindicato
Para juristas, o trecho deixa claro que Marina tem lado, mas não é o da classe trabalhadora. A candidata talvez desconheça que, mesmo com a proibição na legislação trabalhista de terceirização na principal atividade da empresa, essa forma de contratação já está intimamente ligada ao trabalho escravo e a mortes. Conforme comprovam dados apresentados pelo auditor fiscal do trabalho, Vitor Filgueiras, em recente seminário organizado pelo Fórum Nacional Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização.
Dos 10 maiores resgates de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão nos últimos quatro anos, 90% eram terceirizados. No setor da construção, campeão em mortes, e mais especificamente na área de edifícios, onde o percentual de mortos é duas vezes superior à média do mercado de trabalho, 135 trabalhadores morreram em 2013, 75 deles terceirizados. Em obras de terraplanagem, que alcança patamar de 3,3 vezes mais chances de acidentes fatais em relação à média do mercado, das 19 mortes, 18 ocorreram entre terceirizados.
Na avaliação da pesquisadora do Cesit/Unicamp, desembargadora e juíza do Trabalho aposentada, Magda Barros Biavaschi, durante reunião do Fórum nesta segunda-feira (8), em São Paulo, a candidata Marina engloba não apenas um ponto, mas as 101 propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para flexibilizar as relações trabalhistas.
“Sob o argumento do afastamento do Estado dos conflitos trabalhistas, Marina defende o negociado sobre o legislado, a diminuição do papel da Justiça trabalhista nos conflitos e que os sindicatos sejam os fiscais do cumprimento das normas. Porém, com a terceirização sem limites, serão os patrões que escolherão com quais sindicatos irão negociar”, critica.
Para a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, o debate sobre a terceirização nesta campanha deve ter papel pedagógico semelhante ao da privatização em ocasiões anteriores. “Devemos discutir com a população e mostrar que uma das candidatas defende a desregulamentação do mercado de trabalho, num cenário com o qual já convivemos, em que o terceirizado tem menos direitos, menores salários e convive com maiores jornadas. Do outro lado, cobramos a presidenta Dilma, que disse na plenária da CUT e em encontro com mulheres no último dia 6 que não foi eleita para retirar nossas conquistas. Queremos saber quem mais se compromete com essa agenda”, questionou. Desmonte trabalhista
Consultor da Comissão Nacional de Direitos Sociais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mauro Menezes, ressaltou que a proposta da candidata do PSB joga por terra o arcabouço legislativo trabalhista. “Temos toda uma normativa que envolve normas regulamentares e disciplinares, que estabelece mínimos protetivos em relação à saúde e segurança e esses podem ser abalados se a vinculação entre empregado e empregador for substituída pela livre contratação que vai diluir, fragmentar, tornar a proteção ao emprego algo intangível. É isso que a liberação total da terceirização significa”, explicou.
Para o assessor jurídico da CUT, José Eymar Loguercio, as grandes empresas têm atuado de forma permanente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o lucro por meio da redução de direitos. “A liberação da terceirização para qualquer atividade da empresa é uma estratégia clara da CNI e da Associação de Agronegócio para conseguir aquilo que não foi possível via Congresso, onde enfrentaram a resistência do movimento sindical ao Projeto de Lei (PL) 4330/2004. Elas querem atacar tanto a resistência do movimento sindical quanto a Justiça do Trabalho, que tem feito, no limite possível de sua interpretação, uma avaliação em termos da precarização no mundo do trabalho”, explica.
De autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-BA), o PL 4330 defendia o que prega Marina, a terceirização ilimitada. “Aceitar como premissa de que o desenvolvimento econômico do Brasil depende da liberação da terceirização para qualquer atividade é o mesmo que destruir os 70 anos de legislação trabalhista protetiva”, acrescenta. Congresso
Após o Projeto de Lei 4330/2004 ser engavetado no Congresso Nacional por conta da mobilização da classe trabalhadora, os empresários recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar uma ação civil pública da Celulose Nipo Brasileira (Cenibra). A empresa questiona a decisão do TRT-MG e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de condená-la por terceirizar a atividade-fim e impedi-la de manter essa prática. Mesmo com a decisão do Judiciário trabalhista, o STF aceitou que o caso fosse julgado como uma Ação de Repercussão Geral.
Isso significa que não é mais a questão específica da empresa que está em pauta, mas sim se a terceirização da atividade-fim deve ser permitida no país. E, assim, a decisão passará a referendar os demais julgamentos no país.
A CUT cobra uma audiência no STF para discutir a questão e cobrar que o tema seja debatido no Congresso, opinião que também defende o diretor da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (Alal), Maximiliano Garcez.
Para o advogado, porém, diante da renovação da Casa, os movimentos sociais devem cobrar que essa pauta seja levada para o próximo ano, sob pena de a pressão aos parlamentares não ter efeito.
“Esse é um momento da baixa legitimidade do Congresso Nacional para discutir uma questão dessa magnitude. Teremos deputados que acabaram de ser eleitos nas urnas e ainda não teriam tomado posse e muitos que não foram reeleitos estariam decidindo uma questão tão vital para os trabalhadores e para toda sociedade sem o risco da repercussão popular pelo mandato que acaba. Esse debate só deve ocorrer na próxima legislatura. Essa discussão é iminentemente política e o local mais conveniente para ser feito é o Congresso.” Juntos e articulados
Enquanto travam luta paralela no parlamento e no Poder Judiciário, as centrais sindicais, juristas, acadêmicos e demais segmentos que compõem o Fórum em Defesa dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização preparam mobilizações para dialogar com a sociedade.
A CUT lançará em breve a atualização do Dossiê “Terceirização e Desenvolvimento uma conta que não fecha”, elaborado originalmente em 2011, que trata do impacto da terceirização sobre os trabalhadores e propostas para garantir a igualdade de direitos e, ainda, prepara um livro com artigos sobre o tema.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) fará até o final de setembro um Dia Nacional de Luta contra a Terceirização, com paralisação parcial da categoria.
Já a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) ingressará no STF com “Amicus Curiae” (amigo da Corte) no recurso sobre terceirização ainda neste mês. Prepara também uma carta compromisso aos candidatos à presidência da República.
Professores universitários (USP e UFBA), juristas e estudiosos das relações de trabalho no Brasil também publicaram nesta segunda (8) uma “Carta Aberta à Classe Trabalhadora e aos Presidenciáveis” em que criticam a terceirização.
Sinal de que o primeiro passo para governar com a maioria é o óbvio diálogo com a sociedade.
Arquitetos e urbanistas mobilizados pelo salário mínimo profissional em Brasília
Jornalista: sindicato
Arquitetos e urbanistas de todo o Brasil participam na próxima sexta-feira (5 de setembro), em Brasília, de Seminário Nacional SMP – Salário Mínimo Profissional promovido pela Federação Nacional dos Arquitetos (FNA) com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). O objetivo do encontro, que será realizado das 9h às 12h e das 14h às 18h, no auditório do Hotel Brasília Imperial, é reunir os sindicatos de todos os estados para tratar questões referentes ao salário mínimo profissional. São 150 vagas e o credenciamento será realizado no local.
Farão parte da mesa de debate o presidente da FNA, Jeferson Salazar, o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, e a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa. A expectativa é que esteja presente também o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Messias. Entre os palestrantes está o arquiteto e urbanista Ângelo Marcos Vieira de Arruda, ex-presidente da FNA e membro do conselho consultivo da Federação; o advogado da FNA, Filipe Diffini Santa Maria; e o coordenador da Comissão de Exercício Profissional (CEP) do CAU/BR, Francisco de Oliveira.
Na pauta do seminário, está o SMP e sua aplicabilidade aos celetistas e estatutários, o aperfeiçoamento da Resolução 38 do CAU/BR, a jornada de trabalho de 4 horas e proporcionalidade da remuneração disposta na Lei 4.950-A/66, e a proposta de criação das Redes Estaduais de Fiscalização do Salário Mínimo Profissional do arquiteto e urbanista.
Também farão parte do debate as demandas encaminhadas nos seminários regionais realizados em 15 estados.
O seminário terá transmissão ao vivo pelo CAU/BR. O Hotel Brasília Imperial fica no SHS Setor Hoteleiro Sul, quadra 3, bloco H, próximo ao Pátio Brasil. Seminários regionais
Nos últimos dois meses, foram promovidos seminários estaduais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Bahia, Pará, Paraíba, Piauí e Acre. As principais contribuições fornecidas pelos sindicatos serão compiladas para apresentação no evento nacional.
Ao final do Seminário Nacional, será produzido um livreto, em parceria com o CAU/BR, que servirá para a divulgação da Lei 4.950A/66, que dispõe sobre a remuneração de profissionais diplomados em Arquitetura e Urbanismo, entre outras profissões, como orientação para contratantes e como material de apoio à fiscalização dos CAU/UF e Distrito Federal.
Inscrições para o Prêmio Gushiken de Jornalismo vão até o dia 12. Participe!
Jornalista: sindicato
Faltam alguns dias para o encerramento das inscrições para o Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular, uma iniciativa da CUT Brasília como parte das comemorações dos seus 30 anos de fundação.
A inscrição deve ser feita até o dia 12 de setembro, mediante preenchimento de ficha própria, disponível no site da entidade (www.cutbrasilia.org.br), à qual deverá ser anexado, no momento do envio, o arquivo digital do trabalho concorrente, no formato correspondente à categoria pretendida.
Acesse aqui (http://bit.ly/1oAgSM8) a ficha de inscrição e Regulamento do Prêmio.
São oito categorias em disputa: Artes, Fotografia, Televisão e Vídeos, Rádio, Impresso, Internet, Especial e produção universitária.
O Prêmio tem como finalidade reconhecer os trabalhos de profissionais e dirigentes que colaboram para a promoção da comunicação sindical e popular, para a defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores e da população excluída, para as lutas por justiça e igualdade social e para a democratização dos meios de comunicação. Além disso, procura estimular a produção e a pesquisa de estudantes universitários sobre a comunicação sindical e popular. Premiação
A premiação da primeira edição do concurso está prevista para 13 de outubro deste ano, em local a ser anunciado.
Entre os oito ganhadores finais (um por categoria), será escolhido o vencedor geral e um segundo colocado. O primeiro ganhará viagem para Porto Seguro, com estada de uma semana , direito a um ou uma acompanhante e despesas pagas (passagens aéreas, alimentação e deslocamentos), mais um prêmio em dinheiro. O segundo colocado receberá prêmio em dinheiro.
Então, não perca tempo. Inscreva o seu trabalho e seja também protagonista desta história de lutas e conquistas da CUT Brasília.