Nova diretoria do Sindicato dos Arquitetos (Sinarq) toma posse no dia 8
Jornalista: sindicato
O Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal (Sinarq-DF) já tem nova diretoria eleita. A posse está prevista para o próximo dia 8 de setembro. Realizada em agosto deste ano, a eleição definiu a diretoria Executiva e o Conselho Fiscal ( titulares e suplentes), para o período entre 2014 e 2018.
De acordo com informações da diretora financeira, Elza Kunze, entre os novos desafios da gestão estão a realização do projeto Arquitetura no Deck Norte – ação que tem como proposta reunir mensalmente os arquitetos para discutir os problemas arquitetônicos da cidade -, a filiação de novos associados e realizar um seminário de exercício profissional previsto para acontecer em outubro de 2014.
Além destas iniciativas, o Sinarq-DF realizará entre os dias 1º e 10 de setembro, no shopping Casa Park, a Mostra de Arquitetura 2014. O evento reunirá projetos desenvolvidos no trabalho de formatura e graduação (TFG) de alunos das 11 instituições de ensino superior de Brasília que oferecem o curso de Arquitetura. A intenção é introduzir o jovem no mercado de trabalho, divulgar o papel do arquiteto e apresentar à comunidade os trabalhos desses novos profissionais.
Atualmente a sede do Sinarq-DF está instalada no Deck Norte, em um prédio novo de shopping comercial.
Eis a nova Diretoria do Sinarq: Diretoria Executiva
Eliete de Pinho Araujo;
Elza Kunze Bastos;
Maria José Ribeiro Custódio;
Ricardo Meira;
Vanderson da Silva de Oliveira;
Veridiana Maria Pontes de Faria;
Yara Regina Oliveira;
Yone Roberta de Souza
Conselho Fiscal:
(Titulares)
Angelina Nardelli Guaglia Berçot
Osvaldo Remigio Pontalti
Denise Albuquerque Suplentes
Frederico Flosculo;
Maria Alice Sampaio;
Lutero Leme
Sindicato dos Servidores Municipais de São João D’aliança volta a negociar com prefeitura
Jornalista: sindicato
Os professores de São João D’aliança, município de Goiás, recusaram parte da proposta apresentada pelo prefeito, Atos Antônio Cerranato. A decisão foi tomada em assembleia realizada na última sexta-feira, dia 29. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São João D’aliança se reunirá novamente com a prefeitura nesta quarta-feira (3), para tentar renegociar a pauta dos professores.
A categoria aceitou a proposta do prefeito do município de reajuste do Piso Salarial do Magistério em 8,32%, índice estabelecido nacionalmente, pelo governo federal. Conforme a legislação vigente, a correção do Piso do Magistério reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divergência foi quanto ao pagamento retroativo do percentual de reajuste à janeiro deste ano. O prefeito de São João D’aliança quer pagar o montante dividido em 12 vezes, com a primeira parcela em janeiro de 2015. Já a categoria exige que o valor seja pago em, no máximo, oito vezes, com a primeira parcela em novembro deste ano.
“Vamos voltar a conversar com a prefeitura e solicitar que a exigência da categoria seja cumprida. A greve não está descartada”, alerta o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São João D’aliança, Leonídio Pimentel Farias.
Sindsep completa 27 anos de lutas e conquistas e comemora com festa no dia 5
Jornalista: sindicato
O Sindsep-DF prepara uma grande festa para comemorar junto com seus filiados 27 anos de atividades políticas e sindicais. Fundado em 28 de agosto de 1987, o Sindsep-DF foi o primeiro sindicato de servidor público no Brasil, criado antes mesmo da promulgação da Constituição brasileira de 1988. O evento será no dia 5 de setembro, no Minas Brasília Tênis Clube. A comemoração terá como atrações a cantora Rosemaria, a dupla sertaneja Pedro Paulo & Matheus e a banda Squema Seis. Ingressos serão distribuídos aos filiados na sede do sindicato e nas Seções Sindicais nos locais de trabalho.
A trajetória de lutas do Sindsep-DF remonta à própria história da CUT Brasília, da qual participou ativamente da fundação há 30 anos, ainda na condição de associação, vez que naquela época os servidores públicos não podiam ter representação sindical. Inclusive, a servidora Maria Laura Sales Pinheiro integrou a primeira direção estadual da CUT Brasília.
Fruto de uma luta pioneira e da determinação dos servidores em se organizar para barrar as investidas contra a categoria e avançar nas conquistas, o Sindsep-DF foi o primeiro sindicato de servidor público no Brasil, fundado em 28 de agosto de 1987, apenas três após a criação da CUT local e antes mesmo da Constituição de 1988.
Ao longo desses anos, o Sindsep-DF foi determinante para que os servidores conquistassem o Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90), a estabilidade no emprego, a direito de organização sindical, a abertura de concurso público, liberação do FGTS, incorporação dos 28,86%, ganho de ações dos 3,17% e da Gratificação de Atividade Executiva (GAE), retorno dos anistiados, ampliação da Licença Maternidade, ganho de ações que garantem a equiparação de gratificações de desempenho entre ativos/aposentados/pensionistas, reajuste do auxílio-alimentação; entre tantas outras.entre tantos outras significativas vitórias
Como não poderia ser diferente, o Sindicato prossegue em sua história de luta, tendo como foco para 2014 a reconquista da data-base e regulamentação da negociação coletiva no setor público (Convenção 151 da OIT).
“A CUT Brasília se orgulha de ter entre seus fundadores e filiados o Sindsep, uma entidade valorosa na defesa dos interesses dos servidores federais e participante ativa da organização da classe trabalhadora de Brasília, do Entorno do DF e de todo o país. O Sindsep e os servidores sempre estão nas lutas, solidarizando-se com outros trabalhadores e categorias, contribuindo para a redemocratização e para a construção de um projeto de desenvolvimento social e político de interesse da classe trabalhadora. Nossos parabéns aos servidores federais que construíram e mantêm uma entidade forte, comprometida e combativa”, afirma Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.
Professores de São João D’aliança exigem piso e aprovam indicativo de greve
Jornalista: sindicato
Os mais de cem professores da rede pública de ensino de São João D’aliança, município goiano próximo ao Distrito Federal, cruzaram os braços nessa terça-feira (26) em protesto contra falta do pagamento do Piso Salarial do Magistério, estipulado atualmente em R$ 1.567. A categoria realizou assembleia e aprovou greve a partir da próxima semana, caso a prefeitura não cumpra a Lei do Piso.
“Nós queremos que o prefeito pague aos professores o que a Lei diz. Desde janeiro que a categoria recebe valor inferior a este piso. O prefeito sempre fica na promessa. Ele já chegou até a assinar ata se comprometendo a realizar o pagamento, mas nada foi feito. Agora cansamos. Se ele não atender a nossa reivindicação, partiremos para a greve”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São João D’aliança, Leonídio Pimentel.
De acordo com o dirigente sindical, o prefeito de São João D’aliança, Atos Antônio Cerranato, agendou com a comissão de representantes dos professores do município três reuniões para tratar da reivindicação. A primeira será realizada nesta quarta-feira (27) e a última, na sexta (29).
O diretor da CUT Brasília, Francisco Hélio de Barros, acompanhou a mobilização em São João D’Aliança, levando apoio dos sindicatos CUTistas aos professores municipais e colocando a estrutura da Central a serviço do movimento, cujo sucesso é importante para dar um salto de qualidade na educação e para melhorar a qualidade de vida dos profissionais do setor. Lei do Piso do Magistério
Promulgada em 2008, a Lei 11.738/08, que estabelece o Piso Nacional do Magistério, ainda não é aplicada em todos os estados brasileiros. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, penas Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins cumprem a lei na totalidade (clique aqui para ver levantamento completo).
Conforme a legislação vigente, a correção do Piso do Magistério reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Neste ano, o cálculo para reajuste do Piso foi de 8,32%. Fonte: Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Aruc promove feijoada neste sábado (30) em homenagem aos 30 anos da CUT Brasília
Jornalista: sindicato
Um dia de muito samba acompanhado de tradicional feijoada também marcará o 30º aniversário da Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília. A festa marcada para acontecer no dia 30 de agosto, das 12 às 17 horas, será realizada na Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc), localizada na Área Especial 8 – Sres – Cruzeiro Velho.
A atração da festa fica por conta do Grupo Luz do Samba, que há 26 anos apresenta a autêntica cultura carioca tocando os clássicos do samba de raiz. O convite individual para a feijoada em comemoração aos 30 anos da CUT Brasília custará R$ 25,00.
O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, defende a importância da cultura popular como um instrumento de integração social, formador de identidade e resgate da cidadania na luta dos trabalhadores. “É pela militância e pela cultura que a sociedade realiza suas reflexões críticas e define seus ideais, valores e comportamentos sociais. “Essa festa promovida pela Aruc é uma homenagem à classe trabalhadora. É de fundamental importância a participação dos movimentos sociais e sindicatos filiados nesse momento de celebração”, ressalta.
Segundo Márcio Coutinho, o Careca, presidente da Aruc, a escola de samba sempre se identificou com a idoneidade, a representatividade e a combatividade apresentadas pela CUT Brasília e destaca a parceria de amizade no trabalho e nas atividades sociais que as duas instituições desenvolvem para seus filiados. “Queremos chamar a atenção para que a sociedade tenha um conhecimento amplo do valor da CUT Brasília na busca de qualidade de vida para todos em todos os sentidos. Nossa intenção é que essa integração entre CUT e Aruc também seja consolidada nas áreas esportiva e cultural”. Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Mulheres recordam construção do sindicalismo feminista na CUT
Jornalista: sindicato
Histórias, recordações emocionadas e um balanço de conquistas e desafios marcam a trajetória das mulheres cutistas na sociedade, no trabalho e na vida. Desde a fundação da CUT, há três décadas, foram muitas e árduas as lutas por mais espaço e compreensão à participação e às pautas das mulheres, à voz e ao poder de decisão no mundo sindical e, fora dele, para ampliar direitos e buscar a tão almejada igualdade de gênero.
O diálogo com o feminismo, a ampliação do olhar sobre as relações sociais, com a adoção de novas práticas no sindicalismo e a conquista de maior representatividade na Central, são avanços a celebrar, além do funcionamento ininterrupto de uma instância de mulheres nos 30 anos da CUT.
As narrativas sobre esses incansáveis embates femininos foram compartilhadas numa roda de conversa realizada pela CUT São Paulo no último dia 19, que contou, entre outras companheiras, com a presença das irmãs Didice Godinho Delgado – primeira coordenadora da Comissão Nacional sobre a Questão da Mulher Trabalhadora da CUT (CNMT) – e Tatau Godinho – secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).
Assistente social, Didice vive fora do Brasil há 17 anos e coordenou a CNMT de 1987 a 1993 e, mesmo após a saída da Central, manteve sua colaboração como militante, especialmente em trabalhos de assessoria e formação. Foi uma das principais responsáveis pelas articulações e pela proposta que resultou, em 1986, na criação da Comissão, então vinculada à Secretaria de Política Sindical. Fruto dessa luta, nasceu a Secretaria Nacional sobre a Mulher Trabalhadora (SNMT-CUT), aprovada por unanimidade em 2003, no VIII Congresso Nacional da CUT (Concut).
“Começamos a discutir a proposta de criar uma instância de mulheres da CUT em 1985, num processo que começou com a colaboração de várias feministas que militavam no movimento autônomo. Foram reuniões com sindicalistas urbanas e rurais de todo o Brasil até chegar à formulação que foi resultado dessa construção coletiva”, relata Didice sobre o período em que enfrentaram as barreiras da mentalidade machista, segundo a qual elas podiam participar dos sindicatos, mas com limitações.
As mulheres tinham dificuldade de participar dos congressos e plenárias por não serem da direção executiva e também eram convencidas de que a participação dos homens, em cargos como a tesouraria, era mais importante do que a delas, recorda Maria Mendes, que coordenou a 1ª Comissão Estadual sobre a Mulher Trabalhadora da CUT/SP – primeira a ser criada no Brasil após resolução do II Concut – ao comentar o preconceito e a discriminação sofridos. “Havia reuniões em que saíamos chorando, mas com a convicção de que íamos vencer”. Feminismo e sindicalismo – Com a participação das mulheres cada vez maior no mercado e toda a desigualdade enfrentada no trabalho, gradualmente – e graças às pressões internas das recém-surgidas feministas cutistas – os dirigentes foram se convencendo e compreendendo a importância estratégica da representação das mulheres nos sindicatos – pois, afinal, A classe operária tem dois sexos, como reflete o livro de mesmo nome publicado em 1991, com artigos e ensaios teóricos de Elizabeth Souza-Lobo, uma das muitas feministas que colaboraram com as cutistas.
A formação das lideranças foi priorizada, discutindo a situação das trabalhadoras e a relação entre classe e gênero numa perspectiva feminista, “no sentido de que fôssemos sindicalistas empoderadas, sabendo tomar decisões e criando espaços de autonomia. Queríamos ser reconhecidas como feministas dentro do movimento sindical”, ressalta Didice.
Para a formação e a articulação nacional das sindicalistas, bastante complicadas na época devido às distâncias e à falta de recursos, a ex-dirigente destacou a solidariedade de organizações internacionais como a Fundação Friedrich Ebert – FES, e a Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres – CIOSL (que, unificada à Confederação Mundial do Trabalho, resultou no surgimento da Confederação Sindical Internacional – CSI, em 2006).
No processo de lutas por mais espaço no sindicalismo, Didice e Tatau também destacam a relevância da cota mínima de 30% de mulheres na direção da Central, definida em 1993 e, claro, a conquista da paridade que passa a vigorar nas instâncias orgânicas a partir de 2015.
E da mesma forma que no socialismo, há diferentes visões sobre o feminismo e os caminhos para construção, opina Tatau. Para ela, “feminismo é construir a igualdade de gênero com mulheres autônomas, capazes de conduzir suas vidas e ajudar a dirigir as coisas no mundo. Para isso, temos que estar em todos os espaços, mobilizadas, organizadas e com essa consciência e reivindicações se desdobrando”
Forjada no sindicalismo cutista, Denise Motta Dau, secretária municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo, avalia a cota de gênero como medida “decisiva e de peso não só pra CUT, mas também com impacto nas outras centrais. Foi um momento em que, além da unidade, conseguimos sentar para planejar a defesa da proposta”.
Porém, além das estruturas de poder internas, era preciso atingir o conjunto de mulheres externamente com a incorporação das suas especificidades nos acordos coletivos. Segundo Denise, em meio à ansiedade gerada com o forte debate teórico sobre a desigualdade nas relações sociais, as cláusulas de gênero representaram uma resposta concreta e objetiva à questão no mundo do trabalho.
“Se a classe trabalhadora tem dois sexos e se o sindicato quer representá-las, dialogar e não perder base, terá que incorporar essa agenda. Quando isso se concretizou, as sindicalistas feministas conseguiram mais identidade, a partir desse papel nas negociações coletivas”, diz Denise. Rompendo barreiras – Trabalho coletivo, união feminina e estratégias de negociação que permitiram dialogar com todas as forças políticas internas foram essenciais para superar as divergências e construir os espaços de articulação ao longo da história das mulheres na Central.
“Não temos medo de briga e temos convicção da nossa luta para construir um mundo com igualdade para mulheres e homens. Ninguém respeita se não achar que é igual”, afirma Tatau.
Mas em meio aos obstáculos, alertam, é preciso cuidado com armadilhas que podem surgir em situações nas quais as sindicalistas acabam ficando em grupos opostos na defesa de propostas, dando margem a comentários masculinos que insinuam divisionismo e desentendimento entre as mulheres. “No entanto, é mais do que legítimo que mulheres tenham opiniões diferentes”, ressalta Didice.
Nestes casos, permanecem a coletividade e a união, ressalta a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT/SP, Sônia Auxiliadora. “Na disputa da paridade, combinamos que, se houvesse problemas para fazer o debate no sindicato, levaríamos outra companheira para discutir a questão com o objetivo de proteger nossas mulheres, pois sabíamos das dificuldades e deu certo”. A dirigente também celebra o crescente aumento da participação feminina nos congressos, que chegou a mais de 40% no 11º Concut, em 2012.
Secretária de Imprensa da CUT/SP, Adriana Magalhães ressaltou a emoção de ouvir as narrativas das lideranças que abriram caminho a outras mulheres na Central, num encontro que permitiu compartilhar vivências, lutas e táticas. “Se há dificuldades ainda hoje, imaginamos as que vocês enfrentaram para que a luta avançasse e a política para as mulheres tivesse o destaque que hoje tem na CUT, pois continuamos sendo uma central sindical de referência no protagonismo feminino”, conclui.
(Do Portal CUT)
Fundada a duras penas antes ainda da redemocratização do país, em 1984, a CUT-DF completa neste ano três décadas de resistência ao capitalismo selvagem e à opressão da classe trabalhadora e em busca do socialismo. Para homenagear os 30 anos de fundação da CUT-DF, houve sessão solene nessa segunda-feira (25), na Câmara Legislativa. Foi um momento não de congratulações, mas também de reflexão, especialmente sobre o desafio para o próximo período de trazer a juventude para reforçar a luta do movimento e renovar os quadros sindicais.
“Nossa missão é levar fé e esperança à sociedade para que ela acredite em um futuro melhor. Ser militante CUTista não é apenas estar sindicalizado, mas, acima de tudo, acreditar e lutar pelos princípios de autonomia sindical, solidariedade de classe e a busca pelo socialismo. Neste sentido, a juventude se faz essencial no nosso movimento. Junto com um trabalho de formação e de comunicação, temos que ouvir, dialogar e construir com a juventude”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Britto.
Para o secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional, Antônio Lisboa, “em todas as ocasiões que proporcionaram ao Brasil ser um país melhor, a CUT esteve presente, tomando iniciativa ou como parceira. Foi assim no impeachment de Collor, nas Diretas Já!, na Marcha dos 100 mil e em tantas outras datas históricas”. O dirigente da CUT Nacional avalia ainda que, apesar de ser protagonista de marcos para o estabelecimento da democracia no Brasil, ainda há um importante passo a ser dado pela CUT, considerado por ele “o maior desafio da Central”: o “reencantamento da juventude”.
O deputado estadual Chico Vigilante (PT), idealizador da sessão solene, integrou, como presidente, a primeira direção executiva da CUT-DF. “Naquela época, não tínhamos nenhuma estrutura. Nós mesmos, os dirigentes, limpávamos o banheiro, varríamos o chão, dividíamos marmita, escrevíamos e distribuíamos os materiais de comunicação”, lembra, como se fosse fato recente, o vigilante que se tornou parlamentar. Para Chico Vigilante, a CUT é “o mais importante instrumento de libertação da classe trabalhadora”.
A grandeza da CUT-DF, como ferramenta de transformação social, também é reconhecida pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF). Bancária e ex-presidenta da Central, ela afirma que a CUT Brasília é a representação da história do povo brasileiro. “A CUT nasce da natureza do ser brasileiro, que é filho da senzala e da Casa Grande, mas também é filho de Zumbi dos Palmares, de Margarida Alves, de Anita Garibaldi e de tantos outros. A CUT nasce guerreira e se consolida instrumento de transformação da sociedade brasileira”, declarou. Dia dos Bancários
Além dos 30 anos da CUT-DF, a sessão solene convocada pelo deputado Chico Vigilante homenageou também o Dia do Bancário, comemorado em 28 de agosto – marco das lutas históricas da categoria por melhores condições de trabalho.
O secretário de Finanças do Sindicato dos Bancários de Brasília, Wandeir Severo, considerou que a história da CUT-DF se confunde com a história dos bancários e do Sindicato. “Durante essas três décadas de existência, os bancários não deixaram de participar da CUT, das suas decisões, das suas plenárias. Assim como a Central nunca deixou de apoiar nossa categoria nos momentos mais cruciais. Agora, por exemplo, estamos em uma Campanha Salarial, que não aconteceria sem a ajuda da CUT e a solidariedade dos sindicatos filiados”.
Ele destaca que os principais desafios dos trabalhadores bancários tratam da saúde do trabalhador e qualidade de vida. “O trabalhador bancário tem adoecido consideravelmente, com a apresentação, inclusive, de casos de suicídio. Tudo isso pelo excesso da carga de trabalho, pela exigência do cumprimento de metas que beiram o absurdo. Outra grande dificuldade nossa se apresenta com a terceirização dos trabalhos. Os bancários conseguiram uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional e com direitos essenciais. Com isso, os patrões tentam tirar esses direitos constantemente, tentam dividir a categoria. E o que nós queremos é unir todo o ramo financeiro dentro dessa Convenção Coletiva”, afirma o dirigente sindical. Mais comemoração
Um dia de muito samba acompanhado de tradicional feijoada também marcará o 30º aniversário da CUT. A festa marcada para acontecer no dia 30 de agosto, das 12h às 17h, será realizada na Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc). A atração da festa fica por conta do Grupo Luz do Samba, que há 26 anos apresenta a autêntica cultura carioca tocando os clássicos do samba de raiz. O convite individual pode ser comprado por R$ 25,00.
Também no dia 30, o Sindicato dos Bancários de Brasília comemora o Dia do Bancário com a tradicional Festa dos Bancários, que, nesta edição, traz como atração principal o guitarrista, cantor e compositor Jorge Ben Jor. A Festa será na AABB e também terá apresentações das bandas Suprema e Satisfaction e do DJ Tadeu Miura.
(Do Portal CUT)
Homenagem à CUT Brasília aponta integração da juventude como desafio
Jornalista: sindicato
Fundada a duras penas antes ainda da redemocratização do país, em 1984, a CUT Brasília completa neste ano três décadas de resistência ao capitalismo selvagem e à opressão da classe trabalhadora e em busca do socialismo. Para homenagear os 30 anos de fundação da CUT Brasília, houve sessão solene nessa segunda-feira (25), na Câmara Legislativa. Foi um momento não de congratulações mas também de reflexão, especialmente sobre o desafio para o próximo período de trazer a juventude para reforçar a luta do movimento e renovar os quadros sindicais.
“Nossa missão é levar fé e esperança à sociedade para que ela acredite em um futuro melhor. Ser militante CUTista não é apenas estar sindicalizado, mas, acima de tudo, acreditar e lutar pelos princípios de autonomia sindical, solidariedade de classe e a busca pelo socialismo. Neste sentido, a juventude se faz essencial no nosso movimento. Junto com um trabalho de formação e de comunicação, temos que ouvir, dialogar e construir com a juventude”, disse o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
Para o secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional, Antônio Lisboa, “em todas as ocasiões que proporcionaram ao Brasil ser um país melhor, a CUT esteve presente, tomando iniciativa ou como parceira. Foi assim no impeachment de Collor, nas Diretas Já!, na Marcha dos 100 mil e em tantas outras datas históricas”. O dirigente da CUT Nacional avalia ainda que, apesar de ser protagonista de marcos para o estabelecimento da democracia no Brasil, ainda há um importante passo a ser dado pela CUT, considerado por ele “o maior desafio da Central”: o “reencantamento da juventude”.
O deputado estadual Chico Vigilante (PT), idealizador da sessão solene, integrou, como presidente, a primeira direção executiva da CUT Brasília. “Naquela época, não tínhamos nenhuma estrutura. Nós mesmos, os dirigentes, limpávamos o banheiro, varríamos o chão, dividíamos marmita, escrevíamos e distribuíamos os materiais de comunicação”, lembra, como se fosse fato recente, o vigilante que se tornou parlamentar. Para Chico Vigilante, a CUT é “o mais importante instrumento de libertação da classe trabalhadora”.
A grandeza da CUT Brasília, como ferramenta de transformação social, também é reconhecida pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF). Bancária e ex-presidenta da Central, ela afirma que a CUT Brasília é a representação da história do povo brasileiro. “A CUT nasce da natureza do ser brasileiro, que é filho da senzala e da Casa Grande, mas também é filho de Zumbi dos Palmares, de Margarida Alves, de Anita Garibaldi e de tantos outros. A CUT nasce guerreira e se consolida instrumento de transformação da sociedade brasileira”, declarou. Dia dos Bancários
Além dos 30 anos da CUT Brasília, a sessão solene convocada pelo deputado Chico Vigilante homenageou também o Dia do Bancário, comemorado em 28 de agosto – marco das lutas históricas da categoria por melhores condições de trabalho.
O secretário de Finanças do Sindicato dos Bancários de Brasília, Wandeir Severo, considerou que a história da CUT Brasília se confunde com a história dos bancários e do Sindicato. “Durante essas três décadas de existência, os bancários não deixaram de participar da CUT, das suas decisões, das suas plenárias. Assim como a Central nunca deixou de apoiar nossa categoria nos momentos mais cruciais. Agora, por exemplo, estamos em uma Campanha Salarial, que não aconteceria sem a ajuda da CUT e a solidariedade dos sindicatos filiados”.
Ele destaca que os principais desafios dos trabalhadores bancários tratam da saúde do trabalhador e qualidade de vida. “O trabalhador bancário tem adoecido consideravelmente, com a apresentação, inclusive, de casos de suicídio. Tudo isso pelo excesso da carga de trabalho, pela exigência do cumprimento de metas que beiram o absurdo. Outra grande dificuldade nossa se apresenta com a terceirização dos trabalhos. Os bancários conseguiram uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional e com direitos essenciais. Com isso, os patrões tentam tirar esses direitos constantemente, tentam dividir a categoria. E o que nós queremos é unir todo o ramo financeiro dentro dessa Convenção Coletiva”, afirma o dirigente sindical. Mais comemoração
Um dia de muito samba acompanhado de tradicional feijoada também marcará o 30º aniversário da CUT Brasília. A festa marcada para acontecer no dia 30 de agosto, das 12h às 17h, será realizada na Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc). A atração da festa fica por conta do Grupo Luz do Samba, que há 26 anos apresenta a autêntica cultura carioca tocando os clássicos do samba de raiz. O convite individual pode ser comprado por R$ 25,00.
Também no dia 30, o Sindicato dos Bancários de Brasília comemora o Dia do Bancário com a tradicional Festa dos Bancários, que, nesta edição, traz como atração principal o guitarrista, cantor e compositor Jorge Ben Jor. A Festa será na AABB e também terá apresentações das bandas Suprema e Satisfaction e do DJ Tadeu Miura.
Paralisação de terceirizados da Saúde pode ser ampliada nesta quarta (27)
Jornalista: sindicato
Os trabalhadores terceirizados da área de limpeza e conservação do Hospital de Base de Brasília e da Farmácia do SIA (ligada à Secretaria de Saúde do DF) deverão paralisar totalmente os trabalhos a partir desta quarta-feira (27) caso a empresa Juiz de Fora não pague o auxílio alimentação, atrasado desde o último dia 10. Parte dos trabalhadores já cruzou os braços nesta terça-feira (26), como forma de pressionar a empresa a pagar o direito. Até o fechamento desta matéria, nenhum valor havia sido depositado pela empresa.
De acordo com o Sindiserviços-DF, sindicato que representa a categoria, o desrespeito da Juiz de Fora com os trabalhadores, através do atrasos do pagamento de salários e direitos, é antigo. O Governo do Distrito Federal, que tem outros contratos com a Juiz de Fora além dos firmados para os serviços de limpeza e conservação do Hospital de Base e da Farmácia do SIA, ainda não tomou providência contratual por causa da quebra dos direitos trabalhistas dos terceirizados. História que se repete
Os trabalhadores terceirizados da área de limpeza e conservação das escolas públicas do DF, ligados à empresa Juiz de Fora, paralisaram as atividades por três dias. O motivo da ação também foi o atraso no pagamento do auxílio alimentação.
No dia 21 deste mês, os trabalhadores ocuparam o pátio da empresa e a representação patronal se viu obrigada a assinar documento se comprometendo a quitar a dívida com todos os seus prestadores de serviços e respeitar os direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Os trabalhadores já receberam os valores devidos.
Reforma política só sairá do papel com pressão popular, diz presidente da CUT
Jornalista: sindicato
O debate sobre reforma política saiu do campo das abstrações e já faz parte da realidade, da rotina da sociedade civil organizada que sempre lutou para transformar o Brasil em um país justo e igualitário. Isso tem ficado evidente nos debates e mobilizações para realização do Plebiscito sobre a Reforma do Sistema Político brasileiro.
Na noite desta segunda-feira (25), centenas de militantes, sindicalistas e parlamentares, lotaram o auditório da Casa de Portugal, em São Paulo, para participar do debate “Reforma Política e Cidadania”, organizado pelo deputado federal Vicente Cândido, PT-SP.
Ao contrário dos manifestantes que saíram às ruas em junho de 2013 contra tudo que está aí, como se a solução para todos os problemas do Brasil fosse simplesmente acabar com a política e os políticos – o que já é uma ação política em si -, o debate sobre a reforma política tem uma proposta clara, com a exata dimensão da importância da política para o funcionamento da sociedade.
Isso ficou claro em todas as falas do debate de ontem. O objetivo não é uma reforma política que acabe com a política, pois sem política não há democracia nem liberdade. O objetivo é fortalecer a política que, em resumo, trata da participação direta da população e por meio de seus representantes. A necessidade de valorização da política obteve total consenso entre os debatedores, ao contrário do que pregam os conservadores quando estimulam a sociedade a não participar com argumentos que tratam a política como uma atividade menor e desprezível. Esta estrutura ruim que está aí é uma herança da ditadura e dos conservadores.
“A política regula a sociedade. Combater a política incentivando o povo a não participar é crime”, argumentou o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Para o dirigente, a reforma política vai contribuir para valorizar os partidos políticos, a definição de política como uma questão coletiva e, não, individual – o parlamentar tem de ter consciência de que deve satisfação ao partido e aos eleitores. “Quando votamos não estamos dando uma outorga para eles fazerem leis sem ouvir nossa opinião”.
O presidente da OAB Nacional, Marcus Vinícius, defendeu a consolidação da democracia brasileira por meio da reforma política. Para ele, quem faz discurso contra a política está saudoso do Regime Militar. “Reforma política deve vir para aprofundar a democracia brasileira”.
Os debatedores também foram enfáticos na defesa do financiamento público das campanhas políticas. Os argumentos foram, entre outros, a garantia de igualdade de oportunidades entre ricos e pobres nas disputas eleitorais e um dos principais artigos da Constituição, que diz que todo poder emana do povo e só ele pode participar da política, como lembrou Marcus Vinícius.
“Somente o povo pode definir os rumos de uma nação. As empresas não. Empresa não é povo, é atividade econômica, não é cidadão e a Constituição diz que todo poder emana do povo e só ele pode participar da política”, afirmou o presidente da OAB.
Vicente Cândido pediu ao público que fizesse uma reflexão sobre a reforma política, ressaltando que rever o sistema é absolutamente estratégico para melhoria da política brasileira e, consequentemente, para o funcionamento das instituições, em especial, executivo e legislativo.
Entre as questões que o deputado considerou fundamentais para o debate está a diversidade da população brasileira, que não está devidamente representada no Congresso Nacional – segundo ele, na Casa tem apenas 4% de mulheres e 6% de negros (50,7% da população do país, segundo o IBGE). No caso das mulheres, apesar de representarem 51,95% do eleitorado, não chega a 10% o número de deputadas e senadoras no Congresso.
Vagner salientou que a reforma política vai destravar as demais reformas que o Brasil tanto precisa, como a tributária, a agrária e a da comunicação. Mas, alertou, a reforma política só sairá do papel se a sociedade pressionar o Congresso e exigir as mudanças.
O presidente da CUT encerrou sua fala convocando a militância para o Plebiscito pela Reforma do Sistema Político brasileiro, que será realizado na semana da Pátria, dos dias 1º a 7, em todo o Brasil.
Nesses dias, urnas espalhadas por todo o Brasil vão coletar respostas para a seguinte pergunta: “Você é a favor da convocação de uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político? ( ) SIM ( ) NÃO.”
Além dos pontos de coleta de assinaturas, vamos receber votos pela internet.
Somente com o envolvimento de toda a sociedade conseguiremos alcançar os 10 milhões de votos para o “SIM” à reforma do sistema político. A votação massiva será um importante elemento de pressão política sobre as autoridades constituídas para a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva e soberana que terá a finalidade de debater e elaborar uma reforma ampla em todo o sistema político.
Vagner lembrou a militância e aos debatedores que o plebiscito foi uma das respostas da presidenta Dilma Rousseff às manifestações de junho de 2013, que cobraram mudanças na política e alertou: “A proposta foi engavetada por pressão do Congresso Nacional e de setores conservadores, que não querem a ampliação da democracia. É nosso dever tirá-la do papel”.
A proposta de reforma do sistema político discute, entre outras questões: o fim do financiamento empresarial de campanha eleitoral (ofinanciamento empresarial é antidemocrático e estimula a desigualdade – só quem é ligado a grupos econômicos é eleito), maior representação de mulheres, indígenas e negros no Congresso; e a construção de mecanismos de mais participação popular.
(Do Portal CUT)