Fórum da Democracia relembra resistência às atrocidades da ditadura

Na próxima quarta-feira (26/2), entidades e movimentos da sociedade civil lançam o Fórum da Democracia, uma instância para celebrar os 50 anos de resistência na passagem do cinquentenário do golpe militar de 1964. O evento será na sede do Conselho Federal da OAB, das 10h às 18h, e contará com a participação da CUT Brasília, UNE, UBES, OAB, entre outras organizações.
Para o secretário de Política Social da CUT Brasília, Ismael José César, a iniciativa é fundamental. “Não podemos deixar essa data passar em branco, tendo em vista que a classe trabalhadora do Brasil foi determinante na resistência ao golpe militar de 64 e na luta pela derrubada da ditadura. Inclusive a CUT nasce desse enfrentamento por parte dos trabalhadores. Portanto, é fundamental a nossa presença nas atividades que serão realizadas ao longo do ano para que fatos como esse não se repitam na história do país”, disse.
“O golpe militar promoveu intervenções e invasões em milhares de sindicatos, centenas de lideranças sindicais foram perseguidos, cassados, presos, muitos deles mortos, torturados e desaparecidos. Foi um ataque feroz e violento dos militares, apoiados por setores empresariais, que tentou dizimar os movimentos sindical e popular e a organização política dos trabalhadores. É uma história que precisa ser contada e resgata para as atuais e futuras gerações, para mostrar que as conquistas das forças populares sempre surgem de muitas lutas”, afirma Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.
Ainda no dia 26 as entidades divulgarão um calendário conjunto, unificando as atividades que ocorrerão pelo país em 2014.
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Plenária em Brasília debate Plebiscito Popular para Reforma Política

Em grande encontro realizado no sábado (15), campanha reuniu mais de cem entidades de todo o Brasil
A CUT, outras centrais sindicais e movimentos sociais realizaram no último sábado (15), em Brasília, a plenária do Plebiscito para uma nova Constituinte Exclusiva para fazer a Reforma Política. Com a presença de dezenas de entidades (confira aqui as entidades), a reunião fez um balanço da Campanha e procurou organizar os próximos passos para o sucesso da iniciativa.
A CUT Nacional foi representada por Julio Turra, Diretor Executivo; Rosane Silva, secretária da Mulher Trabalhadora; Alfredo Santos Jr., secretário de Juventude e Rosane Bertotti, secretária de Comunicação. Também estavam presentes as diversas Estaduais e Ramos da CUT, que realizaram intervenções reafirmando o compromisso da Central na luta pela Reforma Política, pela real representatividade da sociedade nas instâncias de poder; pela participação das mulheres, juventude, negros e trabalhadores, do campo e da cidade, no processo político.
A secretária de Comunicação da CUT , Rosane Bertotti, coordenou a mesa de análise de conjuntura realizada com o advogado Ricardo Gebrim e a socióloga Misa Boito.
Para Misa, há acordos conservadores no Congresso para boicotar o plebiscito. A socióloga aponta, ainda, que a minirreforma eleitoral em tramitação no congresso não apenas deixa tudo como está, mas piora ainda mais a possibilidade de renovação do Congresso, introduzindo voto distrital, cláusulas de barreira para partidos menores e mantendo o financiamento privado de campanha.
Para ela, a proposta de reforma apresentada pela sociedade civil tem eixos importantes, como o voto proporcional e o financiamento público de campanha – solução para diminuir a representação de empresários e latifundiários com recursos para eleger seus representantes -, mas a campanha é ampla e cabe a todos os setores.
“Tem de ter o cuidado nesta campanha de não deixar ninguém de fora. Outros projetos que existam tem lugar aqui. O objetivo da Campanha é elaborar junto e não apresentar proposta pronta.”, afirma a socióloga.
Segundo Misa, o desafio da ala progressista da sociedade é ocupar as ruas no debate para a reforma política efetivamente democrática. “Há um caldo de cultura que está aí e cujas reivindicações não foram alcançadas. Deixar este movimento sem uma perspectiva política é triplicar o risco de manipulação dos setores conservadores.”, complementa.
De acordo com o advogado Ricardo Gebrim, membro da Coordenação Nacional do Movimento Consulta Popular, a sociedade está em um momento em que se abrem possibilidades de grandes transformações sociais. Para ele, o grande desafio dos movimentos organizados na Consulta Popular é fazer do debate para a realização do plebiscito um meio de disputar esta nova força social, a juventude e a classe trabalhadora que se empodera pela primeira vez. Essas forças sociais tem grande probabilidade de retomar as ruas neste ano peculiar de eleições e copa.
O desafio que se impõe aos movimentos organizados da Consulta popular é acatar esse seu sentimento que é essencialmente o sentimento da ampliação da democracia; é fazer com que este novo ator político se enxergue nos movimentos populares organizados e perceba a possibilidade de construção da unidade.
“Esse é o nosso desafio histórico, gigantesco: construir esta solução política da constituinte.”
De acordo com Gebrim, a constituinte é a grande solução pendente da transição da ditadura. “A transição ficou incompleta, fomos derrotados nas Diretas Já, fomos derrotados no formato e convocação da Constituição que foi promulgada em 1988. Este processo não se concluiu, nós temos esta deformação que gera um abismo gigantesco que nos levou a esta situação. Quando as ruas pressionaram por mais democracia o Congresso não apenas foi insensível mas rebaixou a ponto de fazer a mini contra reforma eleitoral que chega a ser uma afronta que caminha na contramão do que pedem as ruas.”
Gebrim finaliza dizendo que, apesar de nossa linguagem nos materiais da campanha ser adequada, temos que construir um caminho que atinja esta juventude que está insatisfeita e não se identifica com a esquerda organizada. O plebiscito é um meio pedagógico para atingirmos milhões de brasileiros e terminarmos 2014 com as forças progressistas aglutinadas em torno de uma bandeira; crescimento popular dos movimentos populares e ampliação da democracia.
Escrito por: Conceição Oliveira
 
 

CUT prestigia Congresso Nacional do MST

Central parabeniza 30 anos do movimento e ressalta importância da união da classe trabalhadora e luta pela Democratização da Comunicação

A CUT esteve presente no 6º Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, realizado em Brasília, de 10 a 14 de fevereiro. Representada pelo presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, e pela secretária de Comunicação da CUT Nacional, Rosane Bertotti, a entidade destacou a importância do movimento para o País e parabenizou o MST pelos 30 anos de luta.
Democratização da terra e da mídia
Na manhã de quinta-feira (13), Rosane Bertotti, secretária de Comunicação da CUT Nacional e coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), lembrou sua trajetória de militância junto à agricultura familiar, ajudando a organizar a luta camponesa, e destacou a importância da Democratização das Comunicações no Brasil, um latifúndio ainda mais concentrado do que o da terra.
A dirigente abordou o modo como a grande mídia monopolizada, ao selecionar suas pautas, distorce a realidade, criminaliza os movimentos sociais e deixa de informar a população brasileira sobre o quão rico e importante para o país é um movimento como o MST. Para ela, a luta do movimento é histórica e vem construindo um Brasil mais digno.
“A luta do MST não é apenas uma luta pela terra. A luta do MST é uma luta por Democracia, é uma luta por Educação, é uma luta por um outro País. É uma luta feita por homens e mulheres que constroem este País com dignidade.”, destacou a secretária.
A secretária de Comunicação da CUT Nacional também falou da importância da marcha de quarta-feira (12), que ocupou as ruas de Brasília, e criticou a versão da imprensa sobre o ato, lembrando que a grande mídia monopolizada no Brasil não tem interesse na luta dos movimentos sociais, se limitando a criminalizá-los.
“Eu queria que aquela mesma imprensa que mostrou de forma errônea a marcha de quarta-feira (12) estivesse aqui pela manhã para ver o brilho dessas crianças, para mostrar que aqui tem cultura, que aqui tem conhecimento, que aqui tem Educação”, disse Bertotti.
Rosane destacou a capacidade de organização dos trabalhadores rurais sem terra; sua força produtiva na alimentação popular a partir do saber das comunidades; a saúde dos médicos populares nos acampamentos. No entanto, para a dirigente, tudo isso é ignorado por boa parte dos brasileiros.
“Eu queria que a imprensa mostrasse a realidade da vida no campo, isso a imprensa não mostra. Por isso, da mesma forma que enfrentamos o latifúndio da terra, precisamos enfrentar o latifúndio da Comunicação”,  ressaltou a secretária, sob aplausos dos participantes do Congresso. A dirigente conclamou o MST para se juntar à luta pelas assinaturas do PLIP – Projeto de Lei de Mídia Democrática – ressaltando que a Democratização da Comunicação virá das mãos do povo brasileiro, de sua capacidade organizativa.
Consciência de classes
Na manhã anterior, de quarta–feira (12), o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima,  participou da mesa onde diversas organizações sociais discutiram os desafios da classe trabalhadora no país. Parabenizando o MST pelos seus 30 anos, o dirigente destacou a importância do 6º Congresso Nacional para o avanço da consciência de classe na luta dos trabalhadores contra o capital. Adi também ressaltou que o Brasil não pode mais esperar 30 anos para fazer a reforma agrária e reforçou a importância da união da classe trabalhadora para fazer a reforma agrária popular e a Democratização das Comunicações:
“Quando a gente se divide, quem ganha é o capital. O MST não mudou, este Congresso desmente o que diz a grande mídia; a terra é vital para manter e sustentar o povo brasileiro. Precisamos também lutar pela Democratização da Comunicação. Queremos e vamos nos somar a vocês para que haja a distribuição de terras e seguir na luta”, disse Adi.
 
 

Congresso do MST faz balanço e define táticas de luta pela reforma agrária

Uma história de 30 anos marcada por luta, resistência, solidariedade, vitórias e esperança. Uma história muitas vezes abafada pelo capital, pela tentativa de dominação, mas que insiste, se supera, se torna ainda mais forte somada à memória de quem perdeu a vida por lutar contra o latifúndio e pela divisão de terras para o povo. A história de uma luta que só descansará quando se realizar, não pela metade, mas por inteiro. Foi esta a Movimento dos Trabalhadores feira (10), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.
Ao chegar ao estacionamento do Nilson Nelson, chamavam a atenção as tendas com produtos de fabricação independente, as filas organizadas, as barracas do acampamento onde cerca de 15 mil pessoas pernoitarão por dias, os sorrisos de quem confraterniza pactuado com os olhos de esperança por um mundo mais justo e fraterno. Ao entrar no ginásio idealizado ainda na década de 1970 e famoso por realizar eventos esportivos, o coro das vozes organizadas, o agito das
bandeiras avermelhadas, os cantos de superação e resistência emocionavam.
No centro do estádio, 1.500 trabalhadores sem terra encenaram sua própria história, desde 1980, quando a repressão militar tentou, com armas de fogo e torturas, silenciar o povo. A repressão resultou na organização dos trabalhadores urbanos, camponeses, indígenas, que se fortaleceram diante do Estado repressor e pressionaram para pôr fim à ditadura militar. Uma dessas organizações se intitulou Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, em 1984, e Na encenação, composta por cinco atos, os corpos tingidos das cores do Movimento (vermelho, preto, verde e branco), fizeram formas de flores, romperam cercas de latifúndio e apresentaram os pilares fundamentais do MST: direção coletiva, unidade, vínculo com a base e estudo e trabalho.
Rumos
Nesta sexta edição, o Congresso que acontece a cada cinco anos para fazer um auto balanço das ações e projetar os próximos passos do Movimento trouxe como .
A temática abordada não levanta um tema novo, mas instiga a vontade de levantar números, analisar estatísticas, traçar um panorama do que foi o MST nos últimos 30 anos e saber quais as consequências disso na implementação da Reforma Agrária Popular.

De acordo com o diretor do MST Nacional, Alexandre Conceição, foram dois anos de preparação para o VI Congresso. Neste período, foi avaliada a importância de se abordar, por exemplo, o avanço do capital na agricultura brasileira e o
poder das empresas transnacionais no travamento da Reforma Agrária, ou saber por que o governo não participa ativamente para avançar na distribuição de terras.
O dirigente nacional do MST se antecipa e diz que este é um problema conjuntural e estrutural. “Existem vários fatores (que entravam a Reforma Agrária). A conjuntura internacional levou à estagnação do processo de Reforma
Agrária, com as crises financeiras, por exemplo. A conta não está só no governo. O governo tem uma parcela grande de culpa, mas o Poder Judiciário, por exemplo, é super ágil para despejar famílias, mas completamente lento e capacho do capital e do latifúndio para desapropriar terras. Há mais de 900 mil hectares de terra em litígio, há mais de 10 anos, e é só um juiz dar uma sentença para desapropriar a terra, mas não dá. Nosso sistema político também colabora contra a Reforma Agrária. Se a gente permanecer com este sistema financiamento privado, as empresas vão dominar completamente o parlamento brasileiro só para fazer leis que beneficiem a eles próprios. Só na bancada ruralista (na Câmara dos Deputados), são 150 deputados que defendem os interesses da classe dominante, das transnacionais”, explica.
Alexandre Conceição também lembra que, apesar de ainda ter muito a avançar, conquistas importantes foram garantidas pela luta do MST. “Cerca de 350 mil famílias que não tinham acesso à terra hoje estão assentadas; mais de 100 mil
pessoas alfabetizadas; 8 milhões de hectares desapropriados. Temos um saldo positivo da nossa luta, mas agora é preciso mais”, avalia o dirigente nacional do MST.
Marcha
Dentre as atividades do VI Congresso do MST está programada uma marcha dos trabalhadores para a tarde de quarta-feira, dia 12. Ainda não foi divulgado o trajeto da manifestação.
O Congresso termina no dia 14 de fevereiro, quando serão definidas as táticas de luta para a Reforma Agrária para o próximo período, além de realizada a posse da nova direção nacional do MST.
Secretaria de Comunicação da CUT Brasília

CUT define Plano de Ação para 2014/2015

Dirigentes de todas as regiões do País reunidos em SP estabelecem o calendário e as prioridades da luta pela pauta da classe trabalhadora

A CUT conclui nesta quarta-feira (12) a oficina de planejamento nacional que definirá o seu Plano de Ação para o período 2014/2015. Executiva, secretários e secretárias nacionais, dirigentes das Estaduais e de macrossetores debatem desde terça-feira (11), na capital paulista, as ações e mobilizações  que a Central vai promover em defesa da pauta da classe trabalhadora e também em defesa de temas considerados prioritários, como a reforma do sistema político e as eleições.
O secretário-geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, avaliou como muito “positivo e produtivo” o primeiro dia da oficina. Após análise de conjuntura feita pelo secretário nacional de Administração e Finanças, Quintino Severo, e exposição de dados sobre a economia brasileira pelo Dieese, foram iniciados os debates e a definição das ações.
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Um diferencial da oficina deste ano foi o aproveitamento do resultado dos encontros regionais de planejamento realizados ao longo de 2013, nos quais cada Região pode debater e estabelecer ações e prioridades com dirigentes da Nacional conforme a realidade dos/as trabalhadores/as e conjunturas regionais.
Segundo a secretaria-geral, o planejamento para o restante do mandato “parte de balanço positivo das ações da CUT em 2013 em defesa da pauta da classe trabalhadora e contra a precarização das relações de trabalho”. A integração entre a CUT nacional, as Regiões e os macrossetores é um dos destaques, além do sucesso da maior parte das ações planejadas pelas Secretarias Nacionais e as Estaduais da Central.
O Plano de Ação da CUT 2014/2015 terá em vista os eventos que vão mobilizar e expor ao mundo o Brasil a partir de junho deste ano: a Copa e as eleições, além da agenda da Central – 14ª Plenária Estatutária, no primeiro semestre, e 12º CONCUT, em 2015.
Permeando todos esses acontecimentos, lembraram Quintino e Sérgio Nobre em suas falas, estão as manifestações deflagradas em junho do ano passado – inicialmente detonadas contra a alta das tarifas do transporte coletivo em São Paulo – e que avançaram 2014, agora contra os gastos da Copa. Essas manifestações e seus desdobramentos, em parte, estão sendo instrumentalizados pela mídia tradicional para depor contra o projeto progressista apoiado pela CUT e acirrar as disputas políticas.
“É fundamental que o planejamento das ações da CUT, além do seu propósito,  também sirva para estreitar as relações entre os ramos, as Estaduais  e  a Direção Nacional, além de renovar o nosso compromisso maior, que é o de fortalecer o sindicalismo CUT para quempossamos prosseguir, cada vez mais fortes, com a nossa ação e, assim,  seguir transformando a sociedade brasileira”, afirmou Sérgio Nobre.

Campanha por mudança no sistema político ganha Comitê Distrital

Com a participação de lideranças políticas, sindicais e de movimentos sociais e populares, foi instituído o Comitê Distrital da Campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. O evento de lançamento ocorreu no auditório da CUT Brasília, no sábado (8).
A Campanha se baseia em dados do Congresso Nacional, no qual a grande maioria dos deputados e senadores faz parte da minoria da população brasileira, a elite social e econômica do país. Para se ter uma ideia, em contraposição à grande maioria da população, mais de 70% dos parlamentares são fazendeiros e empresários. Apenas 9% são mulheres e 8,5% são negros.
Isso indica a necessidade urgente de mudanças para bloquear a atual influência nociva do poder econômico nas eleições e para que os setores majoritários tenham representatividade legislativa e, com isso, possam ver suas demandas atendidas.
Para a vice-presidente da CUT Brasília, Cleusa Maria Cassiano, os desafios que envolvem essa iniciativa são imensos, “pois vamos enfrentar a resistência dos poderes constituídos. Não interessa a esse Congresso fazer essa discussão, mas vamos pressionar”, disse.
Cleusa explicou que a Central vai colocar toda a estrutura cutista engajada neste processo, ou seja, ampliar o debate junto aos sindicatos filiados e, por consequência, à sociedade.
“O atual sistema ajuda a despolitizar. Então precisamos criar uma força política de forma a que essa questão possa ser levada como bandeira de luta nos próximos anos”, enfatizou.
Próximos passos – Os comitês estaduais e distrital realizam uma Planária Nacional no próximo dia 15, das 9h às 18h, em Brasília. O evento será realizado no Albergue da Juventude de Brasília, no Setor Recreativo Parque Norte (SRPN), Quadra 2 – Asa Norte – atrás do Palácio do Buriti, depois da TCB, no camping de Brasília. Os telefones do local são 3343-0531/3344-9191.
Secretaria de Comunicação da CUT Brasília

Movimentos sociais farão caravanas pela democratização da comunicação

Em plenária nacional da campanha “Para Expressar a Liberdade”, que contou com Altamiro Borges e Maria Inês Nassif, organizações apontaram calendário de lutas para 2014

feira (7) da plenária nacional da campanha Para Expressar a Liberdade, que defende a democratização da comunicação no país.
O debate principal foi a estratégia para divulgar e coletar assinaturas em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações (Plip). A Constituição de 1988 traz artigos sobre a liberdade de expressão, mas depende de leis para regulamentá-los e impedir, por exemplo, que poucas famílias sejam donas de vários meios de comunicação, como acontece hoje no Brasil, impossibilitando a pluralidade de ideias e opiniões. Ou que políticos sejam donos de emissoras de rádio e TV.
O Plip precisa de 1 milhão e 300 mil assinaturas para ir ao Congresso Nacional e, entre fevereiro e abril, as entidades que integram a campanha irão promover pelo País caravanas da democratização da comunicação e cursos de formação. Também lançarão comitês da campanha nos estados onde ainda não existem.
Já os comitês atuarão para pautar o tema em mobilizações e cobrarão dos candidatos ao Executivo e Legislativo o comprometimento com o projeto.
Além disso, as organizações assumiram o compromisso de promover ações de coleta de assinaturas ao longo de 2014 e discutiram a necessidade da campanha caminhar ao lado de outras agendas comuns, como o Plebiscito pela Constituinte da Reforma Política.
Projeto unitário
Secretária de Comunicação da CUT e coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti, apontou que a campanha acertou ao colocar a liberdade de expressão no centro do debate e fazer com que a velha mídia também tivesse de abandonar o discurso da censura para combater a proposta.
A dirigente exaltou ainda o amplo debate sobre o Plip que, mesmo sem contemplar integralmente todas as organizações, passou a existir e foi às ruas. Ela ressaltou, porém, que é preciso ampliar a mobilização para alcançar o número de assinaturas exigido pelo Congresso. “Este ano temos que fazer debates sobre Copa, eleições, grandes eventos, mas temos que manter forte as discussões sobre a comunicação.”
Ano de otimismo
Durante o encontro, o jornalista e presidente do instituto Barão de Itararé, Altamiro Borges, mostrou-se otimista em relação aos debates sobre a liberdade de expressão.
Para ele, o tema ganhou projeção no mundo por meio de medidas como a assinatura na Inglaterra de uma lei mais rígida para os impressos, que garante obrigações como o direito de resposta, e a regulamentação dos meios em países vizinhos, como Argentina e Equador.
Segundo Borges, o ano de Copa e eleições fará com que a mídia radicalize o discurso no Brasil. Isso intensificará a discussão sobre o papel dos meios de comunicação e abrirá espaço ao projeto, avalia. “Não dá para esperar que o governo e o Congresso se mexam, é preciso muita pressão e o Plip é um extraordinário instrumento para isso”, defendeu.
Batalha política
Ainda sobre o papel do Executivo federal no processo de democratização, ele acredita que não haverá mudanças significativas neste ano, a não ser que ocorra algo extraordinário, como as denúncias sobre espionagem dos EUA, responsáveis por obrigar o governo a assumir a defesa de um marco civil da internet e da neutralidade na rede.
Para Altamiro Borges, o governo entende que não é possível comprar mais uma briga com um inimigo poderoso, pensa não haver correlação de forças favorável no Congresso e acredita que os meios de comunicação não possuem mais tanta capacidade de influenciar a sociedade. Uma avaliação classificada por ele como equivocada. “Não mudarmos a correlação de forças no Congresso demonstra que, se não conseguiram vencer Lula e Dilma, conseguiram rebaixar nossa representatividade”, apontou.
Também sobre o tema, a também jornalista Maria Inês Nassif acrescenta que, desde 2002, o PT ganha as eleições, mas a oposição leva a batalha.
Para ela, o Plip é um trabalho de articulação que deve refletir o anseio da sociedade pela “democratização da democracia”. “Além do desafio de ganharmos o governo, temos o desafio de nos livrarmos das heranças da ditadura que carregamos ao longo dos anos. Não limpamos a casa direito e precisamos democratizar a mídia, os partidos, fazer a reforma política. Encontrar guarida no espanto das pessoas diante do poder relativo”, defendeu.
Avanços e retrocessos
Maria Nassif e Altamiro Borges concordaram que a substituição da ministra Helena Chagas por Thomas Traumann na Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal representam avanço e uma aproximação da presidenta Dilma com setores do partido mais alinhados com Lula.
O mesmo vale para as declarações do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre um projeto de regulamentação da mídia.
Para Borges, porém, na comunicação, o governo Dilma recuou em relação ao governo Lula que, apesar de não encampar uma lei para democratizar os meios, criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Plano Nacional de Banda Larga, reposicionou as verbas de publicidade da Secom e contemplou mais veículos, além de convocar a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom).
“A luta pela liberdade de expressão representa um novo cenário na nossa sociedade. A questão não é mais só de inclusão via consumo, mas também através da cidadania”, defendeu.

Escrito por: Luiz Carvalho e Henri Chevalier

 
 

Mulheres cutistas preparam ato unificado e garantem participação no Plebiscito por Constituinte

O lema “Trabalhadoras em luta por um modelo de sociedade com igualdade, liberdade e autonomia” permeou a primeira reunião do Coletivo de Mulheres cutistas ocorrido nessa quarta-feira (5), no centro da capital.
Umas das principais assumidas neste ano é a defesa pelo Plebiscito de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para 2014. Isso significa apoiar a construção de uma assembleia de representantes eleitos (as) pelo povo que debatam temas e regras para mudar o atual sistema político.
As cutistas também debateram a preparação do ato unificado do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.  As reuniões de organização estão ocorrendo às quartas-feiras, às 18h30, na Casa do Professor, na Rua Bento Freitas, nº 71, no Largo do Arouche, ao lado do metrô República.

Central de luta
Entre os temas aprovados na reunião – que farão parte do jornal das Mulheres em 2014 – estão reforma política, igualdade de direitos, luta por creche, saúde da mulher trabalhadora, democratização dos meios de comunicação (tema do 1º de maio da CUT-SP) e a luta contra a violência à mulher. Neste último, as dirigentes sindicais lembraram o que vivenciaram durante a Caravana pelo Fim da Violência Contra as Mulheres que percorreu o Estado de São Paulo durante 30 dias, entre novembro e dezembro de 2013.
O presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, enfatizou durante o encontro que a Central luta pelo protagonismo das mulheres.  “É preciso equiparar direitos, pois ainda hoje as trabalhadoras têm menores salários em relação aos homens, piorando ainda mais quando fazemos o recorte racial”, afirmou.
O dirigente também ressaltou que, no campo da representação política, vale lembrar as disputas na última eleição de Dilma Rousseff. “Sabemos que eleger uma mulher como presidenta numa sociedade machista é uma grande conquista. Precisamos ter consciência disso no momento das eleições em 2014”.

Reformas na política
A consulta do Plebiscito Popular pela defesa de uma Constituinte Exclusiva e Soberana ocorrerá entre os dias 1º e 7 de setembro de 2014. Com urnas espalhadas por todo o Estado de São Paulo, uma única pergunta será feita à população: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”
A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Sonia Auxiliadora, afirma que “este tema estará nas bandeiras cutistas em todos os espaços de luta que acontecerão no Estado de São Paulo”.  Para a dirigente, a mudança no sistema político deve permitir que mulheres em sua diversidade, negros (as), indígenas e outros grupos excluídos ocupem as cadeiras do Congresso, que é representado por uma maioria de homens brancos.
Em São Paulo, o Comitê Estadual do Plebiscito Popular foi criado no dia 30 de novembro de 2013. A 1ª Plenária Municipal de São Paulo e o lançamento do Plebiscito na cidade serão no dia 15 de março, com local a definir. Reuniões dos comitês locais irão ocorrer durante todo este mês de fevereiro.

Participação e agenda
No mês de fevereiro, o Coletivo participará do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Adoecimento Psíquico das Mulheres no Trabalho. As datas, local e horários serão informados pela Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-SP.
O encontro dessa quarta (5) reuniu mulheres e homens sindicalistas de diferentes categorias do interior, capital e da Grande São Paulo no Centro de Formação Sindical 18 de agosto, do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP).
Fonte: CUT-SP

Congresso Nacional de Jornalistas vai discutir democratização da comunicação

Marcado para os dias 2 a 6 de abril, em Maceió (AL), o 36º Congresso Nacional dos Jornalistas está no centro das agendas dos sindicatos da categoria. Vários deles organizam seus Congressos estaduais ou Encontros preparatórios para março. A Executiva da FENAJ prorrogou o prazo de envio de teses e inscrição de delegações ao evento nacional até o dia 17 de março.
Bianual, o Congresso Nacional dos Jornalistas – instância máxima de deliberações do movimento sindical da categoria – geralmente é realizado no segundo semestre de cada ano. Em função da situação excepcional da realização da Copa do Mundo de 2014, além da eleição no Brasil, o Congresso de Alagoas, com o tema central “O Jornalista, o Jornalismo e a Democracia”, foi antecipado para o primeiro semestre.
O evento será aberto no dia 2 de abril, às 20h30, com a conferência sobre o tema central. Na mesma data, durante o dia, acontece o I Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (I Enjira) e a reunião ampliada da Comissão da Verdade instituída pela FENAJ com as comissões estaduais instituídas pelos sindicatos.
Ao todo, o congresso terá seis painéis, com os temas “O futuro do passado do jornalismo”, “A crise do mau jornalismo”, “Jornalismo novo ou novas plataformas”, “Defesa do trabalho, defesa da democracia”, “Regular para democratizar” e “O jornalismo e a democracia contemporânea”.
Também haverá quatro Rodas de Conversa, abordando temas como: Ética jornalística e democracia; O poder feminino nas redações; Novas diretrizes curriculares e estágio em jornalismo; e Jornalismo investigativo – ferramentas e conflitos éticos na apuração.
As oficinas, num total de seis, tratarão de assuntos como: Qualidade da imagem e o imediatismo da notícia; Apuração e texto final no webjornalismo; Os limites da lei na cobertura eleitoral; Jornalismo no rádio; Assessoria de imprensa e redes sociais; e Jornalismo esportivo – a logística de um repórter na Copa do Mundo.
Entre os palestrantes confirmados constam nomes como o do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo; do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve; do sociólogo francês Dominique Wolton; do jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa; dos professores e jornalistas Eduardo Meditsch, da UFSC, Juremir Machado, da PUC/RS, Fábio Fernandes e Pollyana Ferrari (da PUC/SP e ECA/USP, respectivamente) e do experiente repórter fotográfico Juca Varela.
Congressos e teses
Grande número de Sindicatos dos Jornalistas optaram por realizar seus congressos estaduais para eleição de delegados e aprovação de teses ao 36º CNJ nos dias 8 e 9 de março. São os casos, por exemplo, do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Município do Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, o Congresso Estadual está confirmado para o dia 15 de março. No Distrito Federal o evento será dias 14 e 15.
Nos próximos dias a FENAJ encaminhará aos Sindicatos as teses guias para o processo deliberativo nas plenárias do 36º CNJ. Os Sindicatos poderão emendá-las ou propor suas substituições com teses aditivas, supressivas ou substitutivas, bem como apresentar novas teses (avulsas) que não estejam contempladas nas teses guia. Todas, porém, deverão passar por prévia deliberação de Congressos, Encontros ou assembleias da categoria. Não serão aceitas teses individuais de delegados ou observadores. O prazo final para inscrição de teses e delegados é o dia 17 de março.
Inscrições
Jornalistas, professores e estudantes de jornalismo já podem fazer inscrição no site do Congresso. No espaço virtual, os interessados também poderão encontrar informações gerais sobre o evento.
Fonte: Fenaj

Movimentos lançam no dia 8 campanha por mudança no sistema político

No próximo sábado (8/2), às 8h, a CUT e sindicatos filiados, movimentos sociais e populares, e demais centrais, realizam o lançamento da Campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e o Planejamento para esta Campanha, no DF. O evento será na sede da CUT Brasília (SDS Edifício Venâncio V subsolo – lojas 4, 14 e 20).
Para o secretário de Política Social da Central, Ismael José César, a participação da CUT nesse processo, além de buscar o combate ao poder econômico e à corrupção eleitoral – vez que financiamento privado das campanhas leva inexoravelmente a isso -, vem no sentido de garantir a democratização do pleito eleitoral, permitindo que os trabalhadores, de fato, possam disputar eleições nos mais diversos níveis, haja vista que da forma que está hoje é impossível um trabalhador se eleger a qualquer cargo público, em razão do alto custo dessas campanhas”.
A iniciativa se baseia em dados do Congresso Nacional, no qual a grande maioria dos deputados e senadores faz parte da minoria da população brasileira, a elite social e econômica do país. Para se ter uma ideia, em contraposição à grande maioria da população, mais de 70% dos parlamentares são fazendeiros e empresários. Apenas 9% são mulheres e 8,5% são negros.
Isso indica a necessidade urgente de mudanças para que os setores majoritários tenham representatividade legislativa de igual tamanho e, com isso, possam ver suas demandas atendidas.
Para solucionar esse problema não basta mudar as pessoas que estão no Congresso. É preciso mudar as regras do jogo, mudar o Sistema Político Brasileiro, organizando um Plebiscito Popular que lute por uma Assembléia Constituinte – que será exclusivamente eleita e terá poder soberano para mudar o Sistema Político Brasileiro, pois somente através dessa mudança será possível alcançar a resolução de tantos outros problemas que afligem o povo.
O que é um Plebiscito?

Um Plebiscito é uma consulta na qual os cidadão e cidadãs votam para aprovar ou não uma questão. De acordo com as leis brasileiras somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito.
Apesar disso, desde o ano 2000, os movimentos sociais brasileiros começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversos, em que qualquer pessoa, independente do sexo, da idade ou da religião, pode trabalhar para que ele seja realizado, organizando grupos em seus bairros, escolas, universidades, igrejas, sindicatos, aonde quer que seja, para dialogar com a população sobre um determinado tema e coletar votos.
O Plebiscito Popular permite que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a seguir a vontade da maioria do povo.
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