Seminário nacional aponta ampliação da mobilização em defesa do emprego

O seminário “A Terceirização no Brasil: Impactos, resistências e lutas”, que está sendo realizado em Brasília, é a mais ampla coalizão de forças sociais já formadas no Brasil em defesa do emprego e contra as tentativas patronais de precarizar as relações de trabalho. Foi essa unidade e a mobilização dos trabalhadores que barraram no ano passado a aprovação do PL 4330 na Câmara dos Deputados. Mas são reais os riscos de serem aprovadas iniciativas patronais que ameaçam o emprego e aguardam decisão tanto no Congresso Nacional quanto no Supremo Tribunal Federal. É preciso estar alerta e manter a mobilização para barrar essas tentativas de precarização do trabalho.
Esse foi, em síntese, o teor das intervenções no primeiro dia do seminário “A Terceirização no Brasil: Impactos, resistências e lutas”, aberto nesta quinta-feira 14 no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), no Eixo Monumental, Praça do Buriti, em Brasília, e que termina nesta sexta 15.
Mais de 500 representantes de entidades sindicais e sociais participam do seminário, com grande presença de bancários de todo o país.
Promovido pelo Fórum Nacional Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização, em parceria com o Grupo de Pesquisa “Trabalho, Constituição e Cidadania”, vinculado à Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UNB), o seminário tem o objetivo de discutir e implementar ações contra os projetos de terceirização que tramitam na Câmara (PL 4330/2004) e no Senado (PLS 087/2013) e as perspectivas de julgamento de terceirização no STF, que neste momento analisa o Recurso Extraordinário apresentado pela empresa Celulose Nipo Brasileira (Cenibra), que havia sido condenada por terceirização ilícita em todas as instâncias da Justiça do Trabalho.
É hora de avanço, e não de retrocesso
“O seminário acontece em um momento importante, por três razões. Primeiro, porque vivemos um período de inclusão social que não permite essa ofensiva patronal contra os trabalhadores, como por exemplo o combate ao trabalho escravo e a regulamentação do trabalho doméstico”, disse Graça Costa, secretária de Relações do Trabalho da CUT Nacional.
“Segundo, estamos em um momento eleitoral importante, no qual precisamos fazer o debate para melhorar a composição do Congresso Nacional. Além disso, a luta de resistência que estamos fazendo no Brasil para impedir a precarização do trabalho é um exemplo para os trabalhadores de todo o mundo”, acrescentou Graça.
‘Unidade barrou ofensiva patronal’
“Nunca vi unidade e representatividade tão grande em torno de um objetivo, das entidades sindicais às associações de magistrados e a academia. Foi isso que barrou a ofensiva organizada pelo patronato que estava avançando no Congresso no ano passado”, disse na abertura do seminário o presidente da Associação Nacional de Procuradores de Trabalho (ANPT), Carlos Eduardo de Azevedo Lima.
“Mas essa ofensiva patronal, quando encontrou a nossa resistência, encontrou outros caminhos, virando suas baterias para o STF. Precisamos ficar atentos porque algo está sendo urdido, e não é a favor dos trabalhadores brasileiros”, acrescentou Azevedo Lima, sintetizando as opiniões dos participantes da mesa de abertura e das mesas subsequentes.
“Somos todos peças importantes nesse processo. E todos precisamos agir. Não podemos permitir o retrocesso. Oxalá consigamos uma audiência pública no STF”, declarou Paulo Schmidt, presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), referindo-se à ampla coalizão de entidades que formam o Fórum Nacional Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização, entre elas a CUT, a Contraf, a Intersindical, ANPT, Cesit/Unicamp, OAB, FES, Industriall, Confederação Sindical Internacional (CSI), Faculdade de Direito da Universidade de Brasília.
Programação
Quinta – 14 de agosto 
Sexta – 15 de agosto
Mesa 1 (8h30 – 10h30)
A Terceirização e as Pesquisas Sociais – impactos no mundo do trabalho público e privado.
Coordenação: Marilane Teixeira, Economista, Pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho – Cesit/IE/Unicamp.
Apresentações:
A Terceirização: Justiça do Trabalho e regulação: setor papel e celulose – Profª. Drª. Magda Barros Biavaschi, pesquisadora do Cesit/IE/Unicamp sobre a Justiça do Trabalho e a Terceirização: “A Terceirização e a Justiça do Trabalho: diversidades regionais” e coordenadora do eixo terceirização do Projeto Temático “Contradições do Trabalho no Brasil Atual: formalização, precariedade, terceirização e regulação”. Desembargadora aposentada do TRT4 e Professora Colaboradora do IE/Unicamp e do IFCH.
A Terceirização no setor privado – Profª. Drª. Gabriela Neves Delgado, Professora Adjunta de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília e líder do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Constituição e Cidadania” da Faculdade de Direito da UnB.
Trabalho e subjetividade: efeitos da terceirização – Prof. Dr. Cristiano Paixão, Procurador do Trabalho, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília e integrante do grupo de pesquisa “Trabalho, Constituição e Cidadania”.
A Terceirização no setor petroquímico – Profª. Drª. Maria da Graça Druck, Professora Associada III do Departamento de Sociologia da FFCH da Universidade Federal da Bahia, pesquisadora do CRH/UFBA e do CNPq. Líder do Grupo de pesquisa “Trabalho, precarização e resistências”.
A Terceirização no setor bancário – Grijalbo Coutinho, Juiz do Trabalho e Mestrando em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Coffee break
Mesa 2 (10h45 – 12h45)
A Terceirização, acidentes de trabalho e adoecimento: o sistema de fiscalização brasileiro.
Coordenação: Luiz Salvador, Vice-Presidente Executivo da Associação Latino Americana de Advogados Laboralistas – ALAL.
Apresentações:
Terceirização e os limites do assalariamento: mortes e trabalho análogo ao escravo – Vitor Filgueiras, pesquisador do Cesit/IE/Unicamp, integrante do grupo de pesquisa “Indicadores de regulação do emprego no Brasil”, Auditor Fiscal do Trabalho.
Adoecimento profissional e terceirização: indicadores – Profª. Drª. Margarida Barreto, Médica do trabalho, Doutora em Psicologia Social pela PUC/SP, Vice-coordenadora do Núcleo de Estudos Psicossociais da Dialética Exclusão Inclusão Social – Nexin/PUC/SP.
As Ações Civis Públicas e o combate aos riscos criados pela terceirização – Prof. Dr. Ricardo José Macedo de Brito Pereira, Subprocurador do Trabalho, Pesquisador Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Brasília, co-líder do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Constituição e Cidadania”.
A terceirização e os acidentes de trabalho no setor petroleiro – Anselmo Ruoso, Petroleiro e Dirigente Sindical (Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina).
A terceirização e o adoecimento no setor bancário: Miguel Pereira, Dirigente Sindical, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
INTERVALO PARA ALMOÇO
Mesa 3 (14h30 – 17h)
Terceirização e atores sociais e coletivos: estratégias e regulamentação
Coordenação: representante do Grupo de Trabalho de Terceirização da CUT.
Participação – integrantes do Forum e entidades de assessoria sindical (CUT, CTB, Intersindical, Industriall, Confederação Sindical Internacional (CSI), Anamatra, Alal, ANPT, Abrat, Dieese).
Coffee break
Conferência de encerramento (17h30 – 19h0)
A Terceirização: precarização, desafios e possibilidades de superação no mundo do trabalho contemporâneo.
Conferencista: Prof. Dr. Ricardo Antunes, Professor Titular de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.
Coordenação: Profª Drª Gabriela Neves Delgado – Professora Adjunta de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília – Líder do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Constituição e Cidadania”.
Debatedores: Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, e Helder Santos Amorim, Procurador do Trabalho.
19h – Saudação de encerramento: Ricardo Paiva, Representante do MHUD.
19h30 – Plenária Final – encaminhamentos.

Lançado o Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular

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Ponto alto das atividades desta quarta-feira (13), a CUT Brasília promoveu o lançamento do Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular, que visa a reconhecer os trabalhos de profissionais e dirigentes que colaboram para a promoção da comunicação sindical e popular, para a defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores e da população excluída, para as lutas por justiça e igualdade social e para a democratização dos meios de comunicação. Além disso, procura estimular a produção e a pesquisa de estudantes universitários sobre a comunicação sindical e popular.
O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, classificou o prêmio como de alta relevância, pois valoriza os profissionais que militam, trabalham, na área da comunicação sindical. “É uma oportunidade de valorizar quem colabora com os avanços e conquistas para a classe trabalhadora, seja escrevendo textos, fazendo vídeos, publicando charges, ou seja, com materiais que ajudam a levar nossa mensagem para toda a sociedade, defendendo os interesses dos trabalhadores”.
Idealizador do prêmio, o secretário nacional de Organização e Política Sindical da CUT, Jacy Afonso, enfatizou o protagonismo da CUT regional e lembrou a trajetória histórica de Luiz Gushiken. “O Gushi era uma pessoa extraordinária e esse prêmio se tornará disputado. Será um orgulho para qualquer um ter um prêmio desse peso em casa. Ele [Gushiken] discutiu uma nova democratização dos meios de comunicação, como criou as mídias regionais. Esse prêmio consegue juntar o debate sobre a democratização dos meios de comunicação, o papel do sindicalista e o papel do jornalista que transmite essas informações, reconhecendo o trabalho que Gushiken teve sempre na busca de unidade”, lembrou.
“Esse prêmio homenageia um dos precursores da mudança sindical bancária. Gushiken participava ativamente da produção de material de comunicação do sindicato, da distribuição. Isso em 1979. Anos mais tarde, já na presidência da República, ele nunca deixou de discutir esse assunto, que os trabalhadores têm que ter a sua pauta, têm que discutir como enfrentar as dificuldades nas empresas e se a gente não se comunicar – ele sempre dizia isso – nossa força será diminuída. Esta é uma homenagem mais do que justa”, destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo.
A diretora do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro), Rosilene Corrêa, – apoiadora do prêmio e dedicada ao desenvolvimento da comunicação sindical – enfatizou que esta foi uma iniciativa acertada. “A homenagem é merecida e movimenta os jornalistas, questionando a qualidade do enfrentamento que fazemos na disputa pela hegemonia. Temos muito a fazer, pois nossa responsabilidade é grande”.
Para o coordenar-geral do Sindicato dos Jornalistas, Jonas Valente, a CUT Brasília deu um passo importante, “pois é muito importante ter um prêmio que olhe para o jornalismo sindical e popular, reconhecendo essa forma de jornalismo. O prêmio vem como um marco para valorizar esses profissionais”, disse.
O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, lembrou a figura de Luiz Gushiken, “um visionário, uma pessoa que acreditava no futuro”. Segundo Vagner, muito mudou, muito foi feito, mas há muito a fazer e o prêmio reforça a crença no poder transformador da classe trabalhadora.
Premiação
A premiação da primeira edição do concurso está prevista para outubro deste ano, em data e local a ser anunciado.
O regulamento do Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular, com categorias de trabalhos, prazo e procedimentos de inscrições, e demais informações estão no próprio site da CUT Brasília.
São oito categorias em disputa: Artes, Fotografia, Televisão e Vídeos, Rádio, Impresso, Internet, Especial e produção estudantil.
Entre os oito ganhadores finais, será escolhido o vencedor geral e um segundo colocado. O primeiro ganhará viagem para Porto Seguro, com estada de uma semana , direito a um ou uma acompanhante e despesas pagas (passagens aéreas, alimentação e deslocamentos), mais um prêmio em dinheiro. O segundo colocado receberá prêmio em dinheiro.
Importante: as inscrições vão até o dia 12 de setembro de 2014. Não perca tempo.
Clique aqui e veja o Regulamento e a Inscrição
Informações da Secretaria de Comunicação da CUT-Brasília

Sindicatos aderem ao FNDC e fortalecem luta por mídia democrática

Na mesma solenidade de lançamento do novo portal da CUT Brasília, a Central promoveu a filiação coletiva dos sindicatos CUTistas ao Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC) – seção DF.
A própria CUT Brasília, o Sindpd-DF, Stiu, Fitratelp, Sindicato dos Bancários, Sindser, Sindserco, Sindsepem-Val e Sindaero registraram a adesão, unindo-se aos já filiados Sinpro, Sindijus, Sindicato dos Jornalistas e Sinpaf. Inúmeros outros sindicatos estão em processo de filiação.
O FNDC busca, especialmente, a aprovação de Lei da Mídia Democrática, de iniciativa popular, visando regulamentar a Constituição em relação às rádios e televisões brasileiras. Entre outros objetivos do FNDC estão a adoção de um planejamento estratégico para a área das comunicações, com ampla participação de todos os setores da sociedade interessados, como condição para o alcance de objetivos nacionais, a construção democrática da vontade nacional, a afirmação da autonomia estratégica do país, assim como da cidadania e da dignidade humana.
O presidente da Central, Rodrigo Britto, destacou que o movimento sindical vive um momento relevante da luta pela democratização da comunicação, e que é necessário combater o monopólio e a manipulação da informação pelo setor empresarial.
“Infelizmente ainda existe o monopólio da grande mídia, que manipula as informações de acordo com os interesses da elite dominante do país. Pretendemos que todos tenham voz ativa. Por isso, convidamos as entidades filiadas à CUT a se integrarem ao FNDC, pois é nessa luta que garantiremos que todos tenham o direito expressar as suas opiniões sem filtros, garantindo a democratização nos meios de comunicação”, disse.
Seguindo esse raciocínio, a secretária de Imprensa do Sindicato dos Bancários de Brasília, Talita Régia, enfatizou que “essa luta deve, sim, ser encampada pelo movimento sindical para que a gente tire esse monopólio da comunicação, com a mídia controlada por seis ou sete famílias”. Para Talita, eles [os grupos de mídia] apresentam o que eles querem, o que a população deve pensar. “Costumo dizer que a verdade tem três versões; a minha, a sua e a verdade de fato. E com esse monopólio acaba sendo apresentado apenas um lado da história, um lado da verdade. Por isso os sindicatos devem mostrar aos seus trabalhadores, que integram essa sociedade, a importância de ter acesso a informações diferenciadas, no sentido de que eles criem seu julgamento próprio”.
A secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, lembrou que a informação é questão central para desenvolver a cidadania. “Para nós da CUT, a democracia da comunicação é o direito ao acesso à informação, é trabalhar a informação como política pública, como um direito que o trabalhador deve exercer”.
Para o diretor de Relações Institucionais da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Carlos Torves, democratizar a comunicação é desconcentrar a mídia e ter uma regulação hoje no país. “A concentração cria um prejuízo especialmente para a classe trabalhadora e para os profissionais do jornalismo. Com as mídias concentradas, apenas as elites têm espaço para manifestar suas vontades”, disse.
Para chamar as entidades a integrarem o FNDC, o secretário de Comunicação da CUT Brasília, Marco Junio Duarte Nouzinho, que coordenou a mesa do ato de filiação coletiva ao FNDD, enfatizou que “precisamos mudar a mídia brasileira, trazê-la para as mãos da sociedade e não de meia dúzia de empresários que não nos representam”.

Somos a CUT Brasília

As comemorações dos 30 anos da CUT Brasília estão repletas de atividades e marcam um novo ciclo para a Central, nesta primeira etapa com ênfase para a comunicação dos trabalhadores.
Uma das ações foi a oficialização da mudança da denominação CUT-DF para CUT Brasília, com a consequente mudança do endereço de internet para www.cutbrasilia.org.br e do domínio de todos os emails para @cutbrasilia.org.br.
“Hoje [13/8], estamos realizando um evento de grande importância para a Central e, com certeza, para toda a classe trabalhadora. Trata-se de um ato conjunto, com o lançamento do novo portal da CUT Brasília – com a mudança do nome de “CUT-DF” para “CUT Brasília” – como a proposição de dialogar com a juventude, de reforçar a nossa identidade junto aos sindicatos e à sociedade. Afinal, Brasília é a Capital de todos. Em todo país, a referência dos brasileiros é Brasília, e não a sigla DF”, explicou o presidente da Central, Rodrigo Britto.
Paralelamente a isso, o novo Portal traz uma série de novidades, inovações, para que as pessoas encontrem as informações com rapidez, além de contemplar os sindicatos filiados com mais notícias, de forma a difundir com eficiência e rapidez as campanhas, as ações, as políticas, a agenda de atividades e outras informações.
O lançamento aconteceu na noite da quarta-feira (13), no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF.

Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular será lançado nesta quarta (13)

Como parte das comemorações dos 30 anos de fundação e para enfatizar o protagonismo da CUT Brasília, a Central está promovendo o Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular.  A cerimônia de lançamento será no dia 13 de agosto, às 19h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG).
O Prêmio tem como finalidade reconhecer os trabalhos de profissionais e dirigentes que colaboram para a promoção da comunicação sindical e popular, para a defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores e da população excluída, para as lutas por justiça e igualdade social e para a democratização dos meios de comunicação. Além disso, procura estimular a produção e a pesquisa de estudantes universitários sobre a comunicação sindical e popular.
A premiação da primeira edição do concurso está prevista para setembro deste ano, em data e local a ser anunciado.

O regulamento do Prêmio Luiz Gushiken de Jornalismo Sindical e Popular, com categorias de trabalhos, prazo e procedimentos de inscrições, e demais informações  serão divulgados na cerimônia de lançamento e poderão ser acessados posteriormente no site da CUT.
Mais comunicação
Paralelamente, na mesma solenidade, ocorrerá a filiação coletiva da CUT Brasília e dos sindicatos filiados ao Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC) – seção DF.
O presidente da Central, Rodrigo Britto, destaca que vivemos um momento relevante da luta pela democratização da comunicação, e que é necessário combater o monopólio e a manipulação da informação pelo setor empresarial. “Nesse processo, o movimento sindical é peça chave”, disse.

O FNDC busca, especialmente, a aprovação de Lei da Mídia Democrática, de iniciativa popular, visando regulamentar a Constituição em relação às rádios e televisões brasileiras. Entre outros objetivos do FNDC estão a adoção de um planejamento estratégico para a área das comunicações, com ampla participação de todos os setores da sociedade interessados, como condição para o alcance de objetivos nacionais, a construção democrática da vontade nacional, a afirmação da autonomia estratégica do país, assim como da cidadania e da dignidade humana.
Novo Portal

A CUT Brasília também inaugurará o novo Portal da entidade, com visual renovado e maior navegabilidade. A ideia é torná-lo mais dinâmico, interativo e com mais informações. Dividido em seções rapidamente identificáveis, a busca por notícias ou assuntos específicos será bastante fácil e intuitiva.

O novo Portal contará também com recursos “w3c”, o que significa dizer que ele será estruturado com tecnologias que possibilitam o acesso por todos, de qualquer lugar, a qualquer tempo e usando qualquer dispositivo, garantindo potencializar a divulgação das informações.

Nota de pesar à família de Eduardo Campos

A CUT lamenta profundamente a morte precoce e trágica de Eduardo Campos, em um acidente com um avião na manhã desta quarta-feira (13) em Santos-SP.

Toda a nossa solidariedade aos filhos, esposa, mãe, amigos e familiares de Campos, neto do saudoso Miguel Arraes. Político jovem, foi ministro no governo Lula e governador de Pernambuco, cargo que deixou para concorrer à sucessão presidencial nas eleições deste ano.

Estendemos nosso pesar e solidariedade às famílias dos pilotos Geraldo Cunha e Marcos Martins, o assessor de imprensa Carlos Augusto Leal Filho, o fotógrafo Alexandre Gomes e Silva e ainda Pedro Valadares Neto e Marcelo Lira, que também morrem neste acidente.

Que Deus conforte todos os familiares e amigos de Campos, dos pilotos e todos os membros de sua equipe vitimados no acidente.

Debate analisa constituintes latino-americanos como referência para reforma política

A direção da CUT-Brasília promoveu na noite desta segunda-feira (11) um debate para analisar os processos constituintes de países latino-americanos. A idéia foi obter subsídios para a iminente realização do plebiscito popular no Brasil com vistas à convocação de uma Constituinte para a reforma do sistema político em nosso país.
O encontro contou com a participação de representantes das embaixadas da Bolívia, Equador e Venezuela que compartilharam suas experiências recentes nessa área com cerca de 50 dirigentes de movimentos sociais, estudantes e sindicalistas.
De acordo com a avaliação do secretário de Política Social da CUT, Ismael José César, a troca de experiências com os países irmãos latino-americanos deu destaque para as conquistas da classe trabalhadora e chamou atenção para a importância do plebiscito marcado para acontecer entre 1º e 7 de setembro, como o primeiro passo capaz de promover a realização das reformas necessárias para a transformação social do Brasil.
“A realização do plebiscito será importante para que criemos condições para bloquear a influência do poder econômico na composição do Executivo e Legislativo. Precisamos ter um Congresso representativo da sociedade e capaz de realizar reforma agrária e política, que garanta a democratização da mídia no Brasil e avance no processo de consolidação da plataforma da classe trabalhadora, a grande maioria da população brasileira”, afirma.

Conheça a página no Facebook sobre a história de conquistas da CUT Brasília

Para qualquer entidade, completar 30 anos sendo referência junto aos trabalhadores e à sociedade não é tarefa fácil. É uma longa jornada permeada por desafios, muitas lutas, resistência, determinação, superação e conquistas. Mas também é um marco que precisa ser comemorado e amplamente divulgado.
A partir de julho de 2014, mês e ano em que a CUT Brasília chega a três décadas de existência, vamos contar com uma programação rica de atividades e eventos, com homenagens àqueles que fizeram e aos que continuam fazendo a luta sindical. Mas queremos ir além dos festejos.
Para tanto, criamos uma página especial no Facebook: https://www.facebook.com/cutbrasilia30anos
Nosso objetivo é recuperar essa trajetória vitoriosa. Reunir depoimentos, vídeos, fotos e documentos que resgatem a construção e a trajetória da Central em Brasília, formando um rico acervo histórico.
É importante que as atuais e as futuras gerações conheçam como se deu todo esse processo de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, as lutas, os enfrentamentos e as conquistas para que a Central prossiga, cada vez mais forte, como entidade de defesa de melhores condições de vida e trabalho, dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora na disputa pela hegemonia na sociedade  e de engajamento no processo de transformação da sociedade em direção à democracia e ao socialismo.
Por isso, ao longo dos meses de julho e agosto, estaremos inserindo material neste espaço, e solicitamos aos companheiros e companheiras que participem, buscando contribuir com informações que possam recuperar a verdadeira dimensão do trabalho da CUT Brasília nestes 30 anos.
Vamos, juntos, resgatar e dar sequência a esta grande história de luta da classe trabalhadora!

Dirigentes realizam Ação Sindical Regional da CUT no Centro-Oeste nos dias 19 e 20

Aprofundar a reflexão sobre o desenvolvimento regional e o papel da CUT como protagonista nesse processo e discutir a importância da Plataforma da CUT como orientadora das ações e mobilizações para as eleições gerais de 2014. Esses são os pontos principais da Ação
Sindical Regional que reunirá em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nos próximos dias 19 e 20 cerca de 200 dirigentes estaduais CUTistas da região Centro-Oeste do país.
Esse encontro dá continuidade ao processo de fortalecimento da ação da CUT nas diferentes regiões do País e busca maior integração entre a CUT Nacional e as Estaduais. A Ação Sindical começou pelo Sudeste (12 e 13 de agosto) e se encerra no Nordeste (10 e 11 de setembro).
A organização da Ação Sindical  na região Centro-Oeste está a cargo da Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da CUT Apolônio de Carvalho (ECO/CUT). Rodrigo Rodrigues, secretário de Formação da CUT Brasília e também coordenador de Administração e Finanças da ECO/CUT, explica que os debates no dia 19 vão girar em torno das características e questões ligadas ao Centro-Oeste na perspectiva da CUT, com apresentação de dados e debate focando na integração da região com o desenvolvimento
nacional. Para participar dessa discussão foram convidados representantes dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Ciência, Tecnologia e Inovação; além de pesquisadores das universidades locais. No segundo dia (20), o debate
volta-se para o desenvolvimento regional e as questões agrária, indígena e ambiental, sobre as quais falará um representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A ação Sindical termina com apresentações em torno da Plataforma da CUT para as eleições 2014.

CUT nas ruas: Plebiscito Constituinte é bandeira nacional de luta

O trabalho de base, do olho no olho, acontece na CUT em todo o país. O Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político será levado às ruas nesta terça (12) por comitês, organizações e movimentos social e sindical em atos espalhados por todo o Brasil. As atividades nos estados podem conferidas no site nacional do Plebiscito.
A proposta discute, entre outras questões, o fim do financiamento empresarial de campanha eleitoral, maior representação de mulheres, indígenas e negros no Congresso e a construção de mecanismos de participação popular.
Os atos antecedem a votação, de 1º a 7 de setembro, quando uma única pergunta será feita em urnas espalhadas pelo Brasil: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”
Espalhar mudança
De Norte a Sul do país, dirigentes de diversas categorias contam que a receptividade à campanha externa o desejo da sociedade por mudanças nas regras do jogo político, conforme aponta o Secretário de Políticas Sociais da CUT Alagoas, Luiz Gomes.
“O sentimento nas ruas é de que não dá mais para conviver com esse Congresso e que precisamos fazer uma reforma política. Quando conversamos com a população, vemos muita gente querendo dar sugestão, dizendo o que deveria ser essa reforma e a sensação é de que, se dermos voz ao povo, teremos muitas propostas boas na mesa”, pontuou.
No Pará, região Norte do país, a mobilização também é intensa. A expectativa é que até o dia 15 de agosto o estado tenha 100 comitês criados apenas entre sindicatos de trabalhadores rurais da Central. Já são 71 comitês. O trabalho é resultado de um processo de formação amplo, que inclui um curso da organização do Plebiscito em todo o país para preparar formadores. Tudo para preparar os militantes para a rua.
“As perguntas que mais ouvimos é se, com o plebiscito, os políticos vão parar de roubar e dizemos que só vai ter fiscalização e políticos melhores se fizemos a reforma política. É aí que convidamos o povo a participar da campanha. Precisam de muita saliva, disposição e garganta”, explica a secretária de Comunicação da CUT-PA, Vera Paoloni.
Na região Sul, mais especificamente em Santa Catarina, a reação das entidades cutistas foi de acreditar que o momento não era favorável para um plebiscito, por ser um ano eleitoral. O trabalho da Central foi justamente mostrar o contrário. “Fizemos esses debates em todas as regionais e agora os sindicatos estão organizando coletivos municipais”, conta o secretário de Formação da CUT-SC, Cleverson de Oliveira.
Em muitos estados, a Central não atua apenas na mobilização da classe trabalhadora, mas também serve como base estrutural para o comitê central. Caso do Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, que programa uma coleta de votos na semana da pátria no local onde ocorrem os desfiles cívicos na capital Campo Grande.
“A grande dúvida das pessoas é se o voto delas, a opinião delas vai ter valor e explicamos que organizamos essa luta justamente para construir um regime político onde isso aconteça, onde cada brasileiro tenha voz”, fala Genilson Duarte, presidente da CUT-MS.
Para o secretário de Políticas Sociais da CUT-SP, João Batista Gomes, uma das funções da campanha é mostrar à sociedade o poder de transformação que lhe cabe. “Quando explicamos o que é o plebiscito e que ele pode levar à reforma política, as pessoas ficam surpresas e perguntam se o governo é obrigado a convocar a Constituinte e se nós temos esse poder todo. As pessoas ainda não conhecem a campanha, mas estão dispostas a agarrar a proposta. Se aliarmos as grandes agitações com o diálogo individual, certamente avançaremos pela democratização do Brasil”, afirma.

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