Publicado o Edital de Convocação de Assembleia Geral para escolha de Comissão Eleitoral do Sinpro-DF

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que o Edital de Convocação de Assembleia Geral para eleger a Comissão Eleitoral foi publicado, na edição desta segunda-feira (4), no Jornal de Brasília. Confira no final desta nota. A Assembleia Geral será realizada no sábado (9/4), a partir das 10h, no Auditório Paulo Freire da sede do Plano Piloto.

 

Na pauta, além dos informes gerais, os(as) participantes irão escolher a Comissão Eleitoral, que irá conduzir as eleições de 2022 da entidade para escolha da nova diretoria colegiada. A eleição será realizada nos dias 25 e 26 de maio de 2022, das 8h às 20h, na sede e subsedes do sindicato: SIG (Quadra 6 Lote 2260), Taguatinga (CNB 04 Lote 03 Loja 01), Gama (Área Especial 20/21 Salas 42 e 44. Ed. Alternativo Center – Setor Central) e Planaltina (Av. Independência Quadra 05 Lote 18 – Vila Vicentina).

 

O Sinpro informa que serão instaladas urnas fixas em algumas escolas da rede pública. O horário de votação será de 8h às 17h para as unidades escolares de turno diurno, e de 8h às 20h para as de turno noturno. Serão montadas também urnas itinerantes para percorrerem outros locais de trabalho. Seus roteiros serão definidos pela Comissão Eleitoral. O prazo para inscrição das chapas interessadas em concorrer às eleições será de 19 a 25 de abril de 2022.   

 

O Edital de Convocação para as eleições que escolherão a nova diretoria para o triênio 2022-2025 e seu Conselho Fiscal foi publicado no dia 22 de fevereiro de 2022. Após eleita, no dia 9/4, a Comissão Eleitoral, o sindicato manterá uma secretaria habilitada para a prestação de informações aos(às) sindicalizados(as) interessados(as), emissão e recebimento de documentação referente ao processo eleitoral, etc. O horário de funcionamento desta secretaria será das 9h às 17h, exceto sábados, domingos, recessos e feriados.

 

Para votar, o(a) professor(a) e o(a) orientador(a) educacional têm de ser filiado(a) há, no mínimo, 6 meses, e estar em dia com suas obrigações estatutárias, dentre elas as financeiras, no prazo mínimo que o Estatuto estabelece para participação das eleições. A diretoria ressalta que as eleições são de grande importância porque, além de ser um processo de mobilização da própria categoria em torno da luta contra a conjuntura que se apresenta, também é a tomada de decisão sobre a forma que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais entendem que essa luta deva ser feita e de qual projeto de direção do sindicato a categoria entende que seja o melhor para conduzir a luta de que ela necessita.

 

Clique aqui e acesse a página do Edital de Convocação no Jornal de Brasília

Sinpro apoia Dermeval Saviani para a ABL

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal apoia a candidatura do educador Dermeval Saviani para a vaga da cadeira nº 35 da Academia Brasileira de Letras, ocupada até recentemente por Cândido Mendes.

Nascido no dia de natal de 1943, em Santo Antônio da Posse (SP), Saviani é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professor emérito do CNPq e coordenador geral do grupo de estudos e pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil” (HISTEDBR). É Doutor Honoris Causa pelas Universidades Federal da Paraíba, Federal de Santa Maria e Universidade Tiradentes de Sergipe.

Dermeval Saviani é o idealizador da teoria da Pedagogia Histórico-Crítica, que se contrapõe ao modelo conteudista de ensino. Ele defende o acesso ao conhecimento sistematizado e sua compreensão por parte do estudante como instrumento de reflexão e transformação da sociedade.

Para a diretora do Sinpro Berenice D’Arc, será um privilégio termos na ABL um pensador vivo como Saviani. “A pedagogia Histórico-Crítica tem sido base e inspiração para os currículos de escolas de caráter democrático. Demerval faz uma diferença enorme para educação brasileira. Sua grandeza e sua generosidade no diálogo e na escuta fazem dele um grande ser humano”.

Você também pode apoiar a candidatura de Saviani para a ABL. Basta assinar esta petição pública. 

2ª Conape Distrital Melquisedek Garcia é tema do TV Sinpro

A próxima edição do TV Sinpro, na quarta-feira (6/4), às 15h30, vai abordar a II Conferência Distrital Popular de Educação Melquisedek Garcia (2ª Conape Distrital Melquisedek Garcia), a ser realizada no dia 29 de abril de 2022 (sexta-feira).

 

No programa, Berenice Darc e Júlio Barros, diretores do Sinpro-DF e do Fórum Distrital de Educação (FDE), e Natália Duarte, do FDE, vão falar da importância da conferência para a educação e para a comunidade escolar.

 

A 2ª Conape Distrital irá eleger delegados(as) que representarão o DF na II Conferência Nacional Popular de Educação (II CONAPE – Etapa Nacional). A II Conape será realizada entre 15 e 17/7/2022, em Natal, Rio Grande do Norte. Para participar da 2ª Conape Distrital, a comunidade escolar pode se inscrever pelo link do Formulário de Inscrição.

 

A TV Sinpro vai ao ar ao vivo na TV Comunitária (Canal 12 na NET-DF; Facebook e Instagram: TVComDF), sempre às 19h – também nas redes do Sinpro-DF, mas tem reprise segunda-feira, às 6h30 e às 22h; terça-feira, às 13h e às 22h; quarta-feira, às 6h e às 23h30; quinta-feira, ás 7h30 e às 13h; sexta-feira, às 8h e às 13h; sábado, às 13h e às 22h; e domingo, às 13h e às 21h.

 

Não perca!

 

Não é democrático comemorar golpe de Estado e ditadura militar do Brasil

A cultura de golpes de Estado do Brasil não favorece a democracia. Trata-se de uma herança do Império que, apesar das demonstrações históricas do mal que isso faz à população e à Nação, existe uma persistência anacrônica colonialista em mantê-la viva e uma insistente, obsoleta e mal-intencionada exaltação a esse tipo de terrorismo.

Neste 31 de março de 2022, por exemplo, general Braga Netto, militar que ocupa cargo de ministro da Defesa no governo Bolsonaro, novamente, divulgou nota exaltando o golpe de Estado aplicado no Brasil em 1º de abril de 1964 e permanecendo até 1985. Foi um período em que as Forças Armadas brasileiras puseram em curso, com participação ativa dos EUA, um regime ditatorial e terrorista para rapinar riquezas do Brasil e instrumentalizar as instituições públicas para mantê-lo como uma mera colônia dependente de países ricos, nas mãos de empresários do mercado transnacional.

Para que isso ocorresse do jeito que os golpistas queriam, era necessário reprimir, prender, torturar e matar qualquer brasileiro que questionasse, denunciasse e resistisse a esse esquema de roubo internacional. Também era preciso eliminar a cultura para extinguir a identidade nacional; enfraquecer a educação pública não só para que ficasse como algo inoperante e incapaz de formar cidadania, mas também para introduzir a privatização desse direito fundamental; e, ainda, estabelecer uma administração pública controlada, subserviente e colonizada.

É uma vergonha um general que ocupa cargo na Esplanada dos Ministérios e recebe remuneração com dinheiro público usar o aparelho do Estado para deturpar a história e desacatar a Constituição Federal com o objetivo único de exaltar o terrorismo da ditadura militar, de perverter o conceito de democracia e de veicular mais fake news ao afirmar que a ditadura dos generais, que implantou o fascismo no País (basta ver o AI-5), fortaleceu a democracia.

A nota de Braga Netto é um desrespeito à população e, sobretudo às vítimas da brutal e sangrenta ditadura militar, que, segundo levantamento da Human Rights Watch (HRW), torturou, por baixo, mais 20 mil pessoas; assassinou mais de 450 brasileiros; e destituiu cerca de 4.841 representantes eleitos pelo povo. Apesar desse tipo de exaltação veiculada pela mídia liberal, os brasileiros são resistentes. Em todas as ditaduras que existiram no País, houve resistência.

O golpe de Estado de 1964 não é nada disso que está escrito na nota de Braga Netto. Foi uma ação contra o Brasil feita pelos generais das Forças Armadas, pelo empresariado ligado a organizações neoliberais, como a Fiesp, e teve participação intelectual e financeira dos EUA. Na época, encheram a cabeça dos brasileiros de fake news e outras mentiras graves para depor João Goulart, o presidente da República eleito democraticamente, e deram um fim à Quarta República (1946-1964). Ficaram 21 anos no poder à custa do dinheiro público, assassinando qualquer pessoa que denunciasse os crimes de lesa-pátria e contra dos direitos civis dos brasileiros.

2016 a 2022: a nova face da ditadura

O Brasil corre o risco de afundar ainda mais nessa nova face da ditadura golpista que recomeçou o golpe de Estado de 2016 se não der um basta a isso nas eleições de outubro de 2022. Manter o retrocesso que recomeçou com o golpe de 2016, prosseguiu com as eleições de fake news de 2018, é condenar o Brasil a ser colônia e milhões de brasileiros à morte, como foi nesses 3 anos do governo militar de Bolsonaro.

O atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), está com chapa montada tendo Braga Netto, o general que exalta a tortura, a morte e a ditadura, como vice, é dar continuidade a um governo que, entre 2019 e 2022, promoveu o maior desmonte da nação e da soberania brasileiras e deixou um rastro de mais de 1 milhão de mortos só por Covid-19; que recolocou o País no Mapa da Fome; promoveu o maior desemprego da história; impediu a juventude de estudar e trabalhar; infringiu todas as leis ambientais; privatizou a água; e ataca a todos que defendem a verdadeira democracia.

É preciso romper, definitivamente, com essa cultura de golpes e essa mentalidade colonizada, que período republicano da história do Brasil herdou do Império, momento em que Brasil também viveu sucessivos golpes de Estado. Um exemplo disso foi a separação do Brasil de Portugal. Não foi por meio de uma negociação ou revolução, e sim por meio de um golpe de Estado. Apesar das lutas dos Inconfidentes e outros movimentos libertários, contrários à monarquia, a República nasceu a partir de um golpe militar contra o Império.

História marcada pela alternância de golpes de Estado

A partir disso, a história do Brasil passou a ter períodos alternados de golpes de Estado e período de democracia. A República nasceu de um golpe de Estado. Após isso, implanta-se um presidencialismo com eleição sem participação das mulheres e dos analfabetos (que eram a maioria). As mulheres conquistaram o direito ao voto e, a partir daí, continua uma sucessão de golpes de Estado com a participação sempre ativa dos militares e dos EUA: contra Getúlio Vargas, João Goulart, Dilma Rousseff, que, inclusive, foi torturada pelos militares do golpe de 1964.

Há um padrão negativo, sempre com a ação ativa dos EUA, que não permite ao Brasil consolidar a democracia. Em 2016, 31 anos depois de restituir a democracia interrompida pela ditadura militar que Braga Netto tenta exaltar, o Brasil se vê diante de um golpe de Estado em que utilizaram a legislação vigente para destituir Dilma Rousseff (PT), uma presidenta da República eleita democraticamente e comprovadamente honesta com provas levantadas pelo Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF-2).

Lawfare e o novo modelo de golpe de Estado

Aperfeiçoaram o golpe de Estado e passaram a usar a institucionalidade das leis para manter o Brasil debaixo sob gestões golpistas para favorecer um grupo de empresários, militares e estrangeiros se enriquecem com as riquezas, os orçamentos e os patrimônios públicos que deveriam servir ao povo. No caso de Dilma Rousseff, não havia nenhum crime e nenhuma acusação que justificasse o afastamento dela da Presidência da República. Esse tipo de golpe é conhecido no direito como “lawfare” (law, direito; warfare, guerra), criado nos EUA e que utiliza o sistema judicial como instrumento para aplicar golpe de Estado.

“O golpe de 2016 pode ser resumido como um “lawfare” porque estamos numa república presidencialista e não num parlamentarismo, sistema em que se o primeiro ministro não tem um bom desempenho, o Parlamento pode trocá-lo. Isso foi o que o Congresso Nacional de 2016 fez contra Dilma. Usaram o lawfare, erradamente, para retirá-la do comando do País. O lawfare é normal em repúblicas ou monarquias parlamentaristas, mas não numa república presidencialista, como o Brasil”, explica Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF.

Não ao  parlamentarismo

Ele lembra que em 21 de abril de 1993, os brasileiros participaram de um Plebiscito sobre forma e sistema de governo, determinado pelo artigo 2º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal. Dados do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) mostram que num universo de 90.256.461 eleitores na época, 66.209.385 (73,36%) compareceram às urnas. Desses, 43.881.747 (66,28%) eleitores escolheram a República como forma de governo.

A Monarquia recebeu apenas 6.790.751 (10,26%) votos. Votaram em branco nesse item 6.813.179 (10,29%) eleitores, e, 8.741.289 (13,20%), anularam o voto. Já 36.685.630 (55,41%) eleitores optaram pelo sistema presidencialista de governo, e 16.415.585 (24,79%), pelo parlamentarista. Votaram em branco neste item 3.193.763 (4,82%) eleitores, e 9.712.913 (14,67%) votaram nulo.

Importante ressaltar que, se de um lado, o Brasil tem uma trajetória histórica de golpes de Estado, por outro, há um longo histórico de resistência. Tanto é que a ditadura militar que Braga Netto exalta foi um dos períodos em que os generais desapareceram com milhares de brasileiros que resistiram e denunciaram a falcatrua. Além disso, o brasileiro, deliberadamente, não aceita o parlamentarismo. No dia 6 de janeiro de 1963, os brasileiros foram convocados, pela primeira vez na história, a participarem de uma consulta popular para opinarem sobre a manutenção do regime parlamentarista, que então vigorava, ou se deveria retornar o presidencialismo. Venceu o presidencialismo.

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ARTIGO | Golpe

Ao exaltar o GOLPE, o obscuro governo de Jair Bolsonaro mostra (mais uma vez) qual a sua verve. É um governo nascido de um GOLPE, que enaltece o mais tenebroso dos golpes como sua memória construtiva

 

(*) Por Rodrigo Rodrigues

 

É vergonhosa a nota publicada no site do Ministério da Defesa chamando de “Movimento de 1964” o GOLPE que mergulhou o país em 21 anos de uma DITADURA corrupta, assassina e anti-democrática. Uma página vergonhosa da nossa história.

Mas o que esperar de um governo nascido nas entranhas do GOLPE que derrubou a presidenta Dilma em 2016 e impediu Lula de disputar as eleições em 2018? Eleições essas que foram tuteladas por militares aboletados em espaços estratégicos do TSE, tutelando decisões da corte que sustentassem a continuidade do GOLPE. 

A nota ainda evoca a celebração do bicentenário da Independência, outro fato histórico que podemos classificar como golpe. Golpe duplo, no caso. Onde Pedro de Alcântara, príncipe português e herdeiro da coroa do império ultramarino, torna “independente” a antiga colônia, mas a mantém sob seu comando como uma esdrúxula monarquia tropical d’além-mar. Um golpe que contou com o apoio dos militares, e foi contra o povo.

Golpe, aliás, é o tema central de (quase) todos os momentos de ruptura da história brasileira. Vejamos nossa república, que foi proclamada num GOLPE promovido por militares em deposição da monarquia de Pedro II. Golpe conduzido por militares e apoiado pelo agronegócio da época, por meros interesse comerciais, em que a população assistiu bestializada sem nada entender ou ter participação. Com esse golpe, nossa república já nasce sob as sombras de uma ditadura militar que foi conduzida por dois Marechais.

Raros os momentos em que a democracia se impôs e o povo foi incluído. Como foi a eleição do presidente metalúrgico; um trabalhador, nordestino retirante que escapou da fome. Lula é de novo a esperança de um povo que se vê alijado das participações daquilo que deveria ser uma república, mas não é.

Mas será pelas vias democráticas que conseguiremos restaurar alguma soberania para o Brasil, um mínimo de dignidade para as pessoas que constroem nosso país no dia a dia, com seu suor, sangue, lágrimas e alegrias.

Ao exaltar o GOLPE, o obscuro governo de Jair Bolsonaro mostra (mais uma vez) qual a sua verve. É um governo nascido de um GOLPE, que enaltece o mais tenebroso dos golpes como sua memória construtiva.

Por isso, temos que ir às ruas no dia 9 de abril para dizer BOLSONARO NUNCA MAIS! Contra o aumento do gás de cozinha e dos combustíveis. Não à fome e ao desemprego. Por democracia. Por mais saúde e mais e melhores serviços públicos para a população. Por um Brasil democrático. E por Lula Presidente!

*Rodrigo Rodrigues é professor de História da rede pública de ensino do DF e presidente da CUT-DF

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Projeto Baobá chega a estudantes do CEM 01 de Sobradinho

Estudantes do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho se somaram ao projeto de plantio de baobás, desenvolvido pelo professor da rede pública de ensino do DF André Bento.

A visita pedagógica realizada neste mês de março teve como objetivo falar sobre a história dos povos negros por meio da árvore originária da África que representa a resistência à escravidão.

O diálogo entre André Bento e os estudantes do CEM 01 foi feito diante dos três baobás mais antigos do DF, localizados em frente à Embrapa, na Asa Norte.

A visita pedagógica foi realizada em parceria com o professor de História Yuri Soares, que enxerga no projeto uma possibilidade “das escolas irem além das paredes físicas, compreendendo a história, a memória, a cultura ambiental e a formação do povo brasileiro”. “Esperamos que mais escolas se somem ao projeto”, diz o professor Yuri.

Projeto semeado
Professor André Bento conta que realiza diversas visitas às escolas públicas para levar o projeto Baobás. Nos encontros, o docente dialoga sobre o processo de escravização e de resistência da população negra, contextualizando com os acontecimentos atuais.

“O projeto teve início em 2019, com o plantio de duas mudas de baobá no meu local de trabalho. Um ano depois, comecei a catalogação, o registro dos baobás de Brasília. Hoje já são mais de 80 baobás catalogados”, conta o professor André.

>> Leia também: SINPRO-DF LANÇA MINIDOCUMENTÁRIO “O BAOBÁ” SOBRE A LUTA CONTRA O RACISMO

Ele afirma que o baobá, uma árvore da África, pode “manter a tradição do povo negro viva”.

Além de representar a resistência, na África, o baobá também está ligado à culinária, à medicina e à religião.

Professora lança livro sobre invisibilidade da mulher negra e Lei Maria da Penha

O Sinpro-DF convida a todos e todas para o lançamento do livro “Preta ainda de greve – Lei Maria da Penha”, nesta sexta-feira (8/4), às 20h, na Escola Classe 22 do Gama, localizada na EQ 33/49 Área Especial (AE), Setor Central.

 

O livro “Preta ainda de greve – Lei Maria da Penha” vem com a proposta de falar sobre o enfrentamento da violência contra a mulher a partir do Ensino Fundamental. A obra de autoria de Zenilda Vilarins Cardozo, professora e pedagoga aposentada da rede pública de ensino do Distrito Federal, conta a história de Pérola Preta, uma menina negra que, em sua primeira aventura, viveu situações de racismo e descobriu a dor da invisibilidade da mulher negra na sociedade e aprendeu a importância de três palavras-chave para combater o preconceito e conquistar seus espaços: informação, resistência e reivindicação.

 

Spoiler – Essas três palavras formaram a bandeira de Pérola Preta, que, na adolescência, passa a estudar a vida de Maria da Penha e a lei que leva o seu nome. Zenilda conta que a inspiração para escrever o livro vem da necessidade de produção de literatura sobre o tema para ser trabalhado com crianças e adolescentes.

 

“Acredito que essa pauta é muito importante e é muito necessário que esteja presente no currículo. É assim que, desde cedo, ensinamos à menina a compreender a sua força, seu valor na conquista de seus espaços e, aos meninos, o significado das palavras equidade e respeito nas questões de gênero. Assim, planta-se a semente do combate à violência contra a mulher tão presente em nosso cotidiano.

 

“Fico muito feliz ao ver professoras e professores aposentados, que sempre estiveram conosco na luta, agora, escrevendo livros. Isso é muito importante e gratificante e, sobretudo, é o sinal de que aposentamos da sala de aula, mas não somos inativas e inativos: somos aposentados e aposentadas com a possibilidade de continuar na luta construindo inúmeras coisas a fazer, como, por exemplo, produzindo livros”, diz Sílvia Canabrava, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados do Sinpro-DF.

 

Sílvia afirma que a diretoria colegiada do Sinpro-DF, notadamente a Secretaria de Aposentados, têm orgulho do grande número de professores-escritores e professoras-escritoras que existe na categoria.

 

Zenilda Vilarins Cardozo se aposentou da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF), em 2020. Ela trabalhou com educação durante 34 anos, destes 25 anos dedicados à SEE-DF. Especialista em gestão escolar, após a aposentadoria decidiu se aventurar na literatura, “algo que sempre gostei de fazer”, conta.

 

“Optei por pautas que considero urgentes e essenciais para o chão da escola: cultura antirracista, combate a violência contra a mulher, combate à LGTfobia. Sei que as crianças e os(as) adolescentes compreendem e são verdadeiras(os) aliadas(os)  no combate ao preconceito. Além disso, pedagogicamente, esses temas devem ser apresentados desde cedo. Esse é o papel do educador”, finaliza.

Visibilidade trans: professores como agentes transformadores

O 31 de março é o dia internacional da visibilidade trans. É momento de reflexão, de destacar as importantes conquistas desse segmento da sociedade sem perder de vista o tanto que as pessoas trans sofrem no dia a dia. Devemos, também, refletir sobre o papel da escola na conquista do respeito e da visibilidade, e do tanto que ainda há que se conquistar.

“A Escola é o local mais traumático para a comunidade LGBTQIA+ é o local onde mais se sofre LGBTQIAfobia, transfobia, homofobia. Mais ainda que dentro de casa”, conta Ruleandson do Carmo, jornalista cis, ativista LGBTQIA+ e pesquisador do grupo de Estudos em Práticas Informacionais e Culturais (EPIC) da UFMG, que estuda os preconceitos e os afetos nas redes sociais.

Ruleandson conta que, em sua época de estudante, não havia a consciência dos preconceitos de homofobia ou transfobia, e o tanto que ele penou com isso: “Quantas vezes não apanhei na escola por ser bicha afeminada e, ao reclamar com o professor, ouvia ‘é só virar homem que passa!’?”, recorda-se.

No Distrito Federal, o uso do nome social por travestis e transexuais é obrigatório nas escolas públicas desde 2010 para alunos maiores de 18 anos  e, graças à pressão da comunidade LGBTQIA+, em 2018 o MEC editou portaria estendendo o direito a alunos e alunas menores de idade, estando obrigadas as escolas a usar o nome social de travestis e transexuais nos registros escolares.

O nome social é o nome pelo qual os indivíduos trans e travestis querem ser chamados, e sempre vai enunciar sua identidade de gênero.

“Não existe uma disciplina de direitos humanos na escola”, lamenta Ruleandson. E depois de tantas conquistas para a comunidade LGBTQIA+, é papel do professor ser o agente transformador, no chão de sala de aula, trabalhar e conscientizar os e as estudantes sobre a necessidade de respeito e acolhimento de indivíduos LGBTQIA+ por todos os colegas”, explica Ruleandson, que emenda com um exemplo pessoal:

“Uma vez, nenhuma menina queria dançar quadrilha comigo. Todas as minhas colegas diziam que eu não era homem. Minha professora de educação física então se prontificou a ser o meu par: ‘pode deixar que eu danço com você!’ Aquilo foi muito importante pra mim! Ela ensaiou comigo e dançou. Esse acolhimento é muito importante, seja pra comunidade gay ou pra comunidade trans.”

João Macedo, do coletivo LGBTQIA+ da CUT Brasília, ressalta que os professores devem respeitar não só seus estudantes como também a lei: “É importante fortalecermos a necessidade de que todos atentem à lei e respeitem o direito adquirido da comunidade LGBTQIA+, a duras penas”.

Nathália Vasconcellos, presidente da Rede Distrital Trans, afirma que a importância da Visibilidade Trans é que traz à tona, para a sociedade em geral, o tema de cidadania para pessoas trans. “Traz a tona que pessoas trans existem, convivem com todo tipo de gente, que não são pessoas que surgiram hoje em dia, que são pessoas que tem necessidades e especificidades como qualquer outra pessoa. Vem pra mostrar que nós também somos humanos e que precisamos de proteção do Estado, pois o Brasil ainda é o país que mais nos mata. O ódio gratuito e a violência contra nossa população não é escondido de ninguém”.

No entendimento dela, “cada vez mais nossa população vem sofrendo violências desde a infância, pela sociedade, pela família, pela escola, pelo Estado, pela mídia, do mercado de trabalho… Recebemos violência de todos os lados. A morte social de uma pessoa trans chega muito antes dela ser assassinada fisicamente. É triste toda vez que se falar de pessoas trans ter que associar à morte e violência, mas infelizmente é algo que nos atravessa constantemente. A nossa luta diária é pelo direito de viver, pelo direito de existir com o mínimo de respeito e dignidade necessária a todas as pessoas. Não queremos privilégios, queremos os mesmos direitos que todas as pessoas cis tem e sempre nos foi negado”.

“A luta por visibilidade, respeito e dignidade é diária, precisamos reafirmar importância do debate no ambiente escolar, que garantirá a construção de uma sociedade livre da LGBTQIA+fobia.”, lembra Elbia Pires, diretora do Sinpro e ativista LGBTQIA+.

Muito já foi conquistado. E ainda há muito por conquistar. Respeito e dignidade é direito de qualquer indivíduo, não importa sua orientação sexual ou identidade de gênero.

No próximo dia 18 de abril, o Sinpro fará o lançamento de seu coletivo LGBTQIA+. O evento será na sede do sindicato no Setor de Indústrias Gráficas, às 19h.

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Formadores de Tecnologias Educacionais se reúnem no Guará

Ocorreu no último dia 16 de março, na Escola Técnica do Guará Prof Teresa Ondina Maltese (CEPAG), o encontro de Formadores dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). A reunião contou com a presença de 50 profissionais de equipes interdisciplinares de professores qualificados para promover formação continuada aos demais colegas da rede de ensino no uso pedagógico das diversas ferramentas tecnológicas e mídias digitais. O Sinpro foi um dos apoiadores do evento.

Os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE) existem no DF há 25 anos, e ajudam na formação de professores para o uso pedagógico de recursos do que se convencionou chamar de Tecnologia Digital de Comunicação e Informação (TDIC) – que nada mais é do que a combinação de computação e todas as ferramentas de interação social que rodam em ambiente de Internet. “São esses profissionais que mostram como aplicar de maneira funcional as novas tecnologias de Internet em sala de aula”, explica a professora Adriana Alves de Moura, uma das organizadoras do evento.

O encontro foi idealizado pelos professores que atuam há mais tempo nos NTE, e tem como ideia reunir todos os profissionais atuantes nesses núcleos, que são cerca de 50 em todo o DF. Durante o evento, foram discutidas a identidade funcional e a importância dos NTE na inserção das Tecnologias Digitais no contexto escolar, bem como seu uso para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.

Cesta básica cresce 100% e auxílio-alimentação continua congelado

Está cada vez mais difícil resolver a equação compras de mês/remuneração mensal. A disparada dos preços foi iniciada em 2021 e acelerou neste ano. Em alguns casos, como o da cenoura, a alta passa os 80%. Frente a isso, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino no DF amargam oito anos sem reajuste no auxílio-alimentação.

O auxílio-alimentação da categoria é de R$ 394,50, mesmo valor registrado em 2014. Em comparação, o custo da cesta básica em maio daquele ano era de R$ 331,19, segundo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Agora, os mesmos alimentos são comprados por R$ 670,98: um aumento de 102,5%.

“No carrinho de compra da nossa categoria cabe praticamente só a metade dos alimentos básicos para o mês. É uma política de fome”, avalia a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

A sindicalista lembra que a situação está insustentável, uma vez que os salários da categoria também não sofreram qualquer tipo de reajuste nos últimos sete anos.

“Há anos, estamos mostrando para o GDF a urgência da recomposição dos nossos salários, que também estão congelados. Já realizamos duas assembleias que tiveram este ponto como um dos principais para o debate. Com a unidade da nossa categoria, estamos abrindo caminhos, mas isso ainda não é suficiente. Precisamos fortalecer ainda mais nossa mobilização para garantirmos nossos direitos”, orienta a diretora do Sinpro.

De acordo com a Lei Complementar nº 840/2011, o reajuste do auxílio-alimentação devido a todos os servidores públicos do DF deve ser feito anualmente.

Ações
Resultado da atuação da comissão de negociação do Sinpro-DF, o GDF se comprometeu a realizar estudo de impacto financeiro sobre a incorporação da Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped) aos vencimentos. Essa seria uma das estratégias para alcançar a meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), que garante isonomia salarial entre as carreiras de ensino superior do GDF.

Também há indicativo de regularizar, através de projeto a ser enviado para a Câmara Legislativa, a manutenção do pagamento dos valores referentes ao auxílio-saúde (que, pela lei vigente, deixaria de ser pago quando se criasse o GDF Saúde). Além disso, ainda este mês, deve ser encaminhada a ampliação da abrangência do GDF Saúde para nacional, sem aumento nas mensalidades.

Uma nova reunião entre a comissão de negociação do Sinpro-DF e o governador Ibaneis Rocha está agendada para esta semana.

Assembleia
Nova assembleia com paralisação dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais está agendada para dia 27 de abril. A deliberação foi realizada na última assembleia da categoria, realizada no dia 24 de março. O encontro poderá ser antecipado, caso necessário.

Para dar sequência às lutas de 2022, a assembleia geral também aprovou calendário que inclui visitas a todas as escolas do DF (veja quadro abaixo).

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