Entregadores(as) de apps realizam paralisação nacional a partir de 1º de abril: não faça pedidos!

Matéria de Leandro Gomes para o site da CUT-DF.

Entregadoras e entregadores por aplicativo de todo o Brasil farão uma nova paralisação nacional por direitos, dignidade e melhores condições de trabalho. Apesar de ter como alvo principal o iFood ─ maior empresa do ramo no Brasil ─, a greve mira também em outras companhias de delivery por aplicativos.

Dessa vez, o breque será de três dias e terá início em 1º de abril, conhecido como “Dia da Mentira”. A data não foi escolhida por acaso. Foi pensada estrategicamente para denunciar as mentiras da plataforma iFood, que tem deixado de cumprir acordos firmados com a categoria.

Nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, a empresa de entrega de alimentos e encomendas realizou o I Fórum de Entregadores do Brasil, onde recebeu as pautas dos trabalhadores e se comprometeu em atendê-las. Porém, dois meses depois, nada foi feito.

Na carta compromisso assinada pela empresa, o acordo era que, até fevereiro, reivindicações da categoria, como a transparência sobre as suspensões temporárias nas mensagens e sobre a desativação das contas dos entregadores fossem solucionadas, o que não aconteceu.

Mais dignidade

O reajuste da taxa mínima por entrega paga pelo iFood é umas das principais reivindicações da categoria. Atualmente, a empresa paga apenas R$ 5,31 por corrida, o que não é suficiente para arcar com os gastos com gasolina e manutenção das motocicletas. A exigência dos entregadores é que esse valor seja de R$ 10, reajustado anualmente de acordo com a inflação.

De acordo com o entregador Abel Santos, a reivindicação tem como objetivo trazer mais dignidade para o trabalhador. Ele explica que, com o aumento da inflação, o poder de compra da população diminuiu consideravelmente. Como alternativa para manter um padrão de vida digno, os entregadores acabam passando mais tempo nas ruas trabalhando.

“Antigamente, a gente trabalhava seis, oito horas. Hoje, para tirar o mesmo valor, é preciso rodar de 10 a 15 horas por dia. Então,para que a gente tenha uma jornada mais saudável, queremos esse reajuste anual com base na inflação”, afirmou.

A criação de pontos de apoio pela capital federal ─ uma luta que contou com a mobilização da CUT ─ também está na pauta. O projeto de autoria do deputado distrital Fábio Félix (PSol) foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF em agosto de 2020 e sancionado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em setembro daquele ano.

A proposta determina que as empresas por aplicativo criem pontos com sanitários, chuveiros individuais, vestuários, sala de descanso com internet e pontos de recarga de celular, espaço para refeição e estacionamento para bicicletas e motos. Quase dois anos depois, nada foi feito.

Mais segurança, menos golpes

Além das questões já mencionadas, a pauta de reivindicações abrange também a segurança dos trabalhadores. Nesse sentido, a categoria reivindica que o iFood implemente o código de verificação em todas as entregas.

De acordo com o entregador Alessandro Conceição ─ conhecido como Sorriso ─ por não exigir o código em todas as corridas, a empresa abre brechas para a ação de golpistas, o que tem prejudicado diretamente os entregadores.

“Muitos golpistas fazem o pedido no iFood, o motoboy faz a entrega, mas a pessoa notifica a empresa dizendo que não recebeu a encomenda. E o iFood faz o quê? Bloqueia o motoboy sem dar a ele a chance de se defender e justificar o que aconteceu e ainda manda outro pedido para o cliente. A implementação do código evitaria muitas fraudes e traria mais segurança para a gente”, afirma o entregador.

Fim das OLs

No iFood, os entregadores podem se cadastrar em dois modelos: Nuvem ─ em que se vincula diretamente à plataforma e, em um primeiro momento, pode definir seus próprios horários de trabalho ─ e Operador Logístico ─ que tem jornada fixa agendada previamente e sua relação com o iFood é intermediada por uma empresa. Na prática, os entregadores de OL são subordinados a uma companhia terceirizada, chamada operadora logística, que tem o poder de controlar os cadastros e, inclusive, de desativar suas contas.

“A operadora logística está praticamente contratando o entregador, estabelece regras, horários, e até negociação de folgas. Só que não contrata sob o modelo celetista e não garante nenhum tipo de direito”, afirma Abel.

Ele destaca ainda que a plataforma prioriza os entregadores de OL, disponibilizando 80% das entregas para trabalhadores sob esse modelo, o que acaba prejudicando os nuvens, que optaram por mais autonomia.

“Se o iFood quer garantir que haja entregadores nas ruas nos horários de pico, que ela contrate de acordo com a lei, garantindo os direitos trabalhistas. Pela lógica da empresa, o entregador tem que estar on-line, ser subordinado a uma pessoa, mas sem direitos”, disse o entregador.

Fim do agendamento

A precarização das relações de trabalho por parte das empresas de aplicativo parece não ter fim. Recentemente, o iFood implementou em 16 cidades brasileira a jornada de trabalho agendada para os entregadores nuvens e logo o modelo deve chegar à capital federal.

O agendamento funciona da seguinte forma: para trabalhar no dia seguinte, o trabalhador nuvem ─ que não é ligado a nenhuma Operadora Logística (OL) ─ deve agendar horário e local em que estará disponível para fazer entregas. Nesse período, o entregador não pode deslogar do aplicativo, sob o risco de punição.

A determinação não tem agradado a categoria, que denuncia que o agendamento tira a autonomia dos entregadores ─ premissa vendida pelas empresas de entrega por app. De acordo com Sorriso, o agendamento tira autonomia da categoria, que é empurrada a trabalhar em horários pré-definidos, mas sem os mesmos direitos dos trabalhadores formais.

“O iFood implementa esse modelo para segurar os motoboys e acaba tirando nossa autonomia. Temos que ficar disponíveis durante o período agendado, mas isso não é garantia de que haverá entregas para fazermos”, disse Sorriso.

Outras reivindicações

Na pauta de reivindicações dos entregadores está também a exigência pelo fim das entregas duplas e triplas, modelo em que trabalhador entrega duas encomendas, mas só recebe por uma. “É uma injustiça com a gente”, denuncia Sorriso.

Todas e todos contra a precarização

Além da adesão massiva da categoria, a população tem um papel estratégico na paralisação, como destaca a entregadora Manoela Silva. Para ela, é fundamental que todas e todos se unam à mobilização, tendo em vista que a precarização das relações de trabalho é uma realidade que tem atingido outras categorias.

“No decorrer da pandemia, nós movimentamos muito a economia do país. Enquanto muitas pessoas ficaram em casa para não contrair Covid, nossa categoria estava na rua, garantindo, inclusive, a menor circulação das pessoas. No sol, na chuva, no sereno, estamos na rua atendendo a população e o que reivindicamos são direitos que a maioria dos trabalhadores já tem”, disse.

MATÉRIA EM LIBRAS

Inscrições abertas para o curso “Visões de África e visibilidade da população preta do DF”

O Sinpro-DF informa que estarão abertas, entre 1º e 22 de abril, as inscrições para o curso de formação “Visões de África e visibilidade da população preta do DF”. O curso é gratuito e conta com apenas 25 vagas.

Contemplado no FAC Multicultural 2021 e promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), em 2021, o curso tem como parceiro o Instituto Bem Cultural (IBC) e será realizado na Biblioteca Nacional de Brasília (BNB).

Serão ofertados nove encontros presenciais, no auditório principal da BNB, entre maio e junho de 2022, sob a orientação de professores de instituições de ensino públicas e privadas.

Dentre essas instituições, destaque para Universidade de Brasília (UnB); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Federal de Brasília (IFB); dentre outros centros de pesquisa e extensão. A coordenação pedagógica e a direção são da historiadora e africanista Juliana Lage.

“O curso de Áfricas foi concebido a partir da necessidade de instrumentalizar professores(as) e demais quanto ao estudo das sociedades africanas pré-coloniais, suas sociedades, reinos, estrutura social e política, a importância da oralidade e compreender as intercessões entre Áfricas e Brasil, visto que nossa sociedade é devedora do seu legado”, afirma Juliana.

Um dos principais objetivos do projeto é a diversidade no trato com as fontes históricas africanas e a apresentação de autoras negras presentes em nações africanas, como a socióloga nigeriana Oyeronke Oyewumi e a filósofa brasileira Djamila Ribeiro. Há também o intuito de resgatar a importância da implantação da Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de “História e cultura afro-brasileira”  nas disciplinas das grades curriculares dos Ensinos Fundamental e Médio.

“A ideia é proporcionar, aos participantes, subsídios para narrativas menos eurocêntricas e colonialistas acerca das sociedades africanas. Além disso, analisaremos a presença do afro-brasileiro sob nova perspectiva, possibilitando a visibilidade de figuras marcantes na constituição da nossa sociedade, como Ferreira de Menezes, Luiz Gama, Sueli Carneiro, Lima Barreto, Arthur Carlos e muitos outros protagonistas da história brasileira”, ressalta o release da equipe de produção do curso.

Os(as) organizadores(as) também salientam o fato de os estudos africanistas serem de suma importância para a compreensão de suas culturas e povos. Até o fim do século XIX, a presença europeia na África era pontual, reduzida a alguns pontos do litoral. O continente apresentava diversificada experiência social e múltiplos fenômenos culturais.

“O continente era governado por vários impérios, reinos e cidades-estados constituídos de forma autônoma e independente. A História Atlântica visibiliza intensas relações entre sociedades africanas e políticas no Brasil. O que se passava de um lado do Atlântico, repercutia no outro lado”, informa a equipe.

No release, os(as) organizadores também destacam o fato de que “pensar os efeitos do colonialismo e a construção do racismo em nossa sociedade também fazem parte do debate, uma vez que é necessário promover a descolonização do pensamento e das produções teóricas e do conhecimento acerca do continente africano”.

Dentre os participantes do corpo docente do curso, a equipe ressalta a participação do doutor Rafael Sanzio, professor titular da Universidade de Brasília (UnB) e diretor do Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica (CIGA); coordenador dos Projetos Geografia Afro Brasileira: Educação & Planejamento do Território (Projeto GEOAFRO) e Instrumentação Geográfica, Educação Espacial e Dinâmica Territorial.

Dra. Selma Pantoja, professora e especialista em História da África, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional/UnB e do Programa de Pós-graduação em Ensino da História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Dr. Guilherme Lemos, professor da UnB. Homem negro pertencente aos povos tradicionais de matriz africana por meio do terreiro Tumba Nzo Ana Nzambi (Família Tumba Junsara). Na comunidade, atende pela djina (nome) Ndundufurama desde sua iniciação em 2015. É historiador e professor efetivo do Instituto Federal de Brasília (IFB). Possui graduação e mestrado em História pela UnB. Atualmente, docente do IFB.

Juliana Lage, historiadora pela PUC/MG, pós-graduada em Culturas Negras no Atlântico – História da África e dos Afrodescendentes/UnB. Realizou projetos de inserção curricular das Histórias das Áfricas com base na Lei nº 10.639/2003; palestrante sobre as identidades brasileiras: relações entre Brasil e continente africano. Organizadora e coordenadora do curso sobre o “Ensino da História da África e Afrodescendentes no Brasil, segundo a Lei 10.639/2003″. É organizadora e coordenadora do Seminário “Inclusão Étnico-racial e a Lei 10.639/2003, obrigação ou cidadania?” – Sinpro-EP/DF; escritora de tese sobre Lima Barreto.

 

Apresentação de inauguração com Nãnan Matos

 

O curso será inaugurado com um show da cantora Nãnan Matos, cuja apresentação será realizada no dia 6 de maio de 2022, às 19h. A cantora, desde sua origem, foca sua arte na renovação entre Brasil e Áfricas, cultivando e transmitindo valores e saberes ancestrais afro-brasileiros e africanos por meio do canto, percussão, dança, fala e ativismo político-cultural. Há 15 anos, a ativista e arte-educadora compõe a cena brasiliense e nacional com projetos artísticos de resgate, explosão, energia, dança, batuque, multilinguagens e sempre apostando na conexão ancestral e contemporânea para impactar de forma construtiva e positiva.

 

 

Serviço

Etapa 1        

Inscrição:

Período: 1º a 22 de abril de  2022

Acessar o Link:  https://docs.google.com/forms/d/1ShqV-zsNbNPvj098eJDKngVj6gp1U0lGTanHW5NkY8U/viewform?edit_requested=true 

 

Público-alvo

Professores das redes pública e privada de ensino do DF e Entorno, além do público em geral. (Não há pré-requisitos)

Número de participantes: 25 (vinte e cinco)

 

Etapa 2

Curso de formação presencial

Período: de 6 de maio a 3 de junho de 2022.

Local: Biblioteca Nacional de Brasília (BNB)

 

Local

Biblioteca Nacional de Brasília (BNB)

Endereço: Setor Cultural Sul – SCTS Lote 2 – Ed. Biblioteca Nacional de Brasília

Telefone: (61) 3325-6257 – E-mail: bnb@cultura.df.gov.br

Horário de funcionamento:

Segunda a sexta-feira: 8h às 20h
Sábado e domingo: 8h às 14h

Agendamento prévio para empréstimo on-line: gat.bnb@cultura.df.gov.br

Consulta do acervo: www.bnb.gov.br

E-mail: bnb@cultura.df.gov.br

Site: Biblioteca Nacional de Brasília (bnb.df.gov.br)

Instagram: Biblioteca Nacional Brasília (@bibliotecanacionaldebrasilia)

Facebook: Biblioteca Nacional de Brasília | Facebook

 

Fundo de Apoio à Cultura – FAC
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura  do Distrito Federal – FAC/DF

 

TV Sinpro destaca O Golpe dos Precatórios

Na edição da próxima quarta-feira (30/3), às 19h, o programa da TV Sinpro abordará a questão que tanto vem afligindo nossa categoria nos últimos tempos: o Golpe dos Precatórios.

No programa, os diretores do Sinpro Dimas Rocha e Silvia Canabrava, mais o advogado do sindicato, Dr. Lucas Mori, contarão as estratégias ardilosas da quadrilha que foi detida há algumas semanas.

Há uma nova forma de contato, que não se trata exatamente de golpe, mas não explica adequadamente aos professores todas as opções que lhe estão disponíveis – principalmente aos aposentados e aposentadas da categoria.

A TV Sinpro vai ao ar ao vivo na TV Comunitária (Canal 12 na NET-DF; Facebook e Instagram: TVComDF), sempre às 19h – também nas redes do Sinpro-DF, mas tem reprise segunda-feira, às 6h30 e às 22h; terça-feira, às 13h e às 22h; quarta-feira, às 6h e às 23h30; quinta-feira, ás 7h30 e às 13h; sexta-feira, às 8h e às 13h; sábado, às 13h e às 22h; e domingo, às 13h e às 21h.

Não perca!

Curso “Desenvolvimento à moda brasileira” chega ao fim com apresentação de artigos

Terminou na noite da última sexta-feira, 25, o Curso de Formação Política “Desenvolvimento à moda brasileira – dinheiro e desigualdades na educação”, realizado pela Secretaria de Aposentados(as) do Sinpro-DF, em parceria com a Secretaria de Formação. A responsável pelo curso foi a professora mestre e doutora em Educação Urânia Flores da Cruz, autora do livro de mesmo nome, que foi a referência para os debates.

O encerramento foi em formato de seminário de apresentação dos trabalhos e de certificação. O evento foi presencial – embora os encontros tenham sido realizados em formato remoto -, e se deu com a apresentação dos artigos dos participantes. “Foi um momento muito especial do curso, no qual foi possível verificar o crescimento de todos nós”, afirma a professora Urânia. “O que queríamos era olhar a educação por meio do processo de desenvolvimento da nossa sociedade”, destaca ela.

Para Luciana Custódio, diretora da Secretaria de Formação do Sinpro, vincular o conteúdo teórico à prática foi um grande trunfo do curso. “A formação política é um instrumento de luta, e foi muito importante podermos abordar temáticas essenciais deste momento que vivemos, em meio à disputa de projetos e de narrativas na nossa sociedade”, pontua ela.

“Um objetivo central era debater e compreender como se construiu a concepção de educação que prevalece hoje”, aponta Meg Guimarães, também diretora da Secretaria de Formação do Sinpro. “Refletimos sobre os desafios da atualidade em relação às novas tecnologias, e quais os desafios para que elas estejam à disposição do desenvolvimento e da igualdade”, conclui.

“Foi muito importante a realização desse curso no segundo semestre de 2021”, considera a diretora da Secretaria de Aposentados Sílvia Canabrava. “Conseguimos nos reinventar, superando as dificuldades com as tecnologias para acompanhar o curso em formato remoto”. Sílvia lembra, também, que a secretaria agora retomará as atividades presenciais.

O conteúdo do curso trouxe para o debate o desenvolvimento brasileiro e suas relações com o campo da educação, visando a identificar bases estruturantes. Foram discutidas as mudanças que a economia mundial vem sofrendo e, em especial, como as inovações tecnológicas influenciam as estruturas sociais. A metodologia foi centrada na participação, por meio de dinâmicas organizadas a partir da leitura e interpretação do texto, baseada na ação-reflexão-ação, a fim de situar a problemática estudada.

Sinpro divulga calendário aprovado na Assembleia Geral de 24 de março

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida a categoria a participar das atividades previstas no calendário de lutas aprovado na última Assembleia Geral e que está no Edição Extra 356, de 24 de março.

 

O calendário de lutas aprovado pela categoria apresenta as campanhas pela recomposição salarial e a intensificação das visitas nas cidades. O Sinpro aproveita para alertar a todos e todas que as datas aprovadas pela categoria são as que seguem abaixo e que qualquer coisa fora disso não faz parte do calendário de lutas de nossa entidade.

 

Confira também o calendário do Sinpro nas cidades, visitação às escolas para discutir os rumos da luta da categoria, e o próprio Edição Extra, no final deste texto, com todas as deliberações aprovadas.

Edição Extra 356

 

Calendário de lutas
Aprovado na Assembleia Geria de 24 de março

 

2 de abril (sábado)
Oficina sobre direito ao corpo e direitos reprodutivos na Chácara do Sinpro

 

9 de abril (sábado)
Bolsonaro Nunca Mais! – Atos públicos contra o aumento nos preços dos combustíveis e gás

 

18 de abril (segunda-feira)
Lançamento do Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro na sede do SIG às 19h

 

27 de abril (quarta-feira)
Assembleia Geral com paralisação

 

29 de abril (sexta-feira)
2ª Conferência Distrital Popular de Educação Melquisedek Garcia (2ª Conape Distrital), na Eape (907 sul)

 

30 de abril (sábado)
VII Corrida do Sinpro

 

Sinpro nas cidades (março/abril)
Visitas às escolas para discutir os rumos da luta da categoria

 

29 de março (terça-feira)
Plano Piloto | Turnos matutino e vespertino

 

30 março (quarta-feira)
Plano Piloto | Turno matutino
Guará/Estrutural | Turno vespertino

 

31 de março (quinta-feira)
Ceilândia | Turnos matutino e vespertino

 

5 de abril (terça-feira)
Ceilândia | Turno matutino
Brazlândia | Turno vespertino

 

6 de abril (quarta-feira)
Taguatinga | Turnos matutino e vespertino

 

7 de abril (quinta-feira)
Planaltina | Turnos matutino e vespertino

 

12 de abril (terça-feira)
Gama | Turnos matutino e vespertino

 

13 de abril (quarta-feira)
Samambaia | Turnos matutino e vespertino

 

14 de abril (quinta-feira)
Sobradinho | Turno matutino
Paranoá e Itapoã | Turno vespertino

 

19 de abril (terça-feira)
Riacho Fundo I e II, Núcleo Bandeirante e Candangolândia | Turno matutino
São Sebastião | Turno vespertino

 

20 de abril (quarta-feira)
Recanto das Emas | Turno matutino
Santa Maria | Turno vespertino

 

Sinpro lança XII Concurso de Redação e Desenho dia 4 de abril

“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita e será lançada na próxima segunda-feira, dia 4 de abril.

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições
Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

Campanha nas escolas e nas ruas: recomposição salarial já!

A diretoria colegiada do Sinpro-DF avalia que a mobilização deste início de 2022 foi fundamental para fazer acontecer a reunião da comissão de negociação com o governador Ibaneis Rocha. No encontro, o governador se comprometeu com itens importantes da pauta de reivindicações.

O Governo do Distrito Federal providenciará um estudo de impacto financeiro para discutir com a comissão de negociação o processo de incorporação da Gaped. Essa seria uma das estratégias para alcançar a meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), que garante isonomia salarial entre as carreiras de ensino superior do GDF.

Ibaneis também deve atender ao pleito de regularizar, através de projeto a ser enviado para a Câmara Legislativa, a manutenção do pagamento dos valores referentes ao auxílio-saúde (que, pela lei vigente, deixaria de ser pago quando se criasse o GDF Saúde). Além disso, ainda este mês deve ser encaminhada a ampliação da abrangência do GDF Saúde para nacional, sem aumento nas mensalidades.

E o processo negocial com o governo continua. Uma nova reunião está agendada para a próxima semana. O estabelecimento desse canal de diálogo é um passo importante para buscar o atendimento das nossas reivindicações.

Para fortalecer a pauta de reivindicações diante do governo, a continuidade e a ampliação da mobilização são muito importantes! As duas assembleias gerais e as assembleias regionais realizadas ao longo do mês de março cumpriram esse papel. Agora, por decisão de assembleia, o Sinpro intensificará as visitas às escolas – entre 29/03 e 20/04, veja datas AQUI -, buscando, também, aprofundar o envolvimento da comunidade escolar nos debates da categoria. Afinal, nossas reivindicações têm o objetivo de valorizar a escola pública e defender a educação!

No início do mês, o Sinpro espalhou outdoors por todo o Distrito Federal, anunciando a campanha por recomposição salarial da categoria. Essa é uma forma de dialogar com a população e de pressão sobre o governo, mostrando à sociedade não só os prejuízos financeiros da categoria, como também os prejuízos sofridos pela educação pública do GDF nos últimos anos.

Participe das atividades na sua escola, divulgue as ações para seus/suas colegas e para a comunidade escolar. É a nossa mobilização e união que podem alcançar as vitórias que precisamos!

Dia 27 de abril, todos e todas à próxima assembleia geral!

Professora de Ceilândia é finalista de prêmio educacional em São Paulo

Incentivar a leitura de textos, poesias e músicas e suscitar debates sobre Democracia, Cidadania, Direitos Humanos, Relações étnico-raciais, equidade de gênero e cultura de paz na escola. A ideia da professora Celiana Mota Rodrigues Soares, do CEF 16 de Ceilândia, é uma das três finalistas do Prêmio Professor Transformador, promovido pelo Instituto Significare com a Bett Brasil. Os vencedores de cada categoria serão anunciados durante a Bett Brasil 2022, que ocorre de 10 a 13 de maio em São Paulo, no Transamerica Expo Center.

Foram mais de 900 projetos inscritos, e desse total 350 foram selecionados. Na segunda classificação, ficaram apenas 12 projetos de todo o Brasil e, desses 12, há 3 finalistas em cada uma das categorias da premiação (Ensino fundamental, ensino infantil, ensino médio).

“Cansei de ver o CEF 16 nas páginas policiais ou em TVs sensacionalistas. Valorizar a educação e o melhor dos nossos estudantes é a missão mais poderosa que uma professora pode oferecer a uma escola de periferia. Eu amo ser professora e meu sonho é que o CEF 16 de Ceilândia seja referência de positividade e superação”, diz Celiana, com os olhos brilhando.

O Projeto Desiderata nasceu da necessidade de pensar no emocional dos alunos. E começou despretensioso, no primeiro semestre de 2019, como conta a professora Celiana: “Três amigas minhas foram fazer uma roda de conversa com cerca de 45 alunos. Ao final, três alunas ficaram tão empolgadas que pediram outras rodas de conversa porque foi muito bom!” A segunda edição do projeto já contou com a participação de 100 estudantes. Com a pandemia, as rodas de conversa migraram para o ambiente virtual, e outros professores também participaram. “Foi quando eu tive o apoio da escola e dos meus colegas, que perceberam como é legal fazer esses bate-papos.

Nessas rodas de conversa, os estudantes despertam para a realidade do racismo estrutural, aprendem a identificar um relacionamento abusivo, pois não acham mais que é algo corriqueiro em suas vidas.

Para este ano, estão nos planos da professora Celiana fazer o Desiderata multidisciplinar e o Desiderata comunidade, convidando os pais pra poder participarem dessa roda de conversa.

“Foram minhas colegas que me incentivaram a fazer a inscrição nesse concurso, eu nem acredito que sou finalista”, conta Celiana.

A professora conta, com os olhos cheios d’água, como cada aluno responde de forma diferente aos estímulos críticos do projeto. “Um aluno disse que não estava bem, e eu disse a ele pra extravasar de alguma forma. Ele começou a escrever poesias. Nossa, eu me emociono só de lembrar disso. Esse aluno me disse que quando começou a escrever poesia, saiu da depressão. Aí eu lembro da carinha deles me contando isso, e me emociono muito. Trabalhamos com vidas, eles são pessoinhas que precisam de quem os pegue pelas mãos para ajudar”.

E a professora Celiana conclui: “O projeto não é transformador só pros alunos. Vou te falar: eu mudei muito. Ao cuidar desse projeto, eu me transformei, e hj sou outra pessoa.”

Ajude a cultura do Distrito Federal. O seu Imposto de Renda vale muito

A cultura está muito além do conjunto de fenômenos materiais e ideológicos que caracterizam um grupo étnico ou uma nação, mas, também, a pluralidade de expressões e alegrias que se transformam em uma arte revolucionária. Você, professor(a) e orientador(a) educacional, sabia que seu imposto de renda pessoa física pode ir direto para investimento em cultura?  

Sabe aquele Imposto de Renda que não tem jeito, você vai ter que pagar? E se você pudesse garantir que 6% desse valor fosse direto para investimento em cultura? Pois você pode.

Basta acessar o site Valeu.art, escolher um dos projetos disponíveis para patrocínio e preencher o cadastro. No cadastro há diversas opções de valores e formas de pagamento, inclusive o PIX. Cada projeto tem uma conta bancária ou um PIX diferente. Logo após a conclusão do investimento, a plataforma emite UM Recibo de Mecenato direto para o e-mail informado no cadastro que o(a) professor(a) ou orientador(a) preencheu (este recibo tem valor fiscal e dá direito a restituição).

Importante ressaltar que o valor, a título de incentivo com valor fiscal, permite ao(à) contribuinte deduzir 100% de sua contribuição na Declaração do Imposto de Renda, ou seja, o que você investir, você recebe de volta. Quando há restituição, esta é feita corrigida pela taxa Selic. A proposta é promover cultura sem gastar nada, apenas com a decisão política de redirecionar uma despesa.

O Silvano Cole, artista de Brasília, conta como esse patrocínio é importante para a cultura do DF.

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MATÉRIA EM LIBRAS

“Uma Semana Genial” busca levar a Semana de Arte Moderna às salas de aula

Cem anos após a Semana de Arte Moderna, que marcou uma sensível mudança de rumos nas artes brasileiras naquele início de república, a escritora Márcia Elmiro lança o livro Uma Semana Genial, com o objetivo de contribuir para professores e professoras abordarem o evento, o movimento e seus personagens em sala de aula. O livro é dirigido aos educadores(as) do ensino fundamental.

Não foi por acaso que Márcia decidiu trabalhar esse tema com estudantes. Foi uma professora dela quem primeiro a encantou com os artistas modernistas, começando com os poemas de Mário de Andrade e Manuel Bandeira. “Eu cresci lendo tudo o que era relacionado ao modernismo”, diz ela. “No final de 2018, eu resolvi que iria escrever algo para as crianças, já que não havia quase literatura infantil alguma sobre o assunto. Foi aí que começou minha pesquisa pra descobrir fatos pitorescos que pudessem atrair a atenção das crianças, como o fato de Heitor Villa-Lobos se apresentar com um pé de chinelo e outro de sapato”, conta Márcia.

A partir dessa pesquisa, a autora teve a ideia de retratar os modernistas como crianças entediadas que queriam fazer algo novo, e decidem organizar uma grande exposição de arte. Depois, a ideia evoluiu para além da narrativa, e chegou a um guia para ser trabalhado em sala de aula. “Pensei que como Dona Sônia me inspirou a amar o modernismo, outros professores fariam o mesmo”, destaca ela.

O livro

O livro apresenta uma história inédita, que nos propõe imaginar Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Manuel Bandeira, Heitor Villa-Lobos e outros artistas modernistas como crianças que preparam a Semana de Arte Moderna de 1922. Depois, o guia apresenta uma breve biografia dos modernistas; curiosidades sobre o evento; sugestões de atividades pedagógicas a serem desenvolvidas em sala de aula (disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História e Artes); e orientações ao professor ou professora para trabalhar as competências e habilidades socioemocionais, além de valores e múltiplas inteligências.

Márcia Elmiro contou com a colaboração da neuropsicopedagoga Erica Almeida. O ilustrador J. Rafael foi o responsável por para criar cada um dos 11 personagens na versão criança.

Para baixar gratuitamente o PDF do livro, os interessados e interessadas devem clicar AQUI para preencher um pequeno formulário. Quando o formulário é enviado, gera um link para baixar o guia.

Concurso de Redação e Desenho do Sinpro

Em 2022, a 12ª edição do Concurso de Redação e Desenho do Sinpro tem como tema “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós”. As inscrições estarão abertas de 4 de abril a 10 de junho, e podem participar estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional.

Para saber mais sobre o concurso, clique AQUI.

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