Marco Civil da Internet é aprovado na Câmara

Na tarde desta terça-feira (25), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 226/11, o Marco Civil da Internet, com maioria dos votos das bancadas partidárias. O PPS foi o único partido que votou contra o projeto.
Após meses de intensa mobilização da sociedade civil e costuras políticas por parte do governo, o texto aprovado contempla os três pontos centrais reivindicados pelos movimentos sociais que ajudaram a construí-lo: neutralidade de rede, liberdade de expressão e privacidade.
No que se refere à neutralidade de rede, de acordo com o texto, as empresas não vão poder limitar o acesso a certos conteúdos ou cobrar preços diferenciados para cada tipo de serviço prestado. Após negociação, os deputados acordaram que a regulamentação deste trecho da lei caberá a um decreto da Presidência da República, depois de consulta à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI)
A garantia do direito à privacidade dos usuários também foi contemplada, especialmente a inviolabilidade e o sigilo de suas comunicações pela internet. Atualmente, as informações são usadas livremente por empresas que vendem esses dados para setores de marketing ou vendas.
O texto ainda prevê que a retirada de conteúdo da internet deverá ser feita a partir de ordem judicial, garantindo assim a liberdade de expressão na rede e evitando, por exemplo, que sátiras e críticas sejam removidas rapidamente só porque um político ou uma empresa se sentiu ofendida.
Apesar de críticas a alguns pontos do texto, como o artigo que prevê guarda de registros de acesso de usuários por 6 meses, abrindo brecha para espionagem, o Marco Civil da Internet é considerado uma vitória histórica, fruto da luta dos movimentos sociais brasileiros. “O FNDC e suas entidades filiadas atuaram desde que a matéria entrou na pauta de votação da Câmara, seja na articulação junto aos parlamentares e órgãos do governo, seja na pressão via redes e nas ações de rua e no Congresso. É uma vitória histórica do nosso movimento”, comemora Rosane Bertoti, coordenadora-geral do FNDC.
O texto agora segue para o Senado e, caso seja aprovado lá também, irá para sanção presidencial. Movimentos sociais afirmam que continuarão mobilizados pela efetiva aprovação do projeto.
Fonte: FNDC

Reunião do Fórum 50 anos de Resistência ao Golpe – 1964 a 2014

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Comitê pela Verdade, Memória e Justiça do Distrito Federal convidam todos e todas para uma reunião nesta quinta-feira (27), às 15 horas, na sede da CUT-DF (SDS – ED. Venâncio V – Bloco R – Subsolo – CONIC), para coordenarmos nossas atividades conjuntas nos 50 Anos de Resistência ao Golpe 1964 a 2014. Durante a reunião iremos consolidar nossa frente de luta conjunta em um “Fórum 50 Anos de Resistência do DF”.

Conferência e Oficina debatem comunicação sindical com dirigentes e profissionais

Para promover discussões, trocar experiências, organizar uma rede de informações e colher subsídios para sua Política de Comunicação, a CUT Brasília promoveu a Conferência de Comunicação Sindical e da Oficina de Redes Sociais. O evento ocorreu na segunda e terça-feira, dias 23 e 24 de março.
O painel de abertura abordou as políticas de comunicação integrada em entidades sindicais.
A diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Rosilene Correa, destacou que os sindicatos muitas vezes partem de um princípio errado para formular a sua comunicação. “Acabamos falando para nós mesmos, pois cremos que todos entendem o ‘sindicalês’, o que não é verdade. Fazemos uma comunicação ainda muito fechada, restrita ao Sindicato e demandas específicas da base”. Para a diretora, o caminho é unir forças com outras entidades, investir em tecnologia – na velocidade da comunicação – para fazer a disputa na sociedade. “Podemos formular um diálogo com a sociedade, mas com olhar coletivo, a partir de uma ferramenta [Facebook, por exemplo], articulada pelos sindicatos cutistas”, disse.
Sobre isso, Rolilene falou sobre os diversos veículos de comunicação (segmentados) que o Sinpro produz, mas “possuímos experiências com rádios e Tvs comunitárias, instrumentos que devem ser mais bem explorados”. A dirigente enfatizou ainda o projeto Outras Pautas, pelo qual são discutidos temas que vão além da educação, debatendo questões pertinentes à sociedade. “Temos que mexer com os ideais e a paixão das pessoas, daí a efetividade da comunicação”.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, complementou. “Além de termos os meios de comunicação, precisamos saber utilizá-los para envolver a sociedade nas demandas dos trabalhadores”, disse. Araújo explicou os desafios que o sindicato enfrenta para dar sequência à comunicação, como a existência de públicos distintos na base e a quantidade reduzida de recursos para produzir material. “Além disso, há o problema da formação política dos novos profissionais da área, que só têm olhos para o mercado e desconhecem totalmente a realidade dos trabalhadores”. O Sindicato dos Bancários, a exemplo do Sinpro, mantém uma equipe própria de profissionais para dar vazão às demandas.
Provocador, o coordenador de Comunicação da Contraf-CUT, José Luiz Frare, lembrou que a globalização foi difundida pelo mundo através da comunicação, “da linguagem da sedução”, como instrumento estratégico para a implantação dessa nova ordem econômica e social, o ideário neoliberal. “Conseguiram ao longo dos anos hegemonizar a economia nas páginas dos maiores veículos de comunicação. Prova disso é que só há espaço para economistas ou consultores dos grandes bancos darem a sua mensagem. Não há espaço para o sindicato, logo não há confronto de ideias. O nosso governo não teve a coragem de enfrentar essa mídia, como fizeram os países vizinhos”.
Para Frare, nunca o movimento sindical enfrentou uma correlação de forças tão desfavorável como agora. Para o jornalista, “o neoliberalismo fracassou e a prova é a crise de 2008, mas sobrevive politicamente. Continua na mídia, pautando muitas vezes as ações do governo. A estratégia é retirar direitos dos trabalhadores; por outro lado, os trabalhadores estão refratários aos sindicatos e à comunicação sindical”. Frare disse que é preciso investir nessa discussão e que a saída não está na imprensa escrita, em razão dos recursos altos e da infraestrutura elaborada, mas sim na web, usando todas as plataformas possíveis. “Como sugestão, poderíamos criar um meio de comunicação nacional, que abranja todos os assuntos, para além da pauta meramente sindical. Mas a comunicação mais eficiente ainda é o velho trabalho de base, o contato direto entre dirigentes e trabalhadores”, destacou.
Ainda na manhã da segunda-feira (23), a assessora e social media na Câmara dos Deputados, Débora Cruz, abordou o tema “O desenvolvimento das mídias e redes sociais nos movimentos sociais”. Ela destacou que as mídias sociais são uma nova maneira de interagir, mas as disputas são as mesmas, só que mais rápido e diretamente. No caso das plataformas, Débora enfatizou que é preciso fazer a disputa para além do Facebook, “cada vez mais nas mãos dos grandes investidores, do capital. O Facebook é o que é porque as pessoas deram esse poder a ele”. Segundo ela, é necessário investir em outras plataformas, como o YouTube, e transformar os sites institucionais em portais de notícia, para disputar opinião, mostrar credibilidade e conquistar a confiança”.
No mesmo painel, o social media do Sindicato do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Marcos Paulo de Lima, reforçou o posicionamento de direcionar as redes para o site institucional das entidades. Mas ressaltou que não basta postar a notícia, “mas garantir a integração com o trabalhador, fazer o debate para fidelizá-lo a nossa rede”. Com isso, disse Marcos, disputamos com os grandes veículos.

CUT pede ao governo a ratificação de Convenções Internacionais contra discriminação

 No Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado nesta sexta (21), secretária de Combate ao Racismo da CUT participa de seminário que discute Década dos Afrodescendentes

No mês do Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado nesta sexta (21), o ministro das relações exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, agradeceu o protagonismo da CUT nas ações de enfrentamento à discriminação. O ofício foi enviado para a Central após troca de correspondência entre o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o ministro, onde o presidente manifesta apoio à adesão do País à “Convenção Interamericana Contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância” e à “Convenção Interamericana Contra Toda Forma de Discriminação e Intolerância” e pede sua ratificação no Congresso Nacional. Os documentos só tem validade na Organização dos Estados Americanos (OEA) após aprovação dos Deputados e Senadores.

 Em carta ao ministro, Vagner lembra que “Ao assinar essas duas Convenções, o Estado Brasileiro reafirma seu respeito e compromisso com a superação do racismo, da xenofobia e todas as formas de discriminação e intolerância. Só assim o povo pode exercer plenamente os seus direitos como construtores e construtoras históricos do país.”. A secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia Reis Nogueira também destaca a importância dos documentos. “São políticas de enfrentamento à desigualdade, à discriminação em geral, à violência simbólica exercida cotidianamente contra os negros e negras. E tudo em âmbito internacional, estruturando ações interligadas em defesa dos Direitos Humanos”, destaca.
Década dos afrodescendentes
Segundo a dirigente, a pauta de enfrentamento ao racismo vem tomando espaço na sociedade internacional. Os relatórios de Doudou Diène, relator especial das Nações Unidas sobre as Formas Contemporâneas de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Conexas de Intolerância, indicam a preocupação da Organização das Nações Unidas (ONU) com a questão. “Os avanços são muitos, mas ainda há muito a avançar”, complementa.
Confira aqui o relatório de Doudou Diène sobre o Brasil, em sua visita de 2005
Os documentos para os quais a CUT pede a ratificação pelo Brasil se somam às Conferências Internacionais contra o Racismo (Durban) e à Década Internacional dos Afrodescendentes, aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 2013. O decênio tem início em 2015, ano destinado a discutir internacionalmente a questão racial.
Nesta sexta (21),  Maria Júlia se reúne com outros movimentos sociais, com o Ministério das Relações Exteriores, com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e com a ONU para discutir ações conjuntas na América Latina no período de 2015 a 2024. “Queremos, neste seminário, pensar conjuntamente uma forma de combate ao racismo em todo o mundo. Os relatos dos diferentes países da América presentes constatam que, infelizmente, a desigualdade tendo a cor da pele como motivação acontece não apenas no Brasil, mas em todo o planeta.”, afirma. “Estratégias conjuntas tem maior sucesso”.
“A década dos afrodescendentes tem importância para o mundo todo, com ações fundamentais para estimular a discussão de políticas públicas que ajudem a construir um mundo igualitário.”, lembra a secretária. As organizações pretendem incluir o tema em discussões oficiais de organismos internacionais como a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e o Mercosul.
Copa e racismo internacional
Recentemente, fatos racistas por todo o mundo se espalharam pela imprensa. Os incidentes abarcam desde a ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira, e a ministra de Integração da Itália, Cécile Kyenge; até jogadores e árbitros de futebol. “O Estado tem obrigação de prevenir e punir casos de racismo”, afirma Júlia.
A presidenta Dilma, em reunião com o movimento negro decidiu colocar a questão do racismo como central na Copa do Mundo, em junho. A mandatária pediu mensagens de grandes lideranças religiosas mundiais para manifestar aversão ao preconceito.
Para Maria Júlia, essa é uma iniciativa importante, principalmente pelo número de pessoas que virão ao Brasil e a transmissão internacional do evento. A ação pode significar uma internacionalização ainda maior da luta de negros e negras contra a discriminação. “É interessante lembrar da campanha brasileira que acontecerá em junho. É uma época em que o mundo inteiro estará voltado para a Copa no Brasil”, lembra. Para a dirigente, os desafios no País são vários, como a equiparação salarial, os programas de cotas em serviços públicos e Universidades, o ensino de história e cultura brasileira nas escolas (Lei 10.639/03). “No Brasil, nós não somos minoria. Somos maioria, e essa maioria não se expressa quando analisamos a proporção de negros e brancos nas profissões mais abastadas, nos cargos públicos, nas melhores faixas salariais. É sabido que os negros recebem salários menores, mesmo quando tem a mesma formação que os brancos. São discussões e ações urgentes para o Brasil”.
Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial
O Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial foi instituído em homenagem às 69 pessoas mortas e 186 feridas no dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul. Uma manifestação de negros foi cruelmente massacrada pelo exército do Apartheid, sendo o episódio conhecido internacionalmente como Massacre de Shaperville (nome do bairro da capital).
Escrito por: Henri Chevalier – CUT Nacional

Em campanha, servidores da Educação acampam na Praça do Buriti

Representados pelo SAE-DF, os servidores da Carreira Assistência à Educação aprovaram em assembleia e montaram desde o dia 17 um acampamento em frente ao Palácio do Buriti, onde permanecerão até a sexta-feira (21). A medida visa a pressionar o GDF para os atendimento das reivindicações da categoria.
Durante a assembleia, realizada na segunda-feira (17), os servidores destacaram os pontos de pauta prioritários da campanha salarial 2014.
Além dos 38 pontos da pauta, estes são os principais:
1 – Auxílio Saúde.
2 – Alterações da lei 5106/2013 – Carreira Assistência à Educação
3 – Ocupação de todos os cargos e funções administrativas da Secretaria de Educação pela Carreira Assistência à Educação.
4 – Mudança urgente das especialidades dos agentes conforme acordado;
5 – Aumento dos valores das gratificações das funções gratificadas.
6 – Aumento do auxílio alimentação.
7 – Pagamento das pendências financeiras/exercício findo.
Diretores do SAE-DF se revezaram nas falas, apontando o início de uma grande luta da categoria, “principalmente pelo fim da discriminação praticada pelo governo contra os servidores da Carreira Assistência à Educação em relação a outras categorias do GDF que têm plano de saúde e tíquete alimentação em valor maior ao que nos é pago”.
Ponto destacado pelo secretário geral do SAE-DF e secretário de Relação do Trabalho da CUT Brasília, Denivaldo Alves do Nascimento, diz respeito ao pagamento das pendências financeiras. Denivaldo cobrou do GDF a publicação de um Decreto para efetivar esse pagamento o mais breve possível, “pois a categoria está exigindo essa quitação”, disse.
A Assembleia também aprovou a luta da CNTE, com paralisação nacional de três dias (17, 18 e 19/03) em defesa das reivindicações dos funcionários da educação.
Encontro com Agnelo
Ainda na segunda-feira (17), a Comissão de Negociações do SAE-DF foi recebida pelo governador Agnelo Queiroz e pelo secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda. A pauta da reunião girou em torno das demandas gerais da categoria e da pauta específica da Campanha Salarial 2014.
Na reunião, a Comissão explanou cada pondo de pauta. O governador, embora tenha exposto limitações orçamentárias para o atendimento das demandas dos servidores públicos do GDF de um modo geral, diante da pauta do SAE-DF, posicionou-se pela construção de uma contraproposta a partir de novas reuniões com o governo.
Confira abaixo as atividades do acampamento do SAE-DF até a sexta-feira (21).
Secretaria de Comunicação da CUT Brasília, com informações do SAE-DF

Greve dos servidores começa e fecha mais de 10 setores da UnB

Começou nesta segunda-feira (17) a greve dos servidores técnico-administrativos da UnB. No primeiro dia, mais de 10 setores da Universidade foram fechados, entre eles a Biblioteca Central, a prefeitura, o almoxarifado central e as Faculdades de Direito, Educação, Biologia e Tecnologia.
“Estamos a todo vapor. Nosso trabalho agora é emplacar cada vez mais adesão ao movimento grevista. Vamos trabalhar com unidade para garantir nossos direitos e avançar na nossa pauta de reivindicação”, afirma o coordenador geral do Sintfub, sindicato que representa a categoria, Mauro Mendes, que também é secretário de Saúde do Trabalhador da CUT Brasília.
A greve dos servidores técnico-administrativos é nacional. Entretanto, além da pauta de reivindicações comum a todos os servidores, há também a pauta de reivindicação local, que, entre outros pontos, exige a jornada de trabalho de seis horas diárias; a revogação dos aumentos abusivos nas moradias da UnB, da privatização do Restaurante Universitário e da gestão do Hospital Universitário pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh.
Nesta terça-feira (18), os servidores da UnB realizarão assembleia para discutir os rumos do movimento paredista. A atividade será às 9h, na Praça Chico Mendes. Após a assembleia, a categoria realizará ato na Universidade.
Clique aqui e veja a pauta de luta nacional e local dos servidores técnico-administrativos.

Mulheres trabalhadoras discutem atuação para promover a cidadania

Cerca de 40 lideranças feministas se reuniram nessa quinta-feira (13) no auditório da CUT Brasília para discutir a conjuntura nacional e local no contexto da mulher. De acordo com as debatedoras do tema, apesar do avanço em promoção social garantido nos últimos 12 anos, o Brasil ainda se mostra carente de uma democracia representativa e participativa, principalmente quanto ao recorte de gênero.
“A violência contra a mulher aumenta todos os dias e as respostas são insuficientes; há 20 anos isso acontece. Grande número de mulheres saiu da pobreza, mas não recebeu proteção social. Por isso 2014 é um ano de desafio. Temos que garantir o empoderamento da mulher, democratizar o poder para obter a cidadania”, afirma a integrante do Colegiado de Gestão do Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA, Guacira César de Oliveira.
A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) avalia que a “estrutura no Congresso Nacional pautada pelo interesse econômico” contribui para todas as desigualdades, inclusive para a existente entre homens e mulheres. “Tiramos milhares de brasileiros da miséria, mas os banqueiros, o agronegócio, os meios de comunicação continuam lucrando em detrimento da Reforma Tributária, da Reforma Política, da Reforma Agrária”. Segundo ela, “não temos em curso o grande golpe realizado em 1964, mas temos vários outros em andamento”. “O Congresso hoje tem parlamentares com projeto de conotação fascista, mas que conseguem levar 40 milhões de brasileiros para as ruas, têm base social, poder econômico e poder eleitoral. Precisamos de direitos humanos e equidade de gênero para estruturar uma nova sociedade”, disse a parlamentar durante o debate.
A secretária da Criança e do Adolescente do Distrito Federal, Rejane Pitanga, que assim como Erika Kokay já presidiu a CUT Brasília, também abordou a questão da promoção de políticas públicas para as mulheres. “O governo do DF está finalizando a construção de 50 creches públicas. É um grande avanço para a mãe trabalhadora nesse governo. Mas ainda há um déficit de cerda de 140 mil creches, por causa do abandono na área em épocas anteriores, informou. Para ela, a melhoria das condições das trabalhadoras em todas as áreas passa, principalmente, pela organização das mulheres. “Somos a maioria da população e temos papel essencial para a mudança deste país”.
De acordo com a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Graça Sousa, “o governo do DF não cumpriu o que prometeu”. “É no DF que acontecem os maiores índices de violência contra a mulher. Já tentamos dialogar inúmeras vezes com o governador, mas os compromissos não são efetivados. Não dá mais para ser assim. Em nível nacional ainda temos que avançar muito. Temos que ver mais mulheres na Câmara, no Senado, nos espaços de poder. A mulher foi para o mercado de trabalho, mas continua sendo o eixo estruturante do lar e principal responsável pelos afazeres domésticos. Essa lógica existe pela opressão do homem contra a mulher, impedindo-a de ocupar seu verdadeiro lugar”, avalia a secretária da CUT Brasília.
Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
 

Assembleia de servidores começa paralisação de três dias em Formosa

Os servidores municipais de Formosa deliberaram paralisar as atividades por três dias. A decisão foi tomada na quinta-feira (13) em assembleia da categoria, representada pelo Sinprefor, e é uma resposta ao andamento que o Executivo local tem dado às negociações com os servidores e à intenção do prefeito de retirar direitos e benefícios da categoria.
O prefeito Itamar Barreto pretende encaminhar para a Câmara um pacote de medidas que atinge em cheio os municipais, sob a alegação de conter gastos. Entre as propostas está redução do valor dos quinquênios; redução da gratificação de zona rural para professores e redução da gratificação dos funcionários de secretaria.
O presidente do Sinprefor, Alex Nunes, explicou que o que mudou nos últimos dias foi o percentual dessas reduções. “Mas os trabalhadores não aceitaram e acreditam que as propostas encaminhadas pela Prefeitura podem melhorar. Com mais um pouco de zelo, a pauta atende os servidores”, disse.
O Sinprefor tentou se reunir com o prefeito, mas um dos secretários afirmou que só marcaria a reunião se a paralisação fosse suspensa. “Vale lembrar que não tivemos contato direto com o prefeito ainda. Dois vereadores foram informados da dificuldade e afirmaram que vão auxiliar na marcação da reunião. Aguardamos e esperamos que o prefeito nos atenda, uma vez que caso não haja negociação durante o período os trabalhadores dificilmente irão recuar”, afirmou Alex.
“Os servidores deixaram claro nessa assembleia que são importantes para a sociedade e exigem respeito. Por outro lado, a prefeitura e o secretariado se escondem em desculpas frouxas para encaminhar mudanças que desvalorizam os servidores”, disse Francisco Hélio de Barros, diretor estadual da CUT Brasília presente no ato.
Leia também: Prefeito de Formosa segue com pretensão de retirar direitos dos servidores 

Sinpro-DF debate com jornalista influência da mídia na política e no mundo

O projeto Outras Pautas, uma iniciativa do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), recebe o jornalista Luís Nassif para um debate sobre conjuntura política no Brasil, abordando a influência da mídia na política e no mundo.
O evento será realizado no dia 18 de março, às 19h30, no Teatro da Escola Parque 308 Sul. A entrada é gratuita.
Entre os temas em pauta estarão a reforma politica, a democratização da mídia, as eleições 2014 e os ataques a países da América Latina.
O Outras Pautas tem por objetivo ampliar o debate com a categoria e com a sociedade sobre temas relevantes para o avanço da democracia.
Luís Nassif já passou pelas principais redações do país como “Folha de S. Paulo”, “Veja” e “TV Bandeirantes”. Atualmente trabalha em projetos próprios da Agência Dinheiro Vivo e apresenta o programa “Brasilianas.org” na TV Brasil, rede que faz parte da empresa estatal Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo em 1986 e ganhou o prêmio de “Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita” do site “Comunique-se” nos anos de 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Também recebeu o Prêmio iBest de “Melhor Blog de Política”, em eleição popular e da Academia iBest.

Servidores da UnB ratificam greve na abertura do 17º Congresso da categoria

Centenas de servidores técnico-administrativos da UnB participaram nesta terça-feira (11) de duas atividades importantes para a categoria: a assembleia de ratificação da greve, agendada para o dia 17 de março; e a abertura do 17º Congresso do Sintfub – Consintfub, que começou na própria terça-feira e segue até o dia 13 de março.
Greve
“Nossa greve tem como objetivo alcançar a vitória tanto em nível nacional, junto ao governo federal, quanto em nível local, junto à reitoria da UnB. A categoria está unida e disposta a fazer uma grande greve, e nós não vamos esmorecer”, afirma o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.
O secretário de Formação da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, participou da assembleia dos servidores técnico-administrativos da UnB e lembrou da importância da categoria para uma educação pública superior de qualidade. “A CUT está com vocês em nome da valorização dos técnico-administrativos e do ensino público, gratuito e de qualidade”, afirmou.
Consintfub
Em sua 17º edição, o Congresso do Sintfub tem como tema a “Ampliação e garantia dos direitos dos técnicos em Educação”. Em mesas temáticas, os servidores abordarão a avaliação de conjuntura, terceirização no serviço público, saúde e aposentadoria e democratização da gestão das universidades. Durante o Congresso ainda será eleito o Conselho Fiscal da gestão 2014/2015 e formulado o Plano de Lutas da categoria.
Educação
O primeiro tema tratado no 17º Congresso do Sintfub abordou a conjuntura política, econômica e social do Brasil. A representante da Central Única dos Trabalhadores – CUT, Rosilene Correa enfatizou que a política implementada pelo governo brasileiro não prioriza a educação.
“Ainda existem governantes que não cumprem a Lei do Piso Salarial da Educação. Houve queda de investimento na educação pública. Ainda não somos prioridade. Se o Estado não olha por nós, temos que ganhar aliados para podermos fazer a disputa. E o nosso maior aliado é a sociedade. Temos que mostrar que a educação tem função estratégica para que o Brasil, o povo brasileiro, avance. Uma educação pública de qualidade resulta em um país melhor em todas as áreas”, avaliou Rosilene Correa. De acordo com a dirigente cutista, o mais importante na luta pela valorização da educação e dos educadores é “ter unidade entre os trabalhadores”. “Sabemos que não há nada a fazer se não for por este caminho”, afirma.
>>> Clique aqui e acompanhe todas as notícias sobre o 17º Congresso do Sintfub pelo Facebook.

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