CUT Brasília inicia nesta terça (24) palestras sobre Revolução Cubana
Jornalista: sindicato
Nesta terça-feira, dia 24, às 19h, acontecerá no auditório da CUT Brasília o primeiro dos quatro módulos do curso sobre a revolução socialista cubana. Este ciclo de palestras e debates é promovido pela Central como preparativo da viagem que comitiva de dirigentes e militantes sindicais do Distrito Federal fará a Cuba.
As palestras estão abertas aos inscritos na delegação que irá à ilha, mas podem ser assistidas por todos os interessados na história cubana e que defendem a luta do povo daquele país, que enfrenta mais de meio século de cerco militar e boicote econômico dos Estados Unidos.
O primeiro módulo do curso sobre “Revolução Cubana” será ministrado pelo sindicalista, economista e integrante do comitê de defesa da revolução cubana, Afonso Magalhães. O economista explica que pretende fazer uma abordagem histórica, mostrando os antecedentes, a influência e dominação que o Estados Unidos tinha sobre o país até meados do século passado e as mudanças depois da revolução de 1959.
O segundo módulo acontecerá no dia 22 de julho sobre “Conquistas Sociais em Cuba”. No dia 19 de agosto, ocorrerá o terceiro módulo sobre “Cuba hoje e seus desafios”. O ciclo se encerra no dia 23 de setembro com o tema “Futuro” (perspectivas para Cuba).
O grupo de dirigentes sindicais de Brasília irá em caravana para Havana no 27 de outubro, permanecendo em Cuba até 2 de novembro deste ano. Em Cuba, os sindicalistas irão conhecer a Central dos Trabalhadores Cubanos – CTC. Visitarão escolas, fazendo doações de materiais escolares. Todas as visitas terão como objetivo conhecer a luta pelo socialismo, levando em consideração que Cuba foi um dos primeiros países a implantar o sistema socialista, resistindo até hoje a fortes boicotes internacionais.
Com 40% dos votos válidos e quase 90% das urnas apuradas até a manhã desta sexta (13), a chapa da CUT, encabeçada pela professora Helenir Oliveira, vence as eleições para a direção do CPERS – Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – e estará à frente da entidade no período de 2014 a 2017.
O CPERS é o maior sindicato do estado, o segundo maior de trabalhadores na educação e um dos dez maiores do Brasil. A categoria tem mais de 81 mil professores sindicalizados e cerca de 40% deles foram às urnas entre os dias 10 e 11 de junho. Além da direção estadual, também serão eleitos os integrantes dos 42 núcleos regionais espalhados pelo estado.
Retomada CUTista
Com a derrota da chapa 1, encabeçada pela até então presidenta Rejane de Oliveira, a CUT volta a comandar o Sindicato. Rejane esteve à frente do CPERS por três mandatos consecutivos e integra a corrente “A CUT Pode Mais”, que contou com apoio das centrais CSP-Conlutas e Intersindical.
“O CPERS é um sindicato importante, filiado à CNTE e à CUT, mas a política que vinha sendo adotada na condução do Sindicato estava indo por um caminho errado, equivocado, porque não estava aglutinando a categoria e nem dando respostas às suas reivindicações”, afirma Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Segundo Leão, com a vitória da chapa CUTista, o CPERS volta a ter a possibilidade de se reencontrar com o conjunto da categoria, com uma política mais ampla, mais abrangente e continuará a ser um sindicato combativo.
Para Rosane Silva, secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, o resultado da eleição indica que a categoria quer um sindicato que a represente. “Com a eleição da CUT a categoria respondeu que quer seu sindicato de volta. Um sindicato historicamente combativo, que lute pelo piso salarial, pelos trabalhadores da Educação do Rio Grande do Sul, que represente verdadeiramente os interesses da classe trabalhadora”.
A dirigente destaca a necessidade de diálogo. “O Sindicato chegou ao cúmulo de incendiar em praça pública um material pedagógico que estava em elaboração. Não se queima material, é uma afronta. É preciso diálogo, antes de tudo”.
Para Claudir Nespolo, presidente da CUT-RS, a vitória da chapa 2 é sinal de uma mudança importante na estratégia de luta do sindicato, que há anos vem sendo desgastado pela falta de diálogo com a categoria e pelo discurso radical que sustenta.
“A direção atual tem um discurso demarcatório e denuncista que afasta as bases na luta por pautas importantes da categoria”, afirma o presidente. “De um sindicato com 87 mil sócios, 5 mil saíram do quadro de sócios apenas nos últimos 3 anos, tudo pela radicalidade da direção atual”.
Claudir sustenta que é preciso cuidado para que o sindicato não se misture com entidades que coloquem em risco um projeto muito maior, de uma sociedade melhor. Para o presidente, as práticas da direção atual são isolacionistas e isso pode fortalecer a colaboração com setores reacionários da sociedade.
CPERS Unido e forte
A chapa 2 alcançou a vitória após uma ampla articulação política da CUT com tendências internas do PT, como Democracia Socialista, Articulação pela Esquerda, PT Amplo, Unidade na Luta, Socialismo 21 e O Trabalho; além da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e de setores do PDT e do PTB. “Foi essa articulação que possibilitou chegarmos a 40% dos votos e sermos eleitos em primeiro turno”, afirma Nespolo.
O presidente da CNTE, Roberto Leão, ressalta que a chapa vencedora, encabeçada pela professora Helenir, é composta por pessoas que são vinculadas de fato à categoria e por isso são comprometidas com as lutas do Sindicato. “Com certeza, o Sindicato voltará a ter participação nas lutas da CUT, da CNTE. Isso faz com que o CPERS recupere sua inserção política na luta dos trabalhadores de todo o Brasil”, diz.
Dialogar para garantir e ampliar direitos
“A estratégia CUTista é de diálogo. Diante de uma pauta importante como o piso salarial dos professores, por exemplo, a direção não se empenhou em mobilizar, dialogar, mobilizar novamente e pressionar, abrindo caminho para as conquistas”, aponta Claudir Nespolo. “É preciso agir de forma a garantir os direitos básicos para alcançar pautas ainda maiores, como uma melhor Educação“, finaliza.
Dirigentes de Valparaíso conquistam liberação para fazer a luta sindical
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A prefeita de Valparaiso (GO), Lucimar do Nascimento (PT), sancionou na terça-feira (10) lei municipal que autoriza a liberação de dois dirigentes sindicais ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos e Empresas Públicas Municipais de Valparaíso-GO – Sindsepem-VAL para o exercício do mandato classista. A conquista é pleito antigo da categoria e fez parte da pauta de reivindicações defendida pelos trabalhadores em 2013.
Para a presidenta do Sindsepem-VAL, Olízia Alves Silvia, a lei de liberação dos dirigentes sindicais representa o fortalecimento da luta de classe e da organização dos trabalhadores públicos do município. “A liberação dos dirigentes vai nos dar mais tempo para organizarmos a nossa luta. Ficava impossível dar conta de cumprir a nossa jornada de trabalho de 40 horas semanais como servidora, mais a participação nos conselhos de políticas públicas e mais as atividades sindicais”, afirma a dirigente sindical. O trabalho sindical é árduo e sem fim, pois implica visitas permanentes nos locais de trabalho, para ouvir, informar e organizar os trabalhadores e as suas demandas trabalhistas, jurídicas e políticas, bem como planejar e promover mobilizações e ações sindicais nas instâncias local e regional, inserindo os servidores nas lutas gerais da categoria e da classe trabalhadora.
Olízia explica que a liberação dos dirigentes sindicais foi uma conquista da categoria garantida em 2013, na Mesa de Negociação que discutiu a campanha salarial da categoria. Ainda no ano passado, a prefeita de Valparaíso encaminhou à Câmara de Vereadores projeto de lei com o pleito dos trabalhadores.
O projeto começou a tramitar no dia 18 de fevereiro de 2014, em regime de urgência urgentíssima e, por isso, tinha o prazo de 30 dias para ser votado. Entretanto, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ da Câmara, vereador Zeca (PSDB), emperrou a tramitação do projeto, impedindo a votação. Três meses depois, por avocação, o texto foi à Plenário para, então, ser sancionado.
Atos e assembleia movimentam a Esplanada no Dia Nacional de Luta
Jornalista: sindicato
Reunidos em assembleia nesta terça-feira (10), no Espaço do Servidor (Esplanada dos Ministérios), os servidores públicos federais no Distrito Federal realizaram uma manifestação em defesa da pauta de reivindicação da Campanha Salarial 2014 e avaliaram a mobilização da categoria. A atividade realizada pelo Sindsep-DF faz parte de mais um Dia Nacional de Luta do funcionalismo público, realizado em todo o País, agendado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – Condsef, em plenária realizada dia 29 de maio. Atividades como esta serão realizadas também no dia 25 deste mês e no dia 3 de julho.
De acordo com o secretário geral do Sindsep-DF, sindicato que representa a categoria, Oton Pereira Neves, “esta é uma das campanhas mais difíceis que os servidores públicos já enfrentaram”. “Para a gente é incompreensível a insensibilidade do governo Dilma. Temos uma dificuldade enorme em dialogar com o governo. Eles apontam apenas o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento para conversar com a gente; a presidente Dilma não determina que a ministra da pasta, Miriam Belchior, receba as entidades nacionais; e o próprio Palácio do Planalto não se dispõe a ter este diálogo. O governo precisa ter um pouco mais de coerência entre o que fala e o que faz”, avalia Oton Pererira Neves.
Segundo secretário geral do Sindsep-DF, entre as principais reivindicações dos servidores públicos federais estão a antecipação da parcela de reajuste salarial de 2015 para 2014; a incorporação das gratificações ao vencimento básico; a equiparação dos benefícios do poder Executivo com os demais Poderes brasileiros; e a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, que regula direitos dos servidores públicos. Servidores das universidades federais
Os servidores técnico-administrativos das universidades federais, em greve desde o dia 17 de março, continuam mobilizados para pressionar o governo a atender as reivindicações da categoria. Na pauta de luta estão os pontos comuns reivindicados pelo funcionalismo público, além de pautas específicas, como a jornada de trabalho de 30 horas semanais.
Nesta terça-feira (10), o Comando Nacional de Greve da Fasubra, federação que representa a categoria, e servidores técnico-administrativos da UnB, organizados pelo Sintfub, realizaram manifestação em frente ao Ministério do Planejamento (bloco K), e chegaram a fechar, por alguns minutos, o Eixo Monumental, sentido Torre de TV.
Além dos técnico-administrativos das universidades federais, estão em greve os servidores do Ministério da Cultura, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, da Fundação Palmares, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, da Fundação Nacional de Artes – Funarte, e do Instituto Brasília Ambiental – Ibran. Mais atividades e unificação da luta
De acordo com o calendário de atividades da Condsef, também no dia 3 de julho, será realizada reunião do Fórum Nacional em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos. O objetivo é unificar e ampliar a luta dos federais pela consolidação de um processo efetivo de negociações capaz de destravar os nós e obstáculos impostos pelo Ministério do Planejamento. Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Rodoviários fecham data-base com vitória histórica
Jornalista: sindicato
Assembleia dos rodoviários no domingo (8), no estacionamento do Conic, pôs fim a um ciclo de muita expectativa e especulação. Apesar da intransigência dos empresários do transporte coletivo, a categoria arrancou um reajuste salarial de 20%, afastando a possibilidade de greve no setor a partir desta segunda-feira.
E não foi só isso. O acordo firmado, que retroage a 1º de maio, prevê ainda aumento de 40% na cesta básica e acréscimo de 20% no vale-alimentação.
Os motoristas que hoje recebem R$ 1.607 passarão a ganhar R$ 1.928. Os cobradores também terão os vencimentos aumentados, de R$ 840 para R$ 981. Os motoristas de ônibus articulado terão um acréscimo de 10% nos salários.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal (SITTRATER-DF), João Osório, enfatizou que a categoria está de parabéns. “Agradecemos o empenho de todos os envolvidos nesta conquista histórica, marcada por muita especulação em nosso meio. Saber que nosso empenho, a nossa dedicação e o compromisso de cada um, com o seu trabalho, é sem dúvida nenhuma muito gratificante”.
Essa conquista também foi uma resposta contundente à oposição, “que sempre nos criticou, e espalhou boatos de que a data-base só seria fechada no ano que vem”, disse o diretor de Imprensa do Sindicato, João Dão.
O dirigente Saul Araújo lembrou que o acordo foi fechado sem greve. “Bem diferente do que aconteceu no Maranhão, por exemplo. Os colegas de lá enfrentaram 16 dias de greve para conseguir um reajuste de 7,5% e as tarifas aumentarão cerca de R$ 0,30. Ruim para os trabalhadores e para os usuários”.
O secretário de Comunicação da CUT Brasília e dirigente rodoviário, Marcos Junio Duarte Nouzinho, destacou a união da categoria em torno do Sindicato e o empenho do GDF em resolver a questão. “Os rodoviários apostaram na seriedade dessa diretoria em negociar. Seja com o governo, seja com os empresários. Vale registrar a postura do GDF, que manteve a palavra, reconhecendo as dificuldades dos rodoviários e levando os empresários a fechar o acordo. Assim, a população pode ficar tranquila pois não haverá greve e, o melhor, os empresários não falaram, durante a negociação, em reajuste de tarifas.”
Empresas de ônibus cedem e rodoviários arrancam reajuste salarial de 20%
Jornalista: sindicato
Os rodoviários do Distrito Federal aprovaram acordo que garante reajuste salarial de 20% a partir de 1º de maio, aumento de 40% na cesta básica e acréscimo de 20% no ticket alimentação. Decisão foi tomada em assembleia na manhã deste domingo (8/06), no estacionamento do Conic, afastando a greve que seria deflagrada no transporte coletivo nesta segunda-feira, caso empresários continuassem intransigentes.
14ª Plenária Estatutária aprova realização de pesquisa para fortalecer ação sindical
Jornalista: sindicato
Para fortalecer a ação sindical e desenvolver a luta em sintonia com as necessidades da classe trabalhadora, a CUT necessita conhecer bem a estrutura e funcionamento dos sindicatos filiados, assim como conhecer suas capacidades, dificuldades e possibilidades de sua base. Esta é uma forma de avaliar e afirmar a estratégia política da Central.
Com base nessa premissa, para diagnosticar a situação e apontar os rumos a serem seguidos, o secretário nacional de Organização da CUT, Jacy Afonso, propôs a realização uma pesquisa junto a todas as entidades filiadas, abordando questões como estrutura e prática sindical (sindicalização; negociações coletivas); OLT; realização de atividades de formação; a oferta de serviços e benefícios aos associados; debate a respeito das questões de gênero, juventude, raça; realidade financeira das entidades, entre outras.
A proposta foi aprovada pelos delegados e delegadas das 90 entidades filiadas na 14ª Plenária Estatuária da CUT Brasília, realizada de 29 a 31 de maio, no Núcleo Bandeirante. De acordo com Jacy Afonso, nos últimos 15 anos o mercado de trabalho mudou e é preciso que os sindicatos acompanhem essas mudanças, reorganizando a forma de trabalhar.
Para tanto, conforme a proposta aprovada, essa pesquisa deve ser elaborada já no segundo semestre de 2014 e aplicada no primeiro semestre de 2015. “Os resultados, inclusive, devem servir de subsídios para os debates do XII Congresso Nacional da CUT”, enfatizou Jacy Afonso.
>>> Clique aqui e leia artigo de Jacy Afonso sobre o tema Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
CUT e outras entidades revigoram movimento pela redução da jornada para 40 horas
Jornalista: sindicato
Há 19 anos tramita na Câmara dos deputados a PEC 231/95, que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. Para pressionar a aprovação da proposta, a CUT e demais centrais sindicais, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – Anamatra, o Ministério Público do Trabalho e diversas organizações lançaram nesta quarta-feira (4), no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, o Movimento Pró 40 Horas.
No ato foi lançada a Carta de Brasília, um manifesto dos trabalhadores onde a CUT e as várias entidades da sociedade civil e dos movimentos sindical e social afirmam que o documento, a aprovação da PEC 231 que reduz a jornada de trabalho “é essencial para a efetivação dos direitos fundamentais dos trabalhadores, como saúde, lazer, educação e à vida digna”.
A PEC 231/95 não é a única proposta que tramita na Câmara Federal para reduzir a jornada. Um ano antes da proposta de emenda à Constituição, o então deputado e hoje senador Paulo Paim (PT-RS), propôs o projeto de lei 4.653/94. O PL está na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, e tramita em regime de prioridade.
“Neste momento, nós temos que somar esforços para pressionar a aprovação de alguma lei no Congresso Nacional. Nós acreditamos que a PEC tem mais perspectiva de se sustentar e de se viabilizar, na medida em que a jornada de trabalho está na Constituição Federal e não em lei. Isso nos dá mais segurança para que se estabeleça a jornada reduzida em todo o País”, avalia o secretário de Administração e Finanças da CUT Nacional, Quintino Severo.
Segundo Quintino, o maior problema para não se aprovar as 40 horas na Câmara é a “correlação de força interna da Casa”. “Nós temos mais latifundiários e empresários no Congresso que trabalhadores. Ou seja, a correlação de força é bem desproporcional se compararmos quem defende a favor e quem defende contra a PEC”, diz.
Para o coordenador do ramo do serviço público e secretário adjunto nacional de Relação do Trabalho da CUT, Pedro Armengol, “a luta pela redução da jornada de trabalho também precisa de ainda mais pressão nas empresas, por meio da luta sindical, combinado com ação de massa dos trabalhadores no Congresso Nacional”. “Este é o momento oportuno para que façamos uma força tarefa para colocar uma matéria que já está pronta para ser votada. Este é um ano de disputa de projeto político no Brasil. E é neste ano que temos que emplacar a jornada de 40 horas semanais, sem redução de salário”, avalia o dirigente.
A CUT Brasília, explica o secretário de Administração e Finanças, Julimar Roberto, está pronta para a batalha em defesa da redução da jornada de trabalho. “Temos que mobilizar os trabalhadores para pressionar o Legislativo para que aprove o projeto de lei das 40 horas semanais, sem redução de trabalho. Acreditamos que os trabalhadores da iniciativa privada serão os mais beneficiados com a aprovação desta proposta. Os trabalhadores do comércio, por exemplo, têm jornada de 44 horas semanais, apesar de, na realidade, cumprirem cerca de 50 a 55 horas semanais”, afirma. Manifesto
A Carta de Brasília, “um manifesto dos trabalhadores brasileiros pela redução da jornada de trabalho de 40 horas semanais”, apresenta uma série de argumentos em favor da jornada de 40 horas, em benefício da qualidade de vida da população e pela geração de empregos. O texto lembra que a jornada de trabalho dos brasileiros é uma das mais extensas do mundo, impulsionada também pela prestação de horas-extra. É por isso que a PEC 231/95, além de reduzir a jornada, aumenta de 50% para 75% o pagamento das horas de trabalho adicionais.
O manifesto, apoiado em dados da Organização Internacional do Trabalho – OIT, ainda afirma que a jornada excessiva de trabalho gera acidentes e doenças ocupacionais, “responsáveis pela perda anual de 4% de toda a riqueza produzida no mundo”.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese, que assina o manifesto ao lado de procuradores e advogados trabalhistas, o impacto gerado ao Brasil com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais seria de apenas 1,99% nos custos totais das empresas. “O custo é irrisório se considerarmos que, entre 1988 (última redução da jornada) e 2010, houve forte aumento da produtividade do trabalho, na ordem de 92,7%”, afirma.
A redução da jornada de trabalho ainda se mostra como instrumento que geraria mais de 3,2 milhões de empregos, melhoria a distribuição de renda, já que os trabalhadores se beneficiam com os ganhos da produtividade, e efetivaria ganhos em termos de saúde, mobilidade urbana, lazer, educação e vida digna, garantidos constitucionalmente. Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Juventude se reúne em festival no Gama para debater contexto rural
Jornalista: sindicato
Sob o lema “Juventude do campo na luta por mais direitos; Por terra e sucessão”, cerca de 100 jovens participam do Festival da Juventude Rural do Centro Oeste. O evento, organizado pela Contag, Fetadfe e STTRs, ocorre entre os dias 6 e 8 de junho, no Centro de Eventos Divino Paraíso, no Gama.
O objetivo é construir um marco referencial, estimulando o debate dentro do movimento sindical rural e nas ações governamentais, sobre direitos, políticas públicas de juventude e sucessão rural, na perspectiva da construção de políticas estruturantes e diferenciadas que contribuam com a permanência da juventude no campo com dignidade e qualidade de vida.
“Pretendemos construir, durante o encontro, uma agenda política da juventude rural do Centro Oeste, que será expressa na Carta da Juventude, na perspectiva de fortalecer a participação de jovens nos diferentes níveis de governo”, informou a secretária de Juventude da Fetadfe, Luana Araújo. A Carta apresentará as bandeiras de luta e reivindicações que se colocam como demandas urgentes da juventude trabalhadora rural brasileira, como uma reforma agrária ampla, massiva e de qualidade, políticas públicas, trabalho e renda e meio ambiente sustentável.
A secretária de Jovens Trabalhadores(as) Rurais da Contag, Mazé Morais, participará do evento. Segundo ela, “as expectativas para este encontro são muito positivas. Vamos tratar de temas importantes, como a luta por terra e a sucessão rural, além de dialogar sobre as dificuldades desses jovens para se manterem no campo. Estão todos muito animados”. Participação sindical
A juventude rural sempre esteve presente na trajetória de luta e organização do movimento sindical de trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Prova disso é a instituição da cota de no mínimo 20% de jovens nas direções sindicais, o que tem gerado condições justas de participação do segmento, além de possibilitar a renovação de quadros e de práticas políticas no contexto da ação sindical.
O secretário de Juventude da CUT Brasília, Douglas de Almeida, lembrou que a “juventude rural é referência para todo o movimento sindical pela ousadia em avançar no debate sobre cotas e, efetivamente, implantá-la em suas instâncias”. Para o dirigente, a juventude está organizada e tem uma grande capacidade de pensar a vida no campo, a partir da atuação sindical, como algo mais estrutural. “A constituição das cotas representa um importante passo para a construção de um sindicalismo com renovação permanente, democrático e participativo”, disse.
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Servidores de Planaltina de Goiás arrancam conquistas da prefeitura local
Jornalista: sindicato
Após 14 dias em greve e muita pressão junto à prefeitura, os servidores municipais de Planaltina de Goiás obtiveram uma grande vitória e avançaram na pauta de reivindicações.
A pauta conquistada inclui 5% do incentivo funcional a quem solicitou e ainda não havia recebido, mais 2,5% em novembro e 2,5% em maio de 2015; 5% do incentivo funcional àqueles que já recebiam 5% (completando os 10% previstos em lei); cumprimento da lei do abono anual a todos os servidores (5 dias); fornecimento de equipamentos de proteção (EPI) para os servidores; concessão de plano de saúde (projeto está na Câmara); e abono de todas as faltas dos dias de greve, com reposição negociada com as chefias imediatas.
O presidente do Sindiplag – sindicato que representa os municipais -, Jurandir Rodrigues Rocha, disse que “as conquistas parecem pequenas, porém, frente à atual conjuntura e aos problemas com o Executivo, a categoria está de parabéns, pois lutou por seus direitos e não baixou a cabeça”.
Ao logo da greve, que se encerrou por decisão de assembleia realizada no dia 22 de maio, a CUT Brasília acompanhou de perto a questão, manifestando apoio à luta e às reivindicações dos servidores e do Sindiplag. Impeachment
De acordo com o secretário-geral do Sindicato, João Edson Pereira de Carvalho, o pedido de impeachment do prefeito Eles Reis – encaminhado pelo Sindiplag junto aos vereadores – continua tramitando na Câmara Municipal. “A Comissão Processante para apurar denúncias contra o prefeito da cidade foi instalada e vamos esperar a Câmara se pronunciar. Ela tem 90 dias de prazo para fazer isso”.
João Edson reforçou que, independentemente do que venha a acontecer, a categoria saiu-se vitoriosa dessa luta. “Não foi nada fácil, mas conquistamos uma grande vitória”, disse.